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125º EDICAO

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IMPRENSA SINDICAL ANO XV | 125a EDIÇÃO DEZEMBRO/2017 Desemprego em queda é apenas sofisma barato, afirmam analistas //Os últimos números do desemprego no Brasil, anunciados pela mais recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE) e Estatística na primeira semana, trazem em letras pequenas, no rodapé, que o aumento mais significativo ficou por conta dos ‘bicos’, como é chamado o emprego temporário. São atividades de subsistência, frágeis e sem qualquer anteparo legal. Enquanto os brasileiros apelam para qualquer serviço, para não morrer de fome, as vagas com carteira assinada e alguma perspectiva de carreira seguem estagnadas. Não há crescimento do Produto Interno Bruto (PIB); logo, não há novos empregos. A única forma de enfrentar o desemprego que atinge mais de 13 milhões de brasileiros é garantir o retorno do “crescimento econômico; com desenvolvimento político e social. Não há milagre. É preciso implementar um projeto de desenvolvimento nacional que leve em conta as necessidades da população”. A afirmativa é da economista Patrícia Pelatieri. Ela falou aos jornalistas do site do Instituto Humanitas Unisinos, de Porto Alegre. Entretanto, pontua, a aprovação da PEC 95, que institui o teto dos gastos públicos, conduzirá o país para outra direção. — Infelizmente, a Reforma do Es- tado imposta pela PEC 95 vai significar empobrecimento da população; em decorrência da contenção das políticas públicas, e diminuição da capacidade do Estado em alavancar o crescimento e promover o desenvolvimento. E sabemos que a retomada de um ciclo de crescimento exige uma longa e penosa travessia —conclui. SÃO PAULO Pitch Gov.SP seleciona start-ups para melhorar serviços públicos Página 8 Geraldo Alckmin, governador de São Paulo LU ALCKMIN-SP Lu Alckmin visita projeto “Solidariedade em Fios” no Parque da Água Branca Página 14 SÃO PAULO-SP Prefeitura inicia em avenida da Zona Leste nova etapa do programa Asfalto Novo Página 6 João Doria, prefeito de São Paulo COREN-SP Fabíola Campos: uma trajetó- ria em defesa da saúde e das Fabíola de Campos Braga Mattozinho, presidente do Coren-SP mulheres Página 9 DAVID UIP-SP Pró-Sangue realizou “semana doce” para o doador de sangue David Ewerson Uip, secretário de Estado da Saúde de São Paulo Página 5 SECOVI-SP Flavio Amary foi reeleito presidente do Secovi-SP Página 11 Flavio Amary, presidente do Secovi-SP SINTRACON/ITAPEVI-SP SUPLICY SINDUSCON-SP Cenário é ideal para exploração de mão de obra barata Página 16 Ângelo Luiz Angelini, presidente do Sintracon A LUTA DO TEATRO OFICINA É NOSSA Página 15 Eduardo Suplicy, vereador de São Paulo Construção espera retomar crescimento em 2018 Página 15 José Romeu Ferraz Neto, presidente do Sinduscon-SP CUT NACIONAL Se o Congresso mexer na Previdência, o Brasil vai paVagner Freitas, presidente da CUT rar Página 4 PRAIA GRANDE-SP Em PG, tecnologia é importante aliada da área de Segurança PúblicaAlberto Mourão é presidente do Condesb e prefeito de Praia Grande Página 4 Prefeito de Guarulhos, Guti GUARULHOS-SP Prefeitura de Guarulhos lança o primeiro Centro de Inovação Tecnológica da cidade Página 5 METALÚRGICOS GUARULHOS-SP Programa social dos metalúrgicos de Guarulhos completa 15 anos José Pereira, Sindicato presidente do Página 7 SINDSAÚDE-SP Servidores entregam pauta de rei- vindicações ao gover- no Alckmin (PSDB) e pro- metem greve Página 7 Douglas Izzo, presidente da CUT-SP PAULINHO DA FORÇA-SP Ação Sindical em prol dos direitos! Página 7 Paulinho da Força, presidente da Força Sindical e deputado federal METALÚRGICOS-SP Valorizar as conquistas! Página 7 Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo SINTRACON/JUNDIAÍ-SP Carnaval, copa do mundo e eleições, assim será 2018 Página 10 José Carlos da Silva, presidente do Sintracon/Jundiaí-SP Governador da Bahia, Rui Costa BAHIA Novos hospitais e policlínicas regionais vão ampliar atendimento e levar serviços de saúde para 4 milhões de baianos Página 10 Anuncie no SINDIQUÍMICA-BA Petroquímicos baianos fazem greve para pressionar empresas a avançar na SINDUSCON-MG O FGTS e os projetos de lei que o desviam do sonho da casa própria campanha salarial Página 12 Geraldo Linhares, vice-presidente do Sindus- Página 12 con-MG IMPRENSA SINDICAL (11)3666-1159 99900-0010 95762-9704

