03/2018 - INFORMATIVO COMERCIÁRIO SECI

 

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        Março • 2018 • www.seci.com.br Viva essa conquista! Comerciários parabenizam SECI pelo Clube Página 4 Homologações de acerto continuam a ser no SECI Página 2 Mulheres ainda têm baixa representação na política Página 3

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 Março • 2018 Nossos direitos Homologações Acerto a partir de nove meses de serviço deve ser no SECI A vigência da nova lei trabalhista trouxe uma série de dúvidas tanto para os empregados quanto para as empresas e contabilidades que as assessoram. Mas alguns dos pontos que essa legislação tentou alterar continuam do mesmo jeito no caso dos comerciários de Ipatinga. Um deles é o local da homologação de acerto rescisório. Toda rescisão de contrato de trabalho de empregados do comércio de Ipatinga que tenham a partir de nove meses de trabalho deverá ser homologada pelo SECI. Essa regra está prevista na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2017/2018. Outra norma também prevista nessa CCT é com relação ao prazo para pagamento das verbas rescisórias. Quando o aviso for trabalhado, as verbas devem ser pagas até o primeiro dia útil imediato ao término do aviso. Quando o aviso for indenizado ou o empregado não for cumprir, até o décimo dia, contado da data da notificação da demissão. Já a homologação da rescisão contratual deve ocorrer no prazo máximo de cinco dias a contar das referidas datas, mesmo que a empresa tenha depositado as verbas rescisórias, sob pena de multa no valor correspondente a um dia de trabalho por dia de atraso. Itapuã Calçados Trabalhadores devem entrar em contato com o SECI Os trabalhadores que trabalharam na Itapuã Calçados a partir de 19/01/2013 a 18/01/2015 devem entrar em contato com o SECI pelo telefone (31)3822-1240 para tratar de assunto de seu interesse. Dia Internacional das Mulheres Por mais vozes femininas na política A maioria da população brasileira, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)*, é composta por mulheres: 51,5%. No entanto, a participação feminina na política parlamentar (vereadoras, deputadas e senadoras) está muito longe de fazer jus a essa representação. A União Interparlamentar fez um relatório, divulgado em janeiro deste ano, que analisa a participação feminina na política de 193 nações. O Brasil ficou em 152º posição do ranking, com apenas 10,7% de mulheres compondo a Câmara dos Deputados. Para a assistente social, Verônica da Paz, a tímida participação da mulher em relação a esse campo institucional requer reflexões, dentre as quais a questão cultural patriarcal imposta sob a mulher, ainda muito presente nas relações inerentes às questões políticas no campo institucional. “A voz masculina sempre prevaleceu em detrimento dos interesses das mulheres e demais excluídos da sociedade”. Para fazer a diferença Elevar o número de mulheres na política parlamentar, segundo Verônica é muito importante. Mas deve ser feita a partir de uma ampla discussão com os movimentos populares organizados. Pois, assim pode ampliar os espaços de atuação da mulher na sociedade, construindo mais formas da população usuária dos serviços públicos participarem da política e terem acesso a outros serviços próprios aos direitos sociais da população. Desafios “O mandato parlamentar exercido por mulheres tende a enfrentar desafios importantes na relação com a sociedade, principalmente, no enfrentamento ao preconceito, discriminação, intolerância da violência contra a mulher, como principal pauta no centro das discussões no campo parlamentar”, destaca a assistente social. Protagonistas da história À exemplo da presença feminina durante o período em que o Brasil esteve sob o regime civil-militar (1964-1985), as mulheres devem continuar como protagonistas nos movimentos populares de oposição, criando suas formas próprias de organização, lutando por direitos sociais, justiça econômica e democratização. “Essa presença das mulheres na cena social brasileira nas ultimas décadas tem sido inquestionável”. Direito à igualdade Por fim, Verônica destaca ainda que a participação da mulher na política é consagrada na Constituição Federal de 1988, Constituição essa reconhecida no mundo como cidadã. “A igualdade de direitos é afirmada no artigo 5º, no capítulo que trata dos direitos e garantias fundamentais, onde fala que ‘todos são iguais perante a lei’, e essa igualdade é reafirmada no inciso primeiro desse mesmo artigo, onde diz que ‘homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações’”. Cabe às mulheres lutar para que cada dia mais essa igualdade passe a ser realmente vivenciada inclusive na política parlamentar.

