Volume 3

 

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Região Serrana da Mantiqueira

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Região Serrana da Mantiqueira

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Este compêndio destina-se a pesquisas Escolares como base de consulta histórica e científica. Um serviço cidadão da nossa Gazeta Valeparaibana

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Edição Gráfica Publicidade Marketing Palestras Diagramação Fixação de marcas e slogans http://www.redevalecomunicacoes.com

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Criação, diagramação, artes gráficas e web designer. Editamos seu jornal, seu livro e seu CD interativo. visite nosso site Solidão, entrega, rotina, saia dessa... Encontre sua alma gema de forma segura e, em um site inteiramente dirigido para a “melhor idade”.. quer sabe pre- servar seus dados e sua identidade. EDITORAÇÃO: João Filipe Frade de Sousa DIAGRAMAÇÃO: Rede Vale Comunicações PUBLICAÇÃO: “Gazeta Valeparaibana” NUMERO DE EXEMPLARES: 3.000 (três mil) Mensagens via telefone para todas as ocasiões, festas, aniversários batizados, formaturas, convites, declarações de amor. Quer surpreender ? - Visite nosso site. EMPRESAS: Conheça nosso CD de interação entre clientes e Funcionários. Trabalhamos também com videomensagens personalizadas. Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução. Direitos Autorais redevalecomunicacoes@gmail.com Dados bibliográficos, fontes e imagens no final dos artigos ou no final da obra como complementação IMPORTANTE: Autorizada a compilação em todo ou em parte para trabalhos escolares, sendo que deverão ser indicadas suas fontes ou seja, nome do autor, site de origem e nome do compêndio.

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Páginas Assuntos 6 Introdução 7 Serra da Mantiqueira 10 Gonçalves (MG) 14 Lavrinhas 17 Redenção da Serra 21 Santo António do Pinhal 23 São bento do Sapucaí 27 Campos do Jordão 31 Rio Sapucaí 33 A Serra e as Orquídeas 34 Flora Regional 36 Turismo ecológico e de aventura 40 Música e cultura na Serra da Mantiqueira 41 A história do “Festival de Inverno de Campos do Jordão” 42 Contra Capa “Mais um dia...”

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A Região Serrana da Mantiqueira, que por si só já é um grande presente da natureza para o homem, nos apresenta uma história, culturas e o melhor clima do Brasil, comparado aos Alpes Suíços mas de forma diferenciada, com um clima muito mais ameno e por isso considerado superior. No entanto, não somente o clima a torna uma região especial. Sua história, a fundação de suas cidades, a importância no desenvolvimento inicial da colonização do Sudeste Brasileiro, sua importância econômica e social no desenvolvimento de cidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte Brasileiro, como caso de Paraty, Valença, entre outras, no Estado do Rio de Janeiro; e outras localidades e povoados por onde a Estrada Velha ou seja a primeira Estrada Real (Caminho Real), nos Estados de São Paulo e de Minas Gerais. Subindo as encostas da Mantiqueira, o Oyaguara ao desbravar os Sertões de Minas, passou por quase todas as terras que hoje formam as cidades da Região Serrana da Mantiqueira; achou ouro, adquiriu terras mas a maior riqueza, não chegou a conhecer; Campos do Jordão a Pérola da Mantiqueira, renomada, cantada e poetizada mundialmente. Além de Campos do Jordão, incluímos Gonçalves, já no Estado de Minas Gerais, por sua influência na formação da Região Serrana Paulista; também as cidades de Santo António do Pinhal, São Bento do Sapucaí, Lavrinhas, e Redenção da Serra formam o conjunto necessário onde a arte, a natureza, a cultura, as tradições e a beleza de suas gentes, sabem como ninguém acolher os visitantes, que buscam saúde, paz e sobretudo o convívio com a natureza. No Turismo nos oferece o que podemos esperar de melhor em paz e harmonia com a natu- reza; Região senhora de uma fauna e flora incomparáveis, com uma das maiores áreas de floresta nativa remanescente e preservada, onde em seus pinheirais reflete a tranqüilidade de uma região rica em natureza e, a inspiração mística de instrumentos musicais, dedilhados e soprados por seres iluminados. Filipe de Sousa

