Revista Conviva Junho 2018

 

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Revista Conviva Junho 2018

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Nº 72 / ANO XXII / JUNHO 2018 PROTAGONISTAS DO PROCESSO EDUCATIVO CONQUISTAM ESPAÇOS Autonomia, responsabilidade, compromisso e colaboração com o bem comum. O aprendizado da língua alemã e o Programa Inglês Todo Dia Um mundo de oportunidades e grandes conquistas. Sempre Alerta! Em plena era digital, o escotismo e seus tradicionais acampamentos continuam atraindo crianças e jovens no mundo inteiro. Conheça o trabalho do Grupo Escoteiro Anchieta - GEA. MMoonniittoorriaiaEEstsutudadnatniltil A valiosa interação entre jovens que falam a mesma linguagem.

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06 Índice 06 Programa Inglês Todo Dia Gestores de escolas do Brasil visitam o CC para conhecer o programa que está modificando a rotina das famílias. 10 monitoria estudantil O grande potencial de aprendizagem na educação entre os jovens. 12 corrente magis Seja um coração voluntário. Participe da corrente para o bem. 14 pinheiral Os voluntários que se dedicam à formação de jovens. 16 dia das mães Emoção e ternura na relação entre mães e filhos. 18 protagonismo juvenil Os jovens como atores do processo educativo. 24 o aprendizado na língua alemã O que mudou na vida dos alunos que investiram no estudo do alemão. 28 ex-alunos no exterior Conheça mais experiências de ex-alunos do CC que se mudaram para outros países. 30 25º congresso interamericano de educação na colômbia Confira a participação do CC. 32 laboratório de escrita Uma oportunidade para exercitar novos talentos. 34 orgulho cc Conheça as conquistas de Edilene Teixeira Boaventura, telefonista do CC. 36 giro do esporte Confira as escolinhas do CC. 38 giro da notícia As últimas notícias do semestre. 40 professor egon schaden Ex-aluno do CC, Egon Schaden foi um dos pioneiros da Antropologia no Brasil. 10 24 28 32

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4 ÍNDICE 40 42 jesuítas Conheça a trajetória de dois jesuítas que cumpriram suas missões. 46 46 sgqe A Rodada Comunitária e os próximos desafios. 48 ponte hercílio luz A ligação da história da ponte com o Colégio Catarinense. 50 unisinos Protagonismo na formação acadêmica. 52 escoteiros O trabalho de preservação e formação desenvolvido pelo grupo. 48 54 APP/CC - nova gestão Projetos para a gestão 2018/2020. 52 54 EXPEDIENTE DIRETOR-GERAL Afonso Luiz Silva DIRETOR ACADÊMICO Elton Frias Zanoni DIRETOR ADMINISTRATIVO Fábio Luiz Marian Pedro CONSELHO EDITORIAL Afonso Luiz Silva Danieli Galvani Elton Frias Zanoni Fábio Luiz Marian Pedro Louisa Carla Farina Schröter Luiz Henrique de Souza Neves Marcos Lacau da Silveira Márcia Carvalho Pe. Nereu Fank, SJ PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Edson Francisco Schweitzer FOTOGRAFIAS Acervo Colégio Catarinense Edson Francisco Schweitzer José Renato Duarte REVISÃO DE TEXTOS Danieli Galvani João Júlio Freitas de Oliveira CONTATO Setor de Comunicação - (48)3251-1593 R. Esteves Júnior, 711 – Centro – Florianópolis / SC CEP: 88015-130 – (48)3251-1500 www.colegiocatarinense.g12.br JORNALISTA RESPONSÁVEL Márcia Carvalho – SC – 00469JP /colegiocatarinense /colegiocatarinense

