A Voz dos Reformados - Edição n.º 151

 

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JORNAL DO MURPI / CONFEDERAÇÃO NACIONAL DE REFORMADOS, PENSIONISTAS E IDOSOS

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a voz dos reformados Jornal dos Reformados, Pensionistas e Idosos MURPI CONFEDERAÇÃO NACIONAL DE REFORMADOS, PENSIONISTAS E IDOSOS Ano XXIII • N.º 151 • Janeiro/Fevereiro 2018 • Preço 0,70 € • Diretor: Casimiro Menezes • Distribuição nacional • murpi@murpi.pt 24PdAeRjTaICnIePiAro 4 5/ 1978-2018 Guardar memórias Reforçar ação 8 Última hora Preconceitos descriminam MURPI

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2 A Voz dos Reformados | Janeiro/Fevereiro 2018 Em foco EDITORIAL No limiar de 2018 reafirmamos que, 40 anos depois de ser criado o MURPI, continuamos firmes na defesa dos direitos dos reformados. Continuamos firmes na convicção de vincular, e reforçar, a força que nos move enquanto MURPI. Há 40 anos tínhamos por objetivo fazer crescer este movimento e envolver nessa luta reformados pensionistas e idosos. E hoje somos milhares. Há 40 anos fomos pioneiros do associativismo para as comunidades de reformados em todo o país. Ímpar, e fiel, esta experiência na constituição dos seus objetivos, ímpar esta enriquecedora experiência no despertar de consciências, no aclarar de direitos e deveres, ímpar na responsabilidade de dar resposta ao imperativo da participação e no transmitir às gerações seguintes a importância de continuar, apoiados por todos quantos, em Portugal, se identifiquem com os “valores de Abril”. Acreditamos que só aí se fundamenta, e alicerça, o lema “Só o Portugal de Abril garante o Outono da vida” Foi justa, e necessária, a fundação do MURPI. Comprova-se hoje no património das iniciativas de luta por melhores condições de vida, diversidade da intervenção cultural, e da força solidária intergeracional. Nisto se consolidou o MURPI e a força das Associações de reformados em todo o país. E mobilizou milhares de dirigentes e ativistas. Todos voluntários entregues a esta causa. Do eco dessas vozes emergiu a resposta aos anseios mais prementes para manter viva a defesa dos direitos consagrados na Constituição. E assim o MURPI, como força representativa das Associações de Reformados, tem sabido valorizar a ação desenvolvida pelas associações na sua intervenção social diversificada, procurando dar resposta às necessidades básicas dos idosos . Lutamos para garantir cuidados diferenciados, diferenciadores, que o poder público negligencia à obra social, e humanista, que respeita àqueles que, ao longo das suas vidas, muito contribuíram para o progresso do nosso País. Por isso o MURPI como organização alicerçada na vontade democrática dos seus associados – hoje mais de 70 mil –, como promotor de centenas de intervenções públicas e políticas, lançou-se à conquista, e à defesa, dos direitos dos reformados. Somos uma força que resistiu, e avançou, contra a ofensiva dos governos que destruindo direitos fragilizaram Portugal. O MURPI enriquece o património cultural e preserva-o enquanto promotor de múltiplas iniciativas. Nisso se fortalece o movimento cultural nas diversas expressões da música, cante, teatro, artes plásticas. Uma festa anual, o “Piquenicão”, reúne milhares de pessoas de todo o país como expoente máximo da vontade de união que move os associados. E pelas artes dos saberes se norteou criando há vinte anos um órgão de informação, jornal “Voz dos Reformados”. Através dos conteúdos patenteia-se o que de mais relevante vai acontecendo. É mais um modo de aproximação. O MURPI é uma força constante de diálogo, de propostas e luta, em todas as áreas da vida da população sénior. Por isso merece a justa representação como Parceiro Social no Conselho Económico e Social. Projeto grandioso, como grandiosa é a dimensão da ambição deste movimento associativo que desde a primeira hora – há 40 anos –, reclama, e luta, pelo direito a envelhecer com dignidade. É esse o caminho que nos leva ao futuro até onde todos juntos caminharemos. Casimiro Menezes Assembleia Geral aprova as comemorações dos 40 anos do MURPI A Assembleia Geral da Confederação MURPI realizou em novembro para aprovar, entre outras matérias, o Plano de Atividades e o Orçamento para 2018. Foi a oportunidade de discutir e analisar, para aprovação das linhas de ação propostas nos respetivos planos em discussão. Mereceram debate as ações de luta desenvolvidas em todo o País na defesa da valorização das pensões e a intervenção da direção do MURPI junto da Assembleia da República. Particular discussão teve lugar após a informação dada sobre a intervenção do MURPI no Conselho Geral e de Supervisão da ADSE. A proposta da direção do MURPI visou acima de tudo contemplar medidas no Plano de Atividades que realçassem as comemorações do 40º aniversário do MURPI em 2018, com a realização do Seminário em Almada, no dia 24 de janeiro, o 23º Piquenicão em Montemor -o-Novo, no dia 3 de junho, e o 9º Congresso Nacional do MURPI, no dia 25 de novembro, no Fórum Lisboa. Mas como foi dito, o ano de 2018 é essencialmente uma boa oportunidade para celebrar o 40º aniversário do MURPI com a realização de encontros distritais. Estes encontros vão ser