Projeto Educativo

 

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AE Benfica

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ÍNDICE INTRODUÇÃO .........................................................................................................................2 1. CARATERIZAÇÃO DO AGRUPAMENTO ............................................................................3 1.1. Constituição..............................................................................................................3 1.2. A população Escolar .................................................................................................4 1.2.1. Resultados Académicos .............................................................................5 1.3. O Pessoal Docente....................................................................................................6 1.4. O Pessoal Não Docente ............................................................................................6 1.5. Intervenção dos Pais/ Encarregados de Educação na escola ..................................6 1.6. Oferta Educativa.......................................................................................................6 1.7. Biblioteca Escolar .....................................................................................................8 1.8. Parcerias e Protocolos..............................................................................................8 1.9. Projetos ....................................................................................................................8 1.10. Serviços Especializados ............................................................................................9 1.10.1. Educação Especial ......................................................................................9 1.10.2. Serviço Social............................................................................................10 1.10.3. Serviço de Psicologia e Orientação ..........................................................10 2. PRINCÍPIOS ORIENTADORES..........................................................................................12 2.1. Visão .......................................................................................................................12 2.2. Missão ....................................................................................................................13 2.3. Valores....................................................................................................................13 3. PRIORIDADES E METAS - ÁREAS DE INTERVENÇÃO ......................................................14 3.1. As Prioridades e Metas do Projeto ........................................................................14 3.2. Áreas de intervenção .............................................................................................15 4. AVALIAÇÃO....................................................................................................................17

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INTRODUÇÃO “O começo de todas as ciências é o espanto de as coisas serem o que são” [Aristóteles] A elaboração de um Projeto Educativo (PE) de um Agrupamento de Escolas pressupõe a participação de toda a comunidade educativa para, deste modo, se poder refletir em conjunto sobre as ações prioritárias a desenvolver por todos os interlocutores, pois só com este contributo, com as críticas construtivas, empenho e dedicação se pode construir um referencial em que todas as partes se revejam e do qual se apropriem para, assim, ser possível executar em pleno os seus objetivos. O PE constitui um marco importante na definição de objetivos, princípios e valores que congregam uma comunidade educativa. Imbuído de uma autonomia própria, na procura de uma identidade que não renegue a afirmação da individualidade e assente numa cultura de valores universais, a comunidade educativa foi chamada a participar neste constructo. Este documento pretende ser transparente, claro, conciso, mostrando quem somos, o que fazemos, no que acreditamos e o que queremos fazer, nos próximos quatro anos (2016/2020). O PE fundamenta-se nos seguintes documentos estruturantes: Relatórios de Avaliação Externa da Escola Secundária José Gomes Ferreira (ESJGF) e do Agrupamento de Escolas de Pedro de Santarém (AEPS); Relatório de autoavaliação do Agrupamento de Escolas de Benfica (AEB); Plano Plurianual de Melhoria (PPM) do Projeto TEIP (Território de Intervenção Prioritária); Plano Anual de Melhoria (PAM) em resultado da autoavaliação do AEB. No ano letivo de 2010/11, foi criada uma equipa de autoavaliação, a fim de proceder a uma avaliação interna da ESJGF, para conhecer o grau de satisfação de toda a sua comunidade educativa e, em função dos resultados, delinear um plano de melhoria. Este processo teve como base o modelo CAF (Common Assessment Framework). Uma vez constituído o Agrupamento de Escolas de Benfica, houve, igualmente, necessidade de compreender o seu estado atual, tendo sido decidido desenvolver-se um novo ciclo de autoavaliação, com a aplicação de questionários para aferir o grau de satisfação da comunidade educativa, e de grelhas de autoavaliação para recolha de evidências sobre o seu funcionamento. Em função dos resultados, foram delineadas estratégias para promover a qualidade da oferta educativa, tendo como objetivo principal “conhecer para melhorar”, integrando a autoavaliação como uma prática organizacional que permita aos órgãos de gestão tomar decisões fundamentadas. Na construção deste Projeto Educativo, deparámo-nos com a dificuldade de responder de imediato à uniformização de uma só cultura de Agrupamento, querendo, no entanto, respeitar a identidade de cada unidade orgânica, dadas as características tão diferentes nos Estabelecimentos de Ensino que o compõem, quer ao nível dos ciclos de escolaridade, quer ao nível das aprendizagens e desempenhos.

