Revista Nova Família Edição 2

 

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Revista Nova Família Edição 02

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INFORMAÇÃO | DIÁLOGO | APRENDIZADO COMPREENSÃO | AMOR | tECNOlOgIA: A FAMílIA SEM FIO DE HOjE SAIbA COMO VIRAR A CHAVE E MUDAR OS CAMINHOS EM 2015! MUlHER AO VOlANtE, pERIgO CONStANtE! #SóQUENãO E MAIS lICENçA pAtERNIDADE pASSA A SER VálIDA pOR 30 DIAS! O pRIMEIRO pASSO FOI DADO! plANEjAMENtO FINANCEIRO: ESpECIAlIStA Dá DICAS pARA REORgANIzAR AS FINANçAS EM FAMílIA. ISSN 2359-2486 MARÇO 2015 | Nº 02 | R$ 9,90 ENtREVIStA COM CARlOS WIzARD O EMpRESáRIO E EMpREENDEDOR DIz, “DAR DINHEIRO, UM pRESENtE pARA UM FIlHO É FáCIl. DIFíCIl É DAR tEMpO A ElE”, CONFIRA! www.revistanovafamilia.com.br

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Expediente REVISTA NOVA FAMÍLIA Telefone: (11) 2985-9454 www.revistanovafamilia.com.br contato@revistanovafamilia.com.br OPERAÇÃO EM BANCAS ASSESSORIA EDICASE www.edicase.com.br  EDITORA Editora Meireles Ltda Rua Alvaro Martins 66 • CEP.: 05052-030 • São Paulo • SP CNPJ 10.866.096/0001-29 DIRETOR PRESIDENTE Nido Meireles CONSELHO EDITORIAL Nido Meireles, Michele Dacosta, Fernando Bonini, Luciana Freitas, Juliana (Fundação Abrinq) DIRETORA DE REDAÇÃO • Michelle Dacosta/41313-SP DIAGRAMAÇÃO • Magda Barkó ILUSTRADOR • Caio Rothje REVISOR • Paulo Afonso de Castro EDITORES Michele Vitor, Sandhra Cabral, Sylvio Montenegro, Luciana Brunca, Thiago Assunção, Domingos Crescente, Denise Paciornick, Silvia Natalino COLUNISTAS Ivanir Signorini, Barbara Mackenzie, Sylvio Montenegro, Nazir Mir Junior, Cléo Francisco, Karen Sternfeld, Daniela Viek, Fernando Sousa DIRETOR DE PUBLICIDADE • Maurílio Macedo  DIRETOR DE MARKETING • Fernando Bonini ASSESSORIA DE IMPRENSA / COMUNICAÇÃO INTEGRADA Luciana Freitas REVISTA DIGITAL ARTE NOVA WEB DESIGN LTDA Rua da Imprensa, 778, Sala 04 - bairro Parque Celeste, Cep 15.070-420 • São José do Rio Preto • SP EDITORA-CHEFE • Michelle Dacosta / 41313 - SP PLATAFORMA DE ASSINATURA CONTENTSTUFF  Rua Funchal, 551 - Vila Olímpia, São Paulo - SP, 04551-060 Tel: (11) 3849-7779 DISTRIBUIÇÃO EXCLUSIVA EM BANCAS DINAP LTDA • DISTRIBUIDORA NACIONAL DE PUBLICAÇÕES MANUSEIO F&G PACKING EMBALAGENS E SERVICOS LTDA - EPP ATENDIMENTO AO CLIENTE São Paulo • Tel: (11) 3512-9458 Rio de Janeiro • Tel: (21) 4063-9051 segunda a sexta-feira • 09h às 18h, exceto feriados IMPRESSÃO GRÁFICA Intergraf Soluções Gráficas Endereço: Rua André Rosa Coppini, 90 • Planalto São Bernardo do Campo • SP • 09895-310 • Tel.:/Fax: (11) 4391-9797 http://www.intergraf.com.br intergraf@intergraf.com.br Sirvo-me da presente para levar ao conhecimento que a publicação deve o registro no INPI em 07/02/2014 Processo 907307124 de marca  MISTA “REVISTA NOVA FAMÍLIA”, ocorrido na RPI Revista da Propriedade Industrial RM2261 de 06/05/2014. A Revista Nova Família é uma publicação mensal da Editora Meireles Ltda que não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos assinados. As pessoas que não constarem no expediente não têm autorização para falar em nome da Revista Nova Família. A reprodução total ou parcial de textos, artigos, imagens dessa edição somente será permitida através de expressa autorização por escrito e assinada pelo PUBLISHER. A inclusão do nome dos colaboradores e colunistas deste expediente não implica em vínculo empregatício. PRINCÍPIOS E VALORES Os princípios e valores da  Revista Nova Família  proporcionam aos colaboradores e leitores conceitos para pensar e agir de forma consciente, partilhando toda a informação relevante e atuando de acordo com os princípios éticos de responsabilidade social e empresarial inerentes à vida em sociedade. Tudo o que apresentamos é de forma dedicada, apaixonada e sem qualquer forma de discriminação e preconceito. Todos os dias, nos dedicamos de forma incansável para oferecer um produto e um serviço de excelência. COMERCIAL WWREDE GEMA BRASIL NEGÓCIOS EM COMUNICAÇÃO Claudio Rocha • Operacional e Atendimento HYPERLINK “mailto:opecsp@revistanovafamilia.com.br” opecsp@ revistanovafamilia.com.br Av. Jandira 667 • Moema • São Paulo • SP Tel: (11) 2985-9454  Filiado: Associado: INSTITUTO VERIFICADOR DE CIRCULAÇÃO em processo de filiação Parceira: CONTROLADORIA A L B • Contabilidade Integrada Rua Conselho Brotero, 125 • 4ª andar Tel:  (11) 3129-8322 GERENTE ADMINISTRATIVO e FINANCEIRO Sidnei Brito Assistente • Miguel Nery DEPARTAMENTO JURÍDICO Dr. Anísio Cardoso Revista parceira da Fundação Abrinq! Parte do valor arrecadado com assinaturas será revertida em benefício da Fundação. 4 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br Papo de família FNOVA FAMílIA: ANOtE A RECEItA! amília é um “prato” difícil de preparar, mas quando pronto, emociona... uma pitada de coragem, uma colher de dedicação, uma xícara de paciência e um copo de devoção. Bata tudo com atenção e asse 9 meses com respeito no modo tradicional, ou então, use a tecnologia, como exemplo, o microondas. O próximo passo é só dividir e receber em troca. Ah, tem um segredo: Depois de pronto e degustado não se encontra igual! Claro, cada “Chef” com seus ingredientes secretos, suas especiarias, alguns servem quente, outros nem tanto. Há aqueles que preferem agridoce, outros salgadinho ou um pouco amargo. Eu, particularmente, voto no doce, naquele que causa prazer e um gostinho de “quero mais”, sem culpa. Mas quem define pelo bom ou ruim é quem prova, enfim, os integrantes da “mesa”. É a partir daí que aprende-se como administrar as doses de sentimentos e tudo isso contribui como será o comportamento do novo prato, ou seja, da “Nova Família”. O negócio é vestir o avental, afiar a faca com cuidado e pôr a mão na massa. Assim como fizemos, preparando esse lindo banquete de conhecimento pra vocês! Só exageramos um pouquinho na medida de carinho, mas nem dá pra notar, afinal, a essência é sempre a mesma...receber e servi-lo (a) com amor no coração! Seja bem-vindo (a) a sua Nova Família!!! Michelle Dacosta Diretora de redação Arquivo pessoal Nossos Jornalistas Michele Vitor Formada em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu trabalha como repórter desde 2006. Nesse meio tempo já escreveu para a Editora Qualidade de Vida, Portal Bradesco Universitário, Portal Click Carreiras Bradesco, revistas Condomínios em Guarulhos e para a edição masculina Catwalk. Denise Paciornick Formada em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Universidade Positivo, iniciou a carreira como redatora em uma agência de publicidade. Em seguida foi assistente de assessoria de imprensa na Lide Mul- timídia e foi redatora, assessora de imprensa e editora de vídeos da startup Já Entendi. É pós-graduada em Comunicação em Mídias Digitais e possui um blog sobre o tema. Thiago Assunção Jornalista formado pela Universidade São Judas Tadeu, possui sólida experiência no setor de cultura e moda, além de ser ator e arriscar-se com dramaturgia. Luciana Brunca Formada há 15 anos em Jornalismo pela Universidade dos Grandes Lagos (Unilago) de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, trabalha como repórter desde 2000. Já trabalhou nos jornais Agora São Paulo, Correio Popular, Diário da Região, Folha da Região, Comércio da Franca, entre outros. Atuou também como repórter na TV Record e atualmente trabalha com assessoria de imprensa. Domingos Crescente Jornalista e Publicitário há mais de 20 anos, diretor geral da agência LDC Comunicação. Sandhra Cabral Jornalista profissional diplomada com 20 anos de experiência em hard news, assessoria de comunicação e media training. Editorial 5

