BENCHMAIS 3 - As Melhores Práticas em Gestão Socioambiental do Brasil

 

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Artigos e cases Benchmarking certificados no período 2011 a 2014 - 311 cases

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Este livro é o volume 3 da série BENCHMAIS – AS MELHORES PRÁTICAS EM GESTÃO SOCIOAMBIENTAL DO BRASIL. Trata-se do registro das 12 edições do Programa Benchmarking Brasil (antigo Programa Benchmarking Ambiental Brasileiro) que foram realizadas anualmente, no período 2003 a 2014, pela Mais Projetos Corporativos – empresa idealizadora e detentora da metodologia especialmente desenvolvida e adotada pelo Programa Benchmarking Brasil e também realizadora do Programa nos últimos 12 anos. Primeira Edição (V. 3) Publicada em julho 2015 Organização e editoria: Marilena Lino de Almeida Lavorato Publicação impressa com o patrocínio exclusivo de Mais Projetos Corporativos, empresa especializada em gestão, educação e cultura de sustentabilidade.

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Copyright 2015 by Mais Projetos BENCHMAIS3 AS 311 MELHORES PRÁTICAS EM GESTÃO SOCIOAMBIENTAL DO BRASIL Organização e editoria: Marilena Lino de Almeida Lavorato Coordenação editorial: Wanderleia Farias Produção: Fabiana Amaral e Gustavo Trentin Prado Revisão e edição: Johnny Cardoso Projeto gráfico: Instituto MAIS e Editora Biogafia Diagramação: Rita Motta Fotolito e impressão: Editora Biografia Ilustração: Instituto MAIS BenchMais 3 : as 311 melhores práticas em gestão socioambiental do Brasil / Organizado por Marilena Lino de Almeida Lavorato. -- São Paulo : Editora Biografia, 2015. 504 p. ISBN 978-85-907455-0-1 1. Desenvolvimento sustentável 2. Gestão ambiental 3. Responsabilidade social da empresa 4. Programa Benchmarking Brasil - História I. Lavorato, Marilena Lino de Almeida CDD 658.408 Responsabilidade social da empresa Primeira edição publicada em julho de 2015 por Mais Projetos Gestão e Capacitação Socioambiental É permitida a reprodução parcial desta obra, desde que citada a fonte e enviado exemplar para os editores. Contatos: E-mails: benchmais@maisprojetos.com.br, institutomais@institutomais.org Sites: www.maisprojetos.com.br, www.benchmarkingbrasil.com.br, www.institutomais.org

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AGRADECIMENTOS O agradecimento inicial é dirigido aos gestores e executivos das organizações que tiveram visão e atitude para participarem do Programa Benchmarking Brasil inscrevendo seus cases de sustentabilidade. A segurança e transparência destas empresas e destes gestores permitiram a organização deste rico acervo de práticas de sustentabilidade nesta obra que servirá de fonte de pesquisa e consulta, incentivando outras organizações e outros gestores a também adotarem práticas semelhantes em seus negócios. Nestes últimos 12 anos, especialistas, pesquisadores, ativistas, empreendedores, estudantes, lideranças e executivos tiveram, de alguma forma, contato com os cases certi cados pelo Programa Benchmarking, proporcionando atualização e desenvolvimento técnico em tão importante e estratégica área gerencial. Foi possível criar um círculo virtuoso, no qual mais e mais pessoas se alimentaram e se inspiraram nas práticas Benchmarking. Muitas delas a partir de então desenvolveram ou aprimoraram práticas e processos em suas organizações e submeteram a certi cação Benchmarking, fortalecendo ainda mais este círculo virtuoso em que todos ganham. Agradecemos aos autores de artigos, depoimentos e prefácio publicados nesta obra, que gentilmente cederam os direitos de reprodução: Adalberto Wodianer Marcondes, André Cezar Medici, Consuelo Yatsuda Moromizato Yoshida, Cristiane Lima Cortez, Dener Giovanini, Diego Conti, Fabricio Dorado Soler, Gilberto Natalini, Guy Ladvocat, Isabel Sbragia, Jacquie Ottman, Jamile Balaguer Cruz, José Goldemberg, José Roberto Kassai, José Valverde Machado Filho, Juarez Freitas, Luiz Nelson Guedes de Carvalho, Marina Grossi, Mario Mantovani, Nelson Pereira dos Reis, Saádia Maria Borba Martins, Vilmar Berna e Vivian Aparecida Blaso Souza Soares Cesar. Dedicamos agradecimento especial ao Dr. Paulo Nogueira Neto, primeiro Secretário Especial de Meio Ambiente do Brasil (com status de Ministro de Estado). Apesar de uma agenda intensa de atividades que desenvolve até hoje, fez questão de participar da obra por considerá-la de grande relevância na difusão de práticas sustentáveis por parte de empresas, governos e organizações não governamentais. Agradecemos aos integrantes da comissão técnica do Programa Benchmarking que, com suas contribuições e participações voluntárias, aprimoram a cada edição a metodologia do Programa para seleção e certi cação dos cases. Igual agradecimento aos apoiadores que ajudaram na realização da iniciativa e na divulgação do programa junto aos seus públicos de relacionamento. Em especial aos apoiadores internacionais que com suas contribuições permitiram que gestores de outros países também conhecessem as boas práticas de sustentabilidade das organizações e instituições brasileiras. E nalmente, nosso agradecimento também às pessoas físicas que preferem manter-se no anonimato, mas que dedicaram tempo, trabalho e investimentos na edição, impressão, divulgação e distribuição desta obra por considerá-la de extrema importância na construção de um futuro mais justo e sustentável. Marilena Lino de Almeida Lavorato Programa Benchmarking Brasil

