Revista Nova Família Edição 3

 

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Saiba dos Benefícios para Todas as idades

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superglue REVISTA NOVA FAMÍLIA INFORMAÇÃO | DIÁLOGO | APRENDIZADO | COMPREENSÃO | AMOR | EU ME AMO MOVIMENTO QUE AJUDA A RECUPERAR A AUTOESTIMA DAS MULHERES PADRASTO UM NOVO PERSONAGEM NA HISTÓRIA DOS FILHOS! TROCA DE SEXO A MUDANÇA DE VIDA APÓS A CIRURGIA # 03 “LUGAR DE CRIANÇA É NA ESCOLA” DIZ EM ENTREVISTA CARLOS TILKIAN, PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO ABRINQ INFORMAÇÃO | DIÁLOGO | APRENDIZADO | COMPREENSÃO | AMOR | SLEAITUIBRAA DOS BENEFÍCIOS PARA TODAS AS IDADES www.revistanovafamilia.com.br # 03

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PAPO DE FAMília POR MAIS RESPEITO E NEDUCAÇÃO!ascemos com características peculiares, com valores e padrões diferenciados, pois cada um de nós vem de um “seio” familiar único, distinto. A vida começa com o reflexo de nossos pais, e com o passar dos anos amizades e relacionamentos nos levam ao caminho das escolhas. E essas, nem sempre são as melhores. Sobrevivemos a várias mudanças, as atitudes nem sempre acompanham nosso jeito de ser. Mas o poder da globalização... Ahhh, esse chegou arrastando quarteirões. E cabe a nós, pais, mães, avós, tios, padrinhos, primos, irmãos, amigos, acompanhar com muita propriedade essa geração que interage com um mundo de informações desmedidas. O hábito da leitura tem sido perdido pela velocidade com que as informações invadem nossas vidas. O amor, tem sido colocado em segundo plano. E a educação, virou o jogo “Hot potato”. Mas desde que o mundo é mundo, o respeito é a base para a construção de qualquer relacionamento. Cabe lapidar nossas atitudes, buscando detectar falhas e acertos, para um ser humano cada vez melhor, pense! Michelle Dacosta Diretora de redação Rua Francisco Alves, 487 • Vila Ipojuca CEP: 05033-010 • Lapa • São Paulo/SP Telefone: (11) 2985-9454 ou 5051-1579 www.revistanovafamilia.com.br contato@revistanovafamilia.com.br EDITORA MEIRELES LTDA Rua Alvaro Martins, 66 • CEP: 05052-030 • São Paulo /SP CNPJ 10.866.096/0001-29 DIRETOR PRESIDENTE Nido Meireles CONSELHO EDITORIAL Nido Meireles, Michele Dacosta, Fernando Bonini, Luciana Freitas, Flavia Hashimoto DIRETORA DE REDAÇÃO Michelle Dacosta • 41313-SP ARTE Flava Hashimoto ILUSTRADOR Caio Rothje REVISOR Paulo Afonso de Castro EDITORES Michele Vitor, Sandhra Cabral, Luciana Brunca, Thiago Assunção, Domingos Crescente, Denise Parcionick COLUNISTAS Nazir Mir Junior, Cléo Francisco, Karen Sternfeld, Daniela Viek, Fernando Sousa, Marcos Favari DIRETOR DE PUBLICIDADE Maurílio Macedo  DIRETOR DE MARKETING Fernando Bonini ASSESSORIA DE IMPRENSA / COMUNICAÇÃO INTEGRADA Luciana Freitas CIRCULAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO (AUDITADA) BDO Brazil Rua Major Quedinho, 90 • Consolação • CEP 01050-030 • São Paulo/SP Cel.:  (11) 97541-5098 • Tel.:  (11) 3848-5880 em processo de filiação Alameda Santos, 200 Cj. 72 - Cerqueira César – São Paulo, SP  Fone/Fax:  (11) 3287-0028 / 3287-0042 REVISTA DIGITAL ARTE NOVA WEB DESIGN LTDA Rua da Imprensa, 778 - Sala 04 • Parque Celeste • CEP 15.070-420 • São José do Rio Preto/SP PLATAFORMA DE ASSINATURA CONTENTSTUFF Rua Funchal, 551 • Vila Olímpia • São Paulo/SP • CEP 04551-060 • tel: (11) 3849-7779 EDITORA-CHEFE Michelle Dacosta/41313-SP COMERCIAL WWREDE GEMA BRASIL NEGÓCIOS EM COMUNICAÇÃO Av. Jandira 667 • Moema • São Paulo/SP • tel.: (11) 2985-9454 OPERACIONAL E ATENDIMENTO Claudio Rocha • opecsp@revistanovafamilia.com.br CONTROLADORIA A L B – CONTABILIDADE INTEGRADA Rua Conselho Brotero, 125 – 4o andar • tel.: (11) 3129-8322 DIRETOR ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO Ademir Leite Baptista • Assistente Miguel Nery OPERAÇÃO EM BANCAS ASSESSORIA EDICASE • www.edicase.com.br DISTRIBUIÇÃO EXCLUSIVA EM BANCAS DINAP LTDA. - Distribuidora Nacional de Publicações MANUSEIO F&G PACKING EMBALAGENS E SERVICOS LTDA - EPP DEPARTAMENTO JURÍDICO Dr. Anísio Cardoso ATENDIMENTO AO CLIENTE São Paulo - tel: (11) 3512-9458 • Rio de Janeiro - tel: (21) 4063-9051 Segunda à Sexta Feira • 09h às 18h (exceto feriados) IMPRESSÃO GRÁFICA INTERGRAF SOLUÇÕES GRÁFI CAS Rua André Rosa Coppini, 90 • Planalto • São Bernardo do Campo/SP CEP 09895-310 • Tel.:/Fax: (11) 4391-9797 • www.intergraf.com.br Sirvo-me da presente para levar ao conhecimento que a publicação deve o registro no INPI em 07/02/2014 Processo 907307124 de marca MISTA “REVISTA NOVA FAMÍLIA”, ocorrido na RPI Revista da Propriedade Industrial RM2261 de 06/05/2014. A Revista Nova Família é uma publicação mensal da Editora Meireles Ltda que não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos assinados. As pessoas que não constarem no expediente não têm autorização para falar em nome da Revista Nova Família. A reprodução total ou parcial de textos, artigos, imagens dessa edição somente será permitida através de expressa autorização por escrito e assinada pelo PUBLISHER. A inclusão do nome dos colaboradores e colunistas deste expediente não implica em vínculo empregatício. 4 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br em processo de filiação Aguarde nossas Edições Regionais com a Revista Nova Família sempre 5

