Volume 4

 

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Região Bragantina

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Informativo Cone Leste Paulista Este compêndio destina-se a pesquisas Escolares como base de consulta histórica e científica. Um serviço cidadão da nossa Gazeta Valeparaibana

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Região Bragantina A Região Bragantina é por natureza, rica em águas minerais, clima e, por estar situada no Eixo São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, interligada por ótimas estradas e rodovias, tem como principal ponto econômico o turismo. Suas cidades, Águas de Lindóia, Amparo, Jaguariúna, Lindóia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra e Socorro, compõem o Circuito das Águas Paulista (ver matéria sobre este circuito, na página seguinte); Além de suas águas, o turismo rural, ecológico e de aventura, proporcionados por a maioria de suas cidades se encontrarem situadas na Serra da Mantiqueira, com relevos, nascentes, rios e riachos em abundância, têm vindo dia a dia, num fluxo apreciável, mais turistas que gostam de curtir a natureza, a ruralidade e a aventura, a visitarem esta região e suas cidades. Dada a qualidade e o volume de suas águas, a região também ficou conhecida como “Região Cristalina”. No coração desta região merece também especial destaque a cidade de Bragança Paulista, que aliás emprestou seu nome para a região, que em um esforço de desenvolvimento econômico, nos últimos anos, vem investindo alto, para se transformar num centro industrial dos mais promissores. As Industrias de produtos alimentícios e laticínios, vêm crescendo lado a lado com as indústrias de móveis, calçados, pré-moldados, auto-peças e equipamentos eletrônicos, numa tendência de aumento do leque de industrias e produtos manufaturados, em número de unidades e volume de faturamento. O desenvolvimento da região, tem vindo a proporcionar um forte investimento nas áreas: Cultural, Educacional, Tecnológica, Turística, Ambiental e de Lazer. Cidades que compõem a região: · Águas de Lindóia · Amparo · Atibaia · Bom Jesus dos Perdões · Bragança Paulista · Joanópolis · Lindóia · Monte Alegre do Sul · Nazaré Paulista · Pedra Bela · Pinhalzinho · Piracaia · Serra Negra · Socorro · Tuiuti · Vargem Rede Vale Comunicações http://www.redevalecomunicacoes.com Edição Gráfica Publicidade Marketing Palestras Diagramação Fixação de marcas e slogans

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Região das Águas Cristalinas CIRCUITO DAS ÁGUAS PAULISTA Compreendendo as Estâncias Balneárias de Amparo, Serra Negra, Socorro, Lindóia, Águas de Lindóia e agora as recentemente incorporadas Jaguariúna e Pedreira, o Circuito está localizado na Serra da Mantiqueira, no Estado de São Paulo e é uma das regiões integrantes do Cone Leste Paulista. Esta região e suas Estâncias são hoje animados Centros de Lazer com uma ótima e moderna infra-estrutura hoteleira e de serviços, nos moldes dos mais modernos Centros Turísticos Europeus. A qualidade de suas águas, conhecidas internacionalmente por sua composição mineralógica, que lhe conferem amplos poderes para a cura de diversas enfermidades, são um dos referenciais turísticos de suas estâncias. A região, por sua localização geográfica, em plena Serra da Mantiqueira, também oferece a seus visitantes paisagens naturais, bosques, florestas, vales cobertos de muito verde, cachoeiras, fontes de água potável, uma riquíssima hidrografia e um clima que a situa entre os melhores climas do Mundo. O Circuito das Águas Paulista, também, por todos os atrativos proporcionados e pela infra-estrutura hoteleira da região, tornou-se um importante centro de convenções e eventos, além de roteiro habitual dos amantes dos esportes radicais, do ecoturismo e do turismo rural. A partir de 04 de Novembro de 2004, prefeituras de oito municípios se uniram e formaram o “Consórcio Intermunicipal do Pólo Turístico do Circuito das Águas Paulista” que tem como principal objetivo a divulgação dos atrativos turísticos da região, despertar o interesse de visitantes e o de colaborar para o desenvolvimento econômico e social de Águas de Lindóia, Amparo, Jaguariúna, Lindóia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra e Socorro. EDITORAÇÃO: João Filipe Frade de Sousa DIAGRAMAÇÃO: Rede Vale Comunicações PUBLICAÇÃO: “Gazeta Valeparaibana” NUMERO DE EXEMPLARES: 3.000 (três mil) Mensagens via telefone para todas as ocasiões, festas, aniversários batizados, formaturas, convites, declarações de amor. Quer surpreender ? - Visite nosso site. EMPRESAS: Conheça nosso CD de interação entre clientes e Funcionários. Trabalhamos também com videomensagens personalizadas. Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução. Direitos Autorais redevalecomunicacoes@gmail.com Dados bibliográficos, fontes e imagens no final dos artigos ou no final da obra como complementação IMPORTANTE: Autorizada a compilação em todo ou em parte para trabalhos escolares, sendo que deverão ser indicadas suas fontes ou seja, nome do autor, site de origem e nome do compêndio. Criação, diagramação, artes gráficas e web designer. Editamos seu jornal, seu livro e seu CD interativo. visite nosso site Solidão, entrega, rotina, saia dessa... Encontre sua alma gema de forma segura e, em um site inteiramente dirigido para a “melhor idade”.. quer sabe preservar seus dados e sua identidade.