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SUMÁRIO PREFÁCIO Dener Giovanini ............................................................................................................................9 PARTE I ARTIGOS TEMÁTICOS 1. BENCHMARKING BRASIL Sustentabilidade como nova fronteira de inovação Marilena Lino de Almeida Lavorato......................................................................................15 2. BOAS PRÁTICAS E SUSTENTABILIDADE: O PENSAMENTO E A VISÃO DE ESPECIALISTAS, PESQUISADORES E LIDERANÇAS Carbono na atmosfera e outros poluentes Paulo Nogueira Neto .................................................................................................................21 O renascer do futuro Adalberto Wodianer Marcondes............................................................................................22 A questão da sustentabilidade na agenda mundial dos últimos 50 anos: conceito, histórico e perspectivas André Cezar Medici ....................................................................................................................26 Governança ambiental global Consuelo Yatsuda Moromizato Yoshida, Diego Conti e José Valverde Machado ....36 A questão da gestão dos resíduos sólidos e o desenvolvimento sustentável Cristiane Lima Cortez e José Goldemberg ...........................................................................43 Desa os jurídicos para a implementação de sistemas de logística reversa no Brasil Fabricio Dorado Soler................................................................................................................53 Pacote da água: resposta do Legislativo Paulistano para a crise hídrica Gilberto Natalini .........................................................................................................................61 Análise conjuntural das interações empresa e sociedade na busca da sustentabilidade Guy Ladvocat e Isabel Sbragia................................................................................................65

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Valores que impulsionam o crescimento do consumo verde Jacquie Ottman ..........................................................................................................................71 Sustentabilidade como dever constitucional de induzir práticas de consumo e produção Juarez Freitas ...............................................................................................................................74 Relato Integrado: o novo padrão de relatos corporativos Luiz Nelson Guedes de Carvalho e José Roberto Kassai...................................................84 O papel do Governo por um Brasil mais sustentável Marina Grossi............................................................................................................................101 O papel da Mata Atlântica no desenvolvimento sustentável do país Mario Mantovani.....................................................................................................................107 Sustentabilidade é essencial para a competitividade Nelson Pereira dos Reis...........................................................................................................112 Cidades sustentáveis e políticas públicas: a conexão necessária à qualidade de vida Saádia Maria Borba Martins ................................................................................................116 O principal campo de batalha da sustentabilidade é no espírito humano Vilmar Berna .............................................................................................................................121 Educação para sustentabilidade: uma questão fundamental? Vivian Aparecida Blaso Souza Soares Cesar ....................................................................123 PARTE II CASES BENCHMARKING 3. CASOS BENCHMARKING UM BANCO DE PRÁTICAS E SOLUÇÕES 3.1 Cases Benchmarking organizados por edição.............................................134 3.1.1 Banco digital de boas práticas socioambientais - resumo dos 113 cases certi cados no período 2011 a 2014 ........................135 3.1.2 Banco digital de boas práticas socioambientais - citações dos 198 cases certi cados no período 2003 a 2010 .........................................204 3.2 Cases Benchmarking organizados em 10 categorias gerenciais........272 3.2.1 Banco digital de boas práticas socioambientais dos 113 cases certi cados no período 2011 a 2014 ....................................................274 3.2.2 Banco digital de boas práticas socioambientais - citações dos 198 cases certi cados no período 2003 a 2010 ........................364

