Doroteias, nº135

 

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Boletim Informativo da Provincia Portuguesa das Irmãs Doroteias

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Al. Linhas de Torres, 2 1750-146 LISBOA doroteiasnoticias@gmail.com 140 anos em Vila do Conde Exercícios Espirituais no Linhó Festa de Santa Doroteia na Figueira da Foz Semana Cultural nas Calvanas Carnaval na Covilhã Bodas de Ouro da Irmã Eduarda Siza Vieira Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos Viseu Lisboa - Calvanas Figueira da Foz Lisboa -Parque

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Exercícios Espirituais para Todos O “grupo dos 35” escolheu, como testemunho colectivo, a ACÇÃO DE GRAÇAS que a Dalila escrevera para a Eucaristia final dos EE: – Aqui estou, Senhor, neste cântico de Louvor e de Acção de Graças por tudo o que recebi nestes dias, pe- la intensidade das meditações, pela disponibilidade interior das Irmãs Doroteias que conduziram os Exercí- cios Espirituais, pela vivência da espiritualidade, pelo acolhimento que nos foi prestado e, para culminar, por esta magnífica Eucaristia, num ambiente tão fraterno, e pelo Padre Vítor Feytor Pinto, pela mestria da palavra que pôs ao serviço deste grupo orante, numa fluência e encadeamento tal que o ouviríamos horas a fio sem nos fatigarmos… Que Deus lhe conserve a vitalidade e esta frescura na comunicação! – Aqui estamos, Senhor, oferecendo-Te a nossa vida marcada por longa caminhada: quantos sonhos, quantas desilusões, quantas histórias… que só Tu conheces em profundidade!... Como eco que se repercute pelo espaço, ouvimos a Tua Voz no nosso coração e, com a prontidão do pequeno Samuel, perguntámos-Te: – Chamaste, Mestre?! Sim, tinhas chamado cada um de nós pelo seu nome e, por is- so, acorremos todos ao Teu apelo. – “QUERO HOJE FICAR EM TUA CASA!”. Chegámos por diversos caminhos, como diverso é o projecto de Deus para mim… para ti… Trinta e cinco itinerários pesso- ais, solitários, com marcas de interioridade. Sem que tivéssemos dado conta, ao longo da trajectória da nossa humanidade, venceste connosco obstáculos, pedras na calçada, frustrações, sofrimento, dor, perdas… mas também de- sarrumaste a nossa vida, virando-a, quantas vezes, de pernas para o ar! Deixaste que a dureza, a falta de amor, a revolta… se instalassem em nós. Até Te questionámos, confrontando-Te!... Mas, paulatinamente, ias fazendo o Teu trabalho… A Tua Presença falou mais alto, Senhor e, tal como o SIM de MARIA, tam- bém cada um de nós te disse (primeiro a medo, depois de forma confiante, impulsionada pela Fé) “FAÇA- SE em mim, segundo a Tua Vontade!”. Aqui estamos, pois, nesta apologia do silêncio interior, a oferecer-Te a nossa vida, de mãos abertas, mas num apelo constante, para que nos ampares na subida desta montanha de Luz que ousamos trilhar; ensi- na-nos, também, a conciliarmos, no quotidiano, a acção de Marta e a contemplação de Maria pela via da escuta, para um caminho de perfeição; perdoa-nos, Senhor, sempre que irreflectida e precipitadamente, descemos alguns degraus… – “Que procurais?!”. “A Quem procurais?!” - perguntas, a cada instante, à nossa fragilidade. – Senhor, estes “trinta e cinco”, cujos nomes conheces, anseiam um crescente Encontro contigo, na intimi- dade do seu ser mais profundo, no silêncio do seu coração. – “Rabi, onde moras?… Onde vives?”. Sem esperar resposta… eu sei que moras dentro de mim, dentro de nós, dentro de cada ser. Então, se Tu quiseres, Senhor, dissipa as trevas que nos bloqueiam e que não nos deixam ver-Te na face do Irmão que geme; despoja-nos de tudo o que torna a nossa casa tão cheia… para que o nosso coração se possa abrir à escuta atenta da Tua voz interior; lava-nos os pés… e também a alma, para que tomemos parte contigo no Teu Reino e para que Te tornes em cada um de nós, CAMINHO, VERDADE e VIDA abundante! Dalila de Jesus Guerrinha "Um encontro de dois desejos", com esta frase iniciaram os Exercícios Espirituais. Partindo da leitura do texto que nos fala de Zaqueu, dei conta de que era eu que ali estava, a subir a uma árvore para O ver passar, com o desejo de O ter em minha casa, a casa de um pecador. Foi assim que iniciei um momento marcante no meu caminho de fé. E que bom que foi ter tão grande visita! Com muita alegria e no "esforço" de um silêncio contemplativo, dei espaço para com Ele ir a outras casas. Casas disponíveis para dizer sim, outras menos atentas aos seus sinais, por vezes atarefadas com a azáfama do dia-a-dia, mas sempre abertas ao Seu amor, deixando-se abraçar por 2

