Revista A Vóz da Paróquia Edição de Março de 2018

 

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Noticias da Paróquia Nossa Senhora do Bom Sucesso de Guaratuba-Pr.

Popular Pages


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Ano IV | Março 2018 | Nº 46 Ano Nacional do Laicato Quaresma “Mortifiquemos um pouco o homem exterior para que o interior seja restaurado; perdendo um pouco do excesso corpóreo, o espírito robustece-se pelas delícias espirituais” (Sã o Leã o Magno, Primeiro Sermã o sobre a Quaresma, 5). MARÇO - Quaresma Programa Voz da Paróquia FM 87,9 de segunda a sexta feira das 17:30 as 18:00 hs

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E ditorial Março “Nele está a plenitude da vida, Ressuscitaremos com Ele!” Mergulhados na espiritualidade do tempo da quaresma, tempo de penitência e conversão e vivenciando o tempo da Campanha da Fraternidade com o tema: “FRATERNIDADE E SUPERAÇAO DA VIOLENCIA”, nos recorda que somos todos irmãos. Estamos entrando no ápice, ou no tempo de intensa alegria da vida de todo cristã o, a Pá scoa. Para celebrarmos este acontecimento devemos celebrar e participar nos mistérios da paixão morte e ressurreição de Jesus, Trıd́ uo Pascal. No dia 19, a Igreja celebra a Solenidade de Sã o José, Esposo da Virgem Maria e Padroeiro da Igreja Cató lica e das famıĺ ias, homem justo e fiel à vontade de Deus. Os Evangelhos, porém, nã o trazem nenhuma informaçã o sobre a sua idade ou morte. Ele teria morrido enquanto Jesus ainda vivia em Nazaré, razã o pela qual é venerado como patrono da boa morte. A partir do dia 25, celebramos a Semana Santa, que agasalha o ponto central do ano litú rgico. Os ritos especiais da Semana Santa, isto é, no domingo de Ramos com a bençã o e procissã o dos ramos, na quinta-feira Santa com celebraçã o da Ceia do Senhor e a trasladaçã o do Santıś simo Sacramento, na sexta feira a Paixã o do Senhor, culminando no Sá bado Santo. Dia 08 de março, celebra-se o dia Internacional da Mulher, criado em 1910. Sendo que a primeira comemoraçã o do Dia da Mulher ocorreu em 1911. Motivo: no dia 08 de dezembro de 1857, trabalhadoras de Nova York foram mortas quando exigiram melhores condiçõ es de trabalho e direito de voto. Lembrando que no dia 20, inıć io do outono, dia 21 dia internacional da Eliminaçã o da Discriminaçã o Racial, pensemos na vida de comunhã o para a qual o Senhor nos chama. Dia 21 celebramos o dia Mundial da Agua, quando elevamos uma prece de louvor à criatura bendita de Deus que nos faz viver. Como percebemos temos muitas datas importantes e especiais para celebrar neste mês de março. De maneira especial o Trıd́ uo Pascal, quando a comunidade reunida no Ressuscitado é chamada a ser “Sal da Terra e Luz do mundo”. “Feliz Páscoa, Cristo Ressuscitado está no meio de nós. A Ele nosso louvor e gratidão. Aleluia”. Pe. Pedro Hélio de Oliveira, C.Ss.R. Missionário Redentorista Índice 03 Março 04 Pastoral da Catequese 05 Discriminação Racial 06 São José 07 Pastoral da Pessoa Idosa 08 Domingo de Ramos 09 Significado e Importância Quaresma 12 "Lava Pés" 13 Semana Santa 14 Consagrado Redentorista 15 Os pioneiros não morrem... 16 Restauração da Imagem da Gruta 17 Pastoral da Comunicação (Pascom) 18 APAE Guaratuba precisa de você! 19 Famílias de Fé 20 Curiosidades sobre Saúde... 21 Dia Internacional da Mulher 22 Quaresma Ano IV - Nº 46 - Março 2018 02 Revista Voz da Paróquia | Comunhão, Participação e Missão |Ano IV | Março 2018 | Nº 46

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Março MARÇO é o mês da devoçã o a Sã o José, porque a sua festa maior é no dia 19 de março: Sã o José, o esposo da Virgem; o homem justo que teve a honra e a gló ria de ser escolhido por Deus para ser o pai legal, nutrıć io, de Seu Filho feito homem. Coube a José dar-lhe o nome de Jesus. Neste mê s a Igreja nos convida a olhar para este modelo de pai amoroso, esposo fiel e casto, trabalhador dedicado; pronto a fazer, sem demora a vontade de Deus. A Igreja lhe presta um culto de “protodulia” (primeira veneraçã o). Há muitas oraçõ es dedicadas a Sã o José, a Ladainha em sua honra, o Terço de Sã o José, etc.. Santa Teresa de Avila disse que sempre que lhe fazia um pedido a Sã o José, em uma de suas festas (19 de março ou 1 de maio), nunca deixou de ser atendida. Todos os seus Carmelos renovados tiveram o nome de Sã o José. Seja Bem Vindo ao Mês de Março, o mês de Sã o José, Sã o Dimas (†séc. I), o bom ladrã o, que na cruz reconheceu a Nosso Senhor e mereceu ouvir: “Hoje estará s comigo no Paraıś o” (Lc 23, 43), mês de oraçã o e jejum, mês de silencio e reflexã o. Que o mês de março nos proporcione a paz e a consciê ncia de que somos capazes de amar e doar nossa vida pelo amor de Deus e em consequência por nossa pró pria felicidade e salvaçã o! Que neste deserto que estamos atravessando Jesus seja nosso guia! Silvana Baitala Buhrer algumas linhas retiradas do site Canção Nova Aconteceu... Festa da padroeira Nossa Senhora do Bom Sucesso Revista Voz da Paróquia | Comunhão, Participação e Missão |Ano IV | Março 2018 | Nº 46 03

