Revista O Campo - 24ª edição

 

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Revista produzida pela Coopermota Cooperativa Agroindustrial

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Edição 24 • março | abril • 2018 Mala Direta Básica Contrato: 2017 CNPJ 46844338/0001-20 / SE/SPI Coopermota Cooperativa Agroindustrial clima irregular afeta produção Cultura da goiaba alternativa de renda adotada por produtor da região Embrapa avalia abortamento de vargens da soja março | abril 2017 o campo 1

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safra verão: resultados inesperados A colheita da safra de soja está a todo vapor em toda a área de abrangência da Coopermota. A produtividade que vem sendo obtida, no entanto, está abaixo da expectativa do produtor. Uma sequência de veranicos e chuvas em períodos concentrados do desenvolvimento da soja resultou neste quadro final de produção regional. Mesmo assim, não se trata de um cenário desesperador de prejuízos de grandes proporções, embora se constate considerável redução na produtividade. A qualidade dos materiais utilizados na região tem garantido uma situação razoável de produtividade. Acompanhe nesta edição a realidade de alguns produtores que contaram para a nossa reportagem os resultados que vêm obtendo. Além disso, nesta edição trazemos também textos sobre a goiaba, uma alternativa viável para o pequeno produtor que busca a diversificação de culturas. Na região do bairro Fortuna, em Assis, a experiência do produtor demonstra caminhos a serem adotados por outros agricultores. Veja também dados sobre os investimentos da Coopermota no setor de Nutrição Animal, com a construção de uma nova fábrica de ração, localizada em Cândido Mota. A iniciativa irá ampliar em grandes proporções o potencial de produção da cooperativa para este setor. Além de acompanhar pessoalmente todas as ações de abordagem técnica da Coopermota realizada em diferentes municípios, o leitor da revista O Campo poderá verificar o registro de vários dias de campo, CampoCooper e a Coopershow realizados entre janeiro e fevereiro deste ano. Traremos ainda nesta edição às recomendações e opiniões de pesquisadores na sessão fixa da revista destinada a artigos técnicos e opinativos. Tenha uma boa leitura. Vanessa Zandonade Editora Expediente 4 o campo março | abril 20178

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olhar cooperativo sumário 06 Safra de soja sente a interferência climática Manejo correto e bons materiais Estamos em fase de conclusão da safra 2017/2018 com o andamento da colheita da soja. Em toda a abrangência da Coopermota observamos variações em relação à expectativa de produtividade diante de adversidades expressivas observadas no decorrer do ciclo da oleaginosa. Porém, ressaltamos que nesta safra tivemos a oportunidade de comprovar a importância da escolha de materiais que trazem alta tecnologia em sua genética para suportar as intempéries que invariavelmente registramos nas safras. Nos casos observados neste ano, a eficiência de uma resistência dos materiais diante de veranicos ou excesso de chuvas foi avaliada in loco pelos produtores. O que verificamos foi uma interferência positiva destas características dos materiais sobre situações que, em outros tempos, seriam passíveis de severos prejuízos. Além disso, a orientação de manejo do departamento técnico da cooperativa teve papel crucial para ajudar o produtor a determinar o momento certo de controle de pragas e doenças que poderiam trazer sérios danos à produção, caso não fossem tratadas com a expertise acertada de nossos agrônomos. Dedicamos agora os nossos esforços para o inverno, com o milho de segunda safra. Neste caso, sabemos que se trata de uma cultura que reage de forma muito acentuada às ações de incremento ou de controle realizados pelo produtor. O manejo adequado, nesta situação, é crucial para bons resultados. Disponibilizamos todo o nosso corpo técnico de profissionais para auxiliar os produtores nesta “empreitada”. Diante deste cenário de conclusão de ciclo e início de novas iniciativas, convidamos a todos para participar do momento de maior importância no que se refere à gestão de uma cooperativa. No dia 23 de março realizaremos nossa Assembleia Geral Ordinária para a apresentação de resultados e prestação de contas das iniciativas tomadas por nós durante o ano que acaba de ser finalizado. Que tenhamos boa produtividade e ótimos resultados a todos. Boa safra! 10 13 16 20 23 27 32 36 Edson Valmir Fadel Presidente da Coopermota 39 42 Produtor obtém renda constante com a cultura da goiaba Coopermota amplia produção de rações das linhas pets e peixes CampoCooper verão avalia desenvolvimento de materiais e produtos em duas localidades da Coopermota Região é referência para dados nacionais da safra Balanço da Coopershow traz dados positivos à região Embrapa lança método de avaliação visual de solo Coopermota passa a oferecer plano de saúde a cooperados e colaboradores Coopermota já reuniu mais de 600 produtores em dias de campo em 2018 Nota técnica da Embrapa avalia abortamento de vargens de soja Artigo Senar: Manejo distinto para realidades distintas de solo e clima março | abril 20187 o campo 5

