Tribuna do Piracicaba - A Voz do Rio

 

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Bacia do Piracicaba - Maio de 2018 - Edição 239 - Ano XXV

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Bacia do Piracicaba, Maio de 2018 / Edição 239 – Ano XXV / Distribuição Dirigida Gratuita / Nas bancas: R$ 2,00 O QUE ESTAMOS FAZENDO!? Dia 5 de junho é a data escolhida como o Dia Mundial do Meio Ambiente. Momento de reflexão para que todos percebam que tudo que está acontecendo hoje em relação à saúde humana, passa pelo rastro de poluição que esse humano deixa. Página 3, 7, 8 e 10 Eucalipto – Mocinho ou Bandido? Mais um capitulo sobre a árvore que, enquanto muitos a condenam pela escassez de água, outros a elegem como uma mina de ouro verde. Página 6 Cidades Poluidoras Também nessa edição a continuidade do levantamento das cidades que poluem com esgoto a bacia do Piracicaba. Página 4

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2maio de 2018 Catas Altas programa atividades para semana do meio ambiente D&D Mundo a Fora Orçamento para o Meio Ambiente no Brasil, em 2018, é o menor dos últimos cinco anos Divulgação Sem muito para comemorar, ambientalistas criticam ações de corte no orçamento pelo governo Morro D’Água Quente receberá programação na semana do meio ambiente Catas Altas - No dia 5 de junho, será comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente. Para celebrar a data, a Prefeitura de Catas Altas, através da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente está preparando uma semana repleta de atividades, envolvendo crianças e adolescentes das escolas municipais da sede e do Morro D’Água Quente. Em parceria com as empresas Vale, Onix e Polí- cia Militar Ambiental, serão promovidas palestra sobre Queimadas, plantio e exposição de mudas e apresentação teatral (no dia 18 de junho) nas escolas Agnes Pereira Machado, João XXIII e UMEI. Um levantamento realizado pelas organizações não-governamentais WWF-Brasil e Associação Contas Abertas revela uma triste e preocupante perspectiva para a área ambiental neste ano de 2018: os gastos, ou deveríamos dizer, investimentos, do governo federal com o setor são os menores desde 2013. A partir de dados públicos divulgados pelos governos federais, estaduais e municipais, o relatório Financiamento Público em Meio Ambiente – Um Balanco da Década e Perspectivas faz uma análise do orçamento do Ministério do Meio Ambiente nos últimos anos. Os números são alarmantes. Há cinco anos, os gastos autorizados no ministério e suas autarquias, como o Ibama, o ICMBio, a Agência Nacional de Águas e p Serviço Florestal Brasileiro, foram de R$ 5 bilhões, considerado orçamento da década. Em 2017, este valor já havia sido reduzido para R$ 3,9 bilhões e neste ano, teremos somente R$ 3,7 bilhões para cuidar do setor ambiental brasileiro. De acordo com o estudo realizado pelas ONGs, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, responsável pela administração das Unidades de Conservação (UCs) do país, é o órgão mais atingido pelo corte do orçamento: receberá R$ 708 milhões em 2018 contra R$ 1,2 bilhão do ano passado, uma redução de 44%. Além disso, o relatório destaca ainda o fim do investimento ao programa Bolsa Verde, criado para estimular a conservação de áreas protegidas por famílias pobres. A queda no financiamento era gradual ao longo dos últimos anos – R$ 106,1 milhões em 2015, R$ 78 milhões em 2016 e R$ 61,7 milhões em 2017. Segundo o WWF-Brasil, o governo informou que busca repassar a conta ao Fundo Amazônia, que também sofreu corte nos aportes, em decorrência do aumento do desmatamento na Amazônia. Sabe-se, obviamente, que não foi somente o Meio Ambiente que sofreu redução de orçamento no Brasil. A crise econômica e política pela qual o país atravessa comprometeu diversos setores, entre eles, infelizmente, o da Ciência também. Mas a falta de investimento em áreas fundamentais para a preservação e proteção de florestas e ecossistemas tão importantes para a manutenção da qualidade de vida do brasileiro é um sinal claro da falta de visão política do atual governo. Expediente: Tribuna do Piracicaba a voz do rio • Diretor Responsável: Geraldo Magela Gonçalves • Comercial: dindao@bomdiaonline.com (31) 9 9965-4503 • Diagramação/Arte: Sérgio Henrique Braga • Impressão: Gráfica Bom Dia •Representante Comercial: Super Mídia Brasil - BH Redação e Administração Rua Lucindo Caldeira, nº 159, Sl. 301, Alvorada, CEP.: 35930-028 João Monlevade / MG / Brasil (31) 3851.3024 • A Voz do Rio Online: www.tribunadopiracicaba.com Circulação: Bacia Hidrográfica do rio Piracicaba FUNDADO EM FEVEREIRO DE 1994 Razão Social : Geraldo Magela Gonçalves MEI CNPJ 27.776.573/0001-68 Inscrição Estadual : Isenta Inscrição Municipal 123470CNPJ.: 24538633/0001-16 Todos os Direitos Reservados dindao@bomdiaonline.com

