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Popular Pages


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Ano IX - nº 58 - Fevereiro de 2018 - RS 6,50

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Ft.: Edmar Gonçalves / QuartoEclipse | Outro Olhar | A magia do impossível

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Índice Destinos & Viagens Um museu que vale uma viagem Roteiro Testado Arraial D’Ajuda, um santuário a ser visitado Unepp O desafio da profissionalização Evento FIT Cuba será em maio Justiça & Cidadania PJe conecta Justiça aos novos tempos Música Concurso Nacional de Piano Programe-se Catarinafest será em junho Tempo e Memória Fevereiro ao longo da história Games Monster Hunter World Comer & Beber Novas sobremesas do Farol Hotel 7 16 19 26 28 31 36 44 46 50 Revista Leitura de Bordo Ano 9 - nº 58 – Fevereiro de 2018 Publicação da Wosseb C&M, tiragem de 25 mil exemplares – circula nas Salas Vip e Aeroportos, trade turístico, enviada para prefeituras e gestores públicos e distribuição institucional. Edição 58 - Fevereiro de 2018. A Revista Leitura de Bordo não se responsabiliza pelas opiniões, pontos de vista e argumentos dos artigos assinados e veiculados na Revista. Editora de conteúdo: Sandra Fernandes Editor: Alfredo Bessow Colaboradores: Carlos Vieira, Paulo Antenor, Marcos Alexandre, Roberto Kundzendorff Júnior, Roberto Carvalho, Tim Berghoff, Raimundo Filho, Marina Vieira, José Pio Martins Produtor: Pedro Ricardo Teichmann Comercial: Wosseb C&M (+55 61 98150 0256) Produção Gráfica: Bruno Henrique Teichmann Capa: Baixo relevo Maia Fotos: Wosseb C&M E-mail: geral@leituradebordo.com.br Site: www.leituradebordo.com.br Redação: QE 28 - Conj. C - Casa 19 71060-032 - Guará II - Brasília (DF) Impressão: Flex Gráfica +55 62 98141 9149 facebook.com/leituradebordo instagram @leituradebordomagazine A Revista Leitura de Bordo foi lançada em dezembro de 1998 e nesse ano estamos comemorando os 20 anos da publicação. Nos seus primórdios, a Revista era distribuída nos ônibus interestaduais que partiam da hoje desativada Rodoferroviária de Brasília. Agora, com a criação de novos site e app iremos resgatar e disponibilizar todas as edições - em um trabalho que envolve a digitalização de alguns exemplares, feitos ainda em Page Maker. Sobre a edição que está em suas mãos, continuamos trabalhando com a proposta de tornar o seu conteúdo cada vez mais amplo e diversificado, contemplando abordagens que sejam em linha com as suas expectativas, estimado leitor. Desde a primeira edição assumimos o desafio de priorizar a qualidade do conteúdo - e sei que estamos conseguindo. Boa leitura! Alfredo Bessow Editor