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SAFRA VERÃO 2018 Desequilíbrio climático que afeta a produtividade A realidade de falta de umidade do solo no pós-plantio e muita chuva na sequência resultou em grãos mais leves e/ou redução do número de grãos por vargem Capa S etembro não registrou precipitações pluviais significativas. Ao final do mês, no entanto, uma chuva leve dava indícios de que o plantio da soja seria possível. Mais alguns dias se passaram e, finalmente, as plantadeiras puderam ser levadas ao “eito” para a semeadura da safra. Entre 04 e 25 de outubro as lavouras da região de Cândido Mota estavam repletas de máquinas para o início da safra verão 2017/2018. Mas no dia 07 de outubro veio outra chuva e o processo foi interrompido, sendo retomado a partir do feriado de Nossa Senhora Aparecida, próximo ao final da primeira quinzena do mês, quando o plantio foi então intensificado. O agrônomo da Coopermota, Unidade de Negócios de Cândido Mota, José Roberto Gonçales Massud, explica que normalmente o mês de agosto é um período em que não se registram chuvas e setembro é chuvoso. Contudo, lembra que em 2017 esta distribuição de precipitações foi inversa. “Não tivemos atrasos, a semeadura foi realizada dentro do período esperado. O problema que tivemos com o clima foi posterior ao plantio”, explica. Massud comenta que após a maioria dos produtores concluírem o plantio, a região registrou um período considerável de baixa temperatura. “Logo após o plantio choveu pesado, o que prejudicou a lavoura. A temperatura fria registrada nesta fase fez com que houvesse vários casos de atraso de germinação. Normalmente a soja germina entre seis e sete dias após o plantio, mas nesta safra este prazo chegou a dez dias”, diz. Na sequência, houve o registro de mais uma situação de desequilíbrio climático novamente a partir do dia 27 de novembro. Foram 25 dias de estiagem até a véspera do Natal. “A planta não se desenvolveu e a erva daninha cresceu. Não chovia, mas se desenvolviam as praga e doenças”, afirma. O controle químico, neste caso, foi realizado por muitos produtores. A chuva se manteve entre o final de dezembro e janeiro. Foram outros 25 dias, desta vez, com chuva. Com desequilíbrio climático aí não tem jeito. Com chuva e céu nublado a coisa se agravou. Tivemos muito abortamento. Sem estímulo da luz solar, a 6 o campo março | abril 20178 O clima afetou a produtividade ocasionando grãos mais leves ou menores, principalmente entre as primeiras lavouras colhidas.

