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Sistemas Avançados de Corte Longitudinal Você está pronto para processar a NNoovvaa GGeerraaççããoo ddee AAççooss ddee AAllttaa RReessiissttêênncciiaa?? CORTE LONGITUDINAL Você está lutando para fazer o set up, carregar, alimentar e manter as tolerâncias que seus clientes exigem, com seu equipamento atual? Os aços de alta resistência podem intensificar esses desafios. A tecnologia da Red Bud, aumenta a segurança, qualidade e produtividade ao cortar esses tipos de aços. . Tecnologia de Precisão em Mandris de Grande Porte confere maior rigidez . Alimentação (desbobinador ao enrolador) sem interferência do operador . Sistema CNC comanda troca dos cabeçotes automaticamente em 2 minutos . Sistema “Camber Trac” evita o camber induzido no corte longitudinal . Atende as Normas de Segurança NR12 . Bobinas até 16,0mm de espessura, 2.400mm de largura, peso até 40 Tons SOLUÇÕES COMPLETAS PARA PROCESSAMENTO DE BOBINAS Contate nosso representante comercial independente no Brasil VPE Consultoria 11 -999860586 mader@vpeconsultoria.com.br redbudindustries.com +1+618 2823801 5 anos de garantia

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Expediente Editorial Edição 128 - ano 19 Maio/Junho 2018 Siderurgia Brasil é uma publicação de propriedade da Grips Marketing e Negócios Ltda. com registro definitivo arquivado junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial sob nº 823.755.339. Coordenador Geral: Henrique Isliker Pátria Diretora Executiva: Maria da Glória Bernardo Isliker TI: Vicente Bernardo Consultoria jurídica: Marcia V. Vinci - OAB/SP 132.556 mvvinci@adv.oabsp.org.br Editor e Jornalista Responsável: Henrique Isliker Pátria - MTb-SP 37.567 Repórter Especial: Marcus Frediani MTb:13.953 Projeto Editorial: Grips Editora Projeto Gráfico: Ana Carolina Ermel de Araujo Edição de Arte / DTP: Ana Carolina Ermel de Araujo Capa: Criação: André Siqueira Fotos: Montagem com foto de divulgação da empresa Husqvarna, complementada com fotos da Shutterstock. Impressão: Ipsis Gráfica e Editora DISTRIBUIÇÃO DIRIGIDA A EMPRESAS DO SETOR E ASSINATURAS A opinião expressada em artigos técnicos ou pelos entrevistados são de sua total responsabilidade e não refletem necessariamente a opinião dos editores. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS Rua Cardeal Arcoverde 1745 – conj. 113 São Paulo/SP – CEP 05407-002 Tel.: +55 11 3811-8822 grips@grips.com.br www.siderurgiabrasil.com.br Proibida a reprodução total ou parcial de qualquer forma ou qualquer meio, sem prévia autorização. As pedras no caminho HENRIQUE ISLIKER PÁTRIA EDITOR RESPONSÁVEL DDez entre dez livros de autoajuda apresentam frases de efeito e manifestações de incentivo para todas as vezes que nos depararmos com dificuldades que parecem intransponíveis em nossas caminhadas, sejam elas profissionais ou pessoais. Mas, como se faz isto quando se trata de algo maior, como uma empresa, um grupo de voluntários, um grupo escolar, um estado ou até mesmo um país? A partir do segundo semestre do ano passado a economia do Brasil passou a demonstrar sinais de recuperação. Alguns indicativos se mostraram fortes e consistentes como a inflação mantida em níveis baixos, os juros no patamar mais baixo de toda a série histórica desde que passou a ser divulgado, a lenta mas consistente retomada dos níveis de emprego e outros indicadores numéricos, portanto livres de influências políticas que nos davam a sensação de que havia sido deixado para trás, vários dos fantasmas que nos acompanhavam. Algumas das reformas, tanto faladas, foram feitas ainda que parcialmente e outras esperávamos que fossem concluídas nos próximos meses. No entanto para espanto geral, tudo ficou escuro de uma hora para a outra. A greve dos caminhoneiros que a principio parecia não passar de mais uma movimentação de sindicatos em busca de suas reivindicações (justas ou não, aqui não cabe a discussão) abalou fortemente a república chamada Brasil. Tudo parou e até colapsos mais graves aconteceram sem que se encontrasse a porta para o retorno a normalidade. E para o setor siderúrgico e alguns outros setores industriais, a saída não poderia ser pior. Em matéria que apresentamos nesta edição, fica claro que puxaram o cobertor para a cabeça descobrindo os pés. Leiam e formem seu juízo a respeito. Na edição também falamos da utilização de robôs em áreas em que a presença humana traz sérios riscos como a reforma dos altos fornos, e de assuntos técnicos de suma importância como um artigo didático ao extremo que explica como é produzido o aço em todas as suas etapas. Em outros artigos percorremos o caminho da inovação, da industria 4.0 e como a falta de investimentos na educação faz falta para o desenvolvimento brasileiro. Complementamos com as estatísticas dos vários segmentos que se utilizam do aço como matéria prima e das noticias relevantes. Tudo feito, para você nosso leitor. Boa leitura! MAIO/JUNHO 2018 SIDERURGIA BRASIL 3

