Confrades da Poesia92

 

Embed or link this publication

Description

Poesia Lusófona

Popular Pages


p. 1

Amora - Seixal - Setúbal - Portugal | Ano IX | Boletim Mensal Nº 92 | Especial Natal/Dezembro 2017 CONFRADES DA POESIA www.confradesdapoesia.pt - Email: confradesdapoesia@gmail.com «JANELA ABERTA AO MUNDO LUSÓFONO/UNIVERSAL» Neste ano 2017 vamos iniciar as edições do nosso boletim, na expectativa de que ele progrida em cada ano transformando-se num elo mais forte em prol da poesia. Nesta conformidade esperamos uma colaboração mais empenhada de todos dos nossos poetas membros que nele participem, para que o nosso boletim dignifique cada vez mais a poesia e seja um verdadeiro orgulho para a nossa organização poética. « Especial Natal » SUMÁRIO Capa: 1 Bocage: 2,4,5 / Confrades: 3,6,7,8,9,10 / Rádio: 11 / Ponto Final: 12 EDITORIAL O BOLETIM Mensal Online (PDF) denominado "Confrades da Poesia" foi fundado com a incumbência de instituir um Núcleo de Poetas, facultando aos (Confrades / Lusófonos) o ensejo dum convívio fraternal e poético. Pretendemos ser uma "Janela Aberta ao Mundo Lusófono e outros países “; explanando e dando a conhecer esta ARTE SUBLIME, que praticamos e gostamos de invocar aos quatro cantos do Mundo, apelando à Fraternidade e Paz Universal. Subsistimos pelos nossos próprios meios e sem fins lucrativos. Com isto pretendemos enaltecer a Poesia Lusófona, no acréscimo da Poesia Universal e difundir as obras dos nossos estimados Confrades que gentilmente aderiram ao projecto "ONLINE" deste Boletim. Em 2017 foi acrescido “Rádio Confrades da Poesia” 24 Horas Online “Promovemos Paz” Rádio Confrades da Poesia página 16 Nesta edição colaboraram 40 poetas Deixamos ao critério dos autores a adesão ou não ao “Novo Acordo ortográfico” FICHA TÉCNICA Boletim Mensal Online Propriedade: Pinhal Dias - Amora / Portugal | Revisão: Conceição Tomé A Direção: Pinhal Dias - Fundador Colaboradores: Aires Plácido | Albertino Galvão | Anabela Dias | Ana Palmela | António Barroso | Arlete Piedade | Arménio Correia | Carmo Vasconcelos | Conceição Tomé | Daniel Costa | Edson Ferreira | Edgar Faustino | Efigênia Coutinho | Euclides Cavaco | Filipe Papança | Filomena Camacho | Glória Marreiros | Isabel Cristina Vargas | Isidoro Cavaco | João Coelho dos Santos | João Furtado | José Jacinto | José Maria Caldeira Gonçalves | Liliana Josué | Manuel Silva | Maria Fonseca | Maria Fraqueza | Maria Moreira | Maria Rita Parada | Maria Vit. Afonso | Natália Vale | Paco Bandeira | Pedro Valdoy | Rosélia Martins | Samuel Costa | Silvino Potêncio | Teresa Primo | Tito Olívio | Vó Fia | Zzcouto | … Ver restantes no site.

[close]

p. 2

2 Confrades da Poesia - Boletim Nr 92 - Dezembro 2017 «Bocage - O Nosso Patrono» Hino de Natal Poema de Euclides Cavaco Intérpretes : Amor de Artista 2005 Somos o Amor de Artista Neste Natal a cantar Com coração altruísta P’ra convosco o festejar. Nesta canção de Natal Unidos damos as mãos Como gesto fraternal Procedendo como irmãos. É grato compartilhar Este anseio que existe em nós De vos dizer a cantar Feliz Natal a todos vós. Do Algarve até ao Minho Desde os Açores à Madeira Abraçamos com carinho Toda a nossa Pátria inteira. Refrão Somos o Amor de Artista Sempre a cantar Portugal Fruto da “Venus Creations” Celebrando este Natal Somos Amor de Artista Somos Povo, somos Raça A dar sentido ao Natal Em mais um ano que passa !... Feliz Natal p’ra os que são Infelizes e carentes P’ra quem vive em solidão Aos velhinhos e doentes. Um Natal de amizade Que da PAZ seja oriundo Trazendo a felicidade Aos povos de todo o mundo. Que Ele inspire toda a terra No seu contexto Divino Com a bondade que encerra O berço do Deus Menino !... Euclides Cavaco - Canadá Natal O meu menino Jesus já chegou. Na minha casa me protege do mal, é meu convidado especial, a quem peço perdão, por o ter deixado no sótão, ao relento, arrumado, desde o Natal do ano passado. José Jacinto "Django" - Casal do Marco Noites Solitárias De noites solitárias não me queixo, Que o sono me arrebata desde logo, Enrola-me na manta e me desleixo, Voando a outro mundo, como um jogo. Locais, que não conheço, dão-me abrigo. Estórias muito loucas, em que entro, Por vezes paraíso, outras, castigo, E, boas ou más, eu estou no centro. Não durmo, então, sozinho, pois tem gente No sonho, companheiro permanente, E as farras se repetem, são diárias. Com noites preenchidas, mesmo vãs, Acordo bem-disposto nas manhãs E não tive mais noites solitárias. Tito Olívio - Faro A Loucura do Natal Suprema maravilha do Ser, Que se desprende. E nos surpreende!!!! Sinal divino. Anunciando, O Deus menino. Uno e trino! Alegria misteriosa. Beleza mais formosa, Suave oração de amor. Suavizando toda a dor!!! Filipe Papança - Lisboa Momento Natalino! É o momento que gera toda uma atmosfera maravilhosa, de alegrias, de confraternizações, de encontros e reencontros, de festejos e celebrações... É o momento do nascimento de Jesus, sempre atual e sempre novo. Sempre belo e bem vindo, sempre portador de recordações novas e vivas... É o momento de buscar a mão benfazeja, que conduz ao caminho luminoso, aquecido pela Luz Divina, que habita em nós... É o momento de entrega, humildade, compaixão, amor, meditação, perdão e sobretudo a Paz e a oração, celebrado e vivido com Jesus Cristo no coração! ZzCouto – RJ/BR Hoje acordei como o dia Bem disposto, felizmente. Faz tempo que eu não via, Dia assim, tão sorridente! Arménio Correia - Seixal “O Natal Na Minha Aldeia” Mote: “O Natal na minha aldeia… Vem sempre à minha lembrança Como a luz duma candeia.. O meu Natal de criança.” (M. José Fraqueza) Glosa: O Natal na minha aldeia… Muito belo na verdade, Recorda-me aquela ceia Que deixou tanta saudade. Vem sempre à minha lembrança Aquele dia tão distante Em que recordo a infância E um presente confortante. Como a luz duma candeia… Alumia resplandecente, E é desta minha aldeia Que me sinto tão ausente. O meu Natal de criança, Memória sempre presente, Neste tempo de mudança, Voltarei a ser um crente. Natália Vale - Porto

