BENCHMAIS 1 - As Melhores Práticas em Gestão Socioambiental do Brasil

 

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Artigos e cases Benchmarking certificados no período 2003 a 2006 - 85 cases

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Organizado por Adalberto W. Marcondes, Marilena L. Lavorato e Rogerio R. Ruschel BENMCHAIS 85 AS MELHORES PRÁTICAS EM GESTÃO SOCIOAMBIENTAL DO BRASIL Programa Benchmarking Ambiental Brasileiro. Quatro anos de história.

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BENCH MAIS 85AS MELHORES PRÁTICAS EM GESTÃO SOCIOAMBIENTAL DO BRASIL Começo livro.indd 3 BENCHMAIS 3 3/9/07 1:00:49 AM

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Este livro é um registro das primeiras quatro edições do Programa Benchmarking Ambiental Brasileiro, realizadas no período 2003 a 2006 pela Mais Projetos em associação com o Instituto Envolverde e a Ruschel & Associados Marketing Ecológico. Primeira edição com 5.000 exemplares publicada em setembro de 2007. Editores: Adalberto Wodianer Marcondes e Rogerio Raupp Ruschel Coordenadores: Adalberto Wodianer Marcondes, Marilena Lavorato e Rogerio Raupp Ruschel Este livro está sendo impresso com o patrocínio de Embalagem protetora impressa em papelão produzido e doado por Começo livro.indd 5 BENCHMAIS 5 3/9/07 1:01:02 AM

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BenchMais. As 85 melhores práticas em gestão socioambiental do Brasil Editores: Adalberto Wodianer Marcondes e Rogerio Raupp Ruschel Coordenação editorial: Adalberto Wodianer Marcondes, Marilena Lavorato e Rogerio Raupp Ruschel Capa, concepção gráfica e diagramação: Rafael Boni Ruschel Revisão: Sandra Leite Pesquisa: Banco de Dados e Equipe da Mais Projetos Editoração eletrônica: Ruschel & Associados Marketing Ecológico Fotolito e impressão: Edelbra Indústria Gráfica e Editora Ltda. Ilustração: Maxime Perron Caissy (imagem da folha) e Jean Froidevaux (fotomontagem do mundo), cedidas através do site www.sxc.hu ISBN 978-85-907455-0-1 Primeira edição publicada em setembro de 2007 por Mais Projetos, Agência Envolverde e Ruschel & Associados Marketing Ecológico Copyright 2007 by Mais Projetos, Envolverde e Ruschel & Associados Marketing Ecológico É permitida a reprodução parcial desta obra, desde que citada a fonte e enviado exemplar para os editores. Contatos: e-mail: benchmais@maisprojetos.com.br site: www.maisprojetos.com.br BENCHMAIS 6 Começo livro.indd 6 6/9/07 11:29:05 PM

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AGRADECIMENTOS A publicação deste livro somente foi possível graças à colaboração da Alumar, Alcoa, Ambev, BASF, Mantecorp, Rede Globo, Sabesp, Prefeitura Municipal de Poços de Caldas – e à Klabin S.A., que gentilmente cedeu o papelão utilizado como sobrecapa desta obra. O patrocínio destas empresas permitirá que os 5.000 exemplares da primeira edição sejam distribuídos gratuitamente para a melhora dos processos de gestão de organizações em todo o país. Agradecemos também aos autores dos artigos publicados nesta obra, que gentilmente cederam os direitos de reprodução: André Medici, Arnaldo Jardim, Emerson Kapaz, Ricardo Rose, Celina Gil, Cristiane Iata, Priscila P. de P. e Souza, Cyro Eyer do Valle e Marco Antonio Fujihara e John Landers. Nosso agradecimento especial ao Dr. Paulo Nogueira Neto que, mesmo assoberbado em compromissos, se dispôs a escrever a introdução deste livro, por considerar de grande relevância a difusão de práticas ambientais sustentáveis por parte de empresas, governos e organizações não-governamentais. Não podemos deixar de agradecer às organizações que se dispuseram a adotar este livro em seus programas de informação e capacitação, distribuindo-o para professores, disponibilizando-o em bibliotecas ou recomendando sua leitura para suas redes de formadores de opinião ou associados. Até o fechamento da obra, haviam formalizado sua participação FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado, Instituto Mauá de Tecnologia, POLI/USP, UNICAMP, Faculdades ASMEC, FIPT – Fundação de Apoio ao IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), Instituto Hoyler, NEF – Núcleo de Estudos do Futuro da PUC-SP, SENAC-SP, SENAI, UNIB – Universidade Ibirapuera, UNISANT’ANNA, Universidade Anhembi Morumbi, Instituto de Engenharia de São Paulo, Instituto Pnuma Brasil, ABESCO – Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia, ABTG – Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica, ABIQUIM – Associação Brasileira da Indústria Química, ABQV – Associação Brasileira de Qualidade de Vida, CRASP – Conselho Regional de Administração de São Paulo e BRASINDOOR – Sociedade Brasileira de Meio Ambiente, Controle e Qualidade do Ar de Interiores. Agradecemos também ao Instituto IAPMEI, do Ministério da Economia e da Inovação de Portugal, que permite que brasileiros conheçam a experiência portuguesa em Benchmarking e que, ao mesmo tempo, permitirá que gestores portugueses conheçam a experiência brasileira. Os editores Começo livro.indd 7 BENCHMAIS 7 3/9/07 1:01:13 AM