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Ele no testemunho e aceitação de um estilo de vida único. Inserido num grupo de irmãos em Cristo, grande, foi reconfortante o testemunho de silêncio que todos deram. Muito obrigado por me terem deixado subir a esta árvore que me permitiu ver melhor e realizar o meu desejo de procura. Foi um privilégio poder estar no Linhó com as Irmãs Maria Antónia e Anabela que tão serenamente nos guiaram nos Exercícios Espirituais.João Reis Comunidade de Bragança Bodas de Ouro da Irmã Eduarda No dia 2 de fevereiro de 2018, celebrámos fraternalmente, com a Ir. Eduarda, a festa da sua Apresentação - Entrega ao Senhor há 50 anos. Respeitando a sua vontade e desejo procurámos que a festa fosse num ambiente simples e familiar. Por isso o almoço, preparado com carinho, foi em casa e com a presença do Sr. Padre Calado - Presidente do Centro de Santo Condestável e do Lar de S. Francisco, que acolheu calorosamente o convite das Irmãs da Comunidade. De tarde, pelas 18.30h, o Sr. Pe. Calado concelebrou na paróquia de Santo Condestável com o Sr. Padre Fontoura, da Unidade Pastoral de S. Bento, à qual nós pertencemos, nos dedicamos, e com a presença de vários Diáconos que quiseram marcar a sua estima e consideração. O Coro Paroquial animou a Liturgia com belos cânticos festivos preparados e ensaiados para as Bodas de Ouro. A Eucaristia iniciou com um pequeno cortejo de ofertas simbólicas que marcaram a sua obra–Missão ao longo dos 50 anos de Consagrada. Em seguida, uma Catequista leu um breve texto assinalando o Dom da Vida da Irmã Eduarda como entrega e dedicação ao serviço dos outros, no Senhor, que transcrevemos: “Na festa da Apresentação do Senhor, reunimo-nos aqui, para Celebrar, Louvar e Bendizer o Senhor, pelos 50 anos de Vida Consagrada da Irmã Eduarda ao Serviço da Igreja, como Doroteia, na Construção do Reino, através da Educação Evangelizadora. Neste Centro Paroquial, nomeadamente no Lar de S. Francisco, a Irmã Eduarda desenvolveu a sua Missão no Acolhimento, no cuidar, na promoção de Crianças, Adolescentes e Jovens que, graças à sua arte de Educar, aprenderam e escolheram sonhar e lutar por um futuro melhor. O seu trabalho em equipa, no Secretariado de Catequese, foi constante e dedicado à Formação de Catequista a nível de Diocese e à Catequese Paroquial que sempre acompanhou na sua Missão de Catequista. Outros encargos a nível Pastoral lhe foram solicitados aos quais respondeu generosamente, partilhando a sua experiência e sabedoria. Por tanta doação de Vida em benefício dos outros, unimo-nos, em Ação de Graças ao Senhor pelas Bodas de Ouro da Irmã Eduarda”. É de anotar a ‘qualidade’ da assembleia que participou na Eucaristia, pois foi muito significativa: O Lar de S. Francisco esteve presente na totalidade e até fechou, nessa hora, como estímulo e motivação à participação das Alunas, Técnicos, Funcionários, Antigas Alunas, bem como um grupo alargado de Crianças da Catequese Paroquial, alguns Catequistas, Convidados e pessoas amigas da Irmã Eduarda. Após a Eucaristia, seguiu-se o jantar-convívio que o Lar de S. Francisco, generosamente, ofereceu a todos os convidados. O Lar estava decorado com arte e beleza para acolher, e o Refeitório com as mesas recheadas para poder 3

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degustar melhor a refeição saborosa e abundante que nos serviram, com várias sobremesas à escolha, o bolo original e fofo de “Bodas de Ouro” e os presentes dos convidados. Antes de partir o bolo das Bodas, a Direção do Lar na pessoa da Srª Directora, Carla, depois de sugestivas palavras de comunhão e gratidão, apresentou um Powerpoint alusivo à Irmã Eduarda, partindo do seu ambiente familiar em Criança, jovem e como Doroteia, ao jeito de Paula Educadora, salientando, especialmente a dádiva da vida em Missão no Lar de S. Francisco com a tónica da Gratuidade. Foi um momento lindo, profundo e denso a memória da vida entregue ao Senhor com as sementes lançadas e frutos recebidos… e, no meio do silêncio, o espaço abriu-se à Gratidão. A concluir, todos os convidados abriram o coração para cantar: PARABÉNS à Irmã Eduarda e saborear o bolo com alegria, júbilo e simplicidade. Alguns convidados e amigos quiseram guardar o acontecimento, filmando ou fotografando, e uma grande e aplaudida salva de palmas ecoou em Ação de Graças, como hino de louvor. O jornal da Diocese de Bragança também recordou o evento. Lisboa – Externato do Parque Dia de Reis no Externato do Parque Os meninos do pré-escolar encantaram todo o Colégio com os seus cânticos do Dia dos Reis. A alegria espelhada nos seus rostos ajudaram-nos a fazer festa e a lembrar o que significa a Manifestação dos Reis. Foi mais um dia festivo na quadra de Natal. Iniciámos, a 18 de janeiro, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Fomos todos convidados a um momento de adoração ao Santíssimo. Ao longo da manhã e por turmas fomos à Capela, cantámos, rezámos e fizemos silêncio junto a Jesus. Foi um momento muito íntimo com Jesus e em união com os Amigos de todos os colégios das Irmãs Doroteias. No sábado, dia 27 de janeiro, na Capela do Externato do Parque, celebrámos a Festa da Palavra com os alunos do terceiro ano. As crianças estiveram atentas e participativas na Eucaristia. Esta Festa foi preparada com todo o empenho das Irmãs, Professoras titulares e os professores Joel e Tânia que vieram animar os cânticos com as suas violas. Foi um momento lindo de escuta para poder fazer escolhas como foi proclamado no compromisso que os meninos fizeram. Aqui fica o testemunho duma Professora: 4