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Monkey Business Images . shutterstock lzf . shutterstock Peter Bernik . shutterstock Alena Ozerova . shutterstock Comportamento 10-13 14-15 Cozinhaterapia Como virar a chave e mudar os caminhos em 2015 20-23 16-19 Estamos prontos para envelhecer? Eles estão, cada vez mais, assumindo o comando da casa 24-27 A busca pela perfeição FamÍlia 32-33 Projeto amplia Licença Paternidade para 30 dias 34-37 28-31 Mulheres Multitarefas Cuidados na gravidez 38-41 Quando o amor supera todas as barreiras educação 42-45 Inclusão Escolar: família e educadores juntos! 46-49 Como socializar uma criança autista especial 50-53 Entrevista com o empresário e empreendedor, Carlos Wizard! cotidiano 54-55 Mulher ao Volante. Perigo constante! #sóquenão 6 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br direito 56-59 Pensão Alimentícia: dever de quem paga e direito de quem recebe saúde 70-73 74-75 Transtornos alimentares e seus perigos Hábito alimentar ou regime? AçÃO SOCIAL 60-61 O lado bom das coisas TEcnologia 76-78 Trabalho 62-65 Mercado de trabalho e o peso do preconceito Finanças 66-69 Educação financeira se aprende em casa Conectando a familia sem fio religião lazer & Viagem 79-81 O batismo e as religiões 82-83 Roteiro de Viagem 84-85 Uma família, um aeroporto, vários destinos SEXO 88-90 Autoestima feminina: como começar a turbiná-la opinião 86-87 Famílias, contemporaneidade, preconceito, adoção! Índice 7