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ÍNDICE Comportamento 12-14 NOMOFOBIA: Você sofre disso? 18-20 MÃES E FILHAS, relação entre luz e sombra 22-26 DIÁLOGO É FUNDAMENTAL, a falta dele gera intolerância 34-35 LEITURA: saiba dos benefícios  para todas as idades  36-39 46-47 TEcnologia 16-17 INTERNET e CARTÃO DE CRÉDITO À MÃO, cuidado com seus dados Cotidiano 66-67 MUDANÇA DE SEXO O que muda após a cirurgia 74-78 Preserve a autonomia da pessoa idosa com mudanças dentro de casa direito 44-45 A GRAVIDEZ traz mudanças fundamentais, conheça-as e aceite 80-83 LIMITES: ELES XISTEM?  Histórias de vidas que superaram as próprias limitações Por que a violência doméstica prejudica toda a família? Basta! PADRASTO: Um novo personagem na história dos filhos! CRÔnica 28-29 Namoro virtual ou real? lazer & Viagem 30-31 DESEJA UMA VIAGEM PERFEITA? Dicas de segurança em aeroportos Educação 40-42 Sobrecarregar os pequenos com muitas atividades, qual o resultado disso? Saúde trabalho 32-33 48-50 52-55 COMIDA DE RUA saiba o que pode ou não SUCESSO PROFISSIONAL E SUA IMAGEM PESSOAL SAÚDE devem andar juntos contribui na vida profissional FINANÇAS 56-58 Como manter suas finanças pessoais e familiares sob controle? religião 72-73 RELIGIÃO É FÉ OU PAIXÃO, depende da sua visão AçÃO SOCIAL 68-71 EU ME AMO, movimento  que ajuda recuperar A autoestima de mulheres SEXO 60-63 64-65 SENSUALIDADE, COMPORTAMENTO SEXUAL E SEDUÇÃO se aprende? O TABU DO PRAZER  e a existência do famoso ponto G  Especial 56-58 LUGAR DE CRIANÇA É NA ESCOLA! Entrevista com Carlos Tilkian, presidente da Fundação Abrinq PRINCÍPIOS E VALORES Os princípios e valores da Revista Nova Família proporcionam aos colaboradores e leitores conceitos para pensar e agir de forma consciente, partilhando toda a informação relevante e atuando de acordo com os princípios éticos de responsabilidade social e empresarial inerentes à vida em sociedade. Tudo o que apresentamos é de forma dedicada, apaixonada e sem qualquer forma de discriminação e preconceito. Todos os dias, nos dedicamos de forma incansável para oferecer um produto e um serviço de excelência.

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xesxpxexcial “LUGAR DE CRIANÇA É NA ESCOLA” Carlos Tilkian, presidente da Fundação Abrinq, diz que a criança fora da escola pode levar à desagregação familiar, ao crime e à violência A Fundação Abrinq, que nasceu em 1990, praticamente junto com o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), foi criada inicialmente por fabricantes nacionais de brinquedos e hoje, com 25 anos de atuação, conta DOMINGOS CRESCENTE com 25 programas assistenciais divididos nas áreas de Educação, Saúde, Proteção e Emergência, tendo beneficiado sete milhões de crianças e adolescentes em todo o país. Nesta entrevista, o presidente da fundação, Carlos Tilkian, conhecido empresário paulista, mostra como atua esta entidade. NOVA FAMÍLIA A Fundação Abrinq completa 25 anos desfrutando de uma excelente imagem junto ao público, empresariado e autoridades. Quais foram, em sua opinião, as mais importantes conquistas alcançadas durante esse tempo? CARLOS TILKIAN Uma das atividades que sempre diferenciou a Fundação Abrinq foi o trabalho de advocacy. Ele vem da percepção que, para mudar efetivamente a situação da criança e do adolescente no Brasil, você precisa de verbas, recursos e políticas públicas. É claro que é saudável existirem entidades da sociedade civil que auxiliam o governo nessa missão, mas a solução duradoura, em médio e longo prazo, só vem com verbas, recursos e políticas públicas. Pois é esse trabalho de advocacy que eu reputo como um dos mais importantes, juntamente, é claro, com a luta contra o trabalho infantil, que foi a primeira grande bandeira da Fundação e a iniciativa que a tornou reconhecida pela sociedade e pelas esferas governamentais. NF Desde a sua inauguração, a Fundação Abrinq já beneficiou mais de 7 milhões de crianças e adolescentes. O senhor poderia descrever, em linhas gerais, quais são os planos da Fundação para o futuro, depois de alcançado esse número de beneficiados? CARLOS TILKIAN Nós temos planos bastante ambiciosos. E isso, de certa forma é ruim, pois quando uma entidade como a nossa diz que tem planos ambiciosos, é porque ela está reconhecendo que ainda existe uma necessidade muito grande de atuação para a garantia dos direitos da criança e do adolescente. Mas não podemos negar que, por mais que nós tenhamos caminhado, ainda temos muito que fazer. Embora o Brasil tenha evoluído na questão da mortalidade infantil, 8 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br Um futuro melhor para os seus filhos. por exemplo, e a média nacional não seja um absurdo, existem municípios das regiões Norte e Nordeste que se encontram em situação semelhante à de países africanos. Ou seja: a melhora não ocorreu de forma harmônica em todo o território nacional. Então, o nosso trabalho é, para o futuro, tentar ampliar o nosso foco de atuação, com ênfase cada vez maior no advocacy, na implantação de políticas públicas, além de ampliarmos o alcance de nossos programas nas áreas de Educação, Saúde, Proteção de Direitos e Emergência. NF Como a Fundação Abrinq gera os recursos necessários para sua atividade? CARLOS TILKIAN Nós não trabalhamos com recursos públicos. A proibição de usar verbas públicas está no estatuto da nossa Fundação. Sem isso não poderíamos ter independência na nossa atuação, principalmente no trabalho de advocacy, que consiste exatamente em pressionar o poder público. Nós contamos apenas com a sociedade, que contribui com doações dos indivíduos e das empresas. No ano passado, fechamos uma meta surpreendente de 75 mil doadores individuais. NF O senhor acredita que a atuação da Fundação Abrinq, beneficiando a criança e o adolescente, contribui para a coesão do grupo familiar? CARLOS TILKIAN Sim. Nós temos um projeto ao qual dedicamos um carinho muito grande. É o projeto de creches, que viabiliza um local seguro, adequado às crianças na ausência dos pais. Isso incentiva a coesão familiar, pois uma criança na rua enquanto os pais trabalham acaba por levá-la, provavelmente, a uma situação de vulnerabilidade frente à violência e ao crime. À medida que pudermos amparar o recém-nascido, a criança e o adolescente, acabamos dando uma condição para que o grupo familiar possa viver de forma mais harmônica e vislumbrar um futuro melhor para os seus filhos. NF Apesar de todos os esforços, o trabalho infantil ainda existe no Brasil? CARLOS TILKIAN Sim. O Brasil fez avanços enormes nessa área, mas ainda hoje você tem quase dois milhões de crianças envolvidas no trabalho infantil. Isso muitas vezes ocorre porque a família precisa suplementar sua renda com o trabalho da criança. O problema é que, enquanto essa criança está no trabalho, ela não está na escola, deixa de se preparar para, em médio prazo, poder dar uma contribuição mais significativa para a sua família. A Fundação Abrinq acredita que lugar de criança é na escola, assistida, bem alimentada, e tendo a possibilidade de receber educação, porque isso sim pode tornar o futuro delas totalmente diferente. 9