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Outro constrangimento foi encontrar o espaço/tempo para a reflexão coletiva e participada tão necessária à adoção de metodologias e estratégias comuns à construção de um projeto que tivesse como objetivo principal ”Construir um espaço de autonomia participada, com vista a um ensino de qualidade e de excelência, contribuindo, assim, para a melhoria dos resultados dos nossos alunos e do Agrupamento de Escolas de Benfica”. 1. CARATERIZAÇÃO DO AGRUPAMENTO “Educar é semear com sabedoria e colher com paciência” [Augusto Cury] 1.1. Constituição O Agrupamento de Escolas de Benfica é um Agrupamento TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária), criado em 4 de julho de 2012, que resulta da agregação da Escola Secundária José Gomes Ferreira com o Agrupamento de Escolas de Pedro de Santarém. Este último, constituído em 2004, congregava a Escola Básica Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, a Escola Básica Jorge Barradas, a Escola Básica Pedro de Santarém e o Jardim de Infância N.º1. Atualmente, o AEB inclui cinco estabelecimentos de ensino com a distribuição dos níveis de ensino apresentados no quadro seguinte (valores de 2016): Agrupamento de Escolas de Benfica (AEB) Estabelecimentos de Ensino Níveis de Ensino Total de Alunos Jardim de Infância N.º1 Escola Básica Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles Escola Básica Jorge Barradas Escola Básica Pedro de Santarém Escola Secundária José Gomes Ferreira Ensino Pré-escolar Ensino Pré-escolar 1º ciclo 1º ciclo Ensino Pré-escolar 1º ciclo 2º ciclo 3º ciclo (7º e 8º) 3º ciclo - Vocacional 3º ciclo - CEF 3ºciclo (9º) Ensino Secundário 90 68 147 284 85 208 413 360 12 20 244 842 O Centro Educativo Navarro Paiva, tutelado pelo Ministério da Justiça, é uma instituição onde também lecionam docentes do AEB.

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1.2. A população Escolar O Agrupamento de Escolas de Benfica situa-se na Freguesia de Benfica, em Lisboa, com um tecido social cuja atividade económica se centra, primordialmente, no setor dos Serviços, nomeadamente no comércio. A sua população discente, cuja idade se encontra adequada ao ano de escolaridade que frequenta, caracteriza-se, no entanto, por uma grande heterogeneidade de registos socioeconómicos e culturais. As nossas crianças e jovens são, de modo geral, participativos e aderem às atividades que lhes são propostas. O AEB serve ainda uma população de dois bairros com características socioeconómicas e culturais que se diferenciam das características atrás indicadas: o Bairro da Boavista e o Bairro do Charquinho. A população aí residente integra algumas famílias de risco, pouco estruturadas e com dificuldades específicas que se refletem nos seus educandos, exigindo de todos uma atuação conjunta, rentabilizando os recursos já existentes nos bairros e obrigando a uma constante aferição no tipo de respostas educativas. É característica desta população escolar a prevalência das problemáticas emocionais, em que se incluem situações de grave desmotivação escolar e mesmo face a um projeto de vida. Entre os mais jovens, salientam-se os casos de abandono e de negligência que eles procuram ocultar e que são sempre de difícil intervenção. Nos últimos anos, foi surgindo nas escolas do AEB um número crescente de alunos com graves carências, devido a dificuldades financeiras (falta de manuais e outro material escolar, falhas da refeição da manhã, falta de roupa adequada ao clima, ausência da medicação regular necessária…), emocionalmente instáveis e sem disponibilidade motivacional para as aprendizagens. Os alunos com necessidades educativas especiais (NEE) representam entre 6% a 7% da população escolar. Estes alunos evidenciam situações problemáticas de caráter cognitivo, ao nível da linguagem e outras tipologias, com destaque para as problemáticas de caráter emocional, incluindo alunos com Síndroma de Asperger. Estas situações exigem uma adequação especializada, atempada e permanente nas respostas educativas. Dado o contexto socioeconómico de algumas famílias dos alunos que frequentam o Agrupamento, constata-se, cada vez mais, um aumento significativo de crianças e de jovens cujos Pais/Encarregados de Educação solicitam apoio social económico (ASE), conforme se pode verificar: • Ensino Pré-escolar – Escalão A: 38%; Escalão B: 13% • 1.º Ciclo de Escolaridade – Escalão A: 36%; Escalão B: 11% • 2.º Ciclo de Escolaridade – Escalão A: 19%; Escalão B: 13% • 3.º Ciclo de Escolaridade – Escalão A: 21%; Escalão B: 10% • Ensino Vocacional – Escalão A: 59%; Escalão B: 03% • Ensino Secundário – Escalão A: 06%; Escalão B: 05%

