Revista O Campo - 22ª edição

 

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Revista produzida pela Coopermota Cooperativa Agroindustrial

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Edição 22 • stembro | outubro • 2017 Mala Direta Básica Contrato: 2017 CNPJ 46844338/0001-20 / SE/SPI Coopermota Cooperativa Agroindustrial Apoio para a rentabilidade Estatísticas rurais buscam dados para criação de políticas ao setor agrícola Coleta de embalagens vazias buscam reduzir danos ambientais março | abril 2017 o campo 1

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Apoio crucial Dezenas empresas produzem insumos específicos para o controle do percevejo, outras tantas direcionam a sua atuação para a produção de fertilizantes que estimulam o desenvolvimento das plantas, tendo ainda uma série de produtos disponibilizados por várias indústrias para pragas e plantas daninhas. A quantidade de insumos presentes no mercado agrícola para o manejo das lavouras cresce na mesma velocidade do avanço das tecnologias como um todo. A cada dia são maiores as linhas de produtos para uma mesma ação de controle, o que dificulta a escolha do produto ideal para aqueles que possuem menos acesso à informação. Neste sentido, o apoio técnico se faz necessário e crucial para os produtores. Os agrônomos fazem um importante papel de recomendação e indicação do manejo adequado para determinadas ações no campo. Nesta edição trazemos a história de Gumercindo e Tercília, um casal de agricultores de Palmital, os quais destacam a importância e a confiança que depositam no agrônomo que os acompanham nos tratos culturais de sua propriedade. Eles avaliam que a adesão ao quadro de sócios da cooperativa alterou para melhor a realidade cotidiana e orçamentária da família. Chegam a afirmar que atualmente registram sobras e só não possuem mais recursos porque empatam o dinheiro obtido em algum investimento. Além desta abordagem, a revista O Campo também comemora alguns resultados apresentados pela cooperativa nos últimos anos e relata o crescimento progressivo que a Coopermota vem apresentando em rankings que listam as melhores e maiores empresas do Brasil. Seguindo esta linha de busca de melhores resultados, abordamos também nesta edição a importância de cuidado com o ambiente a partir da correta destinação de embalagens de defensivos utilizadas nas lavouras. Os dados vêm melhorando a cada ano. Mas qual é a realidade atual de desenvolvimento no campo? Também queremos dar apoio aos levantamentos de pesquisa, nacional e estadual, sobre as propriedades rurais do país. A Coopermota traz uma reportagem sobre o censo agropecuário que vendo sendo realizado desde outubro em âmbito nacional e o Lupa (Levantamento Censitário das Unidades de Produção Agropecuária), desenvolvido no estado de São Paulo. Ambos buscam números que são apoio para a definição de políticas públicas voltadas ao setor. E na busca por apresentar novas tecnologias e dar apoio ao produtor no momento de decidir sobre a melhor iniciativa para a sua lavoura, a Coopershow segue como a principal alternativa no setor, localizada aqui na região. A revista destaca o início do contato com as empresas expositoras e lança o convite para o agricultor se preparar para o evento que será em janeiro. No espaço cultural da revista, trazemos algumas ações realizadas pela Coopermota em parceira com o Sescoop, levando peças teatrais e circo, além de shows, em cidades variadas como forma de apoiar a qualidade de vida das comunidades onde está inserida a cooperativa. Entre os artigos, abordagens da Embrapa são subsídios aos produtores para ampliar o seu conhecimento no negócio que desempenham. Tenha uma boa leitura! Vanessa Zandonade Editora Expediente 4 o campo mseaterçmob|roab|roilu2t0u1b7ro 2017