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Pastoral da Catequese Curso da Catequese Iniciamos o ano catequé tico nos abastecendo, no manancial inesgotá vel do amor de Cristo. Espiritualidade que nos convida a semear com amor, e com a alegria de quem encontrou um "tesouro". Sendo sal e luz no mundo e sendo ponte, para jovens, crianças e adultos no encontro ıń timo e constante com Deus da vida. O Deus do amor! Eis o nosso compromisso de ressoar e ecoar o Evangelho a todas as criaturas. "Me chamaste para caminhar na vida contigo, decido para sempre seguir-te e nã o voltar atrá s. Me puseste uma brasa no peito e uma flecha na alma é difıć il agora viver longe de ti..." Programa Voz da Paróquia Radio Alternativa FM 87,9 Segunda a sexta das 17:30 as 18:00hs Missas das 10:00hs de domingo da Igreja Matriz transmitida pela Radio Alternativa FM 87,9 e também pelo site da paróquia. 04 Revista Voz da Paróquia | Comunhão, Participação e Missão |Ano IV | Março 2018 | Nº 46

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Discriminação Racial Dia Internacional para Eliminação da Discriminação Racial 21 de Março O Racismo é uma violaçã o dos direitos humanos e da dignidade humana. Entretanto é uma situaçã o que existe há muito tempo, e ainda hoje se manifesta em nosso meio, esse preconceito. Toda açã o, conduta, atitude que tiver por objetivo a discriminaçã o, distinçã o, exclusã o ou restriçã o para que toda pessoa viva em condiçõ es de igualdade dos direitos humanos é um ato de racismo. N o s a n o 1 9 6 0 , e m Sharpville, em Joanesburgo, Numa manifestação pacıf́ ica os afrodescendentes buscando seus direitos como cidadãos civilizados, foram mortos a tiros pela polıć ia Sul-Africana da separaçã o (Apartheid). Por que protestavam contra leis discriminató rias em função da raça. Aqui no Brasil, estamos com CF, deste ano trazendo o tema: “Fraternidade e Superaçã o da Violência”. Com o lema: “, Somos todos irmã os”. (Mt,23,8). Que exige de nó s uma postura da realidade e, conversã o pessoal, seja de qualquer tipo de violê ncia, entre eles o racismo. A violência e a discriminaçã o racial é algo crescente em nossa sociedade. A cada cem vıt́ imas de homicıd́ ios, 71 sã o negros, entre 2005 e 2015, os homicıd́ ios de Afrodescendentes cresceram 18,2% e assédios no espaço pú blico: 44% sã o mulheres negras, e 56% dos policiais vıt́ imas de homicı́dios entre 2015 e 2016, eram homens negros. (FBSP) Fó rum Brasileiro de Segurança Pú blica). Açõ es para a superaçã o da violência, outros tipos de violê ncia que mortalizam as pessoas: a racial, contra negros, ı́ndios, migrantes e imigrantes, contra jovens, crianças, e adolescentes, doméstica, no trâ nsito, a exploraçã o sexual e o trá fico humano, violência no narcotrá fico entre outras. Como cidadã os do Reino, sendo sal da terra e luz do mundo, como é a proposta do Ano do Laicato, somos a igreja de Jesus Cristo, continuamos a missã o do Mestre, testemunhando o amor, a paz, o diá logo, o encontro fraterno com o outro. Na certeza de construirmos um mundo melhor. Autor: Pe. Roque. CSsR. Aconteceu... Festa da padroeira Nossa Senhora do Bom Sucesso Revista Voz da Paróquia | Comunhão, Participação e Missão |Ano IV | Março 2018 | Nº 46 05