estruturados para que as Associações em cada distrito possam dar a sua opinião para o reforço da organização do MURPI, tendo como objetivo preparar o 9º Congresso do MURPI. Sendo tantas as realizações previstas, foi afirmado que o reforço financeiro é a prioridade do Orçamento e que tem de merecer a contribuição das Associações e Federações, através da quotização e também pela angariação de assinaturas solidárias do Jornal e, ainda, que os dirigentes associativos desempenham um papel muito importante no reforço deste financiamento. Essencialmente as medidas aprovadas visaram dar mais força ao MURPI e reforçar a luta dos reformados pela recuperação dos direitos e rendimentos. Foi este o entendimento de representantes das várias Associações dos distritos de Portalegre, Évora, Santarém, Setúbal e Lisboa. a voz dos reformados Jornal dos Reformados, Pensionistas e Idosos BOLETIM DE ASSINATURA NOME: MORADA: LOCALIDADE TEL./ TELM.: E-MAIL*: CÓD. POSTAL: Jornal 1 ano 3,5 € / 2 anos 7€ Novo Renovação Donativo € O assinante Data // * Facultativo O pagamento no ato da assinatura, pode ser feito por vale de correio ou cheque, emitido ao MURPI, para o endereço: RUA OVAR - LT 548, 1 C, 1950-214 LISBOA. Pode, ainda, ser efectuado por transferência bancária para o NIB 0035 2177 0000 9361 7305 9 , devendo neste caso avisar por e-mail para murpi@murpi.pt. a voz dos reformados Jornal dos Reformados, Pensionistas e Idosos Diretor: Casimiro Menezes • Conselho Editorial: António Valverde, Casimiro Menezes, Joaquim Gonçalves, Jorge Figueiredo, Manuel Passos, Manuel Pinto André, Maria Amélia Vicente, Vitor Lopes • Colaboradores: Anita Vilar, An- tónio Bernardo Colaço, Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), Isabel Quintas, José Manuel Sampaio, Luciano Caetano Rosa, Manuel Cruz, Zillah Branco • Coordenação e Chefia de Redação: Maria Leonor • Design Gráfico: Fernando Martins • Propriedade, Administração e Redação: Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos/MURPI (70.000 sócios) • Rua de Ovar,Lote 548 - 1.º C, 1950-214 Lisboa • Telf.: 218596081 • Email: murpi@murpi.pt • Site: http://www.murpi.pt • Impressão: MX3, artes gráficas - Pq. Ind. Alto da Bela Vista - Sulim Parque, 2735-340 Agualva Cacém - 219 171 088 • Assinatura anual: 3,50€ € • Periodicidade: Bimestral. Isento de registo noICS ao abrigo do Decreto Regulamentar 8!99 de 9 de Junho, 12.º, n.º 1 a) • Nif: 500816794 • Depósito Legal n.º 67124 Em foco 3Janeiro/Fevereiro 2018 | A Voz dos Reformados Cumprir os direitos dos reformados Valorizar as Pensões Manuel Pinto André Após quatro décadas de trabalho e sacrifício, contribuindo para o enriquecimento do país, é justo assegurar às pessoas idosas melhores pensões e condições de vida. É preciso assegurar uma vida tranquila e digna. O 8.º Congresso do MURPI, em Novembro de 2015, definiu, como prioritário, um aumento extraordinário das pensões em 25 € para repor o poder de compra perdido desde 2010 em que estiveram congeladas. É preciso melhorar as pensões mais baixas, combater a pobreza, contribuir para uma maior justiça social na distribuição da riqueza criada. De 2011 a 2015 e durante o ano de 2016 o MURPI promoveu diversas acções de mobilização e luta em defesa do descongelamento das pensões e de um aumento extraordinário para recuperar o seu poder de compra. Em resultado dessas ações de luta foi consagrado no Orçamento de Estado para 2017 e, novamente, para 2018, um aumento extraordinário em agosto de cada ano para que com o aumento definido pela lei a vigorar a partir de Janeiro de cada ano, atinjam um valor mínimo de 6,00 €€ ou de 10,00 €. Estes aumentos aplicam-se às pensões inferiores a 1,5 vezes o IAS (inferior a 631,98 € em 2017 e a 643,35 € em 2018) Os aumentos, não abrangem todos os reformados e aposentados (em 2017 contemplam cerca de dois milhões e em 2018 serão seguramente menos uma vez que o aumento em Janeiro é maior). São um contributo importante ao direito a uma vida digna. São também uma forma de valorizar as pensões que correspondem a carreiras contributivas mais prolongadas e de valor pequeno assente em salários baixos. O MURPI combateu o congelamento da atualização anual das pensões. Quando o governo PSD/CDS decidiu a não atualização anual estava deliberadamente a fragilizar o regime previdencial enquanto instrumento de justiça contributiva. Era indispensável pôr fim ao congelamento da atualização anual das reformas para tentar repor o poder de compra perdido nos últimos anos. É assim, necessário prosseguir este esforço de aumentar as pensões para além do consagrado na Lei descongelada. Em Janeiro de 2018 quase todas as pensões vão ser aumentadas. De facto as pensões de valor inferior ou igual a 857,80€ são aumentadas 1,8%, de 857,80€ a 2573,40€ sobem 1,3% e acima de 2573,40€ sobem 1%. Também o Indexante de Apoios Sociais (IAS) será aumentado em 1,8%, de 421,32€ para 428,90.