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Páginas Assuntos 06 Introdução 07 Região Bragantina 08 Águas de Lindóia 10 Amparo 11 Atibaia 13 Bom Jesus dos Perdões 14 Bragança Paulista 17 Jaguariúna 19 Joanópolis 20 Lindóia 22 Monte Alegre do Sul 23 Nazaré Paulista 25 Pedra Bela 26 Pedreira 28 Pinhalzinho 29 Piracaia 30 Serra Negra 33 Socorro 35 Tuiuti 36 Vargem

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NEGÓCIOS E OPORTUNIDADES A Região Bragantina, cujo nome tem sua origem no nome de uma de suas cidades, a Cidade de Bragança Paulista, abrange 16 municípios , cuja economia local é marcada pela diversidade, merecendo especial destaque o agronegócio, a indústria e o turismo. Sua localização situada no triângulo São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, perto, e com uma ótima infra-estrutura rodoviária, da mega metrópole de São Paulo, e das cidades de Campinas, São José dos Campos eoutras do Sul do Estado de Minas Gerais, ajuda de forma expressiva no progresso social e econômico da regional. Na região de Bragança Paulista, a produção de leite, gado de corte, suínos e eqüinos são as principais atividades pecuárias. Na agricultura merece destaque a produção de batata, milho e feijão. Na área industrial, o município já conta com cerca de 500 indústrias de diversos e variados segmentos, que vão desde o alimentício, farmacêutico, metalúrgico, olarias, plásticos, químicos, têxteis e eletroeletrônicos, entre outros. Com o conseqüente aumento do poder aquisitivo da população o setor de comércio tem vindo a mostrar um gráfico evolutivo bem significativo o que, segundo o Sindicato do Comércio Varejista, já conta com 1.200 estabelecimentos comerciais que ocupam a mão de obra de quase 4.000 pessoas. Analisando os últimos dados do IBGE, a região conta com uma população de aproximadamente 340.000 habitantes.

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CIRCUITO DAS ÁGUAS PAULISTA Compreendendo as Estâncias: · Amparo, · Serra Negra, · Socorro, · Lindóia, · Águas de Lindóia · Jaguariúna, · Pedreira O Circuito das Águas Paulista, está localizado na Serra da Mantiqueira, no Cone Leste Paulista do Estado de São Paulo, entre vales e montanhas cobertos de muito verde e de muita natureza viva. A quantidade e qualidade de suas águas, conhecidas internacionalmente por suas propriedades químicas e influência na cura e no alívio de diversos males humanos, são um dos atrativos de suas cidades, além de forte item de desenvolvimento econômico e social. Além de suas águas minerais as cidades que compõem este Circuito Turístico nos oferecem maravilhosas montanhas, onde se podem praticar os mais diversos esportes de aventura; refrescantes cachoeiras de águas límpidas e transparentes; rios piscatórios e riachos de rara beleza e fontes e nascentes de água potável e mineral de inigualável saber e qualidade. Não é sem motivo que suas águas e seu clima, estão qualificados entre os melhores do mundo. Até a Lua já sentiu o frescor de sua água mineral.

