Confrades da Poesia93

 

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Poesia Lusófona

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Amora - Seixal - Setúbal - Portugal | Ano IX | Boletim Mensal Nº 93 | Janeiro 2018 CONFRADES DA POESIA www.confradesdapoesia.pt - Email: confradesdapoesia@gmail.com «JANELA ABERTA AO MUNDO LUSÓFONO/UNIVERSAL» Neste ano 2018 vamos iniciar as edições do nosso boletim, na expectativa de que ele progrida em cada ano transformando-se num elo mais forte em prol da poesia. Nesta conformidade esperamos uma colaboração mais empenhada de todos dos nossos poetas membros que nele participem, para que o nosso boletim dignifique cada vez mais a poesia e seja um verdadeiro orgulho para a nossa organização poética. SUMÁRIO EDITORIAL Capa: 1 A Voz do Poeta: 2 Ecos Poéticos: 3 / Bocage: 4,5,6,7 / Reflexões: 8 Contos e Poemas: 9 Confrades: 10,11,12 / Tribuna do Vate: 13 / Cantinho Poético: 14 / Rádio: 15 / Ponto Final: 16 O BOLETIM Mensal Online (PDF) denominado "Confrades da Poesia" foi fundado com a incumbência de instituir um Núcleo de Poetas, facultando aos (Confrades / Lusófonos) o ensejo dum convívio fraternal e poético. Pretendemos ser uma "Janela Aberta ao Mundo Lusófono e outros países “; explanando e dando a conhecer esta ARTE SUBLIME, que praticamos e gostamos de invocar aos quatro cantos do Mundo, apelando à Fraternidade e Paz Universal. Subsistimos pelos nossos próprios meios e sem fins lucrativos. Com isto pretendemos enaltecer a Poesia Lusófona, no acréscimo da Poesia Universal e difundir as obras dos nossos estimados Confrades que gentilmente aderiram ao projecto "ONLINE" deste Boletim. “Promovemos Paz” «Este é o seu espaço cultural dedicado à poesia» Para nós não existe concorrência. Existem parceiros de actividade! Tribuna do Vate …. página 13 Rádio Confrades da Poesia página 16 Nesta edição colaboraram 60 poetas Deixamos ao critério dos autores a adesão ou não ao “Novo Acordo ortográfico” FICHA TÉCNICA Boletim Mensal Online Propriedade: Pinhal Dias - Amora / Portugal | Revisão: Conceição Tomé A Direção: Pinhal Dias - Fundador Colaboradores: Adelina Velho Palma | Aires Plácido | Albertino Galvão | Alfredo Mendes | Ana Pereira | Ana Santos | Anna Paes | António Barroso | António Boavida Pinheiro | António Martins | Arlete Piedade | Arménio Correia | Artur Gomes | Carla Carvalho | Carlos Alberto S Varela | Carmo Vasconcelos | Catarina Malanho | Clarisse Sanches | Conceição Tomé | Daniel Costa | Edgar Faustino | Edyth Meneses | Edson Ferreira | Efigênia Coutinho | Ernesto Dabo | Euclides Cavaco | Fernando Reis Costa | Filipe Papança | Filomena Camacho | Fredy Ngola | Glória Marreiros | Helena Fragoso | Henrique Lacerda | Ilze Soares | Isidoro Cavaco | Ivanildo Gonçalves | João Coelho dos Santos | João Furtado | José Chilra | José Jacinto | José Maria Gonçalves | Lili Laranjo | Liliana Josué | Luís Filipe | Marco Alvarenga | Maria Alexandre | Maria Brás | Maria Fonseca | Maria Fraqueza | Maria Mamede | Maria Moreira | Maria Petronilho | Maria Vit. Afonso | Natália Vale | Paco Bandeira | Pedro Valdoy | Rita Rocha | Rogério Pires | Rosa Branco | Rosélia Martins | Silvino Potêncio | Teresa Primo | Tito Olívio | Vitalino Pinhal | Vó Fia | Zzcouto | … Ver restantes no site.

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2 Confrades da Poesia - Boletim Nr 93 - Janeiro 2018 «A Voz do Poeta» AMIZADE " DEI-TE TUDO QUANTO TINHA " Se cultivar a amizade Primasse em prioridade Neste mundo sem bonança Havia mais harmonia E a humanidade seria Um paraíso de esperança. Dei-te tudo quanto tinha Apenas para ver sorrir Teus olhos minha paixão A tua mão sobre a minha Disse-me todo o sentir Que sentia o coração Onde nós os seres humanos Abraçássemos planos Duma nova dimensão Compartilhando a amizade Em qualquer sociedade Sem ter discriminação. Sentimos um só desejo De vivermos lado a lado Este amor que é meu e teu Bebemos do mesmo beijo Cantamos o mesmo fado E o amor aconteceu Uma amizade capaz Que inspire o mundo a ter paz De que ele tanto carece Que não permitisse a guerra Nem o ódio que há na terra E um novo mundo comece. Hoje vivemos a vida Que sonhámos num abraço E se fez realidade Não há meta definida O meu mundo é o teu regaço Onde deito a felicidade. Pra que o mundo turbulento Carlos Macedo – Foros de Amora Fosse menos violento Com mais solidariedade No mais perfeito sentido Ver o mundo inteiro unido SOBREVIVENTE A comungar a AMIZADE. Sofres criança de olhos vadios Euclides Cavaco - Canadá nascida da esperança de vis desafios Emerges de escombros da guerra sofrida carregas nos ombros a chama da vida Sonho distante Só e insegura à vida forçada esperas ternura Se o sonho é o desejo transformado Em certezas que a vida não consente, Quisera eu poder, mesmo acordado, Sonhar a vida inteira, docemente. no meio do nada Na alma só vês e sentes o mal que alguém te fez num sonho irreal Sonhar que, junto a ti, o mundo é lindo, Que o amor que me juras é um hino, Sonhar que, de mãos dadas, vamos indo Caminhando, lado a lado, sem destino. E choras e gritas de tão impotente no sono te agitas és sobrevivente Ergues os teus braços Se sonhar é tudo isto, eu não queria Que pudesse acordar jamais um dia, P’ra não perder, do sonho, esta ventura invocas o céu ensaias uns passos no escuro de breu Lá, no horizonte De apertar-te, nos braços, com carinho, Beijar-te os lábios rubros, de mansinho, De afagar-te os cabelos, com ternura. vai nascer o sol talvez uma fonte será teu farol Insegura vais António Barroso (Tiago) – Parede procuras abrigo sem choro nem ais, eu sofro contigo És sobrevivente Tens uma missão Diz a toda a gente NÃO! Mais guerra, NÃO! Maria Graça Melo NÃO ÉS TU Com muita pena minha, não és tu A mulher do meu sonho, a que sonhei Para fazer de mim príncipe ou rei Neste mundo tão louco, mau e cru! Nem esse teu cabelo, cor caju, Nem esse olhar de anil imaginei! Nem tuas mãos der jaspe idealizei Para afagar meu peito, quente e nu! Nunca gostei de seios de cristal, De braços de arlequim em pedestal Ou de fina cintura comprimida. Justo seria então eu não te amar, Mas, por razões que não sei explicar, És afinal o amor da minha vida! Tito Olívio - Faro FELIZ 2018 (quadras encadeadas) * O dezoito vai nascer Vai-se o dezassete embora! Leve o mal, que faz sofrer… A ver se a vida melhora! * A ver se a vida melhora Finde com certas afrontas… Vieira da Silva, fora… Que não sabe fazer contas! * Que não sabe fazer contas Vá para escola, aprender! Só tem as dele… bem prontas, Da filha e da mulher! * Da filha e da mulher Onde os tachos, arranjou O Costa não está a ver Ou com ele partilhou! * Ou com ele partilhou Sabendo que é inseguro! Se o dezassete abalou, Venha o dezoito, mais puro! * João da Palma – Portimão

