Confrades da Poesia96

 

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Poesia Lusófona

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Amora - Seixal - Setúbal - Portugal | Ano IX | Boletim Mensal Nº 96 | Abril 2018 CONFRADES DA POESIA www.confradesdapoesia.pt - Email: confradesdapoesia@gmail.com «JANELA ABERTA AO MUNDO LUSÓFONO/UNIVERSAL» Neste ano 2018 vamos iniciar as edições do nosso boletim, na expectativa de que ele progrida em cada ano transformando-se num elo mais forte em prol da poesia. Nesta conformidade esperamos uma colaboração mais empenhada de todos dos nossos poetas membros que nele participem, para que o nosso boletim dignifique cada vez mais a poesia e seja um verdadeiro orgulho para a nossa organização poética. SUMÁRIO EDITORIAL Capa: 1 A Voz do Poeta: 2 Ecos Poéticos: 3 / Bocage: 4 / Contos e Poemas: 5 Confrades: 6,7,8 / Tribuna do Vate: 9 / Cantinho Poético: 10 / Rádio: 11 / Ponto Final: 12 O BOLETIM Mensal Online (PDF) denominado "Confrades da Poesia" foi fundado com a incumbência de instituir um Núcleo de Poetas, facultando aos (Confrades / Lusófonos) o ensejo dum convívio fraternal e poético. Pretendemos ser uma "Janela Aberta ao Mundo Lusófono e outros países “; explanando e dando a conhecer esta ARTE SUBLIME, que praticamos e gostamos de invocar aos quatro cantos do Mundo, apelando à Fraternidade e Paz Universal. Subsistimos pelos nossos próprios meios e sem fins lucrativos. Com isto pretendemos enaltecer a Poesia Lusófona, no acréscimo da Poesia Universal e difundir as obras dos nossos estimados Confrades que gentilmente aderiram ao projecto "ONLINE" deste Boletim. “Promovemos Paz” «Este é o seu espaço cultural dedicado à poesia» Para nós não existe concorrência. Existem parceiros de actividade! Tribuna do Vate …. página 9 Rádio Confrades da Poesia Nesta edição colaboraram 37 poetas Deixamos ao critério dos autores a adesão ou não ao “Novo Acordo ortográfico” FICHA TÉCNICA Boletim Mensal Online Propriedade: Pinhal Dias - Amora / Portugal | Revisão: Conceição Tomé e Ana Pereira A Direção: Pinhal Dias - Fundador Colaboradores: Adelina Velho Palma | Aires Plácido | Albertino Galvão | Alfredo Mendes | Amália Faustino | Ana Pereira | Ana Santos | Anna Paes | António Barroso | António Boavida Pinheiro | António Martins | Arlete Piedade | Arménio Correia | Artur Gomes | Carla Carvalho | Carlos Alberto S Varela | Carmo Vasconcelos | Catarina Malanho | Conceição Tomé | Daniel Costa | Edgar Faustino | Edyth Meneses | Edson Ferreira | Efigênia Coutinho | Ernesto Dabo | Euclides Cavaco | Filipe Papança | Filomena Camacho | Glória Marreiros | Helena Fragoso | Henrique Lacerda | Ivanildo Gonçalves | João Coelho dos Santos | João Furtado | José Chilra | José Jacinto | José Maria Gonçalves | Lili Laranjo | Liliana Josué | Marco Alvarenga | Maria Alexandre | Maria Fonseca | Maria Fraqueza | Maria Mamede | Maria Moreira | Maria Rita Parada dos Reis | Maria Vit. Afonso | Natália Vale | Paco Bandeira | Rita Rocha | Rogério Pires | Rosa Branco | Rosélia Martins | Silvino Potêncio | Teresa Primo | Tito Olívio | Vitalino Pinhal | Vó Fia | Zzcouto | … Ver restantes no site.