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Editorial A renovação é uma “tarefa permanente no trabalho educativo. Temos que dar um passo à frente do que hoje sabemos e imaginamos. Nossos modelos educacionais devem preparar os jovens para o futuro. Não podemos permanecer em modelos educativos nos quais nós, adultos, nos sentimos confortáveis. Por isso, é preciso dar um passo à frente. Temos que estar alertas contra o perigo da inércia institucional que impede o discernimento e a necessária renovação. Pe. Arturo Sosa, SJ JESEDU, RJ – out/2017 “ Vivemos em um contexto de muitos desafios e anseios por mudanças. Em um mundo marcado por rápidas e permanentes transformações, precisamos estar preparados para atender, acompanhar e responder com criatividade e visão empreendedora aos desafios educacionais do nosso contexto. Nesse sentido, a escola precisa permanentemente qualificar sua estrutura física, humana, acadêmica, para efetivamente cumprir sua missão educativa, a partir de processos coletivos, participativos e dinâmicos, cujo foco seja o aluno, seu protagonismo e a excelência de sua formação. Na sua tradição de mais de quatro séculos, a Companhia de Jesus e seus colaboradores leigos vêm se dedicando a responder aos desafios de educar hoje, com atualização processual e criatividade empreendedora, sem abrir mão dos valores e princípios cristãos e inacianos, tão caros e peculiares ao nosso projeto educativo. Por isso, é fundamental que a busca pela excelência, pela melhoria da qualidade de ensino, pela aprendizagem e formação integral, com foco no protagonismo do aluno, não seja feita de palavras evasivas ou simplesmente de efeito moral. Muito mais que adereços ao Projeto Político-Pedagógico ou para efeitos de marketing, a qualificação da escola em todos esses sentidos deve ser convicção e compromisso de todos os seus sujeitos, para que, juntos, repensem sua práxis, o currículo, a avaliação e o tempo e espaço escolar. A educação transformadora precisa ser aberta e reflexiva, voltada à constante aprendizagem. Nesse contexto de busca permanente pela qualificação dos processos formativos e educativos, somos todos chamados a superar “a discussão sobre protagonismo escolar [...], acreditando que professores, alunos, famílias, profissionais não docentes, todos são protagonistas do processo educativo, participando de diferentes formas e lugares da vida escolar”. (Projeto Educativo Comum, 2016, nº 32). Estamos, pois, trabalhando fortemente, a partir do Projeto Educativo da Rede Jesuíta de Educação e de vários movimentos e documentos que visam a transformar o espaço e o tempo escolar. Assim, considerando que a educação promove transformações, devemos seguir acompanhando o ritmo global, para que possamos nos situar no contexto dessas mudanças sem nos distanciarmos do nosso compromisso primeiro com a fé. Devemos, como educadores, ativar todas as possibilidades de crescimento em cada aluno. Por isso, nesta edição da Conviva, trouxemos como tema central o protagonismo do aluno, em suas atividades, trabalhos, reflexões, experiências EDITORIAL e expectativas de aprendizagem, que consolidam conhecimentos, vivências, saberes e valores, a partir da construção coletiva e cooperativa da aprendizagem. Nesta edição, temos um sem-número de artigos interessantes, a exemplo dos registros sobre o Ano do Laicato e do recorte histórico sobre o professor Egon Schaden, ex-aluno do Colégio Catarinense, cientista social e antropólogo de grande reconhecimento e projeção mundial. Que possamos todos partilhar das palavras de Rubem Alves, no sentido de compreender que a educação é sempre uma “aventura” coletiva de partilha, de afetos e sensibilidades, de conhecimentos e saberes, de expectativas e experiências, de atitudes e valores, de sentidos de vida. Que a leitura desta edição da Conviva desperte cada vez mais, em toda a comunidade educativa, o sentimento de pertença e o compromisso com a formação integral de nossos alunos, protagonistas do processo de aprendizagem! Desejo a todos uma excelente leitura! Paz e Bem! Afonso Luiz Silva Diretor-geral 5