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1.2.1. Resultados académicos Resultados obtidos nos últimos quatro anos, por ano/ ciclo de ensino. Ensino Secundário 3º Ciclo 2º Ciclo 1º Ciclo Ciclo Ano Nº alunos avaliados 1º Ano Taxa de sucesso (%) Nº alunos avaliados 2º Ano Taxa de sucesso (%) Nº alunos avaliados 3º Ano Taxa de sucesso (%) Nº alunos avaliados 4º Ano Taxa de sucesso (%) Nº alunos avaliados 5º Ano Taxa de sucesso (%) Nº alunos avaliados 6º Ano Taxa de sucesso (%) Nº alunos avaliados 7º Ano Taxa de sucesso (%) Nº alunos avaliados 8º Ano Taxa de sucesso (%) Nº alunos avaliados 9º Ano Taxa de sucesso (%) Nº alunos avaliados 10º Ano Taxa de sucesso (%) Nº alunos avaliados 11º Ano Taxa de sucesso (%) Nº alunos avaliados 12º Ano Taxa de sucesso (%) Anos letivos 2012/2013 2013/2014 2014/2015 2015/2016 148 149 148 148 97,7 100,0 100,0 100,0 178 162 170 165 88,8 87,0 88,2 86,1 155 168 174 172 92,9 91,1 91,4 93,6 161 162 166 161 90,7 95,1 93,4 90,1 173 152 181 183 90,2 84,9 92,8 92,3 171 160 159 187 84,4 84,3 96,0 93,1 278 212 196 173 86,7 82,1 90,8 77,5 223 252 209 200 87,0 82,5 85,6 87,0 267 227 209 224 86,8 83,7 86,6 92,4 278 259 331 283 86,0 81,1 92,4 79,9 239 236 240 306 87,9 83,5 93,3 91,2 210 222 206 222 86,2 89,2 91,3 83,5

