Revista Nova Família Edição 4

 
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Nova Família edição 04

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PAPO DE FAMília O DESAFIO DE SER MULHER D iversos papéis para desempenharmos com máxima dedicação. Nossa capacidade de sermos firmes e delicadas, racionais  e  sensíveis e de assumirmos múltiplas tarefas nos prepara para os dias atuais, como pessoas mais flexíveis e abertas às transformações. Somos a nova geração de mulheres  que criam outras mulheres para o mundo da parceria, da mentalidade de seguir em frente, da igualdade social, do olhar de uma sociedade menos dependente. De conviver com o sexo oposto, saber ouvir e falar, e aprender a olhar o mundo com os olhos do outro. Nesta edição, de formas diferentes, valorizamos e homenageamos a mulher em todo o seu empoderamento – nem maior e nem menor que o homem, mas uma parceira para seguir ao seu lado. Michelle Dacosta Diretora de redação Rua Alvaro Martins, 66 • CEP: 05052-030 • São Paulo /SP Telefone: (11) 2985-9454 ou 5051-1579 www.revistanovafamilia.com.br contato@revistanovafamilia.com.br EDITORA MEIRELES LTDA Rua Francisco Alves, 487 • Vila Ipojuca CEP: 05033-010 • Lapa • São Paulo/SP CNPJ 10.866.096/0001-29 DIRETOR-PRESIDENTE Nido Meireles CONSELHO EDITORIAL Nido Meireles, Michelle Dacosta, Luciana Freitas, Flavia Hashimoto, Erika Digon, Alana Della Nina DIRETORA DE REDAÇÃO Michelle Dacosta • 41313-SP ARTE Flavia Hashimoto REVISOR Amarildo Anzolin EDITORES Michele Vitor, Luciana Brunca, Thiago Assunção, Domingos Crescente, Denise Paciornick, Fernando Cunha COLUNISTAS Nazir Mir Junior, Cléo Francisco, Daniela Viek, Fernando Sousa, Marcos Favari DIRETOR DE PUBLICIDADE Maurílio Macedo  DIRETOR DE PROJETOS ESPECIAIS Marcos Martins COMUNICAÇÃO INTEGRADA RÁDIO E TV Luciana Freitas GERENTE DE MERCADO LEITOR Kleber Lauer ASSESSORIA DE IMPRENSA Tudo em pauta • Tel.: (11) 5044-5558 • atendimento@tudoempauta.com.br CIRCULAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO (AUDITADA) BDO Brazil Rua Major Quedinho, 90 • Consolação • CEP 01050-030 • São Paulo/SP Cel.:  (11) 97541-5098 • Tel.:  (11) 3848-5880 em processo de filiação Alameda Santos, 200 Cj. 72 • Cerqueira César • São Paulo/SP  Fone/Fax:  (11) 3287-0028 / 3287-0042 REVISTA DIGITAL ARTE NOVA WEB DESIGN LTDA. Rua da Imprensa, 778 - Sala 04 • Parque Celeste • CEP 15.070-420 • São José do Rio Preto/SP EDITORA-CHEFE Michelle Dacosta • 41313-SP COMERCIAL WWREDE GEMA BRASIL NEGÓCIOS EM COMUNICAÇÃO Av. Jandira, 667 • Moema • São Paulo/SP • tel.: (11) 2985-9454 CONTROLADORIA ALB • CONTABILIDADE INTEGRADA Rua Tijuco Preto, 1.608 • Tatuapé • São Paulo/SP • tel.: (11) 3129-8322 DIRETOR ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO Ademir Leite Baptista • Assistente Miguel Nery DEPARTAMENTO JURÍDICO Dr. Anísio Cardoso OPERAÇÃO EM BANCAS ASSESSORIA EDICASE • www.edicase.com.br DISTRIBUIÇÃO EXCLUSIVA EM BANCAS DINAP LTDA. - Distribuidora Nacional de Publicações MANUSEIO F&G PACKING EMBALAGENS E SERVICOS LTDA - EPP ATENDIMENTO AO CLIENTE São Paulo - tel: (11) 3512-9497 • Rio de Janeiro • Tel: (21) 4062-7838 Segunda a sexta-feira • 9h às 18h (exceto feriados) IMPRESSÃO GRÁFICA INTERGRAF SOLUÇÕES GRÁFI CAS Rua André Rosa Coppini, 90 • Planalto • São Bernardo do Campo/SP CEP 09895-310 • Tel.:/Fax: (11) 4391-9797 • www.intergraf.com.br Sirvo-me da presente para levar ao conhecimento que a publicação deve o registro no INPI em 07/02/2014 Processo 907307124 de marca MISTA “REVISTA NOVA FAMÍLIA”, ocorrido na RPI Revista da Propriedade Industrial RM2261 de 06/05/2014. A Revista Nova Família é uma publicação mensal da Editora Meireles Ltda. que não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos assinados. As pessoas que não constarem no expediente não têm autorização para falar em nome da Revista Nova Família. A reprodução total ou parcial de textos, artigos, imagens desta edição somente será permitida através de expressa autorização por escrito e assinada pelo PUBLISHER. A inclusão do nome dos colaboradores e colunistas deste expediente não implica em vínculo empregatício. em processo de filiação