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 93 - Janeiro 2018 «Ecos Poéticos» 3 Revoltada (aos 12 anos de idade) Estou revoltada… Com tudo e com todos Não consigo pensar Não consigo sorrir Quero desaparecer Não quero voltar Não quero chorar Quero fugir para outro mundo Ninguém me conhecerá Quero ser uma estranha Neste outro lugar Quero ir para uma ilha Onde poderei estar só Nestas horas de agonia Vivo agora na minha vida Estou revoltada comigo Apenas comigo. Há uma primeira vez para tudo Acabei por passar por uma primeira vez Quero correr Quero desaparecer O passado Neste caso o presente Que estou a viver Não consigo tirar isto da cabeça Apetece-me rebentar Não quero chorar Não quero sorrir Imagino os outros A rir da minha desgraça Não quero pensar nisso Não consigo evitar O que será de mim Até isto tudo passar? Os meus sentimentos Tento esconder Alegre e feliz Tento parecer Mas dentro de mim Há uma bomba Que está prestes a explodir! Não quero chorar, Não quero sorrir… Catarina Manuel – Fogueteiro Vou... Flutuando solto, todo um abandono, como folhas secas ao vento rendidas... vou rasgando névoas neste meu outono que me mata sonhos e me abre f’ridas Vou sentido espinhos a picar-me o sono... herança pesada das noites perdidas nas ruas da vida, como cão sem dono, travando batalhas bastante renhidas Sendo deste mundo simples inquilino defendo meu espaço, assaz pequenino, onde me conduzo de forma erecta... Seguindo, teimoso, este meu destino mesmo já não sendo aquele menino que sonhava, um dia, vir a ser poeta Abgalvão - Fernão Ferro NÃO ME DEEM Não me deem conselhos que eu não peço nem elogios que não mereço, porque quero aprender a andar pelos meus pés, sem peias nem embaraços, como se estas pernas compridas fossem braços estendidos para agarrar a vida. Também, vitórias e fracassos Serão fruto só dos meus passos e de mais ninguém. Tito Olivio - Faro Saudades de todos Se quem vai é que leva saudades, Fui e levei saudades de todos Deste sítio e das capacidades De sua gente e de seus modos! Fui e levei saudades de cada um De todos em geral, e de nenhum Pude esquecer, na sua essência Durante toda a minha ausência. Agora amenizo saudades de alguns Que, na verdade, sentem a minha falta Que a minha alma viu na sinceridade duns; E agora, eis a minha presença em ribalta! Amália Faustino – Praia /Cabo Verde ARRUS NOBO Mundo afinal na tchiga Natal Sim fanal ó sim tchakual bom Natal Ano nobo sim kinkons di morto Ku mudjo ó sim gusto pa nos tudo arrus nobo Ernesto Dabo (ED) Guiné-Bissau Quadras Populares “Esta vida são dois dias”... Ora vamos lá perceber, Há gente que d’agonias, Leva dias e anos a sofrer! Da mulher muito se fala, Muito s’escreve, também... Eis a prova da cabala, Que decifrar não há quem! Aperta lá minha mão, Não receies tal aperto, Quem aperta co’o coração, Aperta com mais acerto! O cantar que o povo canta, Não é não, fingimento, Porque se a todos espanta, É a voz do sentimento! Vinho, ouro e amigo Quanto mais velho melhor, Isto é que sempre digo, Pra que o saibas de cor! Para o homem prudente Os conselhos são em vão.. Acaba em acidente Sem qualquer remissão Nelson Fontes Carvalho ( Nelfoncar) Belverde / Amora És força da natureza Enfrentas tempestades, ventanias Caminhas errante Procurando que a sorte te sorria. Não consegues caminhar Arrastas- te, riste- te de ti Choras em silêncio Dizes ser feliz! Tens coração vagabundo Que teima em te deixar És força da natureza Não te deixas levar. Falta- te o ar o alento Inventas a madrugada És força da natureza Sorris na noite fechada. Multiplicas os sonhos Abraças a esperança na solidão És força da natureza Numa vida de ilusão. Teresa Primo - Lisboa

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4 Confrades da Poesia - Boletim Nr 93 - Janeiro 2018 «Bocage - O Nosso Patrono» Abraço de Natal Como será o Natal De quem vive em solidão Com mágoa sentimental E quem está na prisão?... Como será o Natal Dos tristes e sem abrigo E quem tem a infernal Desdita de ser mendigo?... Como será o Natal Dos sem família e ausentes Dos que estão no hospital Sem alegria e doentes?... Como será o Natal De quem perdeu o emprego Seu bem mais essencial Sem esp'rança nem sossego? Como será o Natal Dos que o passam sem amor E de quantos afinal O sofrem em luto e dor?... Tentemos dar-lhes este ano Em partilha fraternal Com todo o calor humano Nosso abraço de Natal. Euclides Cavaco - Canadá DERRAMAR SAUDADES No mar do desespero Agarro a âncora da esperança E deixo-me envolver Na ternura da Virgem Maria. Com Ela Mais fácil será percorrer Qualquer dolorosa via. Verdade que careço de perdão Mas não sei se mereço o que peço. Um dia a Ti retornarei Senhor E plenamente entenderei Tua humanidade e divindade Numa só palavra - Amor. Sobre a terra distante Farei derramar saudades. João Coelho dos Santos - Lisboa Quero Quero a esperança que teima em fugir Quero os teus braços que não consigo alcançar Quero o calor dessa vida que se esvai Quero sentir amor muito amor para dar Quero a força dos titãs para atingir o caminho Que se abre em linhas paralelas E que não consigo enxergar Quero a força das velas dos moinhos Girando em constante vai e vem Quero ser a flor abrindo no teu caminho Quero ter um amor como ninguém Paro medito mente fugidia Nesse querer quase inglório Mas eu sinto quero sempre queria Dentro deste caos um querer contraditório Corro em busca do que quero Fujo se não atinjo essa meta Atravesso a barreira do espaço Confundo-me com qualquer cometa Mas eu quero sei que te quero Sei que quero disso estou certa Rosélia Maria Guerreiro Martins P S Adrião Desejo oculto Quem dera ir p’ra donde já não venho, Tivera eu, p’ra dar, o que não dou, Quisera ter aquilo que não tenho, Pudera eu ser aquele que não sou. Rogara desejar o que desdenho, Soubera não querer quem se afastou, Tomara ter amor, com muito engenho, P’ra repelir a dor que me restou. E, então, toda a verdade esclarecia O meu ser tão confuso, atribulado, Sofrendo a cada instante, dia a dia, E o pensamento triste, ora animado, Seria eterna fonte de alegria Porque amar de mais não é pecado. O meu universo Construí o meu universo, Com pedaços de poesia E, em cada sonho disperso Deixei gotas de alegria! Na construção imaginada Ousei colocar a Bondade, Pela Justiça ladeada, Bem à frente da Liberdade! Porém, as vozes discordantes Colocaram-nas bem distantes Obrigando-as ao mutismo!... Mesmo na velhice sem cura, Eu vos peço com amargura, Lutem, mas por idealismo! José Maria Caldeira Fernão Ferro Pernil Este ano não há pernil Na América Central Lá tiveram que comer Bifanas no Natal Lá ía o pernil no Navio Tudo pago e em condições Chegou a grande armada portuguesa (KKKKKK), Lá deu um tiro no porta-aviões. A conta bancária foi vasculhada Segundo diz o senhor Quando passar este episódio Já o pernil tem bolor Vejam lá quem mente mais E como vai ser o final Ó Maduro, se não tens o pernil!? A gente manda-te a Débora Crystal Paula Cascalho - Amora António Barroso (Tiago) - Parede “Enquanto não acordares do sono que te impingiram, não basta por ai gritares das penas que te infligiram! Abre os olhos e faz ação p'lo amanhã tu não esperes! Se hoje, já não tens pão, vai à luta e não desesperes! " joellira – Amora Um feliz Ano Novo Cheio de alegria e afecto. Pleno de calor humano, Espontaneidade... Beleza, Poesia, Paz, Verdade, O contrário da frieza … Do decreto. Filipe Papança - Lisboa