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UNIDADE DE ENSINO I 7 Programa Inglês Todo Dia Road Show no Colégio Catarinense No dia 27 de março, o Colégio Catarinense sediou um Road Show organizado pela International School, empresa parceira da instituição que presta assessoria ao Programa Inglês Todo Dia (ITD), implantado em 2018 na matriz curricular da Educação Infantil ao 2º ano do Ensino Fundamental I e também no Turno Integral. O Programa ITD, que se iniciou como uma atividade extracurricular em 2017, firmou-se como uma proposta inovadora de aquisição da língua estrangeira por meio da imersão no idioma. A experiência exitosa fez com que a instituição incorporas- se a proposta em sua matriz curricular, com perspectiva de ampliação gradativa da oferta, visando à qualificação da aprendizagem da língua inglesa pelos seus estudantes. Foi com o intuito de conhecer como se deu esse processo, bem como observar in loco o desenvolvimento do Programa ITD, que um grupo de cinquenta gestores interessados em conhecer a metodologia, advindos de diversas cidades brasileiras, como Juiz de Fora, Goiânia, Bauru, Brasília, Rio de Janeiro, Fortaleza, Crato, Ribeirão Preto e Curitiba, participou do Road Show, que incluiu uma visita guiada pela instituição, além da observação das aulas do Programa ITD e de um importante momento de diálogo com as equipes da Direção e da Coordenação. Marcela Barros, assessora da International School, esteve presente no evento e destacou a importância de acompanhar as experiências que estão em andamento, as quais já podem ser consideradas um sucesso. O Colégio Catarinense, em sendo um centro educativo da Companhia de Jesus, possui um legado de tradição e excelência no que diz respeito à educação de crianças e jovens. Inspiradas por Santo Inácio de Loyola, um homem atento às necessidades de seu tempo, as unidades educativas buscam constantemente o diálogo com a realidade. Nesse sentido, o Programa ITD complementa o processo formativo dos nossos estudantes voltando-se ao contexto atual, que exige a formação de cidadãos globais, capazes de atuar significativamente na sociedade. Com a implantação desse programa e a boa acolhida da comunidade educativa, o Colégio Catarinense alegra-se em poder partilhar mais essa experiência com outros educadores Brasil afora e já projeta a ampliação da oferta para 2019.

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Sendo assim, ao vivenciar a rotina do Programa ITD, o grupo de gestores pôde perceber como a proposta implantada recentemente já está produzindo frutos. Em um ambiente de imersão, os alunos são desafiados a pensar e interagir a partir da língua inglesa. Os visitantes observaram o trabalho realizado na Educação Infantil, onde o foco está voltado ao desenvolvimento das habilidades de fala e audição; no Ensino Fundamental, onde as quatro habilidades linguísticas (fala, audição, leitura e escrita) são desenvolvidas; e no Turno Integral, que utiliza a metodologia maker, a partir de proje- tos temáticos que desafiam os alunos no desenvolvimento de diferentes habilidades relacionadas às diversas áreas do conhecimento, de modo a estimulá-los à criação. Os depoimentos das famílias que optaram pelo Programa comprovam o êxito de todo esse processo. “Estou muito feliz com a proposta do ITD. Nossa família está sentindo a diferença na rotina de casa. Meu filho chega da escola animado com as novas palavras que aprendeu e até corrige a nossa pronúncia, sem contar a praticidade de aprender uma outra língua dentro da escola, sem ter problemas de deslocamento e com menor custo”, diz Bianca Wisbeck Mansur, mãe de Felipe, do 1º ano E. Alessandra Weber Ferreira, mãe do aluno Helton, do 1º ano B, partilha opinião semelhante. Segundo ela, o ITD é um divisor de águas na família. “Agora, falamos inglês o tempo todo em casa, no almoço, no lanche. O fato de incluir o inglês no cotidiano escolar é o grande diferencial”, diz Alessandra. Outra mãe bem empolgada com o método é Carolina Pinto, mãe de Gustavo, do 1º ano A, e Miguel, do Infantil II A. Ela conta que os dois conversam sobre as novas palavras que aprenderam e mostram-se sempre estimulados. “Mesmo ainda sem saber ler, o mais novo pega o livro e tenta pronunciar algumas palavras”, conta Carolina, feliz com os resultados alcançados em tão pouco tempo. Foi nesse clima que o grupo de visitantes conheceu também os diferentes espaços que foram equipados para o Programa ITD: sala Learn Makers, utilizada pelos alunos do Turno Integral; Labora- tório Realia, que oportuniza a aprendizagem por meio de jogos, vivências simbólicas e dramatizações; e Laboratório Lego, onde os alunos são estimulados a trabalhar em equipe e a resolver situações-problema. Para o diretor acadêmico do Colégio Catarinense, Elton Frias Zanoni, o Programa ITD é uma resposta qualificada ao desafio de proporcionarmos uma educação que amplie a perspectiva de diálogo do estudante com o mundo: “Não podemos nos contentar com um universo escolar no qual as famílias tenham que buscar oferta qualificada de idioma estrangeiro fora do Catarinense. Esse aprendizado deve ocorrer conosco, ao longo da trajetória do aluno na Educação Básica. Sonhamos com um currículo que permita ao nosso aluno – que ingressou na Educação Infantil – alcançar, no 9º ano, amplo domínio do inglês. Assim, no Ensino Médio, o interesse pode voltar-se ao alemão e ao espanhol, também com excelência”.

