Boletim Agroecológico - n.4 - Nov.2017

 

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Boletim Agroecológico do Núcleo de Agroecologia Apêtê Caapuã

Popular Pages


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Boletim Agroecológico Agroecologia: resistência e rebeldia! Participar para aprender, aprender para participar ..................................................03 Agroecologia e Consciência Negra........05 Sem Feminismo não há agroecologia! ...................................................................08 Extensão Rural Contemplação e compreensão das relações.....................................................12 Seminário NAAC participa do VI Seminário Frutos da Mata Atlântica..........................................15 ERÊ Sudeste rumo ao IV ENA.........................17 Aconteceu no Campus Universidade Aberta................................20 Grupos de estudos abordam temas geradores do CBA....................................22 Hoje é dia de feira! Tá na Época!.............................................23 Agroecologia Cultural Cuscuz de Mandioca...............................24 Fragmentos de uma história...................25 Com os pés vermelhos 1° Dia Ana Maria Primavesi ....................26 Parceiros Agroecológicos pelo Brasil Das rotas aos rumos: caminhos e encontros no Comboio Agroecológico Sudeste.....................................................29 NAAC - Boletim n.4 - Novembro de 2017

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Boletim Agroecológico n.4 Bem-vinda e bem-vindo ao nosso Boletim! Nosso Boletim tem formato digital e sua publicação é bimestral. A cada edição, recheamos ele com nossas atividades realizadas no período junto às informações e curiosidades relacionadas com ciência e prática agroecológica por esse mundão! Neste boletim damos destaque ao Dia da Consciência Negra refletido em 20 de novembro. A agroecologia tem como princípio a soberania dos povos e com relação aos negros, como nós falhamos nisso! Como nós, do próprio movimento, nos esquecemos dos conhecimentos empíricos e ancestrais sobre a terra herdados dos nossos negros! Nós falamos dos quilombolas e nos esquecemos de lutar junto aos negros periféricos, aos negros da cidade que estão na luta fazendo constantemente agroecologia urbana! Para além do refletir, precisamos cuidar! A luta também é nossa! O preconceito hoje está disfarçado. Vivemos numa sociedade hipócrita e intrinsecamente nazista, com pessoas que se incomodam com a luta social dos outros e que além de não ajudar, atrapalham. Precisamos somar! E compreender que não estamos livres de preconceito, mas estamos evoluindo. Gosto muito de uma canção feita pela PJ e Raiz nos anos 1990 e convido a todos a dizerem a palavra de ordem refletida nesta letra: “Dança aí, Negro Nagô!” Equipe Gestão Comunicação Marcia Maria Margareth Raul Sarah NAAC - Boletim n.4 - Novembro de 2017 Thais

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Agroecologia: Resistência e Rebeldia Participar para aprender, Aprender para Participar. A agroecologia tem alcançado patamares importantes na sociedade, não apenas no que diz respeito às técnicas implementadas pelo produtor, reeducação na produção e uma luta constante contra a desigualdade social mas também nos grandes centros urbanos disputando o espaço com a lógica do consumo, perseguindo a ressignificação do ato de alimentar-se pela reflexão no momento da compra. Tal fato está intimamente ligado às conquistas da Agroecologia nos espaços de formação seja na educação formal ou não formal - através do compartilhamento de experiências, vivências ou situações - ou por meio da divulgação do conteúdo científico produzido nas escolas e universidades. Dessa forma, todos os atores envolvidos no processo de transformação das relações e consequentemente alteração da realidades precisam invariavelmente de uma análise constante de suas práticas e apresentando uma nova atitude sempre que necessário visto que o mundo e sociedade estão em constante transformação. Partindo desse princípio, tão presente nas reflexões não dogmáticas, percebe-se que a Agroecologia não se esgota, ainda que existam avanços significativos na pesquisa, e sempre poderá se aprender algo novo, ou melhor dizendo sempre estará disponível um novo conhecimento à medida em que mais nos aprofundamos no tema. 03 NAAC - Boletim n.4 - Novembro de 2017

