Confrades da Poesia97

 

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Poesia Lusófona

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Amora - Seixal - Setúbal - Portugal | Ano IX | Boletim Mensal Nº 97 | Maio 2018 CONFRADES DA POESIA www.confradesdapoesia.pt - Email: confradesdapoesia@gmail.com «JANELA ABERTA AO MUNDO LUSÓFONO/UNIVERSAL» Neste ano 2018 vamos iniciar as edições do nosso boletim, na expectativa de que ele progrida em cada ano transformando-se num elo mais forte em prol da poesia. Nesta conformidade esperamos uma colaboração mais empenhada de todos dos nossos poetas membros que nele participem, para que o nosso boletim dignifique cada vez mais a poesia e seja um verdadeiro orgulho para a nossa organização poética. SUMÁRIO EDITORIAL Capa: 1 A Voz do Poeta: 2 Ecos Poéticos: 3 / Bocage: 4 / Pérolas Poéticas: 5 Cantinho dos Poetas 6,7,8 / Tribuna do Vate: 9 / Contos e Poemas: 10 / Rádio: 11 / Ponto Final: 12 O BOLETIM Mensal Online (PDF) denominado "Confrades da Poesia" foi fundado com a incumbência de instituir um Núcleo de Poetas, facultando aos (Confrades / Lusófonos) o ensejo dum convívio fraternal e poético. Pretendemos ser uma "Janela Aberta ao Mundo Lusófono e outros países “; explanando e dando a conhecer esta ARTE SUBLIME, que praticamos e gostamos de invocar aos quatro cantos do Mundo, apelando à Fraternidade e Paz Universal. Subsistimos pelos nossos próprios meios e sem fins lucrativos. Com isto pretendemos enaltecer a Poesia Lusófona, no acréscimo da Poesia Universal e difundir as obras dos nossos estimados Confrades que gentilmente aderiram ao projecto "ONLINE" deste Boletim. “Promovemos Paz” «Este é o seu espaço cultural dedicado à poesia» Para nós não existe concorrência. Existem parceiros de actividade! Tribuna do Vate …. página 9 Rádio Confrades da Poesia Nesta edição colaboraram 44 poetas Deixamos ao critério dos autores a adesão ou não ao “Novo Acordo ortográfico” FICHA TÉCNICA Boletim Mensal Online Propriedade: Pinhal Dias - Amora / Portugal | Revisão: Conceição Tomé e Ana Pereira A Direção: Pinhal Dias - Fundador Colaboradores: Adelina Velho Palma | Albertino Galvão | Albino Moura | Alfredo Mendes | Amália Faustino | Ana Pereira | Ana Santos | Anna Paes | António Barroso | António Boavida Pinheiro | António Martins | Arlete Piedade | Arménio Correia | Artur Gomes | Carla Carvalho | Carlos Alberto S Varela | Carlos Fragata | Conceição Tomé | Damásia Pestana | Daniel Costa | Ernesto Dabo | Euclides Cavaco | Filipe Papança | Filomena Camacho | Glória Marreiros | Helena Fragoso | Henrique Lacerda | Ivanildo Gonçalves | João Coelho dos Santos | João Furtado | José Caldeira | José Chilra | José Jacinto | José Maria Gonçalves | Luis Fernandes | Maria Alexandre | Maria Fonseca | Maria Fraqueza | Maria Margarida Moreira | Maria Rita Parada dos Reis | Maria Vit. Afonso | Paco Bandeira | Rita Celorico | Rogério Pires | Rosa Branco | Rosélia Martins | Silvino Potêncio | Teresa Primo | Tito Olívio | Vitalino Pinhal | Vó Fia | Zzcouto | … Ver restantes no site.