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MANTIQUEIRA A MAIS BELA JOIA DO BRASIL A Serra da Mantiqueira é o mais importante maciço montanhoso do Brasil e se espalha pelas divisas dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Possui uma linha de cumes mais elevada que se inicia próximo à cidade de Bragança Paulista, na Região Bragantina do Estado de São Paulo, seguindo na direção norte-nordeste, delineando as divisas dos três Estados até à região do Parque Nacional de Itatiaia ( ver compendio Vale do Paraíba Paulista ) e daí continuando dentro do Estado de Minas Gerais até à cidade de Barbacena, numa extensão de aproximadamente 500 km, desde a cidade paulista. Desta estrutura mais elevada ela desce em direção ao Sul do Estado de Minas Gerais, formando uma série de montanhas e planaltos elevados. Nela encontramos, vários picos com mais de 2.000 metros de altitude, sendo que três deles estão entre os mais elevados do Brasil. A Serra da Mantiqueira, por sua exuberante fauna e flora, por suas características climáticas e pelo elevado estado de conservação ambiental, é considerada uma das mais belas paisagens naturais do Brasil. A ORIGEM DO SEU NOME Mantiqueira se origina do tupi-guarani e significa “serra que chora”, assim denominada pelos índios que habitavam a região em virtude da grande quantidade de nascentes e riachos encontrados em suas encostas. Seu nome já indica a sua grande importância como fonte de água potável e seus rios abastecem um grande numero de cidades do Sudeste do Estado de São Paulo. São suas nascentes e seus riachos que formam o Rio Jaguary, que abastece a região norte da Capital do Estado, São Paulo; o rio Paraíba do Sul que corta uma região densamente povoada e altamente industrializada (Vale do Paraíba Paulista e parte do Estado do Rio de Janeiro); e o rio Grande que irá formar o maior complexo hidroelétrico do Brasil. É também na Serra da Mantiqueira que estão localizadas as mais afamadas fontes de águas minerais do país, tais como, Caxambu e São Lourenço no Estado de Minas Gerais e, Campos do Jordão, Poços de Caldas, Águas de Lindóia, Serra Negra, Águas da Prata, entre outras, no Estado de São Paulo. HISTÓRIA No inicio da colonização do Brasil a Mantiqueira foi um grande obstáculo a ser vencido para as expedições que se dirigiam Novo rumo ao interior em busca de ouro e pedras preciosas. Vários desbravadores paulistas, entre eles Fernão Dias Paes Volta Leme, abriram e consolidaram durante a segunda metade do século XVI e de todo o século XVII, um caminho que se iniciava Ida no Planalto Paulista, seguia pelo Rio Para- íba do Sul, no Vale do Paraíba Paulista, passando por onde estão hoje as cidades de Taubaté, Pindamonhangaba, Guaratinguetá, Lorena até à cidade de Cachoeira (hoje Cachoeira Paulista). Daí, atravessavam a serra da Mantiqueira pela Garganta do Embaú e Passa Quatro, adentrando pelo Sertão da Mantiqueira. Em fins do século XVII depois de 140 anos de buscas, os paulistas descobrem no interior do atual Estado de Minas Gerais o tão cobiçado ouro, iniciando-se então um grande fluxo de pessoas para o interior do Sertão da Mantiqueira, afim de tentar a sorte nos garimpos. A Coroa Portuguesa no intuito de controlar o trânsito do metal e facilitar a cobrança dos imposto, define o único caminho permitido para o acesso às minas e para o transporte do metal, e que ficou conhecido como Caminho Geral do Sertão e depois como Estrada Real. Este se iniciava em Paraty, subia a Serra do Mar e atingia Guaratinguetá. Daí seguia pelo Caminho dos Paulistas, atravessando a Mantiqueira, pela Garganta do Embaú, passando pelas hoje cidades de Passa-Quatro, Itanhandu, Santana do Capivari, Consolação, Pouso Alto, Baependi, Conceição do Rio Verde, Cruzilha e Ingaí. já no atual Estado de Minas Gerais. Ai, atravessava o Rio Grande chegando a Ibiruna, subindo o Rio das Velhas até o Arraial do Rio das Mortes, hoje São João D’El Rey. Seguindo então até a Vila Rica, hoje a cidade de Ouro Preto (MG). Em meados do século XVIII a Coroa Portuguesa abre um segundo caminho a partir do Rio de Janeiro, atravessando a Serra dos Órgãos e o Caminho dos Paulista passa a ser chamado de “Caminho Velho”. CONTINUA