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Março • 2018  A violência de uma dita segurança pública Intervenção militar no RJ é um experimento para todo o Brasil 16 de fevereiro de 2018. O presidente Temer assina o decreto para intervenção federal no estado do Rio de Janeiro. O que isso tem a ver com os empregados do comércio de Ipatinga? Bombardeados por cenas de violência expostas pela mídia, alguns podem pensar que colocar o exército nas ruas, aumentar o armamento e a vigilância podem ser a solução. Mas não é. Isso é o que explica a jornalista Gizele Martins, comunicadora comunitária e moradora da Maré, conglomerado de favelas localizado na zona norte do Rio de Janeiro, próximo ao Aeroporto Internacional, Linha Vermelha, Linha Amarela e Av. Brasil. Gastos com armas “O Brasil está se especializando na sua forma de militarizar e controlar vidas. Tanto que em 2016 ficou em 10º lugar como o país que mais investiu na compra de armamentos de militarização para realização das Olimpíadas aqui no Brasil, no RJ. Ou seja, foi o 10º país que mais gastou dinheiro em tanque, caveirão, capacete, bombas de efeito moral, uniforme para polícia, colocando polícia para treinar fora do país, em Israel”. Esse investimento, segundo ela, faz parte de um plano de segurança que na lógica dos ricos está sendo bem feito, mas que na verdade serve para matar e controlar as vidas da maioria pobre, negra, nordestina, favelada. Segurança pra quem? “Avalio a segurança pública do país como uma segurança que não é feita para nós, pobres, favelados, trabalhadores do campo, trabalhadores e população empobrecida em geral. Não é feita pra gente que é pobre. A dita segurança pública é feita hoje para proteger os ricos do nosso país, mesmo eles sendo minoria”, destaca Gizele. A jornalista lembra que essa proteção aos ricos é feita a todo custo, criminalizando, matando e controlando a população pobre. “Não é por acaso que o nosso país é hoje o que mais mata negros cia de tanques de guerra na nossa no mundo. Existe um genocídio porta. As pessoas eram revistadas 11 dessa população, assim como existe até 18 vezes por dia, tinha soldado o da população indígena”. É por na sala de aula, tiroteio constante, esse motivo que ela fala em uma invasão das nossas casas, revistas internacionalização dessa forma de das nossas bolsas, dos nossos corpos, matar. “O caveirão que é usado no crianças sendo revistadas. Hoje no RJ é o mesmo que é utilizado por RJ, assim como aconteceu em 2014, Israel para matar palestinos. É esse os soldados estão fazendo ficha- mesmo caveirão que foi utilizado mento dos moradores dentro das no Apartheid na África do Sul”, favelas, que é uma prática que eu vi destaca. também na Palestina, com os check points. É uma prática que o exército Massacres atuais está trazendo hoje para o Brasil, Essa afirmação de Gizele faz especificamente para as favelas do lembrar o Massacre de Shaperville, RJ nessa nova intervenção militar ocorrido em Joanesburgo (África e isso é muito grave. Não podemos do Sul), em 21 de março de 1960, deixar isso acontecer no resto do quando tropas militares do Apar- país. Nós temos que lutar para que theid atacaram os manifestantes e essa intervenção militar no RJ acabe mataram 69 pessoas, além de ferir imediatamente porque são as nossas uma centena de outras. Em ho- vidas que estão acabando, são as menagem à luta e memória desses nossas vidas controladas. Imagina manifestantes, a Organização das o que é ter um tanque de guerra a Nações Unidas (ONU) celebra o 21 cada esquina, o que é ser revistado, de março como o Dia Internacional ter celular revistado, você não poder contra a Discriminação Racial. falar, ser censurado”. Discriminação que Gizele e mo- radores das favelas do Rio de Janei- Como por fim à violência? ro, além de pessoas das periferias de É por essa razão que Gizele afir- outras cidades brasileiras, trabalha- ma que a intervenção federal não dores rurais, indígenas, nordestinos, irá resolver