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2 Confrades da Poesia - Boletim Nr 96 - Abril 2018 «A Voz do Poeta» Perguntei à madrugada NÃO ÉS TU Perguntei à madrugada Se o mundo tinha mudado Na cidade do prazer O mundo não mudou nada E o meu peito revoltado Me obrigou a descrever Que indiferença humilhante Destoando a linda artéria Junto aos filhos da desgraça Neste quadro alucinante Dum cortejo de miséria Que na minha rua passa Com muita pena minha, não és tu A mulher do meu sonho, a que sonhei Para fazer de mim príncipe ou rei Neste mundo tão louco, mau e cru! Nem esse teu cabelo, cor caju, Nem esse olhar de anil imaginei! Nem tuas mãos der jaspe idealizei Para afagar meu peito, quente e nu! Nunca gostei de seios de cristal, De braços de arlequim em pedestal Ou de fina cintura comprimida. Para quê desigualdade? Na cidade tão vistosa Ao sabor da indecência Eu vejo nesta cidade Para uns a mãe extremosa E p´ra outros inclemência Justo seria então eu não te amar, Mas, por razões que não sei explicar, És afinal o amor da minha vida! Tito Olívio - Faro Sentados no frio chão Os teus pobres reclamam O pão que tanto seduz Se vejo em ti escuridão Eu não sei porque te chamam Linda cidade da Luz. José Camacho – Almada (Fado Cigano) ALÉM DE MIM! Meus sonhos, vão além de mim. A alegria é o que me move, assim, De mansinho - quando o coração É um menino, brincando de pião. Devagar, caminho, meu caminho... Por entre árvores, não vou sozinho... Nasce o sol, luz o dia, pela manhã... E os céus... Num Breve, até-amanhã!... Vem, meu amor, junta-te a mim, Que o teu “menino”, está doente... Não mais sofrerá… perto de ti. E são, meus amigos, a certeza, Desta terna “Saudade”- tão iminente como digna, a “palavra” – ilesa. AOS POETAS Os poetas do meu país Deixaram a sua obra!... Hoje tão valorizada ... Lida por muitos ... Compreendida por alguns !... Aos poetas do meu país ... Dedico o meu tempo... Admiração !... E se nomes aqui postasse... Não haveria espaço ... Para tanto recordar ... E não vale a pena pensar ... Qual o maior afinal ??? Nem tão pouco... Aquele que mais longe ... Levou o nome do nosso PORTUGAL !... Todos são grandes afinal ... Na sua pequenez real ... Essa pequenez ... É a que o povo faz ... Quando deles se esquecem ... Poetas do meu País ... São orgulho Nacional !... Para sempre Recordar ... Seus nomes engrandecer !... Nesta Pátria sem Igual !... Jorge Humberto - P. Stº Adrião MAGUI - Sesimbra Balada da Chuva Do céu cai a chuva fria Quer de noite quer de dia No triste Inverno cinzento Fazendo correr as águas Como lágrimas de mágoas Sempre em constante lamento. Chuva de Inverno gelada Que p´la roupa repassada Atinge a pele pungente Daqueles que sem abrigo A sofrem como castigo Em cadência permanente O mundo era mais perfeito Se não houvesse o despeito Da chuva que atropela Em vez de nos agredir Só deveria cair Onde alguém precisa dela. Com seus caprichos e bruma A chuva, é apenas uma Prova, de toda a grandeza Que transcende o nosso ser E nos limita entender Mistérios da Natureza !… Euclides Cavaco - Canadá Fui e Sou Já fui rio, já fui mar, Já fui onda alterosa, Já fui raio de luar, Já fui cardo e já fui rosa… Já fui caminho de chã, Já fui chuva, já fui vento, Já fui estrela da manhã, Já fui ai, já fui lamento… Agora sou liberdade, Que plana nas alturas, Sem temer a tempestade, Sem sentir as amarguras! São Tomé - Corroios

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À deriva Nesta luta constante em que vivo, Sou a folha caída pelo chão. A sombra do que fui, desilusão, Levado pelo tempo evasivo. Sou da vida que vivi, recordação, Aquilo que de mim, faz ser cativo. Saudades de um passado criativo Vivido sempre em paz, e união. Postado em meu lar, pele enrugada, Vogando à deriva, irrequieto. Revejo minha vida estagnada. Por vezes sinto a voz estrangulada, Tristonha, não por falta de afeto, Mas sim pela maleita ancorada. Arménio Correia - Seixal QUADRA GLOSADA-69 (A TEMPESTADE ANA) * Mote: Desde que a ANA chegou, Nesta querida Nação Pelo Mar e Terra entrou, Fazendo destruição! * Décimas 2 em 1: A ANA foi batizada, Quando entrou em Portugal, Registada em Vendaval… E em Tempestade alcunhada. Foi atrevida e malvada… Seguiu-se o BRUNO irmão… Nesta triste geração A má CARMEN se gerou, Desde que a ANA chegou, Nesta querida Nação! * Vem um DAVID a seguir Entra no Mar agitado A arrasar empenhado, Começando a destruir, A EMMA também quis vir Sacudindo árvores ao chão, Depois o FELIX, mauzão… A seguir, logo espreitou Pelo Mar e Terra entrou Fazendo destruição! * João da Palma - Portimão Confrades da Poesia - Boletim Nr 96 - Abril 2018 3 «Ecos Poéticos» A magnífica primavera Caminhos da minha infância Hoje bate à porta Completamente florida A formosa primavera. Vem visitar-me, trazendo Uma cesta de flores belas Para enfeitar o meu dia. A magnífica primavera Enche-me de esperança Com o seu eco floral. O Dia despertou a sorrir E um sol radiante, outonal Convidou-me para sair E aos velhos caminhos voltar. Há uma quietude na terra Que se expande pelo ar Nem uma agulha a bulir Nem uma brisa a passar Nas copas verdes dos pinheiros. Uma nova era está a chegar; Alegremente, distribuo As flores do campo pela casa. No cabelo coloco uma flor amarela, Abro a janela e sorrio à primavera Que veio, delicadamente, acordar-me, Transformando o meu dia Num brilhante raio de sol. Anabela Gaspar Silvestre - Covilhã Encho meu olhar desse verde E os pulmões de ar puro e leve Inspiro os aromas da terra Já pronta a semear. São os caminhos da infância Por onde passei tantas vezes E sinto-me de novo criança A colher amoras silvestres Docinhas e saborosas E as azedas ainda viçosas Que espreitam pelas paredes. Amigo poeta é lindo este poema que é seu eu também por cá vou indo num Universo igual ao teu Fui-me criando a imaginar o que gostaria de ser levei a vida a lutar e é o que continuo a fazer Nunca fiz nada de errado que tenha que me arrepender sou feliz no meu pecado esperando o anoitecer. Vita - Sesimbra Mente de poeta Na mente de poeta Existem valores Moram ventos suaves Tempestades em alto mar Angústias silenciosas Paixão e dor Na mente de poeta Existe alegrias sumidas De alegoria Esperança Em poder ver-te Cheio de amor Para distribuíres em teu redor Escuto o gorjeio das aves Que tardaram em migrar. São os caminhos da infância Por onde voltei a passar! São Tomé - Corroios "Batem leve, levemente", Neve? Trovoada? Relâmpagos, Chuva ... "Olho-a através da vidraça". Olho novamente ... Vejo o Sol... Lindo dia! Suaviza a dor... A tristeza cai... A PRIMAVERA ... A romper Assim? Damásia Pestana – F. Ferro Filipe Papança - Lisboa