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2 Confrades da Poesia - Boletim Nr 97 - Maio 2018 «A Voz do Poeta» A MINHA POESIA Planeta Paraíso CONTRIÇÃO Quero aqui dizer, que vivi, antes de mais, O sonho, a que me propus, em tempos idos, Não foram fáceis os caminhos tidos, Mas alcancei o que não supus jamais. Creio em perfeito juízo, Ser a Terra um paraíso, Entre todos os planetas, Estrelas e até cometas… Vejo o mundo renegar o infinito Vejo seres mergulharem no abismo Vejo o bem que existia, ora é maldito Vejo almas moribundas sucumbindo. A poesia ainda é uma criança, que dorme Dolente em meus braços, suas carícias Foram de encontro a todas as sevícias, Que o corpo indolente e informe E ser por Deus escolhido, Permitindo à humanidade, Viver em plena felicidade, E à vida dar um sentido… Vejo a luz a cada instante mais escura. E que os humanos já não são como eram antes Vejo que cada um cava a sua sepultura. E que de Deus estão cada vez mais distantes. Apresenta em cada circunstância de nossa Vida, um sinal de alerta que devemos ter, Para que o nosso sonho seguir possa. Hoje, ainda não totalmente realizado, Dou-me por satisfeito com o que já vi nascer, Deste aparo, que é o meu sonho idealizado. Talvez seja o único planeta, Com as cores de uma paleta E que tais belezas encerra… Mas, os homens insensatos, Com espíritos abstractos, Preferem viver em guerra! Vejo a humanidade em constante frenesim Vejo o mundo todo inteiro em confusão Como nunca em toda vida fora assim. Vejo sinais dos tempos, já sem terem solução E que o mundo se prepara para o fim. Convidando o ser humano à contrição!... Jorge Humberto - Santa-Iria-da-Azóia São Tomé - Corroios Euclides Cavaco - Canadá PARA UMA ROMEIRA Que tão bem sabe viver E muito conhecer De festas, é a primeira… Com tão belo despertar, É bela esta caminheira, Esbelta no seu andar… D’esta Terra da Feira, Romarias vai conhecer, É esse o seu amar… A Nossa Senhora da Livração, Entrega seu coração; A Nossa Senhora d’Agonia, Lá vai por um dia; Ao Senhor dos Desamparados, Votos, Lhe são dados: «P’ra se afastar a dor, Com muita Paz e Amor»!... Carlos Alberto S Varela - (CASV) Paços de Brandão O secreto desejo Em que vivo No deserto de mim Deixa chamar Com um grito A secreta ternura Dos abraços amados Albino Moura - Almada “NÃO VENHAM, TEMPESTADES!” * Será que a IRENE já não vem, Depois de o HYUGO já ter regressado? Oxalá que não venha esse TORNADO, TUFÂO ou TEMPESTADE, nem convém! * Será que a IRENE fique além… Deste nosso país, tão moderado? Fique lá com o HUGO apaixonado, Não venha, que o JOSÉ também não vem! * Não venha a KATIA, o LEO e a MARINA O NUNO, a OLIVIA, essa ladina… Não venha o SAMUEL, claro que não! * A TELMA e o VASCO, fiquem lá… O WIAM o final, não venha cá, Não venham TEMPESTADES, venha o VERÃO! João da Palma - Portimão Há Amigos Amigo…é quem te ajuda a levantar, Quem dá o ombro para te consolar. Quem te faz sorrir se estás triste, Quem te ajuda e nã desiste. Quem tudo te deu e não reclama, Nada pediu e te tirou da lama. Quem te apoia e está contigo, Esse sim; porque…«é teu amigo» Maria de Jesus Procópio - Paivas VENTO MAROTO - II Será que o vento É mesmo bom bailador? É mais, muito mais... Incansável corredor. Vento livre e vagabundo Corre por todo o Mundo. Tudo leva à sua frente Corre, Corre, Corre, Corre, Mete-se com toda a gente! Depois de tanto correr, Num instante, de repente, Resolve desaparecer. Às vezes é bom bailador E põe-se a rodopiar, E se vê mulher gira, Também sabe assobiar. Do que o maroto gosta mesmo, É as saias levantar. Não tem juízo nem tento. É doido-varrido, o VENTO! João Coelho dos Santos Lisboa Começo a mostrar os meus dentes apenas para comer figos estão incluídos parentes e os meus falsos amigos. Vitalino Pinhal - Sesimbra

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SEM DEUS Sem Deus e a Sua harmonia Nada no mundo existia Sem o Seu poder Divino. Não havia Criação Nem a Eva nem Adão Nem nascia o Deus Menino. Sem a Sua majestade Não havia eternidade Nem estrelas no firmamento. Não havia Sol a brilhar Nem a Lua nem luar Nem celeste movimento. O universo era um vazio Sem planeta nem rio Eterna noite cerrada. Não havia a luz do dia E o tempo nunca existia Tudo o que existe, era nada. Sem Deus não havia a vida Nem Terra para guarida Dos imensos oceanos. Não havia a natureza Nem existia a beleza Que deslumbra os seres humanos. Com a Sua omnipotência Deus criou toda a essência Até o Inferno e os Céus. Tudo no mundo criado Não tinha significado Se não existisse Deus !… Euclides Cavaco - Canadá A Saudade Já corri o mundo inteiro, Voltei sempre ao meu País. Só aqui neste canteiro, Meu País meu cativeiro, É que eu me sinto feliz. É que eu me sinto feliz, Mas feliz o ano inteiro. Tenho tudo ao meu dispor, Tenho amigos tenho amor, Já não volto ao estrangeiro. Francisco Manuel Neves Jordão Vale de Milhaços Confrades da Poesia - Boletim Nr 97 - Maio 2018 3 «Ecos Poéticos» A Vida é um Hospital EU VOS DIGO A vida é um hospital. Onde quase tudo falta. Por isso ninguém te cura E morrer é ter alta (Fernando Pessoa) Bela a Democracia! A Desgraça é fatal. Hospício se tornou. A vida é um hospital. Eles nos vão bem ao bolso Cortam os parcos salários Onde quase tudo falta Escravizaram a malta. De ti já nada te resta Por isso ninguém te cura Aos seus olhos nada vales Nenhuma sombra de festa! Eu vos digo que, pensando, Não chego a lado nenhum, Dos meses, que vão passando, Vou vivendo apenas um. Que justiça será essa, Que só me deu a má sorte, Mas eu não fiz a promessa Pra que sofra e não me importe. Só preciso de sossego E música a pouca altura, Um doce e sério chamego, Inspiração com fartura. Há mais areias nas praias Do que estrelas o céu tem, Calças há menos que saias E eu vivo sem ter ninguém. E morrer é ter alta Fugirás do inferno? Quê? Nada p’ra funerais? Sem Dia de Santos? E mais? Tito Olívio - Faro DEUS COMIGO Filipe Papança - Lisboa A magnífica primavera Hoje bate à porta Completamente florida A formosa primavera. Vem visitar-me, trazendo Uma cesta de flores belas Para enfeitar o meu dia. A magnífica primavera Enche-me de esperança Com o seu eco floral. Uma nova era está a chegar; Alegremente, distribuo As flores do campo pela casa. No cabelo coloco uma flor amarela, Abro a janela e sorrio à primavera Que veio, delicadamente, acordar-me, Transformando o meu dia Num brilhante raio de sol. Anabela Gaspar Silvestre - Covilhã Tudo neste mundo que se crê infecundo é nos olhos de quem vê quem em ilusão se revê. Emoções a fingir sonhos no porvir… são almas a se perder como ser ou não ser. Nada sei, por isso calo… Ao longe vejo o halo cobrindo meu amor de grande esplendor. Sou o tudo e o nada à beira de uma estrada estátua esconsa e vã na primeiríssima manhã Jardins engalanados com rosas e cardos abertos às janelas purpurinas só delas. E assim se bem tendes e lutas e não te rendes então Deus é contigo e Dele não me olvido. Jorge Humberto Santa-Iria-da-Azóia