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Ontem foi a Festa da Palavra, dos alunos do terceiro ano do Externato do Parque. Sabia que estes meninos eram impecáveis, mas superaram tudo o que podia supor!... Fizeram silêncio, estiveram atentos e participaram ativamente numa Eucaristia lindíssima preparada por eles e para eles. Muito obrigada a toda a Comunidade Educativa do Colégio. As palavras do Padre Sena foram muito especiais! Deixaram um desafio forte aos pais e aos alunos. Sinto-me muito abençoada por fazer parte do caminho destes meninos, absolutamente maravilhosos! Horta pedagógica Este ano iniciámos, em força, a nossa Horta Pedagógica. A Irmã Sofia trouxe este entusiasmo das sementeiras que contagiou a todos. Os alunos e educadoras/professoras estão muito motivados a semear, plantar e ver crescer as plantas. Diariamente passam por lá algumas turmas, e é maravilhoso ver o entusiasmo das crianças. Elas regam, retiram as ervas daninhas e fazem o registo da evolução dos legumes. Já temos batatas, alfaces, feijão de várias qualidades, abóboras, courgettes, cenouras, tomates, ervas aromáticas e outros legumes. Um bocadinho de cada. As crianças estão felizes por poderem no meio natural explorar com os seus sentidos e viver novas experiências. O trabalho em sala de aula é importante mas tudo o que se pode aprender fora dela torna-se mais significativo. Tem sido uma riquíssima experiência. Os meninos da sala do Farol aproveitaram o sol e passaram mais uma tarde na horta. Aproveitámos para regar as nossas courgettes. Já observámos transformações: algumas sementes já germinaram. Não esquecemos das nossas cebolas: observamos e regamos também. Nesta tarde estava sol, mas frio, tivemos que levar os nossos casacos. Constatámos que as árvores do recreio não têm folhas… chegou o inverno… decidimos fazer o registo do inverno ali mesmo: observámos as árvores e os seus ramos despidos, sentimos o frio e o vento desta nova estação do ano: o Inverno Mais um fim de semana desportivo para as equipas de Futsal e Ténis do Externato do Parque. A equipa de Ténis estreou-se na competição do Desporto Escolar. Nos campos do Clube de Ténis do Estoril, onze jogadores representaram a nossa escola, duas jogadoras alcançaram uma final 100% Externato do Parque. Também no sábado decorreu, nos Salesianos do Estoril, mais uma jornada da Liga AEEP de Futsal, Infantis A. Os nossos jogadores tiveram uma oportunidade de crescer desportivamente com este convívio. Um agradecimento especial às famílias dos jogadores por todo o apoio. Vamos, Equipas! Os nossos meninos do pré-escolar e 1º ciclo festejaram o Carnaval. Os alunos do 1º ciclo saíram do Externato do Parque e foram espalhar alegria pelo bairro. Eram muitas as pessoas que com eles trocavam sorrisos.A alegria era tal que o frio não os importunava. Alguns grupos organizaram festas onde não faltaram os mimos doces para partilharem entre eles. Foi um dia alegre e divertido. Todos estes momentos trazem novas aprendizagens. 5