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3maio de 2018 Câmara abraça causa das águas Após criar o “Dia do Rio”, a Câmara Municipal de Rio Piracicaba acaba de aprovar projeto de proteção às nascentes Rio Piracicaba – Após aprovar projeto criando o “Dia Municipal do Rio Piracicaba”, a Câmara Municipal vem abraçando a causa das águas e durante reunião ordinária do último dia 23 de maio aprovou, em primeiro turno o “Substitutivo ao Projeto de Lei n° 1.942/2018”, que dispõe sobre proteção ambiental de nascentes de água no âmbito do Município de Rio Piracicaba. O projeto coloca como de interesse público, para fins de proteção ambiental, as nascentes de águas existentes no Município de Rio Piracicaba e aponta ações para essa proteção, como mapeamento e catalogação das nascentes; monitoramento e na preservação dos mananciais no tocante às nascentes, estoques e cursos d`água; proteção do ecossistema para manutenção do regime hidrológico; melhoria das condições para recuperação e proteção da fauna e da flora existentes nas áreas dos mananciais; conservação e recuperação das margens quanto às florestas e demais formas de vegetação natural existentes nas nascentes dos rios; compatibilização das ações de preservação dos mananciais de abastecimento e da proteção ao meio ambiente com o uso e ocupação do solo para atendimento ao desenvolvimento socio- Dindao O autor do projeto, vereador Tarcísio Bertoldo, defendeu a necessidade urgente em desenvolver projetos voltados para a preservação hídrica econômico do município; promoção de gestão participativa, integrando setores da sociedade civil organizada com as diversas instâncias governamentais; integração dos programas e políticas habitacionais com as políticas de preservação do meio ambiente. O projeto traz ainda restrições nas áreas das nascentes, destacando-se o desmatamento e degradação ambiental, aterro, desaterro, obstrução e outras que descaracterizem os ecossistemas locais sem as medidas compensatórias de recu- peração exigidas; obras que importem ameaça ao equilíbrio ecológico ou que atentem contra os objetivos referidos no artigo anterior; obras de construção civil sem a devida medida de proteção ao ecossistema, mediante prévia autorização do órgão competente; uso de herbicidas ou produtos químicos ou realizar lançamento de efluentes sem o prévio tratamento; fazer confinamento de animais; fazer depósito de qualquer espécie; realizar poda ou queimada da vegetação existente entre outros. Segundo o projeto, to- das as nascentes e cursos d`água existentes no território do Município de Rio Piracicaba, em propriedades públicas ou privadas, serão cadastrados pelo Poder Público Municipal para fins de proteção e conservação, com vistas à garantia de suprimento de recursos hídricos para a população, sendo que caberá ao Executivo Municipal, no prazo de cento e oitenta dias, após a promulgação da Lei, formular normas técnicas e estabelecer os padrões para cadastramento, preservação e melhoria das áreas onde se encontrarem as nascentes a que se refere esta Lei. Ainda de acordo com o projeto, caberá ao Poder Público Municipal incumbir-se de implementar plano de comunicação, de forma a incentivar os proprietários particulares a prestar informações e participar de forma colaborativa quanto ao cadastramento de nascente ou curso d`água para efeitos de catalogação e registro. O autor do projeto, vereador Tarcísio Bertoldo, defendeu a necessidade urgente em desenvolver projetos voltados para a preservação hídrica, já que, a cada ano, o problema da falta de água vem se agravando. Dia do Rio Também autor do projeto que criou o “Dia Municipal do Piracicaba”, Tarcísio Bertoldo já se prepara para desenvolver ações para marcar a data, envolvendo toda comunidade com objetivo de recuperar a vida do corpo d´água que outrora servia a cidade em suas diferentes necessidades, incluindo o lazer.