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4 Confrades da Poesia - Boletim Nr 97 - Maio 2018 «BOCAGE» O Melhor é Mesmo Ler. MATEMÁTICA Minha MAVILDE Consiste em duas quadras e tercetos dois do Camões na hora inspirado. Hoje dão volta por cima com acertos poetas de estilo aprofundado Poeta constrói pela forma mecânica! Musa do inspirado que desenvolveu William Shakespeare de fonte britânica p’lo elo teatral o mundo aprendeu A viola…guitarra e afinador! Pingo de letra pró entendedor! Poeta com obra a prevalecer Sonetos mecânicos, mais os clássicos, na escolástica estudam básicos… Define que o melhor é mesmo ler Pinhal Dias (Lahnip) PT Searas de amor Somos poetas, talvez loucos!... Rimo-nos de tudo e nada... Mas felizes como poucos, Quase no fim da jornada! Pois é, a minha querida Matemática. Tem o valor da sardinha mais preciosa que caviar. É como a poesia, no fundo, gostam que se goste delas. E são assim mesmo, exactas, puras, cada uma à sua maneira, só depois da solução encontrada, dão pausa ao detective, antes da imediata questão. E não esperam festas. Para mim, a Matemática é bela, tem um brilho que não cabe nas passagens de modelos, pois é sempre Júri. E como, afinal, é tão simples de contentar. nem se surpreende com uns versos dos quais até conhece a linguagem. Representa-a, é.. com outra rima . Pois é, quem diria, a Matemática...Bela. José Jacinto "Django" Casal do Marco Só sete letras apenas São toda a inspiração Que dá sentido aos meus versos São pétalas de açucenas Numa outra dimensão Que da alma são emersos. Tu foste a musa escolhida Plos teus dotes sensuais Dotada de formosura Tu és do meu ser guarida Sabes calar os meus ais Nos teus lábios de ternura. És o meu barco e o meu mar Teu coração é bonança Dum oceano sem fim. Onde só sei navegar Com rumo ao porto da esperança Onde tu esperas por mim. A teu lado eu quero estar Comungando os sentimentos De tristeza ou alegrias Pra contigo partilhar Os bons e os maus momentos Até ao fim dos meus dias. Foi a resposta a um chamamento Nobre, e de muita ternura Que trazido pelo vento Emprestou à poesia doçura... Efêmero Euclides Cavaco - Canadá DOURADO ACONCHEGO E ao ar que em movimento belo, No assalto a um qualquer castelo Usa carinho e pundonor!... E aos poetas apaixonados Lembra versos inspirados, Nas pressões das searas de amor! José Caldeira – Fernão Ferro "Uma fita preta. E uma ampulheta, disfarçadas de borboleta. Seguem juntas, na mesma estrada. Onde o tudo, é quase nada." (Maria Inês Simões) - Bauru/SP Meu Monte Carvalho, meu lugar de amor Paraíso terrestre onde vi a luz do dia. Lugar saudoso onde volto com alegria Onde conheci um dia a mais bonita Flor. Meu Monte Carvalho, meu lugar encantado Terra onde nasceram meus pais, também. Ali pudemos desfrutar do maior bem: Dourado aconchego, jamais olvidado. (Uma Glosa ao Tema do Cordelista Zé Saldanha) ..... No meu caminho há virtudes, Que mostro sem gestos mas com atitudes. Que canto sem coro ou sem alaúde, No meu caminho de virtudes, Deixo todas que eu ia levar no ataúde! Recordo, desses tempos, os melhores amigos, Tempos de amor, bem vivos, embora antigos, Ali passados na distante juventude. Oh! Como gostaria de voltar a essa era! Meu Deus, tenho saudades dessa primavera E, relembrá-la aqui, é também virtude. Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano em Natal/BR JGRBranquinho - “Zé do Monte” Quinta da Piedade

