Jornal do Sinpol 250 - Dezembro

 

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Jornal do Sinpol 250 - Dezembro

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Dezembro de 2017 O jornal mais lido e aguardado entre os policiais civis - Ano XXIII - Dezembro de 2.017 - nº 250 POLÍCIA CIVIL À Através de números obtidos e divulgados pelo Sinpol, é possível chegar a uma desesperadora constatação: a Polícia Civil está à beira do fim. Segundo o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, apenas durante o atual mandato de Geraldo Alckmin, a Instituição perdeu centenas de cargos somente na região do Deinter-3, situação que, de acordo com o sindicato, se repete em todo o Estado. Leia na página 08. BEIRA DO FIM EUMAURI ACUSA ALCKMIN DE JOGAR COM NÚMEROS Foto: diariocentrodomundo.com.br Imagem: policiacivil.sp.org.br Governo anuncia contratação de mais de 1.200 novos policiais civis. Sinpol considera número insuficiente e ainda acusa o governador de manipular os números para dar a impressão de que tem aumentado os recursos humanos na Instituição. Veja na página 13. Foto: Seccional de Bebedouro E MAIS 4 1º DP de São Carlos prende “Madame” do crime; 4 Policiais civis da DIG de Araraquara solucionam diversos casos; 4 Cuidado para não atrasar o IPVA ou licenciamento; 4 Policiais civis da CPJ Sul e Leste homenageiam investigador que se aposentou; 4 Jurídico do Sinpol obtém importantes conquistas. O FIM DO “MERCADÃO” DA DROGA DISE de Ribeirão Preto consegue identificar traficantes que promoviam uma espécie de “feirão” da droga, com grande quantidade de entorpecentes. O material ficava disponível para traficantes menores fazerem suas compras e havia até skank, uma espécie potente de maconha, além de um “kit do maconheiro”. Saiba mais na página 07. Impresso Especial 9912250402 - DR/SPI Sinpol CORREIOS SINPOL - Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto Rua Goiás, 1.697 - Campos Elíseos - Ribeirão Preto - SP CEP: 14085-460 - Fone: (16) 3612-9008 Fone Jornal: (16) 3610-2886 - jornaldosinpol@uol.com.br

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02 ARARAQUARA Dezembro de 2017 NOVEMBRO MOVIMENTADO PARA EQUIPE DA DIG Delegacia de Investigações Gerais esclareceu roubo a joalheria e prendeu assaltantes envolvidos em diversos casos de flagrante O mês de novembro foi bastante movimentado para os policiais civis da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) deAraraquara.Trabalhando em diversas frentes, a equipe da especializada conseguiu esclarecer crimes importantes e chegar aos autores, graças a uma minuciosa investigação. Logo no dia 01 de novembro, a equipe da DIG de Araraquara conseguiu esclarecer um roubo a uma joalheria da cidade, ocorrido no dia 30 de novembro e praticado por três homens. Foi uma ação de muita agilidade nas investigações, garantindo que um dos envolvidos fosse preso pouco tempo depois do roubo. Graças à análise das imagens de câmeras de segurança da joalheria, os policiais civis conseguiram identificar um dos assaltantes. Ele reside na Rua João Lázaro Machado, no Jardim Nova América. Após a identificação, os policiais civis foram até a residência do suspeito e encontraram mostruários de relógio e peças de roupa utilizadas pelos criminosos durante o crime. Todo o material encontrado ligado ao assalto foi devidamente apreendido e o homem recebeu voz de prisão, sendo conduzido até a sede da especializada, onde foi interrogado e encaminhado ao sistema prisional. As investigações prosseguem com o objetivo de identificar e capturar os outros dois envolvidos no roubo. Outro roubo No dia 03 de novembro, a equipe da DIG de Araraquara seguiu na apuração de um roubo registrado numa casa do JardimAdalgisa, periferia da cidade. Os policiais civis levantaram informações que davam detalhes das características físicas dos autores do crime, além de também descrever as roupas utilizadas pelos assaltantes. Diante das informações levantadas junto a testemunhas, os policiais civis intensificaram as investigações e conseguiram identificar os autores. De posse da identidade dos envolvidos no crime, os policiais civis realizaram diligências pela região e conseguiram localizar os suspeitos. Os dois homens foram levados para interrogatório na sede da DIG de Araraquara. Enquanto a dupla era ouvida, os policiais civis também pediram a presença das vítimas à sede da especializada. Os dois homens foram prontamente vinha sendo monitorada pela equipe da especializada malmente escolhiam o caminhão a ser roubado, rendi- reconhecidos pelas vítimas e acabaram presos em e acabaram flagrados por crime de organização crimi- am o motorista e levavam o veículo para uma estrada flagrante pelo roubo registrado no JardimAdalgisa. nosa na Rodovia Engenheiro Thales de Lorena Pei- de terra, onde roubavam, além da carga, rodas, pneus, Além deste crime, os policiais civis conseguiram xoto Júnior, na zona rural de Rincão. bateria e combustível. O produto do assalto era levado também esclarecer outros dois crimes, ambos pratica- Graçasainvestigaçõesemonitoramento,ospolici- para a cidade de Ribeirão Bonito, na região de dos pela dupla. Os dois estavam na posse de alguns ais civis conseguiram surpreender o bando num posto Araraquara, onde outro integrante do banco revendia dos objetos levados das outras vítimas. de gasolina enquanto se preparavam para realizar um os produtos em uma borracharia de sua propriedade. Rincão assalto. Com o grupo, foram apreendidas diversas fer- Todos foram autuados em flagrante e permanecerão à No dia 10 de novembro, policiais civis da DIG de ramentas e os telefones celulares dos acusados. disposição da Justiça. Araraquara conseguiram efetuar a prisão em flagrante Segundo informações da DIG de Araraquara, o Com informações da Assessoria de Imprensa de seis homens envolvidos em assaltos. A quadrilha grupo costumava agir durante a madrugada. Eles nor- da Polícia Civil Foto: portalmorada.com.br Fachada da DIG de Araraquara, que solucionou diversos casos durante o movimentado mês de novembro

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Dezembro de 2017 HOMENAGEM 03 CPJ SUL ORGANIZA DESPEDIDA PARA INVESTIGADOR Equipes do 4º DP, 7º DP e 8º DP, além de policiais civis de outras unidades, participaram da confraternização que marcou a aposentadoria de José Luiz de Almeida Após 25 anos de Polícia Civil, num total de Bauru. Depois atuou na área do Deinter-6, de 29 anos servidos na Secretaria da Segurança Santos. Passou ainda pelo Deinter-7, de Pública, o investigador José Luiz de Almeida Sorocaba, até chegar ao Deinter-3 de Ribei- despediu-se da Instituição que orgulhou-se de rão Preto. servir durante todo este tempo no dia 03 de Na região de Ribeirão Preto, atuou nas ci- outubro de 2017, quando o DOESP (Diário dades de Sertãozinho, Pradópolis, Pontal, Oficial do Estado de São Paulo) publicou sua Jardinópolis e Ribeirão Preto. Na sede da aposentadoria. Mas sua história como investi- Seccional de Ribeirão Preto, passou pela DIG gador ainda não havia se encerrado. (Delegacia de Investigações Gerais), DIJU No dia 08 de novembro, policiais civis da (Delegacia da Infância e Juventude), até che- CPJ (Central de Polícia Judiciária) Sul e Leste gar ao 4º DP. organizaram uma festa surpresa para José Luiz. José Luiz ficou muito emocionado com a ho- A CPJ Sul e Leste é a unidade que, após a menagem. Ele recebeu uma ligação convidan- Reengenharia, reúne as equipes do 7º DP (Dis- do-o a comparecer ao 4º DP para resolver al- trito Policial), que funcionava em Bonfim gumas pendências. Ao entrar no estacionamento Paulista; 8º DP, do Jardim Paulistano e 4º DP, avulso e mensal que fica em frente ao prédio do Jardim América, onde o investigador atuou onde funciona a CPJ Sul e Leste, o policial civil pela última vez na Instituição. recém aposentado foi surpreendido. Toda a ho- Mas além dos colegas de unidade, compa- menagem foi transferida para o pátio do estaci- receram diversos outros policiais civis de ou- onamento e tão logo entrou com o veículo, foi tras CPJs e órgãos da Polícia Civil em Ribeirão recebido pelos colegas, que soltaram fogos de Preto. A ideia da despedida partiu, entre ou- artifício. tros, do investigador Adailton e, imediatamente, Vários policiais civis discursaram, exaltan- ganhou corpo e todos os demais contribuíram do as virtudes e qualidades do investigador para cotizar e comprar os comes e bebes ser- José Luiz de Almeida. Bastante emocionado, vidos no dia 08 de novembro. “José Luiz é um ele resumiu o que sente pela Polícia Civil. “Fa- grande cara, um excelente companheiro de tra- ria tudo novamente. Esse momento é uma mis- balho. Vai fazer muita falta no nosso dia a dia”, tura de sentimentos. Tenho a alegria da missão disse Adailton. cumprida. Mas não escondo que sinto uma tris- José Luiz de Almeida ingressou na carreira teza, porque sempre gostei da Polícia. Sempre policial em 25 de julho de 1988. Foi aprovado tive bons companheiros, a prova é essa mara- para um concurso da Polícia Militar do Estado vilhosa homenagem. Mas a vida segue. Agora de São Paulo. Mas, como seu objetivo era a vou advogar”, revelou o homenageado. Polícia Civil, preparou-se e, em 1992, foi apro- Ele se colocou sempre à disposição dos co- vado no concurso para investigador. legas. Garante que o que fica é uma amizade Iniciou na área da Decap, em São Paulo. que nunca acaba, pois foi forjada na têmpera Passou pelo Derin, Degran, DHPP, sempre atu- das dificuldades. E encerrou citando a frase do ando na região da Capital e Grande São Pau- escrivão e escritor Davson Grael Tablas, im- lo. Até que acabou se transferindo para o inte- pressa em um de seus livros: “Sair da Polícia rior. Passou pelo Deinter-4 (Departamento de Civil é fácil. Difícil é tirar a Polícia Civil de den- Polícia Judiciária do Interior), com sede em tro de você”.

