Boletim O PROFESSOR, edição 414 - Março de 2018

 

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Boletim informativo dos Sindicato dos Professores do ABC

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Boletim Informativo do Sindicato dos Professores do ABC Boletim Informwatwivwo .dsoi nSipndr oica- atobdco. so Prrgo.fbesrsores do ABC Março de 2018- nº 414 Arquivo/SINPRO ABC - 08/03/2017 Mulheres contra o retrocesso nos tempos de golpe Páginas 7 e 8 VAMOS DEFENDER O QUE É NOSSO! Israel Barbosa Assembleia: Educação Básica e Ensino Superior, dia 17/03, na sede do Sinpro ABC Páginas 4 e 5

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02 Comunicação Crise no Ensino Superior SINPRO ABC é objeto de estudo científico na USCS Para transmitir informação de qualidade aos trabalhadores contrapondo-se à comunicação hegemônica dos grandes veículos de comunicação é preciso se aprofundar no estudo e conhecer didaticamente, através de pesquisas e narrativas, a realidade profissional, econômica e social da classe trabalhadora. De acordo com a jornalista e historiadora Claudia Giannotti, coordenadora do Núcleo Piratininga de Comunicação, “é importante que os profissionais pesquisem o histórico das lutas da classe trabalhadora, e se apropriem de conhecimento de áreas essenciais para as pautas desse público como economia, direito e história tornando a comunicação sindical mais eficaz”. Nesse processo de intermediação e interlocução entre as organizações sindicais e seus associados é de suma importância que os departamentos de comunicação dos sindicatos, aproximem a linguagem sindical da realidade dos trabalhadores como afirma Giannotti: “se a comunicação é fundamental na vida de um sindicato, a linguagem é central na comunicação”. Com o advento das mídias eletrônicas, das inovações tecnológicas e o crescimento das redes sociais, no entanto, observamos que o século XXI é marcado pelo processo de transformação da informação tornando-a comunicacional, onde o receptor deixa de apenas receber informação, assumindo também o papel de emissor criando assim um vínculo comunicativo. Os sindicatos, de modo particular o SINPRO ABC, estabeleceu um canal de comunicação direto para divulgar notícias de interesse público e primordialmente de interesse do públi- co (categoria), tornando o segmento prioritário na veiculação de informação relevante na formação do profissional. Nesse contexto, a análise das informações provenientes de pesquisas tem de ser adequada e proporcional à exploração dos dados em toda sua riqueza e possibilidades para que, através das respostas coletadas, possa a Instituição Sindical ampliar a comunicação por meio das redes sociais dos filiados como agente multiplicador da informação e formador de opinião no estabelecimento da interação entre emissor e receptor, concluindo assim o processo comunicacional. Mediante ao cenário em que vivemos, as mídias sociais desempenham atualmente papel de extrema importância na comunicação social. O estudo sobre a Avaliação do Processo de Inovação na Comunicação de interesse público entre o Sindicato dos Professores do ABC e seus Associados será apresentado agora em março para qualificação, sob a supervisão do professor doutor Arquimedes Pessoni. O autor do projeto, jornalista Sérgio Corrêa, tem até dezembro deste ano para realizar o trabalho e defender sua dissertação de mestrado, tendo o Sinpro ABC como objeto de estudo. Sinpro ABC cobra providências do prefeito Paulo Serra para a FSA Divulgação Da esquerda para a direita: professor da Fundação Santo André José Carlos Oliveira Costa, presidente do SINPRO ABC José Jorge Maggio, prefeito de Santo André Paulinho Serra e professor da Fundação Santo André Marcelo Buzetto A direção do Sindicato dos professores do ABC havia pedido ao prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), que indicasse o quanto antes, o nome do novo reitor da Fundação Santo André, para que o mesmo pudesse realizar uma transição tranquila ao assumir o novo posto. Paulo Serra assumiu o compromisso com a direção do Sinpro