Revista A Vóz da Paróquia - Edição de Abril de 2018

 

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Noticias da Paróquia Nossa Senhora do Bom Sucesso de Guaratuba-Pr

Popular Pages


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Ano IV | Abril 2018 | Nº 47 Ano Nacional do Laicato Jesus A VERDADEIRA PASCOA A VERDADEIRA VIDA ABRIL - Páscoa Programa Voz da Paróquia FM 87,9 de segunda a sexta feira das 17:30 as 18:00 hs

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E ditorial Abril “A vida Venceu a Morte! Aleluia, Cristo Ressuscitou...Aleluia”! Queridos (a) paroquianos, fié is leigos e leigas na caminhada cotidiana, povo de Deus, irmã os na fé . Estamos felizes, reconfortados pela vitó ria do Cristo Salvador, Ressuscitado, vencedor da morte e do pecado. Que nos faz també m, vencedores, vitoriosos na certeza da Ressurreiçã o! Vida Nova! Aleluia! Alegria nossa, como Igreja, povo de Deus, como sal da terra e luz do mundo. Estamos iniciando o Tempo Pascal, nã o mais Jesus desfigurado, mas Jesus Transfigurado, Glorificado no cé u e na terra dos filhos de Deus! Depois de fazermos uma caminhada penitencial, pela oraçã o e caridade na justiça e paz, seguindo os passos de Jesus de Nazaré , o Cristo Crucificado. Animados pelo espıŕ ito do Ressuscitado, festejemos este mês de Abril. Já no inıć io no dia 02, temos o “Dia Internacional do Livro Infanto Juvenil e Dia Mundial de Conscientizaçã o do Autismo”. No dia 07, Dia Mundial da Saú de. Queremos pedir pelos nossos governantes que garantam a saú de dos brasileiros com dignidade e respeito, que é do seu direito ter saú de de qualidade. No dia, 08 Dia Mundial da luta contra o Câ ncer, cuidemos zelemos por nosso saú de, fazendo exames perió dicos. Também nesse dia, Segundo Domingo da Pascoa, festejamos: “O Domingo da Divina Misericó rdia”.. O Deus que rompe as barreiras e deseja a Paz, aos seus discıṕ ulos e a cada um de nó s. (Jo ,20,19). Queremos, também trazer presente os nossos indıǵ enas, os pioneiros nesse Brasil, os primeiros habitantes, nosso respeito e carinho a esse povo. No quarto Domingo rezamos pelas Vocaçõ es, pedindo ao Senhor da “messe que envie operá rios para vossa messe” (Mt 9,38). Esse é o desejo do Regional Sul 2, que envolve todo o Paraná , sã o 18 Dioceses resgatando a cultura Vocacional: “Cada comunidade uma nova vocaçã o”. Rezar pelas vocaçõ es, em todos os encontros, para criarmos uma cultura vocacional. Que Maria Santıś sima, mã e das vocaçõ es interceda por nó s. Feliz Pá scoa!! Pe. Roque. CSsR. Missionário Redentorista. Índice 03 Abril 04 Pastoral da Catequese 04 Mensagem aos Cristãos 05 Anunciação do Senhor 06 Dia de Tiradentes 06 Os padres que "descobriram" o Brasil 07 Pastoral da Pessoa Idosa 08 A importância da vida social e política na comunidade 09 Fraternidade e Superação da Violência 11 Marcos Evangelista 12 Povos indígenas-Identidade e diversidade 13 Páscoa 13 Parabéns Guaratuba 14 Pastoral do Dízimo 15 247 Anos de Guaratuba 16 São Estanislau 17 Família Acolhedora 18 Pastoral da Criança 19 Página Infantil 20 Curiosidades sobre Saúde... 21 Sífilis Congênita 22 Nas diferenças somos todos iguais Ano IV - Nº 47 - Abril 2018 02 Revista Voz da Paróquia | Comunhão, Participação e Missão |Ano IV | Abril 2018 | Nº 47

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Abril O mês de ABRIL é dedicado a Eucaristia e ao Divino Espıŕ ito Santo. Quase sempre o Dia da Pá scoa cai em abril; e, mesmo quando cai em Março, o perıó do pascal de 40 dias continua em abril. A Eucaristia é o centro da vida da Igreja. Ela é o Sacrifıć io de Cristo que se atualiza (torna-se presente) no altar, na celebraçã o da santa Missa; e Alimento (banquete) do Cordeiro que se dá como alimento espiritual. E a maior prova de amor de Jesus para conosco. Neste mê s de Abril, nó s comemoramos també m o aniversá rio de Guaratuba. Foi no dia 29/04/1771, que deu-se a solenidade de fundaçã o da vila e celebraçã o da Santa Missa. E é em torno desta praça, onde está construıd́ a a Igreja bicentená ria com sua força e beleza, que a Paró quia Nossa Senhora do Bom Sucesso, acolhe até os dias de hoje seus amados fié is! Feliz Pá scoa! Feliz Aniversá rio Guaratuba! Dois acontecimentos nobres que nos proporciona o futuro gerado pelo Amor! Paz e Bem a todos! Silvana Baitala Buhrer Aconteceu... Aconteceu... no dia 13 de março, o C.P.P. se reuniu para tratar do Retiro Paroquial do dia 24 de março. Na oportunidade, o C.P.P. acolheu os novos coordenadores; Antonio Kuntermann – para o C.P.C. Santo Antonio em Coroados e Jeziel da Silva Malaquias – para o C.P.C. N. Sra. Aparecida em Caieiras. Revista Voz da Paróquia | Comunhão, Participação e Missão |Ano IV | Abril 2018 | Nº 47 03