€ Só as pensões com um valor superior a 5 146,80€ (12 vezes o IAS) atribuídas ao abrigo do Decreto Lei nº 329/93, de 25 de setembro e da alínea a) do artigo 13º do Decreto lei nº 35/2002, de 19 de Fevereiro, é que não são aumentadas enquanto não atingirem aquele valor. Estes aumentos entram em vigor a 1 de Janeiro de 2018 e resultam da aplicação da Lei nº 53-B/2006, de 29 de Dezembro, que faz depender a actualização das pensões do crescimento económico nos últimos dois anos (superior a 2%) e do valor da inflação do último ano (1,33% em Novembro deste ano). Só em 2009 é que houve um aumento generalizado das pensões. Nesse ano as pensões até 1,5 vezes o IAS foram aumentadas em 2,9% (o valor da inflação), entre 1,5 e 6 vezes o IAS subiram 2,4% e as pensões mais elevadas tiveram um aumento de 2,15%. Em 2010 o Governo PS suspendeu a aplicação da lei nº 53-B/2006 e procedeu a um aumento das pensões até 1.500€ € mensais. Nos anos seguintes o Governo do PSD/CDS manteve a suspensão da aplicação da lei e procedeu a aumentos anuais das pensões do regime não contributivo, da pensão mínima da Segurança Social para quem tivesse até 15 anos de descontos, bem como da pensão mínima da Caixa Geral de Aposentações para quem tivesse até 18 anos de descontos. As pensões superiores a 1.500€ € sofreram fortes cortes. A aplicação da lei foi retomada em 2016, mas como o crescimento económico foi inferior a 2% e a inflação foi baixa só as pensões até 1,5 vezes o IAS (628,83€) foram aumentadas 0,4% em 2016 e as pensões até 2 vezes o IAS (842,64€) foram aumentadas 0,5% em 2017. O Subsídio de Natal vai ser pago integralmente em novembro e dezembro de 2018. Destes aumentos resulta para a grande maioria dos reformados e pensionistas (com pensões até 857,80)€ em 2017 e 2018 a recuperação de parte do poder de compra perdido de 2011 a 2015. Trata-se de avanços na recuperação de rendimentos e direitos de grande significado e alcance social. No entanto o MURPI continua a pugnar por um aumento extraordinário de todas as pensões do regime contributivo, que estiveram congeladas, e proceder à atualização anual das pensões para manter o poder de compra e promover uma maior justiça social na distribuição da riqueza. Em 2018 os pensionistas vão receber o subsídio de Natal integralmente em Novembro os da Caixa Geral de Aposentações e em Dezembro os do Regime Geral da Segurança Social, deixando de receber mensalmente os respectivos duodécimos. Por este facto, os pensionistas vão receber em Janeiro de 2018 um valor inferior ao que recebem em dezembro de 2017. O governo anterior do PSD e CDS pagou o subsídio de Natal em duodécimos para tentar disfarçar os brutais cortes efetuados nos salários e pensões do aumento dos impostos, IRS e CES (contribuição extraordinária de solidariedade) e do aumento da idade de reforma de que resultou a atribuição de pensões mais baixas mesmo para reformados com elevadas carreiras contributivas. IRS a pagar pelos pensionistas será menor em 2018 Avanços na redução da carga fiscal sobre os trabalhadores e reformados com a criação de dois novos escalões e o aumento do chamado “mínimo de existência”. Precisando melhor: foi garantido Com a introdução de dois novos escalões (passa de 5 para 7), o aumento do limite de isenção e o fim da sobretaxa do IRS em 2018 irá reduzir o seu montante a pagar pelos pensionistas. Com a criação dos dois novos escalões do IRS há um alívio fiscal para 2 milhões e oitocentos mil pessoas que terão uma redução efetiva de imposto, em 2018, que pode ascender a 198 ou 293 euros por pessoa, consoante se aplique o 2.º ou 3.º escalão e com o aumento do “mínimo de existência” temos a isenção ou redução do IRS até 480 euros para mais 190 mil trabalhadores e reformados. No entanto ainda se mantêm taxas muito penalizadoras para os rendimentos do trabalho, salários e pensões, nomeadamente os valores médios. O MURPI continua a considerar a necessidade de prosseguir na revisão e correção dos escalões e das taxas do IRS até reverter o “enorme aumento de impostos” efetuado pelo anterior governo do PSD/CDS.

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4 A Voz dos Reformados | Janeiro/Fevereiro 2018 Actual Actual 5Janeiro/Fevereiro 2018 | A Voz dos Reformados MURPI veio da força de Abril pioneiro e genuíno Envelhecimento e sustentabilidade não conjugam com falta de proteção social. Governantes, economistas, sociólogos e outros cientistas das áreas sociais e humanas veiculam, nas suas opiniões, o anúncio de efeitos catastróficos no futuro imediato para a população idosa em Portugal. Vaticinam a insustentabilidade financeira da Segurança Social e do Serviço Nacional de Saúde (SNS) a manter-se a tendência demográfica. Mas a realidade, do envelhecimento demográfico devese, essencialmente, à redução das taxa de fecundidade e de natalidade da população portuguesa. São diversas as causas sociais, culturais e económicas que se interagem, criando padrões de desenvolvimento muito complexos. As soluções empreendidas em outros países onde o fenómeno também se verifica - apoios à família, melhoria das condições de trabalho, apoios fiscais e financeiros e outras - têm tido resultados diversos e incompletos. A mudança que se pretende durará várias gerações até se inverter a tendência demográfica. Perante este fenómeno do envelhecimento demográfico e populacional torna-se necessário tomar medidas que sustentem a defesa dos direitos de quem envelhece e promovam soluções que garantam melhores condições de vida aos mais velhos numa sociedade com valores de justiça social