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1.3. O Pessoal Docente O Corpo Docente do AEB, constituído por aproximadamente 240 professores, pode considerarse estável (apenas 19% são contratados), com grande experiência de ensino, situando-se a maioria (cerca de 55%) na faixa etária acima dos 50 anos. Estes profissionais desempenham as suas funções com empenho e dedicação, pondo o seu saber ao serviço das aprendizagens e formação dos alunos. 1.4. O Pessoal Não Docente O Pessoal Não Docente do AEB caracteriza-se pela constante disponibilidade para apoiar, acompanhar e ajudar as crianças e jovens, dentro do espaço escolar, desempenhando um papel importante na sua educação. Cerca de 53% destes profissionais tem mais de 50 anos de idade. Dadas as características da população escolar, dos espaços físicos existentes e a dimensão global do Agrupamento, os assistentes operacionais e administrativos são em número insuficiente para as necessidades existentes. Este fator tem exigido destes profissionais um esforço suplementar permanente de forma a suprir as necessidades do AEB nas áreas em que intervêm. 1.5. Intervenção dos Pais/ Encarregados de Educação na escola Entre a direção, em particular com o Diretor do AEB, e todas as Associações de Pais de todos os Estabelecimentos de Ensino existe uma boa relação, realizando-se várias reuniões entre ambos com o objetivo de promover o sucesso dos alunos e o bem-estar de toda a comunidade escolar. Há da parte dos pais e encarregados de educação uma participação significativa nas reuniões de período com os professores e Diretores de Turma, bem como nos conselhos de turma intercalares a que são chamados. Também no jardim-de-infância e 1º ciclo, quando solicitada a sua vinda às Escolas para, por exemplo, falarem sobre as suas profissões, os pais e EE colaboram com agrado e simpatia. No entanto, sente-se alguma dificuldade na vinda dos Pais/Encarregados de Educação às escolas, quando para participarem em atividades específicas, principalmente nos 2º e 3º ciclo e no ensino secundário. No caso do ciclo de palestras do Café com Palavras, organizado pela Associação de Pais da Escola sede, Escola Secundária José Gomes Ferreira, que em todos os períodos promove conferências de grande interesse, atempadamente divulgadas, para a comunidade escolar, em particular para os pais e encarregados de educação, a participação destes é ainda muito reduzida relativamente ao desejável. 1.6. Oferta Educativa O AEB oferece às crianças e jovens uma formação sólida e diversificada que lhes permite ir evoluindo ao longo do seu percurso escolar, fomentando o desenvolvimento de diferentes capacidades, para que possam fazer escolhas informadas sobre o caminho a seguir para atingirem os seus objetivos, quer ao nível de prosseguimento de estudos, quer no que diz respeito à sua inserção no mercado de trabalho, enquanto cidadãos de pleno direito:

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Pré-Escolar • Atividades de Animação e de Apoio à Família (promotor/executor JFB) 1.º Ciclo de Escolaridade • Educação para a Cidadania (Oferta Complementar) • Componente de Apoio à Família (promotor/executor JFB) • Atividades de Enriquecimento Curricular (Judo, Atividade Física e Desportiva, Expressão Dramática, Expressão Musical, TIC) 2.º Ciclo de Escolaridade • Ensino articulado • Formação cívica (oferta de escola) • Desporto Escolar (Badminton, Andebol, Voleibol, Futsal, Corfebol, Ginástica, Dança) 3.º Ciclo de Escolaridade • Ensino Articulado • Formação Cívica (oferta de escola) • Disciplinas semestrais: TIC/Artes Plásticas/Educação Tecnológica • CEF – Operadores Comerciais • Curso Vocacional – Eletricidade, Desporto e Manutenção de Computadores • Desporto Escolar (Badminton, Andebol, Voleibol, Futsal, Corfebol, Ginástica, Dança) Ensino Secundário • 4 Cursos Científico-Humanísticos: de Ciências e Tecnologias; de Ciências Sociais e Económicas; de Línguas e Humanidades; de Artes Visuais. • Desporto Escolar (Badminton, Andebol, Voleibol, Futsal, Corfebol, Ginástica, Dança) • O AEB encontra-se ainda disponível para oferecer cursos profissionais de acordo com as necessidades da sua população escolar. Reconhecendo a importância da educação musical na formação integral do aluno, desde o ano letivo 2009/10 que o então Agrupamento de Escolas de Pedro de Santarém (agora integrado no Agrupamento de Escolas de Benfica) estabeleceu e tem mantido protocolo com a Academia dos Amadores de Música, constituindo, anualmente, uma turma de ensino articulado, por ano de escolaridade. A Portaria n.º 1550/2002 regula o regime do ensino articulado, que tem como objetivo promover o ensino especializado da música. Assim, a partir do 1.º grau (5º ano de escolaridade), é possível estabelecer protocolos entre as escolas de ensino regular e as de música, de modo a tornar o ensino da música acessível e gratuito. O ensino articulado é uma forma de os alunos frequentarem o ensino da música, em que as Escolas de Música e a escola regular se conjugam entre si, de forma a aliviar a carga horária do aluno, não duplicando disciplinas. Nesta modalidade, o aluno frequenta um plano de estudos especificamente adaptado, em que as disciplinas do Conservatório substituem as disciplinas de formação artística da escola regular.