[close]

p. 3

Confrades da Poesia - Boletim Nr 92 - Dezembro 2017 3 «Confrades» http://www.confradesdapoesia.pt/ Marta e Maria Noite de Natal Como a nossa alma anseia Por Jesus, o nosso amado! Que foi a luz, a candeia, Que por nós se fez pecado. Aprendemos... é verdade... Que Jesus, com alegria, Nutria amor, amizade, Por Lázaro, Marta e Maria. Marta era hospitaleira, Convidou-O p'ra jantar; Esta, era a sua maneira, De amor Lhe demonstrar. Foi a correr p'rá cozinha.. Ansiosa... afadigada... Tanto ... p'ra fazer sozinha... Estava preocupada! N oite feliz O s anjos veem e nos diz I lumina uma estrela e guia, onde T em um menino pequenininho E nvolvido em paninho. F eito homem veio E nvolver-nos com sua L uz I ndicar o caminho. Z ela por nós Jesus. N asce para nós um rei A presentando para nós veio T razer a salvação A todos os povos e nações, L evar amor para os corações. A Maria, eu não censuro, Ungiu os pés do Senhor, D' unguento de nardo puro, Demonstrando seu amor. E aos seus pés repousava, Enxugando-os com os cabelos Ela se deliciava A ouvi-Lo com desvelos. Marta cansada ficou De ajuda esperar; Maria, não ajudou, E Marta foi reclamar. N o ventre de uma virgem quis A parecer e se formar T endo o Espirito a cuidar A vida em ti transformar L ugar santo para morar. N ão importa o credo A todos veio, e quero T ernura e amor para o povo espero A vida de todos conduzir. L utar pela paz e proseguir. Então Jesus respondeu, Com amor e muita arte; Que Maria escolheu Para Ele, a melhor parte. Marta se preocupava Com coisas materiais; Maria se entregava Ás que são espirituais. Deus, no nosso dia a dia. Quer ter o primeiro lugar! Senão é idolatria! Por nada O vamos trocar. Se o coração está firmado, E arraigado no Senhor, Será tudo acrescentado Pelo Seu divino amor. N a assas da imaginação A presenta-se um pai T odo de vermelho vai A legrando os corações L evando presentes e emoções. N oite de Paz e Amor A os povos vem o Salvador T razendo-nos consolo para dor A liviando o pobre sofredor... L igando a terra ao Criador.. N ão desejo riqueza A legra-te com tua pobreza T em um menino que nasceu A legre em paninhos, cresceu L evando-nos a querer seu carinho. Somos templo em construção! Mas podemos melhorar! Rogando em oração P'ró Senhor nos transformar. Angélica Gouvea - Luminárias//BR Anabela Dias – Paivas/Amora A Noite de Natal È meu... E também é teu Dizia Maria a José Nessa ditosa Noite Em que olhava extasiada Aquela estrelinha brilhante Que lá do alto do céu Iluminava pastores Rebanhos E muitos outros animais Também entidades reais E Anjos que vinham do Céu Não se ouviam ruídos, Só entusiasmo e alegria Todos queriam ver o Menino Filho da Virgem Maria Nascido na noite fria Traziam presentes e afecto Também muita paz e amor Vinham de longe e de perto Traziam felicidade e calor... Noite distante que não se esquece, Hoje como ontem é festejada E com a família reunida Por todos é celebrada.. Amadeu Afonso - Cruz de Pau/Amora NATAL (II) Este dia que se quer especial É de entrega, abraços, muito afeto Olhos rasos de amor primordial Afagando o presente predileto No outro lado do belo vitral Há mãos que vasculham no lixo infeto Um resto de sonho ou bolo real Consciencializado que é ser abjeto Em sã paz beijam-se avós, pais e netos Por entre presépios, bolas, abetos Tempo de Natal em amor profundo Na rua um velho corpo se retrai P’lo frio que o fustiga, castiga e trai O Natal findou ficou o vagabundo Liliana Josué - Lisboa Dimensão Um Ser é GRANDE não porque é grande Um Ser é GRANDE quando Ilumina ! Um Ser é GRANDE (da cabeça para cima !) Santos Zoio - Lisboa