ABC, numa reunião realizada no dia 28/02, para resolver questões trabalhistas que a Fundação tem com os docentes da Instituição, como, atraso nos pagamentos de salários, férias, décimo terceiro e multas pelo descumprimento da CLT. já no dia 05/03, o prefeito Serra nomeou o professor Francisco José Santos Milreu como novo reitor da Fundação Santo André. O docente foi o primeiro colocado na eleição interna realizada na FSA, em novembro do ano passado. Milreu obteve 44,65% dos votos válidos no conselho universitário da Fundação Santo André, seguido de Andrea Dias Quintao (39,68%) e Edvaldo Luis Rossini (15,67%), que solicitou, em janeiro, a retirada do seu nome da disputa. AUDIÊNCIA PÚBLICA da Fundação Santo André O PROFESSOR Boletim Informativo publicado pelo Departamento de Comunicação do Sindicato dos Professores do ABC, filiado à CUT, FEPESP e CONTEE ı ISSN: 1679-8474 Diretoria: José Jorge Maggio, Edilene Arjoni Moda, Rafael Pereira Fieri, Aloísio Alves da Silva, Mariana de Melo Rocha, Paulo Roberto Yamaçake, Marcelo Buzetto, Alex Silva Nogueira, Alexandre Cevalhos Linares, Carlos Ayrton Sodré, Celia Regina Ferrari, Cristiane Gandolfi, Denise Filomena Lopes Marques, Edélcio Plenas Gomes, Elias José Balbino da Silva, Gladston Alberto Minoto da Silva, Helio Sales Rios, Jorge Gonçalves de Oliveira Junior, José Carlos Oliveira Costa, José Oliveira dos Santos, Marcelo Buzetto, Maria Aparecida de Donato, Nelson Valverde Dias, Thiago Figueira Boim. Diretor de Comunicação: Nelson Bertarello ı Jornalista responsável: Sérgio Corrêa - mtb 19065 Diagramação: Israel Barbosa ı Tiragem: 4000 exemplares Data de fechamento: 07/03/2018 ı Site: www.sinpro-abc.org.br/ ı facebook.com/sinproabc/ E-mail: imprensa@sinpro-abc.org.br ı Endereço: Rua Pirituba, 65 - B. Casa Branca - Santo André - SP CEP: 09015-540 ı Telefone: (11) 4994-0700 Os artigos assinados são de responsabilidade do autor, não expressando, necessariamente, a opinião do SINPRO ABC. Sugestões e opiniões mande e-mail: imprensa@sinpro-abc.org.br Dia 22 de março, às19h Na Câmara Municipal de Santo André, Praça IV Centenário, centro

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03 Crise no Ensino Superior Fundação Santo André e Universidade Metodista unidas pela falta de compromisso com os docentes Dois grandes impasses estão preocupando as relações trabalhistas no Ensino Superior aqui no ABC: Fundação Santo André e Universidade Metodista. Em ambos os casos, as instituições atrasaram o pagamento de salários, férias, décimo terceiro e não depósito do Fundo de Garantia, além de multas determinadas pela justiça do trabalho em favor dos docentes, que não foram efetuadas, cabendo ainda recurso por parte das Universidades. De acordo com o presidente do Sinpro ABC, José Jorge Maggio, o sindicato tem feito tudo o que está ao seu alcance em negociar com as Instituições, para que os valores que os docentes têm a receber, sejam pagos. “Nos montamos duas comissões específicas com diretores do Sinpro e professores de cada universidade – FSA e Metodista - para negociar cada caso. Apesar de serem questões recorrentes nas duas instituições, estamos conquistando frutos em cada uma delas, para que o problema seja resolvido”, disse Maggio. Segundo ele, no caso da Metodista, por exemplo, os salários que estavam sendo pagos em atraso, foram regularizados. “A direção da Metodista efetuou os pagamentos de janeiro e fevereiro. No entanto, nossa luta continua com relação aos professores e professoras demitidos pela Instituição. A proposta da Metodista é fazer o pagamento das indenizações recisórias em até 20 parcelas. Isso é inaceitável, pois os trabalhadores, além de estarem desempregados, vão receber aquilo que lhes é de direito a perder de vista? “ ques- tiona o presidente do Sinpro ABC. Já na Fundação Santo André o acerto de contas está bem mais difícil. Com os salários sendo pagos com meses de atraso e o não pagamento de férias, décimo terceiro e multas, os docentes ainda estão vivendo um clima de incertezas quanto ao futuro deles e da Instituição. De acordo com Marcelo