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DADOS SOBRE A CIDADE: Fundação: 1938 Área total da unidade territorial: 55 km2 Latitude do distrito sede do município: 22° 28’ 33’’ S Longitude do distrito sede do município: 46° 37’ 58’’ W Altitude: 945 metros Estimativa populacional ( IBGE-2005): 15.867 (IBGE-2007) habitantes PIB 2003: R$.: 92.288.016,00 (IBGE-2003) PIB - Per capita 2003: R$.: 5.161,52 (IBGE-2003) IDH 0,807 PNUD/2000 Densidade demográfica: 288,49 hab./km2 OUTROS DADOS: Hidrografia: Rio Mogi-Guaçu Turismo: Estância Hidromineral Maiores informações: http://www.aguasdelindoia.sp.gov.br Origens históricas: Os tropeiros que viajavam para o planalto goiano, passando pelo Sul do Estado de minas Gerais, foram os maiores divulgadores dos poderes das águas da região. Esses tropeiros se demoravam no local porque já então sabiam do poder de cura de suas águas. Assim, a divulgação das características medicinais de suas águas, através desses tropeiros foi tomando forma e fazendo a fama do local. No ano de 1915, o médico Italiano Francisco António Tozzi, até então morador da comar- ca de Serra Negra, mudou-se para o local e iniciou os estudos sobre as curas de doenças de pele e reumatismo. Em virtude de suas descobertas, o fluxo de turistas, cientistas e pessoas afetadas por alguma doença similar pas- saram a visitar freqüentemente a localidade. Hoje, a infra-estrutura da estância é ampla, variada e com uma qualidade comparável as grandes estâncias euro- péias. Além de seus recursos termais, o município também desenvolveu alta performance na industria de malharias. Em virtude da qualidade de suas águas também passaram a se instalar no município engarrafadoras de água mi- neral, que levam o seu nome ´”Lindóia”. É também de se destacar o artesanato. GEOGRAFIA: A altitude média do município é de 945 metros, atingindo seu ponto mais elevado no Morro do pela- do, cuja altitude é de 1.400 metros. Por estas características aliadas a se encontrar encostada à Serra da Manti- queira, goza de um clima agradável, considerado como transição entre subtropical e tropical de altitude. Sua população é preponderantemente urbana, sendo que a média rural é inferior a 5% (cinco). CURIOSIDADES Águas de Lindóia e a “Missão Apolo 11”: O Balneário Municipal exibe uma nota fiscal (NF nº.20.218), emi- tida em 2 de abril de 1969, três meses e meio antes de o homem chegar à lua pela primeira vez a bordo da nave Apolo 11. Segundo este documento, foram embarcadas para Cabo Kennedy, a pedido da NASA, 100 dúzias de gar- rafas de 500 ml contendo água mineral de Águas de Lindóia. Algumas pessoas que trabalhavam na Empresa En- garrafadora à época confirmam a história e acrescentam que a água enviada foi retirada da Fonte Santa Filomena, que ainda jorra no Balneário. A página da NASA comprova que a cápsula Eagle, onde os astronautas Neil Arms- trong, Edwin Aldrin e Michael Collins fizeram a viagem, possuía dois reservatórios de água, mas não especifica com qual água eles foram abastecidos. Os motivos que teriam levado a NASA a escolher a água mineral de Águas de Lindóia são a baixa acidez e a rápida absorção pelo organismo. A Passagem Secreta para Matchu Pichu e a Pedra em Hebraico: Uma antiga história reza que o Monte Sião, que faz a divisa entre Águas de Lindóia e a cidade mineira de monte Sião, possui um túnel secreto que a in- terliga diretamente com Matchu Pichu, no Peru. Vários grupos de espeleólogos (especialistas em estudo e exploração de cavernas), já tentaram explorar o lugar e descobrir essa famosa passagem. No entanto, nada oficialmente foi confirmado. Alguns aventureiros afirmam já ter visto a caverna ao fim de um abismo e coberta por muita vegetação. Monte Sião é também o nome de um famo- so monte em ISRAEL e, curiosamente, foi encontrada uma pedra com velhas inscrições em hebreu no Monte Sião Brasileiro. No entanto, esta afirmativa carece de fontes e de dados concretos. CONTINUA

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CONTINUAÇÃO Como Águas de Lindóia se tornou um dos maiores pólos turísticos do Brasil ? Águas de Lindóia deve ao termalismo o primeiro e decisivo impulso para a sua fixação como uma Estância Termal das mais importantes e conhecidas no Brasil e no Mundo. Na primeira metade do século XX, antes da invenção da penicilina e do desenvolvimento de medicamentos alopáticos, muitos problemas de saúde eram tratados através da ingestão de sua água mineral e de banhos de imersão em suas fontes. Os médicos daquela época receitavam “estações de águas” com duração de 14 a 21 dias em Águas de Lindóia e outras estâncias, a seus clientes acometidos por doenças de pele, cálculos renais, entre outras moléstias. Além de indicar na receita a quantidade de dias necessários na estação de águas, o médico especificava ao paciente a fonte de águas da qual deveria beber, a freqüência com que essa água deveria ser ingerida e a alimentação. Naquele tempo, a receita do médico era um dos documentos a apresentar na hora do check-in. Os números colocados na mesa do restaurante serviam para que a cozinha do hotel preparasse a refeição conforme a prescrição médica. O Clima agradável, o cenário lúdico entre as montanhas, a tranqüilidade, a excelência da qualidade culinária do hotéis e, principalmente as características especiais de Águas de Lindóia, com alta radioatividade, deram à cidade uma confortável vantagem sobre a maioria das Estância Brasileiras e a grande maioria das Européias. Com a deflagração da Segunda Guerra Mundial, a indústria farmacêutica teve um grande impulso, a nível mundial, levando o termalismo a perder espaço para a medicina alopática. Com este evento, deu-se inicio a um ciclo de três décadas onde a tranqüilidade passou a ser o principal apelo turístico de Águas de Lindóia, que se prolongou até 1980. O segundo impulso à hotelaria de Águas de Lindóia foi a inflação. Para combatê-la, sucessivos governos adotaram fortes medidas restritivas ao consumo, atingindo principalmente as viagens ao exterior e as viagens aéreas, ao mesmo tempo em que favoreciam as viagens domésticas feitas por automóvel ou via rodoviária. Assim, os destinos turísticos próximos ao grandes centros urbanos foram beneficiados. Águas de Lindóia, localizada a 160 km da Grande São Paulo, tornou-se então um dos destinos preferidos dos paulistanos em fins de semana, feriados e para passar suas férias. Os hoteis que antes recebiam centenas de milhares de “pacientes”, passaram a receber quase um milhão de turistas, todos os anos. Essa mudança de volume de tráfego e no perfil dos hóspedes fez surgir novos investimentos em hotelaria, levando estes estabelecimentos a investir em infra-estrutura e lazer, oferecendo equipes de monitores, ampliando piscinas e inaugurando quadras esportivas. Ao mesmo tempo em que tornavam mais atrativos para quem busca diversão, os hotéis de Águas de Lindóia, investiram em grandes, modernos e bem equipados centros de eventos e convenções, propiciando assim uma concorrência, nesses eventos com as cidades de Campinas, Grande São Paulo, entre outros destinos tradicionais para o turismo corporativo. O terceiro impulso dado ao turismo em Águas de Lindóia se deu a partir do ano de 2002, através do crescimento do turismo rural e de aventura, acrescentando adrenalina e sabor regional à seus já tradicionais atrativos turísticos. O turista que atualmente freqüenta Águas de Lindóia, na sua grande maioria famílias com filhos até à idade de adolescência, encontra opções diversificadas para toda a família: lojas de fábrica de malharias (mundialmente famosas), rafting, arborismo, vôo livre, trilhas, cavalgadas e visitas a propriedades rurais que preservam o estilo de vida e oferecem receitas tradicionais. Águas de Lindóia possui 25 hoteis com capacidade para hospedar 6.000 pessoas simultaneamente e 60 salas para eventos, que, juntas, comportam mais de 11.000 pessoas. Esses números, somados às características naturais da cidade, fizeram de Águas de Lindóia um dos maiores pólos turísticos do Brasil.