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especial “À medida que pudermos amparar o recém-nascido, a criança e o adolescente, acabamos dando uma condição para que o grupo familiar possa viver de forma mais harmônica e vislumbrar um futuro melhor para os seus filhos”. Carlos Tilkian, PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO ABRINQ NF Como surgiu e qual o objetivo da parceria com uma instituição como a SavetheChildren, que atua em 120 países na defesa dos direitos da criança? CARLOS TILKIANA parceria com a SavetheChildren tem, na verdade, dois grandes objetivos. O primeiro é podermos estar ligados a uma entidade que tem quase 100 anos de atuação e, portanto, grande experiência na execução de trabalhos em prol da criança e do adolescente no mundo inteiro. O segundo ponto é que nós percebemos que os desafios da criança brasileira são tão grandes que, poder ter uma entidade que abra portas de algumas agências internacionais doadoras de recursos, é muito importante para beneficiar a criança brasileira. NF Uma das questões mais polêmicas do país, no momento, é a redução da idade penal. Qual é a posição da Fundação Abrinq a respeito desse assunto? CARLOS TILKIAN A Fundação é terminantemente contra a redução da idade penal. Entendemos que isso é uma forma de dar, para parte da sociedade, uma resposta que é totalmente equivocada. Na realidade, a criança e o adolescente são muito mais vítimas da sociedade do que agentes da violência. A mortalidade entre adolescentes no Brasil é assustadora, justamente porque não existe estrutura de apoio para esse jovem. Sem opção, ele fica mais sujeito a cair na criminalidade. Sabemos também que, quando o menor vai para uma instituição, uma casa de apoio, encontra lá um sistema pouco eficaz, que não atua de forma a fazer esse menor poder voltar para a sociedade.Em São Paulo, menos de 1% das crianças internadas cometeram crime hediondo. E os outros 99%? Ninguém pensa nelas? É claro que as instituições sabem tratar estes menores que cometeram crimes hediondos. Então, reduzir a maioridade penal não vai trazer nenhum bem para sociedade e, muito menos, para as crianças. NF Não é raro que defensores do projeto de redução da idade penal aleguem que menores de idade cometem crimes porque são inimputáveis. Ou mesmo que podem ser usados por criminosos maiores de idade por conta dessa proteção. O Sr. gostaria de rebater esse argumento? CARLOS TILKIAN Esse é o argumento mais simples e mais usado. A Fundação Abrinq acredita que a criança vai para o crime porque ela não tem uma estrutura adequada de educação. E a criança que não está na escola fica muito vulnerável a cair na criminalidade. No Brasil, você tem cerca de 20% das crianças em creches. Os outros 80% estão em casa, onde o irmão mais velho não pode ir à escola porque tem que tomar conta dos menores. A solução não é reduzir, porque daqui a pouco você vai levar a maioridade penal para cinco anos de idade. Essa medida não ataca as causas do problema. 10 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br 53,7 Toda vez que olhamos para estatísticas, queremos ver uma criança vivendo melhor. 24,7 Taxa de mortalidade no Brasil em menores de 5 anos para 1.000 nascidos vivos.* 17,7 1990 2000 *Fonte: MS/SVS/DASIS - Sistema de Informações sobre Mortalidade - SIM (2011) 2011 11