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CIDADES POLUIDORAS O Tribuna do Piracicaba – A Voz do Rio, estará veiculando em suas edições a relação das cidades que despejam esgoto in natura nos cursos d´água que compõe a Bacia do Piracicaba e a quantidade de esgoto produzido por cada uma destas cidades e ainda se existe projeto para colocar fim neste grave problema que atinge, diretamente, toda população. Uma responsabilidade que cai sobre os ombros do prefeito de cada cidade. 4maio de 2018 ALVINÓPOLIS Alvinópolis despeja 3,1 milhões de litros de esgoto por dia na bacia do Piracicaba sem nenhum tratamento RIO PIRACICABA Rio Piracicaba produz em média 2,9 milhões de litros de esgoto por dia, tratando apenas 600 mil litros (ETE Caxambu), despejando 2,3 milhões de litros por dia na bacia do Piracicaba sem nenhum tratamento SANTA BÁRBARA Santa Bárbara despeja 6,1 milhões de litros de esgoto por dia na bacia do Piracicaba sem nenhum tratamento BARÃO DE COCAIS Barão de cocais despeja 6,3 milhões de litros de esgoto por dia na bacia do Piracicaba sem nenhum tratamento

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5maio de 2018 ONU Meio Ambiente lista seis questões ambientais para ficar de olho em 2018 A ONU Meio Ambiente listou as principais ameaças ambientais que precisarão ser enfrentadas este ano. Entre elas, estão os danos provocados nos recifes de corais, a poluição por plástico dos mares e oceanos, entre outras. Veja a lista completa. 12 Recifes de coral Poluição por plástico Com três quartos dos recifes de corais do mundo já sob risco — devido a ameaças que vão desde espécies invasivas à acidificação do oceano e poluição por protetores solares — a hora da ação é agora. A Iniciativa Internacional para os Recifes de Coral escolheu 2018 como o Ano Internacional dos Recifes de Coral. As ações já começaram em Fiji, com o anúncio governamental de importantes locais de preservação. A ONU Meio Ambiente já começou uma análise detalhada da situação dos recifes de coral no Pacífico. Aguarde mais notícias e ações sobre o tema durante o ano. Com base no impulso gerado pela Assembleia Ambiental da ONU do ano passado, um grande foco será dado este ano no sentido de combater a poluição por plástico — eliminando as sacolas descartáveis, banindo os microbeads (micropartículas de plásticos) nos cosméticos e promovendo o uso de alternativas sustentáveis. A expectativa é de que haja mais notícias e importantes anúncios sobre este tema, incluindo de companhias multinacionais, em 2018. 34 O mundo dos esportes mais verde Meio ambiente e migração Com as Olimpíadas de Inverno em Pyeongchang, na Coreia do Sul, no mês que vem, a Copa do Mundo da Rússia, em junho e julho, e os Jogos Olímpicos de Verão da Juventude, em Buenos Aires, em outubro, 2018 será um ano esportivo. Fique atento aos anúncios de novos compromissos de sustentabilidade de importantes organizações esportivas. Com bilhões de fãs de esporte no mundo todo, o impacto potencial é enorme. Em dezembro, a comunidade internacional irá se reunir nos Marrocos para tentar fechar um novo pacto para migrantes e refugiados. As mudanças climáticas e a degradação ambiental já foram oficialmente reconhecidas como impulsionadores da migração — um fato que, corroborado pelos desastres relacionados ao clima, continuam a gerar manchetes na imprensa. 5 Foto: pixabay/Pixel-mixer (CC) 6 Cidades e mudanças climáticas Grandes felinos Um importante tema de 2018 será como as cidades do mundo podem liderar a redução da emissão de gases do efeito estufa e desenvolver formas inovadoras de se adaptar às mudanças climáticas. Momentos importantes nessa frente será a Conferência de Cidades Resilientes que ocorre em abril em Bonn, na Alemanha, e a Cúpula de Ação Global para o Clima, que será realizada em setembro em São Francisco, nos Estados Unidos. No último século, o mundo perdeu 95% de sua população de tigres. Em apenas 20 anos, a população de leões na África caiu mais de 40%. Leopardos da neve, onças e espécies similares também estão em perigo devido à perda de seus habitats, à caça e outros tipos de ameaças. Em 2018, a expectativa é de que haja novas iniciativas para proteger os grandes felinos do mundo.