[close]

p. 4

4 Confrades da Poesia - Boletim Nr 92 - Dezembro 2017 «Bocage - O Nosso Patrono» Instantes de contentamento A felicidade não tem limites. Ao estado de felicidade total nunca ninguém lá chegará. A sua dimensão é abstracta. O seu valor será sempre infinito. Ou do tamanho que conseguirmos alcançar e aceitar. Então, penso que no viver no nosso dia-a-dia, devemos tentar aprender a tirar prazer nestes pequenos instantes de contentamento. Porque isso irá tornar-nos mais felizes, ainda que somente um pouco mais. Hoje, dois figos secos, umas bolachas, um pouco de porto, um banho de imersão, e a audição de quatro discos previamente seleccionados - e eis-me feliz nesta tarde que agora finda. Que pena que eu tenho dos grandes gestores, grandes capitalistas em cujo cérebro certamente só giram números : de um em um, de um mais um, até atingirem o almejado milhão. Depois, vivem enrolados na sua ambição e desenfreadamente caminham tendo na mente somente um outro milhão. E nessa busca descontrolada dos supérfluos milhões, certamente não têm tempo para serem felizes nestes pequenos instantes de contentamento. Carmindo de Carvalho - Suíça Nossa.Senhora.Aparecida Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil Oro a ti todo dia ao anoitecer para agradecer a Saúde, segurança e o dia que findou. Saúdo e bendigo-TE ó mãe de todos os brasileiros. A tua benção sobre nós nos salva de muitos males. Santificai o percurso dos teus filhos mais pobres, Envolvidos em uma labuta diária para sobreviver. Nosso caminho ilumine com tua luz santificada. Homens, mulheres e crianças são alvos de violência. Os homens já não conseguem sozinhos contê-la. Retira as crueldades dos caminhos das crianças Ampara-as para que crescem serenas e fortes. A ti diariamente, entrego minha vida Pedindo proteção para meus filhos, A toda a família e amigos. Releva e perdoa a quem pode ser perdoado Estende teu manto azul sobre as pessoas do bem. Carinhosamente exorta a todos para cumprir os deveres Indispensáveis para termos um país seguro e sem violência, Democracia na América tão cheia de contradições Apazigua o mundo todo para sobrevivência geral. Isabel C S Vargas Pelotas/RS/Brasil SIMPLES Malanje não tem só o símbolo de uma Nação, Malanje é a fonte que alimenta com Educação. Malanje é a Raiz da Árvore de N’Gola e que ilumina em qualquer ponto cardeal. De Norte ao Sul, de Nascente a Poente, Malanje é Mãe sempre presente a Quem, todos devemos proteger e jamais esquecer de lembrar. José Jacinto "N'Django" - Casal do Marco OFEREÇO-TE O MEU NATAL Minha criança, por essa vida, abandonada Ofereço -te este meu Natal e, a ti, chego Com muito carinho e todo o meu aconchego Para que te sintas querida e muito amada Meu ancião que permaneces num asilo, esquecido Ofereço-te este meu Natal e, a ti, chego Com muito carinho e todo o meu aconchego Para que te sintas querido e muito amado Meu jovem que perdeste da vida, tão cedo, o sentido Ofereço-te este meu Natal e, a ti, chego Com muito carinho e todo o meu aconchego Para que faça renascer em ti novos floridos ideais Mulher que ainda não encontraste o amor Olhe ao teu redor e verás que está tão perto Os que clamam pelo teu carinho, de mãos abertas Para que os torne anestesiados da imensa dor Homem viril que vives teus dias na labuta Pare e ofereça o teu Natal aos que perderam a força Por uma luta inglória que os transformou em pífio mofo Para que despertem na vontade de reviver contigo a luta Que seja assim o nosso Natal, doado, Aos que sofrem a tristeza da desdita De serem párias, pelas injustiças da vida Na solidão e no desamor, por todos rejeitados Maria Luiza Bonini - SP/BR

[close]

p. 5

Confrades da Poesia - Boletim Nr 92 - Dezembro 2017 5 «Bocage - O Nosso Patrono» "É tempo de "reflexão". Vem surgindo sobre a humanidade, um tipo de visão "planetária". O mundo explode e se move, por círculos, cada vez maiores à nossa volta. Minados por tensões, conflitos, guerras, mesmo acontecendo distante de nós, repercutem-se na vida de cada um. Não temos como evitar estas explosões, contudo, até onde podemos responder a essa consciência planetária? Somos solicitados por todo Universo a refletir intelectualmente acerca de todas estas informações , que nos saltam por todo o lado; a expressar com ação todo o impulso ético que venha do coração e da mente. A inter-relação entre os cidadãos do mundo, nos liga a cada segundo, e há muitas mais pessoas do que nossos corações conseguem acolher! (Ou melhor: acredito que o coração seja infinito). Sendo assim a comunicação moderna nos sobrecarrega, com mais problemas do que a Natureza Humana pode suportar e assumir. É gratificante que o coração intelecto e poder de imaginação se expandam, mas nosso corpo, nossos nervos, nosso grau de resistência e tempo de vida, não são tão flexíveis, e não consigo ajudar a todas as pessoas que tocam meu coração. Fomos criados numa tradição, que agora se tornou inviável, pois nosso círculo foi ampliado em tempo e espaço! E por não conseguir assimilar em sua totalidade a complexidade do presente, simplifico, por sonhos Futurecidos ao Natal de 2017 e Ano Novo 2018! Efigênia Coutinho - BR É NATAL… É NATAL … e pelas ruas anda toda a gente correndo, No rosto, um largo sorriso oferecendo, Aos vizinhos e amigos com quem se vão cruzando… E no meio desta azáfama de espirito natalício, Comprar as prendas até se torna um suplicio, Pois a família é grande e o dinheiro está faltando. … e os desejos de boas festas vão-se repetindo, Com toda a gente cumprimentando-se e sorrindo, Nesta época em que as almas ficam mais ligadas… E toda a família se junta nesta data anual, Saboreando as rabanadas e o peru tradicional, Preparando-se para abrirem as prendas sonhadas. … e a criançada, correndo pela casa, doidamente, Sem sinais de sono, saltam e gritam, alegremente, Esperando pelos carrinhos e pelas bonecas desejadas... Enquanto lá no canto, o velho e o cão vão saboreando, A sopita quente e as filhoses que alguém esteve dando, Enrolado no cobertor, para se proteger das geadas. … e lá no céu, o Pai Natal olhou… sorrindo, Vendo que o espirito do Natal se estava repetindo. José Carlos Primaz - Olhão da Restauração Natal Natal sagração dos séculos na tempestade da esperança por caminhos da inocência na divindade eterna Podem ser dias tristes em roupas podres sem qualquer esperança que precisa ser reencarnada Natal dia do dever humano numa ajuda mútua coberta de esperança de fé para um futuro risonho. Pedro Valdoy - Lisboa OS CINCO SENTIDOS DE LISBOA, (poema que compus e cantei em homenagem a F.Pessoa.) De Lisboa canto ainda por Pessoa Os cinco sentidos de Lisboa O encoberto da rua dos Douradores O fado Maior de entre os maiores O sino da igreja dos Martírios Revisitada em versos e delírios O rio universal da sua aldeia Lisboa e Tejo e tudo faz-se ideia Ó pastor se os teus rebanhos são de versos Como são os oceanos do teu ser É que um homem quando pensa pode ser o que quiser porque tudo vale a pena de escrever Vivem em nós muitos nós muitos nós Que não atamos Muito principio que em nós não começa Não somos tudo aquilo que pensamos Somos apenas sítio onde se pensa Mas se Deus é a luz do Sol e as fontes E Terra que nos ama e nos magoa Para que lhe chamo eu Deus Chamo-lhe antes Sol, Terra , Luz e Fontes e Lisboa Paco Bandeira - Elvas Poema Sentido Nos teus braços quero cair Para neles me perder e nunca mais soltar Serás tu o meu porto de abrigo Que eles nunca quero largar. Serás tu o meu anjo da guarda Ou um anjo pecador Que por ti anseio Com todo o seu esplendor. Ana Pereira- Amora