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8 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br COlUNIStAS DA Daniela Viek, relações públicas, consultora, coach, especialista em Comunicação & Marketing. Apaixonada por viagens, pela vida, por conhecer novas pessoas e culturas. Babi Mackenzie, educadora desde 86, fundadora da Teaching Company. Karen Sternfeld, nutricionista pela New York University e Health Coach pelo Integrative Nutrition. Fernando Sousa, jornalista especialista em Tecnologia e Games. Cléo Francisco, jornalista especialista  em Educação Sexual Sylvio Montenegro, jornalista e radialista. Estudioso sobre as mais diversas formas de crenças, especialista em realizações de celebrações sociais e espirituais de casamento e bodas, sem cunho religioso ou civil. Nazir Mir Junior, advogado atuante nos ramos do Direito Civil, Direito Empresarial, Direito do Consumidor, Direito de Família e Sucessões (Área Cível), Direito Penal, Direito Administrativo, Direito Ambiental, Direito Tributário e Direito Financeiro (Direito Público). Colunistas 9

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Comportamento COMO VIRAR A CHAVE E MUDAR OS CAMINHOS EM 2015 Michele Vitor A temporada de fim de ano faz com que as pessoas reflitam, façam um balanço de suas vidas, avaliem o que foi bom e ruim, e a partir disso, façam planos para o futuro. Existem pessoas que desejam emagrecer; outros trocar de emprego; ganhar mais dinheiro; encontrar um amor; comprar um carro novo ou uma casa. Esses são apenas alguns exemplos entre tantos outros pedidos. No entanto, esses desejos e promessas acabam sendo facilmente esquecidos e deixados para trás.E não é preciso ir muito longe para comprovar a verdade disso. Basta que você leitor/a pense em quantas promessas e desejos foram deixados para trás esse ano. Com certeza a lista será grande. Um estudo realizado pela Universidade de Scranton, nos Estados Unidos, comprovou que 54% das pessoas desistem de suas metas até o período de seis meses após as terem idealizado e apenas 8% das pessoas são consideradas bem-sucedidas em suas mudanças. 10 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br Falcona . shutterstock Apesar desse resultado, fazer planos é um dos maiores impulsionadores de conquistas. Outro estudo realizado pela mesma universidade afirmou que as pessoas que estabelecem metas para um novo ano apresentam dez vezes mais chances de conseguir mudar. E por que não fazer planos que o deixem mais próximo da tão sonhada felicidade? Segundo o coach Alexandre Nakandakari, sócio da Questão de Coaching, alcançar esse desejo pode não ser muito fácil, mas passa longe de ser impossível. “Para falar sobre felicidade busco inspiração em uma personalidade que admiro muito: o Dalai Lama. Ele sempre afirmou, e eu acredito, que podemos dividir toda a felicidade e sofrimento em duas categorias: mental e física”, comenta. Que caminho seguir? “Sendo assim, podemos afirmar que a mente exerce o maior controle e influência sobre todos nós. Ela registra tudo. O corpo estando satisfeito fica livre de graves doenças. Então, se queremos ser mais felizes devemos cuidar da nossa mente e de nosso corpo”, afirma Alexandre. Para ele, tudo começa com um pensamento que gera um sentimento, e por conseqüência, gera uma ação. “Pensando nessa lógica separei algumas dicas sobre como mudar a vida, os pensamentos, as atitudes, e assim, se tornar mais feliz em 2015”, diz Alexandre. Mudança de crenças Se o que se pretende é mudar os resultados alcançados é de fundamental importância que se altere primeiro suas crenças substituindo os velhos pensamentos por novas ideias. Crenças são afirmações que as pessoas dizem para si mesmas, aquilo Comportamento 11