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planta não fez corretamente a fotossíntese e, com isso, não segurou carga. Tudo isso resultou em quebra de produtividade”, estima. Ao final de dezembro, a perspectiva de redução de produtividade já vinha sendo anunciada pelo departamento de comercialização da Coopermota. Em entrevista divulgada pela Expedição Safra, José Dias, gestor de comercialização da Coopermota, destacava que a falta de chuva havia ocorrido justamente no período de formação dos grãos e isso deveria afetar a produtividade. Da mesma forma, o produtor Adilson Geraldo Andreotti, já constatava que mesmo com uma possível normalização das chuvas entre o final de dezembro e janeiro, não havia mais condições de se alcançar a mesma produtividade obtida na safra anterior. Massud explica que até a colheita não se tinha exatamente esta dimensão de menor produtividade pois o visual da planta era bonito, entretanto, o grão que os produtores estão colhendo nesta safra está mais leve. “Além de mais leve, o grão está menor. No caminhão o produtor já percebe. Tem volume, mas não tem peso. Isso tem consequência”. Tal situação de redução de peso e, consequentemente, de queda de produtividade é confirmada pelo produtor Cláudio Segateli. Ele possui propriedade no Sítio São Benedito, Água do Picapau, em Cândido Mota, e afirma que ao invés de colher em torno de 60 sacos por hectare, como havia estimado, as primeiras áreas colhidas levam a crer que terá uma produtividade em torno de 40 sacos por hectare. “Embora haja esta redução na produtividade ainda é uma perspectiva positiva. Não estou no prejuízo”, enfatiza. O produtor destaca que apesar de todas as intempéries que aconteceram nesta safra, a variedade que cultivou entregou bom resultado. “Se não fosse uma soja com material genético de alta tecnologia como a que a gente utilizou, esta redução de produtividade seria ainda maior, com certeza. É que plantamos e deu frio, depois seca, depois chuvarada. Foi muita adversidade”, avalia. Ele acrescenta que além de março | abril 20187 o campo 7

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utilizar sementes com tecnologia de ponta, utilizou adubo organomineral, entre outras medidas que auxiliaram a obter um resultado final ainda dentro de um patamar positivo, mesmo com a redução já constatada. Segateli plantou sementes com tecnologia Intacta em metade da área e no restante utilizou variedade com resistência ao nematoide. “Aproveitei para fazer refúgio com soja não Intacta e junto a isso fazer o controle do nematoide. O resultado foi muito bom. Na parte radicular das duas sementes o resultado foi excepcional. Não existe mancha de nematoide em nenhuma área da minha propriedade, embora ele esteja presente em boa parte da área”, diz. O agrônomo José Gonçales Massud com o produtor Cláudio Segateli } ANÁLISE DA EMBRAPA Os resultados desta safra na região do Vale Paranapanema foram acompanhados diretamente pela Embrapa. Em fevereiro, o pesquisador da Embrapa/Soja Londrina, Pedro Moreira, visitou algumas propriedades na região para um diagnóstico da realidade da safra. Segundo ele, as lavouras avaliadas, de um modo geral, apresentaram um rendimento real abaixo do potencial produtivo das sementes. “A formação inadequada das sementes nas vargens pode ter sido consequência do longo período seco registrado na região, o que impediu o desenvolvimento correto das plantas. Evidente que vão aparecer grãos mal formados, ardidos ou avariados, que vão trazer uma redução na expectativa em comparação com o padrão visual, o qual estava muito melhor”, avalia. No entanto, o pesquisador estima que essa situação não causará redução muito acentuada de produtividade. “Aquele que teve irrigação e pode controlar a umidade das lavouras terá produtividade melhor. Esta ansiedade para o plantio antecipado alinhado com a intenção de liberação da área para a safrinha de maneira antecipada tem sido comum, mas muitas vezes não se tem uma situação tão favorável para esta iniciativa”, diz. Moreira destaca que a Embrapa vem avaliando cultivares que tenham maior tolerância a veranicos de forma a contribuir para que os agricultores tenham realidades mas estáveis de rentabilidade e possam se planejar melhor em seus rendimentos. 8 o campo março | abril 20178

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} Safrinha - cultura de inverno Mesmo com a queda de produtividade verificada na safra verão, a safrinha não deve sofrer redução de área. Massud destaca que o milho de segunda safra é uma realidade da região. “Precisamos deste milho cultivado no inverno. Além disso, por consequência de o período de colheita da soja estar dentro do previsto, o milho está muito bem no calendário. Temos também as altas dos preços favorecendo a cultura. A nossa perspectiva é de sucesso no milho, já que a rentabilidade do milho de segunda safra é o reflexo de preço a ser praticado. Em 2017, por exemplo, a produtividade foi alta, mas não tivemos rentabilidade por conta do preço que estava baixo”, lembra. Segateli mostra a condição do grão de sua propriedade março | abril 20187 o campo 9