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04 EDITORIAL MAIS UM ANO PARA ESQUECER Se entramos em 2017 com alguma es- em esquecer foi a situação dos recursos hu- lher os novos presidente da república, go- perança de melhorias para a categoria, manos. Nunca a Instituição se viu tão defi- vernadores, deputados federais e senado- saímos deste ano prestes a terminar da pior citária de pessoal como nos tempos atuais. res. forma possível: piores de como entramos. Cada vez mais policiais civis deixam a car- Parece chover no molhado, mas nunca Se pensávamos já haver chegado ao fundo reira, seja por aposentadoria, seja por pe- é demais lembrar que temos o compromisso do poço, nos surpreendemos, pois a queda dido de exoneração, seja por afastamento de votar bem. E para nós, policiais civis - e ainda continua. E tudo tem um único res- de saúde. acredito que também para toda a popula- ponsável: o governo de Geraldo Alckmin. Quem fica tem que trabalhar por três, ção - votar bem é não escolher Geraldo Ele e sua equipe foram extremamente talvez até quatro policiais civis. A qualidade Alckimin para que cargo for. contundentes e prejudiciais aos policiais ci- do trabalho de Polícia Judiciária também é Vale lembrar que o ano ainda não ter- vis. Além de abandonar definitivamente o seriamente comprometida. Todos da ativa minou. E não devemos baixar a guarda, diálogo e as negociações, ainda tentam di- vivem sob estresse constante, altamente so- pois Geraldo Alckmin tem sido um cruel opo- minuir nosso salário com o famigerado PL brecarregados que estão. nente. Não respeita nada, nem ninguém. 920/2017. Alckmin encaminhou no final do E o governo continuou. Em campanha Vamos esquecer 2017. Mas devemos reno- mês passado esse projeto para a ALESP e, para concorrer à Presidência da Repúbli- var as esperanças para 2018. Que venha se fosse aprovado, os salários seriam con- ca, Alckmin vem impondo sua tirania tam- um ano para por fim a essa crise sem pre- gelados por mais dois anos e adicionais bém nos salários dos policiais civis, que cedentes, sobretudo moral, que assola o como sexta parte e outros benefícios dei- estão há quatro anos sem receber sequer Brasil. Vivemos num País de dimensões tro- xariam de ser pagos. Felizmente parece um centavo a título de reposição das per- picais e, como diz o poeta, abençoado por que uma emenda aglutinativa apresentada das salariais. Vale lembrar que em Goiás, o Deus. Que o bonito por natureza volte a elimina o risco. Contudo, continuamos aten- governador também do PSDB, concedeu re- aparecer. E é nesse espírito de renovação tos. ajuste de 12,33% já para a folha de paga- da esperança e de fortalecimento da fé, que Além de deixar de dialogar, o governo mento do mês de dezembro de 2017, se- desejamos a todos os policiais civis e fami- Alckmin continuou praticando atos que só gundo o Sinpol-GO. Talvez a questão não liares, aos nossos colaboradores, funcio- vieram a prejudicar ainda mais à Institui- seja o partido, mas a competência. nários e familiares, aos anunciantes e leito- ção. Implantou de vez a Reengenharia na Tiraram-nos o direito à greve. Tiraram- res, um Feliz Natal, com Cristo no coração Seccional de Ribeirão Preto. Onde antes nos o respeito que desfrutávamos na soci- de todos. E que 2018 represente o início funcionavam oito distritos policiais, hoje fun- edade. Tiraram-nos condições de trabalho da mudança necessária para resgatar um cionam apenas três, com a pomposa sigla razoáveis. Tiraram-nos a dignidade. Essa Brasil melhor para todos. CPJs, ou Centrais de Polícia Judiciária. é a marca do governo Geraldo Alckmin. EUMAURI LÚCIO DA MATA Outra situação que se agravou por de- Espero que todos se lembrem disso em ou- Presidente do Sinpol (Sindicato dos mais durante este ano que devemos insistir tubro de 2018, quando iremos à urna esco- Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto) Novos Associados Associou-se ao Sinpol em novembro o seguinte policial civil: - Luís Henrique Silveira Lopes, escrivão de Ribeirão Preto. A diretoria do Sinpol dá boas vindas ao novo associado e está à disposição de todos os policiais civis que quiserem integrar o quadro associativo do sindicato. Aposentados Associados do Sinpol que ingressaram no quadro de aposentados em novembro: - Sebastião Otávio Ramos, investigador de 1ª Classe; - José Angelo Marques, escrivão de Classe Especial; - Wilson Aidar Júnior, escrivão de 1ª Classe; - Zaqueos Rodrigues da Silva, agente policial de 2ª Classe; - Antonio Pires das Neves Sobrinho, agente policial de São Carlos; - Josias Martins dos Santos Filho, atendente de necrotério de Olímpia. A diretoria do Sinpol felicita os policiais civis por suas brilhantes carreiras, desejando-lhes poderem usufruir seus merecidos descansos com muita saúde e alegria. Notas Plano de Saúde 1 Atenção associados. Verifiquem a data de validade no cartão magnético do convênio São Francisco Saúde, especialmente dos dependentes que cursam faculdade. Para que não ocorra carência, a declaração escolar deverá ser enviada, impreterivelmente, 20 dias antes da data limite de validade. Na dúvida, confira o verso da carteira do plano de saúde, onde consta a data do término da validade. Não deixe para a última hora. Maiores informações na Central deAtendimento Sinpol, telefones (16) 3625-3890 / 3612-9008 / 3979-2627. Cantina para o Associado A Cantina da Chácara do Sinpol, sob o comando de Paulo e Cristina, tem agradado bastante aos associados. Além de porções, aos sábados e domingos estão sendo servidos pratos feitos.Acerveja, o suco e o refrigerante estão sempre na temperatura ideal e constantemente há muitas novidades para os associados. Maiores informações e reservas nos telefones (16) 99398-6912, com Paulo ou (16) 99398-8820 com Cristina. Atualização de dados Sinpol Para atualização de dados e de situação profissional, principalmente dos recém-aposentados, o Sinpol está promovendo um recadastramento de todos os associados. Participe da atualização e garanta o recebimento de toda correspondência que enviamos, procurando a Secretaria do Sinpol, ou enviando e-mail para secretaria@sinpolrp.com.br. Plano de Saúde 2 Devido a reclamações recebidas junto à Secretaria do Sinpol, a diretoria do Sindicato pede aos associados usuários do Plano de Saúde que confiram suas cobranças de coparticipação em consultas e exames relativos ao uso do convênio médico. Qualquer dúvida, entrar em contato com a Central deAtendimento do Sinpol, pelos telefones (16) 3612-9008 / 3625-3890. Atenção policiais civis O presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, comunica aos associados que, caso necessitem de amparo na área jurídica relacionado à aposentadoria, assim como para acompanhar o andamento de ação já ajuizada, primeiramente entrem em contado com os diretores do Sindicato, através de nossa Central deAtendimento Sinpol, fones (16) 3612-9008 / 3625-3890 / 3977-3850 para oportuno agendamento com o dr. Ricardo Ibelli. Promoções em todas as carreiras O governo do Estado publicou na edição de 25/11/2017 do Diário Oficial lista com diversas promoções para policiais civis em atividade, das carreiras de investigador e auxiliar de papiloscopista.As listas foram disponibilizadas no site do Sinpol: www.sinpolrp.com.br. Consulte no campo Notícias. Clube fechado A Chácara do Sinpol estará fechada nas festas de final de ano. Nos dias 24, 25 e 31 de dezembro de 2017 e 01 de janeiro de 2018 não haverá expediente. Nas demais datas, o funcionamento é normal. Dezembro de 2017 EXPEDIENTE O Jornal do Sinpol é uma publicação oficial, de circulação mensal, do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto. Rua Goiás, 1697 - Campos Elíseos CEP: 14085-460 - Ribeirão Preto - SP e-mail: secretaria@sinpolrp.com.br Diretoria: Presidente: Eumauri Lúcio da Mata Vice-Presidência: Célio Antonio Santiago, Darci Gonzales, João Gonçalo Palaretti, Dorlei Morales, Luís Henrique Maringolli de Lima e José Gonçalves Neto; Suplentes: Adilson Massei, Sérgio Ribeiro dos Santos, Luiz Henrique Batista, Carlos Henrique Carneiro Scarparo, Targino Donizete Osório,Adhemar Pereira da Costa e Cláudio Expedito Martins; Secretários: Fátima Aparecida Silva e Doracy Alves da Silva; Suplentes: José Álvaro Ament Júnior e Luís Henrique Zanoello. Diretores Financeiros: Júlio Cesar Machado e Carlos Henrique Pischiotini; Suplentes: José Angelo Marques e Josiane Kátia P. do Nascimento. Patrimônio: Arnaldo Vaz Ferreira; Suplente: Olavo Elias dos Santos. Conselho Fiscal: Prisclia Yoshi S. Hashimoto, Clévis Samuel Lors de Faria e Diva Rodrigues dos Santos; Suplentes: Robert Schmengler Guilhaume, Marisa Lelis Takata e Jefferson Pessoti; Delegados Sindicais: Antonio Carlos Schivo e Josiane K. P. de Souza; Suplentes: Décio Kury Marques e Hélio Augusto da Silva. O JORNAL DO SINPOL É UMA PUBLICAÇÃO EXCLUSIVA DO LABORATÓRIO DE NOTÍCIAS R. Paschoal Bardaro, 633-A - Jd. Irajá Ribeirão Preto - SP Fone/fax: (16) 3610-2886 DIRETOR DE JORNALISMO: Adalberto Luque - MTb 19.218 EDITOR FOTOGRÁFICO: Júlio Castro REPORTAGENS: Mariana Luque O Jornal do Sinpol não se responsabiliza por especificações ou informações que não estejam previstas no contrato de publicidade AS COBRANÇAS SERÃO FEITAS EXCLUSIVAMENTE POR: Boleto bancário emitido pelo Laboratório de Notícias DEPARTAMENTO COMERCIAL: CONTATOS EXCLUSIVOS DEVIDAMENTE AUTORIZADOS: Fernando Mendonça investigador Antonio Pereira Alvin Aparecido Donizete Tremura Vanderlei Costa MarcosAntonio Fernandes EDITORAÇÃO ELETRÔNICA: Laboratório de Notícias Fone: (16) 3610-2886 e-mail: jornaldosinpol@uol.com.br Os artigos assinados não refletem, necessariamente, o conceito do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores.