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 97 - Maio 2018 «Pérolas Poéticas» 5 UM POEMA De cravo ao peito QUERIDO AMIGO Um poema vou escrever, A pena fica ao meu dispor, É uma varinha de fadas se ter, P’ra filtrar mágoas e dor!... Eu julgo estar acordado, Se julgasse sonhando, Não me estava lembrando!... Na imaginação mergulhado, Em mistério d’um ar povoado, De sons, de mitos, de penumbra!... Imagens indecisas, são-nos dado, Elas se dissipam, como uma sombra, No fogo que está no horizonte, Numa civilização, sem dom mitológico!... Qual realidade de vida, que defronte, Mito…que nos parece ilógico, Que é absurdo por se negar, Na palavra para dominar, Uma realidade ou visão!... A imaginação vai ter uma explicação, Para ao mito se aplicar, Na estrada da vida, se vai encontrar, Um mito, para se adorar!... Carlos Alberto S Varela - (CASV) Paços de Brandão Mote: Já tenho visto no peito De certos tipos janotas… Cravos que, no meu conceito, Deviam trazer nas botas. * Já tenho visto no peito De muitos, vira casacas Cravos que fizeram jeito As duvidosas patacas… * As mentes oportunistas De certos tipos janotas… Com ideais direitistas Viraram almas canhotas… * Visto que não há respeito Essas flores de mau grado… Cravos que, no meu conceito Não estão no sítio acertado. * E, se essa gente louca De burros, não pagam quotas, Em vez de cravos na roupa, Deviam trazer nas botas! * João da Palma - Portimão SAUDAÇÃO FESTIVA “ Quero ser o teu velhote“ Salve, confrades meus! Bravos camonianos, Que tão alto elevais o Mensageiro da Poesia, Dais-lhe tanto esplendor e tanta Pansofia Que recorda a gala, enfim, dos vates Elmanos! Amanhã vou-te buscar Trás o cheiro de jasmim Vamos ver o Sol raiar Quero-te só para mim Tendes a facúndia desses queridos lusitanos, Mostram que vossos poemas têm cunho herdeiro, Desse tempo que poetas tinham lugar primeiro Nos saraus com aplausos, triunfantes palacia- nos!... Eu sinto-me ditoso, entrando nesta grei, De poetas, genuínos, bons, co’ o ouro de lei, Onde me ponho à disposição em qualquer hora!... Vem com sede de viver E nos olhos um sorriso Não te vais arrepender És tudo o que eu preciso Vou cantar-te uma cantiga Que ainda vou inventar Como a noite é minha amiga Não me vou atrapalhar Assim, saúdo todos confrades nesta jornada, Queremos o Mensageiro co’o LUIS na parada, Pra que a poesia volte à ribalta n’AMORA Vou falar-te de beleza Se o vento me der o mote Mas podes ter a certeza Quero ser o teu velhote. Se tu soubesses amigo quanto preciso do teu amparo da tua voz sussurrando teus ouvidos me escutando teu sorriso sorrisos ofertando se soubesses como és precioso amigo! do teu carinho teu afecto tua compreensão da tua amizade nas horas da minha solidão amigo és folha de ouro bordada em filigrana és o diamante o rubi és a jóia mais valiosa que eu jamais vi tu amigo és meu conselheiro nas horas amargas és uma flor no meio do meu jardim és a pomba branca que esvoaça és o todo que eu preciso junto de mim quando a tristeza em mim não passa amigo és a mão que me ajuda a subir a íngreme estrada és o rosto o coração que me escuta e sempre uma verdadeira bênção Rosélia M G Martins – P.StºAdrião Aquela Madrugada E eis que a madrugada se fez dia! Um Povo que dormia despertou, Saudando aquele dia que tardou E em que muita gente já não cria! Um cravo rubro, que desabrochou Nas mãos de uma criança que sorria... Num gesto cuja força nem sabia, No cano de uma arma o colocou! O mundo emudeceu, nunca tal vira!... Hoje... murchou o cravo e a esperança Abandonou o Povo, que suspira... Nelson F. Carvalho - Belverde Carlos Macedo – Foros de Amora Portugal, velho e triste, não avança. Presa da corrupção e da mentira, Sonha cravos nas mãos de uma criança... Carlos Fragata - Sesimbra

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6 Confrades da Poesia - Boletim Nr 97 - Maio 2018 «Cantinho dos Poetas» ANDORINHA Longa caminhada Amor Universal dentro de mim Onde andas Andorinha, no meu beiral estiveste, por namoro não quiseste, também nunca foste minha?! Voaste da minha casa, deixei-te ouvir cantar, sem adeus, bateste asa, nunca mais te pus olhar! Sempre que vou à janela olho p’ró céu p’ra te ver, e não há nenhuma estrela que me possa responder!? Com os olhos postos no nada Andei ao sabor do vento Nesta longa caminhada Dei largas ao pensamento Com sete anos de idade O destino me marcou Não vivi a mocidade E a minha vida mudou Trabalhei logo em criança Assim foi a minha sina Não brinquei a minha infância Foi assim desde menina Trago dentro de mim, bem abraçado um amor do Amor extraordinário; Amor que é uma cruz num calvário onde meu coração jaz crucificado. Amor que no meu peito é desfolhado em pétalas de um branco iluminário, Amor onde correm rúbis do sudário na tortura de um sofrimento não sonhado. Amor que contêm todos os amores, Amor que contêm todas as dores, Amor que purga a alma num bréu. Sei que moro no coração, não é assim princesinha? Mas eu te ver é que não, andas longe, Andorinha! Quando vieres a Portugal, tu já conheces o lar. Vem cantar ao meu beiral, quero contigo cantar! Joellira - Amora Ventos do sul que me chamam Horizontes que se afastam As velas da minha barca Abraçam… Mário Pinheiro - Amora Mas nunca desisti Sempre de cabeça erguida Com tudo o que aprendi Fui enfrentando a vida Foi uma vida de dor Mas também de alegria No coração o amor Vivendo dia após dia Momentos que recordei Percorrendo o meu caminho Que por onde eu passei Dei amor e dei carinho O meu corpo á cansado Vai chegando ao fim da estrada Vivi um pouco o passado Com os olhos postos no nada Berta Rodrigues - Vale Figueira As violetas dos meus pais Lembro um canteiro de verde e perene folhagem, No qual, coloridas e perfumadas violetas Cresciam como em altar, na bucólica paisagem, Onde os sons parecem gemidos de almas dos poetas! Bardos de palavras sentidas, mas nunca escritas Porque analfabetos, em registos e leituras! Do seu imaginário jorravam canções bonitas Que como preces entoavam em ofertas puras!... Diziam-no os seus olhos e, os seus sorrisos afáveis Quando nas observações frequentes e infindáveis, Pareciam renovar os votos de amor à poesia! Nos seus rostos, uma natureza dura deixou As máscaras de sofrimento que o tempo moldou!... Mas não olvidaram os sonhos, o amor e a sã alegria! José Maria Caldeira - Fernão Ferro Mais forte serás Faz sempre o bem Mesmo que te depares com obstáculos, Mas aprende com eles Pois a vida é assim Quanto mais surgirem Mais forças terás E mais forte serás! Ana Pereira - Amora Amor de martírio, de graça – amor Verdade! Amor que é o maior poema de bondade Amor que nos dá o infinito do Céu… Lourdes Emídio Cardoso O DESTINO Percorro o caminho que o destino Quis que fosse meu eternamente Que Deus ilumine o meu caminho Me dê luz e consciência Pensar sempre no bem, nunca no mal Amar qualquer, sem distinção total Procurar servir, e ser leal Pensar nos que não têm abrigo, Carinho, amor e ternura E a esses, amar sem amargura Acarinhar quem de mim precisar Guardar respeito a quem o merecer Esperando sem rancor o que vier Pois na confirmação da vida Tudo espero com ansiedade Até à Eternidade Porque a vida precisa ser vivida Laura Santos - Corroios O meu peito Tenho no peito uma nota Que me sussurra ao ouvido Conta lá coisas bonitas Daquelas que tens sentido; Mas que queres tu que te diga? Se sabes tudo de mim? Faz-me um favor minha amiga, Escreve-me uma poesia Mas que tenha sintonia De princípio, meio e fim! Regina Pereira - Amora