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SUMÁRIO Comportamento família 06-09 26-29 DESEJA-SE UM PAI DE DE CORAÇÃO OLHOS AZUIS, CABELO LOIRO ABERTO E QUE GOSTE DA NATUREZA Como lidar com a Vamos falar de rotina e as diferenças reprodução assistida? no relacionamento 40-43 LIÇÃO DE CASA: IGUALDADE E DIVERSIDADE O combate à homofobia começa em casa 46-49 50-55 NO LIMITE DA VERGONHA Quando a timidez torna-se um transtorno NA MEDIDA CERTA Qual é o limite da bronca? 10-15 SUA GRAVIDEZ, SUAS REGRAS Por que o parto humanizado é a melhor opção para as gestantes 32-34 IRMÃOS: AMIGOS OU INIMIGOS? Como lidar com os desafios dessa relação em casa especial 16-21 ELAS SÃO SUPERPODEROSAS Mães, profissionais e batalhadoras, quatro mulheres contam suas histórias CRÔnica 22 SEXO 24-25 FAMÍLIA E SEUS DIFERENTES ARRANJOS Marcos Favari O EXEMPLO QUE DAMOS ÀS FILHAS Cléo Francisco lazer e viagem 30-31 TURISMO NO BOLSO Daniela Viek

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Cotidiano trabalho 36-39 64-67 72-75 AMIGOS DE RESPEITO A importância de planejar com cuidado a adoção ou compra de um pet É TEMPO DE CASAR O casamento dos seus sonhos sem erro CONTRA O RELÓGIO A idade é mesmo um fator determinante para arrumar um emprego? TEcnologia 44-45 ENTREVISTA 56-58 Educação 76-79 CYBERBULLING E A CULTURA DA HUMILHAÇÃO Fernando Sousa MULHERES NO TOPO A executiva Geovana Donella fala da importância da presença feminina no alto escalão CADA UM NO SEU QUADRADO Uma discussão sobre os papéis da escola e da família na educação da criança FINANÇAS 60-63 ECONOMIA EM TEMPO DE CRISE Como começar a poupar em casa AçÃO SOCIAL 68-71 CONHECIMENTO NA BAGAGEM Conheça o casal que roda o Brasil oferecendo cursos a comunidades MISSÃO A missão da Revista Nova Família é contribuir para a difusão de informação com assuntos pertinentes sobre as transformações e as principais influências dessas mudanças no meio familiar, gerando valor, desenvolvimento e livre iniciativa às famílias de hoje. direito 80-81 O DIREITO ACESSO Nazir Mir Junior esporte 82 ESCOLHA DE NOVOS CRAQUES O ex-jogador Ronaldo inaugura a sua própria escola de futebol, a Ronaldo Academy