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DADOS SOBRE A CIDADE: Fundação: 8 de abril de 1829 Área total da unidade territorial: 446,009 km2 Latitude do distrito sede do município: 22° 42’ 03’’ S Longitude do distrito sede do município: 46° 45’ 50’’ W Altitude: 674 metros Estimativa populacional ( IBGE-2005): 62.692 habitantes (BGE-2007) PIB 2003: R$.: 812.612.548,00 (IBGE-2003) PIB - Per capita 2003: R$.: 12.648,06 (IBGE-2003) IDH 0,806 elevado PNUD/2000 Densidade demográfica: 151,4 hab./km2 OUTROS DADOS: Taxa de alfabetização: 92,91% IDH Educação: 0,881 elevado Hidrografia: Rio Camanducaia e Rio Jaguari Turismo: Estância Hidromineral Maiores informações: http://www.amparo.sp.gov.br Amparo é um município brasileiro do Estado de São Paulo, situado na Região Bragantina da macro-região do Cone Leste Paulista. É um dos onze municípios paulistas considerados estâncias hidrominerais pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. HISTÓRIA DA CIDADE: No inicio do século XIX, famílias de Atibaia, Bragança Paulista e Nazaré Paulista, fixaram-se num bairro chamo Camanducaia, na região do sertão de Bragança Paulista, possivelmente atraídos pela fertilidade das terras e já então pela fama de suas águas. Por volta de 1824, os moradores do retiro, com a devida autorização do vigário capitular, constroem uma capela dedicada à Nossa Senhora do Amparo, cuja capela, alguns anos mais tarde acabou por emprestar seu nome à atual cidade de Amparo. Em 8 de abril de 1829, o bairro da capela de Nossa Senhora do Amparo ganha a condição de “Capela Curada”, data que é considerada a data de fundação da cidade de Amparo. Com o aumento da população, nos anos que se sucederam, o povoamento é elevado à condição de freguesia, no ano de 1863. O ano de 1850 marca o inicio do ciclo cafeeiro, cujo impulso econômico levou a freguesia de Nossa Senhora do Amparo à categoria de cidade, no ano de 1863. Nas décadas seguintes, a cidade prosperou com a lavoura do café, ricas fazendas foram formadas, ganhou serviços de Correio, viu inaugurado também o seu primeiro jornal “Tribuna Amparense”, iluminação com lampiões a querosene e uma estação da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, instalada com a finalidade de escoar a sua produção cafeeira até ao porto de Santos. No ano de 1878, Amparo recebe a visita de Dom Pedro II, que é hospedado pelo Barão de Campinas, já como uma das maiores produtoras de café do Império., Tal progresso manteve-se até à segunda década do século XX, quando então, a grave crise do café, deflagrada no ano de 1929, trouxe crise e estagnação econômica para todo o Império e Amparo também foi afetada. Já reconhecidamente uma cidade com virtudes hidrominerais, foi nesse mesmo ano de o Secretário de Justiça do Estado de São Paulo, Sr. Arthur Piqueroby de Aguiar Whitaker, em discurso designou a cidade como a “Flor da Montanha”. Também no ano de 1932, Amparo foi um dos importantes palcos da “Revolução Constitucionalista”. A revitalização econômica da cidade se deu a partir do ano de 1940, com o surgimento de pequenas industrias e nos dias atuais é além de um pólo industrial importante uma das mais importantes estâncias hidrominerais do Cone Leste Paulista. CONTINUA