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Dezembro de 2017 SÃO CARLOS 05 MADAME DO CRIME É INDICIADA POR EQUIPE DO 1º DP Mulher é acusada de comandar diversos furtos cometidos na cidade e ostentar alto poder aquisitivo em redes sociais Após dois meses de intensa investigação, policiais civis do 1º DP (Distrito Policial) de São Carlos conseguiram identificar e prender uma mulher de 25 anos, suspeita de comandar mais de 15 furtos a residências naquela cidade. A prisão ocorreu no dia 13 de novembro e, diante do bom poder aquisitivo da moça e de sua exposição nas redes sociais, imediatamente foi apelidada como “Madame do Crime”. M.A.M.S. estava na cidade para visitar os pais, que vivem em um condomínio de alto padrão. Ela, que gostava de ostentar fotos em piscinas ou com objetos caros, negou envolvimento nos crimes de que é acusada. Os policiais civis chegaram até ela após uma tentativa de furto frustrada em uma residência no centro de São Carlos, à Rua Campos Salles. A mulher estaria dentro de um carro estacionado em frente a casa, quando os proprietários chegaram. Ela teria dito que havia confundido o endereço e foi embora. Desconfiados, os donos do imóvel anotaram a placa do veículo. Ao entrar na casa, perceberam que a porta havia sido danificada e, imediatamente, acionaram a Polícia. A “Madame do Crime” foi localizada em um posto de combustíveis, na companhia de uma adolescente de 16 anos e um rapaz de 18 anos. Levado à delegacia, onde foi interrogada. Em entrevista à imprensa, o titular do 1º DP de São Carlos, dr. Maurício Dotta disse que foram dois meses de investigação até chegar à suspeita, que tinha informações privilegiadas na escolha das casas. “Ela geralmente alugava veículos e levava os comparsas para as residências previamente escolhidas para serem assaltadas”, disse o delegado. Apesar de negarem participação nos assaltos, a mulher foi reconhecida pelos donos da casa e, paralelamente, policiais civis do 1º DP faziam buscas nos cinco endereços que dispunham da quadrilha que praticava os furtos em residências. Num imóvel do bairro Romeu Tortorelli, encontraram uma televisão e uma mala contendo diversos objetos de valor, entre joias, aparelhos eletrônicos, bebidas e perfumes. No bairro Arnon de Mello, os policiais civis encontraram mais joias. Já no bairro Santa Angelina, um homem foi preso por receptação e detido com objetos furtados. Pai reprova Ouvido pelo portal G1.com, o pai da “Madame do Crime” reprovou a atitude da filha. Em entrevista ele informou que a filha já teve passagem por outros furtos há cinco anos. “Fizemos de tudo, aconselhamos, mas ela não conseguiu se qualificar na vida e preferiu esse caminho. Não vou pagar advogado”, desabafou o pai à equipe de reportagem do Portal G1. Sobre a ostentação da filha nas redes sociais, o pai afirmou que tudo era pago por ela. “Tudo isso que ela fazia era com recursos que ela conseguia de forma ilícita. Não temos casa na praia, tem uma foto que nem é da nossa casa”, afirmou o pai aos jornalistas do portal. Quando soube da prisão da filha por meio de uma sobrinha, o pai não quis ir até a delegacia. “Não estava em condições de passar por mais isso. Eu disse que não ia pagar advogado mais. Têm pais que gastam seu patrimônio para encobrir, para dar um jeitinho. Se ela fosse aproveitar a oportunidade eu faria, mas quando estiver solta de novo vai estar com possibilidade de cair na criminalidade. Chegou a hora dela responder por tudo isso”, destacou ao Portal G1. A “Madame do Crime” não nomeou advogado durante a prisão em flagrante e acabou passando por uma audiência de custódia. Ela foi indiciada por furto qualificado continuado e o delegado pe- da Justiça.As investigações prosseguem para idendiu sua prisão preventiva. Ela seguiu para uma tificar os outros furtos sob responsabilidade da instituição prisional, permanecendo à disposição “Madame do Crime” e identificar sua quadrilha. Foto: Divulgação Polícia Civil Acima: produtos apreendidos com a “Madame” do Crime; abaixo, dr. Dotta, responsável pela apuração do caso no 1º DP de São Carlos Foto: Reprodução EPTV

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06 TÚNEL DO TEMPO Dezembro de 2017 O COMEÇO DO FIM DE VILA BRANCA Em junho de 1998, uma resolução da SSP tirou a PM da guarda externa cas cadeias e o Sinpol intensificou a ação para preservar a integridade so policiais civis As polêmicas de resoluções editadas pela SSP (Secretaria da Segurança Pública) sempre envolveram - nem sempre do mesmo lado - policiais civis, militares e sociedade em geral. A manchete do Jornal do Sinpol, em sua edição 34, que circulou em julho de 1998, serviu para mostrar essa situação. A principal reportagem mostrava que uma resolução do então SSP, dr. JoséAfonso da Silva, determinou a retirada dos policiais militares da guarda externa das cadeias públicas, que eram responsabilidade da Polícia Civil. Ou seja, da noite para o dia, através de uma assinatura, a Polícia Civil se viu sem o apoio dos policiais militares que ficavam nas guaritas externas da cadeia. O caso causou intensa preocupação, uma vez que a Cadeia de Vila Branca era um grande barril de pólvora, sempre prestes a explodir. O alto comando da Polícia Civil admitiu que a Instituição não tinha condições de manter a guarda, por conta do baixo efetivo, já verificado em 1998 e denunciado pelo Sinpol. E foi o próprio sindicato quem iniciou a mobilização para buscar uma solução, tentando evitar que o problema se agravasse. O então - e atual - presidente, Eumauri Lúcio da Mata encontrou-se com juízes, procuradores, promotores e todos foram enfáticos ao afirmar que aquele serviço seria mais adequado aos policiais militares. Eumauri buscou apoio do então deputado federal Welson Gasparini e dos então deputados estaduais Léo Oliveira, Rafael Silva e Antonio Duarte Nogueira Júnior. Também oficializou ao dr. Afonso, pedindo para que revisse a Resolução SSP 157/ 1998. E foi à Câmara Municipal de Ribeirão Preto buscar apoio contra o que considerou uma temerosa arbitrariedade à época. Eumauri também reuniu dezenas de associação de moradores dos bairros, que encaminhavam ofício ao então governador Mário Covas, pedindo providências. Tempos depois, a Polícia Civil deixou de cuidar das cadeias públicas, que passaram para a responsabilidade da SAP (Secretaria de Assuntos Penitenciários). Vila Branca foi desativada por algum tempo, voltando depois a ser cadeia feminina. Apesar da gravidade da situação, o Jornal do Sinpol retratou outros temas, inclusive de responsabilidade social. Mostrou, por exemplo, o trabalho da instituição Corassol, que com amor e solidariedade, cuidava de crianças soropositivas, isto é, portadoras do vírus da AIDS. O Código Nacional de Trânsito, implantado há poucos meses da data de circulação da Edição 34 do Jornal do Sinpol, ainda causava dúvidas e discussões. A reportagem ouviu o então delegado assistente da Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) de Ribeirão Preto, dr. Fernando Tadeu Vianna. Ele admitiu que o número de mortes, naquele momento, havia diminuído sensivelmente com o novo Código de Trânsito vigente. Graças ao trabalho realizado pelo Sinpol em todo o Estado, favorecendo inclusive policiais civis de todas as regiões, o sindicato iniciava uma era de crescimento vertiginoso, captando filiados nos mais diversos municípios. Foi o caso, por exemplo, do investigador aposentado de Praia Grande, Danilo Alves Rabello. Apasseio em Ribeirão Preto, ele procurou o Sinpol e quis se filiar. Na editoria Perfil foi contada a história de muita determinação e dedicação da investigadora Sumie Kanemaru Palombo. Ela foi uma das cinco mulheres aprovadas num concurso que era costumeiramente prestado apenas por homens. Isso ocorreu em 1971. Ela frequentou a academia ao lado das outras quatro colegas e de cerca de 1.200 homens aprovados no mesmo concurso para investigador. E acabou vencendo as barreiras e sagrando-se campeã nos exercícios de tiro. Depois de formada, construiu uma carreira sólida na região de Ribeirão Preto. O jornal também mostrou o trabalho da equipe da Polícia Civil de Tambaú, terra de Padre Donizetti Tavares de Lima, que tem processo de beatificação em curso no Vaticano e pode tornar-se santo da Igreja Católica. Reprodução da capa da edição 34 do Jornal do Sinpol, que circulou em julho de 1998 Outra matéria publicada na edição 34 do Jornal do Sinpol foi a nomeação do dr. Décio Agostinho Gonzalez. Ele assumia em 1998 a Delegacia Seccional de Ribeirão Preto, no lugar do dr. José Manoel de Oliveira. Entre assuntos diversos, a FEAPAM (Feira Agropecuária da Alta Mogiana), evento tradicional que, infelizmente, não existe mais, anunciava sua 21ª Edição. Duas reportagens encerravam a edição 34: uma mostrando a atuação dos policiais civis de Serrana, sob a coordenação do dr. Maurício de Brito e a entrevista com o dr. José de Carvalho da Silva, delegado de Casa Branca.