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Comportamento Especialista dá dicas para modificar os pensamentos e conquistar novos resultados nesse novo ano que as permite ser ou fazer algo. “Os nutricionistas gostam de dizer que somos o que comemos, vou além, e digo que, somos o que nos alimentamos tanto fisica, emocional e mentalmente. O que você anda pensando?” Segurança no trabalho e nos relacionamentos Aqui, além da mudança de crenças, o investimento em autoconhecimento é fundamental. Conhecer os próprios valores ajuda a tomar melhores decisões. Da mesma forma que conhecer os pontos fortes potencializa o desempenho e ter consciência das próprias limitações possibilita gerar planos de contingência para minimizar os impactos negativos nas performances. “É importante ressaltar que algumas pesquisas indicam que a maioria das demissões são motivadas mais por questões de relacionamentos do que de técnicas ou conhecimento. Sendo assim, investir em conhecimento e cursos técnicos específicos da área de atuação muitas vezes é chover no molhado. Mas, dar atenção a outras competências como feedback, gestão, liderança, relacionamentos, conflitos e comunicação, pode ser o grande diferencial. Tecnicamente a maior parte dos profissionais são iguais, mas não há competência técnica que mantenha o emprego sem uma boa conduta”. Desapegar de velhos hábitos Reservar alguns minutos por dia para refletir ajuda a promover uma limpeza nas idéias e a mudar a percepção do mundo. Com esse hábito as pessoas passam a se questionar sobre sua postura, suas decisões e seu comportamento diante dos acontecimentos da vida. Buscar conviver mais com pessoas que pensem diferente e mostram outros pontos de vista em relação as situações também ajuda a mudar a forma de pensar. Quando fechamos as portas para as mudanças o cérebro tende a se manter no processo químico que repete os mesmos padrões desde a infância. Abrir espaço para novos estímulos ajuda a gerar novas conexões. Faxina nos sentimentos e fortalecimento das relações Aqui o mais importante é não carregar mágoas. A temporada que inclui o fim e início do ano é propícia para acertar ponteiros com todas as pessoas que demonstraram algum ressentimento, seja colega de trabalho, amigo ou parente. Conversar de maneira clara e expor os sentimentos é algo que fortalece as relações, aproxima corações e aumenta a confiança. Para isso, um bom começo é tentar se colocar no lugar do outro e tentar compreendê-lo. 12 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br Gajus . shutterstock Desenvolver a espiritualidade É dessa forma que as pessoas conseguem manter a paz interior. Desenvolver a espiritualidade não está diretamente relacionado a nenhuma religião. Essa escolha sempre fica a cargo de cada pessoa. Mas, estar em paz e bem consigo mesmo ajuda até mesmo a evitar o surgimento de doenças, combater o estresse e retardar o envelhecimento. Uma opção para alcançar esse equilíbrio é a prática de meditação, que ajuda a higienizar a mente e a desacelerar o cérebro. Outra opção poderosa é dedicar-se ao bem do próximo. Nesses casos, o trabalho voluntário faz bem para quem recebe, mas muito mais para quem prática. Cuidar da autoestima Mudar as crenças, ampliar o autoconhecimento, melhorar os relacionamentos, desapegar de velhos hábitos, deixar ressentimentos para trás e desenvolver a espiritualidade são hábitos que ajudarão a sustentar uma mudança consistente. “Tudo isso tem um fator preponderante: cuidar de si mesmo. Ao viajar de avião, por exemplo, sempre recebemos as orientações de segurança, e entre uma delas, está a de que máscaras de oxigênio cairão do teto e primeiro a pessoa deverá ajustá-la em si própria para depois ajudar as outras. Esse é um exemplo claro da importância de dedicar tempo para si mesmo. Organizar um pouco seu dia para cuidar de você mesmo é essencial para manter um bom desempenho em suas ações. Isso não é egoísmo, é bom senso. Se você estiver bem consigo mesmo poderá se dedicar com qualidade ao trabalho, a sua família e aos seus amigos”. Alexandre conclui que, tudo se inicia com um pensamento que deverá levar a uma ação. “Agora é só colocar em prática a mudança de suas crenças limitantes por facilitadoras, ampliar o autoconhecimento e desenvolver novas competências pessoais, organizando seu dia a dia para cuidar da mente e do corpo, e assim, alcançar a tão sonhada felicidade”. Escolho o passado ou o futuro? Comportamento 13

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Comportamento Cozinhaterapia Michele Vitor Dedicar tempo para cozinhar pode ser considerada uma ótima válvula de escape para aliviar o estresse do dia a dia, além de servir, também, como terapia de casal deixam claro o grau de educação de um povo. V ocê sabia que dedicar parte do tempo para cozinhar com prazer pode trazer inúmeros benefícios tanto para a saúde física quanto a psicológica, e inclusive, pode ajudar a reforçara intimidade dos relacionamentos? Segundo o psicanalista Antonio Belamoglie, especialista em terapia de casal, cozinhar é uma prazerosa atividade terapêutica. “Nesse momento, o cérebro se desliga das rotinas e das obrigações do trabalho profissional e se delicia com a expectativa do prazer que virá com a comida que está sendo preparada”, comenta. De acordo com ele, é uma passagem do lado racional do cérebro para o lado emocional. Por esse motivo, é um momento no qual as pessoas até exercem mais o lado criativo, inventando novas receitas ou até acrescentando ingredientes diferenciados para dar um toque especial nas receitas já existentes. Além disso, enquanto se prepara um prato é possível descontrair, relaxar e se divertir. Inúmeras vantagens Com a correria do dia a dia, as pessoas acabam deixando, cada vez mais de lado a prática de cozinhar, e, por questão de praticidade, muitos optam por comidas congeladas ou refeições fora do lar. No entanto, chega a ser difícil contabilizar a quantidade de benefícios de cozinhar a própria comida. Além de toda a questão psicológica citada acima, dedicar-se à cozinha contribui para manter uma alimentação mais saudável e até econômica, por exemplo. Outra vantagem de quem prefere preparar a própria comida é que se torna possível fazer escolhas mais conscientes. Por exemplo, ao preparar determinada receita que leva queijo é possível trocar um tipo por outro, como o cheddar pelo queijo cottage light. Com escolhas simples como essa torna-se possível reduzir a taxa de colesterol, que é um dos grandes problemas da atualidade. E, atitudes assim, podem refletir de forma super positiva na saúde da pessoa. Segun- do a Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, controlar o colesterol leva a 33% menos chance de infarto, 25% menos risco de morte e 20% menos risco de um acidente vascular ce- rebral (AVC). 14 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br Quem manda na cozinha sou eu Outra vantagem é garantir a higienização dos alimentos, coisa que se torna quase impossível quando a comida é preparada por terceiros. Já quando a pessoa prepara a refeição em casa é possível controlar a limpeza dos utensílios, da pia e da mesa, das mãos e até a própria higienização dos alimentos. Isso representa menor risco de intoxicação alimentar. Quem se dedica a cozinhar também fica mais atento a prazos de validades, pois, comer comida fora do prazo pode trazer vários problemas de saúde como intoxicação, alergias entre outros. Aprender a escolher produtos sazonais também é uma vantagem. Todos os alimentos da estação são menos nocivos a saúde pois não necessitam passar por processos que aceleram a colheita, além de conterem menor concentração de agrotóxicos. Além disso, dedicar tempo para o preparo dos próprios alimentos pode favorecer e até auxiliar nos relacionamentos familiares. Normalmente as pessoas que cozinham em casa desenvolvem o hábito de reunir os membros da família ao redor da mesa. E, essa ação facilita a integração de pais com filhos e entre os irmãos. Mas, não é somente esse tipo de relação. O relacionamento entre marido e mulher também pode ser muito fortalecido com essa prática. Segundo o psicólogo, o ato de cozinhar em casa significa olhar para cada ingrediente da comida com o carinho que dedica ao cônjuge. “Quando o casal cozinha juntos transmite amor para o alimento. É o mesmo sentimento que dedicam ao seu par. E, esse amor faz bem para o corpo, para a alma e, principalmente, para o relacionamento”, comenta Antonio. Werner Heiber . shutterstock Para o especialista, para que funcione como um momento agradável entre o casal é preciso que não seja ele e ela, mas sim, ele com ela em um único ser. “Para treinar esses hábitos o casal pode dividir as tarefas mas sem deixar de preparar a comida juntos. Por exemplo, ela corta a cebola, ele refoga. Ela prepara a mesa, ele serve a comida. Ela guarda os alimentos, ele lava a louça, e assim por diante”, explica Antonio. De acordo com ele, um casal que cozinha junto está fortalecendo o relacionamento, intensificando a delícia da vida a dois e construído um futuro de harmonia e de prazer. Comportamento 15