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ALTITUDES CONTINUAÇÃO A Serra da Mantiqueira, é formada por diversas elevações e planaltos. Local muito agradável e que tem merecido a atenção de muitos aventureiros, que iguais ao passado, buscam não o ouro das Minas Gerais mas sim, uma relação mais intensa com a natureza. Por seus picos e sua estrutura, tem despertado o interesse de muitos praticantes do montanhismo, alpinismo e trakkers especialmente no Inverno, por coincidir com a estação seca, quando alguns dos picos mais elevados do País, podem ser alcançados e escalados mais fácil mente. Picos mais elevados: · Pedra da Mina - 2.897 metros de altitude - entre Passa Quatro (MG) e Queluz (SP) · Agulhas Negras - 2.787 metros de altitude - no Parque Nacional de Itatiaia · Pico Três Estados - 2.665 metros de altitude - entre Passa Quatro (MG) e Queluz (SP) · Pico dos Marins - 2.420 metros de altitude - entre Marmelópolis (MG) e Queluz (SP) · Pedra do Baú (Complexo) - 2.050 metros de altitude - situada na cidade de São bento do Sapucaí (SP) Também na Serra da Mantiqueira estão algumas das cidades Brasileiras com maior altitude: · Campos do Jordão (SP) - 1.620 metros · Monte Verde (MG) - 1.550 metros · Senador Amaral (MG) - 1.500 metros · Bom Repouso (MG) - 1.370 metros · Maria da Fé (MG) - 1.280 metros CLIMA Devido á altitude, o inverno na Serra da Mantiqueira apresenta baixas temperaturas, com a ocorrência de nevoeiros no inicio da manhã e às vezes geadas, dando à paisagem um visual típico de clima de montanha frio. É comum o termômetro atingir marcas próximas a 0° Centígrados, sendo que, nas cidades mais altas, como Campos do Jordão e Monte Verde, por vezes a temperatura chega a atingir os 5° negativos. Nos picos mais elevados, como os acima indicados, em seu cume as temperaturas chegam a alcançar os 10° negativos. MICRO REGIÕES Para um melhor entendimento, pela natureza da extensão territorial da Serra da Mantiqueira, iremos abordá-la em micro regiões. Para isso foram criados nomes, que ajudassem na sua descrição. 1 - Cidades Altas Esta região fica à direita do Rio Jaguari e compreende as cidades de Itapeva, Camanducaia, Munhoz, Senador Amaral, Bom Repouso, Bueno Brandão e Ouro Fino, em Minas gerais e, Pedra Bela e Serra Negra, no Estado de São Paulo. É uma extensa área que engloba uma sucessão de serras com altitudes entre 1.200 e 1.600 metros e que não tem a presença de picos tão elevados. No entanto, possui entre si algumas das cidades com a maior altitude do Brasil. É uma região pouco habitada, sem a presença de nenhuma grande cidade e pouco desenvolvida economicamente. Tem como principais atividades a pecuária, a cultura de batata, milho, hortaliças e na área de floricultura a plantação de “rosas”. 2 - Entre Rios Como o nome já diz, esta região se situa entre dois rios, o Jaguari que corre no sentido norte-sul e faz parte da bacia do rio Tietê e, o Sapucaí - Mirim que corre do sul para o norte e forma o Rio Grande. Engloba-se aqui as cidades de Extrema, Monte Verde (distrito de Camanducaia) e Gonçalves em Minas Gerais e, Sapucaí - Mirim, no Estado de São Paulo. É região rica em água, com paisagens muito bonitas aonde o turismo vem-se desenvolvendo de forma acentuada, nos últimos anos. Possui picos com mais de 2.000 metros de altitude, como o pico do Selado (Monte Verde-MG) e a Pedra de São Domingos (Gonçalves-MG). 3 - Pinhais É uma das regiões mais frias da Mantiqueira e por isso com uma grande presença de Araucárias (ver na páginas seguintes), ou Pinheiro-Brasileiro. É nesta região que estão as maiores cidades que são Campos do Jordão, Santo António do Pinhal, São Bento do Sapucaí, no Estado de São Paulo e, Brasópolis, Piranguçu e Venceslau Braz, no Estado de Minas Gerais. Possui uma grande área de matas nativas preservadas e algumas das mais bonitas paisagens serranas do Brasil. Possui uma atividade turística muito elevada, no lado paulista, sendo que Campos do Jordão, considerada a “Suíça Brasileira” tem seu nome conhecido internacionalmente. Já nas cidades da parte de Minas Gerais, o turismo ainda tem uma atividade bastante tímida. 4 - Terras Altas É a região do antigo Caminho Geral do Sertão e por esse motivo tem entre si algumas das cidades mais antigas da Serra da Mantiqueira. Nela temos, Passa Quatro, Itanhandu, Itamonte, Pouso Alegre, Alagoa, Virgínia, Delfim Moreira e Marmelópolis, no Estado de Minas Gerais. Ai fica o trecho da Serra da Mantiqueira conhecido como Serra Fina, um dos destinos preferidos pelos alpinistas e, que possui alguns dos picos mais elevados, como: Pedra da Mina, Três Estados, Capim Amarelo, entre outros. Possui uma paisagem deslumbrante com belas matas, riachos e cachoeiras. Na atividade econômica predomina o turismo, a pecuária leiteira e a produção artesanal de doces e compotas. 5 - Itatiaia Nesta micro região se situa o parque Nacional de Itatiaia (ver páginas seguintes) e nela se situam as cidades de Bocaina de Minas, Liberdade, Mirantão e Visconde de Mauá. É uma área pouco habitada e com uma fauna e flora exuberantes. Nela se encontram as elevações: Pico das Agulhas Negras, Morro do Couto e a Pedra do Sino. 6 - Ibitiboca Nesta região se situa o “Parque Estadual do Ibitiboca”, se situa na chamada Zona da Mata Mineira e já é a porção final da Serra da Mantiqueira. Este trecho está todo no Estado de Minas Gerais e engloba as cidades de Bom Jardim de Minas, Lima Duarte, Santa Rita do Ibitiboca e Barbacena. ECOSSISTEMA A Serra da Mantiqueira integra o ecossistema da mata Atlântica e mata das Araucárias, apresentando manchas remanescentes dessas matas bem como campos de altitude em seus picos mais elevados. Aliado a isso, uma vasta fauna nativa ainda pode ser encontrada, como por exemplo: veado campeiro, lobo-guará, onça parda, cachorro-vinagre, jaguatirica, paca, bugio, macaco sauá, mono, tucano, esquilo e ouriço-caixeiro.