Buzetto, diretor do Sinpro ABC e docente da FSA, a situação é antiga e envolve, principalmente má gestão da reitoria, além da falta de compromisso e investimentos da prefeitura de Santo André na Fundação. “São vários os fatores da atual crise: abandono do projeto de transformação da FSA em universidade pública e gratuita, abandono do projeto político-pedagógico, abandono da FSA pelos prefeitos e vereadores de Santo André e problemas internos de má gestão das reitorias”, afirma Buzetto. Segundo ele, o Sinpro ABC em conjunto com uma comissão de professores e professoras da FSA tem mobilizado a sociedade civil para que a crise na Fundação Santo André seja resolvida. Ele elenca algumas propostas para a construção de um acordo eficiente.“Nós precisamos que o novo Israel Barbosa Israel Barbosa José Jorge Maggio discursa na Câmara de Santo André sobre a FSA reitor esteja comprometido em resolver os problemas financeiros da FSA; que seja interrompida qualquer tentativa de intervenção; que a PMSA e a Curadoria exijam do novo reitor a formação de um governo de unidade; que a prefeitura e a nova reitoria organizem encontros com o Consórcio Intermunicipal do ABC para estudar possibilidades de parcerias com a FSA e que a nova reitoria, a prefeitura de Santo André, e a Câmara Municipal mantenham um diálogo permanente com o Sinpro ABC e as entidades estudantis para acompanhar a situação na FSA, entre outras medidas”, afirma Marcelo Buzetto. Vicentinho denuncia atual situação da FSA acadêmica da Fundação Santo André. No dia anterior, Vicentinho havia recebido em seu gabinete, uma comissão formada pela reitora da FSA, Leila Modanez, pelo pró-reitor, Maurício Magro, pelo presidente do Sinpro ABC, José Jorge Maggio e pelos diretores do sindicato, Marcelo Buzetto e José Carlos de Oliveira Costa. De acordo com Vicente Paulo da Silva, o problema financeiro vivido pela Fundação Santo André é recorrente em muitas universidades no País e precisa ser debatido no Congresso. O deputado alerta ainda que o governo federal deve ser responsabilizado e cobrado pela falta de investimentos na educação. Confira o discurso completo do Vicentinho: https://www. facebook.com/SINPROABC/videos/1739293449462371/ O deputado federal Vicente Paulo da Silva (PT/SP) discursou no dia 27/02 no plenário da Câmara Federal em Brasília, sobre a atual situação vivida pelos docentes e comunidade Audiência pública sobre Fundação Santo André: 22/03 Sinpro ABC mobiliza Câmara em defesa dos docentes da Fundação Santo André O Sindicato dos Professores do ABC organizou no dia 22 de fevereiro, uma mobilização na Câmara Municipal de Santo André. O presidente do Sinpro, José Jorge Maggio, e o diretor Marcelo Buzetto denunciaram na tribuna livre da casa, os atrasos constantes de salários dos professores e funcionários, e o silêncio do prefeito Paulinho Serra, na época, em relação a indicação do novo reitor da Instituição. O resultado dessa ação do sindicato foi a proposta, pela bancada do Partido dos Trabalhadores, de uma Audiência Pública sobre a FSA, com presença da reitoria, Sinpro ABC, e sociedade civil no dia 22/03, às 19h00, na Câmara Municipal de Santo André. Entre os dias 26/02 e 02/03 a direção do sindicato realizou diversas reuniões com vereadores de Santo André, deputados estaduais e federais e a reitoria da FSA. Essas atividades fazem parte do processo permanente de mobilização organizado pelo Sinpro ABC em defesa dos direitos dos professores e professoras da Fundação Santo André. O presidente do Sinpro ABC, josé Jorge Maggio, dá um alerta aos docentes da FSA. “Profes- sores e professoras, cuidado com informações equivocadas, que visam dividir a nossa categoria e a nossa luta. O Sinpro ABC não concorda com redução de salários e de direitos como forma de solucionar os graves problemas da FSA. Defendemos outros caminhos. Estamos à disposição para construir soluções e exigimos que nenhuma medida precipitada e autoritária seja tomada pela reitoria ou pela prefeitura. Estamos em estado de alerta e vigilantes na defesa dos nossos direitos”, conclui Maggio.