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O curso de música é composto por três disciplinas: Formação Musical, Classe de Conjunto e Instrumento. Todas as aulas são ministradas na escola à exceção dos instrumentos piano e de percussão. 1.7. Biblioteca Escolar O Agrupamento de Escolas de Benfica integra bibliotecas escolares nos seguintes estabelecimentos: EB1 com Jardim de Infância Pedro de Santarém, EB 2/3 ciclos Pedro de Santarém e Escola Secundária José Gomes Ferreira. As bibliotecas escolares são constituídas por um conjunto de recursos físicos, humanos e documentais organizados de modo a facilitar a sua utilização pela comunidade educativa. As atividades promovidas estão em conformidade com as grandes linhas de atuação do Projeto Educativo do Agrupamento e integram o seu Plano Anual de Atividades. A sua ação desenvolvese em articulação com todo o Agrupamento, com a Rede das Bibliotecas Escolares, com a Autarquia e outros. A Biblioteca Escolar assume-se como uma estrutura importante no universo escolar, estando vocacionada para o desenvolvimento de atividades de ensino/aprendizagem, cultura, informação e formação lúdico-pedagógica. 1.8. Parcerias e Protocolos O AEB tem como preocupação proporcionar à comunidade educativa experiências pedagógicas enriquecedoras e diversificadas, que, de alguma forma, viabilizem atividades inovadoras, através do estabelecimento de parcerias e/ou protocolos com diferentes entidades das quais se destacam: • Câmara Municipal de Lisboa; • Junta de Freguesia de Benfica; • Escola Superior de Educação; • Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova; • Escola Superior de Música; • Centro de Recursos para a Inclusão – Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental; • Cruz Vermelha Portuguesa; • Faculdade de Motricidade Humana. 1.9. Projetos O AEB, reconhecendo a importância da abertura à comunidade e ao mundo e afirmando o seu dinamismo, integra, todos os anos, um leque variado de projetos nacionais e internacionais que constam do Plano Anual de Atividades (PAA) e dos quais se salientam: • Jovens Embaixadores do Comércio Justo; • Junior Achievement Portugal;