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comportamento DESEJA-SE UM PAI OLHOS AZUIS CABELO LOIRO AME A NATUREZA 6 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br

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A novela Sete Vidas, da Rede Globo, levantou novamente a discussão em torno da reprodução assistida, método muito utilizado por casais inférteis, mulheres solteiras que querem ter um filho e casais homossexuais M édico de olhos castanhos e que goste de praticar atividades físicas ou engenheiro com hábitos de leitura e pele negra? As opções não envolvem a escolha do futuro namorado ou marido, mas compõem a lista dos bancos de sêmen do país. Os documentos com as características físicas, como cor de pele, tipo de cabelo, cor dos olhos, peso, altura, além de tipo sanguíneo e até da profissão e hobby são entregues a mulheres e casais que querem ter filhos por fertilização artificial. “As características físicas dos doadores têm que ter semelhança com o receptor ou com membros da família. Vale ressaltar que as normas brasileiras não permitem que se escolha o sexo do futuro bebê, a não ser em casos de anomalias genéticas possíveis de advir por herança cromossômica, por exemplo, portadora de hemofilia não podendo ter filho homem”, explica Antônio Hélio Oliani, ginecologista e livre docente em Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp). O tema pouco discutido voltou à tona com a exibição da novela das 6, Sete Vidas, da Rede Globo, que mostra a vida de meios-irmãos que, com o auxílio da inter- LUCIANA BRUNCA net, se encontraram e descobriram que são filhos do mesmo doador. Na trama, eles travam uma batalha para tentar encontrar o pai biológico. FAMÍLIA PLANEJADA A reprodução por doadores anônimos consiste na utilização de espermatozoides ou óvulos por casais ou por uma pessoa que necessite da recepção de material genético doado para a realização do procedimento de reprodução assistida. “A partir do diagnóstico do tipo de infertilidade conjugal (no caso de fator masculino por ausência de espermatozoides) ou o desejo de ter uma gestação independente, pode-se utilizar um banco de sêmen. Quando não houver óvulos (no caso de menopausa precoce ou tratamento oncológico), existe também a possibilidade de utilizar a doação por compartilhamento, ou seja, uma mulher jovem e saudável, abaixo dos 35 anos, pode doar parte de seus óvulos excedentes durante um procedimento de fertilização assistida para outra paciente anônima”, explica Oliani. No Brasil, de acordo com as normas do Conselho Federal de Medicina (CFM), o limite de idade para as mulheres utilizarem as técnicas de reprodução assistida é de 7

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comportamento 50 anos. “A doação é anônima e o segredo permanece inviolável e exclusivo do médico responsável pela execução do procedimento de armazenagem. Mesmo quem realiza a fertilização desconhece o doador. É registro guardado pelo banco de sêmen”, enfatiza o ginecologista. QUEM PODE DOAR? Os candidatos devem preencher alguns requisitos básicos para poderem fazer a doação. Os homens saudáveis devem ter entre 18 e 50 anos e as mulheres saudáveis entre 18 e 35 anos, e, de preferência, já terem filhos. No homem, a coleta de sêmen é feita de maneira simples – pela masturbação – e exames sorológicos são realizados para afastar a possibilidade de doenças infecciosas. “O material doado é ‘guardado’ e, somente após novos exames de sorologias seis meses depois da doação, é liberado. Já para a mulher, é requerido que ela esteja em procedimento de fertilização assistida, pois é um processo que envolve riscos. Todas as doações são anônimas e gratuitas. O custo está na preparação, liberação e execução”, explica Oliani. As amostras de sêmen podem ser preservadas em nitrogênio líquido a 196°C negativos por tempo indeterminado. De acordo com Oliani, é recomendado que não se utilize o material doado se este já tiver obtido duas gestações de crianças de sexos diferentes em uma área de 1 milhão de habitantes. “Vale ressaltar que todas as pacientes de reprodução assistida passam por avaliação psicológica, independentemente da sua orientação sexual ou estado civil”, afirma. A doação é vista pelos especialistas como um ato de amor ao próximo, que proporciona a outras pessoas a criação de uma nova família. 8 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br