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4 Confrades da Poesia - Boletim Nr 96 - Abril 2018 «BOCAGE» Esse olhar O olhar que, da janela, me atiravas, tão pleno de promessas e carinho, era um ramo de flores que mandavas envolto nas canções, que me cantavas, nos beijos desprendidos p’lo caminho. E a luz que eu recebia desse olhar, acendia fogueiras no meu peito, com o coração prestes a saltar, ansioso, louco p’ra te ir beijar, e para te abraçar de qualquer jeito. E a ave que voava no céu distante, ao ver o teu olhar, tão carinhoso, pensava, p’ra si mesma, radiante, que o paraíso estava ali diante, abrigado num sol bem luminoso. P’ra te ter nos meus braços, com doçura, com as mãos no teu rosto, p’ra afagar, por entre montes, montes de ternura, quis teus olhos, que são minha ventura, e perdi-me na magia desse olhar. Mas o tempo foi passando e eu, agora, vou recordando momentos tão risonhos em que via o teu olhar a toda a hora. Quem me dera, amor, esse olhar de outrora, metido no enredo dos meus sonhos. António Barroso - Parede Sonhos, fontes de energia Os sonhos na vida, são fontes de energia!... Venham eles das nuvens ou das estrelas Produzem momentos únicos de alegria Que tornam as noites e as manhãs mais belas. São como baterias que o cosmos carrega Cuja força à solta, alarga os horizontes Do sonhador que nos seus braços se entrega, Mesmo não sabendo, a origem das suas fontes! A fantasia e a ilusão de felicidade Que se encontra no sonho em qualquer idade Impulsiona-nos a caminhar em frente!... Há porém, os conscientes aos quais damos voz!... São o futuro da riqueza que existe em nós Em luta com a realidade presente! José Caldeira – F. Ferro NÃO TE ESFORCES Não te esforces, o barco já partiu, vai com rumo certo, e já não volta. Houve tempo em que o beijar das águas faziam adormecer o esvoaçar das Gaivotas, enquanto havia sol. Depois, com a chegada da Lua e sob o manto estrelar o barco balouçava entre sorrisos do luar, deixando o espelhar dos movimentos de quem nele pernoitava. Era a vida a rodopiar entre si quiçá, em alvoroço continuo que o amanhã, quando viesse, tudo fazia crer que iria mudar, e mudou. Rapidamente, o tempo passou, e agora com barco a seguir o seu rumo, tudo se aconchega aos lugares da partida. Não te esforces, a vida deixa-nos apenas saborear os bons momentos, porque os outros irão perder-se nas ondas do novo rumo. É isso que nos faz estar aqui. Joellira - Amora ETERNAMENTE JOVEM Eterna Voz nos enobrece... Voz da poesia, Erradia alegria! E nunca Envelhece! O Amor eternamente Amanhece! Filipe Papança - Lisboa