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olhar cooperativo sumário 07 Somos cooperativistas A Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) vem liderando no País, um movimento que segue com vertentes internacionais de valorização do cooperativismo. A iniciativa visa unir as cooperativas em torno de uma marca que nos represente mundialmente. Esta defesa se justifica porque o cooperativismo é um modelo de negócio que se posiciona contrário às situações de desequilíbrio social existente na sociedade. Nasce a partir de interesses econômicos coletivos, mas com forte viés social. A união de diferentes pessoas em uma ação conjunta ganha força competitiva no mercado, diminui custos de produção, entre outros benefícios. A Coopermota segue neste mesmo caminho buscando evidenciar as vantagens do fazer cooperativo em detrimento à atuação individual do produtor. Entre uma série de outras vantagens, ao adquirir produtos de uma cooperativa o consumidor tem a certeza que os recursos provenientes nesta negociação não serão encaminhados ao exterior, mas sim, favorecerá o desenvolvimento local, regional ou nacional. Como afirma Del Grande (presidente da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo), em suas articulações pelo Brasil à fora, “as cooperativas não têm o objetivo do lucro para poucos, mas sim o de gerar e distribuir renda a todos os cooperados, de forma proporcional ao trabalho ou participação de cada um. Esta distribuição mais justa e ampliada da receita aquece a economia do entorno da cooperativa, nas comunidades onde vivem os cooperados, atraindo investimentos em saúde, educação, transporte, comércio, habitação, lazer, etc.”. Em todo o nosso estado, mais quatro milhões de pessoas já perceberam as vantagens desta atuação de cooperação, sendo vinculados às 1.100 cooperativas paulistas existentes. Este montante todo movimenta um total de 45 bilhões de reais por ano. Esta parceria entre associados em prol de um desenvolvimento mútuo vem sendo percebido na Coopermota nos últimos anos. A confiança do produtor neste empreendimento tem nos possibilitado obter um crescimento que vem sendo registrado em rankings nacionais. Bons negócios! 12 16 19 26 31 34 38 39 Edson Valmir Fadel Presidente da Coopermota 41 43 Relato de produtor destaca importância da assistência técnica da cooperativa Pesquisas estadual e nacional fazem levantamento da realidade rural do país Crescimento da Coopermota é registrado em rankings de revistas nacionais Coopermota firma parceria para convênio de saúde ao cooperado Coleta de embalagens vazias visa a redução de danos ambientais Empresas se preparam para a 12ª Coopershow Teatro com palhaços em Palmital aborda temas da brasilidade Cerimônia comemora 30 anos do Pólo Médio Paranapanema, da Apta Artigo Embrapa: Inovações no campo Artigo Embrapa: Sobre variedades de soja Artigo Embrapa: Quantidade correta de sementes para bons resultados. o campo 5setembmroar|çoou|tuabroil 2017

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CONFIANÇA QUE RENDE Agir como suporte e ser parceiro em decisões na propriedade Pelo menos duas vezes por semana, agrônomo e produtor trocam informações sobre o andamento da lavoura, não somente da sua, como também do panorama agrícola regional Capa H á mais de trinta anos a vida da família Gonçalves Oliveira começou a ser estruturada nos arredores de Palmital. Gumercindo Luiz de Oliveira, o Lico, e Tercília Benedita Gonçalves de Oliveira, iniciaram o trabalho no campo em uma iniciativa familiar colocando a “mão na massa” em todas as ações que realizavam na propriedade. Eram desprovidos de máquinas tecnológicas ou outros equipamentos auxiliares. Tercília lembra que no início da vida de casados ela preparava três queijos, fazia o almoço ainda pela manhã e levava tudo para comer na roça, onde trabalhavam até o cair do dia. A água utilizada pela família era tirada com baldes dos poços escavados no quintal da casa. A vida era uma “lida” diária!! Além do casal, o trabalho era realizado em sociedade com mais dois irmãos de Gumercindo. Naquele período, somente o financiamento em bancos permitia a obtenção de recursos que seriam investidos no cultivo de soja. Contudo, em 18 de julho de 1983 Gumercindo se tornou sócio da Coopermota. Esta iniciativa possibilitou profundas mudanças no seu cotidiano. Membro da cooperativa, deixou de recorrer aos bancos para os financiamentos até então realizados e passou a contar com uma assistência técnica integral. Tercília comenta que a família chegou a hipotecar 10 alqueires da sua propriedade para obter o financiamento no banco. Com o passar do tempo, a sociedade foi desfeita e, desta vez, era o casal que decidia os rumos do empreendimento agrícola que lideravam. O único filho, José Ricardo Oliveira, já trabalhava na roça desde os seus 13 anos de idade. Assim que a sociedade foi desfeita, as terras ficaram cultivadas com cana por cerca de cinco anos, até quando a família vendeu algumas vacas e comprou um trator para “tocar a lida” sozinhos. No primeiro ano foi somente milho, seguido da alternância entre soja e trigo e, por último, soja e milho. A decisão sobre o melhor momento a realizar o plantio, qual semente escolher para o melhor desempenho no solo da propriedade, entre outras iniciativas, no entanto, desde quando aderiu ao quadro societário da Coopermota, foi indicado por um agrô- 6 o campo mseaterçmob|roab|roilu2t0u1b7ro 2017 Gumercindo acompanha diariamente o desenvolvimento da lavoura e conta com o auxílio do agrônomo para a definição de manejos a serem realizados