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Dezembro de 2017 AÇÃO DISE DESBANCA “MERCADÃO” DA DROGA Esquema criminoso empregava engenhosas estratégias de empreendedorismo e escancarou ousadia dos traficantes 07 A equipe da DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Ribeirão Preto fechou uma espécie de “mercadão” da droga na zona Norte da cidade, no bairro Ipiranga. O apelido atribuído ao local se deve à grande variedade de entorpecentes encontrada e ao peculiar modo de vender empregado pelos suspeitos, caracterizado pela utilização de estratégias típicas do empreendedorismo. Na ação policial ocorrida no dia 8 de novembro, os policiais depararam-se com 24 frascos de lança-perfume, 5421 pontos de LSD, 1953 comprimidos de ecstasy, 55 quilos de maconha e dois quilos de skunk. Esta última droga encontrava-se embalada a vácuo, demonstrando a característica empreendedora dos envolvidos, que procuravam diferenciar-se em seu negócio criminoso através do perfeccionismo e da diversificação de seus produtos. Tal diversificação também se evidenciou através de uma descoberta bastante peculiar dos policiais: os suspeitos distribuíam uma espécie de “kit do maconheiro” com o intuito de naturalizar o consumo de maconha através de produtos indiretamente atrelados a essa atividade ilícita. Seu conteúdo incluía isqueiros ornados com imagens sensuais, cigarro de palha, folha de seda para envolver a maconha e goma de mascar para encobrir o odor da fumaça que viesse a impregnar o hálito dos clientes. Na verdade, o usuário não precisava de nada além do dinheiro para comprar a droga. A forma para consumir era providenciada pelos próprios traficantes, que já estavam criando uma espécie de “grife das biqueiras”. Supermaconha Skank (também conhecida como supermaconha e skunk) é uma droga mais potente que a maconha, ambas são retiradas da espécie Cannabis sativa e, por esse motivo, possuem em suas composições o mesmo princípio ativo - THC (Tetra-hidro-canabinol). A diferença é proveniente do cultivo da planta em laboratório. O preparo da Cannabis sativa para obtenção do Skank é feito em estufas com tecnologia hidropônica (plantação em água). Segundo estudos, no skank há um índice de THC sete vezes maior que na maconha. A porcentagem chega até 17,5%, sendo que na maconha é de 2,5%. Sendo assim, a quantidade necessária para entorpecer o indivíduo é bem menor. Dois suspeitos foram presos no local, associados ao comércio das drogas e dos kits. O mais velho da dupla é microempresário, possível justificativa para a familiaridade com o emprego de estratégias originais de venda. Eles assumiram a propriedade da droga apreendida pelos policiais civis da DISE Ribeirão Preto. Os rapazes foram autuados em flagrante por tráfico e associação criminosa e encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça. Drogas, armas, munições e dinheiro No dia 13 de novembro, os policiais civis da especializada realizaram uma ação contra traficantes, após intensas investigações e, além de prisões, apreenderam drogas, armas, munições e dinheiro. No primeiro caso, a equipe da DISE de Ribeirão Preto prendeu um homem que já vinha sendo investigado por tráfico. Ele estava no imóvel onde residia, no Parque Residencial Cândido Portinari, zona Leste da cidade. No local, a equipe encontrou 11 quilos de cocaína, diversas porções de crack e maconha, além de material para embalar a droga, duas balanças de precisão, uma estufa para cultivo de maconha, uma pistola, carregadores, munições, anotações relativas à contabilidade do tráfico e R$ 38 mil em dinheiro. Em outra operação, deflagrada no Jardim Diva Tarlá, zona Norte, a equipe da DISE localizou um homem, que foi flagrado em sua residência com 400 gramas de drogas, entre maconha e cocaína. Os policiais civis também apreenderam uma balança de precisão, uma pistola calibre .9 mm, munições, material para embalar as drogas e R$ Foto: Dise Ribeirão Preto 6.400 em dinheiro. Os dois suspeitos foram autuados em flagrante e encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça. Por: Mariana Luque Ao lado, droga apreendida no “mercadão” dos traficantes, que tinha até “kit do maconheiro”; abaixo, parte da equipe da DISE de Ribeirão Preto

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08 ESPECIAL SEPULTANDO A POLÍCIA CIVIL Dezembro de 2017 Sem reposição das enormes perdas salariais, sem contratação mínima de recursos humanos: Jornal do Sinpol resgata a agonia da Polícia Judiciária em apenas quatro anos Em novembro de 2012, o então titular da SSP (Secretaria da Segurança Pública) Antonio Ferreira Pinto, que atuou sob o comando de três governadores diferentes - José Serra, Alberto Goldman e Geraldo Alckmin - nos três anos em que esteve à frente da pasta, não resistiu à pressão e deixou a secretaria. Para o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, a saída de Ferreira Pinto mereceu, à época, comemoração. “Era um homem de difícil relacionamento, extremamente autoritário, que não ouvia ninguém e que achava estar sempre certo, mas vinha errando demais no comando da Secretaria. Ele emperrou as negociações para a melhoria das condições de trabalho dos policiais civis, o que iria beneficiar no atendimento à população. E jamais trabalhou, efetivamente, para suprir nossa maior carência, a falta de material humano”, avaliou Eumauri. Nos três anos em que esteve à frente da pasta - ele assumiu logo após a greve dos policiais civis que culminou com a “Batalha dos Bandeirantes”, o estopim do movimento que obrigou o governo Serra a negociar com os policiais civis em greve. “Foram três anos terríveis, onde o número de policiais civis da ativa só fez encolher”, lembra o presidente do Sinpol. Em seu lugar, assumiria Fernando Grella Vieira. As mudanças também atingiram a DGP (Delegacia Geral de Polícia). Saiu o dr. Marcos Carneiro de Lima e, em seu lugar assumiu o dr. Luiz Maurício Souza Blazeck, já falecido. Tão logo reuniu-se com a cúpula da Segurança Pública, Eumauri denunciou: os concursos não resolvem. Em 2013, a questão da falta de recursos humanos ficou ainda mais polêmica. Em entrevista coletiva para anunciar a criação da Central de Flagrantes - que culminou com o fechamento do Plantão 2, então instalado no 2º DP (Distrito Policial) nos Campos Elíseos, em Ribeirão Preto - o diretor do Deinter-3 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), dr. João Osinski Júnior, no dia 10 de janeiro de 2013, garantiu que não há falta de policiais civis na região. “Não precisamos de mais policiais. A meta é qualificar a mão de obra já existente. Isso faz com que o serviço oferecido seja aprimorado”, disse o diretor ao jornal A Cidade, na ocasião. Eumauri, imediatamente, requisitou um encontro com o diretor do Deinter-3, realizado no dia 17 de janeiro. Após a reunião, Eumauri desabafou: “Não entendi essa posição dele ao afirmar que não falta pessoal para a Polícia Civil. Até mesmo seu antecessor, dr. Valmir Eduardo Granucci, demais diretores regionais e até o DGP dr. Blazeck admitiram que faltam recursos humanos e que os concursos em andamento não são suficientes para suprir a demanda”, disse na ocasião. Central de Flagrantes Após a entrevista em janeiro de 2013, o Deinter3 passou a estruturar a criação de uma Central de Flagrantes 24 horas, que iria supostamente melhorar o atendimento prestado à população. Na ocasião, o Sinpol denunciou a criação do novo órgão como o início da Reengenharia, que já vinha sendo colocada em prática em diversas cidades, unificando distritos. Cidades como Pirassununga, Araras, Leme e São Carlos já haviam iniciado este processo, duramente criticado pelo sindicato. “Sempre dissemos que essa reengenharia era simplesmente maquiar a falta de recursos humanos. Era juntar nada com coisa nenhuma, para dar a falsa sensação de que não estaria havendo falta de policiais civis. E a Central de Flagrantes foi o Arte: Júlio Castro início desse processo em Ribeirão Preto”, lamentou Eumauri. De fato, a unidade passou a funcionar no mês de março, no prédio onde então funcionavam o 1º DP de Ribeirão Preto e a DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Onde também era o Plantão 1. Com a mudança, o Plantão 2 foi desativado. Cerca de um mês depois da criação da Central de Flagrantes, as reclamações cresceram. Foi denunciada uma demora excessiva, de até sete horas para atendimento, tanto de PMs, quanto da população. Mas não somente em Ribeirão Preto, como em todo o Estado, o governo não retrocedeu. Manteve o avanço da Reengenharia, com fechamento de centenas de delegacias - não exatamente com este nome. Houve sim a fusão das