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04 Campanha Salarial 2018 VAMOS DEFENDER O QUE É NOSSO! O que podemos esperar nos caminhos da Campanha Salarial? Israel Barbosa Professores do SESI/SENAI em assembleia dia 28/02 sobre a campanha salarial Diante de um cenário desfavorável para a classe trabalhadora, com o desem- che de propostas destrutivas, tentando consolidar o que almejam há anos. Os representantes das instituições de prego em alta (IBGE: 12 mi – 11/2017) ensino querem preservar sua lucrati- e a aplicação da reforma trabalhista, vidade, economizar à custa das pro- aprovada em novembro do ano pas- fessoras e professores, e fincar uma sado, os professores e professoras es- estaca para nos dividir com os piores tão numa batalha difícil para negociar aspectos da ‘reforma’ trabalhista. salários e manter direitos conquista- De acordo com Celso Napolitano, dos há quase 20 anos na Convenção presidente da Federação dos Professo- Coletiva. Na campanha salarial 2018, res do Estado de São Paulo (Fepesp), à os patrões vieram com uma avalan- qual o Sinpro ABC é filiado, os patrões Ensino Superior querem não somente retirar direitos, mas enfraquecer os trabalhadores como categoria profissional, atingindo diretamente o sindicato. “Esse é o plano maior: a tentativa de estrangular os sindicatos, jogando o professor e a professora a negociar diretamente com o preposto do dono da escola. Dessa forma, o trabalhador se sente pressionado e enfraquece no seu poder de negociação, garantido na representatividade sindical pela unidade”, afirma Napoli- tano. Segundo ele, agora, mais do que nunca, é hora de manter a unidade. “ É preciso pensar no futuro. Nossa única opção é a de resistir, com unidade. É hora de discutir seriamente o fortalecimento do sindicato e da sustentação financeira da instituição, para evitar que o patronato faça o que quiser, como na tentativa de querer acabar com os planos de saúde, PLR, bolsa de estudos, vale alimentação e tantas outras conquistas garantidas há anos. Sindicato patronal quer acabar com o plano de saúde dos docentes da Educação Superior Na Campanha Salarial do ano passado conquistamos um acordo de dois anos em nossas cláusulas sociais. Portanto, até 2019, vale o que foi negociado - são direitos que não podem ser tocados, mesmo com a ‘reforma’ trabalhista. Mas isso não é tudo. As instituições de ensino superior testam os limites da ‘reforma’ pelo seu lado mais perverso, procurando fechar acordos individuais, promovendo terror com reformulações disciplinares, insistindo em demissões questionadas na justiça. É preciso pensar no seu futuro. Agora mais do que nunca. Nossa única opção é a de resistir, com unidade. A cláusula do plano de saúde dos docentes da Educação Superior, por exemplo, é o principal item em pauta nas rodadas de negociação com o sindicato patronal, o Semesp. Começaram com uma proposta inaceitável: a de encerrar unilateralmente a assistência médica prevista e assegurada na Convenção Coletiva de Trabalho, rejeitada de cara pela comissão de negociação liderada pela Fepesp. Com a rejeição, o patronal foi obrigado a um compromisso: a cláusula do Plano de Saúde será estendida até o dia 30 de março - um mês além de nossa data base, 01/03. Até lá, uma comissão especial, com representan- tes de cada lado, irá analisar não só as contas dos planos, mas as condições regulatórias. Comissão de Negociação da Fepesp: Celso Napolitano, Luiz Antonio Barbagli, Walter Alves, Conceição Fornasari, José Jorge Maggio e Antonio Dias de Novaes. DIA 17/03 - 10h30 - ASSEMBLEIA DOS PROFESSORES E PROFESSORAS DO ENSINO SUPERIOR. Local: Sinpro ABC - Rua Pirituba, 65 - Bairro Casa Branca - Santo André

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05 SESI e SENAI Professores do SESI/SENAI aprovam proposta Os professores e professoras do SESI/SENAI aprovaram no dia 28 de fevereiro a proposta negociada pelos sindicatos junto aos representantes patronais que garante o acordo salarial da categoria em 2018. Reajuste Salarial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) 2,04% (expectativa para fevereiro); aplicação do mesmo índice nos vales refeição e alimentação e manutenção de todas as cláusulas sociais até fevereiro de 2019. Assembleias simultâneas foram realizadas em todo o estado com a articulação dos sindicatos que integram a base da Federação dos Professores do Estado de São Paulo, entre eles, o Sinpro ABC. Assembleia no ABC Aqui na base do Sindicato dos Professores do ABC, foram realizadas duas assembleias no dia 28/02 – 9h e 14h, no auditório da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Fundação Santo André e contou com a participação de cerca de 180 professores e professoras. Diante do desmonte trabalhista que está em vigor, com a aprovação da reforma em novembro do ano passado, o debate foi marcado pelo questionamento e resistência dos trabalhadores. Apesar do acordo, assinado em 2017, válido por dois anos, as cláusulas financeiras precisavam