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DADOS SOBRE A CIDADE: Fundação: 24de junho de 1665 Área total da unidade territorial: 478,101 km2 Altitude: 803 metros Estimativa populacional ( IBGE-2008): 125.418 habitantes PIB 1.036.345,00 (IBGE - 2004) PIB per capita: 8.350,00 (IBGE - 2004) POPULAÇÃO RESIDENTE: Cálculo com base IBGE 2000 - População 111.300 hab. Homens 55.335 ( IBGE-2000) Mulheres: 55.965 “ População Urbana: 96.874 “ População Rural: 14.426 “ Densidade demográfica: 232,80hab/km2 OUTROS DADOS: IDH - Educação 0,866 Taxa de alfabetização: 92,00 % Maiores informações: http://www.atibaia.sp.gov.br BREVE HISTÓRIA DA CIDADE: Origem do nome: Antes da fundação de Atibaia, este era o nome dado ao povoamento onde hoje se encontra o muni- cípio. Existe muita controvérsia quanto ao verdadeiro significado desta palavra (Atibaia) entre os tupinólogos (estudiosos do tupy). Segundo frei Francisco dos Prazeres Maranhão, em seu glossário de palavras indígenas, o nome Tybaia significa rio da feitoria. Para João Mendes de Almeida, em seu Dicionário Geográfico da Província de São Paulo, Atibaia teve origem no rio que lhe empresta seu nome. Concluindo: “Atibaia é corruptela de Tipaia (rio alagado). Talvez por isso, os antigos pronunciassem Tipaia e não Atibaia. Por fim, outros dizem que devido à presença de uma serra em Atibaia, a origem do nome pode estar na mesma corruptela TIPAI (Morro dependurado). Entretanto Teodoro Sampaio diz que Atibaia, antigamente Tibaya, como escreveu Aires de Casal, significa água saudável., podendo ainda ser água trançada, revolta ou confusa. Fundação: A fundação do município de Atibaia está ligada ao contexto histórico da atuação dos bandeirantes; desbra- vadores que saiam à frente de pequenas comitivas para explorar terras desconhecidas, em busca de índios e minerais preciosos. A maioria das expedições partia de São Paulo de Piratininga e, a rota mais procurada era o caminho das minas gerais. Tratava-se à época, de uma viagem longa e árdua, que por isso requeria muitas paradas, ao longo de seu percurso, para descanso e reabastecimento. A primeira dessas paradas, ainda na proximidade de São Paulo, conta-se que se situava na proximidade de uma colina, banhada por um rio, onde hoje se encontra a cidade de Atibaia. Jerônimo de Camargo, bandeirante, descendente de uma das mais conhecidas famílias da Vila de São Paulo, à época, profundo conhecedor de toda a região, acabou por fixar-se no local e ali tendo fundado uma “fazenda de gado”. No alto da colina, construiu uma capelinha em homenagem a São João Batista, que foi inaugurada no dia 24 de junho de 1665, data que marcou a fundação do Município de Atibaia. Nesta mesma época, o padre Mateus Nunes de Siqueira chegou ao sertão com um grupo de índios guarus catequizados e, por ordem da Câmara Municipal de São Paulo, instalou-se ao lado do sitio de São João Batista. O pequeno núcleo, confirmou-se então, como parada obrigatória para quem seguia na trilha em direção às Minas Gerais. A partir dai o povoamento começou a crescer em tamanho e população. Em 1679, a igrejinha passou à categoria de Capela Curada, o que o termo significa que passou a ter um padre próprio e, em 1687, recebeu a visita do Padre Provincial, que celebrou uma missa na localidade. Jerônimo de Camargo veio a falecer, na cidade de Jundiaí - SP, no inicio do ano de 1707. No entanto, seus descendentes deram continuidade à fazenda de gado e também se envolveram no desenvolvimento do povoamento e na luta pela emancipação do vilarejo. Finalmente, por alvará de 13 de Agosto de 1747, a aldeia tornou-se “freguesia” e assim nasceu o distrito de São João de Atibaia (ou Tybhaia, conforme a grafia da época). A Corte Portuguesa, por portaria de 27 de junho de 1769, em virtude da falta de poder judiciário e por queixas motivadas por seus habitantes, elevou o distrito à condição de Vila e Município. No ano seguinte, foi instalada a primeira Câmara Municipal. levantado o pelourinho em meio a grande festa. A partir dai puderam começar a se esboçar os rumos e caminhos dessa hoje grande cidade. Em 22 de abril de 1864 recebeu o título de município, de acordo com a Lei Provincial nº. 26. Em 20 de dezembro de 1905 o município de São João de Atibaia passou a denominar-se tão somente Atibaia, pela Lei Estadual nº. 675. Com a proclamação da República, Atibaia iniciou uma fase de grande desenvolvimento, onde se sucederam de forma vertiginosa, muitas melhorias; como instalação de redes de água, esgoto e luz elétrica, a inauguração do Grupo Escolar José Alvim, do Hotel Municipal e a montagem da primeira industria têxtil, o alargamento das ruas, o ajardinamento CONTINUA