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«Contos / Poemas» Confrades da Poesia - Boletim Nr 96 - Abril 2018 5 A herança ...E o tempo avança, inexoravelmente, a caminho do fim... ou do princípio, como outros dirão. No entanto, eu estou bem ciente de que, quer seja assim, ou também possa ser não, quando se parte, tudo se perderá nas cinzas do esquecimento. De início, um ou outro lamento, uma lágrima de circunstância. depois, é uma vida que se apagará como um leve sopro do vento que, por entre os escombros, não dá importância ao pó que carrega nos ombros para lugar distante. Gostaria que algo perpetuasse uma tão breve permanência, algo que deixasse uma visão subtil, desconhecida, duma existência avessa a desnudar-se, por temor, que transpirasse todo o amor que sentiu na vida. Não, não me lamento nem me queixo, mas sei que, afinal, apenas deixo uma palavra perdida em poesias que ninguém compreende, em cartas por enviar, em escritos de ocasião. E estas palavras nada mais são que a tentativa frustrada de saber que alguém entende o que se esconde por entre o nada das entrelinhas por decifrar. Resta-me sempre a esperança de que tantas palavras a esmo possam ser lidas, assim mesmo, com uma certa dose de imaginação, numa tarde calma ou num serão, como uma fraca e pequena herança dum passado no presente, duma simples e fugaz imagem de mim… que o tempo avança, inexoravelmente, a caminho do fim... António Barroso - Parede A OUVIR O SILÊNCIO Silêncio. Quero ouvir a voz do vento, Que mais parece um lamento. Não é! Ele está cantando, Assim vai acariciando, Tanta alma em sofrimento. Eu, ouço a sua voz, Muito leve e entre nós, Me está desafiando, A percorrer o Alentejo. Minhas terras minha gente, Que canta alegremente, Para não ficar chorando. Fico eu. Por estar tão longe do meu, Meu povo, minha gente, Minha gente, minha terra, Chorando, Mas com prazer, Quando um dia te for ver, E para ti, ficar olhando. Recordando! Os versos que estou a fazer, Que toda a gente, ao ler, Ouça o vento falando. Mário Pão-Mole Às vezes até contenho a respiração Nas noites gélidas desta estação O Inverno me coloca a cabeça ao colo Acariciando com a mão do polo. Não quero que a noite saiba! Prefiro o dia claro ou nublado Contento-me com a rega por aspersão Contagiada de alegria das plantas, sem aversão Ao ar frio de oxigénio contemplado. O verde de esperança transbordante Suprimento da necessidade importante Anuncia a mudança da tristeza para alegria E a sucessora primavera triunfaria, Trazendo flores e lindas cores Libertando animais e opositores Inspirando energia para jogo Que a vida exige sem fogo. Amália Faustino - Praia/Cabo Verde O Reaprender da Vida Sente-se já perto os ventos fortes…que tudo estão levando, E as pessoas do mundo, sem as coisas já estão ficando, E também já se ouve tanta gente…pelas ruas a chorar… Pois estão vindo os tufões…maremotos e vulcões, E com eles, também as dores da miséria e o acabar das ilusões, E as pessoas já sem saberem o que fazer…ou fugir p’ra que lugar. Depois, erguem as mãos p’ró céu, em estranhas lamentações, Pedindo a ajuda dos anjos…p’ra aliviar as tensões, Na esperança de que tudo venha, a melhorar e recompor… Mas o homem, tudo fez para este estado de coisas criar, Sem nas consequências durante todo este tempo pensar, E para tal suceder ainda terá que sofrer…de muita tristeza e dor. Será que as novas gerações, de tal mal, até irão algo aprender…? Que desejarão criar um mundo, sem destas dores vir a sofrer…? Deixando um mundo melhor…p’rós filhos que estão p’ra chegar…? Tal coisa, eu queria…mas ainda não o estou sabendo, Acreditando que com o mal…se o homem estiver reaprendendo, Então creio que o ser humano, neste mundo…irá por cá continuar. José Carlos Primaz – Olhão da Restauração

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6 Confrades da Poesia - Boletim Nr 96 - Abril 2018 «Confrades» http://www.confradesdapoesia.pt/ “DIA DA MULHER 2013” * Hoje no dia da mulher, Continuamente a chover, É molhado em Portimão! Ao almoço, fui secá-lo… Com a esposa partilhá-lo Num arroz de lingueirão! * Vejo que no Toin Zé… Uma amiga ali ao pé, Ana Maria Prudêncio! Também se deliciava Com duas amigas estava No seu cantinho silêncio! * Debaixo desta humidade… Pode chover à vontade Que a água, como a mulher São ricas fontes de vida! Sem elas, logo à partida Não podíamos viver! * Junto a água e este SER. Assim como o sol nascer, Amor, carinho e alegria! Valores essenciais Para nós os racionais, Festejarmos este dia! * ROSAS E ADAGAS Transforma tua adaga numa rosa... Perfuma-te de amor, olha que em volta Teu sonho ainda é pólen que se solta Da tua solidão mais tortuosa. O que se foi e não vai retornar, Por uma imposição do teu destino, Esquece... diante do desatino, Só resta ser menino... e sonhar. E cede à tentação de algum rancor, Resgata – sem querer – um novo amor Na dor do coração que o entristece. Então, ante essa dor que perpetua A tua dor mais triste e necessária, Percebe que se a dor é arbitrária, É que há vida em tua pele nua. E nota que é na pétala que cai, Qual lágrima que irriga alguma dor, Que a vida que há no pólen de uma flor Desperta outra flor e a dor... se esvai. São armas as espadas e as adagas Que fazem a vida chegar ao fim, Mas lembra-te das flores do jardim. Que nascerão do amor que tu afagas. AMORA Aguarela do Tejo Amora tão bela és Com a baía a teus pés Ali juntinho ao Seixal Cidade calma e serena Tu és como uma açucena No jardim de Portugal. Tens os teus velhos moinhos E entre outros pergaminhos Da mais fina arquitectura O teu famoso coreto Quase junto ao Rio ereto Numa admirável moldura. Toda a zona à beira rio Dá a Amora garbo e brio Qual encanto que extasia Que nos convida ao lazer E me inspirou escrever Os versos desta poesia. Como reza a nossa história Já viste apogeu de glória Mas inda hoje és estrela Ó Amora o meu desejo Era ver-te junto ao Tejo Pintada numa aguarela !... João da Palma - Portimão Luiz Poeta – Luiz Gilberto de Barros RJ/BR Euclides Cavaco - Canadá O mundo tem fome de amor Minha Amada… Todo ser que nasce tem fome de alimento. Que é saciada pelo leite materno. Benção! De carinho ofertado pelo toque suave da mãe. Tem necessidades materiais e imateriais. A criança cresce e as necessidades aumentam. Os custos aumentam proporcionalmente. Para muitos, o poder de aquisição é nulo. As necessidades se intensificam. Solidariedade se impõe. Criança precisa de família, alimento, roupa. Criança necessita de aconchego, beijo, abraço, Afago, segurança e educação, a falta compromete o futuro. Compromisso de todos é a salvação. Minha flor, da tarde peregrina Adoro-te em silêncio e extasiado Sou a sombra de romeiro apaixonado E a luz da estrela que te ilumina… Minha tulipa com mãos de menina! Ergues o olhar…ri o sol deslumbrado Num hino de caricias orvalhado Minha amada!... Luz que me fascina Teus cabelos são espigas de ouro Que eu trago nas minhas mãos de Mouro …És meu silêncio feito de esperança… A sociedade é injusta com os mais necessitados. E as crianças precisam de justiça, escola. Para não comprometer o futuro da humanidade. Amor, partilha e responsabilidade é a ordem natural. Meu sonho de arminho e de cristal Meu canto de sereia, meu madrigal Quero-te nos meus braços sempre menina!!! Isabel C S VARGAS Pelotas/RS/ Brasil Luís Fernandes

