Confrades da Poesia91

 

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Poesia Lusófona

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Amora - Seixal - Setúbal - Portugal | Ano IX | Boletim Mensal Nº 91 | Dezembro 2017 CONFRADES DA POESIA www.confradesdapoesia.pt - Email: confradesdapoesia@gmail.com «JANELA ABERTA AO MUNDO LUSÓFONO/UNIVERSAL» Neste ano 2017 vamos iniciar as edições do nosso boletim, na expectativa de que ele progrida em cada ano transformando-se num elo mais forte em prol da poesia. Nesta conformidade esperamos uma colaboração mais empenhada de todos dos nossos poetas membros que nele participem, para que o nosso boletim dignifique cada vez mais a poesia e seja um verdadeiro orgulho para a nossa organização poética. SUMÁRIO EDITORIAL Capa: 1 A Voz do Poeta: 2 Ecos Poéticos: 3 / Bocage: 4,5,6,7 / Reflexões: 8 Contos e Poemas: 9 Confrades: 10,11,12 / Tribuna do Vate: 13 / Cantinho Poético: 14 / Rádio: 15 / Ponto Final: 16 O BOLETIM Mensal Online (PDF) denominado "Confrades da Poesia" foi fundado com a incumbência de instituir um Núcleo de Poetas, facultando aos (Confrades / Lusófonos) o ensejo dum convívio fraternal e poético. Pretendemos ser uma "Janela Aberta ao Mundo Lusófono e outros países “; explanando e dando a conhecer esta ARTE SUBLIME, que praticamos e gostamos de invocar aos quatro cantos do Mundo, apelando à Fraternidade e Paz Universal. Subsistimos pelos nossos próprios meios e sem fins lucrativos. Com isto pretendemos enaltecer a Poesia Lusófona, no acréscimo da Poesia Universal e difundir as obras dos nossos estimados Confrades que gentilmente aderiram ao projecto "ONLINE" deste Boletim. “Promovemos Paz” «Este é o seu espaço cultural dedicado à poesia» Para nós não existe concorrência. Existem parceiros de actividade! Tribuna do Vate …. página 13 Feliz Natal Rádio Confrades da Poesia página 16 Nesta edição colaboraram 57 poetas Deixamos ao critério dos autores a adesão ou não ao “Novo Acordo ortográfico” FICHA TÉCNICA Boletim Mensal Online Propriedade: Pinhal Dias - Amora / Portugal | A Direção: Pinhal Dias - Fundador Colaboradores: Adelina Velho Palma | Aires Plácido | Albertino Galvão | Alfredo Mendes | Ana Palmela | Ana Santos | Anna Paes | António Barroso | António Boavida Pinheiro | António Martins | Arlete Piedade | Arménio Correia | Artur Gomes Carla Carvalho | Carlos Alberto S Varela | Carmo Vasconcelos | Catarina Malanho | Clarisse Sanches | Conceição Tomé | Daniel Costa | Edgar Faustino | Edyth Meneses | Edson Ferreira | Efigênia Coutinho | Euclides Cavaco | Eugénio de Sá | Fernando Fitas | Fernando Reis Costa | Filipe Papança | Filomena Camacho | Fredy Ngola | Glória Marreiros | Helena Fragoso | Henrique Lacerda | Humberto Neto | Ilze Soares | Isidoro Cavaco | Ivanildo Gonçalves | João Coelho dos Santos | João Furtado | Jorge Vicente | José Chilra | José Jacinto | José Maria Gonçalves | Lili Laranjo | Liliana Josué | Luís Filipe | Marco Alvarenga | Maria Alexandre | Maria Brás | Maria Fonseca | Maria Fraqueza | Maria Mamede | Maria Moreira | Maria Petronilho | Maria Vit. Afonso | Natália Vale | Paco Bandeira | Pedro Valdoy | Rita Rocha | Rogério Pires | Rosa Branco | Rosa Silva | Rosélia Martins | Silvino Potêncio | Teresa Primo | Tito Olívio | Vitalino Pinhal | Vó Fia | Zzcouto | … Ver restantes no site.