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• Brincar ao Desporto; • Projeto Fénix (1.º e 2.º Ciclos de escolaridade); • Parlamento dos Jovens Europeus; • Caretakers of Environement; • PES (Projeto Escola e Saúde); • Psicoterapias na Escola (Lapsis e Saber de Mim); • Orquestra Geração. Alguns destes projetos proporcionam experiências multiculturais significativas com jovens oriundos de outros países e permitem desenvolver competências pessoais e sociais essenciais ao pleno desenvolvimento das crianças e jovens do AEB. 1.10. Serviços Especializados O Agrupamento dispõe de serviços técnico-pedagógicos que promovem a inclusão de crianças e jovens com dificuldades diferenciadas, através da dinamização e do desenvolvimento de atividades educativas e/ou de caráter social. O Departamento de Educação Especial é composto por docentes com formação especializada no apoio a alunos com necessidades educativas especiais, dirigindo a sua intervenção aos alunos, aos pais/encarregados de educação e aos professores, no sentido de estabelecer respostas educativas que promovam a verdadeira inclusão numa escola para todos, fomentando a igualdade de oportunidades, a preparação para o prosseguimento de estudos ou para uma adequada transição para a vida pós-escolar. O Serviço Social no AEB é composto por duas Assistente Sociais e um Mediador Sociocultural, que integram o Gabinete de Intervenção ao Aluno e à Família (GIALF), com formação especializada para intervirem nas problemáticas identificadas a nível pessoal, escolar, social e familiar. 1.10.1. Educação Especial O Agrupamento conta com uma equipa de Pessoal Docente dos grupos 910 e 920, que assegura o acompanhamento às crianças e aos jovens que beneficiam de condições educativas especiais ao abrigo do Decreto-Lei n.º 3/2008 (DL3/08). Os professores promovem a inclusão social, a autonomia, o equilíbrio emocional, o sucesso escolar, bem como a igualdade de oportunidades no acesso aos cursos do ensino regular ou profissional. São acompanhados alunos com um leque de problemáticas do foro cognitivo, da linguagem, emocional, motor, sensorial e de saúde. A intervenção da Educação Especial no AEB parte da premissa de que aquela deve ser uma resposta integrada da Escola a alunos com Necessidades Educativas Especiais de carácter prolongado e permanente, conforme o previsto no DL3/08, art.º 1.º – n.º 2: “a Educação Especial tem por objetivos a inclusão educativa e social, o acesso e o sucesso educativo, a autonomia, a estabilidade emocional, bem como a promoção da igualdade de oportunidades, preparação para o prosseguimento de estudos ou para uma adequada preparação para a vida pós escolar ou profissional”.

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A especialização da resposta educativa neste Agrupamento passa pela avaliação e pelo acompanhamento dos alunos com NEE e conta com uma Unidade de Apoio Especializado para a Educação de Alunos com Multideficiência (UAM), a funcionar desde o ano letivo 2004/05, conforme a portaria n.º 1102/97 b) e de acordo com o disposto no art.º 26.º do DL3/08. Neste âmbito, é estabelecido anualmente um Plano de Ação com o Centro de Recursos para a Inclusão (CRI) da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM). São, igualmente, dinamizados projetos de vária índole como o “Projeto Eu Sei” (desenvolvimento de atividades funcionais), a “Sala AVD” (Atividades da Vida Diária) e uma oficina pedagógica relacionada com as TIC “CCH” – (Computadores com Histórias para Contar). Tendo em vista o alargamento da resposta para acompanhamento dos alunos na área da Psicologia, da Terapia da Fala e da Psicomotricidade, manteve-se o protocolo com o Centro de Apoio Psicoterapêutico e Psicopedagógico – LAPSIS – e com a Saber de Mim. Decorrendo da intervenção com os alunos e respetivas famílias, são estabelecidos contactos regulares com serviços externos, principalmente nas áreas da saúde, dos serviços sociais e das autarquias. 1.10.2. Serviço Social O GIALF é um serviço de apoio ao aluno e à família, que desenvolve uma intervenção concertada entre o aluno, a família, a comunidade escolar e a comunidade local, de forma a contribuir para o sucesso educativo dos alunos. Através do acompanhamento social do aluno e da família, as assistentes sociais intervêm nas problemáticas diagnosticadas. Pretende-se, com esta intervenção, diminuir e prevenir situações de absentismo, abandono e indisciplina; contribuir para o envolvimento e participação das famílias no percurso escolar dos alunos (valorização por parte da família, relativamente à importância da aquisição de competências escolares); apoiar os alunos e as famílias nas suas problemáticas; promover o desenvolvimento de competências pessoais e sociais nos alunos e de competências parentais nas famílias; prevenir comportamentos de risco, através do acompanhamento individualizado prestado junto dos alunos e das famílias. As Assistentes Sociais, através da sua atuação diária, assumem ainda responsabilidades, como encaminhamento para as respostas na comunidade, articulação com os diferentes serviços no âmbito da promoção e proteção de menores, ação social, emprego e saúde e realização de visitas domiciliárias. O GIALF desenvolve também outras atividades, tais como a Sala de Apoio Tutorial, o Banco Social Voluntário e Assembleia de Alunos. Estas atividades têm como finalidade, por um lado, contribuir para a melhoria das aprendizagens e comportamentos dos alunos, e, por outro, desenvolver competências de cidadania ativa e promover a participação cívica, a solidariedade e o voluntariado na comunidade escolar e local. 1.10.3. Serviço de Psicologia e Orientação O Serviço de Psicologia e Orientação (SPO) é um serviço especializado de apoio educativo integrado no Agrupamento de Escolas. Articula com as outras estruturas de orientação educativa, no sentido de promover condições que assegurem a integração de todos os alunos e promovam o sucesso educativo.