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 96 - Abril 2018 7 «Confrades» http://www.confradesdapoesia.pt/ Quero a minha alegria de volta. Amêndoa Solução p'ra Crise. Em tempo o meu espelho segredava Para mim, e sorrindo, aos meus olhos A música…viola que abraçava Letrista, com letras aos molhos Vida formada de altos e baixos O teatro fez chorar o palhaço Plateia silenciosa de rebaixos Vida esculpida de tanto cansaço Não vivo de sonhos, mas de objectivos! De costas voltadas, nos teus cativos Tu criaste em mim grande revolta Diz-me lá porque fugiste de mim!? Foste cheiro agradável de jasmim… Digo: - Quero a minha alegria de volta Pinhal Dias (Lahnip) - Amora Na amêndoa a doçura das terras do sul, da neve da primavera onde não neva. Na amêndoa a flor branca e branda primeira, herança da Arábia prodigiosa. Aroma de amêndoa amarga, cianeto de incerteza na saudade, na lonjura... Maria Petronilho Está na ponta da caneta De quem faz e nem prometa O limiar da pobreza Com os negócios da trêta Já não há no Planeta Alegria e pão na mesa Triste vida que tristeza Não olhares p'ra nós riqueza E trazeres a solução Com trabalho com certeza Que trazias fortaleza A qualquer pobre Nação Não te imponho condição Mas p´ra tua informação Quero que fiques a saber Se não ouvires quem tem razão Vás morrer na confusão E não me sabes entender Lágrimas de Palavras Sentada ... Observando o mundo !... Gente que circula ... Alguns sem destino ... Outros procurando ... Um rumo, um destino !.., Um conhecido !.., Talvez até um reencontro !... Um encontro ??? Sei lá !!!!.... Observo ... Reflito sem parar ... Escrevo e torno a pensar ... E as palavras ... Se soltam ... Não só da mente ... Mas do olhos !... Que estranho ... Como pensar tem tanta força !... Como o sentir ... Pode ser dor no momento ... Palavras que se soltam ... Pensamentos que doem ... Só porque a Primavera da Vida !... Foge ... Foge ... Por entre os finos dedos das mãos ... Qual balão nas mãos ... De uma criança !... Ficando apenas ... Lágrimas que se soltam em palavras !... Maria Margarida Moreira (MAGUI) - Sesimbra SEI Sei de inchaços de satisfação Tão importantes na afirmação do ego. Sei de crostas, carapaças e conchas Tão desejadas na proteção contra o mal. Sei de discursos inflamados Tão retóricos, tão vazios, tão nulos. Sei de silvos agudos e finos Tão incomodativos como desejados. Sei de um contra-baixo desafinado Tão corajoso como desprezado. Sei de rios límpidos e transparentes Tão apreciados como preservados. Sei de mentiras ocas e vãs Tão utilizadas no dia a dia. Sei de traições e de mentiras feias Tão ignóbeis como odiosas. SEI… NÃO SEI… TALVEZ SAIBA… NÃO QUERO SABER… Rosa Branco – Cruz de Pau Nossa ida MOCIDADE Ficou no tempo perdida Resta-nos dela a saudade Que dura o resto da vida. Euclides Cavaco - Canadá No meu simples escrever Não me dou a conhecer Mas quero-te perguntar Porque vou empobrecer E mesmo já sem nada ter Ainda te vou pagar Não devia haver lugar Para quem anda a mandar Em nome da União Porque dá sem nada dar E continua a roubar Qualquer pobre "Geração". Poeta Silvais - Alentejo SENTIDO! Grito seu nome ao vento! Ecoa só... Em meu pensamento Das formas apenas visão Lembrança... Sentida... Ilusão Quimeras de um simples momento Indulto em vão sentimento Prado disperso de pura paixão Descansa alheio a posição Ao léu intenso e quanto Ao vento à toa o pranto Grito seu nome... Ecoa canção Ao Mar... Ao Céu... Ao seu... Coração Grito seu nome ao vento! Sentido... Descansa... Emoção. Maria Inês Simões—Bauru/SP