e respeitadora dos direitos humanos. Garantir a autonomia social e financeira, assegurar a proteção social, promover a integração social e valorizar o contributo do seu saber são objetivos que o MURPI defende na ação que continua a desenvolver desde há 40 anos para garantir um envelhecimento ativo. Acrescentar mais vida aos anos significa recuperar mais anos de qualidade de vida, prevenindo, reduzindo e controlando os défices na saúde àqueles que envelhecem, restituindo-lhes o bem-estar físico e psíquico nos seus anos de reforma. E esses são temas que trataremos no nosso Seminário de Janeiro, em Almada, para o qual convidámos personalidades experientes bem convidamos todos quantos desejem intervir e participar. Será para todos oportunidade para espaços de diálogo aberto que em muito contribuirá para nos sentirmos mais fortalecidos. Com estes objetivos assim explicitados, e pela experiência adquirida ao longo desta jornada de 40 anos, a Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos MURPI, promove este Seminário para aprofundar a reflexão, e o debate, em torno da Segurança Social e do SNS, pilares fundamentais para o equilíbrio da justiça social. A velhice não é nau de tormen- tas. Há que tomar o “leme”. Exigir instrumentos cruciais e fazer cumprir as funções sociais do Estado de Direito, consagrado na Constituição da República Portuguesa. E rumaremos adentrando o futuro com segurança e justiça até ao “Envelhecer com direitos”. MURPI! PIONEIRO – GENUÍNO • 40 anos de luta • anos de jornal • “A Voz dos Reformados” • Conquistas • Revezes • Ousadias • Vitórias • 70 mil associados Solidarios na luta Por uma velhice digna e confortável 12907188 Contributo para a história A 27 de Maio de 1978, realizou-se a 1ª Conferência, que institucionalizou este grande movimento MURPI que nasceu com a força de Abril há 40 anos”. E construíram a palavra de ordem: MEeenSnsvaaegúeldmheecMimenetnatlo Anita Vilar Médica “v“-bcPaOQtiamvcamepvrfiaesr.imaomnriuénedptaednireeuiEeeAedlaólrrdaançerrçonhasavnanaqlssdearavnaocavdiestm.eamfivfpuvsspedeoaaidrsoloOsmrmedéisélheoaoepsooev.ohisltedesdcnepshsaoueapásmooeeaÉgdeaascerfbureca-irlsgqacroeosmsitoolmelooivcud.mmviauon”asludvaobmiestpivanosomm.iepocsasieloslEedeovm,Mhdseeridisrodipacndrroooetnrgeumraeietmdiiseeocgectansnsekpaesmnuidsosiseeahl.eudadsdtsnoiurímetmeSnexfoOtau,ctaelapeantijtiigtaathhocae,ttcmezdoddaoreeodppoatspameesuauoreedeimepqosloogrraremass,msppsotutuueoubsanparveé,oseoeaimpdbmlaodarrmniout.pa,ntd”etlvduralanempíeodracleraaaevdotpamoasiSdmoirsicomNiruzoêacooccçxodéevocsvdecandini,oonoãapbnigaaoaosriaaetrteotftdsmcaroereanegnpéoudennc.easissclaan-omaptaaeedÉarpoomaaqecuarshe.ollbanseeafeonvcuao,mtszpra,arsavtpéreoasosoieapsaemêssrilomtzeaommsb,updoenuduaedflntqrumaavrrnbeioeecemstmlaaneudti-i-tirsnxsilfoab-sdaévea-aoaeeaatd-ioia-l,sols-N,pdaia,éc,mrmoçTepeoeperptcSãaptaesbedoafToparoeapauntoscsoclopPrdeisaergecvomnoblcrromor,raticcielstrelaeeirtemaatvdetntiesarcireubmztiucmaasimesrsamicanearntraiéodadmonzindasimuvivnrqmosereeesctoisoeeipoaabdanuetuun,iodooessnlediarlçéjaatóetpvtmnnavetuciarvíoarõaamdediraegêjsiesttmaeodadlasreeoa,xlriu-acarlo,,clnaeséildaismdhpsopmfiagpscaar,di,eandeeroatmonisnpqcom,eecnpzaeaos,cdaesiteureoaaln,aeengraaêesaetcpaaaqxcd,seusroneonvrgietretgrcaietusodsqeaémrrneatausceliresvtámiearesauutsldsaecirmsrãpsirhussadtáoiiasaráaaiupeaocer,rrpia,osrãanrpscpeianrdpeipupçaroiap,coedsaspronrnpoteãdropenosa,auaecmesaarodoãsrnresueearznnoniravacamvosdeparioegunplocrftthiezidniofasaosevriidebdabõiceaunnanqorestaetadonraaibreapejadfasussudnlleeseaddarri.reeoahpdaotaenafassspêcevtnrisrs,lnárar,oaihvaoennsieicspumvadbscfdatssnáomrmoacdviiesaeãacesaiadcedbitodimterroíoivfa.dbaaaohsoaovaistdus-eimt,ar-Éae,asea-.sdaaot,ra.rúl-uÉas-sa.,--. qualidade. “SÓ O PORTUGAL DE ABRIL RESPEITARÁ O OUTONO DA VIDA” O MURPI nasceu das comissões de reformados a partir de colectivos de trabalhadores de várias zonas do País. Homens e mulheres, operários industriais e agrícolas, trabalhadores liberais e intelectuais. Organizaram-se para dignificar a vida dos idosos, reformados e pensionistas, em luta por melhores pensões e bem-estar social. Em Coimbra, a 1 de Outubro de 1977, acontecia o Encontro Nacional. Elegeram uma Comissão, com a tarefa de coordenar o Movimento e preparar a 1ª Conferência Nacional de 1978. Muitos dos fundadores já partiram mas a sua memória perpetuará na poderosa arma que criaram para a defesa da dignidade dos reformados. Empenharam-se na luta por pensões dignas. Ao longo da jornada de 40 anos fidelizaram-se ao MURPI 70 mil sócios. A quota mensal de cada um faz crescer o MURPI e manter a sua independência. Uma das suas fundadoras, operári têxtil, mostrou-me, há 40 anos um bolso da sua bata a abarrotar de moedas e notas de de vinte escudos recolhidos das quotizações e donativos. Era a nossa querida amiga Luzia Ramalho. O MURPI recebeu solidariamente um poderoso apoio do Movimento Sindical Unitário. Em especial da Intersindical Nacional e das Autarquias do Poder Local Democrático. “Eram a força de Abril…” Com a presença de 412 delegados de 101 organizações, foi lida a intervenção de abertura da conferência, pelo nosso saudoso amigo Amadeu Rodrigues, que a certa