[close]

p. 6

6 Confrades da Poesia - Boletim Nr 92 - Dezembro 2017 «Confrades» http://www.confradesdapoesia.pt/ MELODIA Enquanto as horas passam nesta manhã ao som do violino que ao longe ouço tocar fazendo vibrar a poesia que há em mim sinto-me voar no universo onde procuro o afecto dessa mão onde procuro o poeta que em mim nasceu a música soa cada vez mais perto de mim sons maravilhosos que me adormecem os sentidos para a vida e me deixam a flutuar neste mar de ilusões dulcificadas pelas palavras sábias de um poeta de um poeta qualquer que escreveu e sonhou sonhou e ditou ditou ao vento ao luar deitou ao mundo em ondas de esperança a sua voz o seu cantar estás aí poeta nesse trono onde me encontro desejo uma paz interior vida da minha vida és o sangue que me corre nas veias és a palavra que teimo em balbuciar és o dom que me faz sentir viva tu o poeta que existe em mim hoje te encontei neste dia ao sabor de cânticos ao sabor da alegria aqui estás tu meu poeta nesta romântica melodia Por Amor Por amor peço Por amor dou Por amor aceito Por amor ofereço Por amor me deito Por amor me levanto Por amor me coço Por amor te roço Por amor falo Por amor calo Por amor ouço Por amor aturo Por amor ganho Por amor perco Por amor escondo Por amor exponho Por amor fujo Por amor me quedo Por amor avanço Por amor recuo Por amor me vou Por amor me venho Carmindo Carvalho Suíça Rosélia Martins - P.Stº Adrião O místico e o mágico Navegar em límpidas Águas tranquilas Enlevado Pelo nevoento sorriso Da Arlequina *** Trespassar O místico e o mágico Na floresta negra E evanescer Na companhia do Fauno *** Suplantar A realidade liquefeita Na pós-modernidade E dissipar-me Nos braços da negra Valquíria Samuel da Costa - Itajaí / BR Poema sobre amizade É isto que sempre digo, Aliás, real, inteligente, Pra se ter um bom amigo, Amizade deve ir à frente! A amizade não é um mito, Como andam pr’aí a dizer; É um sentimento mais bonito, Que na vida podemos ter! Uma coisa bela d’efeito, Que na vida aparece, Aquele amigo do peito, Que amizade merece! Luis Fernandes - Amora ENTÃO, O AMOR SE FEZ VERBO Então, o amor se fez verbo Em desconexas palavras, na sua euforia Crendo no que lhe parecia eterno Passou a dizer ao mundo, o que sentia Então, o amor se fez verbo Em meio a toda a sua alegria Cantou seus segredos, em prosa e verso Sem censuras, fez-se todo poesia Então, o amor se fez verbo Conjugou em todos os tempos, a sua fantasia Sem perceber que a vida, sua algóz, o trairia Então, o amor que se fez verbo Ofereceu, em sacrifício, a sua agonia Calou para sempre, o amor, que, de amor, então, morria Maria Luiza Bonini - SP/BR ORAÇÃO DE NATAL. Senhor, que neste Natal Seja o prenúncio de fazer, de cada dia, um Natal!... Que o sorriso s’eternize; que a paz seja constante. Que o amor se avolume; que a ganancia diminua. Que em cada coração acenda, a estrela refulgente, Daquele lugar, do Cristo, nascido tão pobremente. Que cessem lágrimas, dor…do filho que não voltou. Que o consolo preencha, o vazio de quem já partiu. Que a Humanidade entenda, o cunho da Redenção. Que adopte o lema do Amor, da Paz, da Comunhão… Filomena Gomes Camacho. - Londres Meu Futuro Vou pintar meu futuro de esperança E pôr-lhe asas azuis, da cor do céu, Para atingir o sol, se houver bonança, Sem ninguém ver, oculto por um véu. Será, porque assim quero, apenas meu, Já que o passado foi, desde criança, Luta minha, que a sorte pouco deu, Mas passei a ter já mais confiança. Quero beber a luz de cada aurora, Chorar cada minuto de demora Plas coisas que no tempo já perdi. Não sei quanto me resta. Quero só, Até ser finalmente outra vez pó, Gozar tudo o que ainda não vivi. Tito Olívio - Faro