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comportamento “SE EU SAIO DE CASA SEM O APARELHO EU SURTO! JÁ VOLTEI MAIS DA METADE DO CAMINHO SÓ PARA PEGÁ-LO EM CASA E DEIXAR DESLIGADO NA BOLSA.” VOCÊ CONSEGUE SAIR Assim como outros vícios, o uso diário do aparelho pode ocasionar V ocê já parou para pensar se tem medo de ficar sem comunicação? Essa é uma pergunta que traz uma resposta até certo ponto óbvia, mas, e se mudarmos a pergunta para: você já parou para pensar se tem medo de ficar sem celular? Se você está acostu- mado a mexer no dispositivo assim que abre os olhos pela manhã, essa resposta torna-se igual- mente óbvia: SIM! Em tão pouco tempo, depende- mos tanto dos aparelhos que ficar sem eles torna- -se inimaginável. Quem é que consegue ficar sem jogar no celular? E quem fica um dia sem ler as mensagens do Whatsapp? Se analisarmos do ponto de vista clínico, é um comportamento viciante. Prova disso é que o simples medo de ficar sem essa comunicação já tem cara e nome: chama-se Nomofobia. É uma fobia ou sensação de angústia que aparece quando você sente-se impossibilitado (a) de se comunicar ou se vê ‘incontactável’ estando em algum lugar sem seu celular. Não é um termo antigo, mas origina-se do inglês: No-Mo, ou No-Mobile,que significa Sem celular. Daí a expressão Nomofobia ou ‘fobia de ficar sem um aparelho de comunicação móvel’. Assim como tantas outras fobias, podem existir casos graves de pessoas que desenvolvem problemas de relacionamentos interpessoais e dificuldades de concentração. 12 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br SEM O CELULAR? dependência e, a ausência dele, graves problemas POR THIAGO ASSUNÇÃO SEM COMUNICAÇÃO Dificilmente encontramos pessoas que não possuem aparelho celular e, quando acontece, percebemos que não costumam serem pessoas muito ligadas em tecnologia. Mas, e quando a pessoa é mega “antenada” e é proibida de usar seu aparelho em algumas situações? “Infelizmente eu tenho que usar bem pouco meu celular. Meus amigos me mandam mensagens, recebo notificações de jogos, redes sociais, mas, como estudo pela manhã e faço cursinho à tarde, só me sobra à noite para mexer no aparelho. Dá certa aflição ter que ficar com os dados desligados, mas preciso fazer isso para me manter concentrado nos estudos”, comenta Joaquim Matos, estudante. Joaquim é um adolescente que vive no auge dos recursos tecnológicos, mas é obrigado a inibir esse impulso. “Todos os alunos não podem ficar mexendo nos aparelhos. Claro que um ou outro dá um jeito, porque parece que na nossa idade tudo está acontecendo lá na internet. É quase impossível não mexer”, finaliza. E quando você não tem como andar com seu aparelho por aí? “Se eu saio de casa sem o aparelho eu surto! Já voltei mais da metade do caminho só para pegá-lo em casa e deixar desligado na bolsa. Se eu ando sem meu smartphone, parece que algo em mim muito importante está em falta”, diz a analista de atendimento, Michele Rosa. 13

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comportamento “Na empresa não temos como mexer no celular. Eles recomendam nem trazer os aparelhos ou mantê-los desligados dentro da bolsa, que fica nos armários, mas, quando fico longe do celular, me bate uma angústia, quase uma depressão. Por causa disso desenvolvo alguns tiques nervosos”, comenta. Devido a esse vício, alguns problemas psicológicos e físicos podem aparecer, como aceleração de batimentos cardíacos. Nos dias de hoje, toda a sociedade se comunica pelos aparelhos. Estar constantemente conectado faz com que participemos ativamente dessa comunidade. Uma pesquisa feita no Reino Unido apresentou o seguinte resultado: 66% das pessoas que fizeram parte do estudo mostraram-se muito angustiadas com a ideia de perder o celular. Nos EUA, na Universidade de Maryland, identificaram que a dependência de celulares e tudo relacionado à tecnologia pode ser semelhante ao vício em drogas. De acordo com esse resultado, 79% dos avaliados apresentaram sintomas como desconforto, confusão e até isolamento com a restrição dos eletrônicos. Outro sintoma que também apareceu foi a coceira, algo que ocorre com os dependentes de drogas que lutam contra o vício. É necessário identificarmos as tecnologias como aliadas à nossa realidade. São facilitadoras de comunicação que devem ser interpretadas desse modo, sem criar vínculos emocionais com o abuso desse recurso. Com a internet, por exemplo, podemos desenvolver conhecimento, aproximar relações, mas tudo deve ser feito de forma saudável. ACESSO PREMATURO Existem algumas pessoas que não observam essa tecnologia como um possível risco à saúde mental e emocional. “Meus filhos de 13, 10 e 9 anos possuem aparelhos de celular e conversamos em grupo no Whatsapp normalmente. Sabemos das limitações da tecnologia e até onde eles podem usar o aparelho, mas não vejo isso como um problema para eles”, comenta a administradora Roberta Sales. As crianças podem ainda não associarem o uso do aparelho como uma dependência, já que os pais podem restringir o uso caso os filhos não cumpram os deveres escolares. Mas, se você perceber que a ausência do aparelho está deixando a criança agitada ou com algum comportamento incomum, é interessante solicitar acompanhamento de um psicólogo para ajudar a tratar desse pequeno vício. } }CFEOAPEFLFCL"RLRDMMAALCEEEEEEOEIMEÍSOLRIIIAMVSMAAARÍINESMIILAPÉGSOAJOÉIAUDAANTPOTNLUONDAVO.RIBROGEOATÓIDILRNNMRZUVL.DIROSTSHACAOÉELOAESAIALMUVLVTTOMV.ANHAÁE.TI!O.RSI!ESM’REORTF.LTN.CNÍE.IARBOSEAATNDMÉSISOANMAMÊIÍMLSOANDINIOSAVODCHÃ:!AEISAOOS! Se você perceber que a ausência do aparelho deixa a criança agitada, procuro ajuda de um psicólogo. 14 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br Nova Família 15