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Colégio de Nossa Senhora da Paz – Porto Notícias da Comunidade de Nossa Senhora da Paz Em dia de Reis, as Irmãs da Escola vieram até nós para participar na Eucaristia da Epifania. No final da celebração, quando nos dispúnhamos a dispersar, fomos ‘convocadas’ para nos juntarmos todas na sala… Nas nossas mentes surgiram diversas versões da razão pela qual nos voltávamos a reunir: alguma comunicação importante, algum assunto de peso! Mas eis que as nossas manas da ESE dão início ao canto que não resistimos a partilhar… Afinal, era soleníssimo o momento: cada irmã da Paz teve direito a uma quadra, seguindo-se um agradecimento não tão inspirado! Mas o que conta é o gesto, sem desprezar a arte!... Deus lhes dê Festas felizes, estimados moradores, E lhes cubra a alma de anjos e o coração de flores. Vinda lá da capital, adivinhem quem é esta. Desejamos-lhe um BOM ANO e que esteja sempre em Festa. O nosso Pastor idoso com tanta sabedoria!... DEUS lhe dê muita saúde e viva com alegria. Quem diremos nós que viva a tocar no seu piano? Viva a Irmã AGUIAR e que tenha um Bom Ano. Viva a nossa Irmã ISILDA sempre serena e calma, que JESUS com Sua Graça lhe venha encher a alma. Abre a porta a toda a gente, com seu ar acolhedor. Deus lhe dê muita saúde e sobretudo AMOR. Entre a PAZ e a ESE vive a nossa Irmã LISETE Sabemos que o DEUS MENlNO Lhe dará quanto promete. E a nossa Irmã CARDINA Ministra da Comunhão. Venham os Anjos do céu aquecer-lhe o coração. Quem diremos nós que viva a cuidar do seu jardim. Viva a Maria ADELAIDE, canta o Anjo QUERUBIM! Sempre a correr para a Mãe, Ai, TERESA!Ai, Teresinha! Que o MENINO do Presépio Te dê a Sua estrelinha! Com excelente memória tão certinha a declamar! Viva a nossa Irmã LEITE que DEUS a venha ajudar. A toda a Comunidade o que vamos desejar? Que venha a corte celeste nesta casa habitar. Um outro dia que foi devidamente solenizado foi a festa de Santa Doroteia: Eucaristia, bênção de flores e frutos – como se pode ver no cesto devidamente fotografado… Falta ainda referir que cada Pessoa presente (os Pais da Lisete e as Irmãs da comunidade da Escola também se uniram a nós) recebeu uma “bela maçã” condigna da bênção e de cada destinatário! A terceira notícia é dizer que o dia de aniversário da Irmã Lisete, nossa Coordenadora, foi dignamente festejado, desde o pequenoalmoço. Durante a manhã, para ser condizente com a festejada, sempre com mil afazeres, foi preenchida em tom festivo com uma reunião da equipa de Formação da Província, no fim da qual as participantes almoçaram juntas na Escola. No início da tarde, um grupo grande de alunas cantaram os Parabéns de modo muito simpático. Ao final da tarde, uma Eucaristia uniu as irmãs das duas Comunidades, seguindo-se o jantar que contou com os dois amigos já presentes na Eucaristia: o Padre Henriques, da Verbum Dei, e o António Manuel, irmão da Maria Antónia. Que o Senhor abençoe este seu novo ano de vida-serviço! Resta-nos desejar uma Quaresma em que, unidas ao Papa Francisco e seus colaboradores na Cúria romana, em retiro orientado pelo nosso Padre Tolentino de Mendonça nestes dias, respondamos com generosidade à SEDE que o Senhor nos vai fazendo sentir, sempre mais, para a Vida do mundo! 6

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Lisboa - Casa Paula Frassinetti “Acolher, escutar e reavivar o dom de Deus”. Neste sentido estamos a receber na nossa Casa onze jovens do Colégio das Calvanas a fazer voluntariado. Já era tradição alguns virem ajudar as Irmãs no funcionamento de computadores, mas além deste serviço, agora animam-nas, são presença e conforto. Sendo possível, é bom promover e reforçar a relação das Comunidades de Irmãs idosas com os Centros Educativos. Os jovens sentem-se felizes e saem alegres de cada encontro. Além destes voluntários tivemos outras ocasiões de encontro, também com Alunos do Colégio que, com os seus professores, vieram em grupo rezar, cantar as Janeiras, fazer ilusionismo, executar danças e tocar vários instrumentos musicais. Isto dá vida à Comunidade e oferece-lhe um ar de juventude que nos ajuda. Têm vindo ainda grupos de crianças da Obra Paulo VI que, com as suas Educadoras, cantam para nós dando-nos a frescura do seu sorriso e carinhoamigo. Trazem-nos sempre um presentinho feito por eles (desenhos que, com as suas Educadoras, elaboram para as “madrinhas”.) No dia de Santa Doroteia, ofereceram um cesto de flores e frutos. Da nossa parte, não faltam as doçuras que os animam e confortam… Periodicamente, acolhemos alguém que nos fale do percurso da sua vida e esteja ligado à nossa Família Doroteia em serviços prestados e à amizade que nos liga. As portas estão também abertas para aqueles que gostam de visitar as Irmãs. Assim, vamos procurando “acolher, escutar e reavivar o dom de Deus que há em nós.” Terminamos com uma frase que uma voluntária do Colégio deixou escrita na pasta das presenças: “Sempre que cá venho, saio com o coração cheio de alegria e de sorrisos contagiantes. Sem dúvida que me sinto acolhida por todas as Irmãs. Marta” Covilhã – Fundação Imaculada Conceição Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos A Comunidade e colaboradores da nossa Instituição, motivados pela Equipa da Pastoral da Província, vivemos a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, este ano subordinada ao tema “Todos seremos transformados pela vitória de Nosso Senhor Jesus Cristo”. Procurámos vivê-la unidos a toda a Igreja e ao pedido feito por Jesus ao Pai: “Que eles sejam um como Nós somos Um”. Dia 18 de janeiro, tivemos na capela um momento de oração, com um ambiente favorável que nos ajudou à interioridade e à tomada de consciência da responsabilidade de cada um na construção desta unidade na Igreja Universal. Dia do Elogio À semelhança do ano anterior, a 24 de janeiro tivemos o Dia do Elogio. Sendo uma ação tão importante e que ajuda à autoestima e à valorização do outro, convidámos pais, familiares e colaboradoras e dar elogios sinceros. Foram muitos os elogios que ficaram expostos, num placard à porta da instituição. O elogio é uma ferramenta simples e, no entanto, poderosa para fortalecer relações! E para além de fazer a outra pessoa sentir-se bem, também é benéfico para quem elogia! 7