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IMPRENSA SINDICAL // DEZEMBRO/2017 // PÁGINA 2 Editorial//Com a entrada em vigor da Reforma Trabalhista, Opinião dia 11 de novembro, os trabalhadores perderam uma série de direitos garantidos pela CLT e estão à mercê de seus patrões. As mobilizações sindicais foram insuficientes e, apa- rentemente, apenas para simular pressão contra a apro- Agradecemos a todos os anunciantes pela contribuição e aos que colaboraram com matérias para o enriquecimento vação da reforma. Algumas centrais sindicais que figuram na linha de frente das manifestações contra a reforma aprovada, do conteúdo do jornal IMPRENSA SINDICAL. compactuam com o governo. Essas, marcam apenas uma posição de coerência com a representatividade Corrupção e dívida pública dos trabalhadores. Afinal, é para isso que existem. No entanto, exercem deliberadamente papel figurativo e, quiçá, atuam dando cobertura ao governo para o su- cesso confirmado da reforma antitrabalhista. O mesmo //por Maria Lucia Fattorelli – à Caros contratada junto a bancos pri- de 1970 até a sua transferên- Amigos vados internacionais, principal- cia como obrigação do Banco fazem com a iminente Reforma da Previdência, que utiliza a mesma estratégia para sua aprovação. Com isso, mente pelo setor privado (mul- Central do Brasil. Os contratos as chances de sucesso é tão grande quanto teve a tra- //A história do Sistema da Dívida tem sido uma história de corrupção. Esta se dá por meio de operações fraudulentas e diversos mecanismos financeiros aparentemente sofisticados, que continuamente usam o instrumento do endividamento público para transferir imensos volumes de recursos públicos para o setor financeiro. No Brasil, a megacorrupção do Sistema da Dívida envolve bilhões de reais por dia e impõe severos impactos que impedem o nosso desenvolvimento socioeconômico e negam o direito a uma vida digna a milhões de pessoas. A auditoria é a ferramenta capaz de comprovar essa distorcida atuação do Sistema da Dívida. Desde a Independência Atos de corrupção marcam o endividamento público brasileiro desde a primeira dívida assumida como nação independente, a partir de 1822. Portugal havia contraído uma dívida junto à Inglaterra e transferiu o ônus ao Brasil. O dinheiro nunca chegou aqui; apenas assumimos a dívida, que passou a obrigar o País a realizar vultosas remessas de ouro, prata, pedras preciosas, madeira e diversos produtos agrícolas para pagar por algo que nunca recebemos. Quase um século depois, a auditoria da dívida externa determinada por Getúlio Vargas em 1931 revelou que apenas 40% da dívida externa encontrava-se respaldada em contratos; não havia contabilidade regular e sequer registro dos pagamentos já efetuados. Os achados daquela experiência histórica resultaram em significativa redução do estoque e do fluxo da dívida externa. O atual ciclo da dívida pública brasileira teve início na década de 1970, durante a ditadura militar, quando a parcela mais relevante da dívida era externa, tinacionais instaladas no País e bancos). Os principais bancos credores eram os mesmos que controlavam o Federal Reserve Bank (FED –o banco central norte-americano) e a Associação de Bancos de Londres, instituições que ditavam as taxas de juros internacionais (Prime e Libor), em flagrante conflito de interesses que nunca foi questionado. O imenso crescimento da dívida externa na década de 1970 coincide com o fim da paridade do dólar ao ouro e decorreu de verdadeira sedução dos bancos credores que ofereciam taxas de juros baixas, prazos e muitas vantagens escusas, conforme retratado por um agente do esquema, John Perkins, no livro Confissões de um Assassino Econômico. Aquelas taxas de juros de cerca de 5% ao ano foram elevadas pelos bancos que controlavam o FED e a Associação de Bancos de Londres, para mais de 20%, provocando a crise financeira iniciada em 1982. A crise abriu espaço para a interferência do FMI em diversos países a partir de 1983. Além de exigir que o Banco Central assumisse toda a dívida externa que havia sido contratada junto a bancos privados internacionais desde a década de 1970 —tanto pelo setor público como pelo setor privado— o FMI passou a impor os seus planos de ajuste fiscal, reformas e inúmeras determinações de política econômica que amarraram o Brasil. Comissões parlamentares denunciaram ilegalidades e até inconstitucionalidades da dívida desde os anos 1980, mas nenhuma providência foi tomada. A mais recente CPI da Dívida Pública, concluída em 2010, requereu os contratos que comprovassem o expressivo crescimento do estoque da dívida externa desde a década Expediente disponibilizados pelo Ministério da Fazenda à CPI não comprovaram sequer 20% do estoque da dívida. Por sua vez, o Banco Central, que assumiu dívidas públicas e privadas por meio de acordos firmados em Nova Iorque, sob as leis e foro de Nova Iorque, em total desrespeito à nossa soberania, negou-se a apresentar à CPI a conciliação de cifras, isto é, o demonstrativo detalhado de quais dívidas privadas haviam sido transformadas em públicas, embora tenha confirmado que tal fato ocorreu. Em 1992, há suspeita de prescrição de toda essa dívida externa com bancos privados internacionais. Esse grave fato nunca foi investigado, embora envolvesse cerca de 80% da dívida externa existente. Em 1994, aquela dívida externa com bancos privados internacionais suspeita de prescrição foi transformada em novos títulos da dívida externa, no chamado “Plano Brady” realizado em Luxemburgo, sem transparência alguma. Armínio Fraga, que foi um dos negociadores e, depois, presidente do Banco Central, chegou a afirmar em seu depoimento à CPI que anos após aquela operação os contratos ainda não haviam sido assinados. Os títulos resultantes da operação “Brady” foram, em grande parte, trocados por títulos da dívida interna, que naquele início do Plano Real chegaram a quase 50% ao ano! Outra parte foi aceita como moeda para comprar empresas estatais estratégicas e lucrativas, privatizadas a partir de 1996. A dívida interna explodiu a partir do Plano Real, principalmente devido à prática de juros abusivos, os quais não possuem nenhuma justificativa técnica, política, jurídica ou econômica e são definidos pelo Comitê de Política Monetária, o Copom, após ouvir representantes do mercado financeiro, em evidente e ilegal conflito de interesses. A Megacorrupção atual balhista. A sociedade está atônita com o rumo do país, com as ações antissociais do ilegítimo governo. Os movimentos e organizações sociais também apresentam uma letargia justificada, mas exageradamente demorada. Passou da hora de reagirmos de verdade e com afinco. Estão desmontando ações sociais feitas na tentativa da igualdade. Estão voltando à exploração massacrante, à miséria e à fome do povo. O avanço que tivemos nas duas últimas décadas vem sendo solapado em poucos meses. Não estão brincando em serviço. Ao contrário, estão acelerando o desserviço. Essa letargia social tem que acabar. As organizações sociais e sindicais têm que se mobilizar de verdade. A descrença em nossa justiça e nossos políticos não pode sucumbir ao propósito do temido Temer e à controladora e implacável elite empresarial e de banqueiros. à destinação de recursos para cobrir operações ilegais: • pagamento de juros extorsivos, mediante artifício de contabilização de grande parte dos juros como se fosse amortização ou rolagem, burlando-se o Art. 167, III, da Constituição Federal, o qual impede a emissão de títulos da dívida para pagar despesas correntes, tais como salários e juros; • remuneração da sobra de caixa dos bancos, por meio das chamadas Operações Compromissadas realizadas pelo Banco Central, que superam R$ 1,1 trilhão, ou seja, cerca de 17% do PIB, e são remuneradas diariamente; • prejuízos do Banco Central com operações de swap cambial, consideradas ilegais, conforme representação de auditor do Tribunal de Contas da União (TC-012.015/2003-0). A dívida pública tem crescido para servir a esses mecanismos, sem contrapartida alguma para a sociedade que arca com o seu pagamento, repetindo-se o padrão que vem ocorrendo desde 1822. Novos esquemas Recentemente, mecanismos ainda mais sofisticados de geração de dívida pública estão sendo criados. Trata-se de esquema semelhante ao que operou na Grécia e quebrou aquele país. responsável, Edson Ronaldo Nascimento, atuou também como assistente consultor do FMI, presidente da PBH Ativos S/A, superintendente executivo da Secretaria de Fazenda de Goiás, secretário de Fazenda de Tocantins, entre outros cargos estratégicos ocupados no Distrito Federal e no Tesouro Nacional. Assim o esquema se alastra. A ex-presidente do parlamento grego, a advogada Zoe Konstantopoulou, participou de audiência pública no Senado Federal sobre o PLS 204/2016, um dos projetos que visa “legalizar” esse esquema no Brasil (na Câmara tramitam o PLP 181/2015 e o PL 3337/2015). Em seu histórico depoimento sobre os imensos danos causados por esse esquema, Zoe declarou que o Estado não deve existir para fazer negócios, mas, sim, garantir direitos humanos à população. Lucro para os bancos A dívida pública não tem funcionado como instrumento de financiamento do Estado, mas como um perverso mecanismo financeiro de subtração de recursos e submissão às imposições de organismos internacionais. Além de sangrar os orçamentos públicos e exigir sucessivas privatizações de patrimônio público para seu pagamento, a Jornal IMPRENSA SINDICAL www.jornalimprensasindical.com.br Em 2016, o pagamento de Funciona mediante a utilização dívida pública tem sido a justijuros da dívida consumiu quase de empresa estatal não depen- ficativa para contínuas refor- Matriz: Rua General Júlio Marcondes Salgado, 04 Conj. 82 Campos Elíseos - CEP 01201-020 - São Paulo - SP. Filial: Largo Santa Cecilia, 62 - São Paulo - SP. Fone: (11) 3666-1159 44% dos recursos do orçamento federal. Apesar de todas as pessoas arcarem com o seu pagamento, sequer se sabe exatamente que dente que emite debêntures com garantia pública, a exemplo da PBH Ativos S/A em Belo Horizonte e a CPSEC S/A no estado de São Paulo. Já existem mas que cortam direitos sociais (como a da Previdência) e modificações legais que garantem ainda mais privilégios para o setor financeiro, como as recen- Diretor Responsável Carlos Alberto Palheta dívida é essa, pois além da au- mais de cinquenta empresas tes Emendas Constitucionais 95 sência de transparência, nunca desse tipo operando no País. (que engessa o Estado por vinte Jornalista Responsável: Mara Oliveira - MTB 12437-0/SP foi feita a auditoria prevista na As debêntures dessas empre- anos para que sobrem mais re- Constituição Federal. Sequer sas são vendidas a investidores cursos para os juros) e 93 (que Publicidade e Propaganda Carlos Alberto Palheta (11) 99900-0010 sabemos para quem estamos pagando os elevados juros, pois os credores são sigilosos, apesar de a Constituição determinar a privilegiados que receberão juros estratosféricos. O ente público (estado ou município) oferece garantia real a esses papéis, de aumenta para 30% a desvinculação de recursos da Saúde, Assistência e Previdência Social para destiná-los aos gastos com Diretoras Executivas publicidade de todo ato público. forma mascarada (debêntures a dívida), entre outros, como o Raimunda Duarte Passos e Jéssika Carla Passos Palheta Fones (11) 3666-1159 | (11) 95762-9704 A Auditoria Cidadã da Dí- subordinadas). PLP 343/2017 que afeta profun- vida tem denunciado os graves O rombo será enorme e, damente os entes federados. DISTRIBUIÇÃO NACIONAL indícios de ilegalidade, ilegitimi- por tratar-se de empresas es- Os impactos sociais do Siste- dade e até fraudes descobertas tatais, os entes federados serão ma da Dívida são evidenciados Produção: Kerach Comunicação Projeto Gráfico e Diagramação: Mara Oliveira E-mail: maraoliveira23@hotmail.com Fone (11) 95862-7485 E-mails: kerach23@hotmail.com | www.kerachcomunicacao.com.br pela CPI da Dívida Pública concluída em 2010, mas tudo isso é deixado de lado. O estoque da dívida interna alcançou R$ 4,509 trilhões em chamados a honrar a garantia dada, gerando grandes volumes de obrigações onerosas que configuram dívida pública sem contrapartida alguma. no recente relatório sobre o Índice de Desenvolvimento Humano divulgado pela ONU. O Brasil perdeu várias posições e está em 79º lugar, empatado com a OBS.: MATÉRIAS ASSINADAS NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO JORNAL, SENDO DE EXCLUSIVA RESPONSABILIDADE DE SEUS AUTORES. O CONTEÚDO DOS ANÚNCIOS É DE INTEIRA RESPONSABILIDADE DE SEUS ANUNCIANTES. dezembro de 2016 e seu crescimento brutal nos últimos anos (R$ 732 bilhões em 2015 e R$ 636 bilhões em 2016), deveu-se Esse negócio entrou no País por meio de consultorias especializadas, como a ABBA Consultoria e Treinamento, cujo ilha Granada. Maria Lucia Fatorelli é coordenadora Nacional da Auditoria Cidadã da Dívida

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IMPRENSA SINDICAL // DEZEMBRO/2017 // PÁGINA 3