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PpRaCrEoanPhoeAsçadRneEossasSfia ESooUsludSçoãoAsBéLiclUuínlgNoueXO!XSI Currículo Programático adequado à realidade escolar brasileira e às diretrizes da BNCC. Mais de 95% de resultados excelentes nos exames de Cambridge English no último ano. +55 11 5904.9220 100% das nossas escolas parceiras indicam o programa para outras instituições de ensino. www.internationalschool.global

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10 UNIDADE DE ENSINO II a monitoria estudantil e o potencial de aprendizagem colaborativa entre os jovens Uma novidade no CC vem atraindo a atenção dos alunos: a Monitoria Estudantil. O objetivo é incentivar o protagonismo do aluno no processo educativo, ressaltado pelo Projeto Educativo Comum (PEC), entendendo que existe grande potencial de aprendizagem na aproximação dos jovens. Nesse contexto, a Monitoria é uma oportunidade de aprofundar a compreensão dos conteúdos e desenvolver competências de relacionamento pessoal e de comunicação. Esse projeto acontece, inicialmente, do 8º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio, sendo estipulados de um a três monitores para cada ano/série e disciplina. Alunos com desempenho acadêmico de destaque são convidados a apoiar os demais colegas do mesmo ano/ série, mediante um compromisso semanal de atendimentos, bem como de reuniões destinadas à organização das atividades, conduzidas pelo Serviço de Orientação Pedagógica (SOP). A proposta consiste, antes de tudo, em uma atividade colaborativa no processo de ensino-aprendizagem, em que todos aprendem juntos. Os alunos convidados a participar dessa experiência garantem que a atividade será exitosa para quem está aprendendo e também para quem ensina, já que os conteúdos são revistos e discutidos. Ísis Teixeira, da 2ª série C, é uma das monitoras estudantis convidadas. Ela vai monitorar os alunos na disciplina de Português e está ansiosa pelo início do trabalho, que ela já desenvolve há alguns nos, por iniciativa própria: “Sempre gostei muito de português e sempre ajudei meus colegas com as dúvidas de aula”, diz a aluna, que pretende seguir a carreira de professora de Língua Portuguesa. Assim como Ísis, Gabriel Neves, da 3ª série A, também convidado para participar, sempre ajudou os colegas em sala de aula. No caso de Gabriel, a disciplina é Matemática: “Vou bem nas exatas, principalmente em Matemática. Então, costumo ajudar quem tem dificuldade”, complementa ele, que se prepara para o vestibular de Engenharia Civil, na Universidade Federal de Santa Catarina. Toda a comunicação e organização das atividades tem como canal oficial o curso no Moodle, denominado “Monitoria Estudantil”. Ao final do ano, o monitor que cumprir plenamente a rota de atividades