altura dizia “somos a expressão da vontade e o símbolo do direito de mais de um milhão de portugueses e essa realidade só nos abre um caminho: unidade e firmeza para podermos conseguir um objectivo – UMA VIDA MAIS DIGNA PARA NÓS, PARA OS NOSSOS FILHOS E PARA OS NOSSOS NETOS”. Fruto da sua origem, mais tarde o MURPI adoptou como símbolo o cravo vermelho, matriz da geração que o construiu e honra a memória de Abril 74. Hoje filiados no MURPi há 70 mil que trarão consigo para as lutas futuras outros tantos. – Ou mais. Manuel Passos rmmdidmdqiEosemudasanucisecsneletmtdcietevapnvcipuonraãaouezmitdaoortoaadivotronapeeslaninçesaocmm,savasgsiõtearotsortmtmeéroeuseáciiaessmualmzvrctatsvãrhnaeesiamauqi.ermonoaotxdnedpualoepaaltetsulu.aoedenoeasg,cpqtdrmtlreireãeiopeeaucsaesnmarorvnrróoaõeacttdpacaoi.cmiieádesdonfveldasdisgiooiCaaiiemsgrçoucdocrnameaelnnaiozieaaatrzdd,tfaaieiexeldtsdaifadómaedamdpi,nvamenciadgmaateitnsaahdddeievepdírecenqelruoeesaitieeosêntau,azcc,muq,sgenooatreetcmeourscee-coasmnoemsapt,exuirgqrásemampc,rbamruaoevdsoeuaaoopoenemosmspacsapmrlcnosteeiocofaoeeeadiedcounuvrfcmsntpsraiaevectatiu-ee-u-drtsetait-,-luoreioo,rseavao-od,--aaqrt-s,eOtd,aruvóviqedminviqeingemcduedbeergAuvnnoboFexoelaoieeil.evaissvdenédiadsnEmcsiterpmcohtadolaoacotslecuersehaaeídotramoso.vcleceaolnemeol.aniqisobcmo,téomNimideuaiinqnbjnsbnmuenéçieã,eucegdçjtamãdvaonealmaieeãeéumoveticotdnocpisioslotp-vpnhaóotieãeseiforvdr,,cfeendoísaoénloosoectmnusaaudciadsvsepmaccedtdeêderoauiruaoonsenivsál:scetrhdssnecivcoeeasidossqaáeijteieiaaíaaratmlcvduvlxneammo,ú,dieequeexamrseadlelup,avt,,nauvdsoieueilseemcdástt.esqeenrcaoaoireavpgtputtlcaiemnalea,oaueõaarcsodftscrórolmteasimimsaooivbedcavranhnamirteicçaiiinucoãoçdtagiõdveohdacd,oajaueieeesláo,e-dols-adséee-e cisiaoilsa,msietunatoç,ãloimecitoFançaóõctmeosirfceíassi,cnfaaeslgteaatpdivseioccsoupliódagaridacoaasss,dapeúedsrdaeúamddeee.nlataçol:s familiares e so- otaibtvijateuscdtgiervasotpsif,oidcsaiitvnievtraesssiF,dpaeaecxdrtpaeonerdrteeiesêaonPcceotinisaviv,tiedicvlaohodnesehcpsie,macirnieamtneaetronse,atscoúsoesdneeevcmíhvuaierobinoistlsoiadiclda:iaaddle,esr.,eltaeçrõmeseatafesce-

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6 A Voz dos Reformados | Janeiro/Fevereiro 2018 Notícias 1978-2018 O MURPI foi pioneiro e é genuíno Nesta página damos notícias como nos encontramos em eventos, como realçamos os nossos valores solidários e de gratidão, sempre que festejamos aniversários, promovemos homenagem aos que nos legaram este valioso património que procuramos mantê-lo vivo a atuante. É assim quando organizamos festas e saraus onde dirigentes do MURPI se associam. E levamos uma palavra de estímulo e de reconhecimento pelo trabalho de centenas de dirigentes associativos e de trabalhadores que se entregam voluntariamente na arte de fazer avançar a sociedade. Também, quando nos empenhamos nas causas co- letivas que visam preservar e defender os nossos direitos, encontramos milhares de reformados a darem o seu contributo na participação e na luta por melhores condições de vida e de justiça social e na conquista de direitos e rendimentos. Muito mais há para avançar e ir mais longe! A Festa maior do MURPI é o Piquenicão. Cresce em cada ano. Lá se valoriza a cultura, se dá voz aos dirigentes dos reformados. No são convívio trocamos saberes e sabores tradicionais! E queremos melhorar em 2018 no 23º Piquenicão a realizar no dia 3 de junho em Montemor-o-Novo! Este ano festejamos 40 anos na defesa dos direi- tos dos reformados. Queremos festejar e continuar fortalecendo este movimento associativo de reformados que é pioneiro e genuíno em Portugal! Queremos o MURPI mais forte, mais amplo, com mais iniciativas sociais, políticas, culturais sempre valorizando quem envelhece, sempre respeitando a Envelhecer com direitos. Para todos vós, um Bom Ano de 2018 com justiça social, saúde e paz! MURPI participou O MURPI participou na grande manifestação nacional promovida pela CGTP-IN no dia 18 de novembro que teve lugar na Avenida da Liberdade em Lisboa pela exigência da valorização de salários e pensões e pelo combate à precariedade no trabalho O MURPI recebeu na sua sede o Secretário Geral da Federação Sindical Mundial, Quim Boix que acompanhado por uma delegação de dirigentes da Inter-Reformados/CGTP-IN para uma troca de experiência sobre as organizações dos reformados em diversos países e continentes e tomado conhecimento da organização pioneira do movimento associativo de reformados em Portugal, o MURPI nas suas ações na defesa dos direitos dos reformados. Os dirigentes do MURPI correspondendo ao convite dos seus associados participaram em muitas iniciativas de aniversários, dia do idoso e de Festas de Natal onde transmitiram nas suas intervenções as mensagens de esperança para garantir um futuro melhor. Montemor Barreiro Comemoração do 41.