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A Araucária é uma das árvores mais antigas da Terra. Muito antes da época dos Dinossauros já pairava airosa, há mais de 200 milhões de anos, distribuídas por todo o planeta. Hoje restam apenas 19 espécies restritas ao Hemisfério Sul, sendo uma delas encontrada no Brasil, a Araucária angustifólia (Bertol), também conhecida como pinheiro-brasileiro ou pinheiro-do-Paraná. António Bertolini foi o primeiro botânico a publica, no ano de 1819, a diagnose cientifica do pinheiro-brasileiro com a denominação de Columbea Angustifólia. Uma árvore alta, caule reto, copa de formato peculiar, figura imponente e característica, é freqüente na paisagem do Brasil. É a araucária. O pinheiro se destaca das outras espécies brasileiras, devido à sua forma original. Com sua beleza impar dá às paisagens do Sul uma característica toda especial. No passado, antes que a lavoura de café e cereais cobrisse as terras paranaenses, antes que os trigais cobrissem os campos gaúchos, sua presença era tão comum que os índios a chamavam de “curitiba”, que na língua significa “imensidão de pinheiros”. E a palavra se conserva até hoje, denominando a Capital do Estado do Paraná. Conhecida como pinheiro-do-Paraná e também como pinheiro brasileiro, a Araucária angustifólia pertence a um pequeno grupo, que abrange apenas dois gêneros: o Agathis, natural da Austrália, e a Araucária, que aparece no Chile, Argentina e Brasil, no Continente Americano e na Austral Ásia e nas Ilhas Norfolk. Apesar de abundantes nessas regiões, os pinheiros de araucária não são homogêneos como as florestas européias: a árvore aparece misturada a muitas outras plantas, como, por exemplo, a imbuia, a erva-mate, bambus e diversas herbáceas. Sobranceiro, o tronco ergue-se reto, sem nenhum desvio e se ramifica apenas no topo, formando a peculiar copa: os ramos desenvolvem-se horizontalmente, com as pontas curvadas para cima, superpostos uns aos outros, formando várias camadas. Logo abaixo da copa, nos pinheiros mais antigos aparece, às vezes, alguns tocos de ramo, quebrando a simetria característica. Esta gymnosperma, uma árvore de grande porte, atinge 52 metros de altura, e seu tronco 8,5 metros de circunferência. “O gênero, exclusivo do Hemisfério Sul , abrange 16 espécies, das quais apenas duas ocorrem na América Latina: Uma na Argentina e no Chile, e a araucária angustifólia, na Argentina, e em todo o planalto sul brasileiro, concentrando-se nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e, na Serra da Mantiqueira, entre os Estados de São Paulo, Minas gerais e Rio de Janeiro. Seu fruto, a pinha, contém de 10 a 150 sementes - pinhões - que são muito nutritivos, servindo de alimento para muitas aves, animais selvagens e ao homem. Somente crescem em solos férteis e em altitudes superiores a 500 metros e clima temperado frio. Atingem o seu ápice de desenvolvimento (árvore adulta) em 50 anos. É planta dióica, isto é, suas flores, masculinas e femininas, nascem separadas, em árvores diferentes. Assim, um pé de Araucária Angustifólia possui inflorescências (chamadas estróbilos) somente masculinas ou somente femininas. Ao contrário do que geralmente se pensa, as famosas pinhas usadas nos enfeites de Natal não provêm das matas nativas de araucária, mas de espécies de introdução relativamente recente, pertencentes ao gênero Pinus. A Pinha de Araucária, ou estróbilo feminino, na maturidade, se desmancha soltando os pinhões e as escamas murchas. Quando chega a época da reprodução, o vento transporta o pólen das inflorescências masculinas para as femininas. É o tipo de polinização que os botânicos denominam de anemófila. A araucária é, como foi dito antes, uma Gymnosperma ( Gyminós - nu; spérma - semente); suas sementes não estão encerradas em ovários. O óvulo nasce na axila de um magasporófilo, que é protegido por uma folha modificada - a escama de cobertura. Esta acaba envolvendo e protegendo o óvulo fecundado, constituindo o que se conhece como pinhão. Uma árvore feminina produz uma média anual de oitenta inflorescências (pinha) cada uma com cerca de noventa pinhões (sementes). A araucária angustifólia é uma árvore útil; pode-se dizer que tudo nela é aproveitável, desde a amêndoa, no interior dos pinhões, até à resina, que destilada fornece alcatrão, óleos diversos, terebintina e breu, para variadas aplicações industriais. As sementes são ricas em amido, proteínas e gorduras, constituindo assim alimento bastante nutritivo. É comum ver bandos de pássaros, principalmente periquitos e papagaios, pousados nos galhos das araucárias, bicando as amêndoas. É considerada a madeira que reúne maior variedade de aplicações. Em construção, já foi usada para forros de casas, soalhos e vigas. A parte superior do tronco também teve sua aplicação na industria de construção civil para a formação de andaimes, que por causa de seus nós motivados pelos galhos, não tinham outro aproveitamento industrial. Várias áreas de pinheirais foram cultivadas exclusivamente para a confecção de caixas e palitos de fósforos, e a madeireira serviu até para mastros de embarcações. Em aplicações rústicas, os galhos foram apenas descascados e polidos para, quase ao natural, transformarem-se em cabos de ferramentas agrícolas. Fonte: http://www.geocites.com // Diagramação: Rede Vale Comunicações

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DADOS SOBRE A CIDADE: Fundação: Área total da unidade territorial: Altitude: Estimativa populacional ( IBGE-2005): 1897 188 km2 1.256 metros 4.305 habitantes (2007) POPULAÇÃO RESIDENTE: Homens Mulheres: População Urbana: População Rural: 1.915 (2000) 2.208 “ 1.057 “ 3.066 “ OUTROS DADOS: Escolas Ensino Infantil: Escolas de Ensino Fundamental: Escolas de Ensino Médio: 1 2 1 BREVE HISTÓRIA DA CIDADE: Maiores informações: http://www. TELEFONES ÚTEIS: Policia Civil: Prefeitura Municipal: Hospital e Pronto Socorro: (35) 3654-1228 3654.1222 3654.1228 HISTÓRIA DA CIDADE: Muito antes da história acontecer nas terras que hoje conhecemos por Gonçalves, nasceu em Portugal Policarpo Teixeira de Andrade de Queiroz, em 26 de Janeiro de 1808, na cidade de Alcovire. Criado por seu tio Joaquim José de Queiroz, adquiriu uma boa formação em letras e em manipulação de fórmulas. Aos dezessete anos e despertado pelas riquezas de Minas Gerais, veio para São João Del Rei, em busca de ouro, fortuna e de tudo o que tinha ouvido falar sobre a colônia. Quando Policarpo chegou ao Brasil, no ano de 1825, deixando para traz a tradição e o conforto de sua família e de seu lar, já encontrou as reservas das minas de ouro se escasseando. Assim, resolveu mudar-se para Vila Nova de Itajubá , no ano de 1834. No ano de 1837, casou-se com Felizarda Thomazia do Amaral. Sua esposa era filha natural do Padre Lourenço da Costa Moreira, primeiro vigário dessa freguesia (hoje Itajubá-MG) e um de seus fundadores. No ano de 1841, Policarpo mudou-se para Silveiras (Vale do Paraíba Paulista), para uma fazenda que comprou com o dinheiro amealhado durante muitos anos, somado à herança de sua esposa. De casa nova, lugar novo, Policarpo criou seis filhos: Luiz, Francisco, José Policarpo, Felizarda, Joaquim e o caçula Policarpo Junior, os quais vieram a herdar de seu pai a herança que este tinha em Portugal. Policarpo não educou apenas filhos, educou e criou lideres comunitários, que mais tarde vieram a fundar um Partido Liberal em Pouso Alegre (Minas Gerais). Nos anos de 1873 a 1877, Policarpo Junior, presidiu o Partido e fundou o Jornal Liberalista “O Mineiro”, juntamente com seus irmãos Joaquim e Luiz. O partido se extinguiu, quando Policarpo adoeceu e se foi tratar em Penha do Rio Peixe (hoje Itapira). Durante sua recuperação, Policarpo Júnior fez e cumpriu uma promessa a Nossa Senhora das Dores; doou seis alqueires da Fazenda Rio Manso, de sua propriedade, situada na divisa do Estado de Minas Gerais com São Paulo, para construção de uma Capela. No ano de 1878, a Capela já estava construída, edificada em Sapé e taipa. No entanto, por sentença judicial, no ano de 1897, foi transferida para as margens do Rio Sapucaí, local da atual matriz da cidade de Gonçalves. Sua transferência se deu em virtude de uma discórdia entre os primeiros moradores e os herdeiros da fazenda. CONTINUA