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Tercília, José Ricardo, Sérgio Logo e Gumercindo em um momento de análise da planta em desenvolvimento nomo. Gumercindo destaca que sempre teve muita confiança nas recomendações a ele repassadas. Hoje, às vésperas de completar 87 anos, Gumercindo segue muito ligado ao trabalho no campo, mas o auxílio do filho José Ricardo, hoje com 48 anos, se tornou crucial com o passar do tempo. A dedicação ao campo sempre vem sendo incentivada pela família às netas, hoje com 20 e 25 anos, respectivamente. Talita Graciele de Oliveira, a mais velha, se casou e passou a se dedicar a outras atividades a partir do momento em que se mudou para a cidade. Já Vivian de Oliveira, a caçula, vem sendo incentivada a permanecer no sítio. A jovem acompanha o pai e o avô na roça e demonstra ter interesse pelo negócio. Todo o trabalho desenvolvido atualmente é acompanha- do de perto pelo agrônomo da Coopermota, Sérgio Lobo, o qual já se tornou muito próximo da família. À frente das decisões no sítio São José, na Água do Pouso, José Ricardo continua muito atento às determinações da família. Embora sempre recorra às recomendações de Lobo, não decide nada sem antes consultar seus pais. Muito engenhoso, se aplica em construir os equipamentos que precisa para o seu trabalho diário, sejam eles implementos de cultivo ou estruturas para o tanque de peixes mantido na propriedade para consumo próprio, entre outros. Com o sorriso constante no rosto, Tercília fala com satisfação do apreço que o filho tem pela agricultura. “A gente incentivava o José Ricardo a estudar, mas ele era mesmo encantado pelo trator”, conta. o campo 7setembmroar|çoou|tuabroil 2017

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} CONTATO DIRETO “Como estão as sojas na região?”. Esta e outras frases são comuns nas conversas entre o agrônomo da cooperativa, José Ricardo e Gumercindo. Pelo menos duas vezes por semana eles trocam informações sobre o andamento da lavoura, não somente da sua, como também do panorama agrícola regional como um todo. “Ás vezes a gente liga para saber sobre uma aplicação de defensivo, a hora de aplicar, a dosagem. A gente sempre consulta”, afirma Gumercindo. Ele diz que acredita no trabalho desenvolvido pelo agrônomo da cooperativa e enfatiza que não realiza nenhuma movimentação de suas mercadorias com outras cooperativas ou revendas. “É tudo na Coopermota. Quando a gente trabalhava com banco era um sufoco, agora a gente tem tudo regularizado. Se antes faltava, agora sobra. Só não sobra mais porque a gente empata comprando alguma coisa”, avalia o agricultor. A dedicação ao campo defendida por pai e filho é percebida na fala de José Ricardo, o qual destaca que se dedica à agricultura, pois a considera o sustento de tudo. “Se a agricultura para, trava tudo. A agricultura sustenta a nação, gera empregos e riqueza”, diz. A relação de proximidade entre agricultor e agrônomo passa da empatia nas recomendações técnicas e se estende também para a afinidade de parceria entre os envolvidos. Tercília faz questão de chamar o agrônomo, inclusive seus familiares, para degustar o bolo de milho que produz. A propósito, a degustação do quitute feito por Tercília empolga, não só o agrônomo como também alguns outros integrantes da cooperativa que, vez ou outra, acabam sendo convidados para se deliciarem com o sabor do milho. Lobo destaca que a família é exemplo de dedicação e cuidado com o trato agrícola. “Eles plantam bem, cuidam bem da terra e a gente tem um grande prazer em assisti-los. O mérito dos bons resultados que eles vêm obtendo é muito mais deles do que de qualquer orientação técnica que fazemos na Coopermota. Eles sempre fazem o básico e bem feito”, comenta. O agrônomo destaca que com a grande velocidade com que se apresentam novos cultivares, novos insumos e tecnologias variadas é difícil para os agricultores acompanharem estas inovações. Ele enfatiza que é papel do agrônomo auxiliá-los nesta iniciativa. Tercília e Gumercindo falam com prazer das dificuldades que já superaram no dia a dia 8 o campo mseaterçmob|roab|roilu2t0u1b7ro 2017

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Toda a família se dedica ao cuidado no campo. Tercília acompanha mais de longe e garante a alimentação dos trabalhadores } Assistência técnica O trabalho de assistência técnica oferecido aos agricultores se pauta pelo acompanhamento e prescrição de insumos aos produtores rurais na preparação da área a ser cultivada, no plantio, nos tratos culturais com adubações, agroquímicos para o controle de pragas e doenças e na colheita. Realiza visitas técnicas em diferentes etapas da produção, desde o plantio, ao florescimento, enchimento de grãos e colheita. No trabalho de assistência técnica, também fica a cargo do agrônomo o auxílio do produtor na definição de compra de insumos, na discussão de alternativas econômicas para a propriedade do agricultor, entre outros. O casal cuida com carinho das plantas da propriedade. Gumercindo gosta especialmente das rosas e as acompanha até o momento de murcha. o campo 9setembmroar|çoou|tuabroil 2017