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Agroecologia: Resistência e Rebeldia Os atores desse processo são igualmente importantes - professores, discentes, agricultores, comerciantes, consumidores - e integrar esses entes tem sido o grande desafio não apenas do NAAC mas de uma gama de agentes dispersores de ciência, movimento e prática espalhados no Brasil e no mundo. Manter-se atento aos movimentos e as oportunidades faz parte do processo de formação e um importante componente no processo de aprendizagem, ou seja, “aprender a participar” numa relação dialógica pois para aprender é preciso participar e essa participação gera aprendizado. Assim, surge a necessidade de abertura de diálogo em diversas perspectivas e esferas organizacionais onde a polarização não é o fim, mas o meio pelo qual as contradições possam surgir. Entender esse processo é fundamental para a consolidação da Agroecologia na sociedade atual. Seguimos na luta! Texto: Everton Bezerra Oliveira Fotos pag 04: Maria F. Rosa NAAC - Boletim n.4 - Novembro de 2017 04

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Agroecologia: Resistência e Rebeldia Agroecologia e Consciência Negra O povo africano, que não caracteriza um único povo e sim um conjunto de nações, culturas e cores que compõem os indivíduos do continente africano, quando acorrentado e arrastado no além mar dentro de porões negreiros para terras onde seria escravizado por 380 anos, trouxe consigo toda uma identidade e história que refletiu no seu expressar e produzir. Para além de todo sofrimento no qual consolidou-se a noção de povo brasileiro, como uma falsa nação miscigenada a partir de estupros e uma diversidade religiosa que na verdade decide quais serão os santos e quem serão os apedrejados, hão cores. Refletidas em tecidos, em palavras, histórias e comidas; num fazer arte mesmo na adversidade, e num viver a arte mesmo diante de todas as barreiras impostas pela “igualdade” (também conhecida como racismo velado). Remetendo à essa construção do Brasil, tentemos pensar sobre o que sabemos sobre o povo negro. Imagens sobre acorrentados, escravos em senzalas, algo de capoeira, Zumbi dos Palmares e um pouco de influência cultural, talvez. Mas o que não se diz sobre a influência da África na alimentação e na produção agrícola é notável. Muitos alimentos e formas de preparo, como doces (compotas em geral), frutas (banana, coco, laranja, limão), o dendê, grãos (café), folhas verdes (alface) são originários de lá, assim como o preparo e métodos culinários. Na senzala, era o escravo que produzia o alimento consumido pela casa grande e pelos seus iguais, em roças geridas e cuidadas utilizando de conhecimentos que trouxeram de suas terras ancestrais. 05 NAAC - Boletim n.4 - Novembro de 2017

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Agroecologia: Resistência e Rebeldia Nos quilombos, núcleos de resistência e resiliência de comunidades de escravos fugidos, a produção agrícola era a principal fonte de manutenção e renda. Sementes de variedades desenvolvidas para os climas locais eram cuidadosamente armazenadas, e o excedente de produção era enviado às vilas por atravessadores. Até hoje, conhecimentos que quilombolas possuem em técnicas e práticas se demonstraram eficientes para os locais que estão inseridos. Mas não houve e nem há justiça no campo, muito menos para o povo negro. A Lei de Terras de 1840 excluiu totalmente a possibilidade de um escravo ser dono de um pedaço de chão, a fazer com que toda terra só pudesse ser adquirida por meio de compra direta. A Lei Áurea, que em 1888 aboliu a escravidão no Brasil, não deu nenhum suporte ou apoio para o contingente de 3 milhões de escravos (e 7 milhões de negras e negros ao todo), os levando a ocupar terrenos periféricos nos grandes centros ou adentrar sertão adentro em busca da mínima liberdade. Paralelamente, inicia-se o projeto de embranquecimento da população brasileira, com a vinda de 4 milhões de europeus e asiáticos entre 1870 e 1910. Esses colonos, que foram trabalhar nas lavouras substituindo os escravos recém libertos, posteriormente se tornaram a figura folclórica do brasileiro no campo: branco, de descendência europeia, trabalhador, com ajudantes ou caseiros (negros). Não vemos a imagem do negro em comerciais, livros ou figuras remetendo ao campo. E eles estão lá, compondo e resistindo enquanto camponês e agricultor familiar. No mês da consciência negra, as bandeiras e pautas que já estamos acostumados a ver levantadas (genocídio da juventude negra, opressão, hiperssexualização, desigualdade e “desrrepresentatividade”) pouco pautam o campo que senão no (louvável e extremamente necessário) fortalecimento dos quilombolas. NAAC - Boletim n.4 - Novembro de 2017 06