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CONTINUAÇÃO Residiam no local, onde a Capela foi construída, três colonos mestiços e solteirões, denominados Mariana Gonçalves, Maria Gonçalves e António Gonçalves que na sua morte, não deixaram herdeiros mas, emprestaram seu nome à Capela que passou a denominar-se “Capela das Dores dos Gonçalves”. O povoado recém criado e que se desenvolvia entre serras, tinha pessoas empenhadas para o seu desenvolvimento, dentro os quais se destaca o Capitão António Carlos, que junto a Bueno de Paiva, elevou Gonçalves à categoria de Distrito de Paz, trouxe a Agência dos Correios e o Cartório de registro Civil, além de lavrar em documento público uma ata de fundação da “Lira Nossa Senhora das Dores”, no ano de 1909. O povo de Gonçalves, passou então a contar com instrução musical, que assim divulgou o local e passou a atrair novos moradores. No dia 30 de Dezembro de 1962, foi elevada à categoria de município, desmembrando-se de Paraisópolis (MG) O distrito começava a crescer e junto vieram novos estabelecimentos comerciais e as portas do desenvolvimento foram abertas. A construção do alicerce da atual Igreja Matriz foi iniciada em 1920, por iniciativa das famílias Gonçalves, que, buscavam com carro de bois, maciços blocos de pedra, da região. O desenvolvimento de Gonçalves foi retardado, como em todas as cidades vizinhas da divisa de Minas Gerais com São Paulo, devido às revoluções de 1928, 1930 e 1932. No ano de 1949, foi concluída a construção da Igreja Matriz com a construção de uma torre, em estilo moderno. Sua inauguração foi bastante festejada pelos moradores e, a eles anunciada, por megafones e panfletos, distribuídos entre eles. No ano de 1997, foi considerada área de Proteção Ambiental, pelo Decreto Estadual, nº.38.925 de 17/06/1997, em virtude se sua exuberante fauna e flora. Gonçalves reúne um conjunto paisagístico singular, com montanhas rochosas, florestas remanescentes da mata atlântica, picos que se elevam até à altitudes acima de 2.100 metros, cachoeiras com águas cristalinas, o Rio Capivari e muitos ribeirões. Gonçalves situa-se entre a cidade de Campos do Jordão (Estado de São Paulo) e a cidade de Monteverde ( Estado de Minas Gerais) e hoje pode-se considerar uma das muitas opções de lazer, que a Serra da Mantiqueira nos pode proporcionar. Ecoturismo, turismo de aventura, turismo rural. O Bairro Sertão do Cantagalo, é considerado o local habitado com maior altitude do Brasil, superando Campos do Jordão com temperaturas que facilmente chegam a 10° negativos, no Inverno. Este Bairro também propícia, por sua infra-estrutura, a prática de esportes radicais, tais como: Trekking, Montanhismo, Rapel, Canyoning, Bóia-cross, Rafting, entre outros. Cachoeira do Retiro: A caminhada para esta cachoeira é uma das mais leves e de fácil acesso, talvez por isso mereça a preferência de maior numero de turistas. Saindo do centro da cidade de Gonçalves, percorre-se 2,5 km até encontrar-mos a trilha, que tem um percurso de 1,4 km até à cachoeira., Nessa trilha, estreita, mas de mata aberta, podem ser apreciadas as montanhas ao seu redor. Neste percurso, geralmente após 15 minutos já pode ser vista a grandiosa cachoeira, situada mais à frente, cerca de 400 metros. O visual é magnífico mesmo e mais, impressionante. A área em que se encontra esta cachoeira é bem espaçosa e conservada, podendo-se nadar em um lago de águas límpidas e cristalinas, formado por uma de suas quedas. No entanto, deve-se tomar bastante cuidado pois é local de forte correnteza. Aconselha-se levar, roupa de banho, protetor solar e água para hidratação. Cachoeira das Andorinhas: No Rio Capivari, em meio a uma densa mata ciliar, esconde-se a Cachoeira das Andorinhas. São dois saltos principais, o primeiro com cerca de 7 metros de altura e o segundo com 10 metros, formando piscinas naturais. Neste local também existe uma grande laje de pedra, com curiosos buracos redondos e profundos, modulados pela queda d’água, além de uma grande Ilha composta de grandes árvores. CONTINUA

