Confrades da Poesia98

 

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Poesia Lusófona

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Amora - Seixal - Setúbal - Portugal | Ano IX | Boletim Mensal Nº 98 | Junho 2018 CONFRADES DA POESIA www.confradesdapoesia.pt - Email: confradesdapoesia@gmail.com «JANELA ABERTA AO MUNDO LUSÓFONO/UNIVERSAL» Neste ano 2018 vamos iniciar as edições do nosso boletim, na expectativa de que ele progrida em cada ano transformando-se num elo mais forte em prol da poesia. Nesta conformidade esperamos uma colaboração mais empenhada de todos dos nossos poetas membros que nele participem, para que o nosso boletim dignifique cada vez mais a poesia e seja um verdadeiro orgulho para a nossa organização poética. SUMÁRIO EDITORIAL Capa: 1 A Voz do Poeta: 2 Ecos Poéticos: 3 / Bocage: 4 / Rota Poética: 5 Cantinho dos Poetas 6,7,8 / Tribuna do Vate: 9 / Contos e Poemas: 10 / Rádio: 11 / Ponto Final: 12 O BOLETIM Mensal Online (PDF) denominado "Confrades da Poesia" foi fundado com a incumbência de instituir um Núcleo de Poetas, facultando aos (Confrades / Lusófonos) o ensejo dum convívio fraternal e poético. Pretendemos ser uma "Janela Aberta ao Mundo Lusófono e outros países “; explanando e dando a conhecer esta ARTE SUBLIME, que praticamos e gostamos de invocar aos quatro cantos do Mundo, apelando à Fraternidade e Paz Universal. Subsistimos pelos nossos próprios meios e sem fins lucrativos. Com isto pretendemos enaltecer a Poesia Lusófona, no acréscimo da Poesia Universal e difundir as obras dos nossos estimados Confrades que gentilmente aderiram ao projecto "ONLINE" deste Boletim. “Promovemos Paz” A Direcção «Este é o seu espaço cultural dedicado à poesia» Para nós não existe concorrência. Existem parceiros de actividade! Tribuna do Vate …. página 9 Rádio Confrades da Poesia Nesta edição colaboraram 36 poetas Deixamos ao critério dos autores a adesão ou não ao “Novo Acordo ortográfico” FICHA TÉCNICA Boletim Mensal Online Propriedade: Pinhal Dias - Amora / Portugal | Revisão: Conceição Tomé A Direção: Pinhal Dias - Fundador Colaboradores: Adelina Velho Palma | Albertino Galvão | Albino Moura | Alfredo Mendes | Amália Faustino | Ana Pereira | Ana Santos | Anna Paes | António Barroso | António Boavida Pinheiro | António Martins | Arlete Piedade | Arménio Correia | Artur Gomes | Carla Carvalho | Carlos Alberto S Varela | Carlos Fragata | Conceição Tomé | Damásia Pestana | Daniel Costa | Ernesto Dabo | Euclides Cavaco | Filipe Papança | Filomena Camacho | Graça Maria Costa | Helena Fragoso | Ivanildo Gonçalves | João Coelho dos Santos | João Furtado | José Caldeira | José Chilra | José Jacinto | José Maria Gonçalves | Luis Fernandes | Maria Alexandre | Maria Fonseca | Maria Fraqueza | Maria Margarida Moreira | Maria Rita Parada dos Reis | Maria Vit. Afonso | Paco Bandeira | Rita Celorico | Rogério Pires | Rosa Branco | Rosélia Martins | Silvino Potêncio | Teresa Primo | Tito Olívio | Vitalino Pinhal | Vó Fia | Zzcouto | … Ver restantes no site.