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Agroecologia: Resistência e Rebeldia Isso causa reflexão: como a agroecologia se comporta enquanto a identificação com a negritude? Mais uma vez, será que a ideia de que determinadas pautas são subjetivas está omitindo um debate que precisa ser fomentado? Enquanto negro, e jovem, me preocupa a forma na qual uma luta apenas surge devido a um feriado facultativo. Que não esqueçamos de sacrifícios e de quem ainda se sacrifica pelo direito de poder ter um chão para cuidar. Que não percamos de vista um horizonte de equidade e respeito. E que lutemos, todos os dias, por aqueles que estão ao nosso lado mas trilharam um caminho muito tortuoso e difícil para chegar até aqui. Créditos na imagem. Texto: Raul Amorim 07 NAAC - Boletim n.4 - Novembro de 2017

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Sem Feminismo não há agroecologia! Ah as minhas Marias!!! Foram tantas as Marias que passaram na minha vida! Marias de diversos credos e cores , de muitas amoras e poucos amores! Hoje vou me atentar a falar das cheias de amoras e que encheram meu coração de amores. Tudo começou lá no Paraná quando eu ainda era pequenininha... Naquela época havia várias Marias, todas agroecológicas por natureza, donas dos seus jardins e hortas repletos de alimentos para o corpo e para a alma. Seus cheirosos canteiros eram cheios de flores, folhas, frutos, sementes, raízes, galhos, cascas, rizomas, cipós, rochas, tudo juntinho em harmoniosos canteiros. Às vezes ordenados e muitas vezes bem bagunçados. Sempre amei mais os bagunçados que sempre traziam escondidos serezinhos que encantam meus olhos com seus brilhos, formas e cores. Sempre que uma comadre chegava para visitá-las, corriam no seu quintal e voltavam com um maço fresquinho de ervas para preparar um saboroso chá para a prosa começar. Naquela época era difícil uma comadre ir visitar a outra porque sempre estavam atarefadas com os afazeres da casa, dos filhos e dos maridos e quando isso acontecia paravam o serviço para atender a ilustre visita, que também só visitavam em situações especiais: nascimento, doença, morte, casamento ou estavam de passagem por ali. Em todos os casos o chá sempre era a melhor opção para acompanhar a prosa que parecia mais como uma terapia, começavam num assunto e acabavam abrangendo todas as áreas da família. Me encantava ver como uma cuidava da outra com tamanho carinho e atenção. As crianças sempre iam brincar lá fora para não ouvir as conversas de adultos. Aos 19 anos fui embora para capital São Paulo e me distanciei das minhas Marias, que pouco a pouco foram para outras dimensões, me restando só uma e a mais importante da minha vida: minha mãe. Agroecológica por natureza e terapeuta pela vida, hoje está com 89 anos de muito amor, carinho e chás distribuídos por aí! NAAC - Boletim n.4 - Novembro de 2017 08