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Índice de matérias 4 SIDERURGIA BRASIL MAIO/JUNHO 2018 Depositphotos.com

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3 EDITORIAL As pedras no caminho 6 POLÍTICA O desabafo da indústria 12 TECNOLOGIA O Aço e o processo siderúrgico 16 EMPRESAS Lubrimatic 18 ARTIGO TÉCNICO Analogia entre a força medida e a calculada na laminação a quente de barras do aço SAE 1020 24 FUTURO O Pensamento Estratégico para a Indústria 4.0 – Diversidade 26 INOVAÇÃO Mudanças estratégicas são necessárias 28 OPINIÃO Educação é a base – Marcos Cintra 30 ESTATÍSTICAS 33 VITRINE 34 ANUNCIANTES MAIO/JUNHO 2018 SIDERURGIA BRASIL 5

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Política 6 SIDERURGIA BRASIL MAIO/JUNHO 2018 O desabafo da indústria Foto: Depositphotos.com

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Asfixiada pela quase extinção do Reintegra e pressionada pelo pantagruélico apetite tributário do governo, a indústria brasileira definha. Marcus Frediani “R“Reunimos você aqui hoje para um desabafo. Do jeito que está, não dá mais!”Foi assim, sem rodeios e meias palavras que o presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, definiu o encontro com a Imprensa, realizado na fria tarde do dia 6 de junho, no auditório da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), contando, ainda, com a presença do presidente dessa entidade, Fernando Figueiredo, e do presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, para discutir as medidas do governo com a greve dos caminhoneiros e fazer uma avaliação dos efeitos das recentes medidas tributárias compensatórias do governo para a indústria de base, segmento este no qual a química e o aço tem intensa participação. Juntos, esses dois setores da indústria movimentaram, em 2017, mais de R$ 461 bilhões em faturamento e R$ 54 bilhões em impostos, mobilizando meio milhão de colaboradores. As decisões tomadas pelo Governo que impactaram diretamente a indústria – seja em relação às mudanças nas regras de conteúdo local; seja no que diz respeito à abertura unilateral da economia brasileira, sem que se efetuassem a correção das assimetrias existentes; ou as medidas, com viés político, relacionadas à defesa comercial brasileira; e mais recentemente a redução do Reintegra de 2% para 0,1% – ratificam o convencimento da indústria de não ser prioridade para o Governo brasileiro. Nesse cenário, a indústria química foi duplamente penalizada, pois se soma à redução do Reintegra a extinção do Regime Es- Fotos: Divulgação José Augusto de Castro, da Associação de Comércio exterior do Brasil (AEB), Fernando Figueiredo, presidente da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) e Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo do Instituto Aço Brasil (IABr) MAIO/JUNHO 2018 SIDERURGIA BRASIL 7