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 97 - Maio 2018 «Cantinho dos Poetas» 7 ALÉM- MAR Viagem A simplificação da simplicidade é nunca chegar a horas e ir para casa, sem falta, nem reclamação. Mas, sabe que depois da porta, há muita exclusão. Logo, sai outra vez para se misturar com a multidão. E pronto.. as ruas não podem ficar sozinhas… tá no ir, a viagem desespera, as casas resistem, os residentes dormem, O viajante cumpre. Continua… Quando chegar, vai reparar…que o Mar continuou preso ao cais...afinal. Tem tempo, e as ondas sabem bem. Deslizava, suave melodia entre águas e tintas todos os meus sonhos de menina Ancorava a vida, fantasias e as tintas seguiam algum traçado indecente buscando entre as águas algum clarão diferente Luz do sol, da lua, das estrelas Verde mar, azul anil, lilás arco-íris Terra! ancorada nau já não vaga solitária Velas a prumo entrecortadas pelo vento areias soltas, cegando passantes revoam, ondas submergem, emergem juntam espumas nos barcos da minha vida José Jacinto “Django”. - Casal do Marco / PT Amigo Anna Paes - Brasília Saber Amar Com todos os versos que fiz, Nos meus olhos vejo retratadas: imagens deslumbrantes, desejadas! Da luz que me sai da alma, Existe uma força que me diz: Continuar a versar, No amor, na dor e na calma… Para ser e fazer feliz! Sem precisar de armadilhas, Consigo renovar as células, Através do amor que me diz: Continuar a ser como sou, Paciente, tolerante a perdoar E fazer bem sem olhar a quem! Sou feliz e sei amar… Adora a vida, com certeza porém Resolvo problemas com calma Amo a Deus sobre todas as coisas E ao próximo como a mim mesmo Luis F. N. Fernandes - Amora Ser amigo é ser alguém que nos abriga dá carinho nos fala e sente connosco aquilo que sente sozinho! Ser amigo é estar presente sem olhar dia ou hora chegar no momento certo depressa sem demora! Ser amigo é saber ouvir não recriminar depois deixar bem guardado o falado a dois. Ser amigo é ser leal verdadeiro e desapegado dar tudo o que tem estar quando for chamado! Ser amigo é quem nos sente quem nos ama e dá conselhos nos ensina e repreende aceita o ser diferente! Teresa Primo – Lisboa A primavera vai e volta ao ano, A mocidade vai e não volta mais! Assim vivemos neste mundo tão insano, A alma minha que esmorece de tantos ais!... ai ai,.. (a pedido vos trago hoje este meu poema dedicado à Prima Vera, esteja ela aonde estiver... ou quem quer que ela seja. Boa Primavera!) NOITE ESTRELADA Brilhantes, elas dão um toque mágico no céu Encantando os olhos ávidos de beleza Que à noite as procuram Tentando encontrar caminhos Não encontrados na terra. Mágico tapete por Deus decorado, O céu parece trazer paz a todos os seres. De dia pelo azul infinito À noite, pelo brilho das estrelas. Diamantes puros a indicar rotas aos viajantes, Objeto de estudo dos astrônomos Preciosas para os românticos, Luz a resplandecer belezas sem par. Distantes dos mais simples mortais, São companheiras fiéis dos desafortunados, A secar suas lágrimas por seu esfuziante brilho Que afasta qualquer dissabor. Quero a todas saudar em agradecimento à beleza gratuita, Que para a eternidade quero levar A indicar o caminho a tomar Para meu Deus e meus amores encontrar. Isabel C S VARGAS - Pelotas/RS/ Brasil Silvino Potêncio – Natal/BR