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2 Confrades da Poesia - Boletim Nr 98 - Junho 2018 «A Voz do Poeta» FLOR DE LUZ EsCreVendo PRAIA DA RAINHA Na flor de luz, colhida no meu peito, Pousei sôfregos lábios com ternura. Na vibração da sombra do meu jeito Molhei gotas de orvalho na frescura. Em cada madrugada tenho feito Promessas que não cumpro e a noite escura Ri de mim nas estrelas, sem respeito Pla vontade que quer e não procura. Talvez seja só flor o que prometo... Talvez a longa espera seja em vão... Talvez misture o sonho na verdade... Mas, se o sonho se esgota num soneto, Pode o poeta viver sua ilusão E pôr então na flor a realidade. Tito Olívio - Faro Escrevo palavras onde o silêncio palpita A cor transparente onde mora o cansaço Escrevo solfejos da fusão paz, tristeza A nostalgia das mãos tão cheias de nada Escrevo o sussurro onde cala a emoção A linha do tempo onde finda a saudade Escrevo os sabores das taças vazias O grito do gesto onde a alegria fenece Escrevo o gorjeio dos trajos da noite A hora calada onde o sonho desmaia Filomena Gomes Camacho - Londres Quem deslumbra o Litoral Ali à Costa juntinha No mais dourado areal Fica a PRAIA DA RAINHA. Suas dunas naturais Quase beijadas plo mar Onde quando há vendavais As gaivotas vão poisar. As acácias verdejantes Perfumam o ambiente Convidando os visitantes Pra este espaço atraente. Amplo estacionamento Quase todo calcetado E sem grande agitamento De acesso facilitado. CUIDANDO DO MEU JARDIM Meu coração é uma flor que se entreabre a qualquer brisa leve, doce e afetuosa, mas que se fecha tristemente, olhando um sabre assassinar a tenra essência de uma rosa. Minha emoção é tão sublime e delicada como uma vida abençoada de uma flor que por ser flor sublime, doce e perfumada tem o poder de embevecer o próprio amor. Gerês O Gerês, cenário de beleza natural. Porta sempre aberta; O verde da sua paisagem constitui o cenário [ideal; Para o encontro de poetas de Portugal. Filipe Papança - Lisboa Sua água cristalina Ondas com moderação São na areia limpa e fina Paraíso de Verão. Praia muito procurada Também preferida minha Por muitos considerada Ser das praias a RAINHA !... Euclides Cavaco - Canadá É assim que vivo, cuidando do meu jardim, reaprendendo a replantar dentro de mim, a flor mais linda que o meu sonho fertiliza pois aprendi a irrigar, a cada pranto, o mesmo amor que reconstrói, do desencanto, a emoção que a solidão não poliniza. Luís Vaz de Camões Luís Vaz de Camões, dos supremos vates, o rei. Estandarte de um país de poetas e marinheiros, Que por mares desconhecidos foram pioneiros, A levar ao mundo novo, a sua fé e a sua grei. Luiz Poeta – RJ/BR Já fui onde tinha que ir ao meu mais alto penhasco no meu passado não me atasco nem tenho que dele fugir as lembranças fazem-me rir das peripécias da vida é muito mais fácil subir do que uma íngreme descida se a corda estiver partida na tua difícil escalada ficas com a vida quebrada e o mundo todo a rir muito eu já fiz para nada já fui onde tinha que ir. Vitalino Pinhal - Sesimbra Foi com sofridas penas que escreveu os gloriosos feitos, Engrandecendo a Pátria tão sublimada, porém de sina malfadada, Que durante séculos e séculos, esteve amordaçada, Por mitos e preconceitos. Talvez fosse o maior poeta que o universo conheceu, A sua obra lírica e épica, o mundo inteiro reconheceu E, ao seu incontestável génio, se rendeu. Porém, a vida, não o bafejou com a sorte Mas, seu nome vai para além da morte. Mesmo que má sorte e Infortúnios, tivesse de sobra, O seu fecundo estro, perpetuado através da sua obra, Seu engenho e arte, que excederam qualquer majestade, Perdurarão num alto pedestal, por toda a eternidade! Conceição Tomé (São Tomé) – Corroios

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 98 - Junho 2018 «Ecos Poéticos» 3 Dentro da ilha O PODER DO AMOR O céu perfeito observa os pés descalços Que percorrem a praia desabitada, A maré surge com abraços de água salgada. Caminham sentindo o cheiro a mar, Único e inesquecível. Conhecendo recantos: sonhos consentidos, Andando calmamente Tendo no sorriso de sol o maior aliado. Dentro da ilha habita a casa, Dentro da ilha, no tempo presente A perfeição existe. Anabela Gaspar Silvestre - Covilhã Quadro sem nome Era a imagem da degradação, à porta do grande supermercado, apático, dobrado, com dois cães atados a um varão que suportavam a chuva, encolhidos, com olhitos meigos de sacrifício. Ele amealhava, tostão a tostão, as dádivas dos passantes mais sentidos, para, mais tarde, lá p’ro fim do dia, ir, de seringa em punho, matar o vício debaixo da ponte da ribeira. Olhei o quadro e sem ironia, não senti pena por aquela asneira, apenas me afastei, angustiado, calando fundo os sentimentos meus por ver os cães, com ar tão devoto, olharem aquele tipo escanzelado, porco, barbudo, sujo e todo roto, como um deus! António Barroso - Parede O amor tem tal poder Que não sei imaginar Que nos tira o que dizer E não nos deixa falar Tanta bonita palavra Que vêm ter à tua mente Quando as queres, tudo encrava Não lembras uma somente E todo aquele que diz Que isso não lhe acontece Nunca pode ser feliz O amor não lhe aparece Quando a mente te falha Tudo parece ilusão É o amor que atrapalha Evadindo o coração Ficas sem nada dizer Sem te saberes confessar Nos teus olhos dá para ler Como estás a amar Aquele amor à partida Que causa a confusão Ou é amor para a vida Ou amor de perdição Mário Pão-Mole - Sesimbra Ave Sonhadora ave sonhadora que moras no meu peito divagas para lá do azul do céu entre as nuvens enoveladas que deixam vislumbrar o arco-íris levas a esperança a teu jeito sobre as árvores que a natureza deu buscas o alimento nas flores coradas no campo florido em tom perfeito ave sonhadora voando nas alturas no teu enlevo procuras abrigo desvias-te das torrentes de amarguras buscas na tua calma um amigo eu sonho contigo nesse espaço vou contigo num sonho irreal sobre as tuas asas atravesso o deserto rumo ao destino onde te enlaço Um troveja, outro trova, um tropeça, outro se apruma; quem copia e não renova, nunca fez trova nenhuma. Rosélia M G Martins – P.S. Adrião Luiz Poeta – RJ/BR ARDINA DE LISBOA Pé descalço e calção roto Imagem desse garoto A quem chamamos ardina Que em voz cantante apregoa Pelas ruas de Lisboa A imprensa matutina... Ao romper da madrugada De jornais cheia e pesada Ao ombro põe a sacola Num lesto desembaraço Sem ter tempo nem espaço Para os livros da escola. E num desafio à vida Trava esta luta atrevida Por mercê do seu destino Sem ter direito a brincar Vê verdes anos passar Sem chegar a ser menino. Da pequena personagem Ficou do tempo a imagem Que perdura em cada esquina Por um retalho de fado Desse palco onde deu brado A voz desse pequeno ardina !... Euclides Cavaco - Canadá NADAS Ainda a noite mal se espreguiçava Já a manhã rompia em claridade; Cantavam os pardais em liberdade, No ar a melodia se espalhava. Mais um dia de novo começava, P'ra uns, quanta agonia e ansiedade; P'ra outros, o anseio á felicidade, E o tempo nessa ânsia assim passava. Quantos dias bonitos que morreram, Os meses e os anos sucederam, Em cadência febril e dolorida; Por nadas, nos deixamos embalar, Que nem paramos para reparar, Nos nadas, que dão vida á nossa vida. Anabela Dias – Paivas/Amora