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coluna - tecnologia E stá cada vez mais difícil aproveitar as vantagens que a internet oferece sem fornecer dados pessoais e financeiros. Quer fazer parte de uma rede social? Deixe lá ao menos nome, endereço de e-mail e data de nasci- mento. Quer baixar um aplicativo ou game badalado para o seu filho? Car- tão de crédito à mão. Quer comprar um produto físico em uma loja online? Evi- dentemente, você terá que preencher o seu endereço completo. Lembro-me de uma época em que o medo de fornecer estas informa- ções era mais aparente. Volta e meia, recebia ligações de parentes e amigos perguntando se havia problema em efetuar uma compra em determinada loja online. Creio que aos poucos as pessoas foram se dando conta que a internet não era uma terra sem lei e que, se elas quisessem usufruir dos bônus que a rede oferece, teriam que arcar com os ônus, ou seja, deixando seus dados pessoais e financeiros com os sites e empresas envolvidas. Se “compartilhar” tais informações é praticamente inevitável, isso não significa que o usuário possa abrir mão de alguns cuidados na hora de preencher cadastros online, seja em uma loja, um banco, uma rede social ou qualquer outo site. Pessoas mal-intencionadas podem apropriar-se dos dados para aplicar toda sorte de golpes, desde o simples envio de spam (e-mails não solicitados) até transações financeiras ilícitas – sem falar em ameaças que colocam em risco a privacidade da família. Olho: Pare de diferenciar o que acontece “dentro” ou “fora” da internet A primeira medida que você, usu- ário, deve tomar é parar de diferenciar o “mundo virtual” do “mundo real” ou então o que acontece “dentro” ou “fora” da internet. Tudo o que você faz – e o que fazem a você – na rede, é real. Fornecer informações falsas? Que atire a primeira pedra quem nunca fez de forma, digamos, “analógica”. Da mesma forma, há pessoas mal-intencionadas tentando explorar nossos vacilos, tanto no restaurante da esquina como na internet. Então, seus cuidados e preocupações devem ser os mesmos. Afinal, você faz compras em lojas físicas não confiáveis? Confira algumas outras dicas que podem mantê-lo seguro na hora de preencher cadastros online: Antes de preencher o cadastro para uma compra online, descubra se a 16 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br CUIDADOS NA HORA DE DEIXAR SEUS DADOS NA INTERNET Confira algumas dicas para deixá-lo mais protegido ao preencher cadastros de lojas online, redes sociais e sites FERNANDO SOUZA loja é confiável. Ou melhor, inconfiável. O site da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON) de São Paulo mantém atualizada uma lista com sites que você deve evitar. Confira no endereço http://sistemas.procon.sp. gov.br/evitesite/list/evitesites.php. Seja econômico ao cadastrar-se em determinado site. Forneça somente aquelas informações que são realmente necessárias para utilizar o serviço. Evidentemente, você terá que fornecer o endereço e os dados do cartão de crédito para fazer uma compra online, mas precisa dizer onde você mora em uma rede social? Por outro lado, não tem graça fazer parte do Facebook sem ao menos uma foto de perfil, mas cuide para que a imagem não forneça informações demais, como a localização da sua residência ou da escola das crianças; Suas senhas são do tipo “123456”? Parabéns, trata-se da pior senha utilizada pelos usuários, de acordo com uma lista divulgada anualmente pela SplashData. A empresa sugere três regras simples: usar mais de oito caracteres, misturando letras, números e outros tipos; evitar os mesmos usuários e senhas em diversos sites; e utilizar um gerenciador de senhas (solução que a própria SplashData oferece. Para acessar o ranking completo das piores senhas, visite http://splashdata.com/press/ worst-passwords-of-2014.htm; Cuidado ao usar opções “Lembre-se de mim” e “Continuar conectado” em computadores públicos, como, por exemplo, em cibercafés; Recebeu um e-mail solicitando recadastramento ou atualização de informações? Mesmo que seja suposta- mente de uma empresa da qual você é cliente, pode ser golpe. Posicione o mouse sobre o link presente na mensagem e confira o endereço que aparece na barra de status do navegador. Se observar algo estranho (endereços diferentes do oficial, arquivos com extensão exe ou jpg etc), não clique. Os próprios e-mails costumam apresentar erros de português e imagens quebradas; Uma das melhores fontes de informação para ficar protegido é a Cartilha de Segurança para Internet, um conteúdo produzido por uma entidade chamada Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (cert.br). De forma bastante didática, o site descreve as principais ameaças online e as formas de se manter protegido. Confira em http:// cartilha.cert.br. 17

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comportamento INVEJA ENTRE MÃES E FILHAS A relação entre mães e filhas, de forma geral, tende a ser um pouco conturbada na adolescência, mas, com o passar dos anos, na maioria dos casos, torna-se uma grande amizade DENISE PACIORNICK 18 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br D e fato, de acordo com a psicóloga Melissa Piske Indalecio, da Psike Psicologia Clínica, ser mãe é uma experiência única e indescritível, mas é também o ponto de partida para a vivência de inúmeros sentimentos e emoções aos quais as mulheres nunca foram apresentadas. “Tudo começa com um simples envelope: seu conteúdo determina esta longa jornada e este grande desafio cheio de incertezas e pequenas vitórias e derrotas diárias”. Focando no relacionamento de mãe e filha, precisamos falar sobre a sombra como a base elementar desta relação única. “Este termo, designado por Jung, refere-se às partes desconhecidas da nossa psique.  Para facilitar, podemos usar o termo polarização, que se refere aos opostos, como, por exemplo, luz e sombra, masculino e feminino, e assim por diante.  O ser humano possui uma parte luminosa e uma parte obscura e, mesmo que se desconheça, ela está lá.  A sombra pessoal é desenvolvida a partir da infância, momento em que somos conduzidos a nos identificar com a bondade, generosidade, altruísmo e incentivados a desprezar e represar sentimentos negativos, ou seja, começa aí a construção da sombra. A relação entre mães e filhas é uma condição sine qua non (única, que não pode ser comparada a nada), que já foi amplamente estudada e descrita, inclusive mitologicamente. No Mito de Perséfone, a filha é a extensão da própria natureza elementar da mãe, e esta tem o poder de devolver-se ao passado e a sua própria juventude, assim como a promessa de seu próprio renascimento, numa nova personalidade, onde existe fantasiosamente a intenção deste resgate de sonhos que não foram realizados, assim como as partes ruins das tentativas frustradas podem ser revisadas e apagadas”, esclarece a psicóloga. Esta é uma relação com entrelaces psíquicos difíceis, pois a figura paterna é a única que permite que a filha tenha consciência de si. Melissa explica que, normalmente, a menina começa a desapegar-se da mãe e a tornar-se consciente de si através do amor do pai, o que é extremamente benéfico, pois, se não houver uma imagem adequada deste pai ou de uma figura masculina que a represente, mãe e filha podem assumir uma intensidade patológica em que a filha, inconscientemente, desenvolve uma relação simbiótica com esta mãe, levando-a a assumir sua vida e suas responsabilidades pela vida afora, mesmo após a perda desta mãe, pois o simbólico estabeleceu seu papel e a manterá incapaz de encarar seu próprio destino de modo livre. “Desta maneira, trazendo para a realidade do dia a dia, o adolescer das filhas mulheres para as mães significa travar uma luta dolorosa para desapegar-se de emoções possessivas. Este é o único caminho para romper padrões e liberar esta filha para sua vivência plena, de seus próprios ideais e conquistas”. “...onde existe fantasiosamente a intenção deste resgate de sonhos que não foram realizados, assim como as partes ruins das tentativas frustradas podem ser revisadas e apagadas.” Melissa Piske Indalecio, PSICÓLOGA DA PSIKE PSICOLOGIA CLÍNICA 19