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Dezembro de 2017 09 unidades em uma única sede, dificultando o aces- grande risco de caos na Instituição”, alertou so da população, segundo o Sinpol, mas não re- Eumauri. solvendo a questão do acúmulo de serviço por Em 2014, as negociações ainda eram trava- falta de recursos humanos. das. Afinal, havia uma grande possibilidade de al- Em sua primeira reunião com o então novo gumas das reivindicações da pauta de negocia- titular da SSP, dr. Fernando Grella Vieira, Eumauri ções serem atendidas por conta do ano eleitoral. cobrou a contratação urgente de mais policiais ci- Geraldo Alckmin já cuidava da campanha de sua vis entre os aprovados em concurso e que hou- reeleição. Onde quer que fosse na região do vesse agilidade na realização de novos concur- Deinter-3, lá estava o presidente do Sinpol, Eumauri sos. Ele também cobrou o então secretário da Gestão Lúcio da Mata, aguardando o governador para, Pública, David Zaia, exigindo um posicionamento na frente da imprensa local, cobrá-lo sobre as rei- em relação às reivindicações apresentadas à equi- vindicações, atendo-se aos dois principais itens: pe de governo anterior, sem que houvesse qual- reposição salarial e aumento de recursos huma- quer definição. nos. “Mas o governador não se constrangia. Dava Apesar da cúpula da Segurança Pública ser de ombros. Não contratava, não concedia um cen- mais acessível e travar mais diálogo em relação à tavo de reajuste, seguia sua campanha achando equipe anterior, na prática nada havia mudado. O que estava tudo bem. Foram muitas as cobranças, governo muito conversava e pouco realizava. E o mas mesmo diante dos jornalistas, ele Sinpol continuou denunciando, embora os núme- desconversava. Deu para notar que é ‘cara de ros sempre fossem difíceis de se conseguir fosse pau’”, disparou Eumauri. junto ao Deinter-3, quanto junto à DGP ou à SSP. Pelo menos mais 22 mil Ainda assim o Sinpol conseguiu, através de levan- A queda de braço entre Sinpol de um lado e tamento de sua diretoria, constatar que a Polícia governo, SSP e DGP de outro lado, continuava. Civil encolheu em Ribeirão Preto, no ano de 2013, Em junho de 2014, após realizar um levantamento 23% em relação a 2007. No mesmo período, a junto a outras entidades representativas dos polici- população cresceu 9,67%. “Isso já demonstrava o ais civis e também junto à Feipol-SE (Federação O vice-presidente do Sinpol, Célio Antonio Santiago, mostra o sucateamento em prédio onde funcionam a CPJ Centro, DIG e DISE de Ribeirão Preto Interestadual dos Trabalhadores Policiais Civis da Região Sudeste), o Sinpol chegou à conclusão de que seriam necessários, para que a Polícia Civil voltasse a funcionar naquela ocasião, de pelo menos mais 22 mil novos policiais civis de todas as carreiras no Estado. Em junho de 2014, o Sinpol constatou que contava com 12 mil policiais civis a menos em relação a 2004. Na ocasião, o então deputado estadual Major Olímpio, baseado em dados obtidos junto à SSP em relação à SPTC (Superintendência da Polícia Técnico-Científica) indicava que o órgão contava com apenas 3.547 servidores atuando. “Falta muita gente. É preciso investir e estimular a Polícia. E a crise da Polícia Civil deve aumentar, porque 20% dos servidores já podem se aposentar”, acrescentou o Major Olímpio à época. Em levantamento feito pelo Sinpol, ainda em 2014, nos oito distritos, cinco especializadas e na Central de Flagrantes, uma constatação assustadora. Havia em agosto daquele ano um policial civil para atender 3.824 habitantes. E o Sinpol denunciava que, tão logo ocorressem as eleições, a reengenharia ganharia corpo e haveria o fechamento de diversos distritos - o que só ocorreu em 2017, em grande parte graças à intensa luta travada pelo sindicato. A busca de apoio político continuava. Em 2015, com a reeleição de Alckmin, nova mudança na cúpula da Segurança Pública. Saiu o dr. Grella Vieira, substituído pelo dr. Alexandre de Moraes. A mudança também ocorreu na DGP. O dr. Youssef Abou Chahin assumiu no lugar do dr. Blazeck. Apesar da receptividade do DGP às reivindicações dos sindicalistas, a relação azedou de vez por conta da atuação de Alexandre de Morais frente à Secretaria. “O hoje ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, era todo sorrisos, tapa nas costas, mas nada de atender. Plantou diversas mentiras dando a entender que haveria qualquer coisinha para os policiais civis. Mas pouco se importava com a categoria”, disparou Eumauri, lembrando que sua saída foi tão importante para a Instituição quando um reajuste salarial polpudo ou a contratação de milhares de policiais civis. E a diretoria do Sinpol continuava buscando apoio. Em 2015, conversaram com Rafael Silva, Welson Gasparini e outras lideranças regionais e estaduais, para obter apoio na luta contra o governo Alckmin, para que houvesse uma solução em relação à questão dos recursos humanos. 10% menor Se a crise era grande no ano anterior, acentuou-se em 2015. Em apenas um ano após o levantamento feito pela diretoria do Sinpol, outra dura constatação: o número de policiais civis era 10% menor. O temor do fechamento de DPs era grande. Uma unidade que sempre esteve no centro das especulações era o 7º DP, localizado em Bonfim Paulista. “Apesar do pouco movimento, atendia um número considerável de habitantes. Hoje, com essa mudança incabível, o cidadão tem que sair de Bonfim Paulista, rodar mais de 10 quilômetros para poder registrar sua ocorrência”, calcula Eumauri. Ainda assim a luta persistia. O Sinpol convocou seus filiados para uma assembleia geral, realizada em 17 de julho, para definir quais rumos os policiais civis desejavam que fossem tomados. A pauta de reivindicações, apresentada dois anos antes para o mesmo Geraldo Alckmin, continuava sem qualquer avanço. Entre os principais itens, os seis principais foram: reposição salarial; implantação da DEJEC; equiparação das diárias de alimentação às pagas aos PMs; valorização das carreiras classificadas em Ensino Médio; valorização das carreiras de Nível Universitário e contratação urgente de novos policiais civis para todos os cargos. Nada havia avançado. Respaldado pela categoria, o Sinpol encontrou-se com Alexandre de Moraes cobrando uma atitude digna do governo. Mas nada foi feito. E as cobranças seguiram durante 2016. Algo para comemorar A relação de sorridos amarelos e tapa nas costas entre os sindicalistas e a cúpula da SSP definitivamente haviam acabado em 2016. Poucas foram as reuniões requisitadas que foram atendidas para negociar. A esta altura, Eumauri já havia colocado em prática sua ação de constrangimento público, abordando Moraes nas mais diversas oportunidades, sobretudo diante de jornalistas. O então secretário da Segurança Pública fugia das conversas e das respostas às indagações. Foi quando, em maio de 2016, o Sinpol finalmente encontrou algo para comemorar. Após a formalização

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10 Dezembro de 2017 do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o presidente em exercício, Michel Temer, convidou Moraes para assumir o Ministério da Justiça. Aceito o convite, nova troca. Quem assumiu a SSP foi o então adjunto, dr. Mágino Alves Barbosa Filho. “Foi o que tivemos para comemorar. Alexandre de Moraes foi um dos piores secretários da Segurança Pública para nós, policiais civis. Ele desmantelou a Polícia Judiciária. Hoje temos um quadro altamente deficitário, não temos condições de investigar, vivemos ‘enxugando gelo’, trabalhando de forma improdutiva. E tudo em prejuízo de nosso verdadeiro patrão, a população. O que Alexandre de Moraes prestou de desserviço para o povo do estado de São Paulo é difícil de avaliar, tamanho caos que ele provocou na Polícia Civil”, dispara Eumauri. O fundo do poço Em julho de 2016, o apresentador do Jornal da EPTV Ribeirão Preto Segunda Edição foi enfático ao anunciar a próxima reportagem. “Nós sempre mostramos aqui crimes que acontecem em nossa região. E que cidade pequena já não representa mais tanta tranquilidade assim. Hoje nós começamos essa edição mostrando o que está dando coragem para o ladrão: falta de policiais nas delegacias. Está no Diário Oficial do Estado, pelo menos 5.500 vagas estão abertas para delegados, escrivães e investigadores. É o governo reconhecendo a falta desses policiais. Uma situação que o sindicato da categoria [Sinpol] classifica como ‘o fundo do poço’”. E a série de reportagens mostrou o que o Sinpol cansou de denunciar: o desalento da população ao procurar uma delegacia. E o sofrimento do policial civil por não poder atender o cidadão de uma forma digna, dando resposta aos seus anseios, solucionando os casos que lhe afligiam. A crise só fez crescer. Em Leme, por exemplo, um juiz exigiu a contratação imediata de policiais civis, de acordo com uma Portaria de 2013, revogada pelo governo em 2016 para não ter parâmetros do número mínimo em cada unidade policial. Vários outros casos semelhantes surgiram em todo o Estado. E o governo, ao invés de simplesmente atender, passou a recorrer. “Desculpem o termo pejorativo, mas a meu ver isso é uma tremenda burrice. O governo dar de ombros para uma Instituição respeitada como é a Polícia Civil, prejudicando sobretudo a população, é como dar um tiro no pé ou tapar o sol com a peneira. O problema existe e deve ser enfrentado com respeito e dignidade. Não adianta ficar maquiando”, disparou Eumauri. Para o presidente do Sinpol, o golpe de misericórdia foi dado em março de 2017. Na ocasião, a estrutura da Polícia Civil construída e existente em Ribeirão Preto ao longo de décadas, simplesmente ruiu. Avisados na véspera, policiais civis tiveram que arrumar suas coisas para a nova organização policial. Os oito DPs existentes seriam aglutinados em três unidades no dia seguinte. E foi o que ocorreu, sem que houvesse tempo para qualquer reação. Foram criadas três CPJs (Centrais de Polícia Judiciária), a Norte, Sul e Oeste. Na prática, foram desativados cinco DPs: 1º, 5º, 6º, 7º e 8º. “Era o que o governo tentou por tanto tempo, mas que graças a uma ação política conseguimos evitar até não poder mais. Hoje a população é extremamente mal atendida por conta da falta de policiais civis. Os poucos que têm estão apinhados em poucos prédios, mas o volume de trabalho continua o mesmo. Ou seja, nada mudou. Talvez tenha mudado para o governador e seus asseclas, afinal muita gente acaba desistindo de ir a uma delegacia registrar uma ocorrência e isso contribui para uma falsa melhoria nos índices de criminalidade. É o que o governo precisa e quer: números para maquiar seu desrespeito para com o povo, seu desprezo para com os Fotos: Arquivo Jornal do Sinpol O fechamento do 2º Plantão de Ribeirão Preto, em 2013, evidenciava a falta de pessoal policiais civis e sua falta de cérebro para o setor de Segurança Pública”, reclama Eumauri. O período fatídico para os policiais civis, que antecede oficialmente ano em que Alckmin pretende dar voos maiores e concorrer à presidência da República está terminando da pior forma possível. Em outubro, Alckmin encaminhou em regime de urgência para a ALESP (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) o PL (Projeto Lei) 920/ 2017, também conhecido por “pacote de maldades”, Nele, o governador e virtual candidato à presidência pretende congelar os salários - sem reajuste há quatro anos - por mais dois anos, proibindo o pagamento de adicionais, sexta parte e demais vantagens. “É a maior burrice que já vi na minha vida. Um verdadeiro tapa na cara de quem já está sofrendo há três anos sem aumento de salário”, disse o líder do governo na ALESP, deputado Barros Munhoz, a respeito do PL (Projeto Lei) 920/2017, também chamado de “pacote de maldades de Alckmin”. “Em um único governo, Alckmin, que foi prejudicial à Instituição, destruiu a Polícia Civil como jamais se imaginou. Encolhemos em recursos humanos. Hoje trabalhamos com menos de 50% do necessário. Diria que talvez tenhamos apenas 30% do número de policiais civis que precisamos. Nossa credibilidade está comprometida. A motivação, então, nem se fala. Trabalhamos sem receber sequer a reposição das perdas registradas nos últimos quatro anos. Pior é a população, que se vê sem atendimento, sem ninguém para investigar, solucionar e prender os criminosos”, conclui Eumauri.