ser aprovadas, para que o reajuste seja aplicado em março. De acordo com o presidente do Sinpro ABC, José Jorge Maggio, o Educação Básica: acordo foi interessante para a categoria, já que todas as cláusulas sociais foram garantidas, sendo respeitado o acordo coletivo assinado no ano passado, além da aplicação do INPC para repor as perdas salariais. “A participação dos professores e professoras foi muito importante, pois com a reforma trabalhista temos que nos manter Israel Barbosa cada vez mais unidos, para fortalecer a categoria. No acordo aprovado pela assembleia garantimos que a convenção coletiva continue sendo respeitada. Dessa forma nossa luta tem que ser sempre coletiva e nunca solitária, como propõe o desmonte trabalhista”, afirmou Maggio Patrões querem dizimar cláusulas do Acordo Coletivo A Campanha Salarial na Educação Básica segue até 28 de março. Todas as cláusulas das convenções coletivas de trabalho dos professores serão prorrogadas neste prazo. No entanto, o sindicato patronal, apresentou em uma das rodadas de negociação, uma dura ‘pauta’ de reivindicações, que propõe um verdadeiro corte de direitos assegurados pela Convenção. Só para você ter uma ideia do que vem por aí, o patronato propõe: Banco de horas e compensação de feriados. Parcelamento das férias. Retirada da garantia semestral de salários. Diminuição do recesso para 20 dias. Acabar com a PLR (Participação nos Lucros e Resultados). Retirada do pedido de demissão no final do ano letivo. Retirada das janelas Cesta Básica. Reduzir para uma vaga a bolsa de estudos. Estas são algumas das propostas apresentadas nas reuniões de negociação. De acordo com o presidente do Sindicato dos professores do ABC, José Jorge Maggio,“os patrões esquecem que as convenções coletivas, ao longo de vinte anos, foram negociadas e aprimoradas justamente para garantir as relações de trabalho nas escolas. São direitos garantidos para professores que se sobrepõem às leis da reforma”, afirma. Segundo ele, “os patrões querem aplicar a reforma trabalhista na nossa Convenção Coletiva para enfraquecer o professor e o sindicato. Defender nossa convenção quer dizer, também, defender nossa união no Sindicato. Nossa força como categoria”, afirma Maggio. Comissão de Negociação da Fepesp: Celso Napolitano, Luiz Antonio Barbagli, Walter Alves, Fabio Luís Pereira e Juan Ramos. DIA 17/03 - 9h - ASSEMBLEIA DOS PROFESSORES E PROFESSORAS DA EDUCAÇÃO BÁSICA. Local: Sinpro ABC - Rua Pirituba, 65 Bairro Casa Branca - Santo André - Reprodução: FEPESP Filie-se! Sindicato forte é direito garantido!

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06 Sustentação financeira Professores do ABC e interior aprovam contribuição sindical A assembleia realizada no sábado (03/03), no auditório da Câmara dos Vereadores de São Bernardo do Campo, aprovou o desconto voluntário de um dia de trabalho em favor do sindicato como forma de resistir à reforma trabalhista. Além do Sinpro ABC, os outros sindicatos de professores da região metropolitana e do estado de São Paulo, ligados à Fepesp, também aprovaram o desconto da contribuição. De acordo com Celso Napolitano, presidente da Fepesp, “a reforma foi criada para destruir os direitos trabalhistas, desarticular as fontes de resis- tência e empurrar os trabalhadores para a contratação precária e a negociação individual, frente a frente com o patrão”. Segundo ele, “a mesma lei que permite a renúncia de direitos e cria o contrato de trabalho sem vínculo empregatício também tenta enfraquecer os sindicatos, intervindo diretamente na sustentação financeira das entidades. Isso tem que ser denunciado e combatido”, afirma Napolitano. O enfrentamento passa pela defesa dos direitos coletivos, da Convenção de Trabalho e do Sindicato. Entretanto, esta é uma decisão que deve ser tomada coletivamente pela categoria, por meio de um debate democrático e transparente, em assembleia pública e soberana. Retorno maior que o investimento De acordo com um levantamento realizado pelo departamento jurídico do Sindicato dos Professores do ABC (Sinpro), a entidade conquistou para a categoria, pagamentos de R$ 1,223 milhão no ano de 2017. Esses valores foram devolvidos aos professores e professoras, por conta de processos trabalhistas ganhos na justiça, graças à intervenção do Sinpro ABC, que presta um serviço de qualidade à base. De acordo com o tesoureiro do sindicato, Aloísio Alves da Silva, o retorno que o docente recebe é bem superior ao que ele investe. “Aqui os associados pagam a mensalidade sindical e até 2016 era cobrada a contribuição assistencial, com direito a oposição. No entanto, o retorno que o professor recebe é muito maior, já que o sindicato negocia nas campanhas salariais o reajuste da categoria, além dos inúmeros benefícios conquistados pela Convenção Coletiva, por meio do Sinpro”. Silva lembra ainda que por meio do sindicato, o docente adquire força na negociação com o patrão. “O sindicato busca unidade e o que é melhor para