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 93 - Janeiro 2018 «Bocage - O Nosso Patrono» 5 Hora do Angelus Ano Novo És Tu, O Amor Que Sempre Quiz A minha querida e saudosa Avó, Opfélia Ribeiro de Moraes, em Mim sempre presente. São dezoito horas, Com as mãos postas, Alma contrita, em ardente prece. Bendita hora do dia, que mais gostas, No teu constante orar, por quem padece! Os sinos dobram, em triste lamento, Voam as pombas em grande revoada. O espírito se eleva ao firmamento Na tua cruzada de oração abençoada. Vida de fé, perene liturgia. De amor a Deus, o coração repleto. Estrela-guia, minha estrada alumia, Fez cristão devoto, de mim…teu neto! Marcus Vinicius de Moraes (Saudoso) Poços de Caldas – Minas Gerais / Brasil ODE À FLORBELA ( em dia de aniversário de nascimento e morte) 8/12/1894....8/12/1930 P'ra celebrar a passagem Do ano, em todo o mundo Faz-se do tempo a contagem No fim segundo a segundo . Um comum comportamento Que apraz à sociedade Sublimando o momento Com pompa e solenidade . Há festas e euforia Celebrações entre o povo Na transição deste dia Para mais um Ano Novo. Esquecem-se as arrelias Que se afogam na bebida Entre galas e folias Celebra-se enfim a vida. Trocam-se saudações Em êxtase de alegria Tomam-se resoluções Tão notórias deste dia. Chega mais um Novo Ano Que vivê-lo valha a pena. Salutar prò ser humano Nesta passagem terrena !... Euclides Cavaco - Canadá Desde o dia que te vi Senti no peito um calor Logo pensei para mim Será este o meu amor Contigo meti conversa Convidei-te para dançar Este calor no meu peito Eu sentia aumentar ... refrão Toda a noite dancei Sempre a ti agarradinho Entre dois passos de dança Eu roubei-te um beijinho Não te zangaste, sorriste Começaste a apertar O que se passou depois Aqui não posso contar ... refrão Refrão És tu, o amor que sempre quiz És tu, o amor que eu sonhei És tu, o amor tão procurado Que nesse dia por acaso encontrei Hoje contigo a meu lado Meu amor sou tão feliz Tu és tudo o que hoje tenho És tu, o amor que sempre quiz. Chico Bento - Suíça Foi seu berço o Alentejo...Porém frio E os campos os jardins onde brincou Plantando solidão em chão baldio Lá se fez Primavera e lá chorou Das lágrimas que foram então rio Crescendo ganhou asas e voou E fez da sua vida um desafio Que tentando nem sempre lhe ganhou Do sofrimento e dor fez a poesia Que em sua triste vida não havia Mas sonhando contudo vir a tê-la E um dia já cansada de viver Por ser o seu viver muito sofrer Pôs termo à existência da Florbela MEA - Lisboa O Amor faz girar o Mundo! O amor de Jesus traz o triunfo da Luz! A vitória do Bem que triunfa Sem-fim! Não chores, irmão solidão, olha para o céu e vê quantas estrelas te saúdam, inexauríveis! Acalma-te, angústia, nos corações oprimidos! Aliem-se as mãos, Firmem-se os sonhos Triunfe a concórdia Do amor revelado! A Jesus, a melhor prenda: Amemo-nos uns aos outros! Estejamos onde estivermos, que o Amor nos envolva e acalante. A todos vós e a quantos vos são queridos, o meu abraço sincero, com votos de renascimento, esperança e paz! O Amor faz girar o Mundo! “Despertar” Indelével gesto, Saudou a brisa matinal, Penetrante de raios de luz, Num pulsar de sentimentos…! Primaveril vida debutante, Em torrentes de sonhos…! Céu comunicante, Em azul… Caminho… Desprendida a alma… Abrupta queda… Em outra margem…! Voo imberbe de lágrimas vertidas… Rio calmo… Em seara de ondas… Manuel Silva - Fogueteiro Maria Petronilho - Almada

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6 Confrades da Poesia - Boletim Nr 93 - Janeiro 2018 «Bocage - O Nosso Patrono» DE JANEIRO A NOVENBRO. * Mote: O Natal é em Dezembro E quando o Homem quiser! De Janeiro a Novembro Eu quero mais Natais, fazer! * O Natal é em Dezembro Sua Festa Principal! Nos outros dias me lembro De repetir o Natal! * É neste dia, e também É quando o Homem quiser! É quando estamos bem E alegres de viver! * Na família, cada membro Na união muitas vezes De Janeiro a Novembro Mais uns Natais nestes meses! * Festa humildes visíveis Na vivência, e bem-querer! Na medida dos possíveis, Eu quero mais Natais, fazer! * João da Palma - Portimão Gratidão A força chega, mal rompe a manhã E se desenha na cor do dia! Na cor das aves, alegres e suaves… Na brisa! O vento, trás consigo, a vida! Por isso, ao acordar Abro a janela E saúdo alegremente, aves e céus! Saúdo o vento que passa. A luz que me enche a casa. As flores a que acho graça. As cores da terra… despida! Mãe terra, como te adoro! Desnudada, ou bem vestida, Cheia de Sol, ou molhada, De várias cores desenhada Sorrindo à própria vida! Gosto de ti a queimar, Em Agostos que recordo Quando ardendo, ressequida, Me perfumavas de aromas, De feno e madressilva! Eu te cantava, Mãe-Terra! E grata me oferecias, o pão que então me criava E me enchias, de alegrias! Alegre, tudo cantava! Nesse tempo não chorava, Ninguém… aonde eu vivia! Tango Um tango chorado na rádio se ouvia o célebre tango que nunca esqueci. E enquanto lá fora ventava e chovia dançavam comigo saudades de ti Tentei alhear-me da dor que sentia me deitar e dormir, mas não consegui... porque o tango era o tal que sempre se ouvia nas noites de amor que contigo vivi Passaram os anos, onde andas não sei teu corpo não esqueço tu sabes que sim dançando este tango que amaste e amei Afogo um soluço num copo de gim mato os desejos na luz que apaguei e as sombras da noite se deitam em mim Abgalvão - Fernão Ferro (in fantasia, amor e poesia) “Estrada da vida” A estrada que percorri Contigo em pensamento Quantas vezes os meus pés Eram mais leves que o vento Felismina Costa - Agualva Ecos da Primavera Gosto de escutar os ecos da Primavera, Da chuva a tamborilar na janela, Do calor do sol, do cabelo ao vento, De ficar a sós com o meu pensamento. Do renascer da vida, nas formas e cores, Da exuberância e perfume das flores, Das águas errantes, galgando o desfiladeiro, Do canto do Cuco, da Primavera mensageiro. De sentir o pulsar inaudível da Terra, De aspirar o ar leve e resinoso da serra, De inalar o cheiro da terra molhada, E da relva que acabou de ser cortada. Contemplar o infinito, onde o mar se esbateu E se fundiu com o azul anilado do céu, De seguir o voo das aves, riscando o espaço, De sentir o calor amigo de um forte abraço. De perscrutar as cintilantes estrelas, E, saber, que tanto eu, como elas, (Mesmo que me digam o inverso) Fazemos parte do mesmo universo! JÁ ESTÁS COM OS COPOS Os anjos do céu me valham Que já não sei por onde ando Ou os copos me atrapalham Ou não sei do que estou falando Vejo tudo a andar à roda Num grande redemoinho Quero cantar aquela moda Mas, só sei cantar baixinho E quando a voz não me alegra Fico triste e a chorar Porque a roda foge à regra Eu não me queria embebedar. Venha um tinto e um branco Encha lá isto outra vez Aqui sentado neste banco Ao levantar caímos três Não te vais embora amigo Só mais um que pago eu Quando saíres vou contigo Já está escuro como breu. Tive amigos, eu bem sei, Recordo com saudades E por onde passei Dei carinho e amizade Não tive nada para dar Ao longo do meu caminho Mas dei sempre uma palavra Cheia de amor e carinho Ao longo da estrada Cansada e doente Amei e fui amada Conheci muita gente Bastante cansada Do que tenho sofrido É longa a estrada Mas foi bom ter nascido Meus pés cansados, Mal podem andar Mas estás a meu lado Para me ajudar Ao chegar á meta, Da longa caminhada. Há uma porta aberta No fim da estrada. São Tomé - Corroios Mário Pão-Mole - Sesimbra Berta Rodrigues Vale de Figueira