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Pastoral da Catequese Poesia Reciclável Sou uma catadora Pego meu carrinho Saio pelas ruas a trabalhar Vou em frente a cantar Fico triste se nã o achar O que coletar O sol bate quente no meu rosto Fico com a face suada Sento na sombra amiga Oh! Como estou cansada Logo vem a chuva Ela me pega na vida Estou longe de casa Estou toda molhada E longa a minha jornada Importante é que estou carregada! Autora: Terezinha dos Santos de Lima Mensagem aos Cristãos Ao rezar o Prefá cio - primeira parte da Oraçã o Eucarıś tica, que se conclui com o Santo - a Igreja agradece a Deus porque ele concede “aos cristã os esperar com alegria, cada ano, a festa da Pá scoa”. A essa graça nos abrimos por meio da “oraçã o” e da “prá tica do amor fraterno”. Desse modo, de coraçã o purificado, celebramos na noite da Pá scoa durante todo o tempo pascal “os misté rios pascais, que nos deram vida nova e nos tornaram filhas e filhos” de Deus (Prefá cio da Quaresma, lº). Mais ainda: reconhecemos que Deus instituiu “este tempo de graça e salvaçã o” para “renovar na santidade” o coraçã o dos seus filhos e filhas (Prefá cio da Quaresma, 20); ele mesmo, a cada Quaresma, reabre para a Igreja “a estrada do Exodo, para que ela - ou seja, todos nó s! –humildemente tome consciência de sua vocaçã o de povo da aliança” (Prefá cio da Quaresma, 30). Um dos melhores frutos deste caminho de crescimento espiritual é o agir com caridade. A Palavra de Deus é muito clara: “Passamos da morte para a vida, porque amamos os irmã os. Quem nã o ama, permanece na morte” (1Jo 3,14). As prá ticas quaresmais conduzem à caridade concreta: ao jejum e à oraçã o precisamos, necessariamente, unir a esmola, ou seja, a caridade para com a pessoa a Campanha da Fraternidade, e nas nossas relaçõ es sociais, oferece uma oportunidade para em especial: construir fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliaçã o e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superaçã o da violência” (Objetivo Geral). Desejo a vocês, queridos irmã os e irmã s, um verdadeiro crescimento espiritual: maior seja a abertura à graça de Deus e, ao mesmo tempo, constante seja o serviço aos outros, especialmente à s pessoas que sofrem. Assim na noite da Pá scoa, celebrando a Vigı́lia Pascal e renovando as Promessas do Batismo, poderemos cantar com autenticidade “Banhados em Cristo somos uma nova criatura; as coisas antigas já se passaram, somos nascidos de novo. Aleluia! ”Prossigamos com firmeza e alegria a nossa caminhada quaresmal, iluminados pela liturgia e pela Palavra de Deus nela celebrada e, no dia-a-dia, meditada! Edmar Peron Bispo Diocesano 04 Revista Voz da Paróquia | Comunhão, Participação e Missão |Ano IV | Abril 2018 | Nº 47

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Anunciação do Senhor A Anunciaçã o, també m conhecida como Anunciaçã o da Virgem Maria, é a celebraçã o cristã do anú ncio pelo Arcanjo Gabriel para a Virgem Maria que ela seria a mã e de Jesus Cristo. Mas para que tudo isso acontecesse, Deus tinha de escolher uma Mulher, a melhor Mulher, e escolheu. Deus precisava da mulher mais humilde para esta missã o. Nó s recebemos um lindo presente na anunciaçã o: a primeira parte da oraçã o da Ave Maria foi pronunciada por ninguém menos que o Arcanjo Gabriel. Por isso, podemos afirmar que a primeira frase da Ave Maria foi dita pelo pró prio Deus: “Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco.” Lc 1, 28. E a segunda frase també m foi dita por Deus, porque o Evangelista Lucas diz que: “41. Quando Isabel ouviu a saudaçã o de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espıŕ ito Santo 42. e exclamou em alta voz: Bendita é s tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”. Se Isabel pronunciou essas palavras estando cheia do Espıŕ ito Santo, significa que o pró prio Espı́rito Santo, terceira pessoa da Santıś sima Trindade, foi quem falou através dela. Por tudo isso, a Anunciaçã o do Senhor deve ser celebrada com alegria e gratidã o por todos os fiéis. E um dia de bênçã os eternas que caıŕ am sobre a humanidade e mudaram o rumo da histó ria. E um dia de grande revelaçã o da bondade, da misericó rdia e do infinito amor que Deus tem por nó s. Assim, a oraçã o da Ave Maria deve ser rezada com muito amor e gratidã o. Maria, embora tinha total liberdade para dizer “nã o”, quando compreendeu o que estava acontecendo, ela se colocou inteiramente nas mã os de Deus: “Faça-se em mim segunda a tua palavra”. Com o “sim” de Nossa Senhora, o Filho de Deus entra na histó ria para salvar a todos do pecado. Esta festa da Anunciaçã o, é celebrada em 25 de março, exatamente nove meses antes do Natal. De acordo com a Bı́blia (em Lucas 1:26), a Anunciaçã o ocorreu no “no sexto mês” da gravidez de Isabel, a prima de Maria. Iliara Kloster Bassil Fonte: http://www.cruzterrasanta.com.br/ ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DA ANUNCIAÇÃO Todas as gerações vos proclamem bemaventurada, ó Maria! Crestes na mensagem divina e em vós se cumpriram grandes coisas, como vos fora anunciado. Maria, eu vos louvo! Crestes na encarnação, o Filho de Deus no vosso seio virginal, e vos tornastes Mãe de Deus. Raiou, então, o dia mais feliz da história da humanidade e Jesus veio habitar entre nós. A fé é dom de Deus e fonte de todo bem, por isso, ó Mãe, alcançai-nos a graça de uma fé viva, forte e atuante que nos santifica cada dia mais. Que possamos comunicar com a vossa vida a mensagem de Jesus que é o Caminho, a Verdade e a Vida da humanidade. Nossa Senhora na Anunciação! Rogai por nós. Amém. Revista Voz da Paróquia | Comunhão, Participação e Missão |Ano IV | Abril 2018 | Nº 47 05