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Dezembro de 2017 Porto Ferreira Policiais Civis de Porto Ferreira (Deinter 3 Ribeirão Preto) prenderam, na manhã de 14 de novembro, três homens acusados de roubar uma residência, naquele município. O crime ocorreu na noite de 04 de novembro, quando as vítimas foram abordadas ao chegar em casa. Elas foram amarradas com fio de telefone e ameaçadas de morte. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão contras os investigados. Apreenderam nas residências 1 aparelho de som, 1 vídeo game, pares de tênis e brinquedos subtraídos das vítimas. O trio foi preso pelos crimes de roubo e tortura. Bebedouro A Polícia Civil de Bebedouro (Deinter 3 - Ribeirão Preto), por meio da DIG (Delegacia Investigações Gerais), esclareceu um homicídio que vitimou um homem, de 30 anos. A vítima foi encontrada inconsciente, com diversos ferimentos pelo corpo, num terreno baldio do bairro Residencial Pedro Paschoal. Ela foi socorrida, mas faleceu posteriormente. Levantou-se que a vítima era usuária de drogas, e sua morte estava relacionada a uma briga por entorpecentes. Foi identificado um suspeito, que compartilhava drogas com a vítima. O autor confessou a agressão, mas negou a intenção de matar. A motivação do crime se deu em razão da vítima querer se apropriar de duas pedras de “crack”, que pertenciam ao autor. Franca Policiais civis da Delegacia de Polícia de Investigações sobre Entorpecentes de Franca (Deinter 3 - Ribeirão Preto) prenderam, em 10 de novembro, um homem por tráfico de drogas, naquele município. Agentes da unidade especializada apuraram que a residência do investiga- do, era utilizada para o tráfico de drogas. Foi cumprido mandado de busca e apreensão no imóvel, onde apreenderam 21 tijolos e 231 porções de maconha, 174 porções de cocaína, além de uma balança de precisão. Incineradas Na manhã de 08 de novembro, a DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Ribeirão Preto (Deinter 3), realizou a incineração de 1.700 kg de drogas apreendidas, no município de São Simão. As drogas incineradas foram apreendidas em diversos trabalhos de polícia judiciária. Aincineração foi acompanhada pelo Delegado de Polícia, membro do ministério Público e representante da Vigilância Sanitária. Itápolis A Polícia Civil de Itápolis (Deinter 3 - Ribeirão Preto) prendeu naquela cidade, no dia 01 de novembro, um homem, pelo crime de comércio ilegal de munição. Investigações levantaram que um estabelecimento comercial, fabricava munição de forma ilegal. No imóvel, foram apreendidos cerca de 60 frascos de pólvora, 70 caixas vazias de munições de diversos calibres, 13 caixas vazias de espoletas, 70 medidores de pólvora, além de diversos materiais para recarga de munições. Colina A Polícia de Civil de Colina (Deinter 3 - Ribeirão Preto) realizou, no dia 01 de novembro, atuação de campo de Polícia Judiciária, que resultou na prisão de um homem e uma mulher pelos crimes de tráfico de drogas e associação ao tráfico. Investigações localizaram um imóvel, usado para armazenar e abastecer com drogas a região. A operação contou com o apoio do Grupo de Operações Especiais e do Canil da Polícia Militar. Foi cumprido mandado de busca e apreensão, na residência do casal investigado, e com auxílio do cão farejador, foram encontradas drogas e cerca de R$ 43 mil proveniente do tráfico de drogas. Também foram apreendidos 2 veículos, utilizados para transportar drogas, além de diversos celulares e objetos diversos. Violência doméstica Policiais civis de Porto Ferreira (Deinter 3 Ribeirão Preto) prenderam, na tarde de 09 de Em Itápolis (acima), policiais civis prenderam homem que comerciava ilegalmente munição de diversos calibres; em Colina (ao lado), Casal foi preso por tráfico de drogas RADAR 11 novembro, um homem por posse irregular de arma de fogo, violência doméstica e ameaça, naquele município. Os agentes receberam informação, que o suspeito constantemente ameaçava a sua companheira, com uma arma de fogo. Foi cumprido mandado de busca e apreensão, no imóvel do casal, lá foi apreendido um revólver calibre 38, além de 44 munições. Fotos: policiacivil.sp.gov.br