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CENSO AGROPECUÁRIO Mensurar para definir políticas do setor Entre outubro de 2017 e fevereiro de 2018, o IBGE estará com recenseadores à campo para o levantamento de atualização dos dados do Censo Agropecuário À certa hora da tarde, o jovem chega à última propriedade localizada no final da via rural do município designado à sua pesquisa. Munido de um tablet com possiblidade de transmissão de dados via wifi ele começa a atualizar as informações sobre a realidade rural do Brasil, então registradas junto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (BGE). O último levantamento ocorreu em 2006. Dimensões de áreas cultivadas, características do pessoal ocupado, emprego de irrigação, uso de defensivos, número de animais criados na propriedade, quantidade de empreendimentos agrícolas, crédito e seguro rural, proteção de mananciais, conservação da fauna e flora, técnicas de produção, além da situação social e familiar dos trabalhadores do campo característica das áreas rurais, entre outros assuntos a serem listados e pesquisados, são requisitos importantes para a criação de políticas específicas para o desenvolvimento do setor. Entre outubro de 2017 e fevereiro de 2018, o IBGE estará com recenseadores à campo para o levantamento de atualização dos dados do Censo Agropecuário. Em todo o Brasil serão realizadas visitas em 5,3 milhões de estabelecimentos rurais distribuídos em 5.570 municípios. O levantamento global da realidade rural brasileira é realizado pelos profissionais contratados para esta iniciativa, que contam com o aporte de representantes do setor agrícola, responsáveis pela atualização de informações que estão diretamente ligadas à produção e realidade do campo. Em 12 o campo smeaterçmob|roab|roilu2t0u1b7ro 2017

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Cândido Mota, a Coopermota compõe a Comissão Municipal de Geografia e Estatística, contribuindo com os números da atividade agrícola conforme dados globais de seus cooperados. A coleta das informações do Censo Agropecuário teve início em 01 de outubro. Em divulgação do IBGE, Zander Navarro, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), destacou a importância da atualização dos dados rurais de forma a conduzir as diretrizes de ações a serem empregadas neste meio, interferindo, inclusive, na realidade de desigualdades sociais e equilíbrio econômico do setor. De acordo com dados atualizados da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), a região de sua abrangência, que envolve 26 municípios tem um total de 600 mil hectares. Deste total, 150 mil hectares são cultivados com soja e 5 mil hectares de milho no verão, tendo ainda 140 mil hectares cultivados com milho de segunda safra, no período de inverno. A pecuária se estende por cerca de 120 mil hectares, tendo ainda outras culturas como a olericultura, a fruticultura e outros. A maior extensão, no entanto, está com a cultura O censo coleta informações sobre as diferentes atividades agrícolas existentes no país. o campo 13setembmroar|çoou|tuabroil 2017

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As informações reunidas são utilizadas para a definição de políticas voltadas ao setor da cana, que abrange 270 mil hectares cultivados. O coordenador da Cati, Cristiano Geller, destaca a importância da realização deste levantamento de informações sobre a região para que se tenha dados, não só de cultivo, como também de características das propriedades. Ele comenta que o Censo inclui informações que mostram a existência de silos particulares, a situação de infraestrutura e outros. “Não deve haver mudanças tão significativas neste Censo em relação ao último, realizado em 2006. O que sabemos é que cada vez mais há menos moradores no meio rural. Para os últimos 10 anos, a mudança mais evidente deve estar pautada no perfil técnico dos agricultores, não só de ma- quinários, mas do uso da tecnologia de uma forma abrangente”, avalia. Paralelo ao Censo Agropecuário, organizado pelo IBGE, que traz dados nacionais do meio rural, também vem sendo realizado o Levantamento de Unidades de Produção Agropecuária (Lupa), desenvolvido pelo governo do estado de São Paulo. Este já está em fase de conclusão da pesquisa de campo, com previsão de divulgação dos dados coletados somente ano que vem. Geller explica que após ser realizado o levantamento das informações o Instituto de Economia Agrícola (IEA) faz a depuração dos dados para só então difundi-los junto aos municípios e governos. 14 o campo smeaterçmob|roab|roilu2t0u1b7ro 2017

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