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Brasil IMPRENSA SINDICAL // DEZEMBRO/2017 // PÁGINA 4 CUT Se o Congresso mexer na Previdência, o Brasil vai parar //por Vagner Freitas – presidente da CUT //Depois da greve geral, deputados ficaram com medo de não se reelegerem em 2018 e não quiseram aprovar a proposta de Temer de acabar com a aposentadoria. Temer retirou proposta do Congresso e, agora, apresentou outra tão ruim quanto a outra, em especial para o pessoal da agricultura familiar. Ao que tudo indica, o governo golpista de Temer, desesperado em entregar qualquer reforma da Previdência aos seus financiadores, irá apresentar em breve uma proposta mais enxuta, com alterações na aposentadoria rural, diferentes mas, igualmente perversas, quanto as que foram propostas em maio; além de algumas mudanças em relação aos trabalhadores urbanos, igualmente perversas, é claro. É só isso que Temer sabe fazer. Greve Geral Pelo que li nos jornais, ele quer fazer isso ainda este ano. Só esquece que a classe trabalhadora está em estado de alerta e que se tentar acabar com a aposentadoria, vamos para o Brasil e denunciar todos os deputados e senadores que traírem os/as trabalhadores/as brasileiros/as. Em 2018, podem ter certeza, muitos vestirão o pijama se ousarem mexer na Previdência, em especial na aposentadoria dos agricultores familiares. Vocês sabiam que hoje 65% dos agricultores familiares não conseguem contribuir com o INSS, mesmo sendo segurados especiais de acordo com as regras atuais? Os dados sobre a situação dos agricultores familiares são da Agência Nossa, que entrevistou o pesquisador Eliziário Toledo, da UnB. Pois é, se hoje a maioria dos trabalhadores de agricultura familiar não consegue ter renda suficiente para pagar 2,1% sobre a venda da produção para garantir cobertura previdenciária para toda a família, imaginem quando forem obrigados a contribuir individual- mente, com 5% do salário mínimo por 15 anos –idade mínima de 60 anos para homens e, no caso das mulheres, aumentaria a idade aumentaria de 55 para 57 anos –independentemente de comercializar sua produção ou não. Ou seja, de ter ou não renda para contribuir. Proposta Se a reforma da Previdência de Temer for aprovada pelo Congresso Nacional do jeito que está, a tragédia tomará conta do campo. O cenário será de fome, de miséria. Mas eles não terão coragem para tanto. Como vocês lembram, a tentativa inicial de Temer com a proposta que ele chama da reforma da Previdência era igualar as regras dos trabalhadores do campo e da cidade, exigindo idade mínima de 65 anos – para homens e mulheres– e tempo mínimo de contribuição de 25 anos. Levamos milhares de trabalhadores às ruas para denunciar o “crime” e a tragédia social que essa proposta representaria. Temer voltou atrás e apre- sentou essa nova versão que está nos jornais há alguns dias, além de fazer uma propaganda na televisão dizendo que a reforma é para cortar privilégios. Esquece de dizer que se aposentou aos 55 anos e recebe mais de R$ 30 mil por mês de aposentadoria do Ministério Público de São Paulo. Golpistas A crueldade só atinge os mais pobres, sempre. Só Temer poderia pensar em acabar com a aposentadoria dos agricultores familiares; que respondem por cerca de 70% dos alimentos do país, segundo o Censo Agropecuário de 2006; último levantamento feito pelo IBGE, e começam a trabalhar muito cedo. Só Temer poderia ignorar que a aposentadoria rural é uma conquista da classe trabalhadora; que seria um crime acabar com essa importante política de proteção social e de distribuição de renda. A Constituição de 1988 incluiu o conceito de Seguridade Social sob a lógica de bem-estar social e de solidariedade. A Seguridade é financiada, portanto, por contribuições dos trabalhadores assalariados, das empresas e também de toda a sociedade. Os golpistas ignoram a Constituição, apesar de Temer se dizer um jurista. ‘Nos aguardem’ É preciso explorar outras fontes que compõem o orçamento da Seguridade Social; como a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), Confins e PIS-PASEP, além de combater a sonegação. Mas isso ele parece que não entende muito bem. Não importa. Seja qual for a proposta, os trabalhadores e as trabalhadoras de sindicatos filiados a CUT e a outras centrais; em assembleia realizada na Praça da Sé no dia 10 de novembro, já deliberaram. Se mexer na Previdência, o Brasil vai parar. Vagner Freitas é presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Praia Grande-SP Em PG, tecnologia é importante aliada da área de Segurança Pública //Autoridades se reuniram dia 16 de novembro para debater ações //Praia Grande possui um dos maiores parques tecnológicos da região voltados à segurança pública, com quase 2 mil câmeras de videomonitoramento instaladas em vários pontos da Cidade e modernos softwares capazes de integrar todas as informações captadas pelas lentes. Toda esta tecnologia foi mais uma vez apresentada a representantes das polícias Militar e Civil e do Corpo de Bombeiros, no dia 16 de novembro, com o objetivo de otimizar os recursos disponíveis a estas forças de segurança. Atualmente, 1.942 câmeras integram o sistema de videomonitoramento, sendo 1.768 câmeras fixas, 95 do tipo Domo (com zoom e giro de 360º) e 78 do tipo OCR (reconhecimento óptico) que já foram adquiridas e devem começar a ser instaladas ainda este mês, além de um Drone, que será usado para patrulhamento e mapeamento de áreas. Softwares que filtram informações de acordo com a necessidade do que se quer apurar, que identificam placas e podem ser integrados a bancos de dados da área de segurança (como o Detecta, Infocrim e Infoseg) também já são realidade no Município e começam a ser integrados a todo o sistema. O objetivo agora é otimizar esses recursos de forma que eles tenham uma efetividade maior, conforme explicou o secretário de Assuntos de Segurança Pública, José Americo Franco Peixoto. “Queremos diminuir os índices criminais em Praia Grande e essas ferramentas certamente ajudarão. Mas é preciso unir forças com as polícias para que o trabalho não fique sem sentido”. O comandante do 45º Batalhão de Polícia Militar (BPM-I), responsável pelo policiamento na Cidade, coronel Maurício Vieira Izumi, disse ter ficado impressionado com a gama de possi- bilidades que o parque tecnológico oferece. “Vamos buscar formas de qualificar nossos policiais para que estejam preparados para aproveitar tudo isso da melhor maneira. A tecnologia vem somar a um importante trabalho de integração das polícias que já é realizado na Cidade”. O delegado titular do Município, Carlos Henrique Fogolin de Souza, também concordou com a importância de os policiais terem acesso às tecnologias disponíveis e sugeriu inclusive a realização de uma espécie de oficina. “Com uma pronta resposta das polí- cias, consequentemente, haverá uma diminuição de ocorrências”. Desemprego entre jovens brasileiros atinge pior nível em quase três décadas //O desemprego entre os jovens no Brasil atinge sua maior taxa em 27 anos. Dados apresentados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam que, ao final de 2017, praticamente 30% dos jovens brasileiros estariam sem trabalho. “Trata-se da maior taxa desde 1991”, aponta a instituição, com sede em Genebra. A estimativa sobre o índice brasileiro é mais de duas vezes superior à média internacional. Segundo a OIT, o desemprego entre jovens no mundo é de cerca de 13,1%. A situação brasileira só é equivalente às taxas registradas nos países árabes, que viram o desemprego desencadear uma importante crise política e social a partir de 2011. Hoje, entre as mais de 190 economias avaliadas pela OIT, apenas 36 delas tem uma situação pior que a do Brasil para os jovens. Na Síria, por exemplo, a taxa de desemprego entre os jovens é de 30,6%, contra 34% no Haiti. Desaceleração A queda do crescimento da economia brasileira, infor- malidade e as incertezas de investimentos teriam gerado o salto no fechamento de vagas para essa camada nos últimos anos, ainda que o pico possa já ter sido atingido. — Houve uma enorme desaceleração de alguns países, entre eles o Brasil — disse a diretora de Política de Desenvolvimento e Emprego da OIT, Azita Awad. Em 1991, a taxa brasileira entre os jovens era de 14,3% e, em 1995, chegou a cair para 11,4%. Mas a segunda metade da década de 90 registrou um aumento, com um pico em 2003. Naquele ano, o desemprego de jovens era de 26,1%. Entre 2004 e 2014, a taxa sofreu uma queda substancial, chegando a 16,1%.

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Geral IMPRENSA SINDICAL // DEZEMBRO/2017 // PÁGINA 5 Foto: Fabio Nunes Teixeira Guarulhos-SP Prefeitura de Guarulhos lança o PrefeitodeGuarulhos,Guti primeiro Centro de Inovação Tecnológica da cidade Fotos: Márcio Lino/PMG //A Prefeitura de Guarulhos lançou dia 22, o Centro de Inovação Tecnológica Innovation Guarulhos (Citig), ao assinar um termo de cooperação com a Innovation, entidade sem fins lucrativos do Eniac. O Citig, criado para o incentivo à pesquisa e tecnologia, já está credenciado junto ao Sistema Paulista de Ambientes de Inovação (SPAI) e representa um passo fundamental para criação do Parque Tecnológico do município. O lançamento do Centro de Inovação Tecnológica contou com a presença do prefeito Guti, que lembrou a importância dos esforços do Governo Municipal relacionados com a tecnologia e a inovação. “Não podemos esperar, temos que fazer acontecer. Hoje demos um passo muito importante para o nosso Parque Tecnológico, com o qual poderemos gerar mais talentos e riquezas para a cidade. Agradeço ao Eniac por estar à disposição do município nesta iniciativa vital para Guarulhos”. O secretário de De- senvolvimento Científico, Tecnológico, Econômico e de Inovação (SDCETI), Rodrigo Barros, celebrou a união que tornou possível o Centro de Inovação e o futuro Parque Tecnológico. “Estamos fazendo história hoje. Tenho certeza que daqui a 20 anos lembraremos desse dia. O governo municipal faz hoje um papel de conexão entre as instituições e o setor produtivo porque acredita que isso é necessário para construir um sistema forte, um ecossistema de inovação”. O Citig, localizado nas dependências do Centro Universitário Eniac, tem como principais objetivos execução de ações de captação, incubação e aceleração de projetos e negócios com capacidade de idealizar, projetar, e testar novas tecnologias e mídias, como: jogos digitais, aplicativos móveis, programas de computador e objetos interativos, em um ambiente de Media Lab. Os projetos do Citig serão captados em futuros Hackathons, que são eventos em que equipes multidiscipli- nares se reúnem para desenvolver novas tecnologias ou negócios que tenham potencial de solucionar algum problema proposto dentro de um tema específico. O termo de cooperação entre a Prefeitura de Guarulhos e a Innovation não envolve transferência de recursos financeiros ou compartilhamento de recursos patrimoniais. A estrutura e a manutenção do Centro de Inovação é responsabilidade da Innovation. Concurso de Star- tups Após o lançamento do Citig, 12 startups, sendo seis da cidade, competiram no Pitch- 4gru. As três primeiras colocadas, na ordem: içougue.com food, QTMSystem Indústria 4.0, e Fábrica de MVP Tecnologia estão clas- sificadas para o 18º Concurso Acelera Star- tup, que é promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A campeã, içougue.com food, será incubada no CITIG. Fernando Sea- bra representou a Fiesp no Pitch4gru. Secretaria de Saúde-SP Pró-Sangue realizou “semana doce” para o doador de sangue //Atrações culturais e distribuição de lanches e docinhos estão entre as atividades que visaram aumentar os estoques de sangue; Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue foi celebrado em 25 de novembro //A Fundação Pró-Sangue, instituição vinculada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, realizou a Semana do Doador de Sangue 2017, em alusão ao o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue, celebrado em 25 de novembro. A Pró-Sangue aproveitou a data mais importante da hemoterapia brasileira para aumentar os estoques dos bancos, que estão 60% abaixo do patamar indicado. A reversão desse cenário depende diretamente do aumento da doação e coleta nos postos da Fundação. Durante a Semana do Doador de Sangue, a Fundação recebeu os doadores com “mais doçura”. Para incrementar o lanche do doador, a Fundação contou com o apoio da Bauducco e da Hyde Alimentos (suco Mupy). O diferencial para esse ano foram o toque sweet na bandeja do doador, com a presença de docinhos dos mais variados sabores distribuídos ao longo da semana (até o término do estoque), dentre os quais encontraram-se os macarrons da Folie, os bem-casados da Dona Dêola, os pasteizinhos de nata da Padaria da Esquina, o sorvete artesanal do Habib´s, as mini-gelatinas da Gelliway da Meiway, os pãezinhos-de-mel e bolinhos da Casa Suíça, das balas de coco recheadas Paula Jabbor, bem como dos bem-casados do Amor Gourmet (o melhor bem-casado de São Paulo pela Handcrafted) e os brownies da Le Délice. Entre as atrações culturais confirmadas para esse ano, encontraram-se: a apresentação dos corais da Pró-Sangue, da Polícia Militar do Estado de São Paulo e da Guarda Civil Metropolitana; a Orquestra Filarmônica Brasileira do Humanismo Ikeda; o projeto Leitura na Grama idealizado pela doadora Amanda Ribeiro; a apresentação do Criar e Tocar (cantores Diego Zulupa e Roy Lima) o pocket show de Bob Lee, cover do Elvis Presley; o show dos Mágicos Solidários e do Mágico Close-Up (ilusionista Gilberto Banin); além da apresentação do Play Beatles, da Trinca Acústica e da dupla sertaneja Renan Costa e Cristiano. Para homenagear os doadores, a Pró-Sangue contou nesse ano com a parceria da Vult, da PPI Brasil, da Nutty Bavarian, da Editora Abril, da Fresenius, do Ponto C/Confebrás, da Giovanna Baby, da G Hair, da Roche, da Embaixada Ativista Pela Paz, da Só Marcas, da SMM Acessórios e da unidade Barueri do Instituto Embelezze. Os postos também foram decorados, por meio de parcerias com a Giuliana Flores, Balões São Roque, Balão Cultura, Flores Vip, Floricultura Ezio, Bambalalão (balões metalizados com gás hélio) e Esquadrão dos Balões, além do painel interativo da 3M, onde o públi- co pôde deixar seu recadinho para os doadores. A divulgação do evento contou com o apoio estratégico da JCDecaux (relógios de rua), Rádio BandNews FM (estúdio móvel), do Teatro Folha e da Rádio Nativa (pedágio nos postos externos), além das peças criadas pela agência Betc/Havas. Dados sobre doação Segundo dados do Ministério da Saúde, o índice de doadores de sangue no Brasil ainda é bem tímido, não chegando a 2%. É necessário aumentar essa base, de modo a garantir um abastecimento confortável a todos os hospitais e instituições que fazem parte da rede pública. No Brasil, hoje são coletadas anualmente 3,7 milhões de bolsa de sangue, sendo que a Pró-Sangue já registrou quase 5 milhões de doação nos seus 33 anos de atuação, que resultaram na produção de aproximadamente 12 milhões de hemocomponentes. Por ano, a instituição recebe cerca de 150 mil candidatos. O posto Clínicas da Pró-Sangue fica na Av. Dr. Enéas Carvalho de Aguiar, 155, 1º andar, a 200 metros da estação Clínicas do Metrô. A unidade atende das 7 às 18 horas de segunda a sexta; das 8 às 17 horas nos sábados, feriados e pontes; e nos 1º e 3º domingos de cada mês, das 8 às 13 horas. O estacionamento, gratuito aos doadores, é o subterrâneo – Garagem Clínicas, na Av. Dr. Enéas Carvalho de Aguiar. Para horário de funcionamento dos demais postos acesse: www. prosangue.sp.gov.br/doacao/Enderecos.aspx. Mais informações no Alô Pró-Sangue 0800 55 0300, no site www.prosangue. sp.gov.br, no twitter @pro_ sangue ou no Facebook/ prosangue.