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Comportamento Estamos prontos para envelhecer? Michele Vitor O O que antes parecia difícil, hoje é comum. A expectativa de vida vem aumentando ano a ano em todos os países, atualmente não sendo somente uma característica dos países desenvolvidos. No Brasil, por exemplo, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida para ambos os sexos subiu para 74,9 anos. E, esse número deve aumentar. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), até o ano de 2050 mais de 2 bilhões de pessoas ao redor do mundo terão mais de 60 anos de idade. Mas, ao analisar essa realidade surge uma dúvida. Será que estamos realmente preparados para envelhecer? Quem nunca se fez essa pergunta já pode começar a pensar no assunto, pois é preciso preparo psicológico e até financeiro. Com o avanço da idade é possível perceber também, um aumento ou surgimento de alguns problemas de saúde como o Mal de Alzheimer e de Parkinson – doenças degenerativas que fazem a pessoa perder aos poucos a agilidade mental, física e até a capacidade de cuidar de si mesma. E, essa é uma das principais preocupações da população. Segundo pesquisa da Nielsen sobre envelhecimento, o maior medo do brasileiro é perder a agilidade mental e física, esses itens foram citados por 64% e 60% dos entrevistados, respectivamente. A expectativa de vida aumenta a cada ano devido, principalmente, aos avanços da tecnologia, da medicina e ao aumento da consciência da importância de cuidar da saúde. Mas, será que realmente nos preparamos para a velhice? 16 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br Envelhecer é uma arte O estudo também aponta que perder a autonomia para cuidar das necessidades básicas, como se alimentar e tomar banho sozinho, ocupa o terceiro lugar na lista de preocupações, com 58%. A falta de dinheiro também faz parte desse ranking. Ter condições financeiras para cobrir despesas médicas foi citado por 53% das pessoas entrevistadas e ter dinheiro para viver confortavelmente por 50%. A pesquisa também mostra que quando pensa na vida após a aposentadoria, a principal prioridade da população é manter a saúde física e mental (71%) e manter uma alimentação saudável (47%). Quem cuida dos idosos de hoje e quem irá cuidar de nós? De acordo com pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP), 40% das pessoas que cuidam de idosos doentes hoje são também idosas, e principalmente, mulheres. “Elas acabam assumindo esse papel, pois não desejam atrapalhar a vida pessoal e profissional de seus filhos. Mas, com isso, acumulam funções que muitas vezes são dolorosas e desgastantes”, comenta Eduardo Chvaicer, master franqueado da Right at Home no Brasil, empresa especialista em cuidados com idosos. No entanto, o cuidador acaba ficando mais propenso a ter problemas físicos e psicológicos do que os outros idosos. “Muitas vezes por conta do desgaste causado oneinchpunch . shutterstock Comportamento 17