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8 Confrades da Poesia - Boletim Nr 97 - Maio 2018 «Cantinho dos Poetas» Era Uma Vez Lembro um País distante Todo a branco e preto Uma terra de silêncio Onde só reinava o medo! Lembro palavras proibidas Noites de breu e lonjuras Sobressaltos, medos vagos Em todas as criaturas. Lembro jornais e revistas Com um carimbo adstrito Que informava, que não continham Nada que fosse nocivo! Era um País muito pobre Todo de negro vestido! E o mais triste, na miséria… Era o analfabetismo! A pobreza era aceite como sendo condição Daqueles, que tudo criando... Não terem casa nem pão! Tudo o que eles criavam… Era somente do patrão! A maior parte das crianças Descalças e mal vestidas, Quase gelavam nos Invernos Da Primavera da vida! Homens e mulheres, sofridos Sem poder dizer: Não tenho… Foram gentes que conheci A quem as faltas permanentes Aguçavam o engenho. Mas, dentro os poucos letrados Cada um, valia mil Falavam, diziam coisas… Coisas medonhas e loucas Aos ouvidos assustados Do povo desse País! Mas, depois da longa noite, Uma madrugada trouxe... Esperança ao País tristonho! Novas palavras se ouviram! E a mais bela que recordo É a Palavra…Liberdade! Não creio, ter sido um sonho! Felismina mealha - Lisboa Amor falso Se tiveres amor à vida Não ames a falsidade Porque fazem-te a partida De te amar sem ser verdade A EMOÇÃO DA PALAVRA ( Quindeto ) A palavra formada p’las letras certas Toma lugar na frase de circunstância Outras se seguem … de fronteiras abertas… Palavra puxa palavra … eis a importância, De dar voz a almas de mentes abertas! Ar de alegria, tristeza… relevância, Suspiros, ais, emoções serão despertas… Se as palavras tiverem a acutilância, Luz em ignóbeis esperanças desertas! As letras, palavras, frases, formam versos… Rimas, melodias, em palcos diversos, Panóplia de cenários em sintonia! Bailado de sentimentos … emoções, Vida, ritmo, verdades… contradições… Rodopio constante … rumo à poesia! João Belo – Almada SOU… Sou pescador, operário, camponês, Sou filho do vento e das marés Sou riso e o encanto das madrugadas Sou o poeta dos sonhos de fadas Sou o amor, a amizade e a ternura, Sou quem ama o céu e a terra. Sou sempre o generoso português Que da roseira de sal no mar, Deus fez… Sou o amigo das estrelas e da lua E o admirador da mulher nua… Sou o carinho que cultiva a flor Sou o sangue na veia que sente a dor… Sou amigo do povo de Timor Sou, perdidamente o verdadeiro, Sonhador, amigo do mundo inteiro Que pretende aliviar a vida densa Do homem, da mulher e da criança Sou o mensageiro da esperança Sou como Deus me deu a vida… Para eu ser tudo, e não ser nada!!! Luís Fernandes - Amora Se os lusos não tivessem saído, E descoberto o caminho para o Mundo, Tudo estaria escondido E a cronologia valia um segundo. São estes que agora fazem exame de admissão? José jacinto - Casal do Marco Um SORRISO genuíno Inspira a paz e a calma É com um dom Divino Que ilumina a nossa alma !... Euclides Cavaco - Canadá COMO O POVO GRITA Ouvindo esta multidão Vejo bem que muda tudo Só não grita quem é mudo Festejando a ilusão De que vamos ter mais pão. E o povo grita contente Sem notar que outra gente, Que antes nos deu razão Fica com nosso quinhão Roubando descaradamente E o povo assim vai gritando Sem cuidar da união Com anos que já lá vão Eu fiquei desiludido Sempre esteve e vai estando Em cada dia mais vencido E continua gritando Povo Unido Jamais Será Vencido Quadras Ser cínico e invejoso, E dizer mal sem razão, Não é bom, nem é honroso, E é reles promoção. Não falo em teu desfavor, Quando dizes mal de mim; Perderia o meu valor, Seria igualzinha a ti. Eu gosto de conviver, E de fazer amizades, Não posso compreender, Injustiça e falsidades. Provocas-me com tanto zelo, E dizes mal sem razão; Ou é dor de cotovelo, Ou é má educação. Poeta Selvagem – Alentejo Mário Pão-Mole - Sesimbra Anabela Dias – Paivas Amora