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estabelecidas no edital receberá um certificado do Colégio Catarinense, formalizando seu trabalho voluntário – algo cada vez mais importante, especialmente no contexto daqueles que pretendem ingressar em universidades no exterior. Com essa iniciativa, o objetivo do Colégio é institucionalizar a prática da colaboração nos estudos entre alunos, a partir de um processo de formalização e acompanhamento, por intermédio da equipe pedagógica, além de incentivar a participação daqueles que se destacam academicamente. “Que esses alunos possam, engajando-se como monitores, exercitar o ‘ser para os demais’, na perspectiva inaciana, colocando sua competência a serviço do outro”, diz o diretor acadêmico do Colégio Catarinense, Elton Frias Zanoni. Segundo ele, o número de alunos interessados em participar da Monitoria surpreendeu a todos: “Isso prova que há um interesse mútuo na troca de experiências, aprendizados e vivências”, conclui. UNIDADE DE ENSINO II 11

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Corrente Magis Possivelmente, você já foi questionado sobre a possibilidade de engajar-se em alguma causa social, não é mesmo? Afinal, quando fazemos bem ao próximo, também somos beneficiados. O coração bate mais forte, e a vida ganha ainda mais sentido. Em 2018, a proposta do Catarinense foi fazer mais e melhor, engajando aqueles que sempre desejaram fazer parte de algum projeto ou ação social. Para isso, foi criada a Corrente Magis. Para participar, basta ir até a Coordenação da sua Unidade de Ensino e fazer a inscrição. Quando houver algum projeto que se adeque à sua aptidão e ao seu nível de ensino, você será chamado! Os participantes vão receber gratuitamente a “pulseira do bem”. Ao levá-la em seu punho, mais do que fazer parte da Corrente, você ajuda a multiplicar a causa e a promover o amor ao próximo! Participe! corrente do BEM, corrente de AMOR. Eu participo! corrente do BEM, corrente de AMOR. Eu participo! corrente do BEM, corrente de AMOR. Eu participo! corrente do BEM, corrente de AMOR. Eu participo! Compartilhe o que você faz DE M E LHOR BRASIL

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14 PINHEIRAL O voluntariado em Pinheiral e o compromisso de preservar valores e tradições O voluntariado em Pinheiral existe desde 1959, quando as primeiras turmas de alunos (ainda na época do internato) começaram a ir até lá. Desde então, várias gerações de ex-alunos tornaram-se voluntárias em Pinheiral. Atualmente, temos ex-alunos formados em 1980 acompanhando turmas e repassando todos os valores e as tradições desse lugar tão especial, que fez e faz parte da vida de tantas famílias do CC. Desde 2009, projetou-se uma organização mais estruturada das equipes de voluntários que acompanhavam as turmas, mediante a realização de um cadastro e uma participação mais efetiva e constante dos dirigentes, os quais tornavam-se mais assíduos e aptos a acompanhar as turmas. A partir desse ponto, tornou-se nítida a necessidade de possibilitar aos voluntários de Pinheiral uma formação que os capacitasse ainda mais a acompanhar os alunos que iam para lá. Criou-se, então, o EMAD (Escola de Monitores, Assessores e Dirigentes). A partir de 2012, o Curso de Formação de Dirigentes (EMAD) passou a ser mais efetivo e eficaz. Inicialmente, era realizado todos os anos, capa- citando e qualificando alunos e ex-alunos que eram convidados a tornarem-se voluntários em Pinheiral. Hoje, a oferta é disponibilizada a cada dois anos e, no ano em que não é oferecida, aos dirigentes podem realizar um curso de primeiros socorros com certificação, qualificando os dirigentes para auxiliarem os enfermeiros que vão para Pinheiral com as turmas. Esses voluntários, na época, eram selecionados a partir de suas vivências como participantes em Pinheiral, levando-se em consideração o trabalho em equipe, o perfil de liderança, o senso de responsa- bilidade e compromisso, além da desenvoltura perante os grupos e a experiência. Com o passar dos anos, o perfil de voluntários modificou-se. Até meados dos anos 2000, os voluntários constituíam-se, basicamente, por ex-alunos mais velhos, uma grande parte já tinha até filhos. A partir de 2010, a maioria dos voluntários começou a ser constituída por ex-alunos recém-formados e, posteriormente, das séries finais do Ensino Médio. Atualmente, essa tendência vem se mantendo, com um número de alunos e ex-alunos recém-formados ainda mais expressivo. “ “ Dedicar-se, de modo espontâneo, abnegado e generoso aos demais, é sinal de inteireza de vida e revela valores inacianos internalizados. Agir com amor, seriedade e solidariedade em prol do bem comum, em um projeto social, formativo e educativo, enriquece a vida de quem faz e contribui para a transformação da sociedade, com protagonismo e cidadania. Afonso Luiz Silva | Diretor-geral