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São José 19 de março Em meio a tantos desafios contemporâ neos, a figura de Sã o José se destaca ainda hoje pelo seu exemplo de amor fiel a Deus, esposa, e José prontamente se pô s a obedecer em um silêncio adorante da vontade de Deus (cf. Mt 1, 24), e mesmo em meio a tantas dú vidas e mostrando-nos traços essenciais que nos per- questionamentos, cuidou daquela famı́lia, mitem, assim como ele, amarmos e nos entregar a protegendo com zelo e guiando o futuro do vontade de Deus em nossa vida. menino Deus, como na fuga para o Egito (cf. Mt 2, Ao olharmos ao redor de nossa vida, encon- 13ss). tramos a grande necessidade de compreender e Sã o José mostra-nos que na obediência, no tomar como exemplo a espiritualidade de nosso silêncio e na busca da pureza do coraçã o, somos querido Sã o José, pai de Jesus (cf. Lc 2, 48). capazes de acolher a voz de Deus em nossa vida, Sã o José era, homem justo e fiel (cf. Mt 1, contemplando-o, adorando-o sem cessar, e assim 19), justo porque cumpria com rigor as leis de sua como ele, que via o menino crescer em estatura, época, nã o apenas no exterior , como os fariseus, sabedoria e graça (cf. Lc 2, 52), devemos imita-lo, mas procurava também obedecer deixando Jesus crescer em nosso coraçã o, em em seu coraçã o e servir fiel- nossa vida, para que nó s também cresçamos em mente a lei de Deus, nos nosso ı́ntimo, em nossa espiritualidade, em convidando, a seu exemplo, sabedoria e graça. sermos honestos à s leis Sã o José foi protetor de Jesus, do Sagrado, da de nossa época e justos vontade de Deus, e com ele, somos hoje, mais do e fiéis ao amor de Deus. que nunca, chamados a sermos guardas das Sã o José obedecia realidades sagradas em nó s, em nossa famıĺ ia, em docilmente à voz de nossa comunidade, em nossa Igreja, que é a Deus (cf. Mt 1, 20ss), famı́lia de Jesus, e, como José , nó s també m pois ao saber da gravi- recebemos a missã o de acolher Jesus em nosso dez de Maria, pensou meio, na obediência, no silêncio, na oraçã o, na e m a b a n d o n á - l a e m confiança total em Deus. E mesmo nas tribulaçõ es, segredo, nã o queria imitemos este santo, que sem se expressar amou a difamá -la, mas o anjo Deus de todo seu coraçã o e toda sua alma. do Senhor apareceu Sã o José – rogai por nó s! em seus sonhos e ordenou que rece- Thiago de Jesus Coutinho besse Maria por Seminarista Redentorista Aconteceu... Festa da padroeira Nossa Senhora do Bom Sucesso 06 Revista Voz da Paróquia | Comunhão, Participação e Missão |Ano IV | Março 2018 | Nº 46

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Pastoral da PessoaIdosa CNBB “Dai ao nosso coração sabedoria” (SL 90) Pastoral da Pessoa Idosa Dança na Terceira Idade: Benefício físico e emocional Com a chegada da terceira idade, corpo e mente passam por grandes mudanças, dando origem a algumas limitaçõ es fı́sicas. Nã o é fá cil adaptar-se ao novo estilo de vida, por isso algumas prá ticas auxiliam nesse processo, tornando a vida mais agradável. A dança tem assumido um papel importante na vida dos idosos, ganhando muitos adeptos e melhorando sensivelmente a sua qualidade de vida. A terceira idade exige cuidados específicos De acordo com a Organizaçã o Mundial de Saú de, a terceira idade chega a partir dos 65 anos. Com essa idade, surgem algumas limitaçõ es que podem colocar em risco a qualidade de vida do indivıd́ uo. Se nã o houver adequaçã o de há bitos fıś icos e alimentares, vá rias doenças podem surgir nesse perıó do, como: hipertensã o, obesidade e osteoporose, entre outras. Já as atividades fıś icas – principalmente as praticadas em grupos – surgem como um dos principais benefı́cios à saú de fıś ica e mental. Antigamente, imaginava-se que apenas exercıć ios como a hidroginá stica e a caminhada deveriam ser recomendados aos idosos, por apresentarem impactos fıś icos limitados e fluxo moderado. Hoje, no entanto, a gama de possibilidades aumentou e a dança cumpre um papel fundamental para o aumento da autoestima dessas pessoas. Um dos principais diferenciais da dança é o estı́mulo ao convıv́ io social, algo fundamental para quem chega à terceira idade. Em alguns casos, o idoso pode sentir-se solitá rio ou abandonado, já que passa mais tempo em casa e nã o manté m a rotina atribulada de outros tempos. E uma das principais consequê ncias acaba sendo a depressã o. Nesse sentido, a dança surge como um forte estı́mulo fı́sico e emocional, promovendo a integraçã o de vá rias pessoas que, afinal, podem ter muito em comum e criar assim novos laços de amizade, gerando um novo ciclo de independê ncia e autonomia na vida dos idosos. Principais benefícios da dança para os idosos - Bem-estar fıś ico e emocional; - Exercıć io de vá rios grupos musculares; - Ganhos de agilidade e na coordenaçã o motora; - Melhorias à atividade cardiorrespirató ria; - Estıḿ ulo à atençã o e à memó ria; - Incentivo à concentraçã o e melhora no equilıb́ rio; - Ajuda no combate à depressã o e melhora a autoestima. Procure sempre a orientação de um especialista e viva bem! Fonte: ibbca.com.br Nó s, da Pastoral da Pessoa Idosa, comunicamos a todos que reiniciaremos nosso trabalho missioná rio, fazendo nossas visitas a partir de março. Desejamos boas vindas as nossas colegas lıd́ eres, pedindo a Deus que nos dê sabedoria para fazermos sempre o melhor pelos nossos idosos. Deus abençoe você, sua famıĺ ia e feliz 2018 a todos nó s! Colaboração: Maricléia Dris Lachovski - Líder da P.P.I. “Serei pobre em fazer a minha vontade, e rico em buscar a tua”. São Geraldo Magela Revista Voz da Paróquia | Comunhão, Participação e Missão |Ano IV | Março 2018 | Nº 46 07