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12 ANIVERSARIANTES DE JANEIRO/FEVEREIRO JANEIRO 1 André Luís Ribeiro Chagas Patrícia Berlanda Custódio da Silva 2 Mário Augusto Pontolio de Andrade Marco Aurélio Valentim Carlos Alberto Innocente 3 Adhemar Pereira da Costa Oswaldo Bigotto Francelso Ricardo Siqueira Marta Lúcia Ribeiro Tavares 4 Tadeu Marques de Oliveira Antonio Benedito Canato Joana D´Arc Araújo Silva 5 Aparecida de Fátima Fabrega Orteiro Luiz Carlos Rossi Borzani Alexandre Dias de Carvalho 6 Josué Sampaio de Araújo Erotildes Juraci de Oliveira Moreno Wilson Carlos Milani Sílvio de Souza Lima Filho Vânia França Machado Maria Bernadete Schieber Cury 7 Antonio Renato Lopes da Cunha Paulo César Mendes Jaqueline Galdiano Pereira Costa 8 Adeilton Ribeiro Tavares dos Santos 9 Mário Marcos Guimarães Abeid Simei de Moraes Brião José Saul Martins 10 Júlio Cesar Machado José Gonçalo Teixeira José Augusto de Sant´Anna Kikuo Luís Osvaldo Morino Carlos José Soares José do Prado Ricarte Ivan Wohlers 11 José Eduardo Leonardo Eliane Ferreira Pereira Sérgio Mendonça Carlos dos Reis Francisco Alexandre Antonio Belonci Liciane Carla da Silva Altino Pereira 12 Milma Sandra Cocito Martins Denize de Paula Costa Passaglia José Roberto da Silva José Roberto Chagas 13 Claudete Polo Gomes Orlando de Paula Souza Clóvis Samuel Barbosa 14 Jeni Boldrin Giorgetti Sebastião Ademir Fiorelli Neuza Maria Sartori 15 Raphael Abbate Coriolano Antonio de Souza Naves 16 Antonio Valdecir Silva Thamires Zarotti Machado 17 Sérgio Ribeiro dos Santos Júlio Cesar Cazu Lenice Aparecida Bendassoli Ferreira Sandro Rampim Viola 18 Sebastião Luiz Ribeiro Chagas Carlos Eduardo Benito Jorge Sílvio Renato Modena Tahan César Oliveira Pini Luís Valério Castelline Olésio Benedito de Souza 19 Ricardo de Souza Luiz Carlos da Silva João Batista Palin Paulo Sebastião de Araújo Sérgio Luiz Porfírio Lílian Cristina Pereira Gonzaga Elaine Aparecida Aprile Pires Marilda Poppi Raiz de Barcellos Luciane Dezajacomo Hélio Aparecido Gomes 20 Carlos Cesar Soares Sebastião Carlos Franceschet Dalva Elisa Fasanelli Gerson Sebastião Pelayo Sebastião do Carmo Mendes Márcio Rodrigues de Oliveira 21 Deise Rodrigues Aiello Vanilda Manoel Correia Maria Inês Santesso Pires Hélio Augusto da Silva Pedro Thimoteo da Silva Andréa Francelin Cristino Barbosa Costa 22 Alcides Machado Júnior 23 Ana Lúcia Macedo Sanches Mateus Paulo Sérgio Ribeiro Chagas Fabiana Farina Marinilce Acrani Bonagamba Cassucci Paulo Cézar Villa 24 Luiz Antonio Bernardo Lídia Mara Franco da Silva Sebastião Paulo Pureza 25 Lourival Custódio Filho Paulo Wilson Falconi Octavio Pereira da Cruz Leila Liao Marino 26 Fernando Luís Giaretta Artibano José Cruz Alberto Conrado Garcia Milena Cristina Menegheli de Souza 27 Antonio Marcos Boscolo João Carlos de Arimathea Morais Jeremias Eugênio Rodrigues 28 Catarina Aparecida Pane Luiz Augusto Carille Netto Jorge Silva Sílvia Maria Ferreira Novato 29 Fátima da Silva Pereira Lima Milton Wagner Boito Ana Lúcia Vilas Boas Cleto 30 Marta Regina Scarpellini Idélcio Vanderlei Viccari Carlos Aparecido da Silva Júnior Roni Edson Fidélis Mônica Nascimento Lobato Garrijo Edgard de Oliveira Dib Oswaldo José da Silva 31 Edna Lopes Pereira Paulo Dal Farra Júnior Tereza Cristina Gonçalves de Oliveira FEVEREIRO 1 Francisco Antonio de Oliveira Glauber Christian Ribeiro Urbano de Souza Ivo Lamorea 2 Maria Lúcia Falconi Sueli Aparecida Vitorino Suzana Cristina Gianini José Luiz Torres Sônia Aparecida de Oliveira Martins Carmo Silvana Aparecida Guedes Pereira 3 Rogéria de França do Nascimento Leite Ricardo Marques Luzia Braz Ferreira Ricardo Damas Cecílio Neusa Helena Vicari Marcelo de Paula Mendes Mundin 4 Donizeti Amâncio de Castro Manoel Marcelino Paulo de Tarso Elias 5 Carlos José Santana Hélio Pereira José Orlando Ziani Júnior 6 Valdir Stevan Roberto Bernardo João Antonio Dionízio 7 Luiza de Oliveira Rodrigues Paulo Henrique Limiro Helton Testi Renz 8 Luís Carlos Silveira José Carvalho de Araújo Valter Lopes da Silva Cláudio Edílio Pinheiro da Silva Cecília Scarpellini Talarico Sandra Regina Cherici Eliezer Pedretti da Silva 9 Roberto Luís Limeira Volpe Luís Bucioli Sílvio Luiz da Silva André Valério Alves Raquel Aparecida Bento Francisco Lima Gelson Luiz Coelho 11 Claudionice Belesso Glória Esteves Vieira 12 Eurípedes Angelo Paixão Walkíria Vendemiatti Masiero Américo Martinelli Júnior 13 Antonio Pires das Neves Sobrinho Josiane Kátia Pacagnella do Nascimento Roque Leonel Filho 14 Valentim Ferreira dos Santos Andrea Cristiane F. de Souza Nogueira 15 Célio Valdelino Baldacine Emerson Caetano do Nascimento Maria Regina de Campos Franchi Maria de Lourdes Bernardes de Oliveira Nelson Hugo Bernini Júnior Caio César Juliani de Campos 16 Adolfo Domingos da Silva Júnior Dagmar Venâncio da Costa Maria Cristina Brunini Silva Clóvis Luiz Ferreira Marcos Paulo Gomes de Paula Sebastião dos Reis de Souza Walter Paschoale José Antonio dos Santos 17 Paulo Cesar Machado Cairbar Eurípedes de Moraes Joaquim Orlik Montanheri 18 Ubaldo Sbicca Neto Élio Ferreira da Silva Edenir de Araújo Hamilton Geraldo Gonçalves Robson Marchetto 19 Gumercindo Bueno Filho Hélio Luiz da Costa Antonio Cláudio Gimenes Caroline Gabaldo Pessoa 20 Carlos Alberto Diogo Agnaldo Costa dos Santos José Roberto de Oliveira 21 José Carlos Moreno Mansano Paulo Costa de Paula Valmir Ogrízio Silva José Antonio Passalia Josinaldo Victorino de Sousa Cláudia Corte Brilho Bayram Jaira Luciana Guioto Alves 22 Licanor de Souza Campos José Niles Gonçalves Nucci Mauro Bacci Elba Cristina Santiago de Oliveira 23 Idelfonso Pereira da Silva Décio Agostinho Gonzalez Maria Bernardete de Souza Aguiar Ricardo José Borelli Roseli Serra Ferrari 24 Carlos Jivago Campos da Silva Cézar Augusto de França Célio Roberto Dezzotti 25 Osmar Paciência Edvaldo Rodrigues dos Santos Marcos Roberto Rau Evilson Rodrigues Vigarani Hélvio Roberto Bolzani Benedito Donizetti Villas Boas 26 Célia Regina Guedes Name Idelberto Matias Júnior Luiz Carlos Colucci 27 Marcos Leandro Vendrúsculo Maurício Antonio Dotta e Silva José Paulo de Macedo Gino Murari Neto 28 Wilson Marcos Tofani Adenilson Rangel de Paula Cléber Luiz dos Santos Aguinaldo da Silva Franklin Leandro Martins Edison Dorati Lauro José Teixeira Marcelo da Silva 29 Andrea de Moraes Teixeira O Sinpol lembra aos aniversariantes que é preciso fazer o recadastramento anual junto ao Banco do Brasil, em qualquer agência ou naquela onde receber seus vencimentos ou, em caso de portabilidade, no banco em que o beneficiário optou. Quem não se recadastrar corre o risco de ter os vencimentos suspensos. MEMÓRIA Dezembro de 2017 O DELEGADO E O REI Foto: Arquivo Corria o ano de 1978. Tempos em que o policial civil era realmente respeitado e delegado era tratado como autoridade. “Algo que, para infelicidade dos policiais civis, perdeu-se com o tempo por conta do próprio governo, que não valoriza os servidores”, lamenta o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata. Já no auge de sua carreira, que perdura até os dias atuais, o Rei Roberto Carlos apresentou-se na Associação Atlética Ituveravense e encontrou-se com alguns policiais civis. Na foto acima, a partir da esquerda, o já falecido investigador Fábio de Souza; o diretor do clube, Eurípedes Ferreira da Silva; o já falecido presidente do clube, Joaquim Ribeiro Lino; o cantor e compositor Roberto Carlos e o delegado de Ituverava na época, dr. Antonio Chaves Martins Fontes, falecido recentemente. DO FUNDO DO BAÚ O Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto está mantendo um acervo de imagens relacionadas à Polícia Civil. Para tanto, a Diretoria está incentivando a participação de associados que tenham em seus arquivos fotografias que possam ilustrar diferentes aspectos da história da Instituição. “Temos certeza que muitos colegas guardam várias fotos com lembranças de reuniões, eventos e de situações cotidianas dentro da Instituição, com um valor inestimável pelas lembranças que representam”, ressalta o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata. Os interessados em colaborar com esse resgate da memória da Polícia Civil da região podem entrar em contato com a Secretaria do Sinpol, através dos telefones (16) 3612-9008, 3625-3890 e 3979-2627, ou do email sinpolrp@sinpolrp.com.br. “As fotografias serão digitalizadas e prontamente devolvidas aos seus proprietários”, garante Eumauri. O material reunido pelo Sinpol será publicado no Jornal do Sinpol e no site da entidade (www.sinpolrp.com.br).

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Dezembro de 2017 SINDICALISMO 13 ALCKMIN NOMEIA 1240 NOVOS POLICIAIS CIVIS Em solenidade no Palácio dos Bandeirantes, o governador nomeou 64 delegados, 907 investigadores e 269 escrivães Em uma cerimônia com muita pompa, realizada no dia 21 de novembro, o governador Geraldo Alckmin anunciou, no Palácio dos Bandeirantes, a nomeação de 1.240 novos policiais civis. Oficialmente eles foram nomeados no dia 01 de novembro e deverão passar pelos cursos de formação da Acadepol (Academia de Polícia Civil). Durante a solenidade, segundo a Assessoria de Imprensa da SSP (Secretaria de Segurança Pública), Alckmin discursou para os presentes. “São mais três meses de formação, de estudos e mais estágio. Então, eles vão para a Acadepol, depois tem estágio de 15 a 30 dias e aí sim já vão para os seus locais de trabalho exercer a atividade”, disse Alckmin. “Os senhores acabam de fazer um juramento, que é para a vida toda, de dedicar seu tempo para proteger e servir a população do Estado. Não existe profissão que exija tanto como a carreira policial, que entrega a própria vida por alguém que sequer conhece. Honradez, dignidade, eficiência é o que espera a sociedade, que saberá agradecer pelos bons serviços prestados, marca da polícia paulista que dá exemplo de segurança para o resto do país” destacou Mágino. O Delegado Geral, Youssef Abou Chahin, deu boas-vindas aos novos policiais e destacou a responsabilidade assumida por eles. “Saibam são um reforço extremamente bem-vindo. Estão adquirindo uma responsabilidade muito grande diante da população do Estado de São Paulo. Antes, os senhores acionavam a polícia, hoje receberão essa ligação” completou. Segundo a Assessoria de Imprensa da SSP, estes novos policiais civis são os últimos remanescentes dos concursos de 2013. O governo alega que os processos selecionariam policiais civis para 2.301 vagas. No entanto, segundo a SSP, foram chamados 3.937 candidatos, ou seja, 71% a mais que o previsto inicialmente. Jogo de números Segundo o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, a solenidade não passou de um espetáculo midiático para promover a candidatura deAlckmin à presidência da República e foi meramente um jogo de números. “Alckmin já está em campanha há vários meses. Quer ser presidente. E sabe que o estrago que causou na Polícia Civil, com salários ridículos e sem reposição há quatro anos, além de esvaziar os recursos humanos da Instituição, custariam caro demais aos seus planos. Então promoveu um espetáculo midiático para tentar confundir com um jogo de números”, disparou Eumauri. De acordo com o presidente do Sinpol, se o governo tivesse, de fato, contratato tantos policiais civis como ele alardeia não haveria necessidade de juntar nada com coisa nenhuma através da Reengenharia. De acordo com a SSP, desde 2011 o governo teria contratado 4.807 policiais civis para atuar em todo o Estado. “Isso é ridículo. gostaria de saber onde estão esses policiais civis. Para a região do Deinter-3 [Departamento de Polícia Judiciária do Interior] de Ribeirão Preto não vieram. Também não vieram para os outros Deinters. E ao que consta, muito menos para a Capital e Grande São Paulo. Em se confirmando esse número divulgado pela equipe de governo, de 64 delegados, 907 investigadores e 269 escrivães, não vai sequer minimizar o problema. A carreira com maior carência é a de escrivão. Alckmin anunciou 177 homens e 92 mulheres para ocupar esses cargos. Isso não dá nem meio escrivão por cidade. E, no fim das contas, a grande maioria fica mesmo na Capital e região”, acrescenta Eumauri. Em um cálculo conservador, o presidente do Sinpol acredita que, só para a região do Deinter-3, sejam necessários mais dois mil policiais civis de todas as carreiras, apenas para dar uma resposta minimamente aceitável à população. “Ele anunciou metade do que seria preciso para as 93 cidades do Deinter-3 em todo o Estado. Isso não vai mudar nada a nossa situação”, concluiu Eumauri. Aproveitando o clima da festa no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo Paulista, Alckmin anunciou que entre os 64 delegados contratados, 53 são homens e 11 mulheres e entre os investigadores, são 718 homens e 189 mulheres. Também anunciou que pretende abir concurso público para mais 2.750 vagas para carreiras da Polícia Civil - serão 250 delegados, 800 escrivães, 600 investigadores, 200 papiloscopistas, 300 agentes de telecomunicação, 400 agentes policiais e 200 auxiliares de papiloscopistas. As datas, porém, ainda não foram divulgadas. Com informações da SSP/SP Eumauri garante: “Alckmin não terá trégua, onde ele estiver na região estaremos presentes para desmascará-lo”