todos. Dessa forma mobilizamos a categoria, unificamos a luta, e ampliamos os direitos dos trabalhadores. Isso sem falar na proteção jurídica que o professor e a professora têm por intermédio do sindicato”, afirma o tesoureiro do Sinpro ABC. Reforma da Previdência Ilegítimo Michel Temer não admite derrota, mas desiste de votar a “Reforma da Previdência” Apolêmica que envolve a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro não parece preocupar o ilegítimo Michel Temer. Muito pelo contrário. Segundo ele, numa entrevista concedida a uma emissora de rádio no final de fevereiro, essa foi uma “jogada de mestre, apesar da iniciativa não ter nenhuma intenção eleitoral”, já que ressaltou que não será candidato à reeleição, com apenas 1% das intenções de voto segundo pesquisa do Instituto Datafolha. Derrota da Previdência Apesar de não admitir derrota, o ilegítimo Temer ainda sonha em travar batalha para que a reforma da previdência seja votada nesse ano, mesmo depois das eleições, no apagar das luzes de seu mandato. Ele reiterou sua intenção de continuar a discutir a reforma no Congresso, suspensa por se tratar de uma emenda à Constituição, caso os objetivos da intervenção federal no Rio de Janeiro sejam alcançados antes do dia 31 de dezembro, prazo estabelecido no decreto assinado pelo emedebista. Para ele, a reforma saiu da pauta legislativa, mas não da pauta política do país. “Vamos dizer que chega setembro ou outubro e cessa a intervenção. Aí você tem espaço para votar a emenda da Previdência que saiu da pauta legislativa, mas não da pauta política do país. Não haverá candidato que não será questionado sobre a posição dele com relação à Previdência”, completou Temer. Pressão dos trabalhadores influenciou na decisão dos deputados Greves, manifestações, passeatas, atos gigantescos marcaram as mobilizações no dia 19/02 em todo o País, contra a “Reforma da Previdência”. Resultado da pressão das ruas, a proposta acabou sendo retirada da pauta pelo presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira. As centrais sindicais e movimentos sociais mobilizaram milhares de trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias, como professores, petroleiros, metalúrgicos, bancários, químicos e servidores públicos. Foi uma forte demonstração de união e garra, contra a nefasta Reforma da Previdência, que mantém privilégios de alguns e prejudica a maioria da população brasileira, que não conseguiria se aposentar se a medida fosse aprovada, como queria Temer. A proposta do governo ilegítimo aumentaria o tempo de contribuição previdenciária de homens e mulheres e poderia até diminuir o valor do benefício, entre outras medidas prejudiciais, sendo os banqueiros os maiores beneficiados, já que aumentariam seus lucros com a venda de planos privados de previdência para os trabalhadores. Atos no ABC O Sindicato dos professores do ABC, juntamente com o sindicato dos bancários da região realizaram manifestações e passeatas no comercio das cidades de Santo André e São Bernardo do Campo. Já os metalúrgicos nem saíram de casa. Os ônibus chegaram vazios nas portas das fábricas. As paralisações atingiram as montadoras Mercedes-Benz, Scania Volkswagen, Ford e Israel Barbosa Toyota, entre outras empresas como a Otis, Grundfos Brasil, Proxyon, ZF e Magna Cosma International. Os motoristas de Santo André e São Bernardo do Campo realizaram grandes manifestações e paralisações. Em Santo André, os dois lados da avenida dos Estados, próximo ao centro foram interditados, causando imensos congestionamentos para manifestar o descontentamento dos trabalhadores com a intenção do governo em aprovar a reforma da previdência. Já em São Bernardo do Campo a interdição aconteceu no quilômetro 18 da rodovia Anchieta, tanto em direção à capital, quanto em direção ao litoral. O trabalhador deu o seu recado: o Brasil não quer a reforma da Previdência!

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07 8 de Março Mulheres contra os retrocessos nos tempos de golpe Desde que assumiu o poder após o golpe contra a presidenta eleita Dilma Rousseff, o governo ilegítimo de Michel Temer (MDB-SP), tem promovido um ataque sistemático aos direitos sociais e trabalhistas, atingindo principalmente as mulheres. Por isso, em março, a luta e a resistência contra o retrocesso serão intensificadas pela CUT e movimentos sociais e feministas. A socióloga e formadora da Escola Sindical São Paulo, Juliana Furno, afirma que as reformas propostas por Temer, como a Trabalhista e Previdenciária; e o congelamento dos gastos públicos por 20 anos, recolocam a mulher em uma condição de desigualdade acentuada, que vinha sendo combatida durante os últimos anos. A limitação dos gastos públicos por 20 anos impacta toda a sociedade, mas são os mais pobres, especialmente as mulheres, que efetivamente sentem os efeitos em suas vidas. A socióloga explica que o Estado é o principal empregador das mulheres, já que 30% dos cargos públicos são ocupados por