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Domingo de Ramos “O Domingo de Ramos, com hosanas, saudações e louvores, prefigura a vitória de Cristo sobre a morte e o pecado. É o portal de entrada para a Paixão de Cristo: a Semana Santa inicia-se com ele”. O Domingo de Ramos é , simbolicamente, a “porta de entrada” da Semana Santa e, portanto, para chegar à Pá scoa. Ainda hoje, como na época de Jesus, atrai as multidõ es. Todos os anos, a passagem evangé lica da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém dá todo o sentido à bênçã o dos ramos. Revivem-se os momentos em que a multidã o acolhe Jesus na cidade de Davi, Aclamam Jesus, dizendo: “Bendito é aquele que vem em nome do Senhor” e “Hosana” (em hebraico, este termo significa “Salvai-nos!” e se tornou uma exclamaçã o de triunfo, alegria e confiança). Jesus é um Rei de paz, humildade e amor. Ele se apresenta à multidã o montado em um jumentinho. Zacarias havia anunciado: “Eis que o teu rei vem a ti, manso e montado num jumento, num jumentinho, num potro de jumenta” (9, 9). Embora Jesus montasse um simples jumento, o cortejo caminhava, alegre e digno. Na expectativa de estar ali o Messias prometido, Jerusalé m transformou-se, era uma cidade em clima de festa. Testemunhos revelam que Jerusalém já celebrava, no século IV, a entrada triunfal de Jesus na cidade. Uma peregrina chamada Egéria, que percorreu a Terra Santa em 380, dá testemunho disso em um manuscrito encontrado em 1884. De Jerusalém, a procissã o se estende ao mundo inteiro. Egé ria (ou Eté ria) descreve a procissã o que, do Monte das Oliveiras ao Santo Sepulcro, celebra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalé m: “E, na hora undé cima (17h), lê -se aquela passagem do Evangelho, quando as crianças com ramos e folhas de palmeira saıŕ am ao encontro do Senhor, dizendo: 'Bendito é aquele que vem em nome do Senhor'. Em seguida, o bispo e todo o povo se levantam e vã o, a pé, saindo do alto do Monte das Oliveiras, caminhando com hinos e antıf́ onas, respondendo sempre: 'Bendito é aquele que vem em nome do Senhor'.” Em seu testemunho, Egéria insiste na grande participaçã o de crianças na procissã o: “Todas as crianças que estã o naqueles lugares, inclusive as que nã o sabem andar ainda dada a sua curta idade, participam sobre os ombros dos seus pais, carregando ramos, algumas com folhas de palmeiras e outras com ramos de oliveiras”. IliaraKloster Bassil Dízimo ou Oferta? Existe uma grande diferença entre dıź imo e oferta, embora ambos sejam frutos de nossa fé , do nosso reconhecimento, da nossa gratidã o para com Deus, da generosidade do nosso coraçã o: Dízimo = E devolver a Deus com fidelidade, uma parte de tudo aquilo que Ele pró prio nos dá como primıć ias da nossa renda. Se a nossa renda é a colheita, nó s daremos o nosso dıź imo quando realizarmos nossa colheita no campo. Se a nossa renda é o nosso salá rio, devolvemos nosso dıź imo devolvemos nosso dıź imo como primeiro gesto de gratidã o a Deus, logo que recebemos nosso salá rio. Se a nossa renda for o fruto da renda de algum bem, daremos o dıź imo da nossa renda ao receber o que ganhamos, com a venda daquele bem. Oferta = E livre, nã o tem momento certo. Depende da necessidade de quem solicita e dá disponibilidade de quem oferece. E o dıź imo que deve sustentar o plano pastoral da igreja, para realizaçã o da obra de Deus. As ofertas se destinam geralmente para a realizaçã o das obras complementares, ou para alguma emergê ncia pessoal ou comunitá ria, ou ajudar o plano pastoral da igreja, mas como acréscimo ao dıź imo, que constitui a pastoral de sustentaçã o da vida paroquial. Fonte: Comunidade São Luis Gonzaga/Londrina/PR 08 Revista Voz da Paróquia | Comunhão, Participação e Missão |Ano IV | Março 2018 | Nº 46