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4 Confrades da Poesia - Boletim Nr 98 - Junho 2018 «BOCAGE» Na brisa da noite Nasce o sol, começa o dia A maresia encobre o rio até ao começo da tarde Depois o sol rompe resplandecente E enche de vida toda a gente Vem o por do sol, no encher da maré E o vento frio fustiga o rosto como um açoite É o fim do dia, trás com ele finalmente A suavidade da brisa da noite! plinto da essência nos braços da noite... bonifrate do ente no ente assombrado... recessos da alma vagabundos de riso... dorme a paisagem na tela vazia... Ana Pereira - Amora ri o universo às mentes sem mente... A VIDA CAMINHA lanço-me num verso sem rédea à deriva... Sou alma que habita meu corpo Sei que o tempo é cruel, Que a vida caminha E que deverei ser indigno da graça. e vem o poema dar-me vida e à vida... Jorge Cortez – Suíça Irei confrontar a promessa de eternidade E soltar asas amarradas. A estrada e o longe vão ficando mais perto. A vida caminha na agonia do fim do dia Sequência repetível da despedida De cada hora do relógio. Quanto mais longe no dia vou, Mais perto da noite estou. Tive berço, cobertor, lareira, E sonhos proibidos Sem queixume e sem voz. No rugir do trovão o tatuar de desejos. Em tempestade de fogo, de solitária orgia, A vida, que dura o espaço de um suspiro, Caminha pela rotina do ser noite e dia. João Coelho dos Santos - Lisboa Amor falso Se tiveres amor à vida Não ames a falsidade Porque fazem-te a partida De te amar sem ser verdade UM POEMA DE MAIO Uma flor está aqui, Junto a mim, no regaço; Espera pelo teu abraço, Pelo Amor, que sorri!... Ai flor, que és tão grada!... Foste perdida, foste achada, Por alguém, foste amada, Não sei se solteira ou casada!... Esta Vida é um compasso, Ou talvez um embaraço, De longe fica o fracasso, Com Amor…passo a passo!... E a flor está sempre presente, Naquele ser, que de carente, Sofre de Amor…mas de repente, De Ele se torna seu crente!... Tudo se torna absorvente, Naquele perfume, abrangente, É de alguém seu confidente, Com Amor conveniente!... É Maio de Maria e da flor, Onde tudo é Paz e Amor, Tudo vai apagar a dor, Numa reza com muito ardor!... Poeta Selvagem – Alentejo CASV - Paços de Brandão RIO JUDEU, SIM! Chamem de lago, de baia do Seixal, ou lá o que lhe queiram chamar!? Para mim é Rio Judeu! Ponto final. Porque razão passam a vida a ocultar? É mais bonito, engraçado, promocional, dizer-se baía, pondo o “ Rio” de lado? Se calhar o autor gostou mais do Seixal, e mandou à fava o “ Judeu”, desamparado!? O “Judeu” que sempre fez parte da história do rio, vê hoje seres de curta memoria a chamar “ baía do Seixal “ ao local, ignorando, eles, a geografia hidrográfica. Pudera, não leram a carta cartográfica! Rio Judeu, sim! Não, baia do Seixal! Joellira - Amora Uns mais que outros. A poesia, sendo ela universal, em parte faz parte da cultura do seu povo… E são os seus poetas que agem em sua defesa p’los seus direitos de igualdade, em plena liberdade! O que falta fazer aos governos? Falta muito… Governam-se, com cargos. mal distribuídos… E os governos terão que inverter essa forma de falsas promessas descabidas, e basta de pedir mais sacrifícios ao povo… Não existe nenhum poeta, que não tenha a vida difícil… Uns mais que outros… Pinhal Dias (Lahnip) PT