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EXEMPLOS DE AÇÃO SUSTENTÁVEL Durante os últimos cinco anos, a Mais Projetos desenvolveu um rico trabalho de seleção de práticas empresariais que podem servir como exemplo para muitas empresas, governos e organizações. Não apenas pelo formato no qual estas ações foram desenvolvidas, mas pelo conceito que está por trás de cada uma das ações. Algumas vezes gestores não tomam decisões em direção a práticas ambientalmente corretas e socialmente responsáveis apenas por não se aperceberem que isto é possível. E mais, que já tem gente fazendo isto com muita qualidade e competência. Ao selecionar os casos que receberam a qualificação de Benchmarking Ambiental, o objetivo foi justamente oferecer aos gestores públicos, privados e de organizações da sociedade civil alguns parâmetros de atuação. São ações que têm em comum sua estruturação baseada em conceitos aceitos de sustentabilidade e, também, construídas de forma a possibilitar sua replicação, seja na forma ou em conteúdo. Muitas vezes os conceitos que dão suporte ao tema “sustentabilidade” são de tal maneira intangíveis que fica difícil para o gestor compreender ou estabelecer suas relações com as atividades do cotidiano. Este livro e os casos relatados mostram que esta relação existe e que não é tão difícil assim entender que meio ambiente e responsabilidade social são tão parte do negócio quanto a tecnologia e o capital. Este livro é a difusão do conceito de sustentabilidade por meio do exemplo de dezenas de empresas em suas práticas cotidianas de tecnologias limpas e da geração de produtos e serviços ambientalmente corretos e socialmente responsáveis. Começo livro.indd 9 BENCHMAIS 9 3/9/07 1:01:14 AM

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CONTEÚDO Prefácio, por Paulo Nogueira Neto Empresas e o processo civilizatório, por Adalberto Wodianer Marcondes As vantagens do benchmarking socioambiental por Marilena Lino de Almeida Lavorato 30 maneiras de aumentar o lucro de sua empresa sendo boazinha com as pessoas e o meio ambiente, por Rogerio R. Ruschel 13 15 19 21 CAPÍTULO I O PROGRAMA BENCHMARKING AMBIENTAL BRASILEIRO Perfil do programa Benchmarking Ambiental Brasileiro Histórico, Metodologia, Principais indicadores e Regulamento 29 CAPÍTULO II ARTIGOS SELECIONADOS SOBRE BENCHMARKING André Médici Arnaldo Jardim Emerson Kapaz Ricardo Rose Marco Antonio Fujihara Cyro Eyer do Valle Cristiane Iata e Priscila P. de P. e Souza Celina Gil John Landers 53 57 63 67 71 75 81 93 101 CAPÍTULO III OS CASOS COM DESTAQUE EM BENCHMARKING Resumo dos casos selecionados 111 CAPÍTULO IV OS CASOS COM EXCELÊNCIA EM BENCHMARKING Organizações participantes Relatórios por áreas de atuação Resumo dos 85 casos de destaque 229 231 237 Sobre os editores Perfil dos três sócios 323 BENCHMAIS 11 Começo livro.indd 11 3/9/07 1:01:15 AM