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Comportamento pelo estresse, o cuidador acaba negligenciando a saúde do outro, não por querer, mas pelas condições nas quais se encontra”, afirma Eduardo. E, com a nova formatação da família que tem cada vez mais um número menor de filhos, surge a questão sobre quem irá cuidar dos idosos daqui a um tempo? Atualmente só em São Paulo vivem cerca de 1,4 milhão de idosos com mais de 60 anos. Muitos já apresentam mais de uma doença. Entre 80 e 90 anos, 20% possui algum tipo de demência, e, a partir dos 90 anos, esse índice salta para 40%. E, para qualquer familiar que precisa se dedicar aos cuidados desses idosos a sobrecarga emocional pode ser arrebatadora, levando-o a problemas de depressão e até a morte prematura. Por esse motivo, é importante contar com a ajuda de profissionais qualificados. A profissão dos chamados ‘cuidadores de idosos’ hoje está em alta e se faz necessária. Esse mercado de trabalho tem começado a ganhar cada dia mais espaço e conta, inclusive, com cursos de graduação e especialização, que tem como objetivo formar profissionais preparados para cuidar de todas as necessidades dos idosos como prestar assessoria a instituições previdenciárias e prescrever exercícios de fisioterapia. Preocupação com finanças deixa a população com cabelos brancos Com o aumento do número de idosos o país pode sofrer severas mudanças no sistema previdenciário, e por esse motivo, é preciso que a população se prepare melhor financeiramente para a fase da terceira idade. Ainda segundo o estudo da Nielsen, 33% da população do país pretende se aposentar entre 50 e 55 anos e 34% entre 60 e 65 anos de idade. 81% dos entrevistados brasileiros julgam que esta- rão mais bem preparados financeiramente do que seus pais quando o momento da aposentadoria chegar. Além disso, 36% dizem que a principal fonte de renda nesse período será proveniente de economias e investimentos pessoais. No entanto, a pesquisa mostra que a visão sobre as finanças varia de acordo com o lugar. Ao contrário do Brasil, 56% dos entrevistados da Europa e 38% da América do Norte acreditam que não contarão com os mesmos recursos financeiros que seus pais tiveram na aposentadoria. Por esse motivo, nesses países, a expectativa de aposentadoria é acima dos 65 anos de idade. Como preparar o bolso para a terceira idade A falta de dinheiro é realmente um motivo para preocupação na fase após a aposentadoria. Ao se planejar para essa etapa da vida é preciso pensar também como está a vida dos pais hoje em dia, pois estes acabam por se tornar filhos dos filhos. Segundo Reinaldo Domingos, educador financeiro do Instituto Dsop, menos de 1% dos aposentados pelo INSS são hoje independentes financeiramente, os outros contam com a ajuda de familiares, dependem de caridade e há ainda os que não conseguem deixar de trabalhar. Para o especialista, quanto antes começar esse planejamento mais fácil se torna evitar problemas. De acordo com ele, os filhos precisam destinar parte de suas economias para planos de saúde dos idosos, gastos com exames, medicamentos e também o lazer. Já para planejar a própria aposentadoria é preciso destinar parte da renda atual para investimentos como caderneta de poupança ou previdência privada. Investimentos em patrimônios como imóveis também podem servir como fonte de renda no futuro. 18 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br 19

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Comportamento ELES ESTÃO, CADA VEZ MAIS, ASSUMINDO O COMANDO DA CASA 21% dos pais abrem mão de suas carreiras para cuidar da familia e do lar D e acordo com um estudo realizado em 2012 pelo centro de pesquisa americano Pew Research, em 1989, 1.10 milhões de homens ficavam cuidando dos filhos, hoje, esse número praticamente dobrou, chegando à marca de 2.2 milhões. Mesmo que o número de mulheres que deixam de trabalhar para cuidar dos filhos seja bem maior, na atualidade, 16% dos Denise Paciornick homens ocupam esta função. Destes, 23% alegam ficar em casa principalmente por não conseguirem encontrar emprego. O que chama a atenção, porém, é que 21% dos homens confirmam que ficam em casa para realizar a função de cuidar do lar e da família, representando um aumento quatro vezes maior do que em 1989, que tinha apenas 5% do público masculino exercendo este papel. 20 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br De braços abertos para a grandiosa missão de ser pai Alguns declaram que ficam em casa e assumem esta atividade por diversos outros motivos, mas mesmo assim, a pesquisa demonstra que os pais estão colocando a família em primeiro lugar, deixando a profissão em segundo plano, atitude esta que era destinada apenas às mães. de bordo  na Emirates Airlines e viajava pelo mundo todo, ficando uma boa parte do tempo fora da cidade. Com isso, eu tive que ser a “mãe” do meu filho levando na escola, dando comida, etc. Mas dividíamos responsabilidades no tempo em que ela estava em casa e eu estava tocando”, comenta. Fabricio Franco é um exemplo de pai que assumiu as responsabilidades do lar e da criação do filho. De acordo com ele, o que o motivou, no entanto, diz respeito ao seu próprio trabalho e ao da sua esposa. Ele é músico, portanto, seu horário de expediente é de noite e em alguns dias da semana, sendo assim, aos poucos foi assumindo as funções dentro de casa e com o filho. “Isso se intensificou quando mudamos para Dubai. Minha esposa trabalhava como comissária Segundo o músico, é uma grande satisfação poder estar mais presente no dia a dia de seu filho, o que levou os dois a terem uma relação muito próxima e de cumplicidade, especialmente no início da mudança para outro país. “E também ajudou muito no relacionamento com minha esposa, uma vez que ela sente-se grata por ter ajuda nas funções de casa e por não precisar ter que trabalhar, após chegar cansada do trabalho. E ainda me fez valorizar mais as coisas Volt Collection . shutterstock Comportamento 21

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Volt Collection . shutterstock Comportamento Um olhar de confiança que ela fazia, já que eu tive que aprender a fazê-las e percebi que não era tão fácil”, destaca Fabricio. Ele ressalta que nunca sofreu nenhum tipo de preconceito no Brasil por ser “dono de casa”, entretanto, existe uma certa estranheza em como as tarefas são divididas em sua casa. “Nos quatro anos que vivemos em Dubai, senti o preconceito, principalmente por parte dos árabes, que têm uma cultura muito machista e não admitem de bom grado essa “inversão de papéis”, chegando até a dificultar as coisas algumas vezes para nós quando precisávamos de algo burocrático de órgãos governamentais, por exemplo”, lamenta o músico. Em relação as dificuldades, a maior delas, de acordo com Fabricio foi a preguiça  (risos). “Acredito que a parte mais difícil foi a de ter que me acostumar a realizar algumas tarefas cotidianas como ter que cozinhar, e depois ainda ter que lavar a louça, por exemplo. Mas no geral, não acho que tive muitas dificuldades, até porque foi um processo meio gradual e eu percebi que tinha que ajudar minha esposa, uma vez que em dado momento eu tinha mais tempo livre para isso do que ela”, explica Fabricio. Mas, no final, ele acredita que esta experiência trouxe benefícios para o seu crescimento pessoal. “Isso me fez uma pessoa mais responsável, mas principalmente, me fez um pai e um marido melhor, entendendo de maneira mais ampla a dinâmica de cuidar de filho e da casa. E, com certeza, me fez um pouco menos preguiçoso, já que aprendi que há coisas que não dá para fugir ou adiar”, finaliza. 22 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br 23