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CONTINUAÇÃO das praças. Esse progresso levou a São João de Atibaia à grande cidade de Atibaia que conhecemos nos dias de hoje. Turismo: A pedra grande é um dos pontos turísticos de Atibaia, se localiza a 1.450 metros de altitude. No alto de uma colina, aflora um enorme monólito, que , segundo alguns estudiosos se formou por dois maciços, que se juntaram e cuja cicatriz ainda hoje pode ser vista. Também sobre elas existe um fato curioso. Alguns defendem que essa pedra, abriga em seu interior uma grande nave espacial e que essa cicatriz foi motivada pela absorção da nave pela pedra que posteriormente foi lacrada. Mito ou estória o importante é que a mesma é muito procurada por amantes da prática de esportes radicais tais como asa-delta, Paraglider, escalada, rapel, entre outras. Também existe uma disputa entre as cidades de Atibaia e Bom Jesus dos Perdões, cada uma atribuindo a si a propriedade da pedra. Mas o importante é que ou seja a Pedra Grande, propriedade de uma ou da outra cidade o importante é que a mesma é um magnífico mirante, de onde, em dias claros e sem nebulosidade se podem avistar sete municípios limítrofes. Atibaia ainda nos oferece diversos pontos de visitação e anualmente, a suas “Festa das Flores e dos Morangos de Atibaia”, nos proporciona um contato direto com a sua cultura regional e a sua tradição. Além desta festas os pontos que merecem nossa visita são: Santuário Schoenstatt, o Monumento pela Paz Mundial, o Casarão Julio Ferraz, o Zoo Parque, a Grota funda, Atibaia Clube da Montanha, Parque Edmundo Zanoni, o Museu Municipal, o Museu ferroviário Dinâmico e a Igreja Matriz, entre outros. Estância Climática Atibaia é um dos 15 Municípios Paulistas considerados estâncias climáticas pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados prérequisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Climática, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais. Além de suas atrações turísticas e de sua beleza natural, Atibaia, considerada a Suíça Brasileira, foi catalogada pela UNESCO, como o segundo melhor clima do mundo, superada apenas pela cidade de Davos, na Suíça. FIM

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DADOS SOBRE A CIDADE: Fundação: Área total da unidade territorial: Latitude do distrito sede do município: Longitude do distrito sede do município: Altitude: Estimativa populacional ( IBGE-2005): PIB 2003: PIB - Per capita 2003: IDH Educação Taxa de alfabetização: POPULAÇÃO RESIDENTE: Homens Mulheres: População Urbana: População Rural: Densidade demográfica: OUTROS DADOS: Hidrografia: Turismo: 22 de maio de 1705 108,513 km2 23° 08’ 06’’ S 46° 27’ 54’’ W 770 metros 17.571 habitantes (IBGE-2008) R$.: 95.407.369,00 (IBGE-2003) R$.: 6.481,82 (IBGE-2003) 0,859 IPEA 89,55 % (dados do senso IBGE 2000 com população de 13.313 hab.) 6.689 6.624 11.223 2.090 122,70 hab./km2 Rio Cachoeira Rural, ecológico, aventura e histórico. Maiores informações: http://www.bomjesusdosperdoes.sp.gov.br FALANDO SOBRE A CIDADE: Entre nuvens, sol, serras e águas, a beleza que Bom Jesus dos Perdões nos oferece contribui com o panorama regional. Além do benefício de sua natureza e de sua história, ela possui um desenvolvimento sustentável. Suas portas abrem-se para o ecoturismo e esportes de aventura, apresentando um relevo geográfico propício, e um meio ambiente rico em águas e montanhas rochosas, esculpidas pelos ventos e pelas chuvas, Existe também um marco ecológico para a esta cidade, em forma de coração, denominado “Pedra do Coração”. Essa, localizada em uma região tem uma altitude de aproximadamente 1.000 metros, defronte a uma cachoeira. Rica em fauna, flora e nascentes, Bom Jesus dos Perdões compõem assim um ótimo cenário que vale a pena ser visitado. A cidade apresenta ainda excelência em qualidade de vida, que oferece a quem a visita, qualidade esta, já reconhecida pela ONU (Organização das Nações Unidas) em pesquisa realizada, entre as cidades do interior do Estado de São Paulo. Bom Jesus dos Perdões é um santuário ecológico, possui cachoeiras, matas nativas ideais para caminhadas, destacando-se a “Pedra do Coração” e o “Mirante dos Camargos”. Possui ainda a “Pedra Grande”. que se encontra situada na divisa com a cidade de Atibaia, local conhecido pelos amantes do Paraglider, vôo-livre, entre outros esportes radicais. Bom Jesus dos Perdões é também conhecida pela qualidade da água de suas nascentes naturais. UM POUCO DA HISTÓRIA PERDOENSE: A cidade foi também um dos caminhos dos bandeirantes que, partindo de são Paulo, rumos aos sertões paulistas em busca de índios e de pedras preciosas nos sertões das minas gerais, fizeram de seu território uma das paradas obrigatórias para descanso e reabastecimento. Fernão Dias Paes, famoso bandeirante, ao passar por estas terras deixou por ali sua prima, Barbara Cardoso, que se estabeleceu no local, dando inicio ao povoamento que mais tarde viria a formar as cidades de Bom Jesus dos perdões e Nazaré Paulista, cidades irmãs. No ano de 1705, Barbara Cardoso mandou erigir uma capela em homenagem ao Senhor de Bom Jesus, a qual foi inaugurada no dia 22 de Maio desse mesmo ano, data que é tida como a data de fundação da cidade. Esta capela, em estilo Barroco Mineiro, no inicio do século XIX, foi reformada pelos discípulos do grande mestre Aleijadinho e, em 1913 a capela do Senhor Bom Jesus dos Perdões foi elevada à categoria de Santuário Arquiepiscopal; hoje, um centro religioso que recebe anualmente a visita de milhares de turistas e devotos vindos de toda a parte do país. Este Santuário também colocou Bom Jesus dos Perdões na rota do Circuito Turístico Religioso, do Cone Leste Paulista.