elas. À medida em que o Estado diminui de tamanho, provavelmente as mulheres perdem empregos no setor. Por outro lado, a limitação dos gastos diminui também a oferta do serviço público e são as mulheres mais pobres e as que perderam seus empregos que mais utilizam serviços como saúde, educação e creches. Já a reforma da Previdência, que por pressão do movimento sindical foi suspensa no dia 19 de fevereiro, aumentaria a desigualdade entre os gêneros. A proposta desconsidera as diferentes realidades entre homens e mulheres. Juliana Furno lembra que é “a mulher quem geralmente cuida da casa, dos filhos, da economia doméstica e, por isso, exerce dupla, às vezes tripla jornada de trabalho”. Por esse conceito, a Previdência Social ainda se mantém como “única política que contempla as mulheres em questão de combate à desigualdade”. “Ao equiparar a idade de aposentadoria de homens e mulheres, o texto ignora a realidade das mulheres”, diz Juliana. Ela explica que “na vida profissional, elas têm uma trajetória que não é regular, acabam tendo que parar para cuidar dos filhos, dos idosos, então a exigência mínima de 25 anos de contribuição é quase impossível para as mulheres”. Segundo Juliana, se a reforma proposta já estivesse em vigor, somente 56% das mulheres que se apo- sentaram em 2016, conseguiriam se aposentar. Já reforma Trabalhista (Lei 13.467/2017) permite novas e perversas formas de contratação como o trabalho intermitente (por hora ou apenas em alguns dias da semana), o parcial, o temporário e o trabalho terceirizado. De acordo com a socióloga, o retrocesso será sentido principalmente em setores onde há horários de pico, como o de comércio e serviços, que justamente emprega mais mulheres do que homens. “A possibilidade de não haver horário fixo, extensão de jornada de trabalho desorganiza a vida do trabalhador em geral, mas principalmente delas, que ainda têm que cuidar dos afazeres da casa. Vai dificultar para que a mulher conquiste ou mantenha sua autonomia”, diz Juliana Furno. Salários mais baixos Até o final da década de 1990, a única forma que mulheres mais pobres, as negras principalmente, tinham para ingressar na vida profissional era como empregadas domésticas. Naquele período, do total de mulheres no mercado de trabalho, 20% desempenhavam essa atividade. Do início dos anos 2000 até 2016, elas deixaram de ser maioria no trabalho doméstico. A socióloga Juliana Furno lembra que o crescimento econômico e a criação de políticas públicas como a valorização do salário mínimo durante os governos de Lula e Dilma, fez com que o mercado de trabalho absorvesse a mão-de-obra feminina. Com a criação de mais postos de trabalho e a inserção da mulher, a desigualdade de gênero caiu. Apesar disso, as mulheres continuam ocupando a menor fatia do mercado de trabalho, ainda que formem a maioria da população brasileira e em idade para trabalhar, elas têm salários médios inferiores aos dos homens. Segundo os dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilios) do IBGE, no quarto trimestre de 2017, o salário médio das mulheres brancas era de R$ 2.209,00, enquanto o dos homens brancos era de R$ 3.090,00. Já a média salarial das mulheres negras, no mesmo período, era de R$ 1.332,00, enquanto dos homens negros era de R$ 1.690,00. Na comparação, o salário das mulheres corresponde a 75% dos salários dos homens. Por Andre Accarini - CUT Nacional Professoras em destaque O Sinpro ABC homenageia a professora Helley de Abreu Silva Batista, que morreu em outubro do ano passado, quando tentava salvar crianças do incêndio de uma creche em Janaúba, interior de Minas Gerais. “Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências” ( William Shakespeare) O hábito da leitura pode melhorar a capacidade de aprendizagem e transformar a vida dos adolescentes. Esse é o princípio que norteia o trabalho da professora Thaís Faria, idealizadora do programa Vô Di – Leitores de Luz, realizado em Santo André e em Ribeirão Pires. O programa “Leitores de Luz” estimula crianças e jovens estudantes a lerem textos e declamarem poesias a idosos, pessoas hospitalizadas e crianças em orfanatos. “Leitura é a chave para se ter um universo de ideias e uma tempestade de palavras” (Pedro Bom) Símbolo de persistência e superação, a professora aposentada Yolanda Ascêncio (82), lecionou em São Caetano 30 anos. Desde a infância, conviveu com a deficiência visual, por causa de um glaucoma. Formada em Letras Anglo-Germânicas, Pedagogia, Direito e Administração e Supervisão Escolar. Autora de 18 livros. “Tive muito apoio da minha família, dos meus amigos e uma grande força de vontade. Sempre quis muito ser uma boa professora” ( Yolanda Ascêncio) Considerada uma das precursoras do feminismo no Brasil, Leolinda Daltro foi uma professora que lutou pela causa indígena e pela autonomia das mulheres no Século XIX. Ela é um dos nomes mais importantes do movimento sufragista no país e foi a principal fundadora do Partido Republicano Feminino, em 1910. “Senti então em mim despertar o espírito de revolta; compreendi ser necessário uma campanha persistente e tenaz, no sentido de destruir o terrível preconceito” (Leolinda Daltro)