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| Refletir | ‘Prevenidos’ Diariamente acontecem incidentes, acidentes e tragédias, perto e longe da gente, que sabidamente poderiam ser evitadas com ações preventivas. Recentemente caiu um viaduto super movimentado na região central de Brasília, felizmente sem vítimas, que já tinha sido avaliado e condenado pelos orgãos competentes. Somos impacienctes e imprudentes desde sempre e só tendemos a nos cuidar minimamente quando algo acontece. Colocamos proteção nas tomadas apenas quando nossos filhos tomam algum choque. Redobramos a atenção com os pertences apenas quando somos alvos de algum ataque. Levamos flores para as nossas esposas apenas quando percebemos que a relação está esfriando. Diminuímos a velocidade dos nossos carros apenas quando levamos multas de valor exorbitante. Fazemos exercícios fisicos apenas quando persebemos que o corpo atingiu um peso jamais imaginado. Vamos para as baterias de exames apenas quando o coração dá sinais de que está nos limites. Enfim, e quando por descuido nosso alguém outro sofreu, perdeu algo ou a própria vida? A história do mundo começa com um erro grosseiro dos dois primeiros habitantes da terra, tendo sido amorosa e cuidadosamente prevenidos a respeito do castigo que eles, e todos os que viriam depois deles, sofreriam. A partir dali as imprudências só cresceram e hoje chegam aos limites mais dramáticos e traumáticos. É o fulano que esquece o filho dentro do carro por horas a fio. O ciclano que esquece de tomar o remédio controlado e sai de carro colocando a vida de todos em risco. O beltrano que enche a cara de álcool e drogas e acha que está em condições de dirigir. E o espertalhão que tem absoluta certeza que é o único no mundo que consegue dirigir e digitar no celular ao mesmo tempo. Casualmente os exemplos que citei envolvem carro e trânsito, e a reflexão começou com o exemplo da queda do viaduto. Nada casual, na verdade, porque as estatísticas dizem que o trânsito é o maior ladrão de vidas entre todos os vilões. Fato é que independente do que aconteça, em qualquer hora e lugar, os prevenidos terão mais chance de continuar neste que chamamos de jogo da vida. E a melhor prevenção de todas vem daquele que advertiu aqueles primeiros moradores da Terra, e ainda hoje sugere que ‘entreguemos a vida pra Ele, confiemos nele, e fiquemos na expectativa de que Ele fará o melhor para nós’. (Salmo 37.5). Esta prevenção vale para os poucos dias aqui e para os muitos dias acolá. E seguimos conversando... Fraterno abraço. Roberto Kunzendorff Júnior formou-se pelo Seminário Concórdia de São Paulo Pastor da Congregação da Esperança da Igreja Evangélica Luterana do Brasil em Brasília 6 Leitura de Bordo | fevereiro 2018 | www.leituradebordo.com.br

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| Destinos & Viagens | Um museu que vale uma viagem Santiago, a charmosa capital do Chile, é uma cidade de muitos atrativos históricos e culturais, diversidade gastronômica, arquitetura variada e um povo acolhedor. Espremida entre a Cordilheira e o Pacífico, dos quais dista 60km e 100km respectivamente, foi fundada em 1541 pelo conquistador espanhol Pedro de Valdivia. Há, no entanto, um atrativo que por si só vale uma viagem: o Museu Chileno de Arte Pré-Colombiana. Visitá-lo é se deparar com os feitos, dos avanços e das descobertas dos povos que habitaram da Mesoamérica (norte do México) para o sul dos Andes, além da região amazônica. www.leituradebordo.com.br | fevereiro 2018 | Leitura de Bordo 7

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| Destinos & Viagens | Instalado em um prédio em estilo neoclássico construído em 1807, projetado pelo arquiteto italiano Joaquin Toesca, o mesmo que projetou o Palácio de La Moneda, o Museu Chileno de Arte Pré-Colombiana surpreende pela riqueza do acervo – que compreende peças com até mais de cinco mil anos. O museu funciona no edifício que abrigou oo Palacio de la Real Aduana, no centro histórico de Santiago. Há de tudo, para todos os tipos de curiosidades: múmias chinchorros, povo de pescadores que viveu no norte do Chile e Sul do Peru há mais de sete mil anos; esculturas maias; estátuas Mapuche, povo que vive ainda hoje na região Sul do Chile e em parte da Argentina; cerâmicas milenares de vários povos e culturas; obras de arte de prata e cobre; peças dos povos de diversas culturas indígenas americanas antes do século XVI. Fundado em dezembro de 1981, pelo arquiteto chileno Sergio Larraín García-Moreno, que entregou sua coleção de arte pré-colombiana de toda a América à comuni- dade para contribuir com o conhecimento e apreciação do legado dos antigos povos americanos. Durante a década de 1970, o arquiteto, consciente da importância do acervo que havia reunido, buscou universidades, or- ganismos estatais e centros de estudos como forma de transferir o material até encontrar guarida, apoio e respaldo no do prefeito de Santiago, Patricio Mekis, que recebe a idéia e começa a trabalhar para encontrar uma 8 Leitura de Bordo | fevereiro 2018 | www.leituradebordo.com.br