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 93 - Janeiro 2018 7 «Bocage - O Nosso Patrono» UMA MANEIRA DE VER… Os dias vão de hora em hora E voltam em cada semana pelos meses fora, e as décadas só marcamos se for dádiva. Mais explicação para quê? Se o óbvio é tão incerto, Podes ser não sei o quê, Mas vais na mesma direto. Tantas gerações já tentaram Solucionar o sistema, e nem o equacionaram… E mantêm-se o problema. Deixa-te estar é a viver, Goza bem o teu estado, para quê tentar resolver, o que não tem enunciado. As escolas e academias Tentaram-se então armar De alquimias e teorias, Para tentar explicar. Gastaram, das árvores, a energia, nos diplomas de doutor, Afinal, a sabedoria, Tem uma só Fonte Maior. Aproveita mas é o tempo, Não te ponhas só a pensar Que isso de monumento, É o mais fácil de atacar. Vive mas é o teu dia, Se nele puderes acordar, Contudo, pois, porém e todavia já deram o que tinham a dar. O dia tem a noite a esperar. Né? Oh, quebrou-se a poesia? Pois é. ……………………… A vida é um poema e nós somos os versos. Se mudarmos de linha, não rima, Rumamos? Na Dúvida? Sim! Se estamos. A certeza só chega se agirmos. O pensar deu nisto. Viste o resultado? Vale o que vale. Dê o que der… Não sou de obrigado. Mas agradeço bué. José Jacinto "Django" SOU LOUCA O que sou, o que não fui É sempre os restos de nada É ter voz e estar calada Não gritar que estou aqui Mas pedir, olhem p’ra mim Eu sou gente, quero viver Tenho tanto p’ra dizer Tenho sonhos de poeta Amo a noite e a madrugada Toda a vida que desperta Mas sinto-me abandonada Tenho gestas de ternura E mergulho na loucura Com beijos de apaixonada Sou calma ou serei louca? Sonhadora ou revoltada Serei tudo, ou não sou nada Mas preciso de carinho E ser luz no teu caminho Não ser a sombra que passa Quero enfim coisa tão pouca Mas volto a por a mordaça Sem ter sonhos sem ter asas Porque eu já sei que sou louca Sara da Costa - Corroios Setembro Setembro folha caída É Outono a começar Tal e qual a nossa vida Num passado a recordar Setembro árvores despidas Manhã fresca, tarde amena Como tristes despedidas De alguém que nos deixa pena Setembro é já saudade De um verão que mal acabou Foi tempo de felicidade De alegria que deixou Setembro folha caída Amarela e ressequida Que evitamos pisar Lembra-nos vida vivida Que muitas vezes sofrida Nos sabe bem recordar. Regina Pereira - Amora Solução p'ra Crise. Está na ponta da caneta De quem faz e nem prometa O limiar da pobreza Com os negócios da trêta Já não há no Planeta Alegria e pão na mesa Triste vida que tristeza Não olhares p'ra nós riqueza E trazeres a solução Com trabalho concerteza Que trazias fortaleza A qualquer pobre Nação Não te imponho condição Mas p´ra tua informação Quero que fiques a saber Se não ouvires quem tem razão Vás morrer na confusão E não me sabes entender No meu simples escrever Não me dou a conhecer Mas quero-te perguntar Porque vou empobrecer E mesmo já sem nada ter Ainda te vou pagar Não devia haver lugar Para quem anda a mandar Em nome da União Porque dá sem nada dar E continua a roubar Qualquer pobre "Geração". (Silvais) - Évora CÁ VAMOS À ESPERA! * Cá vamos, respeitando as tradições De costumes e hábitos, deixados… Cá vamos muitos, bem-intencionados, Embora com tantas contradições! * Cá vamos, respeitando os dias santos, Convictos de alcançarmos mais um dia Com saúde, amor e alegria Na naturalidade e seus encantos! * Cá vamos, com as Festas dos Natais, Dos Santos e Santinhas e da História! Lembrando de momentos de glória… Brincando também com os Carnavais! * Cá vamos, com esta Democracia Toda desengonçada, torta e manca… Na mira, se endireite, recta e franca… Cá vamos, à espera desse dia! * João da Palma - Portimão