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UM IDEAL Não sei qual o ideal Que só leva p’ra o mal, Fruto da infância De uma ignorância!... Instinto traiçoeiro, Até matreiro Vai e vem, como sonhar, Sem tempo para finar!... Vida em devaneio Esperança, que não veio, E tudo é um sonho D’aparência tristonho, Numa noite, bem escura, O Mal e o Bem se mistura, Em triste Vida, de solidão!... Tudo fica ou não, Tudo se medita Na Bondade infinita Do Nascer ao morrer E o Amor e a dor!...A florescer. Carlos Alberto S Varela (CASV) – Paços de Brandão UM NADA DE NADA Tenho um Nada de Nada E desse Nada eu Vivo ... E se este Nada não tivesse O vazio seria um “ Mar “ Sem Fim !... Um horror !... Perdida em águas bravas ... De uma longa tempestade ... Vivo de Nada ... Olho em meu redor ... E desse Nada ... Sobra ... o Tudo ... Que tudo resta ... E Dou !... E a Vida é este Nada ... Um Nada ... Que Nada tenho ... Sinto este “ Mar “ ... De Brancura ... Esvaído de espuma ... Com Dores ... Sem Sentimentos ... Nada Ter ... E conseguir Ser !... Em ondas revoltas ... Que tudo levam Apenas fica ... Este gigantesco “ Mar “ ... Onde não existe ... Um Tudo ... Que seja apenas AMAR !... MAGUI - Sesimbra Confrades da Poesia - Boletim Nr 98 - Junho 2018 5 «Rota Poética» DIVAGAÇÃO INTERNET Percorro a estrada na linha do tempo Trajando lembranças a rasgar a pele Cantam as aves, o som dos ciprestes Brotam as flores vestidas de ausência No mundo da internet Há coisas boas e más Quem por bem nela se mete Muita ajuda a todos traz. Vestem-se os céus no tom do silêncio Lacrimeja a nuvem desalento, tristeza Sussurra o vento em cantos de afago Cessa a brisa pela palidez dos aromas Maravilhosa invenção Que veio o mundo mudar Veloz comunicação De utilidade sem par. Choram as pedras, nuas de emoção Correm riachos, derramando agonia Declina o sol em murmúrios dolentes Finda-se o dia, em flébeis memórias. Podemos através dela Fazer novas amizades É como que uma janela Espreitando as novidades. Filomena Gomes Camacho - Londres Poesia ou Melancolia Quanto mais percorro as linhas Que formam os versos da nossa poesia, Mais me convenço que aí reside A nossa acentuada melancolia. Por que será que sempre exaltamos A dor, a saudade e os desamores? Como se a vida fosse apenas um rio de lágrimas, Um mar de angústias, prantos e amarguras, Fel a escorrer pelas comissuras, Rosas espinhosas, inodoras e incolores Como prenúncio de jardins sem flores, Ciúmes e paixões avassaladas, Ter só manhãs tristes e enevoadas, Uma amálgama de sentimentos tresloucados. E onde estão: - Os risos que aqueçam as frias madrugadas. - A exuberância das flores, com fragrâncias e cores. - O brilho intenso do sol a iluminar-nos o rosto. - O verde da imensidão do mar, reflectido em cada olhar. - O Amor bem-amado e bem vivido. - A chuva tão precisa para criar e florir. - Aves compondo seus hinos. - Crianças felizes, sorrindo e brincando. - Ternura de mãos se encontrando. - Música de todos os estilos - Das castas apenas os bons vinhos. - Espelhos do mundo a reflectir a beleza, Em perfeita harmonia com a Mãe Natureza! São Tomé - Corroios Faz-se nela transacções Reencontra conhecidos Concretizam-se uniões Entre esposas e maridos. Meio de consulta e ciência Ensino e mais benefícios Mas por gente sem prudência Para fins menos propícios. O valor lhe seja dado Com mérito mais profundo Por ter tão aproximado Os povos de todo o mundo. Euclides Cavaco - Canadá Natureza Maltratada Preservar o ambiente É missão de todos nós Às vezes não é suficiente “Lutar” quando estamos sós A natureza é muito bela Quando a preservamos Ela é como uma janela Que nos dá o ar que respiramos Quantas atrocidades E atentados sem fim A natureza é alvo De tantas maldades No futuro como será a vida assim O que será a vida assim? E as gerações vindouras Como uma destruição sem fim Será a vida nas masmorras Um mal de grandes repercussões Está patente no ambiente Não tenhamos mais ilusões Um mal a atingir muita gente. Domingos Pereira - Armação de Pêra

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6 Confrades da Poesia - Boletim Nr 98 - Junho 2018 «Cantinho dos Poetas» PROMESSAS As promessas... Das promessas ... Uma vida de promessas !... Promessas sonhadas !... Paradas no tempo ... A fácil vida de sonhos ... Mantida em promessas ... Da realização de sonhos ... Ficam apenas .... Infortunas mentiras Desmantelam ilusões Que nunca serão reais !... Mas não basta dizer !... Prometer... Iludir ... Fazer imaginar ... Uma vida sem amor ... Mecanizando sentimentos Trazendo apenas dor !... Utopias ... Invenção ... Só promessas !... Sonhando apenas ... Potencial desejo !... Fim do corpo restrito ... No poder do tempo !... E se o sonho existe ... O Tempo quebrou ... E o teu corpo parou ... Pois na lei do tempo ... O prazo de validade ... Mata promessas ... Sem nos permitir ... Cumprir !... Mas apesar disso Não deixar de prometer Para nosso sonho Eleger !... MAGUI - Sesimbra TROVAS NOVAS 71 Não vendas ao teu amigo, Dou-te um conselho com juízo, Nem ao rei compres trigo, Tarde vais ver o prejuízo! Saudade é dor que magoa, Mas quando de ti m’ausento, Sinto que meu coração voa É o começo do meu tormento! Mulher muito formosa, Diz um velho ditado, Ou doida ou presunçosa, Meu amigo tem cuidado! Quem suas dividas paga, Sua fortuna aumenta, Na vida nunca naufraga, Pra ter uma velhice benta! O dinheiro tudo alcança, O amor a tudo diz sim, O tempo sempre avança, A morte diz todos a mim! Deixa-me esse teu beijo, Foi um impulso sem jeito, Um romântico lampejo, Foi pouco pra tanto desejo! Bem legal até s’escreve, Esta verdade acertada, A mulher de cabeça leve, É a carga mais pesada Nelson Fontes - Belverde Nasci com viagem marcada para quando eu não sei do que tenho não levo nada só levo aquilo que dei Nasci, num jardim de flores Rodeada de outros 4 amores Entre rosas e espinhos De ralhetes e carinhos Por meus avos bem-amada nasci com viagem marcada Brincadeiras risos de alegria Crescendo sempre dia a dia Proezas em coisas singelas Numa casa sem janelas O melhor, sempre eu esperei para quando, eu não sei Assim passaram os anos Na sombra de verdes ramos O despertar sonhos, paixão Logo o adormecer do coração Partirei, uma madrugada do que tenho não levo nada Passei este siclo da vida Vai chegando a despedida Para por fim descansar E nada se pode levar Das emoções eu bem sei só levo aquilo que dei Amélia Ferreira - Santarém Bem-me-quer A vida bem-me-quer E eu aproveito esse bem-querer Que me motiva a sorrir, A dançar, a compreender E a colorir ainda mais o arco-íris Que hoje desponta no horizonte. A confiança neste bem-querer Primaveril emerge repleta de cores E de fragrantes aromas. A vida bem-me-quer Liberta, silenciosa, companheira De aventuras sem hora marcada. A vida bem-me-quer É doce melodia Num abraço de saudade intemporal. Anabela Gaspar Silvestre - Covilhã Nirvana E eis que o sábio se pergunta: O que faço agora, com tanta [sabedoria? E assim se questionando partiu Em busca de um novo caminho Até que encontrou um lugar Onde não havia Perguntas nem respostas Nem sábio E nem caminho... Luís Poeta – Rio de Janeiro/BR Por ela fui ao céu! Se já não estás ao meu lado, Crê em mim pois não será culpa minha!... Um dia eu já fui apaixonado Por uma outra Prima Minha. Por ela eu perdi a liberdade, A pujança e amor na afeição!... Por mim eu esperei ja ter idade, Para ter um amor de perdição. Por ela Fui ao céu e aqui voltei, Para ter desde cedo o seu amor, Aqui vivi e tanto assim eu cá fiquei. Para sempre neste eterno padecer e tanta dor, Deste meu bem-querer sem ter mais fim, Fica aqui neste meu céu, perto de mim!... Silvino Potêncio – Natal/BR Polémicas Pessoas polémicas Interesses polémicos; É doença epidémica Que ataca e prevalece contra tudo e todos; A polémica é como um polvo Mascara-se e muda de cor, ou quebra um tentáculo, E esconde-se, mas gosta de ser visto, Mostra-se e volta a esconder-se É useiro e vezeiro na matéria: A polémica é variável como resistência inserida num circuito A passar pela onda de solda, que a liga por tempo indefinido, Só uma força externa e bem equilibrada a remove do circuito, A polémica é aliada da cobardia, e quando parece estar fortalecida Quebra ao mínimo sopro de vento, ou corrente de ar Cai pura e simplesmente Nada mais é que polémica! Regina Pereira - Amora