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PREFÁCIO Por Paulo Nogueira Neto, Professor Titular Emérito -IB - USP, Presidente da Câmara Técnica de Biodiversidade e Fauna do CONAMA Vivemos num mundo extremamente complexo. O mundo atual está inundado por informações, o que geralmente é bom. Mas há também desinformações, divulgadas por motivos eticamente reprováveis ou por simples erros. O advento da informática, cada vez mais eficiente, é importante para muita gente. Contudo, nem todos podem utilizá-la. Um livro como este terá também uma apreciável divulgação. Este trabalho se inclui no rol das iniciativas que certamente trarão benefícios à causa ambiental. A leitura deste livro mostrará a existência de problemas ambientais sérios. Mas indicará, também, como estes podem ser resolvidos. É, portanto, uma visão ambiental construtiva, na verdade, muito construtiva. Basicamente, sou otimista em relação ao futuro. Os ambientalistas que forem altamente otimistas podem ser contestados pelo fato de que no mundo a atuação de todos nós freqüentemente encontra dificuldades. Por outro lado, os pessimistas geralmente não fazem nada e o resultado dessa atitude pode ser desastroso. O mundo, porém, vai para a frente graças aos que são otimistas com os pés no chão. É a atitude dos que, como os autores deste livro, mostram que no planeta existem soluções práticas que nos levam adiante. Divulgar acertos e possíveis soluções é muito valioso para resolver problemas relacionados ao uso dos recursos ambientais e para melhorar as nossas condições de vida. Parabéns à “Mais Projetos Gestão e Capacitação Socioambiental” e parceiros pela boa iniciativa. Começo livro.indd 13 BENCHMAIS 13 3/9/07 1:01:16 AM

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EMPRESAS E O PROCESSO CIVILIZATÓRIO Por Adalberto Wodianer Marcondes A cultura ocidental, que veio da Europa e colonizou as Américas, sempre teve seus vetores civilizatórios. No princípio foram as igrejas. Inicialmente a católica e depois também as igrejas protestantes, que tiveram um grande papel nos Estados anglo-saxônicos. Depois o processo passou para as mãos dos Estados Nacionais, com os processos coloniais e de formação de alianças. Centenas de guerras depois e com a maioria dos países do planeta envolvida em problemas que não consegue solucionar, como a eliminação da miséria, acesso universal à água, educação, saúde e trabalho, o mundo se vê em uma encruzilhada do processo civilizatório. Existe uma diluição de responsabilidades e a incapacidade dos Estados em assumir mais compromissos. No entanto, cresce a importância das empresas e organizações no cenário global, como vetores de desenvolvimento e de sustentabilidade. Não uma sustentabilidade baseada nas leis, mas sim uma visão empresarial de compromisso com o desenvolvimento e com uma visão de perenidade que incorpora os conceitos de sustentabilidade em sua vertente econômica, ambiental e social. O processo civilizatório global passou por uma verdadeira revolução na segunda metade do século XX. O primeiro evento realmente global da história da humanidade foi a Segunda Guerra Mundial, que envolveu países e povos de todos os continentes. Foi um desastre de proporções planetárias. No entanto, mudou o tamanho do mundo para sempre. As operações logísticas para abastecer as operações de guerra mostraram para as pessoas e empresas que não era tão impossível atender a mercados distantes. Esta percepção de que os mercados estavam mais perto lançou centenas ou milhares de empresas na busca por consumidores, não importa onde eles estivessem, assim como as operações de produção também foram descentralizadas, de forma a ficar mais próximas das fontes de matérias-primas, energia ou mão-de-obra. Milhares de empresas nasceram a partir da segunda metade do século XX e iniciaram seus caminhos rumo ao mercado global. A grande maioria das empresas que hoje tem suas operações globalizadas surgiu neste período e até o final do século XX fizeram o que todas as crianças e adolescentes fazem: cresceram e ganharam músculos. Os mercados globais foram construídos neste período e as empresas cresceram tateando seus limites. Foi, também, um período em que os Estados criaram os marcos regulatórios locais e globais para a atividade empresarial. Foi um período de embates ideológicos onde se discutiu a fundo o papel do Estado enquanto espinha dorsal da sociedade e seus limites na gestão dos recursos. O final do século XX chegou com empresas mais maduras, com o debate ideológico, a disputa entre o comunismo e o capitalismo, esvaziado e com Estados exauridos em sua capacidade de prover as necessidades básicas de suas populações. A herança do século XX, no entanto, foi positiva sob o ponto de vista das leis e dos compromissos com o futuro. Governos avançaram, através de instituições multilaterais, como as Nações Unidas, a Organização Mundial do Comércio e pactos globais como a Conferência Rio 92, protocolos internacionais como Kyoto, que regula a emissão de gases de efeito estufa, Montreal, que bane a utilização de gases que atinjam a camada de ozônio, Cartagena, sobre a biodiversidade e muitos outros. Os marcos regulatórios nacionais e internacionais sobre as BENCHMAIS 15 Começo livro.indd 15 3/9/07 1:01:17 AM

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