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CONTINUAÇÃO Cachoeira do Cruzeiro: Depois de percorrer uma bela vargem, cheia de curvas acentuadas, o rio Capivari cai por uma grande laje de pedra inclinada a cerca de 40°, desaguando, em uma piscina natural, de uma altitude de cerca de 7 metros. O local é provido de uma grande luminosidade e beleza natural. O acesso se dá pela Estrada que liga Gonçalves ao distrito dos Costas. percorridos cerca de 1,5 km encontramos a bifurcação que dá acesso ao Sertão do Cantagalo (entrada sentido Sertão do Cantagalo). Neste ponto, segue-se à esquerda, em direção ao Cantagalo, por uma distância de cerca de 700 metros. Ai, à direita encontraremos um pasto, que deverá ser adentrado e pela trilha percorrer cerca de 400 metros. Cachoeira dos Henriques: São 10 metros de várias quedas, de fácil acesso. Várias trilhas por entre as pedras, local próprio para banhos e a prática de Rapel. Para os interessados é oferecido treinamento antes, mas, de qualquer forma, para aqueles que não têm experiência em rapel, é aconselhável fazer a descida mais fácil, de cerca de 10 metros. Acesso pela Estrada dos Martins, sentido Bairro dos Henriques, a 9 km do centro de Gonçalves. Cachoeira Fazendinha: Com cerca de 100 metros de extensão, a Cachoeira da Fazendinha é uma bonita atração, situada no Bairro do Cantagalo. Ela desce por uma longa encosta inclinada , formando pequenas piscinas naturais em campo aberto até terminar em uma queda d’água maior, dentro de um bosque cercado de samambaias gigantes. Um cenário de grande beleza a 1.500 metros de altitude. O acesso se dá pela Estrada que liga Gonçalves ao Bairro Sertão do Cantagalo. 1 km antes da vila, segue-se à esquerda, no entroncamento por 800 metros, retornando à mata, até alcançarmos as quedas d’água. Aconselha-se este percurso somente acompanhado por guia. Pedra do Forno: Situada no Bairro Terra Fria a Pedra do Forno pode ser avistada por todo o Bairro. Com 1.970 metros de altitude, o acesso é feito por trilhas no meio da mata e até se atingir seu topo, a caminhada pode demorar cerca de 1 hora. Esta elevação recebe este nome, por ter o formato de um forno a lenha. Ao se atingir o sopé da pedra, existe uma escada de ferro presa à rocha e no topo existe uma Capelinha. A vista também é incrível e de lá pode ser avistada a Pedra do Baú, que se situa na cidade de São Bento do Sapucaí (Estado de São Paulo). De lá também podemos ver as cidades de Campos do Jordão, Monte Verde e a Pedra de São Domingos. Está a cerca de 12 km do centro da cidade de Gonçalves e seu celular, por incrível que pareça pega, no topo da montanha. O acesso se dá pela Estrada que liga a cidade de Gonçalves ao Bairro Terra Fria. Fica a 12 quilômetros (estrada estreita). Pedra Chanfrada: Também situada no Bairro terra Fria, a 1.771 metros de altitude, recebe este nome por ter em um de seus lados um corte oblíquo, de cerca de 130 metros. Se situa a 10 km do centro da cidade de Gonçalves. A vista que se tem do topo da pedra é espetacular, de onde se pode avistar as cidades de Campos do Jordão (Estado de São Paulo), Paraisópolis e Itajubá (Estado de Minas Gerais). Seu acesso se dá pela Estrada que liga a cidade de Gonçalves ao bairro Terra Fria, seguir por 10 km por estrada estreita , até ao sopé da pedra. O acesso para atingir seu topo é feito por meio de trilhas, percorridas por aproximadamente 40 minutos (caminhada). Este percurso se dá metade, por meio de uma pastagem e a outra metade se adentra em mata nativa, entre muitas araucárias. Pedra de São Domingos: É o segundo ponto mais alto do município, com uma altitude de 2.050 metros. Como em todos os outros a visão que se tem ao chegarmos ao seu topo é maravilhosa. Região de muitos picos, planícies e densa mata, dali se avista grande parte da Serra da Mantiqueira, a quase totalidade do município de Gonçalves e em dias abertos, sem neblina, podemos avistar algumas cidades do Sul do Estado de Minas Gerais, além da cidade de Campos do Jordão (Estado de São Paulo) e Monteverde (Estado de Minas Gerais). A sensação é de que nos encontramos no topo do Mundo. Seu acesso se dá pela estrada que liga a cidade de Gonçalves ao Distrito dos Costas. Após 1 km entra-se à esquerda, subindo a serra por estrada estreita e sinuosa, até ao final da pedra. Pedra do Cruzeiro ou Atrás da Pedra: Maciço rochoso que imerge isolado no Vale do Lambari. Suas formas são variadas conforme o lado de onde é observado. Com uma altitude de 1.152 metros, em seu cume existe uma Capela, construída em Setembro de 1976 e uma cruz. Em uma de suas faces existe uma fenda que leva a uma gruta, de difícil acesso. Nos meses de frio o cenário torna-se onírico; a montanha transforma-se no Ilha em meio a um imenso mar de nuvens. O acesso se dá pela Estrada que liga Gonçalves ao bairro Atrás da Pedra. No bairro, perto da ponte entra-se à esquerda, na porteira que dá acesso ao bananal. A estradinha interna sobe por mais ou menos 300 metros , que termina numa trilha que leva ao topo da montanha. CONTINUA