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São atribuições do SPO: • o desenvolvimento de atividades de orientação escolar e profissional; a promoção de atividades específicas de informação e de atividades que apoiem a identificação dos interesses e aptidões dos alunos, suscetíveis de os ajudar a situarem-se melhor face às oportunidades disponíveis; • a prestação de apoio de natureza psicológica e psicopedagógica a alunos, professores, pais e encarregados de educação, no contexto das atividades educativas, tendo em vista o sucesso escolar e a adequação das respostas educativas, após a avaliação global de situações relacionadas com problemas de desenvolvimento, dificuldades de aprendizagem e dificuldades emocionais; • a colaboração com outros serviços competentes, designadamente os de educação especial, na deteção de alunos com necessidades educativas especiais, a avaliação da sua situação e o estudo das intervenções adequadas; • o apoio ao desenvolvimento do sistema de relações da comunidade educativa, colaborando na dinâmica da escola, em ações integradas na Escola, e em ações e projetos da comunidade envolvente. A articulação com serviços/instituições nas áreas da educação, saúde, segurança social e autarquias constitui também um objetivo prioritário do Serviço. Para a concretização destes objetivos e para a eficácia da prestação do SPO face à quantidade de alunos que frequentam o Agrupamento (desde o ensino pré-escolar ao 12.º ano de escolaridade), um psicólogo é insuficiente para dar resposta atempada às necessidades que surgem nos estabelecimentos de ensino que o compõem.

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2. PRINCÍPIOS ORIENTADORES "A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces" [Aristóteles] A Escola é um lugar constituído por uma rede de habitantes, de ocupações, de relações e de afetos, cujas prioridades devem ser o conhecimento (saber e saber fazer) e a formação pessoal e social (saber ser e saber estar), apresentando, por si só, uma lógica própria e uma ecologia de escola. A base nuclear desta conceção de escola é a matriz relacional professor/aluno, própria do ato educativo, radicada na noção de autoridade do professor, fundada no conhecimento, na experiência de vida e no cometimento da função educativa. Assim, o núcleo estruturante da escola é a sala de aula, em torno da qual, numa relação de coerência, se expande a vivência escolar. Ao ponderar a aula como detentora de um significado nuclear, muito específica e muito forte, no complexo de relações em que a escola se constitui, a escola preserva a matriz relacional professor/aluno atrás referida, não a diluindo. Neste sentido, a qualidade da relação professor/aluno que for constituída na aula pela competência do professor e pelo trabalho do aluno, será determinante para configurar o conjunto alargado de agentes e de ações que, na escola, se manifestam e se cumprem. Por um lado, o Agrupamento de Escolas de Benfica, de entre as múltiplas ações desenvolvidas e implementadas, sabe diferenciar as essenciais das acessórias, hierarquizando-as em prol da sua função fundamental que é a de educar e de ensinar; por outro lado, este Agrupamento não se reconhece apenas como um lugar, mas também se assume como um tempo de acompanhamento continuado dos percursos dos seus alunos, quer no sucesso, quer no insucesso das suas aprendizagens. A forte consciência educativa dos seus professores, atuando de forma coordenada, reconhece, em cada momento, o rumo educativo por que se corresponsabiliza e cuja qualidade assegura, fazendo desta conduta a sua principal marca identitária. Mais do que interlocutores privilegiados de mensagens educativas, os professores serão, aos olhos dos alunos, modelos de conhecimento e de comportamento com capacidade para serem um princípio ativo no processo de educação. O processo educativo não deve limitar-se à via da interação discursiva, constituída por mensagens de conteúdo educacionalmente intencionado, mas desenvolver-se como um caminho feito da busca-encontro-troca de modelos (sejam eles mais de ordem afetiva, mais de ordem cognitiva) capazes de estimular apropriações e construções autónomas. 2.1. Visão O AEB pretende ser um Agrupamento de escolas públicas de referência, oferecendo à comunidade um serviço educativo de qualidade, através da interação positiva e colaborativa de todos os agentes da comunidade educativa.