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Dia de Tiradentes 21 de abril Tiradentes se insuflou contra a forma como Portugal debelava as nossas riquezas minerais no sé culo XVIII. O ouro, os diamantes e pedras preciosas retiradas das Minas Gerais eram trazidas pelo “Caminho Novo” –estrada que ligava as Minas Gerais ao Rio de Janeiro – para serem enviadas a Portugal. Tiradentes muito patrulhou este “caminho” como Oficial (Alferes) da Coroa no encalso dos malfeitores que infestavam a regiã o. Dentre os mú ltiplos ofıć ios que desempenhou alé m de Oficial, foi mascate e també m mineiro. Por isso, era profundo conhecedor da mineralogia e composiçã o dos terrenos chegando ao ponto de, no Rio de Janeiro projetar a canalizaçã o dos rios Andaraı ́ e Maracanã para melhorar o abastecimento de á gua na cidade. Outro empreendimento seria a construçã o de um trapiche e local para embarque e desembarque do gado. Sendo vaiado por “doidice” contudo, tais projetos foram realizados mais tarde por D. Joã o VI. Conhecedor da alma do povo pois, mesmo sendo filho de portugueses, em seu peito pulsava um coraçã o brasileiro. Ciente do jugo a que Portugal submetia a Colô nia através de impostos massacrantes, começa uma subversã o juntamente com outros abnegados pela causa. Em 1789, a Inconfidê ncia Mineira, tendo como maior intençã o: separar o Brasil de Portugal e torná -la uma Repú blica. Bandeira idealizada, o movimento tomava força e “incendiava” a todos com o sonho de independê ncia. O dia “D” seria o estipulado para a “Derrama” – dia da cobrança forçada dos impostos; cobrança esta que representaria a ruı́na econô mica dos mineiros . Mas, como a ideologia de um povo pode sofrer revés, os Inconfidentes foram traıd́ os por algué m que buscou livrar a dıv́ ida sendo um delator. Joaquim Silvé rio dos Reis foi agraciado com o perdã o da dı́vida e muitas outras benesses, recebendo ainda da Rainha o tıt́ ulo de Fidalgo da Casa Real e ainda Membro da Ordem de Cristo. Dú vida: Será que ele conhecia pelo menos algum capıt́ ulo ou versı́culo do Novo Testamento? Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes tomou para si a chefia do movimento , tendo assim uma morte horrenda. Figura hoje na nossa histó ria como o Má rtir da Independência do Brasil. Margarida Miranda Corrêa Aconteceu... A Pastoral da Criança participou de um curso de capacitaçã o com profissionais em nutriçã o e cuidados com a saú de das crianças. Agora a Pastoral está mais forte ainda em seus procedimentos. 06 Revista Voz da Paróquia | Comunhão, Participação e Missão |Ano IV | Abril 2018 | Nº 47