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Sem Feminismo não há agroecologia! Quando eu achava que só me restava uma Maria e que as Marias como um dia eu conheci não existissem mais, fui surpreendida em maio de 2016 já na primeira parada da “Caravana Agroecológica do Sudeste rumo a Barra do Turvo” que foi nada menos que no sítio da Maria Rodrigues, da qual vou falar nesse meu simples e pessoal relato. “Ela não poderia ter outro nome que não fosse Maria!” - Pensei eu quando a ouvi falar pela primeira vez relatando a história do assentamento Ipanema e Horto Bela Vista, que também é sua história. Maria! Que mulher forte! Trabalhadora, passou por diversas lutas e dificuldades e mesmo assim traz no coração amor e generosidade que não cabem dentro si. Generosidade que transcende o 'ser' ou 'ter', que irradia e ilumina o caminho daqueles que cruzam seu caminho e param para ouvi-la, seja relatando suas experiências ou compartilhando seu conhecimento. Maria Rodrigues: agricultora, engenheira agrônoma, mãe, avó, irmã, tia, filha, companheira, militante, resistente e amiga, talvez não nessa ordem... No seu lote no assentamento Bela Vista em Iperó é agroecológico, orgânico e biodinâmico. Certificado com o selo “Orgânicos do Brasil” pelo sistema participativo em 2017, faz parte de cooperativa e de projeto CSA (Comunidade que Sustenta a Agricultura). Mas para chegar a esse sítio agroecológico de hoje, muita luta foi travada, tanto do ponto de vista do solo quanto legal e político. E surpreendentemente, Maria é liderança política neste sentido. É a voz que fala: “Desanimando a gente não consegue nada! Vamos continuar! A luta não pára!” Segundo Maria, o solo do ponto de vista de trato tinha ali monocultura de eucalipto e antes disso era uma área de pastagem chamada de Faxinal, por onde passavam os vendedores de moares feitos no Rio Grande do Sul. Sempre que passavam, paravam por ali para descansar seus animais e praticavam queimadas para fazer a rebrota. Assim, o solo era antropicamente muito desgastados e judiado. 09 NAAC - Boletim n.4 - Novembro de 2017

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Sem Feminismo não há agroecologia! Toda área destinada ao plantio de eucalipto para o estado de São Paulo e para as ferrovias, eram consideradas horto florestal naquela época e o Horto Bela Vista era uma dessas áreas. A luta pela terra foi travada em 1998 por 17 hortos no estado de São Paulo, na época essa luta foi organizada por diversas frentes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terras (MST) e de várias outras organizações. Marcos históricos possibilitaram que essa luta ganhasse destaque: em 1996 com o massacre em Eldorado dos Carajás, em 1997 com a grande marcha a Brasília, que terminou com a união da luta pela terra. Essa área só foi destinada para reforma agrária por causa dessas grandes lutas que Maria faz questão de lembrar. Hoje vivem 28 famílias no assentamento mas foi através de muita luta e pressão do MST dentro de um contexto estadual e nacional que a terra onerosa passou de acampamento de resistência para assentamento. A área que seria destinada a uma área industrial, de lazer e um haras foi conquistada através da LUTA e RESISTÊNCIA. Quando foram assentados, tudo o que se plantava dava pouco. Plantava-se uma coisa: dava pouco, planta-se outra: dava pouco. Um agricultor plantou uva e as formigas comeram, o outro o cupim comeu, tudo que plantava nada dava nesse lugar. Parecia que estavam em terra amaldiçoada. Tudo o que sabia-se sobre terra nada dava certo. Vi na fala da Maria a importância da extensão universitária: tudo era difícil até que um dia, veio o Professor Fernando que entrou nessa luta com eles e o trabalho na terra ganhou outro rumo: usou-se metodologias de produção agroecológica, orgânica e depois biodinâmica. A terra foi revivendo, a terra foi ficando produtiva... NAAC - Boletim n.4 - Novembro de 2017 10