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comportamento A psicóloga revela que para a mulher mais velha, a “perda da filha” para a vida é a perda da parte mais jovem e despreocupada de si, mas uma grande oportunidade de descobrir significados.  “A grande maioria das mulheres de hoje têm uma incrível dificuldade em desapegar-se da sua juventude. Nesta relação antagônica em que, quanto menos espelhamento houver neste relacionamento, mais benéfica ela se tornará, cabe a esta mãe reconhecer na figura masculina seu papel insubstituível, que será o processo libertador para que esta família tenha uma relação saudável psíquica e emocionalmente. Caso ela se constitua como patológica, os aspectos sombrios de ambas podem se instaurar e perpetuar”. Dentre as relações que podem desenvolver certa patologia, podemos citar a inveja, que é considerada um aspecto sombrio. A inveja entre mãe e filha é um fator muito poderoso e tem a capacidade de destruir os sentimentos de amor e gratidão.  “A inveja é um componente de impulsos destrutivos em atividade desde o começo da vida.  A pessoa muito invejosa é insaciável. Para isso, sempre encontra um objeto para focar-se. Na relação entre mães e filhas, podemos citar inveja como uma mão dupla”, alerta Melissa.  A mãe invejosa, deixando claro que estes são processos inconscientes, quando a filha começa a trilhar seu próprio destino, percebe que a fantasia inconsciente está sendo desfeita no momento do adolescer. “Quando a filha já não sucumbe mais aos seus ideais, a relação torna-se desastrosa, podendo chegar ao ponto da mãe boicotar os projetos de vida e desejos da filha. Algumas sabotam ca- samentos, relações pessoais e profissionais, outras assumem um papel de vítimas para que a filha sinta pena e não a abandone, para que a mesma conclua que sua única saída é mover-se em direção à mãe. Esta, por sua vez, de forma narcisista, poderá tentar frustrar a filha tanto quanto sua própria vida fora frustrada, conduzindo-a, de forma egoísta, a realizar os projetos de vida da mãe, que não foram possíveis, impedindo assim que a filha viva, tenha suas próprias decisões e conduza sozinha suas escolhas e desejos”, ressalta a psicóloga. Quando esta psicodinâmica se estabelece, a relação patológica vai se retroalimentando para que ambas possuam, simbolicamente, suas funções diante desta relação. Se uma das partes conseguir romper este ciclo, poderá haver evolução das duas na convivência. “Se existir uma quebra, mesmo que repentina, por conta de uma condição terapêutica de fortalecimento psíquico e emocional desta filha, um novo padrão se estabelecerá, trazendo novos progressos e aspectos para a relação, que passará de simbiótica para a construção de algo sadio, ou o desvincular-se, pois o núcleo de ganhos secundários será desfeito e uma nova psicodinâmica se estabelecerá”. Melissa finaliza destacando que, ao buscar autoconhecimento, se terapeutizar e conhecer a si e seus aspectos sombrios, a fim de controlar sua própria vida e determinar o que é seu, a filha começa um caminho de encontro dela mesma, afastando-se assim da figura dominadora a que esteve sujeita, muitas vezes por longos anos de sua vida, dando início à retomada da vida em suas próprias mãos’. “A inveja é um componente de impulsos destrutivos em atividade desde o começo da vida.  Na relação entre mães e filhas, podemos citar inveja como uma mão dupla” Melissa 20 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br }} }}PUBLICITÁRIOS E DESIGNERS TAMBÉM SÃO PAIS E AVÓS ANTENADOS CEONMGEANSHNEOIRVOASS, ATREQNUDÊITNECTAIASSE DEECCOORMAPDOORRTEASMENTOS DE DEFSAEMNÍLHIAA.MA ORSEVSIOSTNAHNOOSVDAA NFAOMVAÍLIFAATMRÍILLIHAA. AO CAMINHO! REVISTA NOVA FAMÍLIA FORNECE O PROJETO DE VIDA! Nova Família 21

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comportamento FALTA DE DIÁLOGO E INTOLERÂNCIA PODEM DESENCADEAR VÁRIOS PROBLEMAS EM FAMÍLIA A falta de uma boa comunicação entre os membros da família gera pouca confiança e cooperação, além de aumentar a distância entre elas MICHELE VITOR 22 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br Q ue todas as pessoas são muito diferentes e apresentam divergências de opiniões sobre a mesma situação, não é novidade para ninguém. O fato de ser da mesma família não significa que as pessoas tenham que pensar da mesma forma. É como aquele antigo ditado popular diz, ‘nem os dedos da mesma mão são iguais’. Por esse motivo, os pais precisam dar espaço para que os filhos cresçam com suas próprias personalidades e opiniões, sem desrespeitar os laços da família. E o caminho para isso é o diálogo e a boa comunicação. No entanto, a rotina cada vez mais corrida da maioria das famílias tem se tornado um dos motivos que afastam essa capacidade de manter a interação. Para a psicóloga e coordenadora geral do Departamento de Psicodrama do Instituto Sedes Sapientiae (DPSedes), Heloisa Fleury, a boa comunicação é uma característica importante em famílias saudáveis. “Famílias que investem nisso constroem vínculos fortes e resistentes para lidar com os desafios da vida. A boa comunicação auxilia na relação conjugal, entre pais, filhos e irmãos”, afirma. De acordo com a especialista, uma comunicação saudável acontece quando os pais valorizam estar com os filhos, conversam sobre tudo e criam oportunidades, sempre que possível, para que a comunicação seja clara e sem barreiras. “A falta de tempo do dia a dia não pode servir de desculpa para a falta de diálogo entre a família. A comunicação precisa ser praticada para ser eficaz. Quando não há tempo para conversas frequentes, os filhos começam a criar dificuldades para desenvolver habilidades interpessoais e fortalecer a confiança e, com isso, acabam reforçando a ideia de que conversar sobre algo mais difícil é trabalhoso e tem pouca chance de dar certo”, diz. Para manter os laços afetivos sólidos, é necessário estabelecer algumas condutas. Prezar pelo diálogo e pela tolerância é a principal delas. Para a especialista, poder conversar sobre qualquer dificuldade que um dos membros da família está enfrentando significa facilidade de diálogo; e conseguir suportar as diferenças é mostrar tolerância. “Respeitar as opiniões contrárias, enfrentar os conflitos com disposição para ouvir, estabelecer limi- 23