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8 Confrades da Poesia - Boletim Nr 93 - Janeiro 2018 «REFLEXÕES» SER RICO Riqueza é aquele bem Que brota do coração; Não é qualquer que a tem, Ser rico, é quem se mantém, Rico em amor e perdão. Não é ter pratas ou ouro, Ou tão pouco diamantes; É da humildade ser mouro, Boas virtudes, tesouro, Que valem mais que brilhantes. Não fugir com habilidade, Aquilo que se promete; Não mascarar a verdade, Não usar superioridade, Como arma e galhardete. Gerir com sabedoria, Nossa vida é uma riqueza; Arriscada travessia, Há ventos de tirania, Que golpeiam com destreza. Ser rico, perante o mundo, Com ganância entesourar, É carácter moribundo, Num abismo bem profundo, De uma pobreza sem par. Ter paz é mais relevante, Do que acumular dinheiro, Ser feliz é importante, Crer em Deus é o calmante, Que enche o nosso celeiro. Haja alegria e esperança, Mesmo nas tribulações, Fé forte, traz confiança, Que produz perseverança, Nas mais duras provações. Mas a riqueza maior, Inunda alma e coração!... " É A GRAÇA DO SENHOR" Que ao homem pecador, EM CRISTO, deu SALVAÇÃO. Anabela Dias - Paivas/Amora Minha prima está zangada, Porque, a todo o momento, aspira A ter um aspirador. Mas inda a coisa mais gira É andar ela ralada Por não ter um ralador! Hermilo Rogério - Paivas RELEMBRANDO A ÉPOCA DE NATAL Estávamos na década distante de quarenta. Vivia eu com meus pais na minha Ribeira de Nisa, lugar do Monte Carvalho, nas encostas da Serra de S. Mamede, concelho da muito querida cidade de Portalegre. Tinham terminado as aulas do primeiro período, começavam as primeiras e sempre agradáveis férias do ano letivo. Estava já próximo o NATAL e as famílias começavam já a prepará-lo, cada uma à sua maneira, de acordo, também, com as suas posses, sempre imbuídas do mesmo espírito cristão, com um mais acentuado carácter de religiosidade, celebrando o nascimento do MENINO JESUS- NOSSO SALVADOR. A noite de NATAL era o ponto alto da festividade, com a presença de toda a família, na Ceia cuidadosamente preparada pelas mães, (com a colaboração dos pais nalguns casos) e onde não faltavam o bacalhau com couve e batata ou a alhada de cação com o bom vinho tinto ou branco das adegas que ali tínhamos. Como doces, as tradicionais fatias douradas também designadas por rabanadas - filhós, azevias e fritos de "morango". À meia-noite, a célebre Missa do Galo, na Igreja de N. Senhora da Esperança (junta ao cemitério) a poucas centenas de metros do largo do Monte onde, com fé, quase todos iam. Quanto às crianças, ficavam ávidas e inquietas a aguardar as prendas na manhã do dia 25, acreditando terem sido deixadas durante a noite, no sapatinho, à lareira, pelo Menino Jesus. Era assim, na verdade, a Festa de Natal naquele tempo, na minha aldeia. Claro que, poderão dizer-me, que, felizmente, ainda agora será um pouco assim em algumas terras do interior do nosso País, mas, à época, a vida era muito diferente, como nós (os mais velhos) bem sabemos, sendo esta a mais importante do ano, a de maior significado, tanto para os mais novos como até para os mais idosos, a quem se devia muito por não deixarem morrer esta e outras importantes tradições, herdadas e religiosamente respeitadas, dos antepassados. Lembro-me bem (e sempre saudoso) desse tempo de ouro da minha vida, junto dos meus familiares e, igualmente, dos amigos de infância, especialmente por poder dispor agora duma maior proximidade com os que, não estudando, eu pouco convivia, exceptuando os fins-de -semana, quando voltava da cidade para a minha casa paterna. Logo pela manhã corríamos contentes para o largo do Monte - ainda de terra batida - e ali, então, divertíamo-nos a valer, mostrando as prendas que mais nos tinham agradado, brincando e/ou participando nos tradicionais jogos, com relevo, naturalmente, para o futebol. " ALGUNS JOGOS TRADICIONAIS":-"pião", "macaca", "eixo", "inteira" "semana", "berlinde","lenço", "fincão","apanhada", "escondidas" "cinco cantinhos" "galo", "dominó", "cartas", etc.. À noite, a hora de recolher a casa, não nos deixava muita margem e lá íamos direitinhos à lareira acolhedora onde já se preparava o jantarinho. Recordo, também, que em certas noites, andávamos erradamente à procura dos morcegos:- " morcego, morcego, vem à cana que tem sebo", Felizmente quase sempre sem êxito. Na ribeira, também tínhamos uma boa oportunidade de brincar:- pescando, e no verão, também nadando nos seus pegos. Eis como eu recordo outros tempos, aqueles que tive a felicidade de viver no meu Monte Carvalho na década de quarenta, em plena época de Natal. Será um pouco de saudosismo, sim, mas quem não tem como melhor tempo da sua vida, os anos de infância e juventude?! O meu lamento sincero se alguns o não podem recordar assim. Termino com os desejos de que um FELIZ NATAL SEJA A PORTA QUE SE ABRA A UM NOVO ANO QUE EM TUDO EXCEDA AS V/ MELHORES EXPETATIVAS. " mogango":- uma variedade de abóbora. JGRBranquinho - “Zé do Monte” NOTA:- Escrito na minha casa do Monte Carvalho.

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 93 - Janeiro 2018 «Contos / Poemas» 9 PROSTRAÇÃO. ABANDONADOS… Na natureza, a envergar negros trajos de fuligem, Isentas do pulsar da vida, de sorrisos, de trinados… Acordam as manhãs prostradas! De luto vestidas Umbrais de cinzas, de esperanças amortalhadas. Escorre moribundo cada dia, em farrapos de agonia, Num espectro de morte sem eternidade de amanhãs De regaços vazios de aconchego, de amor, carinho… Desabitado por sonhos, por estradas sem caminho. Geme estertores o holocausto numa dor cruciante. E, nas noites vazias, dormem as estrelas despidas Num manto de abismos, onde o brilho se fenece. Erguendo-se mãos trémulas silenciadas numa prece. Filomena Gomes Camacho - Londres MOIMENTINHA (Terra de Meu Pai e Minha Mãe) Fecho os meus olhos para não ver, Tanta gente que passa sem para mim olhar, Pois sou apenas mais um velho a sofrer, Que anda neste mundo… a estorvar. Sou só alguém que anda pelas ruas, pedindo, Por uma simples côdea de pão, para poder comer, Mas passam, e ninguém fica por mim sentindo, O simples desejo da sua mão me estender… Pois este velho aqui sentado neste canto da cidade, Que amontoa sacos e puxa o velho carro de mão, Já para nada serve a esta triste e frenética sociedade, Que, complacente, o deixa dormir no canto, lá no chão. Por isso… Deixem-me… deixem-me com a minha solidão, Passem de largo… sem tampouco comigo se importar, Deixem-me… deixem-me apenas dormir… e sonhar. Moimentinha é tão grande que não cabe no mapa. Em Moimentinha passa a Massueime, Um dos maiores rios da Terra. Moimentinha é um momento que é um monumento na saudade que deixa. Moimentinha é a capital da Europa! Dizia meu Tio Amador. E está certo. Moimentinha é lá no concelho de Trancoso, no distrito da Guarda. Está no alto. Apanha o comboio na Estação e planta o Mundo. E volta sempre a casa. Moimentinha é sagrada. José Vaz Jacinto - Casal do Marco Novelas Novelas! Novelas! E mais novelas! Eis um mundo de sonho! Beldades de cortar a respiração! E o povo esquece As maleitas do dia-a-dia E enche A barriga vazia À frente Da televisão. Casas casarões Mansões E carrões Luxos a rodos nas novelas ! Barracões Bidões Latas Barracas Plásticos E ratos Nas favelas. (J. Carlos) – Olhão da Restauração Prazeres Embriagada , tonta de prazeres Assim encontro-me depois do amor Na noite, vieste todo em saberes Soletrando o amor com total fulgor Cheia de carinhos e cheia de quereres Sei que passei a noite plena de louvor E já agora lembro de nossos seres Numa amálgama tão prenha de amor De mil prazeres, também vive a vida Por horas , por dias, esquece a ferida Almejo amor sereno e duradouro Que nesta vida existem sugadouros Que sugam o amor, a ti destinado Por isso celebro o amor encontrado Realidade de um sonho Quando um sonho torna-se realidade, não existe maldade, pois são leves os sonhos... São plumas ao vento o peso de um pensamento, são penas a voar... Não existe distância só uma grande esperança de não mais acordar... Marco A. Alvarenga S. Paulo / BR Malubarni – V.N. Gaia Caracterização de Ana Beatriz Pereira Palmela Os seus olhos demonstram tudo, Nariz arredondado, de outro mundo Olhos expressivos que estão sempre abertos É um encanto vê-los sempre despertos. Curto e espigado, é assim o seu cabelo encaracolado Está sempre no seu canto, não se mete com ninguém Isto é um encanto, ver este rosto de alguém. Não é magro, nem tão pouco gordo Mas não causa nenhum desgosto. Tem os seus amigos de verdade que não tratam com falsidade. Carmindo Carvalho - Suíça Escrito por Zercileid Lima para Ana Palmela