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Brasil IMPRENSA SINDICAL // DEZEMBRO/2017 // PÁGINA 6 São Paulo-SP Prefeitura inicia em avenida da Zona Leste nova etapa do programa Asfalto Novo //Ação irá beneficiar vias em todas as 32 Prefeituras Regionais da capital; pela primeira vez recursos arrecadados com multas são usados no asfalto //A nova etapa do programa Asfalto Novo, iniciada pela prefeitura na semana passada, traz como grande novidade a qualidade superior do asfalto utilizado, que garante o dobro de durabilidade ao recapeamento feito nas ruas e avenidas de São Paulo. Numa exigência da licitação, o asfalto deve durar oito anos, ao contrário dos quatro exigidos anteriormente. O programa Asfalto Novo vai investir R$ 350 milhões no recapeamento de mais de três milhões de metros quadrados de vias em todas as 32 Prefeituras Regionais da capital paulista. Deste total, R$ 210 milhões são provenientes do Fundo de Multas, R$ 100 milhões do Tesouro Municipal e os outros R$ 40 milhões serão investidos pela SPTrans no recape de corredores de ônibus. Além disso, a Sabesp fará o recapeamento de 400 mil metros quadrados de vias. É a primeira vez que as multas são utilizadas para recapeamento de vias. O controle da qualidade já começa na visita às usinas que fornecerão a matéria-prima. Além dos ensaios tecnológicos e laudos fornecidos pelas próprias empresas, a prefeitura também fará a verificação por meio de uma empresa independente que será contratada. Mas a durabilidade do asfalto também depende da adequação das guias e sarjetas, que devem estar em boas condições. Para isso, as empresas responsáveis pelo recapeamento terão de fazer sua requalificação e conservação sempre que necessário. Segundo o prefeito João Doria, o nível de exigência junto aos fornecedores subiu. “Há um controle técnico determinado pela prefeitura. Você não pode ter um asfalto que depois de um ano é des- feito pela má qualidade”, concluiu.

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IMPRENSA SINDICAL // DEZEMBRO/2017 // PÁGINA 7 Sindical Paulinho da Força-SP Ação Sindical em prol dos direitos! Metalúrgicos de Guarulhos-SP Programa social dos metalúrgicos de Guarulhos completa 15 anos Foto: Cláudio Omena tos, o Instituto se transfor- mou em um grande traba- lho social, que já beneficiou milhares de crianças, jo- vens e famílias carentes. José Pereira – presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos Pereira diz: “São 15 anos //O Instituto Cultu- dedicados aos necessi- ral e Esportivo Meu Fu- tados, principalmente turo, mantido pelo Sin- crianças e adolescentes dicato dos Metalúrgicos carentes. Eles não ficam de Guarulhos e Região na rua, correndo perigo com apoio de parcei- sempre. É gratificante ros, completou dia 12 para todos nós! Temos, de outubro seu 15º ani- inclusive, o reconheci- versário de fundação. mento e ajuda do Sin- Atualmente, a entidade dicato da categoria na beneficia mais de 100 Bélgica, que todos os crianças e jovens caren- anos comparecem ao tes do Parque Primave- instituto para verificar ra e região, além de como está sendo de- moradores do bairro. senvolvido o trabalho”. Idealizado pelo pre- Apoio - Crianças e sidente do Sindicato, jovens atendidos pelo José Pereira dos San- Meu Futuro recebem aulas de reforço escolar, dança, teatro, literatura, informática, inglês, música, tae-kwon-do, artesanato e pintura. Para atender também aos pais dos alunos e à população local, o Instituto criou, em 2005, as oficinas de corte e costura, panificação e marcenaria que geram qualificação, emprego e renda. A nova diretoria do Instituto, que tomou posse durante as comemorações, está empenhada em levar adiante essa trajetória vitoriosa. O novo presidente é Alex Lima, também diretor do Sindicato. Ele comenta: “O atendimento vai de 7 a 16 anos, e muitos dos jovens que deixaram o Meu Futuro saíram com o primeiro emprego garantido”. Sindsaúde-SP Servidores entregam pauta de reivindicações ao governo Alckmin (PSDB) e prometem greve Foto: Dino Santos/CUT Douglas Izzo durante fala aos servidores dos servidores do estado, faremos uma grande greve. O governo precisa tratar com respeito o professor, o policial, o agente penitenciário, o enfermeiro, o médico e todas as categorias”, disse Izzo. Antes do ato no Morumbi, os servidores participaram do ato na Praça da Sé, no centro da capital, que reuniu 20 mil trabalhadores contra a reforma de Temer. //Além das paralisações contra a Reforma Trabalhista que ocorreram pelo Brasil dia 10 de novembro, o conjunto do funcionalismo do estado de São Paulo saiu em defesa do serviço público e do servidor. A CUT, demais centrais sindicais e sindicatos bateram à porta do Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, para cobrar do governador Geraldo Alckmin (PSDB) respeito ao patrimônio público e entregar a pauta de reivindicações dos trabalhadores. Após pressão do lado de fora, Douglas Izzo e Vagner Freitas, presidentes da CUT-SP e da CUT Nacional, respectivamente, Maria Izabel Noronha (Bebel), presidenta da Apeoesp, Maria Aparecida de Deus (Cidinha), secretária-geral do SindSaúde-SP, e outros dirigentes, foram recebidos por Thiago Morais, chefe de gabinete da secretaria da Casa Civil, que recebeu a pauta. Apesar da promessa de entrega ao governador, os participantes exigiram também uma audiência com Alckmin. “No encontro, todas as centrais foram taxativas pela retirada do PL 920/17. Mas também deixamos claro que se não houver negociação e uma política de valorização Desmonte Geraldo Alckmin (PSDB), no governo do estado, e João Doria (PSDB), na prefeitura da capital, têm promovido o sucateamento dos serviços públicos em São Paulo e ameaçado entregar as empresas públicas aos empresários por meio de privatizações. Em outubro, Alckmin enviou à Assembleia Legislativa o Projeto de Lei 920/2017, que prevê a limitação dos investimentos públicos por dois anos, impactando setores da saúde, educação e demais serviços. O PL sofre ataques até dos deputados da base do governador. Já no cenário nacional, com o golpista Michel Temer (PMDB) na Presidência, também estão em risco diversas estatais, como as dos setores financeiro, petrolífero e de telecomunicações. Soma-se a isso o congelamento dos investimentos nos serviços e as reformas nas leis trabalhistas que penalizam os servidores. Em São Paulo, os servidores estão há anos sem reajuste salarial e com a entrada do PL, toda a população será afetada com a precarização dos serviços. //A Força Sindical e as demais centrais, empenhadas na luta por mudanças nos textos da já aprovada reforma trabalhista, e na da Previdência, que Brasília insiste que seja votada o mais rápido possível, organizaram manifestações por todo o Brasil pela não redução das conquistas, no último dia 10 de novembro, um dia antes de a reforma trabalhista passar a vigorar (lembramos que ambas suprimem conquistas históricas dos trabalhadores). Na cidade de São Paulo o ato foi realizado na Praça da Sé e reuniu cerca de 15 mil pessoas. Vale ressaltar que, no último dia 28 de abril, centrais, sindicatos, federações, confederações e demais segmentos da sociedade pararam o País naquele que foi chamado de “Dia Nacional de Paralisação, Atos e Greves”, levando todo o nosso descontentamento e nossos protestos aos quatro cantos do Brasil contra as medidas que ceifam direitos dos trabalhadores. O movimento sindical está unido, coeso e está disposto em manter a coesão desta justa cruzada contra a supressão de direitos trabalhistas e previdenciários. Não podemos –e garantimos que não vamos– esmorecer e permitir que o conjunto dos trabalhadores seja mais uma vez penalizado por um mal feito pelo qual não tem qualquer culpa, qualquer responsabilidade. Não podemos “jogar no lixo” décadas de lutas e conquistas. Os direitos dos trabalhadores não podem ser considerados “artigos descartáveis” para serem suprimidos com articulações e “canetadas”. A luta contra a retirada de quaisquer direitos dos trabalhadores será intensificada ainda mais, até que todos se conscientizem que não se mexe nas conquistas daqueles que tanto já fizeram e ainda fazem pelo Brasil. Sabemos ser uma luta bastante árdua, o que vai valorizar ainda mais nossa vitória. Temos de sair às ruas e expressar toda a nossa contrariedade ante o que querem nos impor. Não podemos ficar impassíveis perante tamanha arbitrariedade. Vamos discutir com a sociedade, nas assembleias das fábricas, conversar com nossos familiares, nossos companheiros e caminhar, cada vez em maior número, para reescrevermos nossa própria história. Paulo Pereira da Silva, Paulinho, presidente da Força Sindical e deputado federal Metalúrgicos-SP Valorizar as conquistas! //Desde que o governo federal começou a divulgar as reformas trabalhista e previdenciária, alardeando, falsamente, a necessidade de fazê-las para o equilíbrio das contas públicas e dizendo que as reformas iriam gerar empregos, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, em unidade com o movimento Brasil Metalúrgico e centrais sindicais, vem batendo duro e mobilizando a categoria para o enfrentamento, nas ruas e nas fábricas, contra as reformas que só vêm para tirar direitos e enfraquecer o movimento sindical. Os metalúrgicos iniciaram a campanha salarial debaixo do maior ataque aos direitos dos trabalhadores e com objetivo de defender a Convenção Coletiva, documento que garante conquistas histórias da categoria e com várias cláusulas mais benéficas que a CLT, que foi desmontada. Não recebemos contrapropostas de todos os grupos patronais, que querem que os trabalhadores fiquem sem convenção, para aplicarem a lei trabalhista do jeito que quiserem. Mas estamos avançando e fechando acordos que garantem a reposição integral da inflação do período, abono salarial e a renovação da Convenção Coletiva que, entre outras cláusulas, dá estabilidade no emprego para os acidentados no trabalho, para portadores de doenças profissionais e os que estão próximos de se aposentar. Os acordos, celebrados com base no negociado sobre o legislado, vão além do que estabelece a nova legislação. Garantimos cláusula de salvaguarda em relação à lei trabalhista, que proíbe que a gestante trabalhe em local insalubre, a terceirização nas atividades-fim, estabelece que as homologações serão feitas no Sindicato e que as partes voltarão a se reunir em março de 2018 para discutir os impactos da reforma. Os acordos que celebramos são o parâmetro mínimo e vamos buscar acordos diretos com as empresas dos grupos que não chegaram a um entendimento conosco. Outras categorias profissionais também estão garantindo a renovação de suas convenções e é desta forma que vamos mudar essa lei perversa. Atuando como frentes unidas na luta contra o retrocesso. É um importante avanço que barra os retrocessos da lei trabalhista e também aumenta nossas responsabilidades como dirigentes frente ao desmonte imposto pelo governo e o mercado. Não fugiremos da luta! Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM)