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2 Confrades da Poesia - Boletim Nr 91 - Dezembro 2017 «A Voz do Poeta» SÃO SETE JANELA DA VIDA Em tarde de tédio dispus-me à procura Do arco-da-velha, que tem sete cores, E vi sete mágoas na minha loucura. Também já são sete os perdidos amores. As causas são sete e me dão tortura, São sete os pecados, que pago com dores. São sete janelas e sol com fartura, Então por que estão sete jarras sem flores? A sorte tem sete valetes e damas Também tem o azar sete velas com chamas, Mas minha esperança não tenho perdida. São sete os balões, que prendi com cordel, Vou atar os sete em forma de anel, E vou ser feliz todo o resto da vida. Tito Olívio - Faro Aquele que ali vês Aquele vulto que ali vês também sou eu Na multidão que vagueia pela avenida Somos todos um só sob o mesmo céu A viver, sem o saber, a mesma vida É uma ilusão acreditar até em nós Na evolução do individuo universal E na vã esperança de encontrar a sós O eterno perdão celestial Vejo-me nos biliões de meus iguais Em todos sendo o que não é nenhum Tão só o que aparento nada mais Se ao menos de mim soubesse o que não sei Podia-me guiar sem me perder E até talvez fugir à falsa fé Sei que existem alguns seres especiais Procuradores do pecado original Priores de falsos pontos cardeais guardiães da nova ordem mundial aquela cruz onde morreu nosso senhor deles é símbolo de medo e de poder sobre ti que não és mais por seres melhor Mesmo que sejas deste mundo o melhor ser Paco Bandeira - Elvas Ó meu amigo Pão-Mole, Não 'stá muito mole, não. Mas, por favor, não se amole, Eu vou lhe dar atenção. Hermilo Rogério - Paivas A sina do ser humano É nascer para enfrentar Na vida o quotidiano Quase sempre a esperar Esperamos nove meses No ventre para nascer Depois com alguns reveses Esperamos pra crescer. Espera-se a mocidade Que leva tempo a chegar Vai passando a nossa idade E nós sempre a esperar Esperamos por projectos Em triunfo consumados Porém quando não completos São sonhos desmoronados. E este esperar constante Vai dando à vida sentido Ansiando a cada instante Um futuro colorido Que é da vida uma janela Por onde a vemos passar Espreitando através dela Até o seu fim chegar !... Euclides Cavaco - Canadá TEMPO MÍTICO III Tinha um tempo, que a gente brincava E não percebia nada de política. A Gente estava bastando ser da mesma maneira, que ainda não mudou. Tinha um tempo…… Que hoje passa tempo Na passagem que não passou, Mas também não é paragem, É tempo que acelerou E anda sempre na frente. Quando se cansa da esteira onde se deitou, apareceu hoje, assim e sentou memo, memo aqui com Malanje junto a mim... Longe. José Jacinto "Django" - Casal do Marco Pela Noite Entrei no teu quarto de mansinho Embrulhei-me no lençol de teu calor, Aqueci-me na fogueira desse amor Alisando a tua pele como arminho. O teu corpo tão puro como linho Enlaçava a fragrância de uma flor O luar atrevido, louco de fervor, Absorto pela noite, ficou sozinho. Desnudei-te ante a débil luz da lua, Numa sede que o desejo perpetua Em vastidão, aos olhos do prazer!... O coração vive ainda incendiado A saudade se eterniza ao nosso lado Como sol, que jamais pode morrer! O Poder Meditativo O poder meditativo O poder da mente Pensamento positivo Digamos; autenticamente Não ao negativo Antes devidamente Consequente proactivo Vivo e espontaneamente O poder meditativo A vida é projecto consequente Devendo ser afirmativo Com actuação coerente De carácter construtivo Construtivo e permanente Alegre e criativo Merecidamente, fulgente O poder meditativo Ferdinando – Germany Daniel Costa - Lisboa