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10 Confrades da Poesia - Boletim Nr 93 - Janeiro 2018 «Confrades» http://www.confradesdapoesia.pt/ Instantes de contentamento A felicidade não tem limites. Ao estado de felicidade total nunca ninguém lá chegará. A sua dimensão é abstracta. O seu valor será sempre infinito. Ou do tamanho que conseguirmos alcançar e aceitar. Então, penso que no viver no nosso dia-a-dia, devemos tentar aprender a tirar prazer nestes pequenos instantes de contentamento. Porque isso irá tornar-nos mais felizes, ainda que somente um pouco mais. Hoje, dois figos secos, umas bolachas, um pouco de porto, um banho de imersão, e a audição de quatro discos previamente seleccionados - e eis-me feliz nesta tarde que agora finda. Que pena que eu tenho dos grandes gestores, grandes capitalistas em cujo cérebro certamente só giram números : de um em um, de um mais um, até atingirem o almejado milhão. Depois, vivem enrolados na sua ambição e desenfreadamente caminham tendo na mente somente um outro milhão. E nessa busca descontrolada dos supérfluos milhões, certamente não têm tempo para serem felizes nestes pequenos instantes de contentamento. Carmindo de Carvalho - Suíça Havia Havia palavras no escuro Minúsculas e ignoradas Simples palavras escritas Mas por muitos mal-amadas Martelavam no escuro, E no silêncio do mundo Brilhavam na água do rio Exatamente no sítio mais profundo Eram palavras do fundo do tempo Jogadas contra o muro, Ou atiradas como pedras Atingindo o firmamento Palavras mandadas ao vento Na chuva, no escuro do esquecimento Mas palavras sensatas E carinhosas que sinto Que chamavam por fim O meu nome e que eu ouvia em mim! Regina Pereira - Amora Confrades da Poesia Os “Confrades da Poesia” Com asas de mensageiro, Levam o símbolo da paz, Numa fraterna harmonia, P’ra unir o mundo inteiro. São Tomé - Corroios O Segredo da Pomba Veio uma pombinha branca Pousar no meu ombro esquerdo Afinou sua garganta Para me dizer um segredo Um segredo confessado Que continua a ser segredo Ficará bem guardado Vai pomba, não tenhas medo Se a pomba um dia pousar No teu ombro, podes crer Que ela te irá contar Sem que tu possas ver Que alguém te está a amar Por ti alguém está a sofrer. Mário Pão-Mole - Sesimbra Meu Rio de Saudade Tenho um rio de saudade No peito bem dentro de mim Voz sufocante falando assim Para isso não tens mais idade Será mesmo assim verdade Ouço passos será ela! Saudade triste e singela Ou será minha ansiedade! Lá vem ela dar-me de beber Já não sei o que hei-de fazer Uma fonte que se fez rio Eu bem tento em esquecer Saudades, não me venhas trazer Só de pensar eu sinto frio Bia do Táxi – Zambujeira do Mar Infância Juventude Meia idade Boa idade E a velhice batendo na porta Felicidade, Abro as portas Para ti, Em breve chegarás!! Feliz Ano Novo!!! Anna Paes - Brasilia / BR Janela hospitalar Aqui deste quarto piso Com vista pró Cristo Rei Tudo corre sobre rodas. Hoje mal me levantei Fui há janela, e olhei, E pimba, não fui de modas. Um novo dia começa, Que ele seja bem vindo. Mas que ninguém se esqueça, Que como ele vem, vai indo! Arménio Correia - Seixal

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 93 - Janeiro 2018 «Confrades» http://www.confradesdapoesia.pt/ 11 Neste Natal eu queria, meu Senhor Neste Natal eu queria, meu Senhor, Voltar a ser aquele menino, Magro, sardento e franzino, Viver na minha quase aldeia Banhada pela Lua Cheia, Sentir os cheiros do campo, Descobrir a luz dum pirilampo, Rever a gente adulta de então, Brincar - e não brigar - com meu irmão. Neste Natal eu queria, meu Senhor, Estar de férias e não ir à escola, Ao pobrezinho dar esmola, O meu presépio preparar. Sobre uma mesa com árvore de Natal, Revestida de verde papelão, Podia ler-se num cartão: “Quem entrar nesta sala E olhar para este pinheiro, Não pode ir embora, Sem deixar algum dinheiro. Os cinco irmãos”. E os meninos davam-se as mãos. Tios e avós achavam graça Àquela terrível “ameaça” E uns tostões no pratinho deixavam Enquanto nos abraçavam. Neste Natal eu queria, meu Senhor, Dormitar à mesa, nesse meu “trono”, Cambaleante, cheio de sono, Sem soltar sequer um ai, À espera da chegada tardia de meu Pai. Dizia nossa Mãe querida, Com seu coração em ferida, Enquanto nos afagava E sua ânsia afastava: - Filhos, meus meninos, esperai, Não tarda, está a chegar. É esta a hora. O Paizinho já vem muito perto. Sabeis que sempre acerto! Isso mo diz Nossa Senhora. Neste Natal, eu queria, meu Senhor, Deitar-me pequeno, ainda criança, No sonho e na esperança Das prendas que iria ter, Saltar da cama quente e correr, Com os manos ou sozinho, Para o frio da madrugada E encontrar no meu sapatinho, Rei da lareira apagada, Um mundo de quase nada Que me fazia tão feliz: Meias quentes, alguns rebuçados, (Em saquito de papel embrulhados) E um minúsculo carrinho de plástico. Que “Menino Jesus” fantástico! Neste Natal eu queria, meu Senhor, Rever tantos dos que perdi Dizer-lhes mais uma palavra Meiga, terna, a que faltava, Falar-lhes muito de Ti, Ouvir de cada um sua voz, E dizer-lhes: - não estais sós. Neste Natal eu queria, meu Senhor, Abraçar quem me perdoou E abençoar quem me magoou, Porque, afinal, meu Senhor, Neste Natal quero celebrar E a todos recordar (Que não esqueça ninguém) O Teu Santo nascimento em Belém. Neste Natal eu queria, meu Senhor, Ser um Teu fiel mensageiro E que o meu humilde verso Percorresse o Mundo inteiro, Desse a volta ao Universo. Neste Natal, eu queria, meu Senhor Ser mais digno do Teu amor. João Coelho dos Santos – Lisboa QUERIA SONHAR! Queria aos meus tempos de criança voltar, Olhar as estrelas a cintilar e Sonhar, Com tempos vindouros felizes, De uma adolescência mimada, Por terras longínquas passada… Sonhar que o amor ia chegar, No momento menos esperado, Poder assim concretizar Esse sonho tão desejado, De encontrar minha alma gémea, E que seria para sempre eterna. Sonho sempre patente, De poder meu amor abraçar, Sem nunca deixar de o amar… Amor reflectido nos filhos Que a vida me deu de presente. Queria… apenas, “SONHAR”. Natália Vale - Porto O QUE NÓS DISSEMOS Me disseste Que teu pobre coração Já sofreu, tanto, tanto Nem ficou a ilusão De alguem secar teu pranto Que sem consolo choráste Sem encontrar a razão Para o tanto que amaste E a vida te diga um não Te direi O que passou, passou carinho Já virão dias melhores Para aliviar teu caminho Encontrarás novos amores Tu bem sabes que a lua Brinca nas ondas do mar Refletindo a imagem tua Para eu te admirar Está escrito Tudo têm a sua hora Debaixo do sol nascente Tudo pode mudar agora E ao amor não se mente Apenas há que querer Com muita fé e alegria Em Deus está o poder Quero ver-te nesse dia Amelia Ferreira - Santarém Mar de rimas. Poeta sonha, mergulhado nos versos Marinheiros, com hino de vitória Descobrimentos!? Foram controversos! Com as lendas a constar na história Mar…É livro aberto ao cancioneiro De vento em popa e céu estrelado No horizonte avista o faroleiro E deixa o marujo mais consolado Marinheiros embarcam na cantiga Na chegada dançam à moda antiga Madrinhas de guerra e muitas primas Por ondas sentidas, no baloiçar De partida, com vela por içar Num mar de letras, versos e rimas. Pinhal Dias (Lahnip) PT (In: “Está tudo dito”)