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Carnaval Nos dias 9 e 12 de fevereiro foi tempo de brincarmos ao Carnaval. As crianças que frequentam o nosso ATL e as mais crescidas do Pré-Escolar foram convidadas pela Câmara Municipal da Covilhã a participar no corso da cidade onde este ano a temática era a água. Da nossa casa todos participaram e foram muitos os disfarces e as brincadeiras. Foi uma festa onde reinaram fantasias e disfarces, na qual miúdos e graúdos participaram e puderam transformar-se no que quiseram, porque já diz o ditado: “É Carnaval, ninguém leva a mal!”. Covilhã 2017/2018 Colégio das Calvanas A Semana Cultural foi recheada de atividades, com destaque para o dia de Santa Doroteia. Tivemos um dia de Santa Doroteia muito bonito. Começou com a Missa às 9h e terminou às 9h da noite com um painel de convidados, com a nossa Guida Ribeirinha, a PGR, Joana Marques Vidal, o Chefe Hélio Loureiro, O Cartoonista Luis Afonso (Público) e o Cantor e pai de um Aluno nosso Matias Damâsio. O tema foi “Escolhas”, baseado no nosso tema do ano. Quem conduziu foram os alunos do 12º ano de Socioeconómicas. Nesta Quaresma propusemos a toda a Comunidade Educativa o exame de consciência como forma de tomar consciência do amor e do bem recebidos de Deus, vendo como Lhe somos fiéis (um bom critério é o mandamento de Jesus de amar a Deus e aos irmãos como Ele nos amou). O exame de consciência é um verdadeiro exercício para o espírito, que nos ajuda a dispormo-nos de modo a perceber as nossas inclinações desordenadas e depois buscar e achar a vontade de Deus na orientação da nossa vida. Quando praticado com regularidade (em geral diariamente), o exame de consciência é uma ferramenta inestimável para unir a vida e a oração. Feito sempre na presença de Deus, este exercício começa a partir do que vivemos durante o tempo que examinamos (por exemplo o dia que termina, se fazemos o exame ao fim do dia) e termina com decisões para vivermos de modo diferente a partir daí. Segundo o esquema de Santo Inácio, o modo de fazer o exame de consciência tem cinco pas- sos: Nos dois primeiros passos entramos explicitamente em oração. Na espiritualidade inaciana, o exame de consciência é um momento de oração, é relação explícita com Deus. Caso contrário, torna-se numa auto- análise e a referência que tomamos para confrontar a nossa vida pode ser bastante relativa. No primeiro passo crescemos em gratidão e aumenta a nossa consciência do amor de Deus por nós. Só assim é possível olhar para as nossas faltas com o sentido de não correspondência ao amor de Deus, em vez de um olhar moralizador de quem toma as faltas como infrações de regras (não corresponder à amizade de um amigo é muito diferente de infringir regras de trânsito!). O terceiro passo é vital para que vivamos como pessoas conscientes e não como autómatos. Quantas ve- zes chegamos ao fim do dia e não nos lembramos do que almoçámos? Pois é... e tantas outras coisas há que, no meio da confusão e das coisas que se sucedem umas às outras, acabam por nos escapar. Como é que podemos dizer que vivemos a 100% se há coisas que nos acontecem ou que fazemos sem darmos por elas? Ao olhar a nossa vida, aqui, a referência é Deus, que podemos conhecer sempre cada vez mais atra- vés da oração, do conhecimento da Palavra de Deus, dos mandamentos da lei de Deus e da Igreja. Depois, o pedido de perdão liberta-nos da arrogância de sermos nós próprios a nossa referência. Procu- ramos aqui fortalecer a relação com Deus e está presente o desejo de que nesta relação possamos corres- ponder ao amor que Ele tem por nós. Por fim, com o quinto passo tomamos as rédeas da nossa vida. Esta oração tem consequências práticas. Somos nós que decidimos como queremos agir e como queremos corrigir aquilo que nos parece que está mal. Aqui o conselho é de que tenhamos paciência e não querer corrigir tudo de uma vez – nem todas as faltas, nem de uma só vez. Aos poucos, com pequenos passos, mas firmes. E no dia seguinte, ao fazer o exame de consciência, olhar estes propósitos e ver como têm tido efeito, ou não, para continuar ou afinar o nosso “remédio”. (publicado pelo departamento da Pastoral do Colégio) 8