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IMPRENSA SINDICAL // DEZEMBRO/2017 // PÁGINA 8 São Paulo Pitch Gov.SP seleciona start-ups para melhorar serviços públicos //Propostas apresentadas serão avaliadas para implementação no Estado; as três melhores foram escolhidas para o SXSW, nos Estados Unidos //As 16 start-ups finalistas da segunda edição do Pitch Gov. SP apresentaram seus projetos à banca de especialistas dia 9 de novembro. Os três melhores projetos foram definidos: Matific, Colab e Portal Telemedicina. As propostas serão analisadas e poderão ser adotadas pelo Governo de São Paulo para melhorar os serviços prestados à população. Na abertura, o governador Geraldo Alckmin se mostrou entusiasmado com a segunda edição do Pith Gov.SP. “A primeira edição foi um sucesso e nos trouxe o Poupinha, o atendente virtual do Poupatempo. Agora esperamos outras soluções inovadoras para melhorar a relação do governo com a sociedade. Usar as plataformas de tecnologia é uma mudança cultural importante”, disse Alckmin. Para incentivar a inovação no Estado, o Sebrae convidou as três melhores para participar da SXSW. Uma conferência que acontece em março de 2018 em Austin, no Texas (EUA), e abrange o mundo tecnológico, de inovação e cultura. O Sebrae também vai oferecer apoio técnico aos 16 projetos finalistas. As 16 start-ups finalistas desta segunda edição do Pitch Gov.SP foram selecionadas entre 254 inscritos de 17 estados brasileiros. Os trabalhos que seguiram na disputa responderam a desafios apresentados pelo Governo nas áreas de educação, estatística e análise de dados, finanças públicas, habitação, transparência e controle interno, saneamento e energia, saúde e transporte. O evento reuniu líderes do governo, investidores, aceleradoras e outros atores importantes no ecossistema de empreen- dedorismo. Uma novidade é que as start-ups com soluções testadas e aprovadas poderão posteriormente ser contratadas pelo governo.

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Geral IMPRENSA SINDICAL // DEZEMBRO/2017 // PÁGINA 9 Fabíola Campos, presidente do Coren-SP Coren-SP Fabíola Campos: uma trajetória em defesa da saúde e das mulheres //A palavra empoderamento está ganhando um significado mais forte nos últimos anos. Ela foi definida pelo consagrado educador Paulo Freire como a “capacidade do indivíduo realizar, por si mesmo, as mudanças necessárias para evoluir e se fortalecer”. Em tempos em que as desigualdades de gênero e sociais estão permeando os debates em diversos setores da sociedade, o empoderamento dos cidadãos se torna cada vez mais importante e necessário. Mulher, enfermeira, advogada, mestre e doutoranda em Ciências da Saúde, Fabíola Campos adotou o empoderamento como mote de suas ações e projetos. À frente da presidência do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) até dezembro de 2017, quando conclui sua gestão, ela representa 500 mil profissionais da categoria no Estado, dos quais mais de 80% são mulheres. Por ser majoritariamente feminina, a profissão enfrenta desafios que, muitas vezes, são consequência da desigualdade de gênero, como baixos salários, longas jornadas de trabalho e a violência no ambiente profissional. A luta em defesa dos direitos femininos sempre esteve presente em sua trajetória. Como vice-presidente (2012-2014) e presidente do Coren-SP (2015-2017), promoveu projetos na área de saúde da mulher, como o “Qualifica Parto”, que capacita enfermeiros e obstetrizes para um novo modelo de assistência ao parto, pautado pela humanização e pelo protagonismo da mulher, visando uma assistência mais segura. Também participa ativamente de audiências públicas e ações sobre políticas públicas de combate à mortalidade materno-infantil, que ainda apresenta altos índices no Estado de São Paulo. “As mulheres têm o direito de escolher sobre a sua própria saúde e os profissionais da área têm o dever de incentivar o seu empoderamento”, avalia. Em sua gestão, Fabíola travou uma forte batalha no combate à violência praticada contra os trabalhadores de enfermagem e da saúde em geral, ao lançar a campanha “Violência Não Resolve”, uma parceria entre o Coren-SP e Cremesp. ”Não podemos encarar a violência como algo comum em nosso cotidiano. Ela gera um ciclo que prejudica os profissionais e a população”, pontua. Devido à sua militância em prol dos direitos da mulher, foi selecionada para integrar o Conselho Estadual da Condição Feminina e eleita 2ª vice-presidente, em 2017. O órgão é vinculado à Secretária da Justiça e da Defesa da Cidadania e tem entre as suas atribuições formular diretrizes e promover, em todos os níveis da administração direta e indireta, atividades que visem a defesa dos direitos da mulher, a eliminação das discriminações, bem como a sua plena integração na vida socioeconômica político-cultural. A defesa da saúde pública brasileira também sempre esteve presente na trajetória de Fabíola Campos, que é membro efetivo da Frente Democrática em Defesa do SUS e, há anos, vem denunciando a situação de subfinanciamento e de modelos ineficientes de gestão, mostrando os impactos desta realidade na vida dos cidadãos e dos profissionais. “Transformar a nossa realidade, depende de cada um de nós. Por isso, o empoderamento é o caminho para que as mulheres e cidadãos conquistem cada vez mais seus direitos, respeito e valorização”, diz Fabíola Campos. Fabíola Campos é enfermeira, advogada, doutoranda em Ciências da Saúde, Mestre em Ciências e pós-graduada em Auditoria de Serviços de Saúde e Direito Processual do Trabalho. Presidente do Coren-SP (gestão 2015/2017) e integrante do Conselho Estadual da Condição Feminina