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“A doação é anônima e o segredo permanece inviolável e exclusivo do médico responsável pela execução do procedimento de armazenagem“ Antônio Oliani GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA O QUE DIZ A LEI Não existe no Brasil uma legislação específica sobre a doação de sêmen, apenas uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), que regula o procedimento dos médicos. José Alberto Mazza Lima, advogado especialista em Direito Empresarial e de Família, afirma que a doação em bancos de sêmen é sigilosa e protegida pelo anonimato, ou seja, não é possível descobrir quem é o doador. “No registro de nascimento da criança vai constar o nome do casal que recebeu a doação do sêmen para fazer a inseminação artificial. Depois de adulta, se a pessoa quiser procurar a justiça para saber quem realmente é o seu pai biológico, ela tem esse direito. Mas, como não há uma legislação específica, não vai conseguir, por exemplo, ter a paternidade reconhecida e muito menos saber quem é o doador, já que nem os próprios funcionários do banco de sêmen têm acesso a essas informações”, explica. O advogado ressalta que o total sigilo e anonimato é o que garante as doações de sêmen. “Mesmo que isso pareça cruel ou desumano, imagine a confusão que seria para um doador ter que responder a inúmeros processos de reconhecimento de paternidade. Além disso, e a questão sucessória, patrimonial, como ficaria? Na verdade, seria um desastre e, com certeza, desestimularia as doações”, afirma Mazza Lima. 9

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família SUA GRAVIDEZ, SUAS REGRAS Por que o parto humanizado pode ser a melhor opção para mamães e bebês DENISE PACIORNICK 10 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br

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“O bebê que nasce bem não necessita de nenhuma intervenção, apenas deve ser aquecido pelo corpo de sua mãe” Aline Adriana Calça ENFERMEIRA OBSTETRA 11

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família D entre todas as provações e modificações que as gestantes passam duran- te o período da gravidez, para boa parte delas um dos momentos mais delicados é o parto. Infelizmente, no Brasil, uma em cada quatro gestantes so- fre algum tipo de violência neste momento, que deveria ser tranquilo e de amparo. Para muitas delas, essa etapa acaba proporcio- nando terríveis lembranças de pressão psi- cológica: ameaças, gritos, coações, agres- sões físicas e sexuais, independentemente de idade e classe social, em hospitais pú- blicos e particulares.  Em muitos casos, por falta de infor- mações claras, a maioria das mulheres não sabe dizer se foi violentada. As sequelas, no entanto, visíveis ou não, ficam para sempre na memória daquelas que sofreram vio- lência obstétrica. Aproximadamente 70% a 80% das brasileiras são submetidas a cesarianas, mesmo desejando ter um par- to  normal. Isso pode acontecer pela falta de estímulos e pelo medo imposto pelos próprios profissionais envolvidos. E, mesmo no parto normal, alguns processos, como a episiotomia (corte da vagina ao ânus, que tem como objetivo facilitar a saída do be- bê), a infusão intravenosa e a pressão sobre a barriga para forçar o nascimento, podem causar danos e traumas na vida dessas mulheres. Por outro lado, existe uma forma muito mais adequada e tranquila de realizar es- te procedimento: o parto  humanizado. Ao longo da história, dar à luz  sempre foi um evento familiar, acolhedor, um momento feminino sagrado. As mulheres eram pro- tagonistas dos seus  partos, com autonomia sobre seus próprios corpos e bebês. A partir do momento em que se tornou um evento hospitalar, em um ambiente frio, pouco acolhedor e cheio de intervenções desnecessárias, a mulher perdeu o seu protagonismo, tornando o parto, muitas vezes, um momento traumático. DO SEU JEITO O  parto  humanizado  acontece quando a mulher pode dar à luz em um ambiente em que ela é respeitada, em que pode escolher como deseja realizar o parto e quem vai acompanhá-la neste momento – parceiro, parceira ou doula. A mãe poderá amamentar logo depois que seu filho nascer, sem precisar ficar separada dele. A intervenção ocorre apenas nos casos em que houver algum problema.  De acordo com Aline Adriana Calça, enfermeira, obstetra e membro do Grupo LUAR – Parto  Domiciliar Planejado, o  parto  humanizado  é focado na mulher, nas suas escolhas e vontades. “As decisões são compartilhadas com as gestantes e são elas as protagonistas do processo de nascimento”, explica.  A  humanização  na hora de realizar o parto é importante para que o nascimento, um acontecimento fisiológico, seja respeitado de acordo com o tempo da mulher, suas escolhas e vontades. Já para os bebês, a adaptação na vida extrauterina também é fisiológica, o que requer um ambiente tranquilo, sem muita luz e o contato imediato com a mãe, pois a separação abrupta poderá resultar em alguns traumas. “O bebê que nasce bem não necessita de nenhuma 12 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br