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 97 - Maio 2018 9 «Tribuna do Vate» ABRIL E ... eis que um dia ... Sem pensar ... Enquanto dormia ... Este Abril se fazia ... E silenciosamente As tropas se uniram ... Unindo esforços ... O país percorriam ... Chegaram à Cidade ... E entre acordos ... E desacordos ... Um novo Abril nascia ... Nada mais seria igual ... E ainda a medo ... O Povo se reunia ... Comentava ... e Ria ... Era Abril !... Era PORTUGAL que Renascia !... Tudo mudou ... E até melhorou ... Embora ... Algumas coisas piorou .. Mas uma certeza ficou !.. um povo que cantou A alegria conquistou E a Liberdade Reinou ... Não mais PORTUGAL ... Chorou seus filhos ... A Palavra reinou ... E os cânticos da Liberdade Se ouviram ... Alguns se libertaram De anos cantados em segredo ... É um Novo Abril !... É um Novo PORTUGAL !... Onde existe a Liberdade ... E a Palavra dita Verdades !... Viva Abril Viva PORTUGAL !.. MAGUI PARA NÃO ESQUECER Vou escrever todos os dias Numa folha de papel Não quero mais te ver Não quero mais te olhar Serás uma sombra Uma nuvem Que se foi !... Deixando brilhar o Sol !... Aquele que ofuscas-te Na minha vida Afinal!... Não quero mais te amar Quero a Liberdade De poder Voar Olhar o mundo a cantar ... Sorrir no teu olhar ... E vou acreditar ... Que podes partir ... SESIMBRA Desci a Vila Para ver o Mar !... Sesimbra de encantar Fiquei Eu parada a olhar ... Este Mar sem fim De um verde cinzento a brilhar !... Gaivotas a esvoaçar Tanta gente a circular ... Meus olhos contemplam Cheira a Alegria É o que trago no coração E todas as pessoas me dão !... Sem deixar de admirar Por os meus olhos no Mar Ver Sesimbra a brilhar Recordo também o teu olhar!... Sesimbra é tão bela Minha paixão não para!... Meu amor aqui mora Quero para sempre ficar .... Sesimbra ... Sesimbra ... Para contemplar eu vim aqui parar ... Aqui me enamorei !... Do Mar ... e dos teus olhos a cintilar !... MAGUI E vou acreditar ... Que podes partir ... Não faz mal ... O meu querer se afastou Pouco ou nada se importou Numa luta desigual Alguém venceu afinal Quem na verdade ... Tem sentimentos !... Nunca pode ficar mal ... Mas para não esquecer Eu vou escrever todos os dias ... numa folha de papel !!!! Vai ... que já é tarde ... Aqui só pode reinar ... Um verdadeiro amor , afinal !... MAGUI Mal se sente Numa noite de luar Em que o Estio consente, Debruçar-me sobre o mar… Vi estrelas reluzentes, Ouvi uma sereia cantar. Para sinal de minha dor veemente Recordei aquele amor distante Que mal se ouve, mal se sente, Em meu pobre coração imerge Uma dor infinita pungente, Sem repudio, A solidão entrou Meu rosto de lágrimas se inundou. Como era belo aquele rosto Que um dia por mim se apaixonou. Damásia Pestana - Seixal Era ninguém Era ninguém Ao cruzar-me contigo Hoje sou alguém Do teu convívio Talvez a noite O silêncio Porque não Sombras e mistério Desafio Verdade Mentira Até mesmo o choro da noite Essa noite que chora por ti Ou lembranças Que não têm fim Era ninguém Ao cruzar-me contigo Hoje sou alguém Do teu convívio Damásia Pestana – F. Ferro Mente de poeta Na mente de poeta Existem valores Moram ventos suaves Tempestades em alto mar Angústias silenciosas Paixão e dor Na mente de poeta Existe alegrias sumidas De alegoria Esperança Em poder ver-te Cheio de amor Para distribuíres em teu redor Damásia Pestana - Seixal

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10 Confrades da Poesia - Boletim Nr 97 - Maio 2018 «Contos e Poemas» As mãos do Pai Um jovem foi se candidatar a um alto cargo em uma grande empresa. Passou na entrevista inicial e estava indo ao encontro do diretor para a entrevista final. O diretor viu seu CV, era excelente. E perguntou-lhe: – Você recebeu alguma bolsa na escola? – o jovem respondeu – Não. – Foi o seu pai que pagou pela sua educação? – Sim – respondeu ele. – Onde é que seu pai trabalha? – Meu pai faz trabalhos de serralheria. O diretor pediu ao jovem para mostrar suas mãos. O jovem mostrou um par de mãos suaves e perfeitas. – Você já ajudou seu pai no seu trabalho? – Nunca, meus pais sempre quiseram que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, ele pode fazer essas tarefas melhor do que eu. O Diretor lhe disse: – Eu tenho um pedido: quando você for para casa hoje, vá e lave as mãos de seu pai. E venha me ver amanhã de manhã. O jovem sentiu que a sua chance de conseguir o trabalho era alta! Quando voltou para casa, ele pediu a seu pai para deixá-lo lavar suas mãos. Seu pai se sentiu estranho, feliz, mas com uma mistura de sentimentos e mostrou as mãos para o filho. O rapaz lavou as mãos de seu pai lentamente. Foi a primeira vez que ele percebeu que as mãos de seu pai estavam enrugadas e tinham muitas cicatrizes. Algumas contusões eram tão dolorosas que sua pele se arrepiou quando ele a tocou. Esta foi a primeira vez que o rapaz se deu conta do significado deste par de mãos trabalhando todos os dias para pagar seus estudos. As contusões nas mãos eram o preço que seu pai teve que pagar por sua educação, suas atividades escolares e seu futuro. Depois de limpar as mãos de seu pai, o jovem ficou em silêncio organizando e limpando a oficina do pai. Naquela noite, pai e filho conversaram por um longo tempo. Na manhã seguinte, o jovem foi encontra-se com o Diretor. O diretor percebeu as lágrimas nos olhos do moço quando ele perguntou: – Você pode me dizer o que você fez e aprendeu ontem em sua casa? O rapaz respondeu: – Lavei as mãos de meu pai e também terminei de limpar e organizar sua oficina. Agora eu sei o que é valorizar, reconhecer. Sem meus pais, eu não seria quem eu sou hoje… Por ajudar o meu pai agora eu percebo o quão difícil e duro é para conseguir fazer algo sozinho. Aprendi a apreciar a importância e o valor de ajudar a família. O diretor disse: – Isso é o que eu procuro no meu pessoal. Quero contratar uma pessoa que possa apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conhece os sofrimentos dos outros para fazer as coisas, e que não coloca o dinheiro como seu único objetivo na vida. Você está contratado. (Tradução da postagem de Adri Gehlen Korb) "A espera" Vem, me dá um abraço que estou cansada e o teu abraço me acalma como colo de mãe. Vem me abraça e não demores, já é tarde a hora e quero descansar. Vem me abraçar me colocar p'ra dormir com o teu corpo me cobrir até sufocar. Vem me abraçar está frio aqui fora, também aqui, e quase num lamento esse congelar enquanto espero a hora de tu chegares para me abraçar. Rita Celorico - Amora RELAXAMENTO Comunicar Comunicar é sentir Algo dentro de nós a crepitar Fazendo força para sair! Da nossa boca Do nosso peito Calar não tem jeito Falar, cantar ou escrever, Musica para ouvir e Decifrar ou soletrar, Tudo é naturalmente Comunicar! Regina Pereira - Amora A ciência descobriu o que há muito tempo eu sabia que ser poeta é um desvio do rang ranga do dia a dia No cérebro há um lugar destinado á alegria façamos por lá estar activando a poesia A poesia é um jardim onde se cultivam flores são para ti e são para mim são os símbolos dos amores Que triste seria a vida se não houvessem poetas era uma passagem perdida rodeada de patetas Vitalino Pinhal - Sesimbra É bom qu’ao fim de um dia de trabalho termos um vagar relaxante, conquistado, onde possamos sentir um bom agasalho para animar o corpo já de si fatigado! Também sabe-nos bem que, depois do repasto, venha a moleza dar ao corpo aquele soninho, onde o cadeirão, um sofá, mesmo já gasto dê ao sujeito uma soneca de mansinho. Nada melhor como um bom relaxamento, já qu’a fadiga precisa mesmo descansar. Os olhos, meio abertos, estão a piscar num vai e vem, e quem vê o casamento da luta do desperto pró adormecimento, sorri, e fala sozinho, no seu descansar! Joellira - Amora