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Brasil IMPRENSA SINDICAL // DEZEMBRO/2017 // PÁGINA 10 Sintracon/Jundiaí-SP Carnaval, copa do mundo e eleições, assim será 2018 José Carlos da Silva, presidente do Sintracon/Jundiaí-SP //Com a Reforma Trabalhista em vigor desde o dia 11 de novembro a gente já começa ver os prejuízos para o trabalhador chegando e vem de todos os lados. Na nossa região uma multinacional terceirizou uma linha de seus produtos. Essa linha empregava 180 pais de família, que agora estão desempregados. O governo, após entrar em vigor a reforma trabalhista percebeu que o trabalho intermitente não é um bom negócio para o trabalhador, pois quem ganha menos que um salário mínimo não vai se aposentar, a menos que faça o recolhimento ao INSS do próprio bolso. Enfim, problemas ainda vão aparecer nos próximos dias. Nós, sindicalistas, precisamos ficar atentos, pois os empresários vão querer fazer valer situações que prejudicam os companheiros a qualquer custo. Já jogaram a CLT no lixo e agora vão querer jogar as convenções coletivas de trabalho, que por sinal, muitos benefícios que os trabalhadores têm é garantido através das convenções coletivas de trabalho. Estamos vivendo um momento que o trabalhador precisa estar mais próximo do seu sindicato ou a escravatura vai voltar imperar no Brasil. Neste momento precisamos nos unir para garantir que os direitos das convenções coletivas de trabalho prevaleçam. No próximo ano vamos ter muitas batalhas para garantir o que conquistamos no passado. Hoje o Brasil tem 14 milhões de desempregados e no dia-a-dia percebemos que não existem perspecti- vas de melhoras. Temos a impressão que a economia está amarrada. Os trabalhos temporários de fim de ano também não foram lá essas coisas. O Natal está se aproximando e a gente consegue perceber que o povo brasileiro é guerreiro, pois sempre acredita que as coisas vão melhorar. O ano de 2018 já está apontando aí e vai ser um ano com muitas dificuldades e pouco trabalho. Em fevereiro tem Carnaval e daí pra frente os assuntos serão copa do mundo e eleições. Nesses últimos anos vimos tantos políticos serem presos pela Polícia Federal e tantos milhões saqueados do povo brasileiro que não queremos nem ouvir falar em eleições. Pior ainda é saber que eleições são inevitáveis e tenho certeza que os mesmos que foram presos ou estão denunciados por recebimento de propina serão reeleitos pelo povo. Já que é obrigado votar no Brasil, vamos eleger pessoas comprometidas com os trabalhadores e criar uma grande bancada para ouvir a voz do trabalhador. Que o Natal de todos os trabalhadores seja de muita paz e fé. E que 2018 venha nos trazendo força para resistir ao sucateamento do nosso país. Um abraço. José Carlos da Silva, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Jundiaí Bahia Novos hospitais e policlínicas regionais vão ampliar atendimento e levar serviços de saúde para 4 milhões de baianos Fotos: Mateus Pereira/GOV-BA Governador Rui Costa inaugura a Policlínica de Saúde do município de Teixeira de Freitas //A partir de novembro, o Governo do Estado deu início a uma série de inaugurações que marcaram a abertura de quatro novas policlínicas e dois novos hospitais na Bahia que serão referência para 4 milhões de baianos. A primeira policlínica foi entregue em Teixeira de Freitas, no dia 17 de novembro, para atender a Região do Extremo Sul. No dia 24, foi a vez da população de Guanambi e municípios do seu entorno receberem a nova unidade que vai ampliar e dinamizar o sistema de saúde. Já no mês de dezembro, serão inaugurados os hospitais de Seabra e Ilhéus, bem como as policlínicas de Irecê e Jequié. As policlínicas fazem parte dos Consórcios Públicos de Saúde, iniciativa do Governo da Bahia para levar atendimento especializado e exames de alta complexidade ao interior, evitando, com isso, que os pacientes se desloquem para os grandes centros em busca desses serviços. As obras e os equipamentos foram custeados com recursos financeiros do governo estadual, enquanto que a manutenção mensal será rateada da seguinte forma: 40% para o Estado e os 60% restantes divididos entre os municípios consorciados. As novas unidades de saúde vão oferecer consultas em até 18 especialidades diferentes para cerca de 2 milhões de baianos, além de exames como ressonância magnética, tomografia computadorizada, ultrassonografia, ecocardiografia, eletroencefalograma, endoscopia e colonoscopia. “A saúde é uma das áreas prioritárias da nossa gestão. A construção das policlínicas é um exemplo disso. Por atenderem não só um município, mas a toda uma região, terão enorme impacto na ampliação do atendimento e na qualidade do serviço prestado à população. O paciente não precisará se deslocar por grandes distâncias para buscar o tratamento que necessita”, afirmou o governador Rui Costa. Por sua vez, o secretário de Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, acredita que “o projeto das policlínicas irá mudar a realidade da atenção de saúde na Bahia, garantindo maior resolutividade às unidades básicas”. Exames e especialidades Diversos exames serão ofertados nas policlínicas regionais, com destaque para os seguintes: ressonância magnética, tomografia, mamografia, ultrassonografia com doppler, ecocardiografia, ergometria, mapa, holter, eletroencefalograma, eletromiografia, raio-x, eletrocardiograma, endoscopia, colonoscopia, nasolaringoscopia, colposcopia, histeroscopia e cistoscopia. Também serão realizados procedimentos de vasectomia, cauterização, pequenas cirurgias e cuidados com o pé diabético, além de biopsias de mama, tireoide, próstata, dérmica, gastroenteral, dentre outras. Os pacientes também terão acesso a uma variedade de especialidades médicas, a exemplo de angiologia, cardiologia, endocrinologia, gastroenterologia, neurologia, ortopedia, oftalmologia, otorrinolaringologia, ginecologia/obstetrícia, mastologia e urologia. Ao longo do tempo, será possível ampliar ou substituir por outras especialidades, a depender do perfil epidemiológico da região. As próximas policlínicas serão construídas nos municípios de Valença, Santo Antônio de Jesus, Feira de Santana, Alagoinhas, Simões Filho, Ribeira do Pombal, Brumado, Paulo Afonso, Juazeiro, Barreiras, Jacobina, Senhor do Bonfim, Itabuna, Vitória da Conquista e Salvador, sendo a capital baiana, a única com duas unidades. Governo do Estado inaugura 285 novos leitos hospitalares //Com a inauguração dos hospitais da Chapada, em Seabra, e Costa do Cacau, em Ilhéus, ambos em dezembro, o Governo da Bahia adiciona 285 novos leitos à rede estadual. “Foram mais de 160 milhões investidos entre obras e equipamentos nas duas unidades”, afirma o secre- tário da Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, ao apontar as unidades que vão ofertar serviços de média e alta complexidade. O Hospital do Cacau será referência para 67 municípios que abrigam uma população de 1,6 milhão de habitantes. “Nesta primeira etapa, a unidade terá 184 leitos, sendo 30 de Terapia Intensiva Adulto (UTI). Como diferenciais, o hospital oferta serviços de cirurgia cardíaca, cateterismo, neurocirurgia, bem como ortopedia de alta complexidade”, explica o secretário, ao destacar ainda que a unidade de saúde conta com um parque de bioimagem completo, incluindo ressonância magnética e tomógrafo. Na segunda etapa, mais 120 leitos serão entregues. Já o hospital da Chapada terá 101 leitos, sendo 10 de UTI. A unidade será referência para 11 municípios, com atendimento de urgência e emergência 24 horas, centro de bioimagem e cirúrgico, além de ambulatório. O titular da pasta estadual da Saúde aponta um dos benefícios. “Quem precisava de UTI na Chapada tinha que ir para Irecê, Feira de Santana ou Salvador. Agora, não vai precisar mais se deslocar”, diz Vilas-Boas.

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Secovi-SP IMPRENSA SINDICAL // DEZEMBRO/2017 // PÁGINA 11 Flavio Amary foi reeleito presidente do Secovi-SP //Chapa candidata foi referendada por 96,47% dos votos válidos Flavio Amary, presidente do Secovi-SP //Em eleições realizadas no dia 7 de novembro, os associados do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) reconduziram Flavio Amary para mais uma gestão na presidência da entidade (biênio 2018-2020). A chapa candidata foi referendada por 96,47% dos votos válidos, reafirmando sua legitimidade para continuar atuando em prol do fortalecimento das atividades imobiliárias. “A manifestação de nossos associados nos encoraja, anima e renova a energia para trabalhar em defesa do mercado imobiliário, cuja dinâmica é decisiva para o desenvolvimento econômico e social do País”, considera Amary. Para ele, a composição da próxima diretoria concilia experiência e inovação. “Aliamos a necessidade de dar sequência a diversas questões que dependem de solução ou aprimoramentos com a necessária oxigenação de ideias, trazidas por novas lideranças. Isso amplia a nossa capacidade de encontrar meios criativos de resolver problemas e de consolidar nosso protagonismo à frente de uma indústria imobiliária mais vigorosa e geradora de riquezas”, afirma. Mercado imobiliário em recuperação – A Pesquisa do Mercado Imobiliário do Secovi-SP registrou, em setembro, a comercialização de 1.819 unidades residen- ciais novas na cidade de São Paulo. Esse resultado é 5,9% superior quando comparado às 1.717 unidades comercializadas no mesmo mês de 2016, mas 2,5% menor em relação às 1.865 unidades vendidas em agosto. No acumulado de janeiro a setembro, foram comercializadas 12.810 unidades, um aumento de 18,4% em comparação ao mesmo período de 2016, quando as vendas totalizaram 10.817 unidades. No mês, foram lançadas 2.252 unidades residenciais novas na capital paulista, de acordo com dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio). O total foi 42,6% superior aos lançamentos de agosto (1.579 unidades) e 4,0% acima do resultado de setembro de 2016 (2.165 unidades). O acumulado de janeiro a setembro foi de 11.467 unidades residenciais lançadas na capital paulista, 10,1% acima do resultado de igual período de 2016 (10.416 unidades). Os dados mostram que o mercado voltou a oferecer produtos com variadas opções de preços e tipologias para atender públicos diversos. Nesse sentido, apresentaram bom desempenho as unidades de 3 e 4 dormitórios, produtos com boa aderência. O mês setembro encerra o terceiro trimestre do ano com alta em todos os indicadores da pesquisa, demonstrando que o setor tem respondido positivamente ao comportamento da macroeconomia. O quarto trimestre costuma ser o melhor do ano e, mesmo diante da incidência de feriados prolongados nos meses de outubro e novembro, a expectativa é de manutenção do ritmo de crescimento, permitindo encerrar 2017 com alta de 10%, tanto nos lançamentos como nas vendas, e de acordo com a previsão do início do ano. Para o presidente do Secovi-SP, Flavio Amary, o ambiente está propício aos investimentos, com inflação controlada, Selic em um dígito e índices de confiança em alta, dentre outros aspectos favoráveis. “Ainda assim, temos de atacar o alto nível de desemprego, que atinge cerca de 13 milhões pessoas”, afirma, acrescentando que medidas de estímulo à indústria imobiliária são fundamentais para absorver boa parte desse contingente de mão de obra.