[close]

p. 7

Confrades da Poesia - Boletim Nr 92 - Dezembro 2017 «Confrades» http://www.confradesdapoesia.pt/ 7 Humilde Te Peço Humilde Te peço, meu Senhor: - Envolve-nos com Teu Amor, Para que o perdão e a bondade Transformem a desvairada Humanidade. Ajuda Te peço, meu Deus, Ajuda esses tristes filhos Teus Que perderam a Esperança Cega, dos seus tempos de criança. Deus bondoso e clemente A Ti reza Tua gente E suplica o Teu perdão Por virar costas a seu irmão. Graças Senhor, eu Te dou Por ser assim, como sou, Um ser que em Ti confia Quer de noite, quer de dia. Sei que Teu filho, Jesus Cristo resgatou, O preço da nossa circunstância. João Coelho dos Santos - Lisboa Natal (II) Este dia que se quer especial É de entrega, abraços, muito afeto Olhos rasos de amor primordial Afagando o presente predileto No outro lado do belo vitral Há mãos que vasculham no lixo infeto Um resto de sonho ou bolo real Consciencializado que é ser abjeto Em sã paz beijam-se avós, pais e netos Por entre presépios, bolas, abetos Tempo de Natal em amor profundo Na rua um velho corpo se retrai P’lo frio que o fustiga, castiga e trai O Natal findou ficou o vagabundo Liliana Josué - Lisboa Mensageiro da Poesia Aportaram lágrimas de maresia Das entranhas da Baía Em dias de nevoeiro Às portas do Mensageiro Manuel Silva - Fogueteiro Natal É Natal, altura para recomeçar uma união perdida, para juntar os elos duma corrente quebrada, para olhar para trás e reconhecer que a vida é bem diferente da risonha e florida estrada que povoava os nossos sonhos de criança. È Natal, dia em que o pensamento cria a esperança de que, em cada coração, floresça uma flor, que se erga, no ar, um hino sublime, de louvor que, num frémito, se espalhe por toda a terra para fazer acreditar na tão esperada paz. É Natal, para anunciar, ao mundo, o fim da guerra, que a última batalha já ficou para trás e os homens se envolvem num abraço fraternal, que paira, nos rostos, uma alegria sem igual, para louvar, nas palhas, o menino, sorridente. É Natal, na larga cozinha, o labor está bem presente, o preparar do gordo per´e, depois, recheá-lo, as filhós, arroz doce, leite creme e rabanada para, em farta mesa, se compor a consoada somente interrompida pela missa do galo. É Natal, tempo para se meditar, por alguns momentos, olhar aquelas estrelas, a brilhar, nos céus, que parecem traduzir os nossos sentimentos, tempo para lançar nossa palavra aos ventos e, por tudo isso, agradecer e louvar a Deus. António Barroso (Tiago) - Parede – Portugal “Pai de Barbas Brancas” Enquanto houver Natais todos os anos E também muitos pais de barba branca, Numa sociedade humilde e franca, A vida é mais segura nos Humanos! Enquanto houver nos homens bons planos, Doce harmonia aberta, sem retranca… Numa porta que se abre e não se tranca, À Criança, ao Idoso e sem enganos! Enquanto em cada homem e mulher, Andarmos de mãos dadas, podeis crer, Não faltarão em vós… ternos cuidados! Então eu vou dizer aos Pais Natais, Que as Brancas Barbas são, bem fraternais, Nós pais, morreremos mais descansados! O Emigrante ( Lá Foi ) A sua terra deixou com lágrimas no rosto olhando para traz chorou naquele dia ao sol posto Noutra terra, noutro país o sonho do emigrante vai tentando ser feliz longe da terra distante Lembrando a familia querida no coração sente amargura por estar tão só na vida nesse sonho de loucura A vida do emigrante cheia de cansaço e dôr o que sofre lá distante só Deus sabe dar valor Refrão ( 2X ) Deixou a terra querida mas não esquece ninguem do valor que a vida tem vai á procura da vida. Chico Bento Dällikon - Zurique - Suiça Amigo Ser amigo é ser alguém que nos abriga dá carinho nos fala e sente connosco aquilo que sente sozinho! Ser amigo é estar presente sem olhar dia ou hora chegar no momento certo depressa sem demora! Ser amigo é saber ouvir não recriminar depois deixar bem guardado o falado a dois. Ser amigo é ser leal verdadeiro e desapegado dar tudo o que tem estar quando for chamado! Ser amigo é quem nos sente quem nos ama e dá conselhos nos ensina e repreende aceita o ser diferente! Teresa Primo – Lisboa João da Palma - Portimão

[close]