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Pastoral da PessoaIdosa CNBB “Dai ao nosso coração sabedoria” (SL 90) Pastoral da Pessoa Idosa Cuidados com os idosos no verão As altas temperaturas do verã o podem provocar problemas como desidrataçõ es, quedas bruscas de pressã o, indisposiçõ es alimentares e infecçõ es respirató rias. Os idosos compõ e uma populaçã o vulnerável a estes proble- mas, pois com o envelhecimento, vá rios mecanis- mos de controle naturais do organismo se tornam menos eficientes, portanto os idosos requerem cuidados especiais com a saú de nessa época do ano. A desidrataçã o é a perda excessiva de á gua do organismo, acontece quando a eliminaçã o de á gua do corpo é maior que a sua ingestã o. A desidra- taçã o é o distú rbio mais comum nos idosos, podendo ser grave, com quadros de queda de pressã o arterial, tontura, perda da consciência, lesõ es em ó rgã os internos como rins, fıǵ ado e cé rebro. Os casos mais leves podem passar despercebidos, porém podem agravar prisã o de ventre e cá lculo renal naqueles com predispo- siçã o. Meus queridos , filhos e filhas , netos e netas, vamos ter um cuidado especial com nossos idosos obrigada e que 2018 seja para todos nos um ano neste verã o, com o sol e dar a eles mais liquido, de muita paz e muita perseverança. pelo menos um litro e meio de á gua por dia, sabemos o quanto e importante tomar á gua. Líder, Facilitadora e Coordenadora da Paróquia Eu quero aqui agradecer a todos que lê em a Pastoral da Pessoa Idosa nosso artigo da pastoral da pessoa idosa, muito Maria Inez Muraro Os padres que "descobriram" o Brasil 22 de abril, 1773. Era de manhã , bem cedo, quando o padre José Seabra subiu devagar as escadas do segundo pavimento da Torre do Tombo, o atual Arquivo Histó rico Nacional em Lisboa. Costumeiramente andava em direçã o à sua mesa pelos largos corredores olhando os alfarrá bios, mas naquela manhã algo o interrompeu. Documentos em desalinho! A referê ncia dos documentos era do século XV. Enquanto os alinhava, a curiosidade o fez abrir para uma olhadela. Folheou, afastou para desembaçar os olhos e já levou o conjunto para a sua mesa. Um documento em especial, cuidadosamente guardado entitulado "Carta a El Rei D. Manoel" lhe chamou a atençã o, buscou os ó culos e começou a ler o texto do escrivã o de Calicute, servindo na Frota de Pedro Alvares Cabral, era a Carta de Pero Vaz de Caminha redescoberta quase 300 anos depois de sua escrita! Anos mais tarde, em 1817, outro padre, Manuel Aires de Casal a publicou tornando-a conhecida entre os brasileiros. Assim, a partir do sé culo XIX, os livros de histó ria passaram a publicar a viagem das 13 caravelas que a caminho das especiarias das Indias avistou o territó rio brasileiro naquele 22 de Abril de 1500 Ricardo Toniolo (é professor de História e membro da comunidade N. S. do Bom Sucesso) Revista Voz da Paróquia | Comunhão, Participação e Missão |Ano IV | Abril 2018 | Nº 47 07

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A importância da vida social e política na comunidade Consciência: “uma lei que o homem não se deu a si mesmo, mas a qual deve obedecer e cuja voz ressoa, quando necessário, aos ouvidos do seu coração chamando-o sempre a amar e fazer o bem e a evitar o mal”(C.I.C.1, nº 1776),aqui compreendemos a necessidade da consciência humana como prudência e percepçã o dos princıṕ ios da moralidade, como uma voz, uma luz, que para nó s cristã os ecoa da voz de Deus. Por isso a importâ ncia da formaçã o da consciência com base direta no seio familiar, onde a famıĺ ia tem o papel do agente de formaçã o da consciê ncia moral. A partir do empenho da consciência, surge a virtude (C.I.C., Artigo 7) como ponte principal para o exercıć io do bem comum, destacando-se a caridade, principal capacidade humana de amor e de elevar-se à perfeiçã o sobrenatural do amor divino. Crescer virtuosamente na caridade é uma caracterıś tica essencial de uma consciê ncia retamente formada. Tendo definido a consciência e a importâ ncia da caridade, pois ela é o “vıń culo da perfeiçã o”2, o C.I.C. abordará a importâ ncia da vida social e polıt́ ica na comunidade, pois é ai na vida quotidiana que surge os frutos concretos da consciê ncia cristã devidamente aplicada. Esses frutos concretos emergem do imperativo cristã o, ao qual somos todos chamados, somos convidados a interagir, assumir e integrar de maneira concreta, participando ativamente no meio da sociedade, somos chamados a agir como cristã os em tosas as instâ ncias, principalmente no amor ao pró ximo e o envolvimento na vida dos mais necessitados. É necessário buscar o bem estar social dos excluídos através de uma caridade efetiva e eficaz, manifestando plenamente a solidariedade, que o C.I.C. também chama de amizade, exigência direta da fraternidade humana cristã (nº 1931).Ai está à necessidade da pessoa humana dotada de razã o e consciência, agraciada pelas virtudes, discernir o que é verdadeiramente bom e justo, e atuar de maneira concreta na vida social da comunidade, exercendo a caridade, como autêntico envolvimento na vida pública, através de ações sociais, e também da chamada “caridade política”, como empenho dos cristã os na realizaçã o do bem comum, como afirmou o papa Pio XI, dizendo que “o domıń io da polıt́ ica é o campo mais propıć io à caridade, de modo que a caridade polıt́ ica consiste em um compromisso ativo e operante, fruto do amor cristã o aos outros homens, considerados como irmã os, em vista de um mundo mais justo e fraterno, com uma atençã o particular à s necessidades dos mais pobres”3. Thiago de Jesus Coutinho Seminarista Redentorista 1 Catecismo da Igreja Cató lica 2 Cl 3,14 3 Pio XI. Discurso a Universidade Cató lica Italiana. 18 dez. 1927. L'Osservatore Romano. É apenas uma maneira Diferente de ver o Mundo, com jeito único de ser... 08 Revista Voz da Paróquia | Comunhão, Participação e Missão |Ano IV | Abril 2018 | Nº 47