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“DIA DA MULHER” * Hoje no dia da mulher, Continuamente a chover, É molhado em Portimão! Ao almoço, fui secá-lo… Com a esposa partilhá-lo Num arroz de lingueirão! * Vejo que no Toin Zé… Uma amiga ali ao pé, Ana Maria Prudêncio! Também se deliciava Com duas amigas estava No seu cantinho silêncio! * Debaixo desta humidade… Pode chover à vontade Que a água, como a mulher São ricas fontes de vida! Sem elas, logo à partida Não podíamos viver! * Junto a água e este SER. Assim como o sol nascer, Amor, carinho e alegria! Valores essenciais Para nós os racionais, Festejarmos este dia! * João da Palma - Portimão Corpo de Mulher Sou luz, sou ar, sou vento, Sou voz em teu pensamento, Sou fogo em teu coração. Sou o anjo que te guia, Sou o sol da tua manhã, Sou brilho, sou a magia, Sou amuleto, teu talismã. Sou a chuva alagadiça, Sou a lua que te enfeitiça. O relâmpago que ilumina. Sou o sopro da serpente… O silvar que acalma a mente, Corpo de mulher que te domina. Maria de Jesus Procópio - Paivas Amor sem “limites” de idade O Amor de minha mãe E o de quem me acarinha É o melhor que a vida tem Seja criança ou velhinha Silvais – Alentejo Confrades da Poesia - Boletim Nr 98 - Junho 2018 «Cantinho dos Poetas» 7 ESTRADA DA VIDA Se há coisas importantes dentro de nós, pode-se dizer, digo eu, é a nossa memória. É através dela que nos chega a voz, as imagens, e muitos atos da história. As fotos, mostra-nos as nossas alterações, quer físicas e ambientais desta vivencia que, para muitos são fartas recordações, e para outros momentos sem excelência. E no que toca às memórias do amor, onde as paixões quentes falavam mais alto, os flaches da alma ficam em sobressalto sempre que vem à ideia o desamor, amargurado, despedaçado e sem cor, deixando marcas profundas no asfalto! Joellira - Amora Amizade Tudo que de belo tem a vida Temos que ter uma convicção: Para amizade ser bem sólida, Deve ser com amor no coração. Eu ofereço em cada dia Porque é sincera e leal Sai de dentro sem fantasia E de uma forma bem natural Porque sei que amizade É um sentimento mútuo Correspondente a um elo De afecto e fraternidade Por amor e carinho eu zelo, Para que tudo na vida seja mais belo! … Luís Fernandes - Amora Onde Onde é, a vida mais digna? Onde se perde a dignidade em nome da vida? Onde chega o homem, Em nome da dignidade? E onde se perde E em nome de quê? Onde anda a justiça, quando a vida se enleia Nas pontas soltas da maldade? Onde está a memória que o homem diz ter, Mas que esquece facilmente, quando lhe convém, Onde está o amor, o respeito divinamente apregoado Mas que não faz eco em todos os ouvidos; Onde está escondida, a famosa vida digna Que todos merecemos E deveríamos obrigatoriamente ter Onde! Regina Pereira - Amora AMAR É IMPORTANTE Dar amor é uma caminhada audaz, Mas amar nesta vida é importante; Amar cada minuto, cada instante, Fazer do nosso amor, nosso cartaz. Não deixar que em nós seja fugaz, Mas sim da nossa vida uma constante; Amar a toda a gente, confiante, Que o amor, acaba a guerra e traz a paz. Manter em nós acesa essa chama, Feliz aquele que o amor derrama, O eleva ao mais alto patamar: Pois quando, nos chamar, O Criador, Ele nos irá mostrar com muito amor, Que ainda, nos sobrou amor pra dar. Anabela Dias - Paivas/Amora As minhas penas Quanto mais quero, Quanto mais quero esquecer-te, Mais desespero, Por não saber onde estás. E em meus sonhos, Eu vivo sempre em meus sonhos, Os beijos, Os beijos que me não dás. Vou morrendo, Vou morrendo de cansaço, E a cada passo, A cada passo me afundo. Mas não esmoreço, Eu juro que não esmoreço, E tudo faço, Só p’ra te ver um segundo, Mas se ao partir, Me desses a tua mão, P’ra eu sentir, O quanto te arrependeste, Como eu morria, Como eu morria feliz, Na ilusão, Que ainda não me esqueceste. Talvez que um dia, Tu possas sentir apenas, As minhas penas, Essas penas que eu sofri. Tu podes ter-me, Tu podes ter-me esquecido, Mas eu, Mas eu nunca te esqueci. Francisco Manuel Neves Jordão Luxemburgo