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Sem Feminismo não há agroecologia! A luta continua. Ainda não é fácil! Tem formiga, tem cupim, tem tempo bom e ruim. Mas a delicadeza e garra da Maria segue firme nos preceitos da agroecologia: Ocupar, resistir e o mais importante: produzir! Depois que conheci a Maria tenho certeza que muitas outras Marias estão por aí transformando nosso meio ambiente e nossas vidas, silenciosas e militantes, firmes e sensíveis, cheias de gana! Viva às nossas Marias! Maria Rodrigues em discurso “No seu quintal”. Texto: Margareth Polhmann 11 NAAC - Boletim n.4 - Novembro de 2017

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Extensão Rural Contemplação e compreensão de relações No dia 25 de outubro, eu, Fernando, Margareth e Lucinda do NAAC junto ao Sr. Guenji do Instituto Versta visitamos as experiências de sistemas agroflorestais contemplados pelo projeto “SAF com Juçara” em Sete Barras/SP. Foram visitadas as propriedades do Sr. Geraldo e dona Sandra, Sr. Kazuo e Sr. Antônio. Na teoria, quando pensamos em extensão rural, vem à nossa cabeça algumas variáveis que comumente encontramos nos livros: plantaremos um SAF, mas fatores ambientais como chuva, temperatura, vento, pragas, doenças, saúde do solo, condições das sementes e mudas e cuidados com a área serão fatores que permearam os resultados do plantio. Mas, na prática… Ah, a prática! Pisar no campo é algo incrível! E “fincar” a bota na terra começa quando você cumprimenta a produtora e o produtor e toma um “cafezim” com eles. Você precisa ser maestro de relações porque além de desconfiado, o produtor não é bobo. Ele sabe muito, acredite: muito mais que você! E as variáveis que ele lida todos os dias foge das páginas acadêmicas. NAAC - Boletim n.4 - Novembro de 2017 12

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Extensão Rural Lembro-me bem das palavras de Paulo Freire em sua obra “Extensão ou Comunicação?”. Ele critica o extensionista enquanto técnico que leva conhecimento ao campo. Sabemos que não é bem assim. O campo é rico de conhecimento e o agricultor uma biblioteca ambulante. Por mais modesto que seja, ele conhece e reconhece a terra como nós nunca seremos capazes. Por mais que também produzamos, o que já é raro entre os técnicos, cada espaço é diferente e a maneira que nos envolvemos e nos relacionamos com o território é única. Lá em Sete Barras tem variáveis impensáveis: são palmiteiros ilegais que invadem a roça dos produtores para cortar juçara sem nem ligar se o agricultor está no campo naquele momento - muitos trocam o palmito por drogas, coisa que a gente acha que nunca chegará no campo. É lidar com a produção e a demanda que nunca se equilibram: tem que ser doutor em economia pra entender como uma produção falta no dia e no outro perde-se produto porque não tem como escoar e ter que viver com a tal da renda não fixa num mundo que comida saudável é difícil de produzir e vender, mas que precisa sustentar uma família inteira que insere-se numa economia solidária mas é dependente do capitalismo. 13 NAAC - Boletim n.4 - Novembro de 2017

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Extensão Rural Daí a gente até inclui as variáveis dos livros que são fatores complementares dessa vida complexa: é o rio que enche e alaga o plantio num mês do ano. É o rio que seca e não tem irrigação no outro mês. E a geada leva a bananeira, e o vento quebra as mudinhas de pau ferro e as folhas da pitanga seca com o sol escaldante. Enquanto isso, duas vezes por ano, a gente vai visitar o plantio das juçaras todas lindas lá no campo. Com dois aninhos, prometem muitas polpas daqui a uns anos. Cresce em consórcio com a banana e outras frutas. E só consigo lembrar do Seu Kazuo dizendo no final da visita: “Não é lindo aqui? É um paraíso mesmo isso…” Texto: Sarah Viana NAAC - Boletim n.4 - Novembro de 2017 14

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