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08 8 de Março Apesar de terem maior escolaridade, mulheres são as mais afetadas pela crise As reivindicações e lutas das mulheres por direitos civis, políticos e sociais ocorrem há décadas no Brasil e no mundo. Apesar de vários avanços, as ações do movimento feminista são decisivas para a conquista de melhores condi- Fotos: arquivo SINPRO ABC - 08/03/2017 ções e igualdade de gênero. De acordo com pesqui- sa mais recente do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada em 2014, a escolaridade das mulheres aumentou em relação à dos homens. O estudo foi baseado no Censo Demográfico, por meio da comparação entre os anos 2000 a 2010. A escolaridade é tida como fator que eleva a produtividade de uma economia como um todo, além de gerar outros efeitos, como a melhora de salário. As Estatísticas evidenciam que, no ensino médio, houve aumento da frequência escolar feminina de 9,8% em relação à masculina no mesmo período. A taxa feminina foi de 52,2%, para uma taxa masculina de 42,4%. A pesquisa revelou ainda um con- tingente maior de mulheres entre os universitários de 18 a 24 anos no nível superior, em 2010. Elas representavam 57,1% do total de estudantes na faixa etária. Consequentemente, o nível educacional das mulheres é maior do que o dos homens na faixa etária dos 25 anos ou mais. No entanto, quando se fala de mercado de trabalho, a situação muda de figura, já que o desemprego continua maior entre as mulheres. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), divulgados em 23/02/18, elas ocupam a menor fatia do mercado de trabalho brasileiro, apesar de formarem a maioria da população em idade ativa. Segundo a pesquisa, faltou trabalho para cerca de 26,4 milhões de brasileiros em 2017. No 4º trimestre do ano passado, o percentual de mulheres em idade de trabalhar era de 52,4% em todo o país, mas apenas 45,4% estavam entre a população ocupada e 50,7% entre a desocupada. Para Junéia Batista, secretaria da Mulher Trabalhadora da CUT, esses dados são apenas um dos reflexos da crise econômica instalada no país depois que o ilegítimo Michel Temer e políticos corruptos assumiram o controle do País. “Eles têm destruído todas as políticas implementadas pelo governo anterior, entre elas, investimentos pesados para geração de emprego que incluíram milhões de pessoas, em especial as mulheres e os jovens”, afirma Junéia. Segundo ela, “as políticas de Temer, melhor dizendo, a falta de políticas dos golpistas, aumentaram o desemprego em todos os setores e, com isso, cresceu também o processo de exclusão das mulheres que, em sua maioria, já se encontram em ocupações mais precárias, informais, sem direitos e sem condições de trabalho”, afirma a secretária da mulher da CUT. Jornada defenderá democracia e direitos das mulheres A jornada das mulheres, construída pela Secretaria da Mulher Trabalhadora da CUT São Paulo, em parceria com a CUT Nacional e movimentos de mulheres, deverá percorrer diversas cidades do estado de São Paulo até o dia 1° de maio. Durante esse período, serão realizados seminários, rodas de conversa e formações sobre os direitos das mulheres, democracia e consequências do golpe no Brasil que levou ao poder o ilegítimo Michel Temer e aliados. O lançamento da jornada das mulheres ocorreu no final de fevereiro na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Sinpro ABC antecipou comemoração com homenagem às mulheres na Agenda 2018 Desde junho de 2017, o departamento de imprensa do Sindicato dos Professores do ABC referendou a comemoração às mulheres definindo-as como tema da Agenda 2018. Pautado pela igualdade de gênero, o Sinpro homenageou as guerreiras que exerceram e exercem papel determinante na história e na liderança de movimentos, influenciando a mudança no comportamento econômico, político, social e moral. O contexto histórico da caminhada feminista revela três grandes momentos. O primeiro, motivado pelas reivindicações democráticas como o direito ao voto, divórcio, educação e trabalho; o segundo pela liberação sexual; e o terceiro pela luta contra a violência. O texto inicial da psicóloga, escritora e pesquisadora em sexualidade humana, Rachel Moreno, sob o título: “seguiremos juntas, até que todas sejamos livres”, traz narrativas, retrospectivas, avaliações e indicativos para futuras lutas e conquistas. São personagens reais, brasileiras e estrangeiras, que se destacam em diversas áreas do conhecimento, sendo, a cada mês uma homenageada com representatividade no coletivo, sustentada pelas diferentes situações de exclusão social, tornando assim, a luta das mulheres ampliada e diversificada na conquista dos direitos sociais de uma minoria menos representativa e desfavorecida.

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