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PARTE III PROGRAMA BENCHMARKING BRASIL 4. PRÁTICAS BENCHMAR KING: UM BANCO DE IDEIAS E SOLUÇÕES COM 311 CASES CERTIFICADOS 2003 2014 4.1 Per l, histórico e metodologia com reconhecimento da ABNT.............414 4.2 Comissão Técnica com a participação de 160 especialistas de 20 países.......................................................................................................................422 4.3 Relação dos Cases Benchmarking no período 2003-2014 com 311 cases de 172 organizações ...................................................................................438 4.4 Modalidades paralelas que fazem do programa Benchmarking um verdadeiro movimento de boas práticas........................................................462 5. LEGADO BENCHMARKING BRASIL 5.1 Benchmarking Brasil: exemplos que educam, práticas que transformam Marilena Lino de Almeida Lavorato...................................................................................467 5.2 Os impactos do Programa Benchmarking na Gestão de Responsabilida de Social Empresarial (RSE) das organizações brasileiras Jamile Balaguer Cruz..............................................................................................................470 5.3 Performance do Programa Benchmarking Brasil no período 2003-2014 – Grá cos e Planihas........................................................................477 6. GALERIA: A MEMÓRIA DO PROGRAMA BENCHMARKETING NO PERÍODO 2003 A 2004 6.1 Reconhecimento .......................................................................................................485 6.2 Logos e slogans .........................................................................................................486 6.3 Ranking.........................................................................................................................489 6.4 Troféus...........................................................................................................................499

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PREFÁCIO Ter sido convidado para escrever o prefácio do BenchMais3 - As melhores práticas socioambientais do Brasil foi, além de uma grati cante e honrosa surpresa, um enorme desa o. O Programa Benchmarking Brasil, ao longo dos seus 13 anos de existência e, principalmente, de intensa capacidade para analisar as boas práticas socioambientais que são desenvolvidas no país, consolidou-se como uma referência para aqueles que buscam uma fonte con ável e isenta. O time que compõe a presente edição é uma notável seleção de craques em suas áreas de atuação e apresentam a você, leitor, as melhores táticas e estratégias para vencermos os desa os que se impõem no horizonte brasileiro. Meus trinta anos de envolvimento e atuação na área ambiental me proporcionaram um espaço privilegiado de observação. Durante esse tempo, pude acompanhar diversas transformações na forma com que a nossa sociedade se relaciona com o meio ambiente. Entre avanços e retrocessos, avalio que nos aproximamos dos minutos nais do segundo tempo com a partida empatada. O placar do jogo não importa. O que conta mesmo é termos a percepção de que estamos naquele momento da partida em que qualquer passe de bola arranca profundos suspiros na torcida. Não temos mais tempo para errar e muito menos espaço para o improviso. Jogadas espetaculares – daquelas que não se tem certeza do resultado, mas que agradam e levam o público ao êxtase – não são mais apropriadas para o momento. O lance agora é estratégia. Cada passe de bola transforma-se em chance de vitória consagradora ou de derrota humilhante. E, de antemão, sabemos que esse jogo não terá prorrogação e muito menos disputa de pênaltis. É um mata-mata seco. Perdeu, cai fora. Simples assim. O jogo do qual participamos agora pode ser classi cado como uma semi nal de um campeonato que já dura algumas centenas de anos. É difícil precisar seu início. Alguns podem entender que o pontapé inicial se deu com a Revolução Industrial, lá pelos idos de 1700 no Reino Unido (não à toa, a terra do futebol). Outros, talvez queiram apontar a era das grandes navegações e do Mercantilismo do século XV como o marco histórico. Os defensores dessa última opção podem argumentar que o campeonato de fato começou com o desejo dos europeus de conquistarem novas terras, para fortalecerem o seu poder político por meio da exploração abusiva de matérias-primas das colônias, aliado a uma constante intervenção do Estado na economia. Independente de quando foi o seu início, a verdade histórica registrou diversas jogadas perigosas, que por muito pouco não nos eliminou da disputa lá nas oitavas de nal, como foi, por exemplo, a corrida armamentista que culminou com a tensa Guerra Fria. Alguns jogadores se destacaram ao longo desse campeonato mais por suas jogadas atrapalhadas do que propriamente a sua capacidade de atacante. Demorou para que a torcida percebesse que os dribles da extinta União Soviética escondiam, sob uma cortina de ferro e fumaça, um despreparo técnico tão grande que a levou a marcar um gol contra vexaminoso, como foi o acidente da usina nuclear de Chernobyl. 9