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Política pecial da Indústria Química (REIQ), por meio da Medida Provisória 836, de 30 de maio de 2018. A medida causa preocupação para o setor e poderá gerar o fechamento de plantas, postos de trabalho e causar perdas que poderão chegar a R$ 3 bilhões até 2021. Segundo Marco Polo Lopes, do Aço Brasil, o impacto da recente greve dos caminhoneiros será extremamente danoso para a indústria, criando um “buraco” nos ganhos da siderurgia brasileira de mais de R$ 1,1 bilhão. “Altos-fornos foram abafados ou funcionaram no mínimo possível de capacidade ocupada, laminações e aciarias foram paradas e despachos de produtos, atrasados. E o que é pior: a tabela do frete mínimo publicada inicialmente pelo governo, em resposta também aos caminhoneiros, teria potencial de retirar mais R$ 3 bilhões se durasse por 12 meses”, pontuou. alíquota do Reintegra e a revogação do REIQ com transferência para a indústria do custo de medidas tributárias compensatórias. A mudança da taxa de juros de longo prazo (TJLP) para a TLP também foi duramente criticada pelos executivos do Aço Brasil, da Abiquim e da AEB. Ao longo dos últimos anos, a indústria brasileira tem perdido competitividade em razão do “Custo Brasil”, sobretudo pela burocracia e entraves logísticos que encarecem a produção. Com isso, ela vem perdendo participação no PIB de forma insidiosamente precoce, sem ter atingido sua consolidação. Colocada na balança, a carga tributária que pesa sobre ela representa um terço de todos os impostos arrecadados no país. “Nesse contexto, ainda precisa lidar com a falta de clareza nas regras, gerando insegurança jurídica e afugentando investimentos, com consequência subida do ‘Risco País’”, destacou Fernando Figueiredo, da Abiquim. Ainda segundo ele, a revogação do REIQ representa um retrocesso e pode inviabilizar decisões que foram tomadas com a premissa de vigência do regime especial. O regime especial foi criado em 2013 para ampliar a competitividade do produto químico brasileiro, com desoneração de matérias-primas petroquímicas de primeira e segunda geração. E os efeitos deletérios sobre as operações no mercado externo agra- Foto: Depositphotos.com Carga tributária monstro Em uníssono, as três entidades também classificaram a redução da 8 SIDERURGIA BRASIL MAIO/JUNHO 2018

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Política Foto: Depositphotos.com vam sobremaneira esse quadro. Isso porque quando se soma a situação de fragilidade da dinâmica doméstica à necessidade imperiosa de exportação, a redução do Reintegra – definido pelo governo como um benefício, quando, na verdade, é um mecanismo de ressarcimento tributário – pinta o cenário perfeito da estagnação, o que, na interpretação dos representantes da indústria não faz o menor sentido, e gerará resultados nefastos em 2018.“Por conta do fim efetivo do Reintegra, a siderurgia nacional deve deixar de exportar R$ 636 milhões. Não há como abrir mão do Reintegra enquanto não houver Reforma Tributária”, enfatizou Marco Polo, do Aço Brasil, afirmando ainda que decisões como essa reforçam e tornam evi- dente e acachapante o fato de que a indústria sempre é chamada a pagar a conta, colocando em risco a frágil retomada do crescimento econômico brasileiro e especialmente os empregos de qualidade gerados pelas empresas do setor. Balanço negativo Para a indústria de transformação, apesar de pontos positivos conquistados no mandato de Michel Temer, o balanço na comparação com os retrocessos é preocupante. Se, de um lado, o estabelecimento de limite para teto dos gastos, a redução das taxas de juros, a liberação dos R$ 42 bilhões do FGTS para o consumo, a terceirização e a materialização da Reforma Trabalhista promoveram avanços, de outro, medidas incompreensíveis como a abertura da economia sem correção das assimetrias competitivas, as alterações nas regras do Conteúdo Local as já citadas mudanças da TJLP para TLP e a transferência para a indústria do custo referente às medidas tributárias compensatórias criaram um vácuo de proporções absurdas, que joga contra a manutenção dos índices de produtividade e competitividade da indústria, impondo-lhe um elevado grau de ociosidade e travando o desenvolvimento do Brasil. Como resultado do inbróglio, dez entidades representativas de setores da indústria de transformação fortemente afetados pela recessão e com ampla participação na produção, exportações e geração de emprego, formaram uma coalizão para a elaboração de proposta que proporcione isonomia competitiva e maior inserção no mercado internacional. Contudo, a reoneração de setores da indústria para bancar a redução dos preços do diesel, uma medida conquistada pelos caminhoneiros após uma greve de proporções nacionais, vai levar setores da economia à Justiça contra o governo federal. Na coletiva de Imprensa na Abiquim, o Instituto Aço Brasil revelou decisão de judicializar a questão assim que possível. “Ainda acreditamos que possa haver um recuo do governo, quanto a essas questões cruciais. Mas caso ele não ocorra, a tendência é levar a questão para decisão das instâncias superiores do Judiciário”, concluiu Marco Polo de Mello Lopes, do Instituto Aço Brasil. 10 SIDERURGIA BRASIL MAIO/JUNHO 2018