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Significado e Importância da Quaresma Este especial tempo litú rgico busca o cumprimento da exortaçã o evangélica essencial: "Convertei-vos", imperativo proposto a todos os fié is mediante as palavras do rito da Quarta-feira de Cinzas: "Convertei-vos e crede no Evangelho" e na expressã o "Lembra-te de que és pó e ao pó voltará s", as quais recordam a inexorável finitude e a efê mera fragilidade da vida humana neste mundo, sujeita à morte. Quaresma é o tempo propıć io e oportuno para o cristã o buscar a imersã o na Misericó rdia divina e se tornar, de fato, discıṕ ulo de Jesus. Para lembrar que temos obrigaçã o, enquanto cristã os, de sermos misericordiosos com o nosso pró ximo. Oraçã o, penitência, jejum e esmola sã o meios para se alcançar os objetivos da Quaresma. Nã o precisamos necessariamente multiplicar as nossas oraçõ es, mas sim rezar apaixonadamente a cada dia, participar nas Missas dominicais com especial atençã o e dedicaçã o, e coroar essas prá ticas com a Comunhã o no Corpo e Sangue do Senhor. Temos agora a maravilhosa oportunidade de participar das oraçõ es da Via Sacra, que nos ajudam a aguçar a consciê ncia da Presença do Deus Conosco, todos os dias, a todo momento, este Deus Uno “no qual existimos, nos movemos e somos” (At 17,28). Quaresma é é poca de uma maior fraternidade, na ajuda concreta aos pobres. E uma abertura para a vida dos semelhantes que passam privaçõ es; é tempo para lutar com mais força contra o aborto; época de conceder o perdã o aos que nos ofenderam ou magoaram; de fazer o bem a todos sem “trombetear”. E tempo també m de fazer uma boa confissã o, de fazer um “pacto” com a pró pria lıń gua, para nã o ferir a honra alheia, evitando crı-́ ticas destrutivas; e para se resolver consigo mesmo, aumentar a autoestima e valorizar as pró prias qualidades. Para cumprir o propó sito da Quaresma, uma boa dica: examine a sua consciência ao final de cada dia. Coloque-se diante de Deus e diga: “Nisto eu errei; aquilo poderia ter feito diferente, melhor. Amanhã vou melhorar, com a vossa Graça”. Ref.s: KELLY, Francis D. Reflexõ es para as festas litú rgicas, Sã o Paulo: Ave-Maria, 2015. 'Reflexõ es sobre a Quaresma', Catequese Cató lica, disp. em: http://catequisar.com.br/texto/materia/ celebracoes/quaresma/ind.htm, Acesso 17/2/015. CARVALHO. Cô n. José Geraldo Vidigal, Apostolado 'Veritatis Splendor': 'Santificar-se na Quaresma', disp. em: http://veritatis.com.br/article/4770, Acesso 17/2/015. Google . O Fiel Cató lico. Revista de Teologia :: Catequese :: Doutrina Ministro da Eucaristia - Sergio Justichechen Espaço Kids Vamos acompanhar o filho até a casa de seu pai. Pelo caminho encontraremos letras que iremos escrever nos quadrados, na ordem que aparecem para descobrir a mensagem: Resposta: O pai nos ama e perdoa Revista Voz da Paróquia | Comunhão, Participação e Missão |Ano IV | Março 2018 | Nº 46 09

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Missas com Bênção do Santíssimo 1ª Quarta-feira do Mês: Nossa Senhora do Perpé tuo Socorro 1ª Quinta-feira do Mês: Bênçã o da Saú de - Traga remé dios, receitas, roupas (Matriz) 2ª Quinta-feira do Mês: Bênçã o das Chaves da Casa, dos Carros, das Motos, da Bicicletas (Matriz) 3ª Quinta-feira do Mês: Bênçã o dos Alimentos - Traga alimentos para serem abençoados, e um quilo de alimento para partilhar com os pobres (Matriz) 4ª Quinta-feira do Mês: Bênçã o dos Trabalhadores e dos Desempregados (Matriz) 5ª Quinta-feira do Mês: Bênçã o dos Artigos Religiosos, Aguas (Matriz) HORÁRIO DAS MISSAS/NOVENAS HORÁRIOS DE ATENDIMENTOS E ASSESSORIAS DAS Paróquia Nossa Senhora do Bom Sucesso (Missionários Redentoristas) COMUNIDADES E PASTORAIS DOS COMUNIDADE DIA HORA CELEBRAÇÃO MISSIONÁRIOS REDENTORISTAS EM GUARATUBA quarta quinta 19h30 19h30 Missa/Novena Missa COMUNIDADE PASTORAIS, GRUPOS DIAS DE PLANTÃO Pe. Roque Sutil Gabriel, C.Ss.R. N.S. Bom Sucesso Matriz sexta 19h30 sábado (26/01 à 04/02) 19h30 domingo 10h00 domingo 19h30 4º domingo 10h00 Missa - Matriz N. Sra. Novena N.Sra. Bom Sucesso Bom Sucesso Missa (Centro) Missa - Santo Antonio Missa/Batizados (Coroados) - Catequese; Liturgia e - quarta e sábado Canto; - Juventude; Coroinhas - P. Humanizante N. S. Perpétuo quarta Socorro domingo Brejatuba 3º domingo 19h30 08h00 08h00 Missa/Novena Missa Missa/Batizados - São Joaquim (Cubatão) Pe. Pedro Hélio de Oliveira C.Ss.R N. S. Navegantes Barra do Saí quarta sábado 1ª sábado N. S. Aparecida Caieiras quarta sábado 3º sábado Santo Antonio Coroados quarta domingo 1º domingo São Luiz Gonzaga Nereidas quarta domingo 2º domingo São Joaquim Cubatão 2º, 4º domingo N. S. Aparecida Banaze 2º, 4º domingo 18h00 19h30 19h30 19h30 19h30 19h30 19h30 08h00 08h00 19h30 10h00 10h00 10h00 08h30 Novena Missa Missa/Batizados Novena Missa Missa/Batizados Novena Missa Missa/Batizados Novena Missa Missa/Batizados Missa Missa - N. Sra. Aparecida (Caieiras) - N. Sra. navegantes (Barra do Saí) - P.P.I.; Criança; Dízimo; R.C.C.; - Leigos Pe. Donald R. Roth C.Ss.R. - N. Sra. Perpétuo Socorro (Brejatuba) - São Luiz Gonzaga (Nereidas) - N. Sra. Aparecida (banaze) - Ministros; Batismo; Familiar - Social - segunda e sexta - terça e quinta Comunhão, Participação e Missão São Luís de Franca Padroeiro de Guaratuba N. Sra. Fátima Riozinho 1º, 3º domingo 09h00 Missa Obs.: Última segunda-feira do mês, não há atendimento, encontro dos padres. 10 Revista Voz da Paróquia | Comunhão, Participação e Missão |Ano IV | Março 2018 | Nº 46