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CONTINUAÇÃO Mirante do Cruzeiro No topo de uma elevação suave, coberto de pastagens e fileiras de araucárias está o Mirante do Cruzeiro. Seu acesso, se dá por estrada e, de carro pode ser facilmente acessado, até ao Mirante. De lá avistamos a totalidade da cidade de Gonçalves, o bairro do Canta Galo e as Serras de Paraisópolis, Brasópolis e São Bento do Sapucaí. Também de lá se avista toda a Região de Pouso Alegre. Seu acesso se dá pela estrada que liga Gonçalves ao Sertão do Cantagalo. Segue-se em direção ao Distrito dos Costas até à bifurcação para o Sertão do Cantagalo, seguindo-se por mais 500 metros, entra-se à esquerda, no topo da estrada, na cerca de arame farpado. Serra da Balança: É uma sucessão de picos, formando estreitos platôs, como um muro ascendente, em forma de ferradura que culmina com o Alto do Campestre. As altitudes vão de 1.300 a 1.750 metros. Alguns apresentam paredões verticais de mais de 100 metros, voltados para o Vale do Sapucaí. A visão, seja ela com tempo aberto, chuvoso ou nublado, é sempre espetacular. A natureza se mostra bastante sensibilizada e nossa alma se abre, nosso espírito se recupera, enchendo-nos de energias positivas. Essa vista já pode ser obtida da rodovia SP-173. No entanto, quem se aventurar a alcançar seu cumes, seja através de trilhas ou fazendo a sua escalação por cordas, o sacrifício será muito recompensado. O acesso se dá, seguindo pela estrada que liga a cidade de Gonçalves ao bairro dos Venâncios. Pedra do Barnabé: Na arborizada estrada para o bairro do Campestre, há um trecho à esquerda, em que a paisagem se abre para um impressionante conjunto de montanhas rochosas, erguidas do profundo Vale do Ribeirão Campestre, conhecida como “Pedra do Barnabé” ou “Pedra do Campestre”, com uma altitude de 1.780 metros., assemelha-se a duas pirâmides com paredões fortemente inclinados e uma densa floresta de araucárias escalando seus flocos. Se acesso se dá, saindo da cidade de Gonçalves, em direção ao Bairro de São Sebastião que se alcança por volta de 7 km percorridos. Após o bairro, segue-se em frente por mais 600 metros até atingirmos a bifurcação com o bairro Campestre. Segue-se por mais alguns quilômetros, até avistarmos a montanha, situada no lado esquerdo da estrada. Pedra Bonita: Uma caminhada ao pico da Pedra Bonita equivale a uma fantástica aula de geografia sobre a Serra da Mantiqueira. Saindo de um vale a 1.600 metros de altitude, atravessam-se campos, riachos, bosques e florestas em diversos estágios de desenvolvimento. No topo, grandes blocos de rochas formando platôs, lâminas e escarpas cobertas de bromélias e musgos, abraçando tudo isso constatamos 360° de paisagens estonteantes, de onde avistamos o Vale do Paraíba, Sul de Minas gerais e a Serra do Mar. É o ponto mais alto da região, são 2.120 metros de altitude. Seu cume pode ser alcançado através de trilhas, pela mata, sendo que somente aconselhamos seu percurso, acompanhado de guias experientes. Seu acesso se dá pela Estrada que liga Gonçalves ao Bairro Campestre. à frente do Sítio São João, entra-se à direita, na bifurcação, até atingirmos a Fazenda Campestre (mais 1 km). percorre-se então, a estrada particular da fazenda, até ao pé da montanha, onde começa a trilha que acessa o vertente. Este acesso fica em PROPRIEDADE PARTICULAR e torna-se necessário pedir autorização, para ser percorrida. Não é à toa que Gonçalves fica situada em uma área de preservação ambiental. Seu território é um santuário de natureza, que se desenvolve, livre, bela e solta. Se querem conhecer a Serra da Mantiqueira, podem começar por Gonçalves. Ali a realidade da natureza, o seu estado de conservação aliada à consciência ecológica de seus habitantes, podemos ainda ter fé e esperança de que algo se irá salvar, para as próximas gerações. Por isso começamos a Região Serrana, por Gonçalves, um território que deveria ser considerado como Patrimônio da Humanidade e que merece todo o respeito e ações da parte dos Governos Estaduais para a manutenção de sua fauna e flora, simplesmente esplendorosas.

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DADOS SOBRE A CIDADE: Fundação: Área total da unidade territorial: Latitude do distrito sede do município: Longitude do distrito sede do município: Altitude: Estimativa populacional ( IBGE-2007): POPULAÇÃO RESIDENTE: Homens: Mulheres: População Urbana: População Rural: DADOS COMPLEMENTARES (2004): Taxa de alfabetização: Densidade demográfica: IDNH “Índice de Desenvolvimento Humano: 27 d3 Junho de 1888 166,860 km2 22° 34’ 15’’ 44° 54’ 07’’ 508 metros 6.538 habitantes 3.065 2.943 5.307 701 89,84% 36,00 hab/km2 0,768 BREVE HISTÓRIA DA CIDADE: Maiores informações: http://www.lavrinhas.sp.gov.br TELEFONES ÚTEIS: Policia Civil: Policia Militar: Câmara Municipal: (12) 3146.1123 3146. 1234 3146. 1351 ORIGEM DO NOME: Por volta de 1828, João e António Ribeiro chegaram à região que há época se chamava de GRAMA e, ali encontraram, pequenas lavras de ouro. Por serem pequenas, passaram a denominar o local de “Lavrinhas”. RESUMO DA HISTÓRIA: Localizada na rota que ligava Minas Gerais, ao Vale do Paraíba e ao Litoral Norte, o povoado foi fundado em 27 de Junho de 1888, por Manoel da Cruz e Honório Fidélis do Espírito Santo, com o nome de São Francisco de Paula dos Pinheiros. levado à consideração de distrito em 28 de Dezembro de 1917, tornou-se município em 30 de Novembro de 1944, com o nome atual de Lavrinhas. UM POUCO MAIS DE HISTÓRIA: O município de Lavrinhas teve origem no povoado fundado por Honório Fidélis do Espírito Santo e Manoel Novaes da Cruz, no ano de 1828, em torno da Capela de São Francisco de Paula, na localidade denominada Pinheiros. Este povoado levou inicialmente o nome de São Francisco de Paula dos Pinheiros e pertencia ao antigo território de Areias. Com a elevação, da cidade de Queluz à categoria de Vila, em 1842, Pinheiros foi anexada ao território da nova Vila. Em 1873, coma passagem com a passagem da Estrada de Ferro (Ver artigo a seguir) D. Pedro II, na região, os irmãos João Emidio Ribeiro e António Francisco Ribeiro, doaram um terreno da Fazenda Lavrinha, de sua CONTINUA