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8 Confrades da Poesia - Boletim Nr 98 - Junho 2018 «Cantinho dos Poetas» CARTEIRA DA ESCOLA As memórias vêm depois… feitas histórias, que fazem presente o caminho feito antes. A Escola continua no bolso da camisa, que ainda se usa desde a Primária. Ontem, numa Carteira já usada pela Gente Antiga, que passou o testemunho e a mesma cantiga do recreio… Carteira antiga e usada para aprender como era a Vida que se esperava e que às vezes não foi bem como devia ser, de acordo com o que tinha sido pensada para acontecer, na mesma carteira onde se sentava naquela altura quando se começou a aprender… há tantos anos. Carteira da Escola, que perdurou no sonho… que descoberta, quem sabe, depois, por acaso, ou por necessidade ou já pretendida desde sempre, por vocação, desde que se pensou doar e dar a mão na subida aos vindouros. Carteira antiga, onde o aluno de antes, o professor de hoje e o educador que é difícil ser ainda se sentam da mesma forma insegura, mas continuantes na sua senda de Missão não cumprida, não, porque não efectiva, mas não, porque não se quer que a Missão acabe de pedir mais entrega sempre. A Missão do professor tem sempre um campo que está de pousio, onde a seguir tem que continuar a plantar exemplo. O Rio do Conhecimento faz flutuar todos os barcos. Nenhum deles acaba como salvado, Todos Eles, Passados, Presentes. E os que tiverem coragem de ser os próximos professores, são heróis Com uma Missão difícil, Mas abençoada: Serem simplesmente Humildes Educadores E Excelentíssimos Aprendizes! Carteira antiga Que apenas se vê de outra maneira Continua lá, e o antigo aluno do lado de cá, agora professor, não a tem esquecida. Está ali à frente, renovada, tecnologicamente apurada, acompanhando as gerações do novo estar. Professor, ainda te estás a formar, quando ensinas os teus alunos, mesmo depois de te reformares, o importante é… sempre estares perto sobrecarregado de dúvidas. José Jacinto “Django”! Casal do Marco Grito de rebelião! ( E tu, não basta dizeres que gostas, se não partilhares, és cúmplice!) Prisão água e pão Pró corrupto ladrão. Arreste-se-lhe a casa e o carrão. Que devolva até ao último tostão. Desta laia Há à esquerda e à direita! Não sejas como a besta Com palas nos olhos, que só vê em frente! Nem como a ovelha amodorrada E acomodada Que dá a carne a lã O traseiro, diz " ããã " E não faz nada de nada! Cresce e aparece Sê gente Enfrenta esta escumalha de frente! E tu, não basta dizeres que gostas, se não partilhares, és cúmplice! Partilhar, partilhar até à exaustão Até chegar ao tal das Selfies E seu ajudante do beijinho Do abraço E aperto de mão! Não quero saber Se isto é Poesia ou não Eu quero é defender O meu país e combater O cancro da corrupção. Carmindo Carvalho - Suíça ... As trovas do meu coração, Eu as faço aqui bem singelas... Escrevi muitas pela minha mão, Para o POVO de Caravelas! Silvino Potêncio - Natal/BR Gabas-me tanto meu amor, Com isso não me comoves, Pensa atento com primor, Não louves até que proves! Mal d’amor tira o sentido, Até mesmo ao mais esperto, Por já me ter sucedido, Digo aqui, isto é certo! Nelson Fontes - Belverde