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Vila do Conde – Instituto de S. José 140 anos ao serviço da Educação Evangelizadora No passado dia 15 de janeiro, o Instituto São José esteve em festa, celebrando o seu 140º aniversário. Esta comemoração foi antecedida por uma preparação/reflexão pessoal de todos os colaboradores, manifestando em registo as memórias que mais marcaram as suas vidas ao longo dos anos nesta casa. Essas memórias foram expostas no espaço da entrada da Instituição para poderem ser vistas por todos. Pela manhã, iniciou-se o dia com um momento celebrativo, no salão do jardim-de-infância, com a presença das crianças das várias valências, dos colaboradores e das Irmãs da comunidade. Começámos todos a celebração, a cantar o Hino da nossa Instituição. Seguiu-se um momento de oração - Salmo das Crianças – no qual agradecemos a Jesus por todos os bens, amor, carinho, ajuda e amizade recebidos no dia-a-dia nesta casa. Esta manhã foi também marcada pela visualização de um pequeno vídeo, cujos protagonistas, dos mais pequeninos aos mais jovens, revelavam com entusiasmo e emoção, o que mais gostavam no nosso Instituto. Por fim, foram cantados os Parabéns e, de corações unidos, as velas do bolo de aniversário foram apagadas. Durante todo o dia, sentiu-se no ar a alegria, a paz e o espírito de Paula que tanto marcam o já longo percurso da nossa Instituição, na missão de educar. Marisa Salmo das crianças Obrigada, JESUS: Pelo amor que dás a todas as pessoas que trabalham no Instituto Por nos dares a oportunidade de criar amizades na nossa escola Pelo carinho que nos dás e por gostares de nós Por nos ensinares o que é o amor. Obrigada, sim, ó Jesus! Obrigada, JESUS: Por nos dares os nossos pais que nos enchem de carinho Por teres criado esta escola e por ter tudo o que nós queremos Por ajudares os nossos educadores a ensinarem as crianças a ser crescidas e educadas. Aqui, aprendemos a ter bom coração. Pelas brincadeiras com os amigos e pelos amigos que temos. Obrigada, sim, ó Jesus! Obrigada, JESUS: Por nos ajudares a gostar e a ajudar todas as pessoas Pela natureza no nosso recreio Pelo espaço “Pára um Momento” Pelas educadoras e auxiliares que são nossas amigas Porque nos ensinas a brincar e a partilhar. Porque Tu és o nosso Amigo! Obrigada, sim, ó Jesus! (com o contributo das crianças do jardim de infância) 9

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Colégio da Imaculada Conceição – Viseu Na Comunidade de Viseu, no dia 9 de janeiro de 2018, juntaram-se cinco Irmãs que chamamos São. O facto, ainda próximo do Natal, inspirou esta cantiga com a música de “Olá, Deus Menino”: Refrão: Temos 5 Sãos - é mesmo verdade - que fazem feliz a Comunidade! Ainda cheira a Natal Tempo de grande alegria Vieram como os Reis Magos Seguindo a estrela-guia. Também lembram cinco chagas Da Cruz de Jerusalém São as feridas gloriosas Da Páscoa que já aí vem. Serão os cinco Reis Magos De outros tantos Continentes Por isso a sua presença Nos deixa muito contentes! Como nos diz Santa Paula Vamos amar a Jesus Meditando a sua vida Do Presépio até à Cruz. Oração pela unidade dos cristãos Aconteceu, como em todos os nossos Centros Educativos, no dia 18 de janeiro. Houve uma preparação prévia para este momento, feita pelos professores de EMRC, pelos Professores titulares de turma e pelos Diretores de cada turma. A nossa capela, arranjada com primor, convidava à concentração e à oração. A música de fundo de um instrumental de músicas de Taizé fazia interiorizar e baixar até ao mais fundo de cada um, no maior respeito e recolhimento, perante Jesus Sacramentado que assim se deixava olhar, contemplar, e com Ele dialogar. Houve um breve momento de interiorização seguido de um cântico, um texto bíblico do Evangelho de S. João, oração de Jesus a pedir ao Pai pela unidade dos seus Discípulos, uma breve explicação do mesmo, o silêncio contemplativo, um gesto simbólico, que no nosso caso consistiu em colocar três gotas de corantes alimentares de cores diferentes e verificar como se misturam, dando origem a uma cor diferente de todas as outras que lá se colocaram. Fez-se um breve comentário relacionado com o sentido da semana de oração pela unidade dos cristãos. Terminava este tempo de oração com um salmo, que fazia como que o remate de tudo o que se vivenciou. Foi encantador ver os nossos alunos, do maior ao mais pequenino, tão concentrados e com tanto respeito nesse momento de interioridade e oração, que nos levava a pensar como estes momentos chegaram muito rápido ao coração do nosso Deus, que os irá transformar com toda a certeza em dons para a Igreja e para o mundo. De salientar que Irmãs, Professores, e Funcionários também participaram nestes momentos. Diziam depois: “As Irmãs devem proporcionar mais momentos destes”. Foi muito belo este dia, porque tínhamos diante de nós a beleza que nunca se esgota. No Ranking das Escolas, o nosso Colégio, a nível do 3º Ciclo, ficou em primeiro lugar no distrito de Viseu (22º a nível nacional). Claro que ficámos contentes e orgulhosos dos nossos Alunos e do bom trabalho dos nossos Professores No 1º Ciclo ficou em 1º lugar o Colégio da Via-Sacra… Têm mais turmas o que é uma vantagem. Ficamos contentes por eles e desejamos-lhes também muitos êxitos! 10