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SindicalIMPRENSA SINDICAL // DEZEMBRO/2017 // PÁGINA 12 Sindiquímica-BA Petroquímicos baianos fazem greve para pressionar empresas a avançar na campanha salarial //Os funcionários das empresas petroquímicas do Polo de Camaçari, na região Metropolitana de Salvador (RMS), estão realizando paralisações “pipoca” para pressionar o patronato a avançar na campanha salarial. Quatro grandes empresas do setor já tiveram suas atividades paralisadas: Elekeiroz, empresa do grupo Itausa (Itaú), no dia 09 de novembro; Oxiteno, no dia 13/11; Cristal, no dia 14/11 e Proquigel, no dia 21/11. Os dirigentes do Sindicato dos Trabalhado- res do Ramo Químico (Sindiquímica), entidade que representa a categoria, explicam que só vão fechar o Acordo Coletivo quando houver garantias de que as empresas não pretendem alterar a jornada e as condições de trabalho. “Com a reforma trabalhista em vigor tudo é possível e os empresários que apoiam as medidas do governo Temer vão querer implementá-las nas fábricas assim que tiver uma chance”, denuncia o diretor do Sindiquímica, Carlos Itaparica. Por isso, o sindicato laboral apresentou a proposta de uma “cláusula de salvaguarda” para evitar a retirada de direitos que foi rechaçada pelo patronato. O mais importante neste momento é barrar o retrocesso da reforma trabalhista para evitar a retirada de direitos e a precarização dos contratos. Os petroquímicos baianos estão mobilizados e ameaçam continuar com a greve “pipoca” em outras fábricas do Polo de Camaçari, caso o patronato continue criando empecilhos ao fechamento do Acordo Coletivo. “As negociações começaram em setembro, mês da data base, e já se passou novembro e o impasse continua”, desabafa Itaparica. Nas cláusulas econômicas, os petroquímicos garantiram a reposição da inflação do período, com base no INPC. Outras bases também estão em campanha salarial Na Bahia, químicos, trabalhadores do setor plástico e terminais químicos também estão em campanha salarial. Essas categorias são representadas pelo Sindi- química. Dessas bases, apenas os trabalhadores do Terminal Químico de Aratu (Tequimar) já fecharam o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) com importantes avanços. A categoria teve 3% de reajuste salarial (ganho real de 1,25%) e a garantia de que qualquer alteração no ACT será negociada com o Sindiquímica. Greve contra demissões na Xerox Funcionários da empresa Xerox do Brasil, multinacional de bandeira americana, entraram em greve no dia 20 de novembro em protesto às demissões anunciadas pela empresa. A multinacional decidiu fechar a unidade, localizada em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), e o desligamento de todos os funcionários. De acordo com o Sindiquímica, trabalham na fábrica 86 trabalhadores e a adesão à greve é geral. O sindicato se reuniu com a direção da empresa para tratar a situação dos demitidos no dia 22/11, mas acabou sem chegar a um acordo. Sinduscon-MG O FGTS e os projetos de lei que o desviam do sonho da casa própria //Coopercon-MG busca melhores preços e prazos com fornecedores de insumos e prestadores de serviço Foto: Divulgacão Sinduscon/MG //Geraldo Jardim Linhares Júnior //A Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 785 que determina novas regras para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), mas sem comprometer recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como estava previsto inicialmente. No dia 17 de novembro, a medida foi apreciada pelo Senado. O texto dizia que até 10% do saldo da conta do trabalhador e até 100% do valor da multa paga pelo empregador poderiam ser utilizados como garantia para o Financiamento. Se tivesse sido aprovada a possibilidade do saque para quitação desses débitos, estima-se que seriam retirados de imediato 27 bilhões do FGTS, considerando que o Fies tem uma inadimplência de 53%. Aliás, o Fundo é elemento de diversos projetos de lei que sugerem que ele seja utilizado para diferentes fins, que vão desde o saque em caso de pedido de demissão a propostas de liberar a retirada para pagar cirurgias e até mesmo empréstimo consignado. Estes projetos ilustram bem as inúmeras sugestões do Legislativo de desviar o Fundo de Garantia de sua destinação mais nobre: a do investimento em infraestrutura urbana, saneamento e habitação. Instituído em 1966, o FGTS em seus 51 anos de existência, permitiu que fossem investidos em torno de R$ 400 bilhões em valores nominais, financiando mais de 10 milhões de moradias e beneficiando diretamente 60 milhões de brasileiros, sendo gerados ou mantidos mais de 20 milhões de empregos, de acordo com os dados do Fundo de Garantia. Áreas, que ainda assim, são consideradas críticas em muitas regiões do Brasil. No setor de moradia, o País tem um déficit habitacional superior a seis milhões de unidades, sendo mais de 550 mil somente em Minas Gerais, segundo dados referentes a 2015 e divulgados pela Fundação João Pinheiro. No setor de saneamento básico, o Instituto Trata Brasil estima que mais de 100 milhões de brasileiros não têm acesso ao serviço de coleta de esgoto. Outro item importante a ser refletido é de que o desvio do FGTS para fins que não sejam o de moradia, por exemplo, representa menos investimentos em habitações populares. Fator que compromete o desenvolvimento da construção civil, um importante gerador de emprego e renda. Em 2016, o FGTS Geraldo Linhares, vice-presidente do Sinduscon-MG representou 60% dos recursos destinados a concessões de crédito no segmento imobiliário e observando apenas recursos aplicados nas taxas de mercado, o Fundo representou 35% deste montante. Números que mostram que a atividade imobiliária estaria pior caso não fossem investidos os recursos do Fundo de Garantia. Nos últimos 12 meses, 470 mil unidades foram financiadas via FGTS. Na prática, isso significa que permitir que o Fundo seja utilizado para outros fins que não sejam o da habitação, dificulta o sonho da população de adquirir a casa própria e compromete uma importante fonte de recursos destinados ao bem-estar da sociedade. Geraldo Jardim Linhares Júnior é vicepresidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG)

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IMPRENSA SINDICAL // DEZEMBRO/2017 // PÁGINA 13 “Por que você permanece na prisão quando a porta está completamente aberta?” Rumi Saúde Alimentar Confira dicas para ter uma alimentação mais saudável //A má alimentação é causa de doenças como câncer e diabetes. O Guia Alimentar para a População Brasileira traz recomendações para que as refeições sejam sinônimo de qualidade de vida //Adotar bons hábitos alimentares é o primeiro passo para buscar uma vida saudável. Câncer, problemas cardíacos, obesidade e outras enfermidades crônicas, como o diabetes, são amplamente associados ao consumo excessivo de gordura, sódio e açúcares. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca); a alimentação e a nutrição inadequadas são classificadas como a segunda causa de câncer que pode ser prevenida. São responsáveis por até 20% dos casos de câncer nos países em desenvolvimento; como o Brasil, e por aproximadamente 35% das mortes pela doença. Segundo o Inca, um em cada três casos dos tipos de câncer mais comuns poderia ser evitado caso a população adotasse uma alimentação saudável e a prática regular de atividade física. O Ministério da Saúde O Ministério da Saúde publicou, em 2014, a segunda edição do Guia Alimentar para a População Brasileira. A presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Elisabetta Recine, explica que o guia é um documento oficial, presente em diversos países, com recomendações nutricionais para promoção da alimentação saudável. “Há muitos anos, é clara a relação entre alimentação e saúde. O Guia é um documento de referência, de confiança, sobre o que é alimentação sau- dável e o que não é.” A edição anterior do guia, a primeira no Brasil, foi lançada em 2006. Elizabetta explica que o documento está sempre em atualização e leva em consideração os padrões epidemiológicos e nutricionais da população. “De 2006 para cá, por exemplo, a desnutrição está claramente em queda e se restringindo a grupos populacionais mais vulneráveis, como indígenas e comunidades tradicionais. Por outro lado, o crescimento da obesidade e do excesso de peso se consolidou em todos os grupos populacionais, etários e socioeconômicos”, esclarece. Confira abaixo as dicas: Alimentos in natura ou minimamente processados são a base ideal para uma alimentação nutricionalmente balanceada, saborosa, culturalmente apropriada e promotora de um sistema alimentar socialmente e ambientalmente sustentável. Variedade significa alimentos de todos os tipos –grãos, raízes, tubérculos, farinhas, legumes, verduras, frutas, castanhas, leite, ovos e carnes– e variedade dentro de cada tipo. Óleos, gorduras, sal e açúcar devem ser utilizados com moderação em receitas que utilizam alimentos in natura ou minimamente processados. Esses itens devem ter apenas um papel complementar, para que a refeição se torne mais saborosa e diversificada, mas sem deixar de ser balanceada e nutritiva. Os métodos e ingredientes Os métodos e ingredientes dos produtos processados alteram a composição dos alimentos dos quais derivam. Por essa razão, eles também devem ser utilizados apenas em pequenas quantidades e consumidos como ingredientes de refeições mais completas, baseadas em alimentos naturais ou minimamente processados. Produtos ultraprocessados são nutricionalmente desbalanceados, mas, apesar disso, tendem a ser consumidos em excesso e a substituir alimentos in natura ou minimamente processados. Suas formas de produção, distribuição, comercialização e consumo afetam de modo desfavorável a cultura, a vida social e o meio ambiente. Lazer Culinária Lasanha de abobrinha Horóscopo //Sabe o seu coração? Aquele que diz a você o tempo todo o que você quer e o ignora? Escute-o! 21/03 a 19/04 //O Universo tem leis naturais. E uma delas é que tudo de 20/04 a 20/05 ruim que acontece em nossa vida é para melhorar. //Energias negativas agressivas sempre são suplantadas pelo amor e a gentileza. 21/05 a 21/06 //Perdoe sempre! 22/06 a 22/07 Abrande seu coração. Ele não suporta o peso do rancor. //INGREDIENTES • 3 abobrinhas do tipo italiana, cortadas em fatias finas; • 3 xícaras (chá) de molho de tomate pronto; • 500g de queijo tipo frescal em fatias; • Mussarela e parmesão light ralados a gosto para polvilhar. //MODO DE PREPARO • Em uma grelha aquecida, passe as fatias de abobrinha, deixando que cozinhem um pouco. A cada dois minutos, vire para grelhar do outro lado. Em um refratário, monte camadas alternadas de molho, abobrinha e queijo. Repita até acabarem os ingredientes. Polvilhe com os queijos ralados e leve ao forno, preaquecido em temperatura média, até o queijo fresco derreter. Sirva em seguida. //INFORMAÇÕES Calorias: 272 por porção Categoria: Assado Dificuldade: Fácil Rendimento: 6 porções Tempo de Preparo: Demorado (acima de 45 minutos) Tipo: Prato principal Fonte: https://claudia.abril.com.br/gastronomia/lasanha-de-abobrinha Humor //Há beleza no mundo e nas pessoas! Olhe por um prisma diferente. O prisma do amor! 23/07 a 22/08 //Carinho, respeito e compreensão são as receitas para um bom relacionamento. Seja qual tipo for. Vale para todos. 23/08 a 22/09 //Voar... Voe! Torne sua alma leve e flutue. Liberte-se de todos os pensamentos. Apenas sinta! 23/09 a 22/10 //Amizade é uma joia preciosa e rara. 23/10 a 21/11 Só há um lugar para guardá-la: o coração. //Transparência. Essa é uma de suas palavras. Não a deixe cair em desuso. 22/11 a 21/12 //A vida é bela. Se olhá-la com amor verá sua beleza. Viva-a em sua plenitude! 22/12 a 19/01 //Não perca tempo com picuinhas. Será uma(o) tola(o) se o fizer. 20/01 a 18/02 //A mais bela forma de ser é a simplicidade. Portanto, para quê complicar? 19/02 a 20/03 Fonte: https://www.umsabadoqualquer.com/mundo-avesso-monte-a-sua-crenca “Na verdade, somos uma só alma, tu e eu. Nos mostramos e nos escondemos tu em mim, eu em ti. Eis aqui o sentido profundo de minha relação contigo, Porque não existe, entre tu e eu, nem eu, nem tu.” Rumi