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 98 - Junho 2018 9 «Tribuna do Vate» Os Poetas O grupo de Amora tem confrades Poetas também moram na ribalta Não sendo esta, feira de Vaidades Sempre aparece mais um peralta. Somos amigos, diversas idades Convivendo em busca do que falta. Sem hipocrisias, sem veleidades Nosso ego mantendo-se em alta. Sempre escrevendo para declamar E nas suas tertúlias partilhar Entre confrades e muitos amigos. Assim caminhamos alegremente E duma maneira muito discente Analisamos poetas antigos. Amadeu Afonso - Cruz de Pau Tranquilamente …escrevo Entusiasmo e extrema alegria Elementos de boa escrita Sendo esta uma pura fantasia Passará muito bem, por erudita. Que cantem com muito brilho e bonomia Baladas e uma canção inaudita Pois com elas chegaremos um dia A atingir a poesia infinita. Força, poetas desta nossa era Escrevam pois com mais ou menos rima Seja ela indelével primavera. Tal qual como as aves em liberdade Criem gostosamente uma obra-prima Com muita beleza e sinceridade. Amadeu Afonso – Cruz de Pau Vila de Colos As pedras dessa calçada Quem as pisou já não pisa Ó mocidade passada Que a saudade eterniza É mais ao entardecer Que a alma dói bem dorida Ver o dia a fenecer E saber-te já sem vida Maria do Mar Um Sábado Sem Sol Teu nome é Destino Tens algo de Mar No teu porte fino Um sabor a sal. Sábado, um pouco vago, comedido Inerte a possibilidade de sonho Este dia parece-me tristonho Quero-o no entanto bem vivido. O sal é profundo No teu discorrer Percorres o mundo Nas ondas do ser. Ergo ao Além um sábio pedido Fora do cerco da tristeza me ponho E a coragem que a mim mesmo imponho Imprime-me um consolo desmedido. Teu mar de emoção Um pouco revolto Não é de traição De ternura envolto. De vilas e cidades Transmites o Belo Sem teres veleidades Tu sabes fazê-lo. Teu mar bonançoso Transporta o veleiro Aos sonhos que temos Dás rumo certeiro. Tens garra de Espanha Mas não és… Nem Sancho, nem Quixote Para este poema Me deste o mote. Gracias Maria Pelo mar em bonança Ao bonito que vimos Tu desta pujança Maria Vitória Afonso Cruz de Pau De um tédio, outros dias foragida Estarei em beleza divagando Feliz, contente, exuberante a Vida. Das emoções terei algum comando E certa paz durável inserida. A Aurea Mediocritas amando. Maria Vitória Afonso – Cruz de Pau Matilde É um luxo ,uma beleza Ter comigo a Matilde Sentada ao meio dia à mesa Benesse à avó humilde Massinhas para o almoço Mas que comida tão fina E requer em alvoroço Tangerina ...tangerina. Tangerinas do quintal Apanhadas pelo «Vô» Mereço algo especial Pois boa menina «sô». Desgostos da juventude Grandes tristezas de outrora Uns dias em plenitude Nos outros, minha alma chora Se não fora incoerente Muito daria que pensar Doer a dor bem pungente E a gente ter de a calar MVA – Cruz de Pau Para ela é um prazer A comidinha selecta Assim vai enternecer Esta avó que adora a neta. Mas que dia de magia Matilde empresta doçura À avó ,cuja euforia Denota a sua ternura. Matilde, uma ternurenta Cheia de vivacidade E uma avó pachorrenta Um binómio sem idade. Maria Vitória Afonso - Cruz de Pau

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10 Confrades da Poesia - Boletim Nr 98 - Junho 2018 «Contos e Poemas» "Hoje apeteceu-me, e pronto" Vesti-me de fantasia para percorrer e tentar entender o mundo da realidade. Tudo é diferente! Vi sonhos de todas as cores, uns negros, outros cinzentos e também os coloridos. As pessoas carregavam no semblante esses sonhos que esperavam transformarem realidade. Constatei que uns sorriam de felicidade, outros com uma tristeza imensa no rosto. No mundo do sonho e da fantasia não conseguimos perceber onde começa e acaba o sonho, tudo são emoções e sensações disformes, apenas esboços que esse estado de graça não permite discernir a realidade. Mas nesse mundo real, onde os sonhos e fantasias acabam por padecer pelo caminho, movidos pelo medo da exposição dos nossos sentimentos, nossas vontades e expressar o que nos é vidênciado através d'eles. No mundo da fantasia tudo é vivido de forma diferente. Não há medos, receios, tabús ou mesmo barreiras a transpor, já que estamos completamente sós sem receio do que possa acontecer, sem o medo de julgamentos, errar ou magoar. Por toda a experiência já passada, há em mim um lado que me chama a viver no mundo do sonho, onde tudo é só meu, onde posso divagar, onde posso sonhar sem medo de magoar, e fazer até da pintura mais abstracta o quadro mais belo que alguém jamais pintou. A realidade é tudo o que vivemos no nosso dia a dia, é tudo aquilo que existe fora da mente ou dentro dela, e só o próprio sabe qual a sua realidade. No mundo do sonho, isso não se passa, já que na maioria das vezes não queremos acordar desse estado inconsciente que normalmente é gerado na busca de realizações de desejos reprimidos e forças naturais que auxiliam o ser humano no processo da sua individualização. Nunca deixarei os meus sonhos para trás, irei correr atrás de cada um, pois são pedaços de futuro que deixam de existir. Por isso não deixemos de sonhar......... Rita Celorico - Amora Era uma vez um Povo que, de entre a penúria da vida no seu País, o mesmo largou, em busca de outro partiu, com o coração a sangrar, com a saudade perdida no olhar e achada, trazida a cada saudação que se avizinhava, de cada vez que à sua Terra voltava, na vã esperança de melhor a encontrar. Sempre com essa vontade florescente, bem arreigada no fundo do seu coração, levantava as mãos ao céu, orando pelo bem de todos os seus, sempre esperançoso, de que um dia ao regressar havia de seu país encontrar livre de todo o mal que o fazia penar Graça Maria Costa - Amora Escrever... Escrever…é ter a magia de falar com as mãos! É oxigenar a divagação através das palavras!... Escrever…é materializar sonhos inacabados! É deixar nossa impressão digital na água!... Escrever… Escrever...é resgatar os desejos que deixamos na estrada do tempo!... Filomena Gomes Camacho - Londres Era o vento e a chuva batendo na sua janela. Da janela do seu quarto Escutou o vento dizendo: - “Dos vossos ais eu estou farto” …! - “Trago comigo as dores da terra, com as queimadas” - “Lágrimas condicionadas da arquitectura universal p’las terras mal-amadas” A iniquidade perdura Até que fura… E a lei? … Ninguém apura, com erros de rasura… Era o vento e a chuva batendo na sua janela… Pinhal Dias (Lahnip) PT A MINHA POESIA Quero aqui dizer, que vivi, antes de mais, O sonho, a que me propus, em tempos idos, Não foram fáceis os caminhos tidos, Mas alcancei o que não supus jamais. A poesia ainda é uma criança, que dorme Dolente em meus braços, suas carícias Foram de encontro a todas as sevícias, Que o corpo indolente e informe Apresenta em cada circunstância de nossa Vida, um sinal de alerta que devemos ter, Para que o nosso sonho seguir possa. Hoje, ainda não totalmente realizado, Dou-me por satisfeito com o que já vi nascer, Deste aparo, que é o meu sonho idealizado. Jorge Humberto Santa-Iria-da-Azóia