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Comportamento A BUSCA PELA PERFEIÇÃO Q uem não gosta de se sentir bonito e atraente? A busca pela beleza é importante e ajuda a manter a auto-estima elevada. O problema é quando essa busca passa a ser uma obsessão e faz com a pessoa ignore os limites do corpo para conquistar uma beleza perfeita. Michele Vitor E, de acordo com o especialista, o número de homens que buscam esses procedimentos aumenta a cada ano. Segundo levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), nos últimos cinco anos subiu de 5% para 30% a quantidade de pacientes do sexo masculino que se submetem a cirurgias estéticas. O que antes era comum somente entre mulheres, agora também faz parte do dia a dia dos homens. A vaidade também fez a cabeça dos homens que passaram a se preocupar mais com o corpo, pele e cabelos. Para alcançar os resultados desejados, homens e mulheres não dedicam seu tempo somente para exercícios físicos e uma alimentação saudável, grande parte deles recorrendo tambem a procedimentos estéticos e cirurgias plásticas para atingir o objetivo desejado de forma rápida. Segundo o cirurgião plástico Alderson Luiz Pacheco, apesar de as mulheres ainda liderarem o número de procedimentos estéticos, o número de homens que aderiram a eles tem aumentado constantemente. “Muito desse comportamento é devido à mudança da mentalidade da sociedade, e principalmente, dos próprios homens que passaram a assumir a vaidade, sem medo de enfrentar preconceitos”, comenta o médico. Para o médico, a cirurgia plástica é um procedimento que pode ser feito por pessoas de todas as idades. E, segundo ele, hoje existem métodos capazes de corrigir quase todos os incômodos estéticos. “Tenho pacientes com idades entre 15 e 70 anos e cada faixa etária é mais adepta a determinados tipos de cirurgia. Por exemplo, dos 15 aos 20, a mais procurada entre homens é a ginecomastia, ou seja, a redução de mama. Já dos 20 aos 30 é a lipoaspiração. Dos 30 aos 40 anos as mais procuradas são as cirurgias de pálpebras, nariz e semblante em geral. E, a partir dos 45, dificilmente os pacientes realizam cirurgias no corpo, somente na face”, explica Alderson. Segundo o especialista, outro fator que tem contribuído para o aumento da procura pelas cirurgias por homens é que a medicina está proporcionando cada dia mais segurança aos pacientes. “Cada vez mais as cirurgias são mais seguras, rápidas e proporcionam menos dor, além de garantirem mais sucesso na conquista do resultado desejado, ressalta. 24 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br Dragon Images . shutterstock Cuidados importantes antes das cirurgias Assim como qualquer outro procedimento médico, as cirurgias estéticas também oferecem riscos à saúde, mas, segundo o especialista, é possível minimizar-se as chances de problemas com uma boa pesquisa sobre o médico escolhido e o local onde será realizado o procedimento. “A relação médico-paciente é muito importante, pois, de nada adianta o paciente se consultar com um médico com quem não simpatiza, não sente confiança ou que não seja capaz de esclarecer todas suas dúvidas. Essa é a nossa função: responder a todas as questões e deixar claro todos os riscos que a cirurgia envolve, além de orientar sobre todas as medidas que devem ser tomadas no pré e pós operatório”, afirma Alderson. Para a escolha do médico é importante observar alguns pontos como: se ele é membro da SBCP; se foi treinado na área de plástica; quantos anos de treinamento em cirurgia plástica ele apresenta; em quais hospitais ou clínicas atua ou já atuou; quantos procedimentos do tipo já realizou na carreira; como será feita a cirurgia e onde; quais os riscos; e como ele costuma contornar eventuais complicações. Após esses procedimentos, o médico deverá fazer uma avaliação sobre o estado de saúde do paciente. Para isso, é importante que seja informado sobre todas as doenças existentes ou que já existiram, cirurgias já realizadas, se tem alergia a algum medicamento, quais remédios toma, se fuma ou utiliza outras substâncias químicas entre outros. São essas informações que irão auxiliar a equipe médica na definição dos exames pré-operatórios e na própria cirurgia. Cada vez mais homens e mulheres se entregam a ditadura da beleza e realizam procedimentos que prometem deixar os seus corpos perfeitos Comportamento 25