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8 Confrades da Poesia - Boletim Nr 96 - Abril 2018 «Confrades» http://www.confradesdapoesia.pt/ O som do mar Que bom ouvir o som das ondas Sabendo, que elas são o som do mar Como ouvir a voz de quem se ama Que embora longe conseguimos escutar O som do mar é o som da esperança De tudo alcançarmos confiantes, Tal como um sorriso de criança Que nos desperta de sonhos tão distantes! Regina Pereira - Amora Era verão. Nasceste num dia de verão! Num dia de verão subiste ao palco para a representação do último espectáculo. Que bem que representas-te! Da plateia choviam aplausos e assobios. Caiu o pano! Era verão. Tu partiste num dia de verão! Teresa Primo – Lisboa Maria Em Colos nasce eu Maria No início da Primavera Deus impregnou-a de poesia E ela soltou quimera. Poesia foi sua sina E por ela muito amada Cedo procurou a rima Levou a vida encantada. Os poetas são assim Marcam com brilho o seu rasto Amam a Vida e enfim Procuram destino vasto. Ainda por cima Vitória Ironia do Destino Tristeza entrava na história Própria do povo latino. Mas enfim é sua vida Que é cheia de fantasia Mesmo em dias dolorida Mas não rejeita a poesia. Eo que dá realização È partilha com os demais Abrir o seu coração Em poemas triviais. Triviais mas com beleza É um dar e um receber Esta é uma nobre riqueza Poética é meu viver. Maria Vitória Afonso Cruz de Pau / Amora O medo encontra-se no final do prazer O medo encontra-se no final do prazer, do meu, do teu, do nosso deleite, da entrega profunda em que nos damos sem preconceitos e despudoradamente. Sais de mim exausto, feliz e realizado. No teu rosto, porém, uma ruga vai surgindo e, com ela, o medo apodera-se de ti. O medo da perda, da insatisfação que pensas ter gerado (absurdos). Quero ser o teu velhote Amanhã vou-te buscar Trás o cheiro de jasmim Vamos ver o Sol raiar Quero-te só para mim Vem com sede de viver E nos olhos um sorriso Não te vais arrepender És tudo o que eu preciso Não tenhas medo, digo baixinho, sussurrando ao teu ouvido ainda vermelho pelo esforço que despendeste. Sou e estou feliz contigo. Não podia ser de outra maneira. Depois do prazer que senti, tenho medo, sim: de que partas, de que não aprecies ou de que já não gostes da minha “performance”. Vou cantar-te uma cantiga Que ainda vou inventar Como a noite é minha amiga Não me vou atrapalhar Vou falar-te de beleza Se o vento me der o mote Mas podes ter a certeza Quero ser o teu velhote. Vem, vamos sentir de novo esse medo. Só assim seremos nós. Natália Vale - Porto Carlos Macedo Foros de Amora “NÓIS FUMO Ò MERCADO DA RÓCAS...” Nóis fumo ó mercado da Rócas, P'ra fazê um troca-troca, da nossa literatura... Ali xiguêmo, à pois intão!?... E foi com muita emoção, que fizêmo a transação! “Purquê” nóis tem lá muita cultura... - Pendurada no cordel, tinha versos em papel... P'ra fazê um troca-troca, da nossa literatura. Tinha poema rimado, tinha livro já usado, Até tinha disco de pedra e vinil. Tinha muita poesia, de gente que nós nem sabia Que um dia lá existia!... Era um “tár de Luis d’ Camões”, E outro de Luis Carlos Guimarães... E outro Da Cunha Lima, que das leis ele tá por cima!... Até do Camara Cascudo, lá tinha de um todo, um tudo! Foi uma beleza pura!... - fazêmo lá um troca-troca, da nossa literatura... - Nóis fumo ó Mercado da Rócas, Et fizêmo lá um troca-troca, da nossa literatura... De repente, por entre a gente... Do mercado da Ribeira, xigou uma turma inteira, Com mãos e braços repletos, de panfletos com sonetos. Do “tár Machado de Assis”,... que escreveu pelos Brasis, E até lá du Santos Reis, também vimo aparecê... Um porreta estrangeiro, que por ser um português, Ali virou nosso freguês! À pois... intão?... Nóis fumo ó mercado da Rócas, P'ra fazê um troca-troca, sem gastá nem um tostão... Purquê isso nóis não tinha não, - só um trocado na mão!... Da venda do outro dia, quando fumo em romaria... Ao bairro da Cidad'Alta, onde Sebo lá não falta, P'ra fazê a transação. - Intremo na Conceição, ali por trás da Igreja. Assim nóis lá discubrimo, que tem livro que é um mimo... Tem até lá obra primo, do prémio da literatura... Fiquemo até cum inveja! De tanta literatura, de cordel e do pincel, Pois lá tem também pintura... P'ra fazê um troca-troca, c’ua nossa literatura. Muita coisa nóis ali vimo, E é bestial, é massa!... é sensacional, Poder viver em Natal... - à despois que nóis viêmo de Portugal... Silvino dos Santos Potêncio – Portugal Emigrante Transmontano em Natal/Brasil