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“Ser dirigente é ser voluntário. É querer levar adiante o espírito de Pinheiral. É doar seu tempo, deixar de lado seus compromissos e comprometer-se com suas tarefas. Ser dirigente é dormir tarde e acordar cedo. É ‘se virar nos trinta’ para arrumar a programação quando chove. É cansar fisicamente e mentalmente. Mas também é gratidão. É receber carinho, ser exemplo e marcar a vida de alguém. É despertar o lado mais criança e brincalhão que temos guardado. Ser dirigente é ser professor, amigo, pai, mãe, irmão e conselheiro. É participar da evolução pessoal de quem permite a proximidade. É ver o sorriso no rosto de cada um dos participantes e saber que todo o esforço valeu a pena. “Gosto de Pinheiral mesmo antes de ter subido a primeira vez, quando eu ainda estava no ‘Coleginho’. Eu ouvia histórias que meus primos me contavam desse lugar e de tudo que acontecia lá. Quando comecei a subir, foi uma paixão. É realmente algo único! Tem alguma coisa na simplicidade, na sinceridade da vivência com as outras pessoas e nas brincadeiras e atividades que parece mágico! Já perdi a conta de quantos Pinheirais participei. Não existe sensação mais gratificante que voltar exausto, com poucas horas de sono no final de semana, porém, vendo o sorriso no rosto dos participantes, felizes com o Pinheiral que tiveram e saudosos dos momentos vividos lá em cima. No meu caso, em 2008, apenas um ano depois de concluir meus estudos no Ensino Médio, comecei a “levar grupos de alunos a Pinheiral na condição de voluntário, a convite do então responsável por Pinheiral, Pe. Carlos Sérgio Viana, SJ. Quando aluno, fui a todos os Pinheirais possíveis, e foi exatamente nessas ocasiões em que me apaixonei por esse lugar tão fascinante e marcante. Em 2011, recebi o convite do então Diretor-geral do Colégio, Pe. Mário Sündermann, SJ, para trabalhar no Colégio e assumir as funções do Pe. Carlos em Pinheiral. Foi um dos momentos mais importantes e decisivos da minha vida. Ter a possibilidade de trabalhar na mesma instituição em que me formei no Ensino Médio, onde aprendi valores que levo para toda a minha vida, foi, sem dúvidas, muito gratificante. O que aprendi em Pinheiral, todos esses anos, busco transmitir para cada um dos alunos que para lá se dirigem aos finais de semana; essas vivências, ensinamentos e experiências são os objetivos maiores do voluntariado em Pinheiral. Sinto-me, por fim, muito agradecido a cada um dos dirigentes voluntários que se dedicam a manter essa tradição e repassam às novas gerações os valores e ensinamentos de Pinheiral, mantendo sempre viva essa paixão. Como diz a canção: “Pinheiral é para a eternidade...”. “ ““ Manuella Margarida Cherem Barreto – 3ª série A Dirigente há dois anos Victor Sobierajski dos Santos Machado Ex-aluno (formado em 2014) - Dirigente desde 2013 Tiago Fernandes dos Santos Bistulfi Funcionário do CC

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