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intervenção, apenas deve ser aquecido e aconchegado pelo corpo de sua mãe”, explica Aline.  Neste caso, a busca por informações é uma grande aliada. Grupos que realizam o parto humanizado são importantes para que as mulheres tenham opção de escolher a maneira e o local que desejam dar à luz. “Buscar saber sobre o processo de nascimento, pelas vias de comunicação, com profissionais que respeitam a escolha da mulher e conversar com pessoas que tiveram experiências positivas no parto são algumas maneiras de ajudar a melhorar o conhecimento das futuras mamães”, comenta Aline.  A EXPERIÊNCIA Foi a informação que levou a bancária Melissa Rodrigues a procurar uma médica humanizada. “Antes, eu não queria  parto  normal por medo da violência obstétrica. Já fiz uma cirurgia cesariana com indicação médica do primeiro filho, mas não gostaria de ter que fazer este procedimento outra vez. Também queria um  parto  normal sem episiotomia e outras intervenções horríveis. Só o parto humanizado e natural pode proporcionar isso. Eu queria ter autonomia para conduzir meu parto”, revela. Segundo Melissa, as vantagens da humanização durante a gravidez e na hora do parto  são inúmeras. “Parir sem violência obstétrica, preservar a autoestima, não ter traumas no corpo e na alma, só amor e felicidade para poder aproveitar este momento belo e mágico. Na prática, a humanização reduz a depressão pós-parto, elimina os traumas e estimula o aleitamento materno”, ressalta.  Para se preparar para o  parto, Melissa QUANDO FAZER? De acordo com a enfermeira Aline, o parto domiciliar está indicado para:  • Gestantes com o desejo de vivenciar de maneira plena o processo de parir • Gestantes e acompanhantes seguros e confiantes de o parto ocorrer em casa • Gestação considerada de baixo risco • Gestação entre 37 e 42 semanas • Somente partos naturais (com início espontâneo e sem uso de qualquer medicação para condução do parto ou analgesia) • Bebês em posição cefálica (que estão com a cabeça voltada para baixo) 13