º aniversário, 9 de dezembro no Barreiro Beja Almoço de Natal da Associação de Beja, 9 de dezembro O MURPI participou na Assembleia geral da FARPIL (17 nov) na UNISBEN, na 2ª Conferencia Nacional da FENPROF no Porto, no 13º Encontro nacional do MUSP no Entroncamento (25 nov.) e na Conferência “Envelhecimento e Deficiência” promovida pela CNOD (30 nov.) na Biblioteca de Marvila Conferência Nacional FENPROF Assembleia Geral da FARPIL MURPI promoveu O MURPI promoveu ações de esclarecimento aos reformados, em todo o país, nos dias 10 e 13 de novembro através dos seus dirigentes da Confederação e das Federações. MURPI esteve presente Outras iniciativas: Almoços de Natal promovidos pelas Associações de Vieira de Leiria (10 dez), da Marinha Grande (17 dez), de Alpiarça (9 dez), do Couço, de Grândola (10 dez), dos Olivais (9 dez), Pinhal de Frades (15 dez) da AURPI da Amora (12 dez), do CRIVA (15 dez), de Benavente (21 nov.), do Sobralinho (16 dez), de Aljustrel (23 dez). Évora Almoço comemorativo do 41º aniversário da Associação de Évora ARHIE Almoço comemorativo do mês do idoso Conferência “Envelhecimente e Deficiência” CNOD 13.º Encontro Nacional do MUSP Festa de Natal do CRIVA Almoço de idosos de Avis Saúde 7Janeiro/Fevereiro 2018 | A Voz dos Reformados FUNDAÇÃO PORTUGUESA DO PULMÃO Neste inverno não esquecer as vacinas Dr. Jaime Pina Médico Todos os invernos somos visitados pelas infeções respiratórias, com destaque para os resfriados comuns, a gripe e as pneumonias. Os primeiros, que são provocados por uma extensa variedade de vírus – com o rinovírus à cabeça – afetam sobretudo as vias aéreas superiores, provocando uma infeção de baixo grau autolimitada, necessitando apenas de tratamento sintomático, tendo na imensa maioria dos casos um bom prognóstico. Diferentes são as pneumonias e a gripe, doenças graves com níveis de mortalidade muito significativas. Os dados do último relatório do Observatório Nacional de Doenças Respiratórias apontam para que faleçam 22 portugueses todos os dias devido às pneumonias (onze vezes mais do que em acidentes rodoviários) e, no ano passado, cerca de 4500 pessoas faleceram devido à gripe. Ora ambas as doenças são parcialmente preveníveis com vacinas: as vacinas antigripal e antipneumocócica. Estas vacinas destinam-se sobretudo aos grupos de pessoas mais frágeis do ponto de vista imunitário, nos quais se incluem pessoas com mais de 60-65 anos; pessoas com doenças crónicas, como por exemplo, diabetes, DPOC e a fazer hemo- diálise; pessoas com doenças que afetam a imunidade, as chamadas imunodeficiências. Também devem ser vacinadas com a vacina da gripe pessoas institucionalizadas, pessoas cuidadoras de pessoas doentes, grávidas, crianças com risco de virem a sofrer problemas com a gripe e os profissionais de saúde. Mais vale prevenir que tratar. Se ainda não foi vacinado vai muito a tempo. Fale com o seu médico. www.fundacaoportuguesadopulmao.org Osteoporose Margarida Lage Médica Sabia que cerca de 500 000 pessoas em Portugal sofrem desta doença? Em que consiste a osteoporose? É uma fragilidade do osso por falta de cálcio e/ou vitamina D. Um aumento de sensibilidade às fraturas ósseas é a consequência da osteoporose. Todas as pessoas são afetadas do mesmo modo? Não, as mulheres são mais afetadas que os homens, principalmente as que já ultrapassaram a menopausa, as que têm vida sedentária, baixo peso corporal, fumadoras, as que ingerem muito café, álcool, e as de pele branca e cabelo louro. Em Portugal, num trabalho efetuado em 1997, com uma população de mais de 5000 mulheres foram encontrados os seguintes resultados: Década de 50 anos: 16% Década de 60 anos: 24,3% Década de 70 anos: 48,5% Década de 80 anos: 69% Prevalência total em mulheres: 16,7% o que significa 180 000 mulheres com mais de 50 anos. (isto era em 1997). Atualmente aumentou. Atinge 1 em cada 3 mulheres com mais de 50 anos, devido à longevidade que tem vindo a aumentar. No entanto os homens idosos também podem ser atingidos por esta doença, cerca de 1 em cada 5 homens, atualmente em Portugal. Que consequências tem a osteoporose na saúde do indivíduo Fraturas, com consequente incapacidade funcional que pode chegar a ser definitiva, dôr, sofrimento físico e psicológico: Um doente acamado prolongadamente ou fisicamente incapaz de se locomover está muito diminuido e carece de cuidados acrescidos da família e da sociedade. É frequente o cuidador de um doente que sofre uma fratura de colo de fémur deixar de trabalhar (desemprego, reforma antecipada) para tratar do seu familiar. Nem toda a gente tem capacidade económica para contratar um cuidador permanente, como frequentemente é necessário. Sabe a diferença entre a OSTEOPÉNIA e a OSTEOPOROSE? Osteopénia é uma diminuição de densidade óssea mas não é estatisticamente relacionável com fratura. Só a osteoporose (valores mais baixos de densidade óssea) é causa de fraturas. Há um limite numérico que estabelece a diferença entre osteopénia e osteoporose. Sabia que a causa principal de fraturas ósseas na 3ª idade é a osteoporose? Sim, mesmo um pequeno impacto, ou um movimento mais brusco, num indivíduo com osteoporose, pode causar fratura, mais habitualmente do colo do fémur ou dos ossos do antebraço (rádio e cúbito, porção distal, junto ao punho). É a denominada «fratura de Colles». Sabe como prevenir a osteoporose? Uma vida sadia: 1) exercício físico, caminhar, fazer desporto, evitar o sedentarismo, evitar tabaco, evitar excessos de álcool e café. 2) ingerir cerca de 1g de cálcio por dia. Há alimentos ricos em cálcio: laticínios, leguminosas, soja, açaí, brócolos, amêndoas, agriões, chia, couve, linhaça, sementes de sésamo. 