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Em cartaz o “Eucalipto”: mocinho ou bandido? 6maio de 2018 Dando continuidade à matéria sobre a árvore da polêmica, o Tribuna do Piracicaba – A Voz do Rio, vem ouvindo as versões sobre o eucalipto. A série de matérias se fez necessária devido a crítica que inúmeros proprietários rurais e sitiantes vêm fazendo à árvore, que segundo eles, a seca dos cursos d´água em suas propriedades são causadas por essa espécie. Madeira na sociedade A sociedade necessita de produtos de base florestal para sua sobrevivência e conforto. Até pouco tempo, a necessidade de madeira era suprida quase que exclusivamente por meio das florestas nativas. O plantio de eucalipto é uma solução para diminuir a pressão sobre as florestas nativas, viabilizando a produção de madeira para atender às necessidades da sociedade em bases sustentáveis. Um hectare de floresta plantada de eucalipto produz a mesma quantidade de madeira que 30 hecta- res de florestas tropicais nativas. Árvore da maior importância, presente nos cinco continentes e em todos os estados brasileiros, o eucalipto possui grande capacidade de adaptação, rápido crescimento, produtividade e inúmeras aplicações em diferentes setores. Um hectare de eucalipto consome 10 toneladas de carbono da atmosfera por ano, contribuindo para a diminuição da poluição, o aquecimento global e combatendo o efeito estufa. Árvore completa Do eucalipto tudo se aproveita. Das folhas, extraem-se óleos e essências utilizadas em produtos de limpeza e alimentícios, em perfumes e até em remédios. A casca oferece tanino, usado para curtir o couro, o tronco fornece madeira para sarrafos, lambris, ripas, vigas, postes, varas, esteios para minas, mastros para barco, tábuas para embalagens e móveis. Sua fibra é utilizada como matéria-prima para fabricação de papel e celulose. Consumo de água Estudos realizados pelo Instituto FNP, em 2005, revelaram que o eucalipto é mais rentável que a pecuária de corte, a cana, a soja e o milho. Estudos da Universidade Federal de Viçosa constatam que o eucalipto consome menos água que muitas plantas. Para se obter 1 kg de madeira, o eucalipto consome 350 litros de água, enquanto para se obter 1 kg de batata, a planta consome 2.000 litros de água. Para a mesma quantidade de milho, cana de açúcar e cerrado, são necessários 1.000, 500 e 2.500 litros de água respectivamente. A implantação de monoculturas é um dos pontos que merecem a atenção da sociedade. Café, soja, cana-de-açúcar, pastagens, eucalipto ou qualquer outra cultura que seja feita sem critérios ambientais é extremamente prejudicial ao meio ambiente e ao homem. No entanto, todos os produtos resultantes desses cultivos são fun- damentais à sociedade. Relação eucalipto – meio ambiente No caso do eucalipto, vários são os procedimentos adotados para integrar as plantas ao meio ambiente natural, mantendo ou aumentando a biodiversidade das áreas plantadas, por meio de planejamento técnico, estabelecimento de corredores de vegetação natural para movimentação da fauna, plantio de enriquecimento nas áreas de preservação e da adoção de práticas que garantam a sustentabilidade do sistema. Nas propriedades destinadas ao cultivo do eucalipto são mantidas matas nativas para compor áreas de reserva legal. As nascentes também são protegidas. Em estudos realizados nas áreas da Cenibra foram encontradas mais de 300 espécies de plantas convivendo com plantios de eucalipto, o que demonstra, claramente, não haver inibição da germinação de outras plantas nas áreas cultivadas. Essas áreas protegem e fornecem alimentos para a fauna silvestre, entre outras funções. Além disso, a fauna silvestre utiliza as áreas de plantio de eucalipto para a construção de ninhos, locomoção e alimentação. Plantações florestais não podem ter sua biodiversidade comparada com a das florestas nativas, às quais não visam substituir. Proporcionam madeira e produtos não madeireiros para os mais diversos usos, diminuindo a pressão sobre as florestas nativas, colaborando para a fixação do homem no campo e dinamizando a economia. Parcela considerável dos plantios comerciais é realizada por produtores rurais, via fomento. São as florestas sociais que geram circulação de riquezas, desconcentração fundiária, multiplicação de oportunidades e sustentabilidade da atividade florestal. Crise hídrica A ONU considera “escassez de água” a disponibilidade de menos de mil metros cúbicos anuais de água doce para cada pessoa. Essa medida põe cerca de metade da população mundial em países com escassez de água (ONU, 2010). De acordo com ANA (Agência Nacional de Água, (2014) o Brasil possui, em termos gerais, uma grande oferta hídrica). Por outro lado, também possui uma diferença significativa entre suas regiões hidrográficas no que diz respeito à oferta e à demanda de água. Nesse contexto, enquanto bacias localizadas em áreas com uma combinação de baixa disponibilidade e grande utilização dos recursos hídricos podem enfrentar situações de escassez e estresse hídrico, outras se encontram em situação confortável, com o recurso em abundância. É fundamental que todos possam compreender que a solução deve ser ocorrer a partir de ações efetivas, parcerias sérias, no sentido de readequar o uso dos recursos hídricos na sociedade (por empresas e instituições e pessoas) e sua devida recuperação e preservação.