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 96 - Abril 2018 9 «Tribuna do Vate» AINDA HÁ TEMPO MESTRE Ainda há tempo. A Geração seguinte merece que lhe deixemos uma herança boa. Ainda há tempo. Para começar, despedir os políticos que só usam o tempo a seu favor e não reconhecem que a Ciência é mais que entretenimento e não dão valor ao momento que transporta cada vez mais...... mais calor. Ainda houve tempo para dizer isto. Que fique para registo. Ainda há tempo para se fazer mais que isto e não ficar só por escrito. José Jacinto “Django”! Casal do Marco O meu mestre permanente É o grande poeta da Gente, Cujo livro não deixo De ler. É António Aleixo! Que me fez compreender A grandiosidade E a importância do existir, mistura de amor e dor, de mentira e verdade de insensibilidade e de sentir que se deve aproveitar a oportunidade de sofrer para poder depois transcrever a verdade do viver. Assim é Ser. Como dever ser. José Jacinto “Django”! Casal do Marco DIA DO PAI Dia do Pai é sempre da Mãe também. Dia do Pai começa quando a Mãe lhe diz: Fizemos. Dia do Pai a partir desse dia, perto ou distante, é mesmo todos os dias das filhas e filhos que lhe alegram os dias todos os dias e noites depois no correr das estações. com preocupações pelo meio e a vida inteira em primeira classe de amor até ao fim. Dia do Pai é o presente mais valioso da Mãe a Quem se deve o dia Dele, também. José Jacinto "Django" Casal do Marco A FLORBELA ESPANCA F L O R B E L A-estrela polar! Meu encanto, minha vida! Por ti eu vivo a cantar minha poeta mais querida. Na planura alentejana foi que viste a luz do dia, Bonita Flor transtagana! Essência mor da Poesia, Alvorada de Sol, minha doce nostalgia. Foste únicaPOETA amada! De todos, admiração. P’los maiores consagrada rainha de eleição. Sofreste e amaste- MULHER. Tão cedo daqui partiste! Ninguém te há de esquecer! Choram olhos que não viste. Por ti- POETA-eu não vou chorar O DOM D'ETERNIDADE! Vives em mim! Vivo a cantar-te-MINHA VERDADE! Hoje e sempre MINHA SAUDADE. JGRBranquinho “ Zé do Monte" Quinta da Piedade Saudades Tuas Saudades tuas… mágoas sentidas, angústias minhas na dura ausência! Um sentir real de impaciência, nesta dor e tristeza mal contidas. Ah! meu Amor! Quanta dor reprimida, desalento atroz por te não ter aqui. Enquanto lembro o que já vivi... suspira por ti, minha alma dorida. Clamo, na distância, por te voltar a ver! Tormento real... não te poder ter uma hora que fosse, mulher querida! Ah! Como sofro aqui longe, ausente! Sofre meu corpo, sofre minha mente, Desde o dia triste da tua partida. JGRBranquinho “Little White” Lisboa José Branquinho Professor de profissão Pelo Alentejo carinho Pelo Sporting Paixão. José Branquinho - Lisboa

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10 Confrades da Poesia - Boletim Nr 96 - Abril 2018 A DOENÇA DE CAMÕES! A ingratidão é o mais horrendo de todos os pecados. Alexandre Herculano A ingratidão dos povos é mais escandalosa que a das pessoas. Marquês de Maricá Camões quando voltou da Índia a Portugal, Apresentou-se na côrte ao rei seu Senhor, Trazia o LUSIADAS que salvou d’um temporal, E contou o que passou co’o lendário Adamastor! Diz-se que pró rei, não foi feito lá muito legal, A intriga imperava junto do rei com vigor, Que mandou dar-lhe uns cruzados, capital Pra sobreviver, pois já se debatia com dor! Dor que lentamente o atirou pra cama, Ditava a Jau seus famosos cantos de fama, Qu’este ia apregoá-los lá no Terreiro do Paço… Camões, sobrevivia graças amizade de Jau, Que tudo fez pra adoçar seu estado mau, D’um génio que hoje recorremos a cada passo! Nelson Fontes de Carvalho – Belverde/Amora SONHO HIPPIE!!! Os hippies apareceram nos anos sessenta Com sua doutrina de paz e amor Suas roupas coloridas apresenta A alegria e a felicidade livres da dor. Caminhos do mundo percorreram Com flores enfeitando os cabelos Sobre paz e amor entenderam Com sua alegria era um prazer vê-los. Os hippies alegraram o mundo Com suas canções cheias de alegria Cantavam com um amor profundo Livres leves soltos e cheios de poesia. Eles deixaram saudades De sua paz felicidade e harmonia Viviam um pouco fora da realidade Passavam pela vida como queriam. Os alegres hippies sumiram no tempo E com eles o amor e a paz se foram também Na correria desse mundo nada é lento As pessoas são tristes e não se dão bem. Os hippies ensinaram a felicidade Com sua paz suas canções e seu amor Eles se foram e só sobrou a maldade Que aterroriza esse mundo cheio de dor. Maria Aparecida Felicori {Vó Fia } Nepomuceno Minas Gerais Brasil «Cantinho Poético» Para Reflectirmos Juntos Ao meu Criador Eu sinto Deus no olhar de uma criança Eu sei que há Deus, na força da Natureza Eu sinto Deus, na fé que dá a esperança Do conformismo de quem vive na pobreza Eu vejo Deus ao contemplar as estrelas Eu sinto Deus num rosto sofredor No mar, nos montes e florestas belas Em tudo isto, eu sinto o Deus do amor Vejo Deus no coração de uma pessoa boa Também o sinto na luz da lua, iluminando o mar Vejo Deus na pessoa bondosa que perdoa Que tem Deus no coração e sabe amar Eu vejo Deus no médico que cura Com amor, carinho e simpatia No seu valor humano que perdura E sinto o amor de Deus, na paz e na alegria Vejo Deus nas lágrimas de uma mãe Eu sinto Deus, na mão que se estende com amizade Deus está com a pessoa, que só pensa fazer o bem E está guardado em mim, na minha paz e felicidade. Ivone Mendes - Setúbal Amigo vem amigo vem comigo bailar uma valsa um tango tanto me faz vem amigo teus braços me enlaçar dancemos o que mais nos apraz numa ilusão docemente sentida iremos querido amigo imaginar que eu sou o amor da tua vida vem assim amigo comigo dançar é tão breve amigo esta nossa vida para juntos a podermos comungar sem sentimentos de despedida amigo por favor deixa-me sonhar E deslizando entre os teus braços ao som desta música bela celestial amigo esqueço tantos embaraços neste espaço dentro de mim irreal. Rosélia M G Martins P Stº Adrião-Lisboa