p. 8

8 Confrades da Poesia - Boletim Nr 92 - Dezembro 2017 Conto de Natal «Confrades» http://www.confradesdapoesia.pt/ Joaquim Manuel era um homem reservado, mas afável. Tinha vivido em terras africanas por largos anos, onde amealhou pequena fortuna e também algumas doenças tropicais que lhe minaram a saúde e o obrigaram a regressar à sua terra natal. Nunca se casou, mas adorava crianças. Foi durante a 2ª guerra mundial, quando havia escassez de tudo, principalmente de pão. As crianças choravam com fome e passavam os dias a pedir pão às suas mães, que coitadas, não o tinham para lhes dar. - Naquele tempo, um pedaço de pão, era uma autêntica guloseima para a maioria das crianças. Ao Joaquim Manuel, doía-lhe o coração e a alma, ver as inocentes crianças pedirem pão. Como ele não podia fazer o milagre de transformar pedras em pão, contava-lhes histórias de reinos encantados, onde havia mesas fartas com todas as iguarias. Até inventou um ser fantástico a quem deu o nome de “Sr. Tempero”, que viajava no comboio da linha do Douro, descia na estação de Ribatua, para deixar um saco cheio de brinquedos, aos meninos e meninas que não pedissem pão às suas mães. As crianças durante vários dias, correram para a estação do comboio à espera da chegada do “Sr. Tempero”, mas, ele tinha sempre um imprevisto, que o impedia de deixar o tal saco de brinquedos. Porém, havia um menino que não se conformava com a ideia de não poder comer pão, e, disse alto e em bom som: - eu não quero um brinquedo, quero pão, car…o! Aproximava-se o Natal e aquelas crianças continuavam iludidas à espera da vinda do “Sr. Tempero”, que nunca mais chegava. Para poder dar-lhes uma alegria de verdade, Joaquim Manuel elaborou uma lista com o pedido dos brinquedos prometidos pelo “Sr. Tempero”: bonecas para as meninas, bombinhos, flautas e cornetas para os meninos. Embarcou no comboio até à cidade do Porto, onde comprou à sua própria custa um brinquedo para cada uma delas. Naquele ano, todas as crianças de Ribatua tiveram um Feliz Natal, mesmo sem pão! São Tomé - Corroios Bênção de Natal Confiança Nesta noite que se festeja o Natal, Comemoramos com o Menino Jesus Uma Aliança muito especial... Sua chegada ao mundo de Luz. Quando nasce uma amizade Ela brota com a esperança Que entre os amigos há-de Ser sincera a confiança !... É a festa que traz muita esperança Numa reverência que marca a união De Deus Filho, feito criança, E os homens com grande emoção. Vem o amor e depois Sagra-se com aliança Para selar entre os dois Recíproca confiança... É Natal e com alegria os sinos dobram, Numa canção feita de Amor que Reluz, Onde os nossos votos se renovam Diante da bênção do Menino Jesus. Confiança é qualidade Que inspira mútuo respeito Em salutar lealdade No seu mais puro conceito. A plantar nos corações a Esperança, O Pai Eterno o Seu Filho enviou, Para marcar da vida a bonança, Deixando seu Amor, nos abençoou!. Ter confiança é riqueza Que todos nós deslumbramos De confiar com firmeza Em quem a depositamos. Efigênia Coutinho - Balneário Camboriú/BR HOMEM E PÁSSARO. "O homem vive à sombra de leis e tradições por ele inventadas; o pássaro vive segundo a lei universal que faz girar os mundos. Acreditar é uma coisa; viver conforme o que se acredita é outra. Muitos falam como o mar, mas vivem como os pântanos. Muitos levantam a cabeça acima dos montes; mas sua alma jaz nas trevas das cavernas. A civilização é uma árvore idosa e carcomida, cujas flores são a cobiça e o engano e cujas frutas são a infelicidade e o desassossego. Deus criou os corpos para serem os templos das almas. Devemos cuidar desses templos para que sejam dignos da Divindade que neles mora" É sem ver acreditar Com íntima segurança É não ter que duvidar Quando existe confiança. É virtude a confiança Que deverá ser mantida Desde os tempos de criança Sempre até ao fim da vida !... Euclides Cavaco - Canadá Filomena Camacho - Londres Os Natais da Minha Infância Por já ser grande a distância Dos Natais da minha infância, Passou o tempo veloz... Foram Natais de alegria Vividos na companhia, De irmãos, pais e avós. Era humilde a nossa casa Mas o amor não faltava Na harmonia do lar E ali junto à lareira, Numa alegre cavaqueira, Era servido o jantar. Tenho sempre na lembrança Esses tempos de criança Na casa dos meus avós, O Natal era um regalo, À noite a missa do galo, O café e as filhós. Com esp'rança e muita fé, Punha-mos na chaminé Nossos velhos sapatinhos; Ia-mos então deitar, Sonhando lá encontrar Prendas e chocolatinhos. Por tantas saudades ter Qu'ria os Natais reviver, Mas o tempo tudo mudou E por mudar hora a hora, Nestes meus Natais de agora, Hoje, sou eu o avô. Isidoro Cavaco - Loulé

[close]