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propriedade adequada e que abrigue a instituição a ser criada. Viagem no tempo Conhecer o acervo do museu é fazer uma viagem no tempo, com uma visão ampla da cultura das sociedades pré-históricas da América Latina, através de exemplares de cerâmica antiga, artes têxteis, lápides e prataria do norte do México e sul dos Andes. As peças, por sinal, encontram-se dispostas e apresentadas de acordo com a localização dos povos dentro do “mapa” como entendemos hoje. É didático e revelador. A divisão do acervo pode ser resumida em: Mesoamericana (México, Guatemala, Honduras, El Salvador e parte da Nicarágua), Intermédia (Equador e Colômbia), Caribenha (Caribe e Antilhas), Amazonas, Andes Central A C O M PA N H A M E N T O ESCOLAR O acompanhamento é uma modalidade de ensino na qual atendemos alunos dos ensinos fundamentais I e II. São pacotes de aulas mensais nos quais disponibilizamos um professor para acompanhar seu filho/aluno durante o ano letivo, auxiliando-o nas tarefas de casa, nos trabalhos e nos estudos. Valores promocionais para o Acompanhamento Escolar! Solicite sua aula avaliativa Grátis Aulahomeclass@gmail.com HOME_CLASS HOMECLASSDF 61 9800-8140 | 61 98541-6620 W W W. H O M E C L A S S D F. C O M AULAS PARTICULARES

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| Destinos & Viagens | (Peru e Bolívia), Surandina (Argentina) e Chile – onde é notável o resgate do “Chile antes de ser Chile”. Múmias A mumificação que os chincorros faziam é conhecida como a forma mais antiga de preservação de cadáveres humanos. Após retirarem os órgãos internos dos cadáveres, enchiam-nos com galhos, folhas e barro, e em seguida juntavam as partes dos corpos novamente colocavam uma máscara e pintavam tudo com ocre vermelho. Ao contrário dos egípcios, os chinchorros mumificavam crianças, homens e mulheres, sem distinção da classe social. Área restrita Um dos ambientes mais reveladores do Museu Chileno de Arte Pré-Colombiana é reservado a arte têxtil – com iluminação e temperatura adequadas, valendo-se de modernas tecnologias de apresentação e de preservação do rico material elaborado pelos povos da região. Há pedido expresso de que nada seja fotografado no local, mas muitos não respeitam essa recomendação. 10 Leitura de Bordo | fevereiro 2018 | www.leituradebordo.com.br

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| Destinos & Viagens | Esculturas de madeira A história do povo Mapuche – que vive na região centro-sul do Chile e sudoeste da Argentina – remonta a milhares de anos. Chamados de Araucanos pelos espanhóis e que os descendentes consideram pejorativo, estiveram em combate e conflito contra a colonização espanhola por mais de 300 anos. No museu, há várias estátuas de madeira em formato gigante – como se fossem totens. Conhecidos como chemamüll ou o chemamull (do mapudungun: che, “pessoa” e mamüll, “madeira”, isto é, “madeira com aparência de uma pessoa”) são estátuas Mapuche de madeira. Eles ainda são usados em ritos funerários. E o Brasil? Entre mais de duas mil peças, os únicos exemplares vinculados à história dos povos que habitavam o Brasil antes de 1500 são peças de cerâmica marajoara – o que serve para demonstrar que os índios brasileiros estavam isolados dos demais habitantes do continente, tanto nos aspectos culturais, quanto do domínio dos materiais e tecnologias. Lembrando: O museu fica no centro histórico de Santiago, na esquina da Bandera com a Compañía, e está a uma curta caminhada da Plaza de Armas. Abre de terça a domingo, das 10h às 18h. Fecha em alguns feriados nacionais chilenos. www.precolombino.cl www.leituradebordo.com.br | fevereiro 2018 | Leitura de Bordo 11

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| Destinos & Viagens | 12 Leitura de Bordo | fevereiro 2018 | www.leituradebordo.com.br