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Na verdade, cada torcedor mais atento tem em sua memória os lances que o zeram esboçar um sorriso de contentamento ou derramar uma lágrima de sofrimento. Não me cabe fazer aqui uma análise tática das partidas. O importante é olharmos para o nosso registro histórico como uma fonte de consulta sobre o que não devemos repetir. De analisar, com o devido distanciamento temporal, esquemas ultrapassados que nos renderam incontáveis cartões amarelos e, em momentos decisivos, nos desfalcaram por meio dos cartões vermelhos. No início desse texto a rmei que escrever esse prefácio era um desa o. Uma tarefa que numa ponta trás uma imensa responsabilidade de fazer uma apresentação de uma obra repleta de craques. Na outra, tenta conciliar o conteúdo com minha visão – às vezes crítica por demais – sobre o meu conceito de Sustentabilidade. Não é fácil atualmente, principalmente para o torcedor da geral, conseguir diferenciar a intenção de boa jogada de uma mera rula personalista. Nesse jogo temos muitos atletas conscientes da sua responsabilidade, mas também temos aqueles que desejam apenas valorizar seus passes mediante jogadas individualistas e inconsequentes. Esses perdem a chance de passar a bola para o companheiro e marcar um gol, mas não perdem a oportunidade de dar um drible ine caz, numa tentativa desesperada de chamar a atenção da torcida. No início podem até conseguir arrancar alguns “olés” da galera, mas não tardará a começarem ouvir as primeiras vaias. É exatamente nesse contexto que o BenchMais3 - As melhores práticas socioambientais do Brasil surge em campo. Através dele, o torcedor poderá contar com o auxílio dos melhores comentaristas do mercado para auxiliá-lo na árdua tarefa de entender o que está se passando em campo. Por meio de uma análise criteriosa e focada em separar a mera “canelada” (jogada bruta e inconsequente) de uma “caneta” (quando o jogador passa a bola por entre as pernas do adversário) essa publicação pode ajudar a “Camisa 12” (a torcida) a compreender um pouco melhor não apenas o jogo, mas fundamentalmente, a importância de ganharmos esse campeonato. Depende única e exclusivamente de nós, conseguirmos avançar e colocar as futuras gerações na grande nal. A bola está em nossos pés. Está nos pés do Brasil. Somos o atacante nesse momento. Cabe a nós acertarmos nas jogadas e não repetirmos os erros dos jogadores que já passaram. Na geral, no banco de reserva ou no gramado, somos mais de sete bilhões envolvidos no jogo. Cada um com suas responsabilidades e capacidade de in uenciar o resultado nal. Não podemos fazer cera e muito menos acreditar que teremos alguma chance no tapetão. Esse é um jogo que se ganha apenas dentro de campo, com far play e, principalmente, com responsabilidade. Uma boa leitura a todos e que consigamos vencer o campeonato pela perpetuação da vida no planeta! Dener Giovanini Jornalista, documentarista cinematográ co e ambientalista brasileiro, reconhecido como empreendedor social pelas organizações Ashoka, Avina e Schwab Foundation for Social Entrepreneurship. Dirige e produz projetos para cinema e televisão e foi apresentador das séries “O Brasil é o Bicho” no programa Fantástico, da TV Globo e “Ecos do Brasil”, no Canal Futura. Recebeu em 2003, da Organização das Nações Unidas (ONU), o prêmio ambiental UNEP-Sasakawa. É também fundador da organização não governamental Rede Nacional de Combate ao Trá co de Animais Silvestres (RENCTAS) e das empresas DGCA e DGCA Filmes. 10

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PARTE I ARTIGOS TEMÁTICOS

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1 BENCHMARKING BRASIL: A FOTOGRAFIA DA GESTÃO SOCIOAMBIENTAL BRASILEIRA Empresas inteligentes estão tratando a sustentabilidade como uma nova fronteira da inovação e, com isto, ganhando competitividade e melhorando sua performance. O Programa Benchmarking Brasil, considerado a fotogra a da gestão socioambiental brasileira, tem registrado este movimento com precisão.

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