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Datas e Eventos Paroquiais de Março HORA SANTA COM JESUS Local: Matriz Nossa Sra. do Bom Sucesso Data: 02/03 Horário: 18:30h. Toda primeira sexta feira de cada mê s. Participe conosco! MISSA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS PARA OS TRABALHADORES E COMERCIANTES DE GUARATUBA Local: Sorveteria Big Center (Av. 29 de Abril) Horário: 7h30 Data: 02/03 Toda primeira sexta feira de cada mê s. SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS HORA SANTA Local: Perpétuo Socorro Data: 02/03 Toda primeira sexta feira do mê s As 15h junto com o Terço da Misericó rdia. Visite o site da Paróquia ww.paroquiaguaratuba.com.br INFORMAÇÕES NA SECRETARIA PAROQUIAL Aconteceu... O 1 Festival da Cançã o da Padroeira Mã e Agradecemos a Deus, a todos participantes, do Bom Sucesso contou com 31 participantes. comissã o organizadora da Festa, Jurados, Cantores de alta performance, profissionais e nã o Alessandra e Giana que realizaram a conferência profissionais, porém, todos muito talentosos e das notas e claro a todo pú blico que abrilhantou com muito brilho em todas as apresentaçõ es. ainda mais e participou com veemê ncia nas Para nó s, foi uma alegria, uma satisfaçã o a p r e sentaçõ es deste Festival. e sem contar a experiê ncia maravilhosa em fazer parte da organizaçã o deste lindo evento. A competê ncia e profissionalismo de nossos jurados: Allan Caetano, Luiz Augusto da Silveira e Tiago Coutinho transmitiram com excelência e transparê ncia o resultado deste festival, que, com muita honra e justiça, obteve os seguintes premiados: 1 lugar: Willian Calixto (Guaratuba) 2 lugar: Luciano Sa (Guaratuba) 3 lugar: Lyncon Chaves (Guaratuba) 4 lugar: Gabriel Alves (Paranaguá ) 5 lugar: Débora (Paranaguá ) Josiane e Rafael - Responsáveis pelo Festival Revista Voz da Paróquia | Comunhão, Participação e Missão |Ano IV | Março 2018 | Nº 46 11

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"Lava Pés" Encenação da Paixão Morte e Ressurreição de Cristo Um exemplo de perseverança no serviço leigo a igreja SENHOR o que querias nos dizer quando lavastes os pés de teus apóstolos? Como Tu, Filho de Deus, grandioso como és, izestes isto? Como quer que entendamos tal atitude, se somos prepotentes, egoístas e mesquinhos? Lavar os pés de alguém e ainda por cima beijá-los? Nunca! É muito para nossos neurônios . Nesta hora a conexão que já estava di ícil, falha. Falamos de amor mas não entendemos de amor. Não conseguimos olhar o nosso semelhante como nosso irmão. Falamos de paz mas não a propagamos. Falamos de humildade mas confundimos os canais. Tu que izestes de tudo para nos mostrar a grandiosidade destes sentimentos, se fazendo pequenino numa humilde manjedoura, se fazendo pequenino na Eucaristia para que o comunguemos, se deixando julgar por atos que só re letiam amor, se deixando lagelar por excesso de carinho, cruci icar, ser perfurado para nos garantir a vida eterna. Pra que mais provas de amor? E nós? Como retribuímos tudo isso? Não temos a consciência que somos grandes aos seus olhos, ao seu coração. Que somos a criação mais importante em todo o processo. Não atinamos que só a conscientização de tudo isso é que nos faria lavar os pés de nosso semelhante e olhá-lo como irmão. SENHOR, que um dia consigamos entender tudo isso. AMÉM Margarida Miranda Correa A tradicional encenaçã o “Da Vida, Paixão, Morte e Ressureição de Cristo” tornou-se um momento especial de reflexã o por ocasiã o da Pá scoa, especialmente pela forma com que o projeto surgiu e cresceu ao longo dos anos. Vamos conhecer esta linda histó ria de voluntariado. O ano era 1996, e na comunidade de Caieiras surgia o grupo de jovens JUCA- Juventude Unida de Caieiras. Estes, desde o inıć io de suas atividades, já se destacavam quanto à arte de interpretar cenas da vida de Jesus. Eis que surge a idéia de encenar a maior histó ria da humanidade: a Paixão de Cristo. Tudo começou de forma simples, e a Via Sacra acontecia pelas ruas da comunidade como uma procissã o voltada à reflexã o dos fiéis, e poucos jovens se desdobravam para fazer as cenas acontecerem. Ao longo dos anos e acreditando naquele momento de fé e espiritualidade, os jovens foram se organizando, buscando apoio de outros grupos de jovens da paró quia, dos pais e demais voluntá rios e o projeto foi tomando corpo, ganhando credibilidade e principalmente cumprindo seu papel, enquanto um dos grandes momentos de reflexã o da comunidade cató lica por ocasiã o da pá scoa. O projeto foi exibido por 17 anos, tendo como diferencial o envolvimento de 250 integrantes entre crianças, jovens e adultos, que voluntariamente se reú nem para apresentar a comunidade um pouco da realidade vivida por JESUS, nã o só o seu sofrimento, mas principalmente a pessoa carismática, alegre e amiga que foi nosso Deus que se fez homem. Em 2017, o projeto se consolidou enquanto evento oficial do município de Guaratuba, tendo apoio financeiro da Prefeitura Municipal de Guaratuba para sua realizaçã o, sendo coordenado pela paró quia Nossa Senhora do Bom Sucesso. O pú blico estimado na ocasiã o foi de 5.000 pessoas que puderam vivenciar a maior histó ria de amor pela humanidade. O projeto també m se preocupa com o cunho social arrecadando alimentos nã o perecıv́ eis que posteriormente sã o doados à instituiçõ es de caridade de nosso municıṕ io. 12 Revista Voz da Paróquia | Comunhão, Participação e Missão |Ano IV | Março 2018 | Nº 46