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12 Confrades da Poesia - Boletim Nr 93 - Janeiro 2018 «Confrades» http://www.confradesdapoesia.pt/ FELIZ ANO NOVO 2018 Da palavra escolhida, Pra fazer semeaduras, Vem amargor ou doçura, Pra nossa e outras vidas... Intervindo poetizando, Amando, reconstruindo. Reinventando sorrindo, Seguindo ou tentando... Mas voltando para mente, Refazer sua estrutura, Palavras ganham lisura, Com sentido, de repente! Meu inferno se resume, Na poesia que não fiz. Por ser ainda aprendiz, É a dor que me assume... O tato, que tudo diz, No carinho aconchegante, Vem pelas mãos tão amantes, O momento mais feliz... Da alma são requisitos, Do nosso melhor sentir. Por isso ao infinito, Vemos o amor persistir... (Jaco Filho) Interação com o mestre Jacó Filho. Pra nossa e outras vidas vem voce nos acariciar e a emoção quando é sentida mostra-nos a sabedoria do amar. Seguindo ou tentando vamos aos poucos melhorando se juntos trabalhamos é o verdadeiro amor que conquistamos Com sentido, de repente voce semeia a semente que penetra no coração da gente e que permanece eternamente. Amor sentimento de luz Amor é uma palavra pequenina. Que no mundo reflete sentimento de luz... Isto porque aquele que foi Deus E se fez homem O pregou antes de passar... ...Por morte e morte de cruz. *** Jesus esse divino Pelegrino Que o expressou E o extraia de seu santo coração Queria que o homem O exercitasse para que no mundo Existisse mais paz E mais compreensão. *** Mas o homem Dentro do que penso Pouco ou nada O exercitou Ao invés de exercitá-lo Com carinho... Fazendo tudo que Jesus Ensinou... O mesmo o expulsou. Vivaldo Terres - Itajaí /BR A irmandade da flores!!! Há um hiato impressionista Dentro de mim São fundos intervalos abissais Que nada dizem Cravados Dentro de mim *** São mil histórias surreais Inacabadas Vagando dentro de mim Mil vozes a gritar Dentro de mim *** Há uma negra e fria primavera Sem flores vagas Inarredável Dentro de mim *** Há uma ignota irmandade Solapada Dentro de mim *** Há outros eus abstratos Perdidos ad eternum Transitando livremente Dentro de mim Samuel da Costa - Itajaí / BR Arranhar as paredes de defesa é aparente ato ilógico mas não paradoxal agride-se o que se ama quando não chega ao seu limite… são paredes, não casulos infalíveis arranhar as paredes de defesa permite mostra desagrado feri-las é consentido até mesmo estropiá-las pois esmagam quem nelas acredita paredes de defesa são desvarios dos anémicos da vontade Liliana Josué - Lisboa DIVAGUEI É a dor que me assume e não me deixa perde o lume pois tudo transformo em poesia mesmo em dias de agonia. O momento mais feliz é a saudade de te matar pois quando voce diz Deus te abençoe, já sinto o teu amar. Vemos o amor persistir quando há fraternidade ela passa a existir e muda a nossa realidade. Angelica Gouvea - Luminaras / BR Pincelado o Céu ! de cor cinzenta..... Lua cheia ! de luar, mal encoberto Meu espírito, no Celeste a divagar ..... Deixei : minha janela aberta ! Para teu luar entrar Dentro de minha janela ..... Só teu amor , tem lugar !...... Maria Rita Parada dos Reis - Lisboa

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 93 - Janeiro 2018 13 «Tribuna do Vate» “Terceira Juventude” São tão belos e formosos estes rostos feitos de traços marcantes da vida que não morreu... Nestas linhas tão precisas no semblante cheias de sabedoria num tempo que se viveu... São tão doces e tão meigos estes rostos o amor e a bondade que a vida assim modelou... e no peito a verdade e a coragem superadas com ardor no seu pranto e na dor. São histórias envolvidas de tristezas num tempo de frustração… E os olhos de emoção onde fala o silêncio e a saudade a recordação à solta dum tempo que já não volta. Terceira Juventude não são peças de museu por isso há Natal no teu peito e no meu. Joaquim Maneta Alhinho Qtª do Conde Porta do Chão Era suposto aqui estar esta noite a cantar com uma orquestra ligeira para me acompanhar. Cheguei ao teatro da vida à hora marcada não havia ninguém estava a sala sem nada. Refrão Foi um insucesso total um fiasco, um fracasso a luz não se acendeu nem o público apareceu fui farrapo, fui palhaço nunca se viu nada assim foi um falhanço total um festival de mim. Mesmo assim eu cantei para as cadeiras vazias e ao cantar imaginei que iria voltar um dia. As luzes acenderam-se num foco enorme por fim foi então que reparei que era um sonho em mim. Letra: Joaquim Maneta Alhinho Óh Elvas Ó Elvas Eu nasci no Alentejo À beira do Guadiana Sinto orgulho quando vejo A paisagem Alentejana! Uma malta da cidade Chamou-me de provinciano Eu tenho grande vaidade De ter nascido alentejano! Eu nasci no Alentejo À beira do Guadiana Sinto orgulho quando vejo A paisagem Alentejana! Ó Elvas, ó Elvas Badajoz à vista. Sou contrabandista De amor e saudade Transporto no peito A minha cidade. A minha cidade. A minha cidade. (4 vezes) Paco Bandeira Montemor Penso em ti que nunca conseguiste realizar O sonho de seres redonda pedra de lagar Penso em ti Farinha e fermento da minha voz E penso ser de musica e versos Pão de alma e de amor como tu Como tu Amigo qual rafeiro abandonado Pelos que sempre pregaram Que estão do teu lado Como vós tenho do mundo toda a ilusão E as cincos chagas de Cristo Sangrando injustiça No meu coração Tão só nas palavras tão somente Somos povo somos gente De direito e com razão Escravos das estrelas e dos mitos Para não quebrar os ritos Seguimos a tradição Como tu Que por não ter nascido doutra casta Sempre fui reconhecido De pouca importância Ao invés De tantos titulares de papelão Que estão a levar mundo Para o diabólico rumo Da nossa extinção Penso em ti Nas noites gélidas de chuva e vento Quando os lobos da alma Uivam ao relento Como vós Conheço bem a carta universal Dos direitos do homem que diz "bla bla" E o eixo do mal Tão só nas palavras tão somente Somos povo somos gente De direito e com razão Escravos das estrelas e dos mitos Para não quebrar os ritos Seguimos a tradição Paco Bandeira - Montemor