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DADOS SOBRE A CIDADE: Fundação: Área total da unidade territorial: Latitude do distrito sede do município: Longitude do distrito sede do município: Altitude: Estimativa populacional ( IBGE-2005): PIB 2003: PIB - Per capita 2003: IDH Renda IDH Educação Taxa de alfabetização: POPULAÇÃO RESIDENTE: Homens Mulheres: População Urbana: População Rural: Densidade demográfica: OUTROS DADOS: Hidrografia: Turismo: Picos ou montanhas: 15 de dezembro de 1763 513,569 km2 22° 57’ 07’ S 46° 32’ 31’’ W 817 metros 136.264 habitantes (IBGE - 2007) R$.: 1.623.918,00 (IBGE-2005) R$.: 11.534,00 (IBGE-2005) 0,772 PNUD/2000 0,887 92,21 % 61.902 63.129 111.091 13.940 279,6 hab./km2 Rio Jaguari e Rio Jacareí, Represa Jaguari e Jacareí. Rural, ecológico, aventura e histórico Pico do Lopo (1.700 metros altitude) Maiores informações: http://www.braganca.sp.gov.br DADOS E HISTÓRIA DA CIDADE: Território: O território de Bragança Paulista está situado na Região Sudeste do Estado de São Paulo - Brasil, na Serra da Mantiqueira. Diz a história que a expedição de D. Francisco de Sousa, depois de atravessar o sul de minas Gerais, descobriu o Pico do Lopo, nas imediações da atual cidade de Vargem e, por ali acampou. Esta é a primeira notícia que se tem de alguém ter pisado em terras Bragantinas. Anos depois em 1725, Bartolomeu Bueno da Silva (o segundo Anhanguera) percorreu a região Bragantina e, com a descoberta de ouro no centro do país, Bragança Paulista, se firmou como passagem obrigatória dos aventureiros e exploradores, bandeirantes. Fundação: António Pires Pimentel e sua esposa Ignácia da Silva Pimentel, moradores no então Distrito de Paz de Ati- baia, em cumprimento de uma promessa, constroem uma capela em louvor a Nossa Senhora da Conceição, numa colina à Margem direita do Ribeirão Canivete (hoje Lavapés, pequeno afluente do Rio Jaguary). Diz a história que António Pires Pimentel estava doente e desenganado pelos médicos. Assim, sua esposa Ignácia da Silva Pimentel fez uma promessa a Nossa Senhora da Conceição e alcançou a graça. Em agradecimento, o casal construiu a capela para venerar a Santa. Com isso, aquele local passou a ser um lugar de pouso, descanso e reabastecimento para os tropeiros. Como a grande maioria das cidades do Cone Leste Paulista, este pouso foi aumentando de importância, com o aparecimento de ranchos e barracas de apoio aos exploradores e viajantes. Assim, logo se formou um povoamento que ficou conhecido como Conceição do Jaguary e que tem como data de fundação o dia 15 de dezembro de 1763. Emancipação: Em 13 de fevereiro de 1765, o povoado é reconhecido e recebe o nome de distrito de Paz e Freguesia de Concei- ção do Jaguary. Quatro dias depois, Conceição do Jaguary recebe seu primeiro Vigário e é elevada à condição de Capela Curada (Paróquia). Em 17 de outubro de 1797, desliga-se de Atibaia e recebe o nome de Vila Nova Bragança, nome esse ligado à tradição portuguesa, cuja dinastia durante séculos governou Portugal e o Brasil. Em 20 de abril de 1856, passa a denominar-se simplesmente Bragança. Três anos depois, são anexados a ela mais quatro municípios: Pedra Bela, Pinhalzinho, Vargem e Tuiuti. Em 30 de novembro de 1944, para diferenciar-se da cidade do Estado do pará, que tinha o mesmo nome, passou a chamar-se Bragança Paulista. Em virtude de seu excelente clima, em 28 de outubro de 1964, foi elevada à condição de Estância Climática. Em 24 de fevereiro de 1964, perde parte de seu território com o desmembramento dos distritos de Vargem, Pinhalzinho e Pedra Bela. Em 17 de abril de 1970, Vargem é reintegrado ao território Bragantino. No entanto, em 30 de dezembro de 1991, Vargem e Tuiuti separam-se definitivamente de Bragança Paulista. CONTINUA