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 91 - Dezembro 2017 «Ecos Poéticos» 3 O verso Sentei-me… peguei no verso olhei o verso cheirei o verso analisei o verso e o inverso do verso… provei-o, bebi-o, degustei-o e me abstraí de tudo o que me pudesse impedir de saborear, convenientemente, o verso ou me obrigasse a ignorar o verso. Depois… metrifiquei o verso, silaba a silaba, estiquei-o, encolhi-o, testei-lhe a sonoridade… dissequei o verso e autopsiei o verso tentando descobrir o seu significado, a sua força, a sua verdadeira essência… e porque razão o verso, sendo apenas verso, me tumultuava os silêncios, me atarantava o olhar me seduzia me subjugava e me possuía descaradamente dia após dia. Até que em mim se fez luz e…eureka! Cheguei à conclusão que o verso tem alma cérebro e coração… vê, ouve e sente… e que um verso só é verso se o poeta for verso e não o inverso do seu próprio verso! Abgalvão - Fernão Ferro POEMA SOBRE A MANEIRA DE SERVIR Servir rigorosamente É muito contagioso Do que fiz felizmente Eu sinto-me orgulhoso. É dando que se recebe Ouvia aos meus dizer Tanta gente não percebe Cada pense o que quiser. O que recebi em troca Louvores e medalhas Não andei à reboca Na minha vida sem falhas. Elogios e honrarias No cumprimento do dever Nenhumas mais valias Eu poderia receber. Sem subvenção vitalícia Trabalhando noite e dia Nunca usei de malícia Não recebi mordomia Estava geneticamente Já muito bem preparado Para servir permanente Sem mordomias do Estado. Vivi sempre em liberdade Nunca condicionado Vi sempre desigualdade No presente e passado. Servir minha devoção Humilde e tolerante Contra a humilhação No passado e no presente. Deodato António Paias - Lagoa Prece de uma quarta-feira Meu Deus, dai-me humildade para ouvir E, no silêncio, eu ter a sabedoria para discernir Nem sempre a fala corresponde ao que vai no coração E, assim, Senhor, que eu continue aprendendo a amar os outros Cada um na sua dimensão e que todos tenham compaixão de mim Não porque eu mereça, mas porque sou também humano Sujeito a acertos e erros como toda gente, Abençoai todos que me cercam, Senhor, assim seja! Edson Gonçalves Ferreira - Divinópolis, Brasil FADO HERESIA Naquele tão triste dia, Perdi a minha alegria Quando a porta se fechou. Na hora da fantasia, Meu sonho foi heresia; O teu amor acabou. Fustiga-me a chuva e o vento E recordo a ventura Dos teus olhos sempre em mim. Como vai longe esse tempo Em que sempre havia tempo De viver nossa aventura! Meu tempo chegou ao fim. Naquele tão triste dia, O Sol poente morria, E eu por pouco não morri. Disseste com ironia E quase com alegria: Amor, não gosto de ti. João Coelho dos Santos Lisboa Por Amor Por amor a mim morreste, Ò Jesus, Crucificado. Aos infernos, Tu desceste. A seguir, Ressuscitado! Por amor devo sofrer Tudo o que me destinaste. Com amor agradecer Todo o bem que me ofertaste. Por amor, por devoção, Empenho minha vontade E rezo a minha oração Pela Paz, Fraternidade. Pelo Teu Divino Amor A todos amo e venero, E dedico-Te, Senhor, Todo o meu viver sincero. Maria Fonseca - Lisboa