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7maio de 2018 Câmara apoia projeto da Secretaria de Meio Ambiente contra as queimadas João Monlevade - A Secretaria Municipal de Meio Ambiente realizou no dia 17, no Plenário da Câmara Municipal, o I Encontro de Planejamento Estratégico de Queimadas. O evento teve o objetivo de apresentar ações de prevenção, controle e combate às queimadas no município. Na ocasião, também foi feito o lançamento da campanha “Monlevade sem fogo é dever de todos”. O presidente da Casa, vereador Djalma Bastos (PSD), e o vereador Leles Pontes (PRB) estiveram presentes. Segundo a secretária de Meio Ambiente, Fernanda Ávila Torre, no período crítico de queimadas que se estende de maio a outubro, são registrados, em média, três focos diários de incêndio em Monlevade. Para evitar que isso aconteça, Fernanda explicou que é necessário a capacitação de brigadistas voluntários para o município e a realização de atividades de educação ambiental em áreas consideradas estratégicas como escolas e bairros mais afetados. “É preciso dar prioridade às áreas de preservação permanente (APP’s), unidades de conservação como o Parque Municipal do Areão e a Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN) da ArcelorMittal Monlevade que, juntos, compõem mais de 50% do município”, destacou. Durante o evento, também foram levantadas questões como a necessidade de atuação intensa nos bairros e sobre atear fogo em resíduos, cultura essa que deve ser desmistificada. “Além da questão ambiental, as queimadas apresentam-se como fator preponderante para doenças respiratórias e graves geradas, sobretudo, pela queima de componentes químicos”, explicou Fernanda. Para o presidente Djalma Bastos, o trabalho de prevenção às queimadas deve ser conjunto. “Devemos trabalhar todos juntos, população, po- Fotos: Maria Tereza Bicalho/Acom CMJM Para o presidente Djalma Bastos, o trabalho de prevenção às queimadas deve ser conjunto deres público e privado, entidades a fim de combatermos os focos de incêndio no município. É preciso conscientizar a todos sobre a importância de se evitar as queimadas e os riscos que elas trazem para o meio ambiente e para a nossa saúde”, enfatizou. O evento contou com a participação de membros do projeto Broto da Vida, representantes do Flo- resta Clube, Lions Clube Monlevade Centro, Rotary Club, Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Piracicaba (Amepi), Polícia Militar de Meio Ambiente e Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), além do secretário municipal de Serviços Urbanos, Rivaldo de Brito, e do coordenador da Defesa Civil, Marcelo Ferreira Silva. Através de emenda de Nozinho, Sevor recebe veículos novos Divulgação O evento teve o objetivo de apresentar ações de prevenção, controle e combate às queimadas no município Belo Horizonte - Na manhã da última quinta-feira, 17, o Deputado Nozinho participou no Palácio da Liberdade da solenidade de entrega de diversos veículos para os municípios mineiros. Eles foram atendidos através de emendas dos Deputados ao Orçamento de 2017. Das indicações de Nozinho, foram entregues 1 ambulância e 1 veículo para João Monlevade, especificamente para o SEVOR, Serviço Voluntário de Resgate, importante instituição da região, que vem salvando vidas na BR mais perigosa do Brasil. Também receberam veículos os municípios de Barão de Cocais, São Domingos do Prata e Itabira. Na solenidade o Governo do Estado informou que entregará nos próximos dias outros veículos indicados pelos Deputados.

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