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CONTINUAÇÃO Sede de Região: Localizada no coração da região mais desen- volvida do país, Bragança Paulista rapidamente firmou-se como um centro industrial dos mais promissores e, em 29 de novembro de 1984, Bragança Paulista foi reconhecida como Sede da região do Governo do Estado de São Paulo, composta por 13 cidades vizinhas que formam hoje a Região Bragantina. Origem do nome: Diz a história, que o nome pode estar atribuí- do a um português, com o nome de Bragança, que era dono de um rancho para tropeiros, com pastos de aluguel, no bairro do Canivete, em fins do século XVIII. Mas, nenhum documento revela ter existido esse tal português. Oficialmente data de 28 de Novembro de 1797 o edital da criação da “Vila Nova Bragança”. O nome foi provávelmente escolhido em homenagem à Casa Bragança, dinastia reinante em Portugal desde 1640. A denominação NOVA Bragança, evoca a Velha Bragança, situada em Portugal, próxima do pequeno rio Fervença, a 12 quilômetros da fronteira de Portugal com a Espanha. Bragança Portuguesa: A Bragança Portuguesa crescera junto das ruínas da antiga Brigantia, em Portugal. No tem- po da ocupação romana de Portugal já era uma povoação de grande importância. Durante as contínuas guerras dos cristãos e árabes pela ocupação da Península Ibérica, ela foi tomada e saqueada muitas vezes. Por isso, o nome Bragança era caro á alma portuguesa, como símbolo de tradição e bravura. Aqui no Brasil, depois da criação de Nova Bragança (em são Paulo) no ano de 1797, D. Pedro eleva também a cidade à então Vila de Fortaleza, em 1823 (Hoje atual capital do Estado do Ceará), dando-lhe o nome de Cidade Fortaleza de Nova Bragança, hoje somente Fortaleza. Ainda outra cidade de mesmo nome surgiria na então província do Pará. Somente em 1944, esta cidade da Região Bragantina, passa a se chamar Bragança Paulista, afim de se diferenciar daquela cidade paraense. Nos dias de hoje o nome “Bragança” ainda pode ser encontrado como designação dos seguintes lugares: 1 - Bragança: Rio do estado do Espírito Santo, afluente da margem direita do Rio Santa Maria; 2 - Bragança: Baixio situado no Oceano Atlântico a 60 milhas da Baia Guajará, no estado do Pará. 3 - Bragança: Ilha do estado do Pará, entre o Oceano Atlântico e a foz do Rio Amazonas, no Município de Macapá. 4 - Bragança: Cidade do estado do Pará, situada na margem esquerda do Rio Caeté. Brasão e Armas: Instituído em 25 de agosto de 1956, o Brasão de Armas de Bragança Paulista, de formato portu- guês, redondo, cortado e tripartido é encimado pela coroa mural privativa da municipalidade, também chama de Torre Municipalista. A Região: A região em que se situa Bragança Paulista é parte integrante da chamada região cristalina do Norte do Estado de São Paulo, fronteira com o Estado de Minas Gerais. O clima dominante é subtropical. A hidrografia é dominada pelos rios Jaguary e Atibaia, parte da grande Bacia do Paraná. A vegetação formada em parte por formações arbóreas secundárias. O relevo de Bragança Paulista pode ser esquematizado da seguinte forma: a) bossas cristálias, denominadas popularmente por serras ou picos, com altitudes entre 1.200 e 1.330 metros, suportando pastagens, pecuária extensiva e cafezais decadentes, embora a predominância caiba aos pastos; b) áreas amorreadas, em média a 900 metros de altitude, com café, cultura de substância (milho) e culturas co- merciais (tomate, batata inglesa); c) várzeas quartanárias, planásseis de nível base, com altitudes inferiores a 900 metros, mas superiores a 750 metros, ocupadas com a rizicultura e horticultura. O município é em geral montanhoso. Entre as Serras principais, confrontam-se a Leste (lado de Minas Gerais) a Serra do Lopo, o Morro dos Sousas e o Morro do Guaripocaba; ao sul, o Morro da Botina; ao norte e nordeste, as Serras do Pântano, de Araras e Anhumas. Lendas Bragantinas: ÁGUAS DA BIQUINHA - A água da biquinha constitui-se num dos mais preciosos patrimônios da cidade. Já era antiga, por certo, quando aqui chegaram os construtores desta Nação. Tornou-se lenda. Dizem que quem bebe, não vai mais embora. Essas fontes, há mais de séculos acompanharam a vida da cidade. Infelizmente algumas foram extintas na década de 80, no século passado. Uma delas se situava na parte baixa da Rua da Liberdade, na Vila Primavera (talvez a mais famosa); duas no final da Rua José Domingues, perto do posto de gasolina; uma outra no final da Av. Pires Pimentel, defronte ao Largo do Taboão; outra à beira da Variante do Taboão, também defronte ao Lago; e outra no começo da Av. Eusébio Savalo. Essas foram as mais famosas e conhecidas, as quais muitas vezes socorriam a população, na eventual falta de água encanada. SETE COLINAS: - Assim como Roma (Itália), Bragança Paulista situa-se entre sete colinas, sombreando os vales e valorizando a expressão “Cidade Poesia”. Em cada colina, uma paróquia: Santa Libânia, Santa Terezinha, Santa Luzia e São José; a Catedral e Rosário, no centro (a quinta colina); a paróquia da Vila Aparecida (sexta colina) e, por fim a sétima colina, onde se situa o Cruzeiro, no Bairro de Vila Maria. CONTINUA

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