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comportamento “A falta de tempo do dia a dia não pode servir de desculpa para a falta de diálogo entre a família.” Heloísa F leury, PSICOLÓGA E COORDENADORA-GERAL DO DEPARTAMENTO DE PSICODRAMA DO INSTITUTO SEDES SAPIENTIAE tes, reconhecer os próprios erros, estimular o diálogo e manter o bom humor são comportamentos que ajudam a construir um bom relacionamento familiar e, também, ajudam a evitar atritos que podem ser prejudiciais para o bom convívio”, comenta Heloisa. Para a especialista, a família unida é aquela que convive bem cooperando entre si, mesmo quando existe algum conflito. É importante possibilitar que todos os envolvidos na relação sintam-se pertencentes ao mesmo grupo, respeitando as diferenças e protegendo uns aos outros. COMUNICAÇÃO RUIM GERA INTOLERÂNCIA De acordo com a especialista, a falta de diálogo gera intolerância e, por consequência, faz aumentar a distância, reduzir a confiança e minimizar a cooperação entre os membros da família. “A condição para o diálogo fica comprometida quando as pessoas optam por atitudes erradas, como ficar lembrando problemas que já foram resolvidos no passado; tentam controlar comportamentos por meio da indução de culpa; ignoram os sentimentos do parceiro e dos filhos e reclamam o tempo todo ou se sentem no direito de ficar proclamando sermões”, explica. Para Heloisa, esses comportamentos tendem a gerar ressentimento, desconfiança e posição de defesa nos membros da família. No caso dos filhos, pode ser o pontapé inicial para que eles parem de tentar se comunicar com os pais. Os problemas vão se agravando à medida que a família fica muito ligada em uma comunicação negativa, que inclui criticas e brigas. Em ambientes assim, as pessoas passam a se posicionar sempre na defensiva e reforçam a intolerância entre si. Essa forma de comunicação não fortalece a cooperação e desrespeita as diferenças, favorecendo o surgimento de um ambiente hostil e pouco agradável. “A pouca tolerância faz, por exemplo, com que os pais interrompam os filhos quando eles tentam explicar algo. Pode haver intolerância diante de diferenças de opiniões, personalidades, crenças, valores ou metas para o futuro”, explica Heloisa. Para a psicóloga, a comunicação e responsabilidade afetiva são as principais condições para um funcionamento familiar saudável e mais ainda para o desenvolvimento da autoestima dos filhos, principalmente na fase da adolescência. SEMEANDO A CONCÓRDIA Para a especialista, mesmo para famílias que já estão enfrentando grandes problemas por conta da falta de diálogo e da intolerância, é possível recuperar o tempo perdido e criar laços que permeiam uma boa comunicação. “Diálogo é falar e também ouvir. Os principais desafios são expressar-se de forma clara e objetiva e também ser um ouvinte ativo, ou seja, fazer todo o esforço necessário para ouvir, se esforçando para entender o ponto de vista do outro, prestando atenção à linguagem verbal e não verbal. Já, para investir na prática da tolerância, é preciso compreender e respeitar o ponto de vista do outro”, explica. O principal instrumento para recuperar o relacionamento familiar é investir na boa comunicação. “É preciso falar calmamente e abertamente sobre as dificuldades da família e evitar conflitos assumindo que nem sempre concorda com as opiniões alheias. É importante achar tempo para se divertir junto da família e traçar estratégias em conjunto para lidar com situações difíceis. Por exemplo, se 24 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br } }A LEITPUURBALTICRITAÁNRSIOFOSRMA, EODIENSTIEGRNEESRSSETIANMSTBIÉGMA, SÃO APAINISTEERAAVÇÓÃSOANPRTOEVNOACDAO.S.. COAMREAVSISNTOAVNAOSVTAEFNADMÊÍNLICAIAS GEECROAMSPEORRETSAMENTOS DE CFOAMNSÍLCIAIE. NATREESV!ISTA NOVA FAMÍLIA TRILHA O CAMINHO! Nova Família 25