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4 Confrades da Poesia - Boletim Nr 91 - Dezembro 2017 «Bocage - O Nosso Patrono» ESTE POVO QUE NÓS SOMOS Nós somos este Povo Lusitano Descendentes de heróis e heroínas Nós somos de Afonso o soberano Herdeiros da Pátria das cinco quinas. Nós somos dinastias duma história Que encerra oito séculos de epopeias Nós somos das batalhas a glória E “Homeros” de outras tantas odisseias. Nós somos oceanos e as marés Onde ousado navegou o nosso Gama Nós somos marinheiros e as galés Que deram ao Império a grande fama. Nós somos os heróis de mil facetas Descobridores do mar a majestade Nós somos inspiração dos poetas Que rimaram génio Luso com saudade. Nós somos as estrofes de Camões Orgulhosos do presente e do passado Nós somos o eco das gerações Que com alma deram vida e berço ao fado. Nós somos as memórias do Infante De Eanes, Magalhães e de Cabral Nós somos este Povo fascinante Da Pátria que se chama Portugal !… Euclides Cavaco - Canadá Poema da Mágoa Se pudesse afastar o que há em mim... Este véu de amargura que me enleia... Um céu nublado... mágoas sem ter fim, Dum mundo de traição que nos rodeia! Beijam-me as faces, lábios de carmim.. Pedaços do meu ser, rolam na areia Navega a barca num mar de cetim... Um cais de mágoas vem na maré cheia! Batida das ondas é dor mais agreste... Ó mágoa dessas mágoas que me deste, Ó nuvem passageira, não me iludas! No céu sombrio choro a minha mágoa... Os meus olhos destilam rios de água, Falsas carícias são beijos de Judas! Minha forma de dizer Só um Vinícius, Um Pessoa, Quiçá uma alma boa, Um ser ainda sem vícios... Um Régio, Um Rosa, Um Sérgio... Quem entende certa glosa? E porque não um Nobre, Um Camões... Mais um que morreu pobre, Alma rica de ilusões. Mas se fosse um Gil Vicente, Um Garrett, Quiçá um Dante Um desconhecido até... Mas eu Que não posso senão passar Ávidos olhos no céu, Braços estendidos ao mar... Eu não, Que eu escrevo para gritar, Derramo chagas sem rimar, Grito gritos de solidão. Eu, poeta?! Que horror!!! Escrevo mal e em linha recta, Sinto na alma uma dor, Penso assim em labirinto, Escrevo igual ao que sinto. Eu, rimar?! Eu, poeta?! Deixai falar o poeta, Atingir a sua meta, Que poeta não quero ser, Nem mesmo quando morrer. Deixai cantar o cantor, Fazer prosa o prosador... Deixai falar o doutor, Que eu só sei dizer amor. Cremilde Cruz - Lisboa Maria José Fraqueza – Fuzeta Rugas São Vida Quando me olho no espelho E uma ruga vem espreitar É um desgosto já velho Que eu não deixo despertar Quando ergo os olhos ao alto E avisto um céu estrelado O coração em sobressalto Navega num mar salgado Lua cheia, cor de prata Ondas brancas ondulando Coisas belas que me mata Meu desejo, despertando O pôr-do-sol em madeixas Faz cair a noite em mim Porque será que me deixas Quando a noite chega ao fim Estas sensações me dão Mais força para viver Não são as rugas que vão Ditar todo o meu sofrer. Maria de Lurdes Brás - Almada Vontade Fadista Corre-me o fado nas veias, Fado que em mim nasceu Por viver com ele a meias, Sinto que o fado sou eu. Eu nunca posso esquecer Esta alegria que mora, No coração por trazer, O meu fado a toda a hora. Sentindo a dor de quem ama, Muito cedo comecei, Ele é fogo, eu sou chama, E na minha vida é o rei. Com guitarras e fadistas A conviver lado a lado, É no meio desses artistas Que sinto a força do fado. Ao mundo deixo um recado Só de sonhos e saudade, Quero morrer cantando o fado, É esta a minha vontade! Isidoro Cavaco - Loulé