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Assis GOIABA TAILANDESA Trabalho e produção constante A cultura garante renda à família durante todo o ano, tendo ainda outras frutas também cultivadas na propriedade como amora, uva e maracujá A beleza dos frutos muitas vezes conquista o consumidor à aquisição do produto em feiras, supermercados ou até mesmo naquele carrinho de mão localizado na esquina do centro da cidade. A goiaba Tailandesa vermelha é uma das variedades mais aceitas comercialmente. No sítio Fortuna, localizado em Assis, o produtor Sigmar Pontes, cultiva a goiaba há dois anos. Ele cita que a cultura tem tem a especificidade de produção durante todo o ano, o que a demanda planejamento e atenção constante por parte dos trabalhadores envolvidos em seu manejo e colheita. A partir dos oito meses de idade a planta já co- meça a produzir. No sítio em Assis, a colheita é totalmente manual. São colhidas aproximadamente 100 goiabas por árvore, entre os cerca de 500 pés cultivados na propriedade. A cultura garante renda à família, tendo ainda outras frutas também cultivadas na propriedade como amora, uva e maracujá. Para acelerar a brotação da planta, o galho da goiabeira é retirado juntamente com o fruto, no momento da colheita. Desta forma, dois manejos são integrados em uma só ação. Os frutos são colhidos três vezes por semana. Pontes destaca que o controle de ataque dos in- 10 o campo mjanaerçiroo||afebvriel r2e0ir1o782017

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setos é a principal preocupação do manejo com a goiabeira. “Com doenças não há muitos problemas. O gorgulho e a mosca da fruta, continuam sendo questões que dificultam a produção”, afirma. Ele acrescenta que como existem poucos defensivos que estão registrados oficialmente para frutas o controle destes insetos é mais complicado. De acordo com dados do Centro de Informações Tecnológicas e Comerciais para Fruticultura Tropical (Ceinfo), a cultura da goiaba é atacada por insetos em diferentes fases de seu desenvolvimento. Seu controle é destacado pelo Ceinfo como crucial para evitar prejuízos de grandes proporções na lavoura. O ataque de insetos junto aos frutos ainda verdes provoca uma cicatriz com um ponto escurecido no centro, o que inviabiliza a sua comercialização. Já nos frutos maduros, o ataque das larvas provoca o que é chamado de podridão seca. As medidas indicadas para o controle desta praga é o ensacamento dos frutos ainda jovens, do tamanho de uma azeitona, a coleta dos frutos caídos para destruição e pulverizações preventivas. } Safrinha - cultura de inverno De acordo com dados coletados coletados em artigo científico publicado em 2011, na revista da Semana de Ciências Agrárias da Universidade Estadual de Londrina (UEL), “o Brasil é um dos maiores produtores de goiaba vermelha no mundo, com volume de produção de 316 mil toneladas e área plantada de aproximadamente 15 mil há. O Estado de São Paulo é o maior produtor do país, com 4,2 mil ha (WATANABE, 2009). O Instituto de Economia Agrícola, vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, lista que em 2015 foi registrada uma produção de quase 14 milhões de caixas de três quilos e meio. Já em 2016, o volume atingido foi de 14,8 milhões caixas. Em fevereiro de 2017, ataques de doenças prejudicaram a produção com a incidência de nematoide também em goiabeiras, com redução de produção estimada em 10%. março | abril 20187 o campo 11