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| Tecnologia | Internet dos Brinquedos: novo perigo cibernético para as famílias Por Tim Berghoff (*) Nos últimos anos, os fabricantes de brinquedos conectados com a Internet tem sido manchetes na imprensa, mas não de maneira saudável. Privacidade e proteção de dados claramente não é a maior a prioridade neste setor. Na Alemanha, por exemplo, a venda de alguns desses brinquedos já foi banida depois de serem classificados como dispositivos de vigilância oculta. Ainda assim, os brinquedos inteligentes estão de volta, desta vez debaixo da árvore de Natal. A demanda por brinquedos inteligentes e interativos ainda está em crescimento e os fabricantes fazem todo o possível para atender a este promissor mercado. Para conseguir isso, muitas vezes eles têm a melhor das intenções ao incluir recursos que são realmente úteis, mas o resultado pode ser também questionável e de alto risco para a segurança digital. A antiga babá eletrônica pode se transformar em um ursinho de pelúcia conecta- do para que os pais possam se certificar de que a babá humana esteja sempre perto da criança. No entanto, o que começa como uma boa e nobre ideia, pode fazer com que a privacidade se torne em pesadelo. Em muitos casos, conexões Bluetooth ou em nuvem não são seguras o suficiente para impedir que o ursinho de pelúcia se torne um “espião inocente”. Além disso, brinquedos conectados também carregam dados para uma plataforma em nuvem oferecida pelo fabricante do brinquedo, e algumas dessas plataformas se mostraram possuir uma segurança catastrófica. Muitos pais acreditam que os brinquedos conectados sejam suficientemente seguros. No entanto, o histórico com estes dispositivos mostra exatamente o contrário e, em muitos casos, a “internet dos brinquedos” acaba sendo muito mais perigosa do que se possa supor. Alguns países já reagiram em relação aos brinquedos conectados e que podem ser usados como dispositivos de espionagem. Na Alemanha, a agência federal pela regulamentação das redes de telecomunicações classificou uma boneca como um “dispositivo de espionagem escondida”, cuja venda e posse são proibidas pela Lei de Telecomunicações. Mais e mais brinquedos e outros produtos destinados às crianças estão chegando ao mercado e muitos deles com funcionalidades que podem trazer muita dor de cabeça para as famílias. O maior problema é que, através desses brinquedos, os jovens estão se acostumando a estar sob vigilância o tempo todo, seja através do ursinho de pelúcia ou um smart watch para crianças, cuja venda também foi banida na Alemanha. Há um caso antigo relacionado a isso, noticiado em 2006, quando as autoridades investigaram a venda do urso Teddycam através de uma rede de compras de TV. Especialmente agora, quando se debate a vigilância do Estado e a proibi- 14 Leitura de Bordo | fevereiro 2018 | www.leituradebordo.com.br

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| Tecnologia | ção efetiva do anonimato na web em alguns países, a compra de tais brinquedos parece ser uma coisa muito inoportuna. Algumas medidas estão fora dos limites no âmbito governamental, por uma série de razões, e os defensores da privacidade estão constantemente fazendo campanha para chamar a atenção do público. No entanto, ao mesmo tempo, muitos parecem estar perfeitamente bem com a vigilância privada total. A demanda por esses brinquedos sugere que “tudo é justo” quando se trata de crianças. Certamente, isso é um muito perigoso. O que os pais devem observar nos brinquedos inteligentes As plataformas em nuvem inadequadamente protegidas são um dos maiores problemas quando se trata de brinquedos conectados. Portanto, os pais de- vem verificar e garantir que um brinquedo “inteligente” atenda aos seguintes critérios: - Qualquer informação deve ser transferida usando um método de criptografia suficientemente seguro; - Evite os portais, como o de Spiral Toys e seus “Cloud Pets”; - Nunca use uma senha que seja muito simples, como, por exemplo, “123456” ou “senha”, ou use a senha pré-configurada oferecida pelo provedor do serviço; - Avalie cuidadosamente se é necessário e em que medida se deseja armazenar pessoais na plataforma na nuvem. Para cada brinquedo inteligente, as mesmas regras para os smartphones e tablets se aplicam: o próprio dispositivo ou a plataforma da nuvem por trás do serviço podem ser invadidos pe- los criminosos cibernéticos. No pior dos casos, os criminosos podem saber onde uma criança mora, onde fica a sua escola / jardim de infância, quais os nomes e local de trabalho dos pais etc. Estas informações podem ser usadas para realizar um sequestro, por exemplo. Contrariamente ao que você pode fazer com seu smartphone ou PC, geralmente é difícil obter e instalar atualizações de segurança para um brinquedo. Se você não tem outra escolha além de ter aquele urso de pelúcia inteligente, a boneca conectada ou aquele pássaro falando engraçado: faça alguma pesquisa para descobrir o histórico da fabricante para proteção de dados - mesmo que isso nem sempre seja a tarefa mais simples. (*) Especialista em Segurança Digital da G Data, fornecedora de soluções antivírus distribuídas no Brasil pela FirstSecuriy www.leituradebordo.com.br | fevereiro 2018 | Leitura de Bordo 15

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