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 96 - Abril 2018 11 «Rádio» Fundada: a 28/04/2017- Fundador: Pinhal Dias RÁDIO CONFRADES DA POESIA - 24 HORAS ONLINE GRELHA DE PROGRAMAÇÃO DEFINITIVA Dom. - 24 HORAS ONLINE 2ª F - 21/22h - "Ecos Musicais" 3ª F - 21/22h - "Ecos Musicais" 4ª F - 21/22h - “Ecos Musicais” 5ª F - 21/22h - “Récitas dos Confrades” 6ª F - 21/21:30h - “Poesia Para Todos” / 22/23h “Na Brisa Da Noite” Sábados e Domingos - DJ Automático 24 Horas Online b) – “Sujeita a Directos Especiais, com hora anunciar” .../... DJ - Ana Pereira DJ - Joel Lira DJ - Pinhal Dias Pioneiros Contribuintes Pioneiros Colaboradores : »»» Amália Faustino - Ana Pereira - Carmindo Carvalho - Conceição Tomé - Daniel Costa - Donzilia Fernandes - Edgar Faustino - Euclides Cavaco - Filipe Papança - Hermilo Grave - João Furtado - Joel Lira José Bento - José Branquinho - José Carlos Primaz - José Jacinto - José Maria Caldeira - José Nogueira Pardal - Luís Fernandes - Margarida Moreira - Maria Rita Parada dos Reis - Maria Rosélia Martins - Mário Matta da Silva - - Natália Vale - Miraldino de Carvalho - Nelson Fontes de Carvalho - Pedro Valdoy - Regina Pereira - Silvino Potêncio - Socorro Lima Dantas - Teresa Primo - Tito Olívio ( ... Pendentes! ) Seja um dos nossos colaboradores/patrocinadores directos… Contribua para o nosso melhoramento da Rádio Confrades da Poesia 24 horas online, bem como os seis Programas em Directo semanalmente… Programas: “Ecos Musicais” – “Na Brisa da Noite” - "Poesia Para Todos" - "Récitas dos Confrades" Contribua http://www.radioconfradesdapoesia.comunidades.net/contribua Assine o nosso Livro de Visitas Links para ouvir a Rádio Confrades da Poesia Pioneiros da Rádio ...com os seus poemas em prioridade! http://www.radioconfradesdapoesia.comunidades.net/ http://tunein.com/radio/Radio-Confrades-da-Poesia-s292123/ http://www.radios.com.br/ao…/radio-confrades-da-poesia/47066 Livros Ofertados “A Essência do Olhar” - Anabela Gaspar Silvestre “ O Outro Lado da Minha Alma” - José Carlos Primaz “Poemas Nossos” - Filomena Gomes Camacho

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12 Confrades da Poesia - Boletim Nr 96 - Abril 2018 «Ponto Final» «Rádio Confrades da Poesia» “RCP” online desde 28/042017 http://www.radioconfradesdapoesia.comunidades.net/ RCP – RÁDIO CONFRADES DA POSIA ./. Enquanto você navega pela Internet poderá ser um fiel ouvinte e participativo da nossa RCP que é um espaço criado para o seu entretenimento Musical e Poético, que estará online 24 horas por dia, sem fins lucrativos. DJ - Pinhal Dias; fará semanalmente cinco emissões em directo online; poderá acrescer um especial directo... Feitura do Boletim O Boletim será sempre colocado à disposição dos nossos leitores mensalmente! Futuramente os Confrades enviarão os seus trabalhos em word até final do mês a decorrer. A feitura do Boletim será a partir do dia 1 até ao dia 2, que corresponderá à data de saída... Os seus poemas devem vir sempre identificados com o seu nome ou pseudónimo e localidade de onde escreve seu poema. O Tema continua a ser Livre! Para sua orientação sugerimos que consulte as páginas das Efemérides e Normas no site dos Confrades... Durante o ano corrente, é acrescido do “ESPECIAL NATAL “ http://www.confradesdapoesia.pt/normas.htm Amigos que nos apoiam www.fadotv.pt As fotos deste Boletim são dos autores e outras da Internet «A Direcção agradece a todos os que contribuíram para a feitura deste Boletim». ADMINISTRAÇÃO, REDACÇÃO E PUBLICIDADE Rua Seixal Futebol Clube N.º 1—1º D 2840-523 Seixal Voltamos a 2/5/18

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