p. 9

Confrades da Poesia - Boletim Nr 92 - Dezembro 2017 9 «Confrades» http://www.confradesdapoesia.pt/ "Esperança dum outro Natal" MIGALHAS (...) Crianças de mentes virgens, desprotegidas Dos ataques publicitários Com que mercenários Invadem o seu espaço e o de seus pais. (...) Entusiasmam uns pelo desejo com engano, E despertam nos outros o medo, Perante a incapacidade real De tão cedo Não poderem dar aos filhos o que a televisão Lhes sugere pelo Natal... (...) Rolam tantas lágrimas pelo chão!... (...) Espero um dia poder de novo sorrir... Por em algum lugar, seja ou não divino Nascer sem pobreza nem riqueza, outro Natal Que me mostre um alegre e sorridente Menino!" Meu jardim rego-o com tua ausência E na poeira que me cerca fico atolado. Neste amor assim sinto-me castrado Porque me faz tanta falta a tua essência... Nos fios de seda dos neurónios da memória Vasculhei o que de agradável me deste amor E sôfrego voltei a sorver tudo sem temor Tudo mesmo desta nossa e triste história. Todo este amor aprisionado em meu coração Cada vez, cada dia que passa cresce, aumenta Uma saudade grande que de mim não se ausenta E me trazes todos dias em constante roldão... Ó amor que tão grandes saudades espalhas Por esta minha vida que já não anda inteira. Ah... deve haver uma outra qualquer maneira Para me dares mais que as tuas migalhas. José Maria Caldeira Gonçalves – Fernão Ferro Edgar Faustino – Correr D´Agua Natal com valores culturais. (Soneto Clássico) São os nascimentos que o definem E que lhes apraz o seu adventismo A contemplar as estrelas do além Fé e esperança no seu baptismo Natais de natais, ambos iluminem Pela espiritualidade do advento Bênção Divina…que a todos provém Com a celebração do nascimento Dezembro!? Com data influenciável P’lo Império Romano, foi apostável Tradição deu lugar, que celebrais Natal sempre foi um bem precioso Nasceu Jesus o nosso milagroso Vivência de amor! Valores culturais! Pinhal Dias (Lahnip) – Amora Rádio Confrades. Ondas de rádio Em sintonia Ondas curtas Maresia Sois do tempo Em laços livres Notas soltas Compassos de melodia Rádio Confrades da Poesia Manuel Silva - Fogueteiro O POETA QUE NÃO SOU Este é o poema O poema que não fiz Não fiz um poema hoje Hoje o dia começou triste Triste acordei sem escrever Este é poema que ficou por fazer O galo cantou e eu surdo Surdo de tanto ouvir Ouvir o que não devia Não devia ouvir a Terra A Terra a chorar no cantar do galo O Sol nasceu e iluminou a Noite A Noite preguiçosa desapareceu Desapareceu o meu sono O meu sono já sem sonhos Levantei-me para caminhar Caminhar para o meu futuro O futuro que parece passado Quero sonhar meu sonho O meu sonho acordado que vivo Acordado vivo dormindo o poeta que não sou. Natal Era O Que Se Tinha! Vai-se aproximando o dia Fazemos contas à vida Nesta constante mania… Da prenda apetecida!... Fiz o meu primeiro brinquedo De um lata de sardinha! Digo, não guardo segredo E era então o que se tinha!... Fiz um dia uma carroça De uns bocados de cortiça A invenção era nossa… Até metia cobiça!... Só um homem mal formado É que amordaça a lembrança Esquecendo esse passado Do seu tempo de criança!... Agora; só há fartura! E ambição em demasia… E falta-nos a ternura, Que nesses tempos havia!... João da Palma - Portimão João Furtado - Praia/Cabo Verde Fontes Lua cheia, Estrelas que faíscam, Sol nascente, Poente eterno, Fontes inspiram, Respiram, Poesias. Luiz Eduardo Caminha/BR

[close]

p. 10

10 Confrades da Poesia - Boletim Nr 92 - Dezembro 2017 NATAL DE QUEM? Mulheres atarefadas Tratam do bacalhau, Do perú, das rabanadas. «Confrades» http://www.confradesdapoesia.pt/ Em tudo, tudo, eu medito E pergunto no fechar da luz: - Foi este o Natal de Jesus?!!! -- Não esqueças o colorau, O azeite e o bolo-rei! João Coelho dos Santos- Lisboa - Está bem, eu sei! - E as garrafas de vinho? - Já vão a caminho! - Oh mãe, estou pr'a ver Que prendas vou ter. Que prendas terei? - Não sei, não sei... Num qualquer lado, Esquecido, abandonado, O Deus-Menino Murmura baixinho: - Então e Eu, Toda a gente Me esqueceu? Senta-se a família À volta da mesa. Não há sinal da cruz, Nem oração ou reza. Tilintam copos e talheres. Crianças, homens e mulheres Em eufórico ambiente. Lá fora tão frio, Cá dentro tão quente! Algures esquecido, Ouve-se Jesus dorido: - Então e Eu, Toda a gente Me esqueceu? Rasgam-se embrulhos, Admiram-se as prendas, Aumentam os barulhos Com mais oferendas. Amontoam-se sacos e papeis Sem regras nem leis. E Cristo Menino A fazer beicinho: - Então e Eu, Toda a gente Me esqueceu? O sono está a chegar. Tantos restos por mesa e chão! Cada um vai transportar Bem-estar no coração. A noite vai terminar E o Menino, quase a chorar: - Então e Eu, Toda a gente Me esqueceu? Foi a festa do Meu Natal E, do princípio ao fim, Quem se lembrou de Mim? Não tive tecto nem afecto! Jesus Cristo O Cordeiro de Deus, o filho sagrado, Do Criador de tudo, com omnipotência, A quem tudo se curva, com reverência, Pelo Universo sempre foi imaculado. O Rei dos reis, o príncipe consagrado, O Supremo Juiz justo por excelência, Sem principio nem fim, que potência, Há-de estar sobre nós todo exaltado! Aquele que é a mesma divindade, Que tem de Deus a mesma categoria, O puro! O casto! O imaculado JESUS! Revestiu-se de nossa Humanidade, Sofreu ultrajes, suportou heresia, E, pra nos salvar, morreu na CRUZ! Nelson Fontes Carvalho (Nelfoncar) Minha Morte Morrer é não mais que esquecer; Será dádiva para esta peregrina Serei forte com a sanha de morrer Terá que ser rápida, na surdina E quando eu morrer é para ver Que não quero cheiro da esquina Quero que me cremem, até pó ter E espraiar no mar a poeira divina Na minha morte, desejo a paz, O pó a jazer na baia da Babitonga Que absorverá minha alma longa Sem choros, sem velas, aqui jaz Alguém que foi feliz suficiente E quer descansar assim, plenamente Malubarni – V.N. Gaia Natal de Outrora Tão singelo, sem esplendor, Mas vivido com fervor, Era o Natal do Menino, Que nascia numa cabana, Em nome da paz e do amor. No presépio bem montado, Feito com imagens de barro, Palha e musgo do monte E alguns pedaços de cana, Havia também o burrinho, Que levou Nossa Senhora, Até à pastoril cabana, Onde nasceu o Menino. Era a Noite mais sagrada: Ouvia-se tocar o sino, Só para a missa do galo, Onde toda gente acorria, Para louvar o Deus Menino, Nascido da Virgem Maria. Depois da missa cantada, A parte mais esperada: Pegar no Jesus Menino, Tão lindo, tão perfeitinho, Quase nu, mas rosadinho, Que tirado das palhinhas, Dava a beijar Seu pezinho. A noite já avançada, E com a Ceia terminada, Deixava-se o sapatinho, Junto à rústica chaminé, À espera que o Deus Menino, Nessa noite de Natal, Viesse pé ante pé, Trazer as Suas prendinhas, Aos meninos e às meninas Que não se portassem mal! São Tomé - Corroios NATAL Aquela criança ao nascer Numas palhinhas deitado A vaca para o aquecer Com o jumento ao lado A estrela do oriente Que nos quis anunciar Quis dizer a toda a gente Que algo se estava a passar A estrela com tanta luz Que só nos queria dizer Tinha nascido JESUS Os Reis magos de abalada Para irem visitar Uma família SAGRADA. Mário Pão-Mole - Sesimbra