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Semana Santa O que faz Santa esta semana sã o os passos do Senhor Jesus e nó s que somos chamados a ser santos seguindo seus passos de amor. Podemos dizer que esta semana é o nosso retiro anual para retornarmos a essê ncia do amor cristã o. A Semana Santa se inicia com o Domingo de Sá bado Santo a Vigıĺ ia; Ele nos criou e caminha conosco! Aleluia. Na Vigıĺ ia Pascal, contemplamos o amor de Deus presente e atuante na criaçã o inteira. Deus cria tudo no amor e imprime o selo de sua bondade em cada ser. Homem e Mulher, criados no sexto dia a sua imagem e semelhança, recebem tudo como verdadeiro dom, Ramos, ou Domingo da Paixã o do Senhor, prepara- junto recebemos a missã o de cuidar de toda a nos para toda a Semana Santa. A liturgia da pala- criaçã o segundo a mesma ló gica de amor-doaçã o, vra procura mostrar a vida de Jesus junto do povo, fazendo a vida florescer. ora louvando e exaltando, ora rejeitado e critica- Chegamos no Domingo da Pascoa; Ele passou do. No entanto, Ele permanece sereno diante das fazendo o bem. A vida triunfou! controvérsias, mostrando que o amor está acima Jesus Ressuscitou! O canto de aleluia conti- de tudo, seja dos louvores, seja das rejeiçõ es. nua a ecoar neste Domingo de Pá scoa. Cristo Quinta - feira Santa; a Ceia da Vida e da venceu a morte e nos garantiu a verdadeira vida, Libertaçã o! Com a celebraçã o da noite, abrimos o assim deve ser também essa Semana Santa para Trı́duo Pascal. E momento de participar com todos nó s que buscamos viver em Cristo. Nã o Cristo de sua Ultima Ceia, celebrar a nova e eterna mudaremos nossa vida fazendo as mesmas coisas Aliança em seu amor misericordioso e redentor. do mesmo jeito. Façamos nesta semana santa a Sexta - feira Santa; com Ele morremos e x periê ncia de Jesus, que faz novas todas as para com Ele ressurgir para a vida! No silêncio coisas. Deixemos que o Senhor nos recrie em sua profundo da açã o litú rgica deste dia, contem- paixã o, morte e ressureiçã o. Que o Deus miseri- plemos a cruz do Senhor. No sofrimento do Cristo, cordioso nos guie por seu Espıŕ ito Santo, e a Mã e vemos os sofrimentos da humanidade, marcada das Dores nos ensine a perseverar em nosso ainda hoje pela violência, pela intolerâ ncia, que compromisso com o amor, assim como viveu seu destroem a vida de tantos irmã os. Nã o podemos Filho Jesus. ser cristã os se nã o temos compaixã o pelos que sofrem, se nã o temos ouvidos abertos para o grito João Fábio Savelli de tantos que sã o vitimas da corrupçã o e da injustiça e gritam aos cé us. “Mortifiquemos um pouco o homem exterior para que o interior seja restaurado; perdendo um pouco do excesso corpóreo, o espírito robustece-se pelas delícias espirituais” (São Leão Magno, Primeiro Sermão sobre a Quaresma, 5). Revista Voz da Paróquia | Comunhão, Participação e Missão |Ano IV | Março 2018 | Nº 46 13

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Consagrado Redentorista Queridos irmã os e irmã s, em primeiro lugar quero agradecer a todos por suas oraçõ es, rezo por cada um de você s, e por essa Guaratuba linda, que é meu berço vocacional, sou natural de Guaratuba, da Comunidade Nossa Senhora dos Navegantes, na Barra do Sai, onde moram meus pais, uma das praias mais belas do nosso litoral Paranaense, fui para o seminá rio no ano de 2013, em Curitiba onde é o Seminá rio Santo Afonso e o Sã o Geraldo, fiz o Propedê utico e o Postulantado até 2016, onde fiz també m trê s anos de filosofia na PUC-PR, e neste ú ltimo ano de 2017 fiz o Noviciado em Tietê - SP, que é um momento de intensa formaçã o sobre a vida da Congregaçã o Redentorista, os santos e beatos da nossa congregaçã o, as nossas constituiçã o, e a vida da igreja, depois desse ano fiz os votos temporá rios, de Pobreza, Obediê ncia e Castidade, no ú ltimo dia 20 de janeiro deste ano, no Santuá rio do Perpetuo Socorro, em Curitiba, depois desse dia me consagrei Redentorista, um genuıń o filho de Santo Afonso, que é fundador dos Redentorista, agora sou Frater Redentorista, que é um Religioso que se prepara para os votos perpétuos e ordenaçã o presbiterall, nesses pró ximos quarto anos irei morar em Londrina-PR, onde irei fazer a teologia. Que Santo Afonso nosso fundador, e a Mã e do Perpetuo Socorro interceda por cada um de nó s!! Fraternalmente Frater Alison Flores, CSsR 14 Revista Voz da Paróquia | Comunhão, Participação e Missão |Ano IV | Março 2018 | Nº 46