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14 Dezembro de 2017 IPVA E LICENCIAMENTO: EVITE DORES DE CABEÇA Governo não vai mais encaminhar notificação informativa e atraso do imposto sobre veículos pode gerar prejuízo de até 40% A partir do final de 2017, o governo do Estado informou que não vai mais encaminhar via Correios a notificação informativa sobre os valores e vencimentos do IPVA (Imposto sobre Propriedade de VeículosAutomotores).Até o exercício 2017, o dono de um automóvel recebia pelo Correio uma notificação, mostrando os valores integrais com desconto ou não e parcelados, além das datas de vencimento e notificação de multas. “Agora os valores deverão ser consultados nos terminais das agências bancárias através do número do Renavan. De acordo com o final da placa do veículo, em janeiro vence a parcela única com desconto de 3%. Se o contribuinte preferir, pode pagar integral em fevereiro, em datas relativas ao final da placa do veículo, sem desconto. Outra opção é parcelar o valor do IPVA em três vezes, sem o desconto de 3%, com vencimentos para janeiro, fevereiro e março. Depois disso o proprietário do veículo poderá pagar o IPVA vencido até a data limite para o licenciamento”, informou o despachante Sérgio Pires, considerado um dos mais atuantes neste segmento e esposo da escrivã Aparecida de Freitas Queiroz Pires. O proprietário de veículos também deve ficar atento aos prazos de licenciamento. Se não efetuar o licenciamento do veículo no mês correspondente ao do final da placa, vai pagar multa quando for licenciar. Além disso, o veículo estará sujeito à fiscalização e multa. “Se o veículo estiver com o licenciamento vencido, o motorista estará sujeito a apreensão de sem bem no caso de fiscalização”, adverte o despachante Sérgio Pires. Além da consulta nos terminais bancários, o contribuinte também pode acessar sites ou despachantes. No caso de Sérgio Pires, ele atende na Rua João Ramalho, 909, em Ribeirão Preto. Confira a seguir a tabela de licenciamento conforme o final da placa do veículo: PLACA COM FINAL 1 - ABRIL PLACA COM FINAL 2 - MAIO PLACA COM FINAL 3 - JUNHO PLACA COM FINAL 4 - JULHO PLACA COM FINAL 5 OU 6 - AGOSTO PLACA COM FINAL 7 - SETEMBRO PLACA COM FINAL 8 - OUTUBRO PLACA COM FINAL 9 - NOVEMBRO PLACA COM FINAL 10 - DEZEMBRO O despachante Sérgio Pires alerta que o governo de São Paulo não vai entregar a notificação informativa sobre IPVA em 2018 POLÍCIA CIVIL ESCLARECE MORTE DE INVESTIGADOR Homicídio que vitimou o investigador chefe de Mogi Mirim, Emerson Meschiari, ocorrido em agosto, foi esclarecido e acusados identificados A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Mogi Guaçu e o CIP (Centro de Inteligência Policial) da Delegacia de Polícia Seccional de Polícia de Mogi Guaçu (Deinter 2 - Campinas) esclareceram, no dia 22 de novembro a morte de um policial civil, um crime que abalou não só a região, como também policiais civis de todo o Estado. No dia 07 de agosto deste ano, em Mogi Mirim, o investigador chefe da Delegacia de Polícia daquele município, Emerson Meschiari - também conhecido por Alemão -, entrava em uma agência bancária quando deparou-se com um assalto em andamento e tentou intervir. Cumprindo seu trabalho de policial civil, Emerson tentou impedir a ação dos assaltantes e tentou em abordagem, fazer com que eles se rendessem. A dupla que estava assaltando a agência bancária reagiu com extrema violência, segundo testemunhas, e um intenso tiroteio se iniciou. Durante a troca de tiros, o investigador conseguiu atingir um dos suspeitos, que foi ferido no pé direito. Mas os criminosos acabaram atingindo o peito de Emerson, que não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo em frente aos caixas eletrônicos, no saguão da agência. Os assaltantes fugiram em uma motocicleta. Ime- diatamente começaram as investigações para identificar os assassinos do policial civil de Mogi Mirim. Na ocasião, em entrevista, o delegado Seccional de Mogi Guaçu, José Antonio Carlos de Souza, informou que o trabalho começaria do zero para determinar a autoria do crime. “Houve uma tentativa de roubo e ele estava aqui e interviu, e infelizmente foi atingido e veio a óbito”, disse o Seccional, na ocasião. Os suspeitos foram identificados e localizados, na zona sul de São Paulo, bairro da Vila Joaniza. Lá foram apreendidos um tênis e uma meia, perfurados e manchados de sangue. Um dos investigados já se encontra preso, o outro encontra-se foragido. Apurou-se ainda a participação de um terceiro homem, que também está preso. O acusado deu cobertura à ação, onde atuou como motorista do veículo, usado no roubo. O laudo pericial comprovou ainda que o ferimento e as perfurações da meia e do tênis apreendidos, de um dos investigados eram compatíveis, com a lesão do disparo efetuado, quando da troca de tiros. A Polícia Civil segue na busca pelo homem que ainda está foragido. Com informações da Comunicação Social da Polícia Civil

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Dezembro de 2017 JURÍDICO MAIS QUATRO IMPORTANTES VITÓRIAS 15 Advogados Ricardo Ibelli e Viviane Cristina Ibelli Pinheiro obtiveram duas vitórias de reversão de aposentadoria em favor de associados O mês de novembro se encerra com mais quatro importantes conquistas do departamento jurídico do Sinpol em favor de seus associados. Há vários anos as vitórias têm sido frequentes e dezenas de associados já se beneficiaram com as demandas patrocinadas pelo sindicato. Entre as várias frentes que vem atuando e obtendo resultados expressivos, o departamento jurídico tem se destacado, sobretudo, na conquista de mandados de segurança que garantem o direito à aposentadoria especial, com paridade e integralidade. “Há vários anos o governo vem lesando os policiais civis no que tange à aposentadoria. Ele criou a LCE [Lei Complementar Estadual] 1062/2008 alegando que a LCF [Lei Complementar Federal] 51/1985 não havia sido recepcionada pela Constituição Federal de 1988, portanto, não aplicava sua utilização para a aposentadoria especial. Com isso, por vários anos, diversos colegas que se aposentaram pela 1062 acabaram perdendo muito. Já os que queriam se aposentar com direito à paridade e integralidade, passaram a procurar nosso jurídico, que pleiteava mandado de segurança garantindo a aposentadoria especial ao servidor”, destaca Eumauri. Segundo os advogados Ricardo Ibelli e Viviane Cristina Ibelli Pinheiro, a LCF 51/88 já era aceita por quase todos estados da Nação, exceto São Paulo, que insistia na lei estadual, que gerava perdas aos policiais civis. Em 2014, o governo federal sancionou a LCF 144/2014, que atualizou a LCF 51/88, extinguindo qualquer possibilidade remota de ilegitimidade alegada pelo governo paulista. Contudo, Alckmin e sua equipe continuam tentando aposentar o policial civil sem direito à paridade e integralidade, razão pela qual as ações continuam sendo ajuizadas e as vitórias ocorrendo. Em outra importante frente, o jurídico também coleciona várias vitórias de reversão de aposentadoria da 1062/08 para a 144/14. “Temos obtido várias vitórias para nossos associados. Isso tem sido fundamental. Muitos colegas se aposentaram pela 1062 e tiveram grandes perdas. Ingressamos com ações e estamos conseguindo várias reversões, inclusive com pagamento de atrasados”, comemora Eumauri. Vitórias Em novembro, dois policiais civis foram favorecidos com as vitórias do jurídico do Sinpol. Em ambos os casos, as ações são referentes aos processos de reversão de aposentadoria. Um dos favorecidos foi o investigador aposentado de Barretos, José Antonio Lopes de Lacerda. Ele ingressou com a ação de reversão da LCE 1062/08 para a LCF 144-13 e obteve vitória em primeira instância. Na sentença, o magistrado condenou o governo e a SPPREV a proceder a revisão da aposentadoria especial, observando a paridade remuneratória plena e a integralidade de ven- cimentos desde 04 de dezembro de 2013, com o pagamento das diferenças retroativas entre o valor devido e o efetivamente pago a partir da concessão da aposentadoria, com correção monetária do IPCA-E. Outro beneficiado com a ação de reversão foi o médico legista de Ribeirão Preto, Roberto Abud. Ele também ganhou o direito à paridade e integralidade em primeira instância. O juiz determinou o direito do autor à aposentadoria especial, condenando governo e SPPREV ao pagamento das diferenças a serem apuradas desde a data da aposentadoria até os dias atuais, acrescida de correção monetária. Também condenou ao reembolso das custas e despesas processuais e ao pagamento dos honorários advocatícios do autor. Em ambos os casos, ainda cabe recurso. Eumauri, como de costume, comemorou as decisões. “Esperamos ainda muitas outras vitórias. E lembramos que nosso jurídico está pronto para promover mais ações buscando favorecer nosso filiado, garantindo seu sagrado direito, que o governo insiste em não cumprir”, concluiu. Diretores e advogados do Jurídico do Sinpol comemoram expressivos resultados nos últimos anos; a partir da esquerda: Fátima, Célio, Viviane, Eumauri e Ricardo

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