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Dias de Reflexão do 7º, 8º e 9º ano Para o aluno, se por um lado o Dia de Reflexão significa não estar sentado todo o dia numa sala de aula, por outro lado pode implicar estar sentado noutro lugar a ouvir alguém a apelar à introspeção, exercício penoso e difícil de compreender. Para o Diretor de Turma é fácil percecionar este receio dos alunos: “Será que vai ser uma seca?” “Será que vai ser divertido?” “Será que vai valer a pena?” Ora, para nós educadores que acreditamos naquela máxima do poeta de que “tudo vale a pena se a alma não é pequena”, cremos que, de cada Dia de Reflexão, há-de ficar alguma luz no coração do aluno mais descrente. O significado de uma canção, de uma frase marcante, uma partilha de alguma experiência… Este ano, a proposta de fazer voluntariado trouxe-nos preocupações acrescidas. Desejávamos que a experiência os enriquecesse e os tornasse mais preparados para o exercício da cidadania e desejávamos que soubessem estar e soubessem dar. Queríamos muito, ou será que não? E foi assim que as nossas turmas foram separadas e misturadas em pequenos grupos e depois enviadas pa- ra várias instituições de apoio a idosos e a crianças. Em cada uma delas foram sendo solicitadas pequenas grandes tarefas. Nos nossos alunos descobrimos trabalhadores competentes e entusiastas, cuidadores meigos e alegres, pessoas capazes de sentir empatia e carinho, ouvintes disponíveis e atentos. E sim, vieram com o coração maior e tornaram maior o coração das suas professoras. Obrigada às Irmãs que prepararam este dia e aos nossos meninos que se mostraram tão crescidos. Ana Afonso e Marta Vaz, Diretoras de Turma Para as turmas do oitavo ano do Colégio da Imaculada Conceição de Viseu, o dia 22 de fevereiro foi especial, foi o dia de reflexão dinamizado pelas Irmãs Guida Ribeirinha e Alice Simões, com a colaboração das Diretoras de Turma, Sandra Figueiredo e Rosário Alvelos, bem como de outros professores das turmas. Assente no T3 (tempo de parar, tempo de refletir e tempo de conviver), os alunos desenvolveram a superfície e a profundidade do “Eu” e do “nós”. 11

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Após a Oração da Manhã, fez-se o lançamento do dia, seguindo-se a criação individual de um relógio que refletia a expressão do gosto e preferência de cada um. Os relógios foram utilizados para que cada um marcasse numa hora, um encontro com um colega (num total de 12). Depois a cada 5 minutos indicava-se uma hora para que os grupos de dois alunos se encontrassem e era dado um tópico que deveria ser tratado em conversa. O momento seguinte foi vivido no Parque da Cidade.A Irmã Alice leu o texto “O Peixe e o Mar – Nós e Deus” do Padre Nuno Tovar Lemos, perto do lago. Em seguida, desenrolou-se a atividade de procura do que está na superfície, do lago, do “Eu”, das relações de amizade. Os alunos voltaram ao Colégio muito animados e foi o tempo de almoçar para depois retomar os trabalhos da parte da tarde. Fez-se uma reflexão sobre o que foi vivenciado na parte da manhã, e houve relatos emocionantes, como o de um aluno que descobriu (após ano e meio de convivência diária) que o seu colega afinal não era filho único como muitos pensavam, pois raramente falam das famílias quando estão em grupo. Seguiu-se o jogo da confiança, em que um aluno de uma turma conduzia um colega da outra turma que tinha os olhos vendados. Os alunos relataram que a principal sensação que tiveram foi “o medo”. Como podemos confiar no outro? É necessário aprofundar a amizade para que isto aconteça. O dia de reflexão culminou na Capela do Colégio, onde os alunos se aperceberam dos nós que bloqueiam e dos nós que orientam, escreveram a palavra síntese do dia e receberam a sua pérola para recordar o dia. Rosário Alvelos e Sandra Figueiredo, professoras T3 - tempo para parar, refletir e conviver Foi com esta premissa que as duas turmas de sétimo ano iniciaram o seu dia de reflexão na capela do Colégio. A viagem começou e os alunos foram chamados a analisarem-se, a perceber quais eram os seus pontos fortes, pontos fracos, que oportunidades têm e o que os ameaça. Chegados ao Farol da Foz, no Porto os alunos tiveram um momento para observar o que tinham à volta e de que maneira as suas vidas poderiam ser influenciadas por quem os rodeia. Para eles foi importante o Farol, perceber de que maneira o Farol ajuda os barcos, também eles são ajudados. O almoço na Casa da Espiritualidade no Colégio do Sardão esperava por nós. Fomos recebidos pela Irmã Judite que nos acolheu e todos os alunos ficaram à vontade na casa, sentindose também eles parte da Casa Doroteia. A parte da tarde foi passada a conhecer três irmãs que se disponibilizarem para partilhar um pouco da tarde com os alunos, dando a conhecer um pouco das suas vidas e num momento final de oração no qual os alunos puderam terminar o seu dia fazendo o compromisso de serem próximos do outro e de Jesus. O regresso a casa foi de forma renovada, com um outro espírito, mas sempre em espírito de união. 12