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CONTINUAÇÃO propriedade, para a Estrada de Ferro D. Pedro II, com o objetivo de construir uma estação às margens da Estrada de Ferro e assim atender à grande produção cafeeira da localidade. Em 12 de Outubro de 1874, foi inaugurada a estação ferroviária, tendo sido a segunda estação no eixo Rio de Janeiro - São Paulo. Sua inauguração ocorreu ,com uma viagem feita pela locomotiva a vapor construída por Willian Fair Bain & Sons em 1852. Em torno das estações das Estradas de Ferro, era comum na época a formação de pequenas Vilas e com Lavrinhas, aconteceu a mesma coisa. Na Zona Rural, já começava a exploração de lenha e carvão vegetal para uso nas locomotivas e caldeiras. A economia girava em torno do Café e, vestígios desse tempo, ainda podem ser vistos nos casarões existentes em toda a extensão do município. No entanto, o centro administrativo e político permaneciam em Pinheiros. Aos 27 dias do mês de Junho do ano de 1881, o presidente da Província de São Paulo, o Senador do Império, Sr. Florêncio Carlos de Abreu, sancionou a Lei nº. 87 da Assembléia Provincial, elevando São Francisco de Paula dos Pinheiros à categoria de município e desmembrando-o do território de São João Batista de Queluz, mantendo ainda as mesmas divisas territoriais. Em 1906 foi criado o distrito de Lavrinhas e somente após o Decreto 1.021 de 6 de novembro do mesmo ano, São Francisco de Paula dos Pinheiros passou a se chamar Pinheiros. Pelo município, descia a estrada que ligava Minas Gerais ao Rio de Janeiro, passando por Queluz, Areias e demais cidades do atual Vale Histórico. Em 1914 chegaram os padres Salesianos e perto da Estação foi instalado o Colégio São Manoel, num terreno doado pelo fazendeiro Coronel Manuel Pinto Horta. Em 1929 com a famosa queda da Bolsa de Nova Yorque os fazendeiros de café se enfraqueceram. Agravando a situação, as revoluções de 1930 e 1932 deixaram o município ainda mais vulnerável, dando chance ao políticos de Queluz incorporarem novamente Pinheiro aquele município. Em 1936, houve eleição municipal, tornando-se prefeito o Sr. Sebastião Novaes e um ano após sua eleição, em 1937, Pinheiros volta a se tornar independente. O distrito de Lavrinhas viu sua população aumentar, a economia crescer e foi se impondo como candidato à sede do município, o que realmente veio a acontecer no ano de 1944, para desgosto dos pinheirenses. Também contribuiu para o declínio de Pinheiros, a construção da Rodovia Presidente Gaspar Dutra pois a estrada que vinha de Minas Gerais indo em direção ao Rio de Janeiro não passava mais por Pinheiros. Em 1945, a Câmara Municipal foi instalada definitivamente em Lavrinhas. Na década de 1960, com a extinção das matas locais, devido á exploração do carvão, lenha, e café, uma nova atividade surgiu; a pecuária leiteira. Posteriormente desenvolveu-se a exploração de bauxita e outros minérios, ocupando grande parte da mão de obra local, até aos dias de hoje. Nos últimos anos com o desenvolvimento da indústria e do comércio, surgiram também alguns balneários, pesqueiros, pousadas, bares e lanchonetes que atraem pessoas de outras cidades da região para apreciar as belezas naturais da cidade. O turismo passou então a representar importante fonte de renda e crescimento para o município. Lavrinhas conta hoje com cinco bairros assim denominados: Centro, Pinheiros, Capela do Jacu, Jardim Mavisou e Village Campestre, e ainda uma vasta Zona Rural. A origem do nome Lavrinhas - Conforme comprova antigo manuscrito datado de 03 de setembro de 1845, pertencente ao Arquivo Público de Queluz, o nome Lavrinha teve origem do fato de terem encontrado no local uma pequena lavra de ouro, onde foi fundada a atual sede do município. Outras pequenas Lavras foram surgindo, daí o topônimo LAVRINHAS, nome que até hoje é conservado. Fonte: www.lavrinhas.sp.gov.br O TURISMO SEGUNDO A SECRETARIA DE TURISMO E CULTURA DE LAVRINHAS Aos pés da Serra da Mantiqueira e às margens do Rio Paraíba, Lavrinhas é rica em belezas naturais. O Turismo do município, está voltado para dois principais tipos, o Turismo de Natureza enfocando o turismo rural, de aventura e ecoturismo e o Turismo Cultural. O turismo de natureza é realizado principalmente nas áreas rurais da cidade, nas serras, em seus balneários e rios de águas cristalinas. Outra opção de turismo ainda não explorado, é o que resgata seu riquíssimo patrimônio histórico e cultural, constituído por construções históricas da época áurea do café e que serviram de palco para a Revolução de 1932. O Turismo Cultural é aquele que resgata e valoriza o patrimônio histórico cultural de uma localidade, formado por construções históricas, como igrejas, casarões, monumentos, entre outros e faz com que moradores e turistas conheçam um pouco mais a história local. Divulgar os atrativos históricos e culturais da cidade de Lavrinhas é colaborara para a sua valorização e conseqüente preservação. CONTINUA

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