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Os pioneiros não morrem... Ao eterno e sempre amigo padre Wilson... “Vinde, bendito de meu Pai!” (Mt 25,34) Passava das 7h do domingo, 28 de janeiro, quando, ao preparar-me para a Eucaristia, recebi o comunicado do falecimento do cial é invisıv́ el aos olhos, como bem nos dizia Antony Sant-Expé rry, autor da bela obra “O Pequeno Prıń cipe”, que conquistou milhõ es de grande amigo padre Wilson, em Curitiba. Por um consciências em todo o mundo. E na sabedoria momento fiquei pasmo. Simplesmente um abismo daquele que dá sentido à vida de bilhõ es de de silêncio tomou conta do meu finito ser. Imedia- pessoas em todo o planeta, o Mestre Jesus Cristo, tamente minhas lá grimas começaram a rolar ros- se expressa com fineza: “Nem todos sã o capazes to abaixo como á guas que se esvaem pelos riachos de entender isso...” (Mt 19,11) – pois é preciso da vida. Pensei comigo: ele fez a experiência do enxergar com os olhos do coraçã o. Grande Encontro com o Pai. “Nele brilhou para Com efeito, no exemplo do padre Wilson, nó s a esperança da feliz ressurreiçã o. E, aos que a temos aquela porçã o de vida que nos anima, nos certeza da morte entristece, a promessa da imor- forma, nos define, nos direciona, nos move e nos talidade consola. Senhor, para os que crêem em comove, e enfim, nos personaliza e nos convence vó s, a vida nã o é tirada, mas transformada. E, verdadeiramente em saga e â nsia, em ternura e desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado, nos vigor nas situaçõ es existenciais de que vale a pena céus, um corpo imperecıv́ el” - como bem nos diz o viver para amar e servir a Deus. belo Prefá cio dos Fiéis Defuntos I. E o bendito do Do amigo padre Wilson guardo ainda as Pai! “Vinde, bendito de meu Pai! Entrai na posse recordaçõ es dos instantes ıḿ pares que vivemos do reino que te está preparado desde a criaçã o do juntos, sobretudo, os momentos ú ltimos, no mundo” (Mt 25,34). sá bado, de manhã , 27 de janeiro, quando, no Deixando-nos um legado de inestimá vel hospital, apó s confessar-se, dizia com voz serena: valor na amizade, no acolhimento e na hospitali- “Nã o me desespero neste combate ao câ ncer. dade, padre Wilson se mostrava ainda como um Estou em estado de graça. Deus nã o me abando- nobre Missioná rio Redentorista tanto na arte da nou. Esteve sempre comigo. Vou em paz”. simplicidade quanto na inconfundıv́ el alegria do A memó ria do padre Wilson permanecerá Evangelho. viva em nossos coraçõ es. Afinal, “ninguém morre Era um presbıt́ ero amado por muitos. Fez no coração daquele que sempre ama” – como já de sua vida um incansável trabalho pelo Reino. disse alguém. Por isso, estará sempre 'vivo' entre Tornou-se artıf́ ice da sabedoria, a quem enamo- nó s com seus exemplos e valores que tã o bem rou com tanta gentileza. Da Palavra de Deus e da soube semear. Ao padre Wilson, faço minhas as Eucaristia cunhou-as como servo da escuta (cf. sagradas palavras do Evangelho: “E aquele que 1Sm 3,10) e da constante participaçã o junto ao viu, dá testemunho, e o seu testemunho é verda- povo de Deus. Era, de fato, um homem de Deus e deiro. E ele sabe que diz a verdade, para que tam- para Deus. Simples e humilde fez dessas fecundas bém vocês acreditem” (Jo 19,35). Ele partiu, mas virtudes a essência de sua vida. Servo dos servos deixou-nos muito de si. de Deus acentuou a postura da caridade como Descanse em paz, meu amigo, na gló ria de serviço, e do seu serviço ao Reino, revestiu-se do Deus! E, lá do céu, rogai a Deus por nó s, por nossa amor como atitude cristã . Seu jeito simples e vida, por sua famıĺ ia, por nossas comunidades, humilde, temperando à alegria dos momentos de pela Paró quia Nossa Senhora do Bom Sucesso, meditaçã o foram a sıń tese substancial do teste- onde se dedicou com tanto carinho, até o dia em munho de vida: obediência ao projeto de Deus, que nos encontraremos juntos na fraterna casa de amor aos pobres e devoto de Nossa Senhora. Deus nosso Pai. Saudades. Muitas! Tudo isso e muito mais, fez do padre Wilson uma figura grandiosa e exemplar modelo cristã o. Por Padre Francisco Santos Lima Seu legado continuará sublinhando que o essen- Missionário Redentorista Revista Voz da Paróquia | Comunhão, Participação e Missão |Ano IV | Março 2018 | Nº 46 1505

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