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comportamento “É preciso falar calmamente e abertamente sobre as dificuldades da família e evitar conflitos assumindo que nem sempre concorda com as opiniões alheias.” Heloísa há um problema financeiro na família, pode ser útil fazer um plano de ação com um orçamento que todos concordem e possam trabalhar em cooperação”, ensina a especialista. ta do outro, prestando atenção à linguagem verbal e não verbal. Já, para investir na prática da tolerân- cia, é preciso compreender e respeitar o ponto de vista do outro”, explica. O principal instrumento para recuperar o relacionamento familiar é investir na boa comunicação. “É preciso falar calmamente e abertamente sobre as dificuldades da família e evitar conflitos assumindo que nem sempre concorda com as opiniões alheias. É importante achar tempo para se divertir junto da família e traçar estratégias em conjunto para lidar com situações difíceis. Por exemplo, se há um problema financeiro na famí- lia, pode ser útil fazer um plano de ação com um orçamento que todos concordem e possam traba- lhar em cooperação”, ensina a especialista. O IMPORTANTE PAPEL DOS PAIS Cabe aos pais conduzir a família para que consiga viver em harmonia e possa desenvolver a capacidade de manter uma boa comunicação, praticando, também, a tolerância. “Os pais precisam criar tempo para conversar entre si e com os filhos, para comunicar pensamentos e sentimentos de forma clara e direta”, diz Heloisa. Segundo ela, uma das principais funções que precisam ser exercidas pelos pais é identificar o que se entende por falta de harmonia. “Muitos pais não querem que os filhos briguem, mas se esquecem de que brigar é também uma forma de enfrentar conflitos, diferenças, e também de ocupar o espaço quando se sente ameaçado. O grande segredo é criar os filhos de tal forma que se tornem cooperativos porque, quanto mais agirem com esse princípio, mais terão a capacidade de brigar sem culpa e depois conseguir alcançar um entendimento satisfatório para ambos. Brigar também aproxima”, ressalta. Para Heloisa, o impacto do relacionamento familiar para uma criança é enorme e a instabilidade ou falta de proteção podem causar profunda s marcas na saúde mental dela. “Conflitos familiares, incluindo a dificuldade de comunicação, sempre afetam o lado emocional, mas esse problema tende a diminuir com o passar dos anos e o consequente amadurecimento do indivíduo”. A especialista explica ainda que nem todos os conflitos que surgem ao longo do processo de crescimento e amadurecimento dos filhos são sinal de falta de diálogo e comunicação. “Com o tempo, o padrão de relacionamento e dependência dos fi- lhos em relação aos pais deve mudar. “Filhos cres- cem e precisam de autonomia. É preciso se adaptar ao desenvolvimento deles e entender que possíveis desavenças possam surgir no meio desse caminho, mas não necessariamente representam problemas. Pode ser apenas a maneira que os filhos encontram para sinalizar aos pais que estão crescendo e se tornando independentes”, conclui Heloisa. 26 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br } }PUBLICITÁRIOS E DESIGNERS TAMBÉM SÃO PAIS E AVÓS ANTENADOS COM AS NOVAS TENDÊNCIAS E COMPORTAMENTOS DE FAMÍLIA. A REVISTA NOVA FAMÍLIA TRILHA O CAMINHO! Nova Família 27

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comportamento NAMORO VIRTUAL A humanidade ao longo de sua existência sempre teve a necessidade de se relacionar com outros seres humanos, seja por trabalho, amizade ou namoro. Na sobrevivência da nossa espécie, precisamos procriar para nos manter dominante e a relação amorosa ganhou grande destaque em nossa civilização. Ocorreram várias mudanças nos namoros e posteriormente nos casamentos tradicionais até passarmos pelos relacionamentos liberais e de natureza homoafetiva. Mas voltando ao assunto namoro, você já se perguntou a si mesmo onde conheceu o seu parceiro ou parceira? Foi pelos meios tradicionais, como por exemplos, amigos o indicaram a ti? Na baladinha do final de semana? Clubes sociais, escolas, faculdades, enfim, ou foi por uma maneira muito mais prática e moderna, pelo mundo virtual, chats, redes sociais, fórum virtuais? Eu lembro quando eu comecei a “navegar” pela internet, tínhamos muito preconceito em relação a este mundo, pois achávamos que era coisa de gente carente, nerd, ou seja, pessoas antissociais. Porém, na atualidade é quase obrigatório o sujeito ter uma conta virtual, seja uma rede social ou um endereço eletrônico, na qual chamamos de e-mail. • MARCOS FAVARI sociólogo e professor • Pois bem vamos lá, no mundo maluco que vivemos não temos tempo para tomar uma água no escritório, imagina sairmos a procura da tão bendita cara metade?! O mundo virtual é o que tem pra hoje, não tem jeito, a preguiça pós-moderna impera e é tamanha para eu “perder” o meu riquíssimo e precioso tempo procurando o amor da minha vida, ou não, pode ser uma transa despretensiosa e nada mais. O “X” da questão é: Até que ponto um relacionamento virtual, pode se tornar real e viável? Se já é difícil sabermos como uma pessoa é pessoalmente, imagina a distância por meio de webcams da vida? Até agora eu falei da conquista da “pessoa amada”, e se pensarmos que existe indivíduos que namoram virtualmente? “Deus pai”, qual é a lógica desse troço de namorar sem pegar, tocar, beijar e transar com a sua metade da laranja? UM ESTUDO FEITO PELA BBC DE LONDRES ESTIMOU QUE 81 % DAS PESSOAS MENTEM EM SITES DE RELACIONAMENTOS, É ISSO MESMO QUE VOCÊ LEU, MENTEM! Historicamente, coube a nós, machos homo sapiens, tomar as rédeas nos relacionamentos, por isso que vocês fêmeas homo sapiens, falam que somos mentirosos, pois se não mentimos, raramente ficamos atrativos. Ou seja, se nas relações reais a coisa está feia, não preciso dizer das virtuais, mesmo assim vou dizer. Todo relacionamento amoroso é construído socialmente, como lidar com o cunhado chato, a sogra ciumenta, o sogro folgado, e também ter que conviver com a criatura amada e seus sentimentos. Mas será que ele ou ela me ama mesmo? Eu suporto os seus defeitos? Enfim, namoro virtual como a própria  palavra diz, é virtual, sem  olho  no  olho, nem pegada, apenas retóricas falseadas do cotidiano. Meu palpite, já que todo sociólogo é palpiteiro, afinal estudei anos pra isso. Pode até encontrar o seu parceiro ou parceira pela net, mas por favor, pelo amor que tem a ti mesmo, namore de carne e osso, beije, transe, discuta, apaixone-se, brigue, peça desculpas, sinta ciúmes, fale de seus defeito e virtudes, mas tudo no mundo real e concreto. Pois namorar virtualmente é o mesmo que ver as fotos da Disney e sonhar em se divertir no maior parque de diversões do mundo, concorda? 28 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br } }CFEOAPEFFLLLR"RCDMMAALCEEEEEEOEIMEÍSOLRIIIAMVSMAAARÍINESMIILAPÉGSOAJOÉIAUDAANTPOTNLUONDAVO.RIBROGEOATÓIDILRNNMRZUVL.DIROSTSHACAOÉELOAESAIALMUVLVTTOMV.ANHAÁE.TI!O.RSI!ESM’REORTF.LTN.CNÍE.IARBOSEAATNDMÉSISOANMAMÊIÍMLSOANDINIOSAVODCHÃ:!AEISAOOS! Nova Família 29

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