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família PASSO A PASSO ENTENDA A IMPORTÂNCIA DAS VISITAS DO GRUPO QUE IRÁ REALIZAR O PARTO HUMANIZADO DURANTE A GESTAÇÃO E POR QUE É ESSENCIAL O ACOMPANHAMENTO APÓS O PROCEDIMENTO ANTES Quem se decide por esta técnica, deve buscar o acompanhamento pré-natal de obstetras especializados. Os objetivos dessas visitas são: • Acompanhar o estado de saúde da gestante e do bebê • Estabelecer vínculo entre a profissional, a gestante e a família • Identificar e trabalhar situações que podem dificultar a evolução tranquila ou prazerosa de um trabalho de parto • Planejar o dia do parto • Preparar a gestante e seus acompanhantes sobre os aspectos que envolvem o trabalho de parto ativo e os métodos não farmacológicos para alívio da dor • Preparar a gestante para que a amamentação ocorra de maneira efetiva, tranquila e com o máximo de sucesso DEPOIS No pós-parto, serão realizadas três visitas: a primeira no primeiro ou segundo dia, a seguir no terceiro ou quarto e uma última por volta do décimo dia. As visitas têm como objetivos: • Acompanhar o estado de saúde da mulher • Acompanhar o estabelecimento   da amamentação • Acompanhar o estado de saúde do bebê (peso, altura, vacinas, visita ao pediatra etc.) • Realizar o teste do pezinho (triagem neonatal) • Dar oportunidade para a mulher e a família fazerem o relato da experiência vivenciada 14 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br

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“A humanização reduz a depressão pós-parto, elimina os traumas e estimula o aleitamento materno” Melissa Rodrigues BANCÁRIA comenta que fez Pilates e caminhou na esteira até a 39ª semana, além de fazer exercícios para o assoalho pélvico, que auxiliam o processo. Ela também frisa que o parto humanizado não é sinônimo de parto domiciliar, com dor, ou mesmo desassistido. “Eu tive um  parto  mais  humanizado  possível e minha filha foi monitorada todo o tempo. Essa técnica não é sinônimo de parto normal – muitas cesarianas são mais  humanizadas  que  partos  normais. A indicação de cirurgia somente por comodidade do médico ou da equipe é uma violência obstétrica, pois oferece riscos para a mãe e o bebê. A cesariana não é um parto, é uma cirurgia de extração fetal, que salva vidas todos os dias, mas não é para ser feita em todas as mulheres, principalmente com hora marcada, fora do trabalho de parto”, alerta. Para realizar o parto domiciliar planejado é preciso que não haja alteração de saúde da gestante ou do bebê. Ele deve estar em posição cefálica (de cabeça para baixo) e não ter anormalidade física ou genética. Não deve haver nenhum sinal de problemas com a placenta e sua circulação. A gestante deve estar saudável e não apresentar problemas de saúde crônicos ou específicos da gravidez durante toda a gestação e no momento do  parto, como pressão sanguínea alta ou estar em tratamento para hipertensão, ter problemas hormonais (hiper ou hipotireoidismo, diabetes), problemas do sistema nervoso (tumores, epilepsia ou depressão), dependência química, má-formação ou problemas do útero (miomas, cirurgia com corte vertical no útero). Aline explica que a gestante que opta por ter seu  parto  em casa deve realizar acompanhamento pré-natal com um médico obstetra. A partir das 35 semanas de gestação, deve iniciar o acompanhamento pré-natal com as enfermeiras obstetras do grupo. Ele acontece por meio de visitas domiciliares previamente agendadas, que ocorrem semanalmente, ou conforme necessidade. Em 26 março de 2015, foi sancionada no Estado de São Paulo lei que estabelece regras para garantir o parto humanizado na rede pública do estado. O objetivo é evitar a violência obstétrica e garantir que a mulher tenha seus direitos e escolhas respeitados e atendidos. Estão previstos na lei a interferência mínima do médico durante o parto, a preferência pela utilização de métodos menos invasivos e naturais e o direito de AGORA É LEI elaborar um plano individual. Médico que adotarem procedimentos como a episiotomia e administração de remédios que acelerem o trabalho de parto terão que se justificar por escrito. A nova lei ainda prevê que a mulher possa se movimentar durante o trabalho de parto, além de tomar líquidos e comer alimentos leves. O contato precoce entre mãe e bebê também deve ser favorecido. 15

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especial 16 Nova Família www.revistanovafamilia.com.br

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