3) Exposição ao sol cerca de 15 minutos/dia. Basta ser de mangas arregaçadas, não é necessário ir à praia. Na rua o sol é igualmente benéfico. Cuidado é com o horário dessa exposição: deverá ser de manhã cedo ou ao fim da tarde. A osteopénia tem tratamento? Não precisa de tratamento. Deve fazer uma vida de ar livre cerca de 1hora por dia, sendo ao sol cerca de 15 minutos. Cuidado que seja preferencialmente ao princípio ou ao fim do dia para evitar os efeitos perniciosos do sol sobre a pele. Já o Poeta dizia que «este só peca quando em vez de criar seca»... Exercício físico: caminhar a pé 30 a 60 minutos por dia, ou efetuar outro desporto. Deixar de fumar. Restringir o número de cafés e o volume de álcool se forem excessivos. Não ultrapassar os 2 cafés por dia nem os 3 dl de vinho de mesa/dia. Ingerir alimentos com cálcio, como explicado no capítulo acima sobre prevenção. Vale a pena tratar a osteoporose? Claro que sim. Está estatisticamente comprovado que, em osteoporoses tratadas,a incidência de fraturas baixa muito. O objetivo do tratamento é diminuir a incidência de fraturas e fazer o doente passar de critérios de osteoporose para osteopénia. Atingida esta última meta, pode suspender o tratamento e passar só às medidas preconizadas para osteopénia (como as referidas atrás). Esses tratamentos são de diferentes tipos e formas de apresentação, desde os de uso diário até aos de uso semanal e até mensal. Os suplementos de cálcio e vitamina D por vezes são necessários, se o médico verifica que na alimentação habitual o doente não ingere cálcio suficiente e/ou se não tem o nível de vitamina D desejável. Quem deve medicar para a osteoporose? Pode ser o seu ginecologista, um reumatologista ou um ortopedista. O mais habitual, por estar preparado para fazê-lo e ser mais acessível ao seu contacto, é o seu médico de família. Pode ir à farmácia «aviar» medicamentos para osteoporose? Nunca sem prescrição médica! A medicação e os efeitos desta devem ser monitorizados pelo seu médico. Ele avaliará mediante a história clínica, observação e resultados dos exames complementares qual a atitude clínica a tomar. Que exames permitem fazer o diagnóstico de osteoporose? As radiografias simples feitas aos ossos , em geral à procura de artoses ou outra patologia osteoarticular, podem fazer suspeitar de osteoporose. No entanto, e em rigor, esta só pode ser «medida» pela DENSITOMETRIA ÓSSEA, feita em geral em duas ou três partes diferentes do esqueleto que permitam estudar os dois tipos de osso: 1) Trabecular: coluna e punho. 2) Cortical: colo do fémur. Com que periodicidade devo fazer esses exames? Dois anos é a regra geral. Exames muito frequentes não oferecem qualquer vantagem. Se tem um valor normal provavelmente ele só irá chegar a ser compatível com osteoporose depois de passar por osteopénia. Se tem uma osteopénia já «muito perto da osteoporose» então o seu médico poderá pedir o novo exame com um menor intervalo. Ele dirá o que achar melhor. Se a densitometria é feita para monitorizar o tratamento em curso, saiba que os efeitos benéficos da terapêutica surgem apenas a longo prazo e só então se detetam diferenças significativas de densidade óssea, que permitam modificar ou cessar o tratamento. Tomei muitos medicamentos durante a minha vida. É fatal que isso provoque osteoporose? Não. Em geral os corticoides em altas doses e durante muito tempo constituem sério fator de risco para osteoporose. Também os imunossupressores constituem um fator de risco. Outros medicamentos não costumam provocar esse efeito. Devo ir a um especialista para osteoporose? Não. Fale com o seu médico de família e ele provavelmente está preparado para abordar o assunto. Tenho mais de 65 anos. Já não posso fazer exercício? Pode sim, deve é adaptar-se às suas capacidades. Se não pode ( e se calhar Osso normal Osteoporose nem deve) correr, pode andar. Se não pode andar, pode nadar, fazer hidroginástica, ou outra atividade que o seu médico vai ajudá-lo a escolher. «Sofro do coração». Já não posso fazer exercício? Pode fazer algum, por certo: o seu médico de família ou o seu cardiologista lhe explicarão o que deve escolher. Tenho intolerância à lactose. Alguma vez posso tornar a beber leite? Pode sim: Há bastante tempo que é facilmente encontrado, em qualquer supermercado ou loja de bairro, leite sem lactose, podendo ser meio gordo ou magro, conforme a sua preferência e outras circunstâncias da sua escolha alimentar. Não gosto de leite. Como posso ingerir cálcio? Os iogurtes, queijo, manteiga são laticínios , logo são excelentes fornecedores de cálcio. Outros alimentos como os vegetais anteriormente referidos no capítulo da prevenção,também contêm cálcio. Se o sol «faz mal» porque me dizem que devo apanhar sol todos os dias? Todos os dias mas de forma moderada: 15 minutos, de manhã ou ao fim do dia.Isso não constituirá risco para cancro de pele e permite-lhe absorver a suficiente vitamina D. Devo temer a osteoporose? Não. Deve conhecer as características da doença e evitá-la. Se já a tiver deve tratá-la. Com isso aproveitará muito melhor os anos de vida que lhe pode ser dado viver. Com mais capacidades e mais bem estar.