o problema da violência dentre outros, conhecem bem. “Du- no RJ ou no restante do país. Isso rante a invasão do exército na Maré porque segurança pública não é em 2012/2015 o governo federal in- sinônimo de polícia, nem de tanque vestiu R$1,7 milhão para permanên- de guerra ou de militarização. Segu- rança pública é sinônimo de cidadania. Para ela essa é a solução, oferecer direitos, principalmente o direito à vida e às coisas básicas como educação, moradia, saúde, lazer, cultura. De acordo com a jornalista, o Brasil tem andado na contramão quando se fala em oferecer direitos. “Temos uma retirada de direitos com reformas trabalhistas, escolas e creches sendo sucateadas, universidades como a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) falindo, e não é a toa. Essa universidade foi a pioneira das cotas no país. Quando a população empobrecida consegue ter um mínimo de entrada na universidade, eles tiram essa universidade da gente como tiram qualquer investimento em saúde, moradia, educação, cidadania e lazer”. Nesse sentido, a intervenção federal não é por acaso. Quando há uma retirada de direitos como essa, o exército entra em ação para que ninguém se manifeste. “Até mesmo porque é ano de eleição e eles querem segurar as campanhas, não querem que as campanhas de esquerda entrem em todos os espaços, eles querem que entrem campanhas da direita dentro das favelas”. Mobilização popular por segurança pública de verdade O tema da violência foi escolhido este ano pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para as discussões da Campanha da Fraternidade. Esse debate reforça o sentido de segurança pública que Gizele defende: um novo plano de segurança, surgido a partir da mobilização popular, para dar segurança a qualquer cidadã e cidadão, independente da sua raça ou classe social. Essa mudança, segundo ela, só é possível com o envolvimento da população que deve exigir do Estado investimentos em saúde, educação, lazer, esporte, cultura. “Segurança pública se faz com cidadania e não controlando as nossas vidas com mais policiais e tanques nas ruas como a gente vem experimentando infelizmente”, conclui.

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Categoria prestigia inauguração comemorando mais essa conquista 25 de fevereiro de 2018. Uma data que ficou marcada na história do SECI e dos comerciários de Ipatinga que puderam inaugurar o tão sonhado Clube dos Comerciários. Após uma celebração de agradecimento por esse sonho realizado, os diretores do SECI inauguraram o Clube, desamarrando a faixa de acesso às piscinas. Os foguetes anunciaram o início de um dia ensolarado, com música ao vivo e aulão de zumba. Anércia Martins, do Machado Supermercado, foi uma das comerciárias que fez questão de estar presente na inauguração do Clube dos Comerciários. “Quero parabenizar o Sindicato por mais essa conquista, pela área de lazer dos comerciários”. Acompanhada de sua filha e seu esposo, Edmar, que também avaliou como excelente mais esse benefício oferecido pelo Sindicato a todos os sócios. “O Sindicato está de parabéns pelo Clube agora, pela Casa de Praia, por várias conquistas que eles têm feito durante esse tempo todo em benefício do pessoal”. Sonho realizado Um sonho que virou realidade. O slogan do Clube, segundo o diretor do SECI, Cláudio Marconi, traduz bem como foi realizar essa obra. “A nossa direção batalhou bastante para conquistar esse sonho da categoria, por isso colocamos esse slogan. Nosso intuito como Sindicato não é só falar de direitos e deveres, mas também proporcionar essa interação entre os comerciários. Queremos que o comerciário venha com a sua família, que tenha a oportunidade de passar o fim de semana, interagir com os diretores do Sindicato, falar sobre uma boa política, falar do dia-a-dia. Foi um trabalho árduo, cansativo. Mas a gente vê que é recompensador”. Espaço para a família Marlene dos Santos, do Supermercado Coelho Diniz, não via a hora desse dia da inauguração