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Figueira da Foz - Casa de Nossa Senhora do Rosário Iniciámos a 18 de Janeiro a Semana de oração pela Unidade dos Cristãos, com momentos de recolhimento e de interioridade... a partir das 9 horas, na nossa Capela, foram vários os grupos em oração, desde os mais pequeninos aos mais velhos. O encerramento do Santíssimo foi por volta das 15 horas... Tudo correu em simplicidade e com muito recolhimento... juntos rezámos pela Unidade dos Cristãos em sintonia com todas os Centros Educativos... O dia de Santa Doroteia foi celebrado com muita alegria e simplicidade... Foi bonito ver os mais pequenos em recolhimento, rezando... Houve entusiasmo e muita ternura pelo que Santa Doroteia fez. Colorimos um desenho de Santa Doroteia que pusemos junto do altar. Terminámos com uma simples oração rezada por todos. Agradecemos ao SENHOR a alegria de estarmos juntos a fazer festa com os mais pequenos e todos os que connosco vieram celebrar... A nossa Irmã Catarina ensinou um cântico muito antigo e foi uma grande alegria... As Jornadas sobre a parentalidade, em que a nossa Casa participou ativamente, tiveram uma enorme adesão, sinal da sua importância para a situação atual de muitas Famílias. Vale a pena recordar o relevo que lhes foi dado nos jornais da região. Por isso nos sentimos cada vez mais empenhadas no trabalho com as Famílias. 13

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Comunidade de Fátima Dia do Consagrado O dia do Consagrado começou com uma grande Vigília no Carmelo, na Luz de Cristo que a todos nos une. O Presidente da CIRP, Padre Jovanete, orientou esta oração, dinamizada por Noviças. Sentimo-nos a viver o chamamento comum ao serviço do Reino. No dia 2, a Basílica de Nossa Senhora do Rosário acolheu todos os Consagrados da Diocese que, junto do seu Bispo, procuraram viver a 22ª Jornada da Vida Consagrada, na diversidade dos vários Carismas existentes ao serviço do Evangelho e do Mundo. D. António Marto manifestou apreço, afeto, estima e gratidão por todos os Religiosos/as que vivem na Diocese de Leiria/Fátima. De velas acesas, todos nós renovámos os nossos Votos, sentimo-nos a viver como Igreja e na Igreja, tendo Jesus Cristo como raiz e origem do chamamento à Vida Consagrada, expressando-o no Carisma de cada Fundador/a. A apresentação das Constituições de cada Instituto/Congregação, manifestou a variedade e a riqueza de Carismas que, na Igreja e no Mundo, são Luz para todos aqueles que o desejam abrir e entrar em comunhão com a riqueza abundante com cada realidade. Como é bom “Estar e caminhar no meio do povo… para que a ternura do rosto de Deus se torne presente e visível à humanidade…”. Aqui, em Fátima, a diversidade de Carismas é muito visível, tornando, assim, a grande diversidade e originalidade ao serviço do Reino. Junto de Nossa Senhora, continuamos a ser presença em oração. As Irmãs da Comunidade de Fátima APONTAMENTO HUMORÍSTICO Por isso, Santa Paula, fazendo suas as palavras de Santa Francisca de Chantal, recomenda que se governe “não com modos de senhora e patroa, mas com amor de mãe”. (Carta 801, 25) 14

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Memória agradecida No ano passado, uma Mãe de Paula de Viseu, a D. Milú, ofereceu-nos algumas revistas antigas quando arrumou a casa depois do falecimento do marido que era jornalista. Entre elas vinha o nº 7 da “RENASCENÇA – ILUSTRAÇÃO CATÓLICA” de Lisboa, de 1 de Julho de 1931, no primeiro ano da sua publicação. Logo na página 3 vem esta fotografia com as alunas que fizeram a 1ª Comunhão no “nosso” Colégio. Fomos ao Arquivo da Província Portuguesa e encontrámos a Carta Anual do Externato de Lisboa de 1931 [Colégio D. Estefânia até 28-3-1931; e Calvanas de março a dezembro de 1931] que explica muito claramente a fotografia publicada: No dia 30 [de Maio de 1931] a missa da Comunidade foi às 7 horas como de costume. Às nove horas chegava Sua Eminência o Senhor Cardeal Patriarca que foi esperado ao portão pelo Senhor Prior, Reverendo Padre Governo, Reverenda Madre Superiora, duas Madres e 14 meninas empunhando velas acesas. Na Capela estavam as restantes alunas todas vestidas de branco. Entoou-se o “EcceSacerdos Magnus” e depois de uma curta oração, celebrou Sua Eminência a Santa Missa, acompanhada a harmónium e canto pelas Irmãs. Sua Eminência fez às alunas uma bela prática interrogando-as sobre o catecismo e depois conferiu o santo crisma a um grande número delas. Sua Eminência almoçou no refeitório das alunas que estava ornado a primor. Como este se compõe de duas partes separadas por um grande arco dentro do qual corre uma porta de belos cristais, Sua Eminência almoçou na parte mais pequena, assistindo a Reverenda Madre Superiora e algumas Madres, assim como os dois Sacerdotes assistentes e o fâmulo de Sua Eminência. Na outra parte do refeitório almoçaram as neocomungantes e mais algumas alunas, e as restantes ficaram no jardim, no qual se encontravam mesas dispostas para o almoço. Terminado este, todas as meninas se levantaram e ali mesmo uma delas leu uma 15

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