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Excelsa Negra Luna (primeira parte) Para a negra Valquíria Nestas negras linhas! Sub-jaz ... A minha sagrada devoção! A ti... Minha negra deidade imortal, A invadir os meus diáfonos sonhos. Mais que profanos! *** Morrerá aqui! E não ganhará... À luz do dia! Ficará junto a mim! E perdido para todo o sempre... Em páginas em branco. *** Vez ou outra… O estro escapa… Do imaginário meu! Voa em desesperado, Pela fria noite outonal! Ganha o céu sem nuvens... Para perder-se... No cosmo infinito! Vai se exilar... junto aos astros mortos. Perdido... Nas profundezas abissais... Das Imensidões siderais... Sem fim! …/... Excelsa Negra Luna (segunda parte) Para a negra Valquíria Nas minhas negras linhas! Subjaz... O meu choro! Onde pratico, O meu infinito pranto... A minha negra sina! *** Nas minhas negras linhas! Sinto e sofro. Todas as dores do mundo; A negra dor sem fim! *** Nas minhas negras linhas. Subjaz! O minha eterna paixão. A minha profana arte! Onde sangro e sofro. Somente por ti... Minha divina Luna! *** Nas minhas negras linhas... Dou-te! Somente para ti... Toda a minha sagrada devoção! Meu abismal negro amor... Samuel da Costa - Itajaí / BR Confrades da Poesia - Boletim Nr 91 - Dezembro 2017 «Bocage - O Nosso Patrono» Um Certo Dia SER POETA 5 Um certo dia no prado Houve grande agitação Os pássaros por maioria Fizeram uma reunião Fala a Águia majestosa Com imponência real Vamos ouvir as propostas E saber o que vai mal O pintassilgo agitado Porta-voz do Zé Povinho Informa meio chamuscado Já me queimaram o ninho Andorinha viajadora Explica quanto lhe dói Ver floresta destruídas Que o homem tudo destrói O mocho que tudo sabe Foi para isso que estudou Depois de muito pensar Acha que o mundo acabou O rouxinol cantante Já não sabe o que fazer Há casas por todo o lado E as arvores sempre a arder Amigos, diz o canário Vamos todos libertar Os meus irmãos das gaiolas Que estão presos p’ra cantar E os homens vão notar Um silêncio tão profundo Que eles próprios vão parar De nos destruir o mundo Sara da Costa – Corroios “Visita a Mértola” Eu fui à minha Terra passear, Admirei paisagem, que eu sabia Ser bela, mas que eu mal conhecia Mértola, essa Terra de encantar! Eu fui então ao Migas almoçar As Migas e entrecosto, desse dia E o tinto ali de Pias, que fazia Perfeita ligação desse manjar! Naquela imensidão Alentejana Onde leve, senti o respirar Fui ver ali de perto o Guadiana! Senti que mais havia a visitar Bem pouco p’ra um dia, na semana Fiquei com saudades de voltar! João da Palma - Portimão Ser poeta, é como o grão de areia: --é tanta paixão, não pode contê-la. Nesse sonhar intenso tudo anseia, sofrendo tristemente por sua estrela! Ser poeta, é ser único…autêntico. É tirar do velho a criação do novo, levar ao mundo seu cantar romântico, transformar em flores, o sofrer do povo. Ser poeta, é ser a estrela-guia, é levar sofrida ou bela mensagem, na qual todo ser humano confia sem bula, rótulo, nem embalagem. Ser poeta, é cantar a beleza da alma de todo e qualquer ser humano. É reconhecer a imensa grandeza de um sentimento puro, soberano. Ser poeta, é cantar com amor o seguir sem fim da humanidade. É falar sobre Deus Nosso Senhor, tendo no coração paz e bondade! Ser poeta, é ornar com fios dourados Os quatro sagrados da Cruz. É saber perdoar aqueles soldados todo mal que fizeram a JESUS!!! Ser poeta, é trazer a alma em festa, viver de oração, de sonho e quimera. É fazer da vida simples, modesta a mais radiante e linda primavera! Marcus Vinicius de Moraes Poços de Caldas – Minas