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Tecnologia 12 SIDERURGIA BRASIL MAIO/JUNHO 2018 O aço e o processo siderúrgico Foto: Depositphotos.com

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O ferro, que é encontrado abundantemente na crosta terrestre, torna-se aço após um processo em que são adicionadas propriedades modificadoras no sentido de tornar o metal resistente a impactos, desgastes diversos e moldado para inúmeras utilizações pelo homem. Instituto Aço Brasil – IABr* OO que é o aço? Basicamente, o aço é uma liga de ferro e carbono. O ferro é encontrado em toda crosta terrestre, fortemente associado ao oxigênio e à sílica. O minério de ferro é um óxido de ferro, misturado com areia fina. O carbono é também relativamente abundante na natureza e pode ser encontrado sob diversas formas. Na siderurgia, usa-se carvão mineral, e em alguns casos, o carvão vegetal. O carvão exerce duplo papel na fabricação do aço. Como combustível, permite alcançar altas temperaturas (cerca de 1.500º Celsius) necessárias à fusão do minério. Como redutor, associa-se ao oxigênio que se desprende do minério com a alta temperatura, deixando livre o ferro. O processo de remoção do oxigênio do ferro para ligar-se ao carbono chama-se redução e ocorre dentro de um equipamento chamado alto forno. Antes de serem levados ao alto forno, o minério e o carvão são previamente preparados para melhoria do rendimento e economia do processo. O minério é transformado em pelotas e o carvão é destilado, para obtenção do coque, dele se obtendo ainda subprodutos carboquímicos. No processo de redução, o ferro se liquefaz e é chamado de ferro gusa Foto: Depositphotos.com MAIO/JUNHO 2018 SIDERURGIA BRASIL 13