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NUTRIÇÃO ANIMAL Investimento e mais potencial produtivo A obra de dois mil metros quadrados está em andamento desde o último semestre do ano passado E stá agendada ainda para o primeiro semestre de 2018 a finalização da construção da fábrica de ração da Coopermota que será destinada a produção de alimentos balanceados para gatos, cachorros e peixes. A obra de dois mil metros quadrados está em andamento desde o último semestre do ano passado e possibilitará a ampliação da capacidade de produção do setor de Nutrição Animal da cooperativa, especialmente no que se refere às linhas de pet e peixes. A partir da construção da nova fábrica, a Coopermota terá potencial instalado para ampliar em até 500% a sua capacidade de produção. O equipamento instalado possui um modelo de produção verticalizado, com todo o processo automatizado, desde os comandos até a movimentação final da ração. Conforme explica o gestor de Planejamento da Coopermota, Munir Zanardi, este formato permite uma série de benefícios à cooperativa, tendo, entre eles, a redução do consumo de energia devido a eliminação da necessidade do uso de elevadores nas diferentes etapas de produção do alimento animal. Neste sistema, o processo inicial é feito em sua base mais alta, passando para as etapas seguintes por gravidade. Acrescenta que o outro benefício existente no modelo da fábrica de ração da Coopermota está ligado à garantia de uma maior sanidade em todas as fases de produção diante do modelo to- talmente automatizado. Além das estruturas já instaladas, a nova fábrica de ração tem área disponível para a criação de mais uma linha de produção, sendo esta também incluída na linha vermelha. Denomina-se linha vermelha as nutrições animais produzidas a partir de matérias primas de origem tanto animal quanto vegetal. De acordo com dados do setor de planejamento da cooperativa, a ampliação da fábrica e a criação de novas frentes de trabalho e linhas de produção vai depender da demanda que o mercado oferecerá no setor. A nova fábrica permitirá à Coopermota o controle de todo o processo, desde a formulação original da receita até a formação dos peletes, em todas as granulometrias possíveis. Para as nutrições da linha pet (cachorro e gatos) terá condições para a produção de diferentes formatos para atender ao mercado. “A nova fábrica de ração vai permitir ampliarmos nossa eficiência produtiva. O processo térmico utilizado na produção dos peletes, o qual já é utilizado na fábrica para a produção de outras rações da Coopermota libera o amido e as proteínas disponíveis nos alimentos, garantindo uma melhor digestibilidade aos animais e uma maior eficiência no teor nutritivo dos alimentos”, afirma o coordenador de comercial do setor de Nutrição Animal, Diogo Suguita. março | abril 20187 o campo 13

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Foto: Lilian de Oliveira } Nutrição Animal Coopermota Desde 1992, a Coopermota mantém entre suas atividades a produção de ração destinada a diferentes tipos de animais. Após uma série de modificações no decorrer dos anos, atualmente são produzidos 45 tipos de rações, divididas em nove segmentos distintos. A nutrição animal abrange produções para bovinos de leite e de corte, equinos, peixes, coelhos, suínos, ovinos, aves e a linha DuPet, para cães e gatos. Em 2017 a fábrica de ração passou por um incremento, a partir de adoção do processamento de rações peletizadas. Com a construção de mais uma área de produção, a partir de 2018 este setor deve gerar um aumento de pelo menos 50% no número de profissionais contratados para a produção das rações. O coordenador do setor, Diogo Suguita explica que a partir do momento que passou a atuar com as rações peletizadas, a Coopermota entrou para um novo mercado do setor. Atualmente mantém em sua linha de produção as rações fareladas e peletizadas. “A tendência, principalmente para as rações peletizadas, é de um crescimento gradativo, sem perda de eficiência no atendimento já realizado”, diz. Comenta que antes da construção deste novo setor para a produção dos alimentos destinados à nutrição animal da Coopermota, as rações para peixe, cães e gatos, eram produzidas operacionalmente em Presidente Prudente. “Detínhamos o controle da formulação e da matéria-prima utilizadas, mas o processo propriamente dito era terceirizado. Com esta alteração no procedimento teremos um incremento no setor já que quando se controla a cadeia de produção do alimento de uma forma mais ampla intensificamos a garantia de qualidade do produto final”, avalia. 14 o campo março | abril 20178 Foto: Lilian de Oliveira

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Foto: Lilian de Oliveira } Rações no país Conforme dados do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), o ano passado terminaria com um aumento de volume e consumo em mais de 3%, chegando a um total de 69,4 milhões de toneladas. Ainda segundo divulgações oficiais do setor, para garantir esta produção, seriam necessários 44 milhões de toneladas de milho e 16 milhões de toneladas de soja, além de outros produtos utilizados na sua composição. Para as rações do setor de Nutrição Animal de Coopermota, o milho utilizado é proveniente da produção dos próprios cooperados vinculados à cooperativa, tendo os demais ingredientes analisados e utilizados somente mediante certificação oficial. A nova fábrica, que está em construção, está localizada no pátio do silo I, em Cândido Mota março | abril 20187 o campo 15

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