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Comportamento Cirurgias plásticas mais procuradas pelos homens Ginecomastia: o procedimento corrige mamas que sofreram crescimento anormal; Lipoaspiração: elimina gordura localizada, que nos homens é mais evidente na região do abdômen e cintura; Rinoplastia: plástica no nariz, que pode, diminuir, aumentar, ou, modificar o formato; Blefaroplastia: retirada do excesso de pele e gordura das pálpebras caídas, suavizando olheiras e sinais de cansaço; Implante Capilar: procedimento que promete solucionar o problema da queda de cabelo; Facelift: ou Lifting Facial que suaviza sinais de envelhecimento do rosto e pescoço; Toxina botulínica: conhecido como botox ajuda a combater rugas; Mentoplastia: remodela o queixo e o contorno do rosto com auxílio de prótese de silicone; Otoplastia: corrige as famosas orelhas de abano. Cirurgias plásticas mais procuradas pelas mulheres Lipoaspiração: também conhecida como lipoescultura remove depósitos de gordura em áreas especificas do rosto como rosto, pescoço, abdômen ou glúteos; Mamoplastia de aumento: utiliza implantes para aumentar o volume dos seios; Abdominoplastia: retira a gordura localizada e também o excesso de pele, além de remover as estrias da região; Blefaroplastia: procedimento que melhora o aspecto das pálpebras, eliminando bolsas de gordura e rugas; Redução das mamas: procurada por mulheres com seios muito grandes que sofrem por questões estéticas ou até mesmo com dores na coluna; Mastopexia: corrige a flacidez dos seios, elevando as mamas e desfazendo o efeito do caimento natural; Rinoplastia: modifica a estrutura nasal. Pode ser feita para fins estéticos e até para melhorar a respiração; Queiloplastia: proporciona aumento, redução ou reconstrução dos lábios. 26 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br ilustração. markovka . shutterstock 27

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Família A difícil arte de ser mulher ilustração . Thodoris Tibilis . shutterstock MUlHERES MUltItAREFAS Michele Vitor Quem nunca ouviu a expressão de que mulheres são como polvos? Isso porque parece que utilizam vários braços para resolver inúmeras situações ao mesmo tempo. Só que essa atitude, muitas vezes, é acompanhada por uma sobrecarga emocional e causa cansaço excessivo, além de síndrome de ansiedade e estresse. 28 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br Esses problemas normalmente surgem porque a maioria das mulheres ainda carrega na cabeça o ideal de perfeição e tentam atingir o máximo como mulher, mãe, esposa e profissional. No entanto, é preciso enxergar que há um limite a se alcançar e por mais que a mulher esteja envolvida em várias situações não há necessidade de mostrar perfeição em todo momento. Segundo o psicólogo e neuropsicólogo Fabio Roesler, é necessário aprender a administrar todos esses papéis de modo que eles não se sobreponham. “Essa sobrecarga da vida moderna das mulheres pode acabar interferindo na saúde física e mental. O estresse de ter que gerenciar uma vida na condição de mulher ocupando várias funções sociais ao mesmo tempo pode ser perturbador e contribuir para uma queda psíquica e fisiológica”, afirma. Para ele, os principais problemas que podem ser causados por essa sobrecarga de atividades são: o estresse, um possível surgimento de algum transtorno de ansiedade, como a síndrome do pânico e o transtorno de ansiedade generalizada, além de problemas relacionados ao sono. Esse desgaste emocional também pode ser o pontapé inicial para problemas como a depressão, pânico, fobias e doenças psicossomáticas. Normalmente, as pessoas que apresentam esses sintomas em decorrência da sobrecarga emocional acabam tendo menos condições de desenvolver suas atividades com qualidade, o que pode gerar um desgaste ainda maior por trazer a sensação de incapacidade. VítIMAS DA EVOlUçãO SOCIAl Toda a evolução que as mulheres conquistaram ao longo de várias gerações trouxe benefícios como liberdade, poder de decisão e oportunidade de ingressar no mercado de trabalho entre outras coisas. No entanto, com a possibilidade de encarar esse novo estilo de vida, muitas mulheres acabaram se sobrecarregando. Apesar de ocuparem cargos como profissionais, as mulheres sempre assumiram a responsabilidade com seus filhos, incluindo a preocupação com a saúde, com o desenvolvimento escolar, com o lazer, alimentação, horários etc. Além dos filhos, as mulheres nunca deixaram de administrar a casa, se dedicando também a todos os afazeres domésticos como lavar, passar, cozinhar ou mesmo coordenar alguém que faça o serviço. assumem o papel de cuidadoras quando os pais envelhecem e adoecem, além de dedicar tempo para dar atenção ao marido ou cuidar dele quando está doente. Mas, o problema é que, além de todas essas responsabilidades que nunca deixaram de existir na vida das mulheres, hoje elas ocupam cargos de profissionais que, muitas vezes, exigem a dedicação a uma extensa carga horária para conseguir participar de reuniões, cumprir prazos, entregar relatórios e atingir metas. E, tudo isso vem acompanhado da cobrança, mesmo que discreta, de que a mulher precisa sempre estar com a aparência impecável, o que significa roupas bonitas, sapatos elegantes, unhas feitas, cabelo bem tratado, maquiagem adequada. Ou seja, cobrança em cima de cobrança o que facilita o surgimento da sobrecarga emocional. E, mesmo que os homens estejam mais presentes nesses trabalhos domésticos, as mulheres ainda assumem toda a responsabilidade - o que faz com que se dediquem muito mais a essas atividades dos que os homens. São as mulheres também que, muitas vezes, Com essa nova realidade, as mulheres acabam acordando muito mais cedo, dormindo muito mais tarde (dormindo menos) e, assim, ficam mais propensas a problemas de saúde, alguns dos quais antes eram percebidos com muito mais frequência nos homens. Alguns Família 29

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