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 98 - Junho 2018 11 «Rádio» Fundada: a 28/04/2017- Fundador: Pinhal Dias RÁDIO CONFRADES DA POESIA - 24 HORAS ONLINE GRELHA DE PROGRAMAÇÃO DEFINITIVA Dom. - 24 HORAS ONLINE 2ª F - 21/22h - "Ecos Musicais" 3ª F - 21/22h - "Ecos Musicais" 4ª F - 21/22h - “Ecos Musicais” 5ª F - 21/22h - “Récitas dos Confrades” 6ª F - 21/21:30h - “Poesia Para Todos” 6ª F - 22/23h “Sintonia” Sábados e Domingos - DJ Automático 24 Horas Online b) – “Sujeita a Directos Especiais, com hora anunciar” .../... Locutor - Joel Lira Locutor - Pinhal Dias Pioneiros Contribuintes Pioneiros Colaboradores : »»» Amália Faustino - Ana Pereira - Carlos Alberto S Varela - Carmindo Carvalho - Conceição Tomé - Daniel Costa - Donzília Fernandes - Euclides Cavaco - Filipe Papança - Filomena Camacho - Francisco Jordão - Hermilo Grave - Joel Lira - José Bento - José Branquinho - José Carlos Primaz - José Jacinto - José Nogueira Pardal - Luís Fernandes - Margarida Moreira - Maria Rita Parada dos Reis - Maria Rosélia Martins - Nelson Fontes de Carvalho - Regina Pereira - Silvino Potêncio - Tito Olívio Seja um dos nossos colaboradores/patrocinadores directos… Contribua para o nosso melhoramento da Rádio Confrades da Poesia 24 horas online, bem como os seis Programas em Directo semanalmente… Programas: “A Sua Canção” - “Ecos Musicais” – "Poesia Para Todos" - "Récitas dos Confrades" Contribua http://www.radioconfradesdapoesia.comunidades.net/contribua Assine o nosso Livro de Visitas http://www.radioconfradesdapoesia.comunidades.net/livro-de-visitas Links para ouvir a Rádio Confrades da Poesia http://www.radioconfradesdapoesia.comunidades.net/ http://tunein.com/radio/Radio-Confrades-da-Poesia-s292123/ http://www.radios.com.br/ao…/radio-confrades-da-poesia/47066 Nota Redatorial de Agradecimento A nossa Rádio ficou grata pelo empenhamento da nossa locutora Ana Pereira; que se afastou do seu programa “Na Brisa da Noite”; a mesma fez notar uma falta de audiência… Foi coerente consigo mesma ao ponto de dizer: “Não gostar de poesia”; daí estar voltada mais para a música, mas se filho de peixe sabe nadar!? Ana Pereira é assistida por sua mãe Regina Pereira que é um ser notável pela poesia… Finalizamos com a nossa sincera gratidão, enquanto colaborou com a nossa Rádio Confrades da Poesia. O nosso bem-haja! … A Direcção

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12 Confrades da Poesia - Boletim Nr 98 - Junho 2018 «Ponto Final» «Rádio Confrades da Poesia» “RCP” online desde 28/042017 http://www.radioconfradesdapoesia.comunidades.net/ RCP – RÁDIO CONFRADES DA POSIA ./. Enquanto você navega pela Internet poderá ser um fiel ouvinte e participativo da nossa RCP que é um espaço criado para o seu entretenimento Musical e Poético, que estará online 24 horas por dia, sem fins lucrativos. DJ - Pinhal Dias; fará semanalmente cinco emissões em directo online; poderá acrescer um especial directo... Feitura do Boletim O Boletim será sempre colocado à disposição dos nossos leitores mensalmente! Futuramente os Confrades enviarão os seus trabalhos em word até final do mês a decorrer. A feitura do Boletim será a partir do dia 1 até ao dia 2, que corresponderá à data de saída... Os seus poemas devem vir sempre identificados com o seu nome ou pseudónimo e localidade de onde escreve seu poema. O Tema continua a ser Livre! Para sua orientação sugerimos que consulte as páginas das Efemérides e Normas no site dos Confrades... Durante o ano corrente, é acrescido do “ESPECIAL NATAL “ http://www.confradesdapoesia.pt/normas.htm Amigos que nos apoiam As fotos deste Boletim são dos autores e outras da Internet «A Direcção agradece a todos os que contribuíram para a feitura deste Boletim». www.fadotv.pt ADMINISTRAÇÃO, REDACÇÃO E PUBLICIDADE Rua Seixal Futebol Clube N.º 1—1º D 2840-523 Seixal Voltamos a 2/7/18

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