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Fraternidade e Superação da Violência Em uma das ú ltimas passagens da Via Sacra, uma mulher enxuga o rosto ensanguentado de Jesus e a imagem perfeita que ficou impregnada no pano ressoa fazendo eco nos dias atuais. Imagem do rosto de Jesus com todos os traços de iniquidade. Quais foram essas iniquidades? perversidade, traiçã o, indiferença, violência, crueldade, malevolência, arrogâ ncia, soberba, ganâ ncia e por aı ́ vai. Tais iniquidades atravessaram os tempos e, ei-las ai na nossa realidade: corrupçã o, desvio de verbas, violência explıć ita dentro e fora das famıĺ ias, desrespeito, discriminaçã o, ó dio. Crianças expostas aos mais cruéis malefıć ios. Idosos maltratados. Tudo isso estampado naquele tecido de dois mil anos atrá s onde as mã es velam seus filhos mortos com balas perdidas; os vêem destruıd́ os pelas drogas ou ainda tendo a sua formaçã o educacional comprometida por uma série de infortú nios no sistema educacional desde: dificuldade de acesso à s escolas (caso estampado no Fantá stico de crianças que atravessam o rio em bó ias por falta de ponte), escolas depredadas, verbas desviadas, esqueletos de escolas abandonadas, professores feridos na sua dignidade etc. e tal. Veronica e o Sudarium A saú de é palco dos maiores disparates onde a indiferença com a dignidade e cidadania se torna fator marcante. A relıq́ uia do Sudá rio está guardada na Bası-́ lica de Sã o Paulo em Roma mas, o que ela representa é algo do nosso cotidiano de maneira nua e crua. Que o respeito e o amor prepondere porque afinal somos todos irmã os. "Vós sóis todos irmãos". (Mt28,8) Margarida Miranda Corrêa Aconteceu... Açõ es sociais da Pastoral da Catequese! Almoço e lanche da tarde preparado pelos catequistas para as crianças da Casa Abrigo de Guaratuba e doaçã o de 48 pares de meias e dezenas de pares de chinelinhos. Detalhe... das menininhas os chinelinhos eram com brilho e lacinhos. Doaçã o de um fogã o a gá s, geladeira e outros moveis e eletros para o bazar da Usina de Reciclagem! Revista Voz da Paróquia | Comunhão, Participação e Missão |Ano IV | Abril 2018 | Nº 47 09

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Missas com Bênção do Santíssimo 1ª Quarta-feira do Mês: Nossa Senhora do Perpé tuo Socorro 1ª Quinta-feira do Mês: Bênçã o da Saú de - Traga remé dios, receitas, roupas (Matriz) 2ª Quinta-feira do Mês: Bênçã o das Chaves da Casa, dos Carros, das Motos, da Bicicletas (Matriz) 3ª Quinta-feira do Mês: Bênçã o dos Alimentos - Traga alimentos para serem abençoados, e um quilo de alimento para partilhar com os pobres (Matriz) 4ª Quinta-feira do Mês: Bênçã o dos Trabalhadores e dos Desempregados (Matriz) 5ª Quinta-feira do Mês: Bênçã o dos Artigos Religiosos, Aguas (Matriz) HORÁRIO DAS MISSAS/NOVENAS HORÁRIO DE MISSAS Matriz N. Sra. Bom Sucesso/Centro 19h30 - Quarta, Quinta e Sexta 10h00 e 19h30 - Domingo N. Sra. Perpétuo Socorro/Brejatuba 19h30 - Quarta 08h00 - Domingo N. Sra. Navegantes/ Barra do Saí 18h00 - Quarta (Novena) 19h30 - Sábado N. Sra. Aparecida/Caieiras 19h30 - Quarta (Novena) 19h30 - Sábado Santo Antônio/Coroados 19h30 Quarta 08h00 - Domingo São Luis Gonzaga/Nereidas 19H30 - Quarta (Novena) 10h00 - Domingo N. Sra. Aparecida/Banaze 08h30 - 2° e 4° Domingo São Joaquim/Cubatão 10h00 - 2° e 4° Domingo N. Sra. Fátima/Riozinho 09h00 - 1° e 3° Domingo BATIZADOS NAS COMUNIDADES N. Sra. Navegantes 1° Sábado às 19h30 Santo Antônio 1° Domingo às 08h00 São Luis Gonzaga 2° Domingo às 10h00 N. Sra. Perpétuo Socorro 3° Dom. às 08h00 N. Sra. Aparecida 3° Sábado às 19h30 N. Sra. Bom Sucesso 4° Domingo às 10h00 HORÁRIOS DE ATENDIMENTOS E ASSESSORIAS DAS COMUNIDADES E PASTORAIS DOS MISSIONÁRIOS REDENTORISTAS EM GUARATUBA COMUNIDADE PASTORAIS, GRUPOS DIAS DE PLANTÃO Pe. Roque Sutil Gabriel, C.Ss.R. - Matriz N. Sra. Bom Sucesso (Centro) - Santo Antonio (Coroados) - São Joaquim (Cubatão) - Catequese; Liturgia e - quarta e sábado Canto; - Juventude; Coroinhas - P. Humanizante Pe. Pedro Hélio de Oliveira C.Ss.R - N. Sra. Aparecida (Caieiras) - N. Sra. navegantes (Barra do Saí) - P.P.I.; Criança; Dízimo; R.C.C.; - Leigos - segunda e sexta Pe. Donald R. Roth C.Ss.R. - N. Sra. Perpétuo Socorro (Brejatuba) - São Luiz Gonzaga (Nereidas) - N. Sra. Aparecida (banaze) - Ministros; Batismo; Familiar - Social - terça e quinta Comunhão, Participação e Missão São Luís de Franca Padroeiro de Guaratuba Obs.: Última segunda-feira do mês, não há atendimento, encontro dos padres. 10 Revista Voz da Paróquia | Comunhão, Participação e Missão |Ano IV | Abril 2018 | Nº 47