[close]

p. 11

Confrades da Poesia - Boletim Nr 92 - Dezembro 2017 «Rádio» 11 Fundada: a 28/04/2017- Fundador: Pinhal Dias RÁDIO CONFRADES DA POESIA - 24 HORAS ONLINE GRELHA DE PROGRAMAÇÃO DEFINITIVA Dom. - 24 HORAS ONLINE b 2ª F - 17/18h - "Poesia no Horizonte" 3ª F - 24 HORAS ONLINE b) 4ª F - 21/22h - “SOS Musical” 5ª F 20/21h b) 6ª F - 21/22h - “A Voz do Cancioneiro” Sáb. - 21/22h - “SOS Musical” a) - 24 HORAS ONLINE b) b) – “Sujeita a Directos Especiais, com hora anunciar” "ONDA CRISTÃ" DIRECTO ESPECIAL - dia e hora afixada no Facebook .../... Poesia dos Confrades. Rádio Confrades da Poesia A satisfazer as vontades E com programas de alegria Música! Poesia dos Confrades Pinhal Dias (Lahnip) PT DJ - Pinhal Dias / Sonoplasta - Ana Pereira Assistente Técnico - António Santos Pioneiros Contribuintes Pioneiros Colaboradores : »»» Carmindo Carvalho - Conceição Tomé - Daniel Costa - Donzilia Fernandes - Edgar Faustino - Euclides Cavaco - Filipe Papança - Hermilo Grave - João Coelho dos Santos - Joel Lira - José Bento - José Carlos Primaz - José Jacinto - José Nogueira Pardal - Luís Fernandes - Manuel Silva - Maria Rita Parada dos Reis - Maria Rosélia Martins - Natália Vale - Nelson Fontes de Carvalho - Regina Pereira - Silvino Potêncio - Tito Olivio Seja um dos nossos colaboradores/patrocinadores directos… Contribua para o nosso melhoramento da Rádio Confrades da Poesia 24 horas online, bem como os cinco Programas em Directo semanalmente… Programas: “A Voz do Cancioneiro” – "SOS Musical" - “Onda Cristã” - "Poesia no Horizonte" Graças aos Confrades que estão colaborando a nível: - Servidor; Alojamento; manutenção; microfones; gravador mp3 … Pendente: Mesa de mistura (brevemente) Faça a sua doação para o responsável da Rádio e site da rádio, site dos Confrades e Boletim dos Confrades… A. Pinhal Dias NIB – 003300005007062283705 IBAN – PT50 003300005007062283705 Junto do MillenniumBcp E o seu nome ficará a constar na lista dos Colaboradores, com saída no Boletim Abraçamos a lusofonia e vamos aos quatro cantos do mundo, acrescido de mais um Servidor em online... “TuneIn” – download gratuito e simples no seu Smartphone ou Tablet Links para ouvir a Rádio Confrades da Poesia Links para ouvir a Rádio Filhos da Escola DJ– Pinhal Dias 2ªs e 3ªs F das 20h às 22h Programa: “Ondas Sonoras” http://www.radioconfradesdapoesia.comunidades.net/ http://tunein.com/radio/Radio-Confrades-da-Poesia-s292123/ http://www.radios.com.br/ao…/radio-confrades-da-poesia/47066 http://www.radioonline.com.pt/regiao/novo/… Tunein: https://tunein.com/radio/Rdio-Filhos-da-Escolas218413/ Radioonline: http://www.radioonline.com.pt/filhos-da-escola/

[close]

p. 12

12 Confrades da Poesia - Boletim Nr 92 - Dezembro 2017 «Ponto Final» «Rádio Confrades da Poesia» “RCP” online desde 28/042017 http://www.radioconfradesdapoesia.comunidades.net/ RCP – RÁDIO CONFRADES DA POSIA ./. Enquanto você navega pela Internet poderá ser um fiel ouvinte e participativo da nossa RCP que é um espaço criado para o seu entretenimento Musical e Poético, que estará online 24 horas por dia, sem fins lucrativos. DJ - Pinhal Dias; fará semanalmente cinco emissões em directo online; poderá acrescer um especial directo... Feitura do Boletim O Boletim Nr 86 e seguintes passarão a mensais para o ano corrente de 2017: Futuramente os Confrades enviarão os seus trabalhos em word até ao dia 5 do início de cada período. A feitura do Boletim será a partir do dia 1 até ao dia 3, que corresponderá à data de saída... Os seus poemas devem vir sempre identificados com o seu nome ou pseudónimo e localidade de onde escreve seu poema. O Tema continua a ser Livre! Para sua orientação sugerimos que consulte as páginas das Efemérides e Normas no site dos Confrades... Durante o ano corrente, é acrescido de mais três Edições Especiais - TRIBUNA DO VATE 5/5 ; 5/11 e ESPECIAL NATAL http://www.confradesdapoesia.pt/normas.htm Amigos que nos apoiam www.fadotv.pt As fotos deste Boletim são dos autores e outras da Internet «A Direcção agradece a todos os que contribuíram para a feitura deste Boletim». ADMINISTRAÇÃO, REDACÇÃO E PUBLICIDADE Rua Seixal Futebol Clube N.º 1—1º D 2840-523 Seixal Telf. 210 991 683 - Tlm. 969 856 802 Voltamos a 2/1/18

[close]

Comments

no comments yet