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 97 - Maio 2018 11 «Rádio» Fundada: a 28/04/2017- Fundador: Pinhal Dias RÁDIO CONFRADES DA POESIA - 24 HORAS ONLINE GRELHA DE PROGRAMAÇÃO DEFINITIVA Dom. - 24 HORAS ONLINE 2ª F - 21/22h - "Ecos Musicais" 3ª F - 21/22h - "Ecos Musicais" 4ª F - 21/22h - “Ecos Musicais” 5ª F - 21/22h - “Récitas dos Confrades” 6ª F - 21/21:30h - “Poesia Para Todos” / 22/23h “Na Brisa Da Noite” Sábados e Domingos - DJ Automático 24 Horas Online b) – “Sujeita a Directos Especiais, com hora anunciar” .../... Locutor - Ana Pereira Locutor - Joel Lira Locutor - Pinhal Dias Pioneiros Contribuintes Pioneiros Colaboradores : »»» Amália Faustino - Ana Pereira - Carlos Alberto S Varela - Carmindo Carvalho - Conceição Tomé - Daniel Costa - Donzília Fernandes - Euclides Cavaco - Filipe Papança - Francisco Jordão - Hermilo Grave Joel Lira - José Bento - José Branquinho - José Carlos Primaz - José Jacinto - José Nogueira Pardal - Luís Fernandes Margarida Moreira - Maria Rita Parada dos Reis - Maria Rosélia Martins - Nelson Fontes de Carvalho - Regina Pereira - Silvino Potêncio - Tito Olívio - Edgar Faustino - João Furtado - José Maria Caldeira - Miraldino de Carvalho - Pedro Valdoy - Teresa Primo ... Seja um dos nossos colaboradores/patrocinadores directos… Contribua para o nosso melhoramento da Rádio Confrades da Poesia 24 horas online, bem como os seis Programas em Directo semanalmente… Programas: “Ecos Musicais” – “Na Brisa da Noite” - "Poesia Para Todos" - "Récitas dos Confrades" Contribua http://www.radioconfradesdapoesia.comunidades.net/contribua Assine o nosso Livro de Visitas Links para ouvir a Rádio Confrades da Poesia Pioneiros da Rádio ...com os seus poemas em prioridade! http://www.radioconfradesdapoesia.comunidades.net/ http://tunein.com/radio/Radio-Confrades-da-Poesia-s292123/ http://www.radios.com.br/ao…/radio-confrades-da-poesia/47066 Livros Ofertados “A Essência do Olhar” - Anabela Gaspar Silvestre “ O Outro Lado da Minha Alma” - José Carlos Primaz “Poemas Nossos” - Filomena Gomes Camacho

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12 Confrades da Poesia - Boletim Nr 97 - Maio 2018 «Ponto Final» «Rádio Confrades da Poesia» “RCP” online desde 28/042017 http://www.radioconfradesdapoesia.comunidades.net/ RCP – RÁDIO CONFRADES DA POSIA ./. Enquanto você navega pela Internet poderá ser um fiel ouvinte e participativo da nossa RCP que é um espaço criado para o seu entretenimento Musical e Poético, que estará online 24 horas por dia, sem fins lucrativos. DJ - Pinhal Dias; fará semanalmente cinco emissões em directo online; poderá acrescer um especial directo... Feitura do Boletim O Boletim será sempre colocado à disposição dos nossos leitores mensalmente! Futuramente os Confrades enviarão os seus trabalhos em word até final do mês a decorrer. A feitura do Boletim será a partir do dia 1 até ao dia 2, que corresponderá à data de saída... Os seus poemas devem vir sempre identificados com o seu nome ou pseudónimo e localidade de onde escreve seu poema. O Tema continua a ser Livre! Para sua orientação sugerimos que consulte as páginas das Efemérides e Normas no site dos Confrades... Durante o ano corrente, é acrescido do “ESPECIAL NATAL “ http://www.confradesdapoesia.pt/normas.htm Amigos que nos apoiam As fotos deste Boletim são dos autores e outras da Internet «A Direcção agradece a todos os que contribuíram para a feitura deste Boletim». www.fadotv.pt ADMINISTRAÇÃO, REDACÇÃO E PUBLICIDADE Rua Seixal Futebol Clube N.º 1—1º D 2840-523 Seixal Voltamos a 2/6/18

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