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Datas e Eventos Paroquiais de Abril HORA SANTA COM JESUS Local: Matriz Nossa Sra. do Bom Sucesso Data: 06/04 Horário: 18:30h. Toda primeira sexta feira de cada mê s. Participe conosco! MISSA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS PARA OS TRABALHADORES E COMERCIANTES DE GUARATUBA Local: Sorveteria Big Center (Av. 29 de Abril) Horário: 7h30 Data: 06/04 Toda primeira sexta feira de cada mê s. SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS HORA SANTA Local: Comunidade Perpétuo Socorro Brejatuva Data: 06/04 Toda primeira sexta feira do mê s As 15h junto com o Terço da Misericó rdia. Pastoral do Dízimo Formação Dia: 17/04, terça à s 19h30 Local: Comunidade N. Sra. do Bom Sucesso MEC´S - Formação Dia: 24/04, terça à s 19h30 Local: Comunidade N. Sra Bom Sucesso Pastoral da Liturgia e Canto Dia: 28/04, sá bado à s 14h30 Local: Comunidade N. Sra. Bom Sucesso Envio das Bandeiras do Divino Dia: 29/04, domingo à s 19h30 Local: Comunidade N. Sra. do Bom Sucesso Visite o site da Paróquia ww.paroquiaguaratuba.com.br INFORMAÇÕES NA SECRETARIA PAROQUIAL Marcos o Evangelista Marcos, judeu de origem, nasceu provavelmente fora da Palestina, de famıĺ ia abastada. Em 66, Sã o Paulo nos dá a ú ltima informaçã o sobre Marcos, escrevendo da prisã o romana a Timó teo: “Traga Marcos contigo. Posso necessitar de seus serviços”. Os dados cronoló gicos da vida de Sã o Marcos permanecem duvidosos. Ele morreu provavelmente em 68 de morte natural, segundo uma tradiçã o e, conforme outra tradiçã o, foi má rtir em Alexandria. As Atas de Marcos, escrito da metade do sé culo IV, referem que Marcos, no dia 24 de abril, foi arrastado pelos pagã os pelas ruas de Alexandria, amarrado com cordas ao pescoço. Jogado ao cá rcere, no dia seguinte, sofreu o mesmo tormento atroz e sucumbiu. A venda do seu corpo por dois comerciantes e mercadores de Veneza nã o passa de lenda (828). Porém, é graças a essa lenda que, de 976 a 1071, foi construıd́ a a estupenda basıĺ ica veneziana dedicada ao autor do segundo Evangelho, simbolizado pelo Leã o. (Extraıd́ o do livro: Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.) Marcos é o evangelho mais antigo, mais curto, e conté m o essencial da vida de Jesus. E aquele que a Igreja primitiva acatou para preparar as pessoas para o batismo. Além da familiaridade com sã o Pedro, o evangelista Marcos pô de orgulhar-se de longa convivência com o apó stolo sã o Paulo. A caracterı́stica deste Evangelho é que, aos discı́pulos, era transmitida a realidade do misté rio do Reino de Deus, e ao povo, para facilitar o entendimento, eram contadas pará bolas (estó rias) . Por que tudo, nos cristã os, está marcado pela caridade, simplicidade e fraternidade? Causa-lhes espanto, provoca-lhes a vontade de sair da religiosidade pagã , cheia de ıd́ olos e o desejo enorme de ir ao encontro do Deus de Jesus Cristo que é muito diferente dos ıd́ olos conhecidos até agora? Deus Pai é o Deus que vem ao nosso encontro e em suas mã os Jesus se abandona e entrega Sua Vida, revelando-nos assim o poder do amor de Deus. Devemos sair de nossas seguranças pessoais e acolher a Palavra do ú nico Deus que pode salvar. Revista Voz da Paróquia | Comunhão, Participação e Missão |Ano IV | Abril 2018 | Nº 47 11