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14 Confrades da Poesia - Boletim Nr 93 - Janeiro 2018 «Cantinho Poético» Nosso Tango... Nossos olhos se cruzam, e logo, eu sinto o teu desejo de me convidar para este tango contigo dançar! Eu pressinto o fogo de teu impulso, e num passe de mágica, Agarras-me em teus braços! Olhos nos olhos, depois... Rostinho colado, E as tuas mãos acariciam a minha face. E neste bailado sensual, nossos corpos se unem: E o meu coração é invadido por uma forte chama de paixão, é tudo o que sentimos neste momento! O nosso tango não pára, parece entender o meu desejo, tornando-se cúmplice deste amor iniciado com esta dança tão eloqüente! Nossos passos inebriantes... A deslizar neste salão. Que atmosfera abrasadora, clima envolvente, próprio para o amor! Como é maravilhoso estar em teus braços, neste ritmo caliente! Ora agarradinhos com ternura, ora espaçados, depois, em compasso lento... Entre uma nota e outra, somos envolvidos nesta emoção, sem notar a multidão que está a nos contemplar! É a magia do tango que nos enfeitiça a esquecer os outros pares aqui presentes Seguimos... Neste ritmo ardente: - a música cada vez mais nos seduz! Este tango inesquecível... Nós juntinhos no salão a girar... Eu não quero parar de dançar Nosso tango ! Socorro Lima Dantas - Recife/BR UM OUTRO NATAL Passou por mim, chamei-o, não parou, Magro, descalço, roto, pequenino, Parecia conhecer bem o seu destino, Talvez por isso, é que não me olhou. Segui-o, frente à barraca é que parou, De dentro alguém chamou: “Vem meu menino” Alguém esperava aquele peregrino, Alguém a quem o amor não se apagou. Ele entrou na barraca e eu fiquei Lamentando o amor que lhe não dei, Ciente de que aquele era Jesus. É Natal mas há pobres a sofrer, Há crianças famintas a morrer A quem em vez de pão damos a cruz. Agnela em anunciação Escolho o pecado! Encolho-me! Fujo! Traio! Minto para mim mesma! *** Agora... Já não sei mais quem realmente sou. Aonde vou! Se estou realmente viva! Pelo menos penso que estou; Que existo a vagar lânguida! Em uma outra dimensão. *** Tento fugir de mim mesma! Escolho o pecado. Afronto! Magoo! Quem me ama. *** Escondo-me! De tudo e de todos. Na agonia de ser eu mesma... Minto para mim! *** Escondo-me... Na sibilina bruma! No outono da minha vida. No outono dos decadentistas... *** Contemplo o arrebol… Em total êxtase! Escuto a sinfonia idílica e ignota... Ouço o madrigal ao longe. Por fim! Lembro-me de quem se foi... E choro de saudades. *** Escondo-me No meu mítico passado! Finjo estar em outro lugar... Finjo que me importo… Com as outras pessoas! Com alguém que diz amar-me. *** Aprisiono-me! Em um mundo encantado, De sonhos! Que construí somente para mim! Minto para mim mesma. Na esperança vã... De me encontra comigo mesma! Samuel da Costa – Itajaí / Brasil Nogueira Pardal – Verdizela /Amora Partiu para Veneza Cheio de tristeza Por se ir embora Levou com certeza Toda a beleza Das terras de Amora Homem prevenido Faz todo o sentido Levar o que faz falta Muito comprimido Pomada e ungido E saudades da malta Logo fez amigos Ricos ou mendigos Não importa a cor Entre mil artigos Sem olhar a perigos Espalhou amor O Homem de leste Escravo da peste Nem andar podia E tu ajudaste E os pés lhe lavaste Era uma alergia E de um guardanapo Feito em farrapo Nasceu a receita Era uma pomada Não faz mal a nada Mas cura a maleita O homem que curou A história espalhou Ficou bom de vez E para cada dor Pomada e amor Do Doutor Português De todos tratou De quem precisou Este homem de Amora Foi bonito de ver Gente a agradecer Quando veio embora Artur Gomes - Amora

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 93 - Janeiro 2018 «Rádio» Fundada: a 28/04/2017- Fundador: Pinhal Dias RÁDIO CONFRADES DA POESIA - 24 HORAS ONLINE GRELHA DE PROGRAMAÇÃO DEFINITIVA Dom. - 22/23h - "A Voz do Cancioneiro" 2ª F - 17/18h - "Poesia no Horizonte" 3ª F - 24 HORAS ONLINE a) 4ª F - 21/22h - “SOS Musical” 5ª F - 21/22h - “Poesia no Horizonte” 6ª F - 21/22h - “A Voz do Cancioneiro” Sáb. - 21/22h - “SOS Musical” a) - 24 HORAS ONLINE b) – “Sujeita a Directos Especiais, com hora anunciar” .../... DJ - Pinhal Dias Assistente Técnico - António Santos Sonoplasta—Ana Pereira 15 Pioneiros Contribuintes Pioneiros Colaboradores : »»» Carmindo Carvalho - Conceição Tomé - Daniel Costa - Euclides Cavaco - Donzilia Fernandes - Hermilo Grave - Joel Lira - José Bento - José Carlos Primaz - José Jacinto - José Nogueira Pardal Luís Fernandes - Maria Rita Parada dos Reis - Maria Rosélia Martins - Nelson Fontes de Carvalho - Regina Pereira - Silvino Potêncio - Tito Olivio Seja um dos nossos colaboradores/patrocinadores directos… Contribua para o nosso melhoramento da Rádio Confrades da Poesia 24 horas online, bem como os cinco Programas em Directo semanalmente… Programas: “A Voz do Cancioneiro” – "SOS Musical" - “Onda Cristã” - "Poesia no Horizonte" Graças aos Confrades que estão colaborando a nível: - Servidor; Alojamento; manutenção; microfones; gravador mp3 … Pendente: Mesa de mistura (brevemente) Contribua http://www.radioconfradesdapoesia.comunidades.net/contribua Assine o nosso Livro de Visitas http://www.radioconfradesdapoesia.comunidades.net/livro-de-visitas DJ - Pinhal Dias - 2ª e 3ª F das 20h às 22h Links para ouvir a Rádio Confrades da Poesia Links para ouvir a Rádio Filhos da Escola DJ– Pinhal Dias 2ªs e 3ªs F das 20h às 22h Programa: “Ondas Sonoras” http://www.radioconfradesdapoesia.comunidades.net/ http://tunein.com/radio/Radio-Confrades-da-Poesia-s292123/ http://www.radios.com.br/ao…/radio-confrades-da-poesia/47066 http://www.radioonline.com.pt/regiao/novo/… Tunein: https://tunein.com/radio/Rdio-Filhos-da-Escolas218413/ Radioonline: http://www.radioonline.com.pt/filhos-da-escola/

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