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8 A Voz dos Reformados | Janeiro/Fevereiro 2018 Última página Palavras de Paz Pelo fim das armas nucleares! Na sequência da adopção, no passado dia 7 de Julho, do Tratado para a Proibição de Armas Nucleares, com o objectivo da sua eliminação total - por 122 Estados promotores, dando expressão à aspiração dos povos de um mundo livre destas armas -, e a abertura deste documento subscrito, desde o dia 20 de Setembro, na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) lançou, no Dia Internacional para a Eliminação Total das Armas Nucleares, 26 de Setembro, uma petição dirigida às autoridades portuguesas intitulada Pela assinatura por parte de Portugal do Tratado de Proibição de Armas Nucleares - Pela paz, pela segurança, pelo futuro da Humanidade! Reconhecendo que as armas nucleares são a mais grave ameaça que pende sobre a Humanidade, pois a sua utilização provocaria a morte e destruição generalizadas e libertaria radiação que deixaria sequelas ao longo de décadas, a petição sublinha que a dimensão e potência dos arsenais nucleares actualmente existentes e a crescente tensão que marca a situação internacional colocam com acrescida urgência a exigência do desarmamento nuclear questão essencial para salvaguardar a paz, a segurança e a própria sobrevivência da Humanidade. A petição defende que Portugal, no respeito do espírito e letra da Constituição da República Portuguesa que se posiciona pelo desarmamento geral, simultâneo e controlado, deve estar do lado da paz e das iniciativas que a promovem, e expressa a profunda preocupação com as catastróficas consequências que resultariam de um qualquer uso de armas nucleares, reconhece a consequente necessidade de as eliminar completamente, como a única forma de garantir que as armas nucleares nunca mais serão usadas em nenhuma circunstância: -expressa a exigência da eliminação das armas nucleares e da sua não proliferação; -manifesta a sua satisfação pela adopção do Tratado de Proibição das Armas Nucleares no âmbito das Nações Unidas; -reclama das autoridades portuguesas a assinatura e ratificação do Tratado de Proibição das Armas Nucleares, em respeito pelo consagrado no artigo 7. da Constituição da República, que preconiza o desarmamento geral, simultâneo e controlado. Seguros que a eliminação das armas nucleares, uma justa aspiração da Humanidade, convidamos todos a subscreverem e divulgarem a petição. Disponível online no endereço: http://peticaopublica.com/ pview.aspx?pi=nao-armas-nucleares MURPI candidata-se a Parceiro Social Chegou a hora da Confederação MURPI ver consagrado o seu lugar no Conselho Económico e Social (CES) em novembro com a entrega do documento com as razões da sua candidatura. Há 40 anos o MURPI reclama o direito a ser parceiro social. Respigamos uma notícia publicada no primeiro número do Jornal do MURPI, em outubro de 1983 que na sua página 3 afirmava ”O MURPI entregou ao senhor Presidente da Assembleia da República uma petição acompanhada de 50 mil assinaturas, para que seja qualificado Parceiro Social”. Foi, e continuará a ser, a bandeira da luta dos reformados nas lutas travadas ao longo dos anos traduzidas em marchas, tribunas públicas e intervenções institucionais que gerações de dirigentes e ativistas desenvolve- ram para que este direito fosse, finalmente, consagrado. Representamos a força de 140 Associações de Reformados, de Minho ao Algarve e na Região Autónoma da Madeira, que a representa mais de 70 mil associados. As Associações de Reformados são importantes centros cívicos do associativismo, de importante intervenção social, desenvolvem atividades que promovem a convivência cívica e democrática. Fortalecem a solidariedade intergeracional, a participa- ção social, política, cultural, desportiva e de lazer dos seus associados. Foi com a força deste combate que os atuais dirigentes da Confederação MURPI entregaram toda a documentação que reafirma a sua antiguidade, representatividade, dispersão geográfica e o património de luta que a mais nenhuma organização de reformados se iguala. Os reformados, pensionistas e idosos vão ter, finalmente, uma voz lutadora, presente, na defesa dos seus direitos. ÚLTIMA HORA O Presidente do Conselho Económico e Social na reunião do dia 18 de dezembro de 2017 tentou impor critérios contra o direito do MURPI ter representação permanente como Parceiro Social, descriminando-o baseado em critérios preconceituosos e contraditórios e favorecendo outras candidaturas. O MURPI irá apresentar o seu protesto e tudo fará para que se faça justiça. O MURPI no Conselho Geral e de Supervisão da ADSE Isabel Quintas Com a transformação da ADSE em Instituto Público de gestão participada foi criado o seu Conselho Geral de e de Supervisão da ADSE I.P.. Compõe-se de 17 elementos, sendo 3 em representação do Ministério das Finanças; 3 pelo Ministério da Saúde; 3 indicados pelas organizações sindicais mais representativas das administrações públicas; 4 eleitos em sufrágio universal realizado em Setembro último; 2 em representação das associações de reformados e aposentados da administração pública e 2 em representação das autarquias. O MURPI está representado pela sua presidente da Mesa da Assembleia Geral Desde a plena entrada em funções daquele Conselho, os representantes da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, Dr. Eugénio Rosa, dos eleitos pela lista G, Francisco Brás, António Nabarrete e Manuel Ramos, assim como a representante do MURPI, têm defendido posições de defesa dos direitos dos beneficiários e da sustentabilidade da ADSE, nomeadamente, na aprovação do Orçamento da ADSE I.P. para 2018. Em relação ao projecto de alteração do Esquema de Benefícios da ADSE, apresentado pelo Governo, não se pronunciaram sobre o articulado proposto, dado considerarem que o Conselho Directivo da ADSE não tinha disponibilizado estudos técnicos fundamentados que permitissem aferir os impactos das alterações propostas na sustentabilidade da ADSE. Esta posição foi acompanhada pelos restantes membros do Conselho.Os representantes dos beneficiários, aposentados e reformados, atrás mencionados, defendem que a matriz da ADSE deve continuar a basear-se na solidariedade intergeracional e interprofissional, a par da sua ligação ao Estado como entidade patronal com responsabilidades perante os seus trabalhadores. FEDERAÇÕES DO MURPI FARPIBE/MURPI NO DISTRITO DE BEJA R: DOS AÇOUTADOS 18 7800-493 BEJA FARPIE/MURPI NO DISTRITO DE ÉVORA R DE MACHEDE 53 7000-864 ÉVORA FARPIL/MURPI NO DISTRITO DE LISBOA R OVAR 548 1 C 1950-214 LISBOA FARPIP/MURPI NO DISTRITO DO PORTO R DE CONTUMIL BL 1 ENTRADA 724 CV 18 4350-130 PORTO FARPILE/MURPI NO DISTRITO DE LEIRIA R 18 DE JANEIRO 13 2430-256 MARINHA GRANDE FARPIS/MURPI NO DIST. DE SETÚBAL AV 25 DE ABRIL - EDF MONTE SIÃO TORRE DA MARINHA • 2840-443 SEIXAL FARPIR/MURPI NO DIST. DE SANTARÉM R DR BERNARDINO MACHADO 17 2090-051 ALPIARÇA MURPI • Confederação Nacional de Reformados Pensionistas e Idosos RUA OVAR, 548, 1.º C – 1950-214 LISBOA | Telef. 218 586 081 | murpi@murpi.pt | www.murpi.pt www-facebook.com/MURPI-Confederação-Nacional-de-Reformados-Pensionistas-e-Idosos

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