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Povos Indígenas-Identidade e Diversidade A diversidade cultural é sem dú vidas uma grande riqueza, especialmente num paıś plurié tnico, como é o Brasil. Infelizmente essa diversidade cultural é por vezes, desvalorizadas e até mesmo diminuıd́ a pelo preconceito e o etnocentrismo. Os indıǵ enas sofreram historicamente essas mazelas sociais. Estes, sã o muitas vezes estereotipados como: “preguiçosos”, “esquisitos”, “desocupados”entre outros. Estas afirmaçõ es, justificam as açõ es de desrespeito e invasã o de seus territó rios. Pensando nas populaçõ es indı-́ genas, questõ es nos vem à tona: Que sociedade queremos? Que educaçã o buscamos? Ou reproduzimos? E a quem interessa? Se essas questõ es começarem a permear pensamentos, creio que se inicia aı,́ o processo de desalienaçã o. O que sabemos sobre os indıǵ enas, já que vivemos distantes deles? Talvez a consciência româ ntica, apresentada em reduzidos capıt́ ulos dos livros didá ticos, sobre o descobrimento. Nã o podemos esquecer que estes, foram os primeiros a apresentar resistência diante do colonizador, e que vivem em nosso paıś , partilham problemas ambientais, participam da elaboraçã o de leis, na vida polıt́ ica, na saú de educaçã o - e esta tem por excelência o dever de disseminar o protagonismo dos indıǵ enas-, e vem ganhando cada vez mais, vez e vó snos cená rios sociais. Estã o presentes nas universidades, UFPR-Litoral conta com um nú mero significativo de indıǵ enas matriculados-, sã o estudantes na graduaçã o, pó s-graduaçã o, mestrado e doutorado. Empoderadosde sua identidade, buscam o protagonismo, participando da elaboraçã o de trabalhos, aprendendo e ensinando sua cultura, histó ria e resistência de seu povo, estudando a antropologia indıǵ ena, terra, territó rio e territorialidade, direitos indıǵ enas-mobilizaçã o polıt́ ica, e contribuindo com os projetos de bem viver, como oposiçã o ao capitalismo desumano. Portanto, é necessá rio reconhecê-los como iguais, respeitá los e valorizar sua identidade, sua cultura, sua lıń gua, sua organizaçã o social, a relaçã o com natureza e o uso consciente dos recursos, promovendo o respeito, o convıv́ io pacıf́ ico e promissor entre todos. Professora: Marilda F. A. Caldas (Especialista Na Questão Social na Perspectiva Interdisciplinar, e em, Educação ambiental nos Espaços Educadores Sustentáveis. Atualmente cursando Pós- graduação em: Gestão dos Processos em Ed. Diversidade e Inclusão e mestranda no curso: Ciências Ambientais –UFPR-Litoral. Referências: Acosta, A. El BuenVivirenelcaminodel post-desarrollo: una lectura desde laConstitución de Montecristi. Friedrich Ebert Stiftung. Policy Paper: 9octubre 2010. Acessoem 18/03/2018 LOPES DA SILVA, Aracy; LEAL FERREIRA, Mariana Kawal (Org.). Antropologia, história e educação: a questão indígena e a escola. São Paulo: Global, 2001. Programa Voz da Paróquia Radio Alternativa FM 87,9 Segunda a sexta das 17:30 as 18:00hs Missas das 10:00hs de domingo da Igreja Matriz transmitida pela Radio Alternativa FM 87,9 e também pelo site da paróquia. 12 Revista Voz da Paróquia | Comunhão, Participação e Missão |Ano IV | Abril 2018 | Nº 47

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Páscoa O Ninho - Ressurreição o Maior Presente Deus só nos dá presentes. Começou criando o "grande ninho" que é o Universo e ali "um ovinho" que vai comportar tudo o que somos e temos. Um mundo maravilhoso e, olha lá , nó s, dentro do ninho. Perfeitos, com sentidos para tudo perceber, escutar, solver, tatear, bisbilhotar. Com capacidade de gerar, mais uma vez um ninho lindo se forma em cada um de nó s. Nas mulheres, um ú tero com toda a sua camada quente, rica em energia e nutrientes para que o pequeno pimpolho seja aconchegado e desenvolvido. Nos homens, o ninho do afago, do carinho envolvente onde o afeto e o amor dispendido o torna "grávido" em uma gestaçã o abençoada. O ninho do lar, onde cada cantinho, cada peça, tem a singula- ridade de cada vivente que ali repousa, se alimenta ou simplesmente se espreguiça em atitudes confortantes. Façamos ninhos para a Pá scoa num simbolismo do amor de Deus. Que a Sua luz brilhe em cada "ninho" e que a Ressurreiçã o de Jesus seja o grande presente para cada um de nó s. Presente de transformaçã o e concó rdia. FELIZ PÀSCOA Páscoa é amor Páscoa é ser capaz de mudar é Renascer Margarida Miranda Correa Parabéns Guaratuba Revista Voz da Paróquia | Comunhão, Participação e Missão |Ano IV | Abril 2018 | Nº 47 13