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2.2. Missão Assim, o AEB assume como missão • Diversificar a oferta educativa, tendo em conta as características individuais dos alunos, com vista à promoção do seu sucesso escolar e do seu desenvolvimento pessoal e social; • Formar jovens responsáveis, resilientes e conscientes dos seus direitos e deveres no exercício da cidadania e pluralismo; • Valorizar a solidariedade e o espírito de cooperação; • Estimular a autonomia, a criatividade, a inovação, o gosto pelo conhecimento e o empreendedorismo; • Fomentar o desenvolvimento pessoal e profissional do Capital Humano do Agrupamento, promovendo uma cultura de atualização de saberes e partilha; 2.3. Valores Nesta perspetiva, a formação integral das crianças e jovens do AEB deverá assentar na valorização da(o): • Cidadania; • Respeito pela diferença; • Responsabilidade; • Autonomia; • Empenho; • Tolerância; • Solidariedade; • Excelência.

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3. PRIORIDADES E METAS - ÁREAS DE INTERVENÇÃO 3.1. As Prioridades e Metas do Projeto Construir um espaço de autonomia participada, com vista a um ensino de qualidade e de excelência, contribuindo, assim, para a melhoria dos resultados dos nossos alunos e da escola pública. Foram selecionadas três prioridades consideradas primordiais na construção da cultura do Agrupamento das Escolas de Benfica, promovendo-se a sua execução e sendo concretizadas de acordo com o Plano Anual de Atividades, conforme esquema seguinte: Prioridades a Média Prazo Metas (concretização do PEA) Atividades a desenvolver transversalmente no AE Prioridade 1 Construir um AE de referência na comunidade educativa. Meta 1 Promover um Agrupamento inclusivo numa perspetiva democrática e pluralista da cidadania. Meta 2 Promover um Agrupamento ambientalmente sustentável e eficiente na forma como utiliza os recursos. Atividade 1 Ações para corresponsabilizar os alunos relativamente ao ato educativo e à vida na escola. Atividade 2 Oferta educativa e formativa diversificada de acordo com as necessidades específicas dos alunos. Atividade 3 Plano de melhoramento dos recursos físicos e materiais. Atividade 4 Projetos para diversificar meios de comunicação interna e externa, utilizando diferentes suportes. Prioridade 2 Definir uma estratégia de desenvolvimento profissional. Meta 3 Reforçar o desenvolvimento da profissão docente. Meta 4 Garantir a formação contínua e a valorização profissional de todos os agentes educativos. Atividade 5 Redes de trabalho com IES e outras entidades, através da celebração de protocolos. Atividade 6 Sessões para partilha de boas práticas e materiais. Atividade 7 Plano de formação articulado com o PEA e com as áreas prioritárias de formação, definidas pelo AEB. Prioridade 3 Promover uma oferta educativa de qualidade e rigor. Meta 5 Melhorar a qualidade da oferta educativa nos domínios do currículo e avaliação. Meta 6 Reforçar o papel das lideranças intermédias na organização e gestão do trabalho da escola. Atividade 8 Projetos pedagógicos inovadores, dando enfoque ao rigor científico e à qualidade pedagógico-didática. Atividade 9 Referencial de rigor e de qualidade. Atividade 10 Projetos e estratégias definidos conjuntamente, ao nível das estruturas intermédias.

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