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Tecnologia • De longos aços carbono (barras, perfis, fio máquina, vergalhões, arames e tubos sem costura) • De longos aços especiais / ligados (barras, fio-máquina, arames e tubos sem costura) &ŽƚŽ͗ŝǀƵůŐĂĕĆŽƌĐĞůŽƌDŝƩĂů ou ferro de primeira fusão. Impurezas como calcário, sílica etc. formam a escória, que é matéria-prima para a fabricação de cimento. A etapa seguinte do processo é o refino. O ferro gusa é levado para a aciaria, ainda em estado líquido, para ser transformado em aço, mediante queima de impurezas e adições. O refino do aço se faz em fornos a oxigênio ou elétricos. Finalmente, a terceira fase clássica do processo de fabricação do aço é a laminação. O aço, em processo de solidificação, é deformado mecanicamente e transformado em produtos siderúrgicos utilizados pela indústria de transformação, como chapas grossas e finas, bobinas, vergalhões, arames, perfilados, barras etc. Com a evolução da tecnologia, as fases de redução, refino e laminação estão sendo reduzidas no tempo, assegurando maior velocidade na produção. • Semi-integradas – que operam duas fases: refino e laminação. Estas usinas partem de ferro gusa, ferro esponja ou sucata metálica adquiridas de terceiros para transformá-los em aço em aciarias elétricas e sua posterior laminação. Além disso, em função dos produtos que preponderam em suas linhas de produção, as usinas também podem ser assim classificadas: • De semi-acabados (placas, blocos e tarugos) • De planos aços carbono (chapas e bobinas) • De planos aços especiais / ligados (chapas e bobinas) Existem ainda unidades produtoras chamadas de não integradas, que operam apenas uma fase do processo: processamento (laminação ou trefilas) ou redução. • Laminação – Estão os relaminadores, geralmente de placas e tarugos, adquiridos de usinas integradas ou semi-integradas e os que relaminam material sucatado.No mercado produtor operam ainda unidades de pequeno porte que se dedicam exclusivamente a produzir aço para fundições. • Trefilação – São as trefilarias, unidades que dispõem apenas de trefilas, em que produtores de arames e barras utilizam o fio-máquina como matéria prima. • Redução – São os produtores de ferro gusa, os chamados guseiros, que têm como característica comum o emprego de carvão vegetal em altos fornos para redução do minério, mas que se trata de atividade industrial distinta. De acordo com a CNAE/IBGE (instrumento de padronização nacional dos códigos de atividade econômica do país), a Metalurgia é uma divisão Foto: Depositphotos.com Como as usinas de aço se classificam? As usinas de aço do mundo inteiro classificam-se segundo o seu processo produtivo: • Integradas – que operam as três fases básicas: redução, refino e laminação; participam de todo o processo produtivo e produzem aço. 14 SIDERURGIA BRASIL MAIO/JUNHO 2018

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da seção das Indústrias de Transformação. É nessa atividade econômica que ocorre a conversão de minérios ferrosos e não-ferrosos em produtos metalúrgicos e produtos intermediários do processo. A Siderurgia, setor no qual ocorre a fabricação do aço em forma de semi-acabados, laminados, relaminados, trefilados e tubos sem costura, é classificada como um grupo específico na divisão de metalurgia, seção na qual estão inseridas outras atividades correlatas. Dentro da metalurgia, os produtores independentes de gusa e de ferro-ligas compõem outro grupo. Fonte: IABr O fluxo de produção de aço: O aço é produzido, basicamente, a partir de minério de ferro, carvão e cal. A fabricação do aço pode ser dividida em quatro etapas: preparação da carga, redução, refino e laminação. 1. Preparação da carga: Grande parte do minério de ferro (finos) é aglomerada utilizando-se cal e finos de coque. O produto resultante é chamado de sinter. O carvão é processado na coqueria e transforma-se em coque. 2. Redução: Essas matérias-primas, agora preparadas, são carregadas no alto forno. Oxigênio aquecido a uma temperatura de 1000ºC é soprado pela parte de baixo do alto forno. O carvão, em contato com o oxigênio, produz calor que funde a carga metálica e dá início ao processo de redução do minério de ferro em um metal líquido: o ferro-gusa. O gusa é uma liga de ferro e carbono com um teor de carbono muito elevado. 3. Refino: Aciarias a oxigênio ou elétricas são utilizadas para transformar o gusa líquido ou sólido e a sucata de ferro e aço em aço líquido. Nessa etapa parte do carbono contido no gusa é removido juntamente com impurezas. A maior parte do aço líquido é solidificada em equipamentos de lingotamen- to contínuo para produzir semi-acabados, lingotes e blocos. 4. Laminação: Os semi-acabados, lingotes e blocos são processados por equipamentos chamados laminadores e transformados em uma grande variedade de produtos siderúrgicos, cuja nomenclatura depende de sua forma e/ou composição química. *Artigo apresentado pelo site do IABr – Instituto Aço Brasil,entidade que congrega e representa as empresas brasileiras produtoras de aço. – Usinas Siderurgicas–. www.acobrasil.org.br

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