chegar. “Nós ficamos ansiosos esperando essas obras terminarem. Por isso fiz questão de juntar meus meninos e vir pra cá no primeiro dia. Sempre quando tiver uma fol- bairro Limoeiro, em Ipatinga, na Estrada do Ipa- guinha vou vir pra cá. neminha, sentido Parque das Cachoeiras. São três Vale a pena ser sócio piscinas de tamanhos e profundidades diferentes, porque agora temos 49 churrasqueiras para grupos menores e cinco para também uma opção grupos maiores, campo de futebol soçaite, sauna e de lazer para trazer estacionamento. a família nas folgas. Muito bom mesmo, o Sindicato está de parabéns!” Lazer para o sócio e seus dependentes A satisfação de participar do momento da A gerente do Clube dos Comerciários, Eleyze inauguração também foi destacada pelo comerciá- Morais, lembra que o desejo do Sindicato é que os rio da Consul, Edinísio Vieira. “Vim para conhecer comerciários utilizem e ajudem a preservar o Clube. o Clube e estou achando muito bom, estou satisfei- “É uma grande conquista para a classe, que é uma to por ter um Clube assim para participar e poder classe sofrida, que trabalha sábado, domingo, e essa trazer a família para divertir”. é uma oportunidade de lazer. O que pedimos é que os comerciários utilizem esse lazer, que vivam essa Conquista para todos os trabalhadores realidade junto conosco”. O diretor do SECI, Geraldo Lúcio, ressaltou a Para a comerciária da Lojas Alvim, Edinéia felicidade que é para a diretoria saber que o tra- Gomes, o Clube é realmente uma conquista para balho está sendo recompensado com a realização todos os trabalhadores que precisam de uma área de desse sonho. “Foi muita luta para chegar onde lazer. “Muito bom poder estar aqui compartilhando estamos. É um sonho que tínhamos há 30 anos, de com minha família do lazer que estão proporcionan- ter uma área de lazer para nós comerciários porque do para nós. Só tenho a sabemos que o salário não atende, por isso o Sindi- agradecer”. cato resolveu investir numa área de lazer que é para o comerciário ter onde se divertir. Fico muito feliz Participação dos sócios em saber que o Sindicato, lutou, está lutando e está As comerciárias Va- conseguindo. Nós acreditamos que é só o início de nessa Silva e Karla Félix, muitos dias de felicidade para todos nós comerciá- da Graffite, elogiaram a rios”. infraestrutura do Clube e a Vicente de Paula, comerciário do Armazém do recepção. “Fomos muito bem recebidos pelo pessoal Ruralista, pontuou que está há mais de 20 anos no do Sindicato. Espero que venham todos para pres- comércio e até aquele dia não tinha visto uma con- tigiar porque é uma conquista muito grande para o quista como essa. “Comerciário só fica trabalhando, Sindicato e para nós também que teremos um lugar trabalhando, uma hora tem que divertir também, para desfrutar com as nossas famílias num ambiente ficar com a família. O Sindicato está de parabéns agradável e muito bom”, afirma Karla. pelo Clube, pertinho da cidade, muito bom!” Sirley Alves, do Supermercado Rex, fez questão Para ir ao Clube e usufruir da tranquilidade de convidar todos os que ainda não são sócios do típica do campo, os sócios não precisam ir longe Sindicato, para se associarem. “Juntos consegui- da cidade. O complexo mos conquistar um grande objetivo que era ter um de lazer fica a 1,5 km do Clube pra nós, comerciários. Então venha participar conosco!” Veja mais fotos da Inauguração do Clube no www.facebook.com/seci.comerciarios Sindicato filiado à Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs) e à Central Única dos Trabalhadores (CUT) SECI Av. 28 de Abril, 621 - SL. 302 - Centro - Ipatinga/MG Telefax: (31) 3822-1240 E-mail:seci@seci.com.br Site: www.seci.com.br COORDENADOR GERAL Aurélio Moreira de Sousa DIRETOR RESPONSÁVEL Antônio Ademir da Silva (11938-MG) REDATORA Helenice Viana - 12133-MG DIAGRAMAÇÃO E IMPRESSÃO Gráfica Art Publish - 31. 3828-9020 Tiragem desta edição: 8.000 exemplares

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