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Pastoral do Dízimo Ir ao encontro do outro Em junho de 2006, a Pastoral do Dıź imo, c o m 33 voluntá rios que sã o denominados missioem forma de mutirã o e organizada em ná rios da Pastoral do Dı́zimo, que atuam nas setores, “foi ao encontro do outro”. Um vá rias comunidades da paró quia, organizada em desafio muito grande. Algo que até entã o nã o setores. O trabalho do missioná rio é levar o havia sido feito. envelope do dizimista na casa, é atender no A equipe que aceitou ir de casa em casa, plantã o, principalmente na missa do 2º domingo visitar os moradores, entregar o Livro Sinal de Fé, do mês e bem como ajudar a preparar a liturgia o envelope do dı́zimo e convidar para a “1ª Missa dessa missa. de Açã o de Graças do Dıź imo”, estava dando inıć io Eunice Pereira a um trabalho missioná rio de conscientizaçã o. O Coordenação da primeiro passo de uma caminhada de evan- Pastoral do Dízimo gelizaçã o que já existe há 12 anos. Há muita coisa a ser feita, pois o objetivo de fazer do dıź imo o ú nico meio de arrecadaçã o ainda nã o foi alcançado. Há necessidade de mais pessoas dispostas a doar um pouco de seu tempo para este trabalho. Ou melhor, para essa missã o! Hoje, a Pastoral conta Aniversariantes do mês de Abril A você dizimista, o nosso reconhecimento pela participaçã o consciente e generosa. Deus te abençoe! Pastoral do Dıź imo Feliz Aniversário 14 Revista Voz da Paróquia | Comunhão, Participação e Missão |Ano IV | Abril 2018 | Nº 47

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247 Anos de Guaratuba "Guaratuba com seus Símbolos Municipais nos seus 247 anos de fundação!" Os sıḿ bolos são manifestaçõ es gráficas de grande importâ ncia cultural, criados para transmitir informaçõ es sobre o municıṕ io e o sentimento de respeito da populaçã o diante da histó ria de sua cidade, e consequentemente, das administraçõ es que as dirigem. Guaratuba festeja seus 247 anos de fundaçã o na data de 29 de abril e os sıḿ bolos que a representam foram adotados oficialmente na Gestã o do Prefeito Municipal Orlando Bevervanso e sã o eles : 1º. A Bandeira Municipal criada pela Lei nº 539 de 20/12/1967 cujo colorido azul é o sıḿ bolo da justiça, nobreza, recreaçã o, zelo e lealdade. O amarelo representa a gló ria, o esplendor, a riqueza e soberania. O vermelho representa a intrepidez, coragem, audá cia e valentia. 2º. O Brasão de Armas do Municı́pio criado pela Lei nº 539 de 20/12/1967 cujo escudo samnı́tico, usado para representá -lo, foi o primeiro estilo de escudo introduzido em Portugal, por influê ncia francesa, evocando aqui a raça latina colonizadora e principal formada da nacionalidade brasileira. 3º. O Hino Municipal criado pela Lei nº 554 de 17/07/1968 com letra de autoria do poeta e escritor Francisco Pereira da Silva e mú sica composta pelo Maestro e Professor Luiz Elogio Zilli, ambos de saudosas memó rias. Sofreu uma pequena alteraçã o atravé s da Lei nº 179 de 03/04/1975, por influência de um pedido feito pelo historiador Joaquin da Silva Mafra, solicitando que declinasse pelo menos uma vez, o nome da cidade que representa: Guaratuba, porquanto citando o Brasil, o Paraná , o fizesse à CidadePresépio. Para tanto, com o respeito devido ao Professor Zilli, Joaquim da Silva Mafra encaminhou ao Prefeito Orlando, uma carta datada de 17/04/1968, com a sugestã o a respeito, sendo acatado o pedido e encaminhado ao Legislativo que a converteu na Lei nº 179, passando daı ́ o Hino Municipal a ostentar na sua primeira estrofe a introduçã o como segue: "GUARATUBA LENDARIA E RISONHA..." Para efeito de informaçõ es, ouviu-se dizer quem em 02/10/1947 - Lei nº 02, já se cogitava a mudança. Porém toda e qualquer comprovaçã o a respeito ficou perdida quando ocorreu a Catá strofe de setembro de 1968, que engoliu documentaçõ es valiosas da cidade. O Hino é um dos representantes fundamentais de qualquer cidade ou paıś , pois de certa forma grita a histó ria do municıṕ io, correndo ali naquelas letras a histó ria de um povo, da sua cultura. Todo cidadã o precisa saber o Hino para entender o lugar onde vive. Hino de Guaratuba Sereia lendária e risonha. Cobre-a de ouro um perpétuo arrebol. Virgem e bela, que dorme e que sonha Sob os beijos da vaga e do sol. No aconchego silvestre dos montes, Que entre nuvens despertam magia, Contemplando os azuis horizontes O remanso feliz da Baía . Se do Atlântico escuta-se a tuba, Que no espaço marítimo atroa, Santa crença! É um altar-Brejatuba, De onde Cristo a amplidão abençoa! Que paisagem festiva, por certo, Mais solene um artista achará? Onde o céu estrelado é mais perto! Mais belezas, no mundo, não há! Namorada fiel do oceano Que soluça nas praias, febril; De tuas galas eternas me ufano Branca ninfa do sul do Brasil! Ó cidade-presépio, aos teus trilhos. Mais progresso o futuro trará, Através do labor dos teus filhos Glória e escrínio do meu Paraná! "PARABÉNS GUARATUBA!" Rocio Bevervanso - Agente Cultural Paróquia de Nossa Senhora do Bom Sucesso Revista Voz da Paróquia | Comunhão, Participação e Missão |Ano IV | Abril 2018 | Nº 47 1505

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