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IMPRENSA SINDICAL // DEZEMBRO/2017 // PÁGINA 14 Lu Alckmin - Ação Social-SP Lu Alckmin visita projeto “Solidariedade em Fios” no Parque da Água Branca //Durante o encontro, foram entregues às pacientes do ICESP as perucas desenvolvidas pelas alunas do curso Confecção de Prótese Capilar e Megahair da Escola de Beleza //A primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade do Estado (FUSSESP), Lu Alckmin, esteve no dia 16 de novembro, com alunas do projeto Solidariedade em Fios e as pacientes do Instituto do Câncer de São Paulo (ICESP). A visita aconteceu na sede da Escola de Beleza, no Fundo Social de Solidariedade, no Parque da Água Branca, região oeste da capital. Na ocasião, a primeira turma do projeto realizou a entrega das perucas elaboradas ao longo dos últimos 10 dias. As aulas iniciaram em 6 de novembro e, no dia seguinte, as alunas já receberam as pacientes para uma dinâmica com o objetivo de promover a aproximação entre as duas partes e a realização de uma entrevista baseada nas técnicas de visagismo que serviu de base para a produção das próteses sob medida para cada paciente. A aluna Celia Roriz, 65 anos, foi diagnosticada com câncer, mas optou por aprender a técnica e ajudar alguém que está na mesma situação. “Sabemos o que elas estão passando, por que não ajudar? A pessoa fica em casa, só pensa besteira. Melhor fazer um curso como esse, com professoras maravilhosas como as que encontramos aqui”, comentou. A paciente Rosana Gonçalves, 59 anos, aprovou os novos cabelos. “Eu ganhei não apenas uma peruca, mas também uma grande amiga. Eu e a Célia nos identificamos de cara”, contou. Lu Alckmin falou sobre a iniciativa e a importância das doações. “É um momento muito especial ver a transformação dessas alunas e pacientes. Hoje estamos com 71 kg de cabelo, mas precisamos de muito mais, para que possamos continuar ajudando mais pessoas”, enfatizou. Para quem se interessar em doar mechas de cabelo para a confecção das perucas, basta comparecer pessoalmente à Escola para entrega da doação ou para ganhar um corte de cabelo na Escola de Beleza. Os interessados ainda podem enviar as mechas de cabelo pelos correios, para o Projeto Solidariedade em Fios, na Avenida Morumbi, 4500, 2º andar, sala 237, São Paulo – SP, CEP 05650905. Basta que o cabelo esteja acondicionado em um saquinho plástico, amarrado com um elástico, limpo e seco. Para agendamento do corte e esclarecimento de dúvidas sobre o projeto, os telefones são (11) 2588-5783 ou (11) 2765-4957. O horário de atendimento é das 8 às 17 horas. Sobre o Solidariedade em Fios O projeto surgiu na Escola de Qualificação Profissional do Fundo Social, durante as visitas de avaliação de Lu Alckmin aos alunos das Escolas de Moda, de Beleza e de Construção Civil. Ela frequentemente encontrava com alunos que sofriam algum tipo doença grave. Em muitos casos, mulheres com câncer comentavam sobre a dificuldade em resgatar a autoestima, principalmente por conta da perda dos cabelos oca- sionada pelo tratamento quimioterápico. Foi para ajudar estas mulheres a recuperarem a sua feminilidade que surgiu a ideia de criar o Curso de Confecção de Prótese Capilar e Megahair. CIC Ferraz de Vasconcelos oferece qualificação nas áreas de Moda e Beleza //Lu Alckmin esteve com os alunos das turmas de Corte e Costura, Modelagem, Assistente de Cabeleireiro, Depilação e Design de Sobrancelhas e Maquiagem //A primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade do Estado (FUSSESP), Lu Alckmin, visitou dia 21 de novembro, os alunos do CIC Ferraz de Vasconcelos, unidade localizada na região metropolitana de São Paulo onde estão instalados os projetos das Escolas de Moda e de Beleza. Desde 2014, mais de 1.400 pessoas foram capacitadas no local. Os cursos do Fundo Social são gratuitos e têm duração de 80 horas. “Nós temos 10 unidades próprias espalhadas pela Grande São Paulo. Nosso foco é atender os moradores principalmente das regiões mais periféricas, jus- tamente para que todos tenham a oportunidade de se qualificar”, comentou Lu Alckmin. Desde 2011, mais de 175 mil pessoas passaram pelos cursos do Fundo Social de Solidariedade, nas unidades próprias e nos Polos localizados na capital e no interior. Para participar dos cursos da Escola de Moda e de Beleza, é necessário ter a partir de 16 anos. Não é exigida escolaridade mínima dos alunos. Mais informações sobre os cursos pelos telefones: (11) 2588-5762 para a Escola de Moda, (11) 2588-5767 para a Escola de Beleza ou pelo site www.fundosocial. sp.gov.br.

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Geral IMPRENSA SINDICAL // DEZEMBRO/2017 // PÁGINA 15 Eduardo Suplicy A LUTA DO TEATRO OFICINA É NOSSA // Há muitos anos, desde quando estava no Senado Federal, acompanho as discussões acerca da questão do Teatro Oficina, dirigido pelo dramaturgo José Celso Martinez Correa, que fica no Bixiga, no bairro da Bela Vista, área central da cidade de São Paulo. Projetado pela arquiteta Lina Bo Bardi e tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) em 1982, o prédio do Teatro Oficina, aclamado pelo jornal inglês The Guardian como um dos mais belos teatros do mundo, previa a abertura para um grande teatro grego, a céu aberto. A área do que seria o teatro grego, com mais ou menos 600 metros quadrados, é hoje um estacionamento e pertence ao Grupo Silvio Santos. O Grupo preten- Eduardo Suplicy, vereador de São Paulo de usar esse terreno para a construção de torres, com salas de teatro, cinemas, lojas de discos, livrarias e um parque temático. Segundo o diretor José Celso Martinez, o tombamento do prédio do Teatro Oficina significa o tombamento de um projeto cultural, e as construções em seu entorno devem levar em consideração o bem tombado, sua arquitetura e estética, sem prejudicar sua vi- sibilidade e seu pleno funcionamento. As negociações entre Silvio Santos e José Celso já duram 37 anos. Agora como vereador, intermediei pelo menos duas reuniões entre os dois, com a presença do prefeito João Doria, que também atua para que haja um acordo. Em 21 de novembro último, o dramaturgo esteve no plenário da Câmara Municipal de São Paulo para fazer um apelo aos vereadores no sentido de ajudar a encontrar um desfecho que não ameace o teatro e o patrimônio cultural inestimável da região do Bixiga. Recentemente o Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) reviu o tombamento, retirando a proteção ao entorno do teatro. Em breve, o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e o Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo) deverão se manifestar a respeito. Inúmeras pessoas, artistas, urbanistas, cidadãos, estamos fazendo uma força tarefa para encontrar uma solução que viabilize o Parque Cultural do Bixiga, o “Anhangabaú da Feliz Cidade”. A campanha contra a construção do empreendimento e pela valorização do Teatro Oficina cresceu e ganhou o apoio de artistas como Fernanda Montenegro, Fernanda Torres, Antonio Fagundes e Caetano Veloso. O Bixiga é um bairro tradicional, tombado, repleto de manifestações culturais, materiais e imateriais. Além do Oficina, abriga, entre outros, o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), a Vila Itororó, a escola de samba Vai-Vai e a Festa da Achiropita. Como bem escreveu o arquiteto, urbanista e ex-vereador Nabil Bonduki em artigo no jornal Folha de S. Paulo, o bairro da Bela Vista, onde está o Bixiga, foi cortado por uma das piores intervenções da cidade. Por isso, São Paulo tem uma dívida com o Bixiga. A implantação de um projeto urbano-ambiental-cultural, ancorado nesse terreno e conectado com as demais referências do bairro, como propõe o Oficina, é uma chance de pagar essa dívida. É fundamental que seja levada em consideração a manifestação do Teatro Oficina, uma das companhias de teatro mais importantes do Brasil, que na década de 1960 foi um importante centro de vanguarda e de resistência aos anos autoritários do país, e os argumentos robustos da Associação Uzyna Uzona na luta pelo espaço, pelo Bixiga e pela Cultura de nossa cidade. Sinduscon-SP Construção espera retomar crescimento em 2018 //JOSÉ ROMEU FERRAZ NETO //O ano de 2017 foi marcado por uma expressiva reversão de expectativas na indústria brasileira da construção. Ao final de 2016, a recessão econômica começava a dar sinais de que iria arrefecer. O novo governo federal parecia prenunciar a proximidade da retomada do desenvolvimento econômico. Uma agenda correta havia sido lançada, marcada pela intenção de realizar reformas relevantes para a diminuição dos gastos públicos, como a da Previdência. Ao mesmo tempo, surgiam novas perspectivas de investimentos em infraestrutura com recursos privados, por meio de concessões e parcerias público-privadas. A inflação começava a recrudescer, antevendo sua expressiva redução em 2017 e abrindo espaço para a redução dos juros, condição necessária para um impulso ao crédito imobiliário. Na área da habitação popular, o novo governo assegurava recursos para a retomada das obras paradas do Programa Minha Casa, Minha Vida, e dava esperanças de novas contratações em volume expressivo. Com este horizonte, o SindusCon-SP (reúne a indústria da construção paulista) estimava que o PIB do setor cresceria 0,5% em 2017. Ou seja, depois de três anos consecutivos de queda, a atividade deste segmento estratégico retomaria a trajetória de crescimento interrompida pela crise iniciada em 2014. De fato, em 2017 a recessão econômica ficou para trás, puxada pelo aumento do consumo, favorecido pela queda da inflação. No entanto, esta recuperação inicialmente não se estendeu aos investimentos em atividades de longo prazo, como a indústria da construção. Tais atividades re- querem que construtoras, incorporadoras, investidores, instituições financeiras e famílias se sintam suficientemente seguros para aportar recursos expressivos em projetos de infraestrutura, empreendimentos imobiliários e habitação popular. De maio a setembro, a incerteza gerada pela delação da JBS, o adiamento da reforma da Previdência e das concessões de infraestrutura, e a ausência de recursos federais para novos investimentos em habitação popular certamente não contribuíram para gerar essa desejada confiança. O nível de investimentos chegou ao seu nível mais baixo, de 15% do PIB, muito longe dos desejáveis 25% que asseguram um crescimento sustentável da economia. Em consequência, já em agosto o SindusCon-SP reduziu sua previsão de desempenho do PIB da construção para 2017, de um crescimento de 0,5%, para uma queda de 3,5%. Caso esta queda se confirme, em 2017 o PIB da construção deverá cair pelo quarto ano consecutivo, acumulando uma queda superior a 16% desde 2014. Com a decisão do Congresso de não afastar o presidente Temer, diminuiu o pessimismo dos empresários da construção em relação ao futuro da economia e de seus negócios. Vendas e lançamentos imobiliários foram retomados e têm superado os resultados do ano passado. Contratações no Programa Minha Casa, Minha Vida voltaram a acontecer. Novas concessões e parcerias para ampliação da infraestrutura voltaram ao horizonte. A expectativa é de que este horizonte de maior segurança para os investimentos na indústria da construção se mantenha ao longo de 2018. Há esperança de que o crescimento previsto para este ano acabe acontecendo no ano que vem. Também obtivemos uma reforma trabalhista que traz mais segurança jurídica aos contratos de trabalho e abre perspectivas de retomada do emprego neste e em outros setores. Mas para tanto é imprescindível que, além da aprovação da reforma da Previdência e de outras providências para a redução dos gastos públicos, facilite-se o acesso ao crédito imobiliário, tome novo impulso a agenda de concessões e parcerias público-privadas para a ampliação da infraestrutura, e se intensifiquem as iniciativas para o incremento da habitação popular nos níveis da União, dos Estados e dos Municípios. JOSÉ ROMEU FERRAZ NETO é presidente do SindusCon- -SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e vice-presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) e da Fiabci-Brasil (Federação Inter- nacional Imobiliária)

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