Gerais - Brasil Um dia assim Há dias assim… nem para comer… Estou e não estou, nem nem, nem nim; Não sei se vá por aí espairecer Não sei se fique todo o dia assim. Não sei o que quero e o que fazer Nem nem, nem nim, há dias assim… Tenho e não tenho, ser ou não ser, Para tudo estou, nem não, nem sim. Não sei, não sei, saber ou não saber… Porque será que eu estou assim? Talvez por querer ou por não querer Eu ficasse assim… nem nem, nem nim. Mas ninguém pense que eu estou amuado Que eu não estou para aí virado. Aires Plácido - Amadora

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6 Confrades da Poesia - Boletim Nr 91 - Dezembro 2017 «Bocage - O Nosso Patrono» “A última história do Guilherme Lopes (em verso) O douctor Português” Partiu para Veneza Cheio de tristeza Por se ir embora Levou com certeza Toda a beleza Das terras de Amora Homem prevenido Faz todo o sentido Levar o que faz falta Muito comprimido Pomada e ungido E saudades da malta Logo fez amigos Ricos ou mendigos Não importa a cor Entre mil artigos Sem olhar a perigos Espalhou amor O Homem de leste Escravo da peste Nem andar podia E tu ajudaste E os pés lhe lavaste Era uma alergia E de um guardanapo Feito em farrapo Nasceu a receita Era uma pomada Não faz mal a nada Mas cura a maleita O homem que curou A história espalhou Ficou bom de vez E para cada dor Pomada e amor Do Doutor Português De todos tratou De quem precisou Este homem de Amora Foi bonito de ver Gente a agradecer Quando veio embora Artur Gomes - Amora ACORRENTADOS!!! Portugal O ser humano nasce nu e livre E durante sua vida tenta continuar assim Não consegue devido o jeito que vive Cada dia de vida é um elo da corrente... sim. De repente percebe que está acorrentado E cada vez mais se prende as convenções Todos os dias um elo da corrente é acrescentado E por mais que lute nunca se livra das obrigações. Liberdade não existe totalmente Ninguém consegue nesse mundo ser liberto Todos se prendem as opiniões alheias tolamente Pensam de um jeito e se adaptam ao jeito que parece certo. Homens e mulheres desejam se libertar Lutam e tentam mas não se consegue Porque os olhos do mundo lá está a censurar Nasceram livres e a corrente os persegue. Todos parecem felizes e sorriem Ninguém faz o que quer por inteiro O que pensam de verdade nunca dizem Puxam a vida e as correntes de janeiro a janeiro. Se as pessoas fossem vistas por dentro Causariam medo aflição e desagrado Não falam mas sabem que estão perdendo A liberdade do nascimento e que vivem acorrentados. És hoje um país Em fogo e bolas de chama És um país perdido Nos meandros da vingança Da politiquice e do caciquismo Portugal verde e pequeno És hoje terra queimada. Feito cinzas de maldade e terrorismo Pinhal de Leiria Pulmão do povo Que D. Dinis projetou e fez Pensando no bem. Pampilhosa, linda e maravilhosa Fizeram de ti um cemitério De povo, empresas e gado queimado Sem apelo nem agravo Portugal, quando pensas governar No melhor sentido, os teus opositores Digladiam-se a destruir-te. Quem lá esteve nada fez Quem está não deixam fazer E assim vai um país Condenado, estropiado Reduzido a cinzas, quase sem forças Mas que irá de novo reerguer-se! Amo-te Portugal Regina Pereira - Amora Maria Aparecida Felicori {Vó Fia} Nepomuceno Minas Gerais Brasil MÃE Para, Marcela, Marianne e Moacyr Mallemont (meus filhos) Na mocidade, quase toda menina tem divagação e indefinido anseio, idealiza um esposo e um lindo ninho cheio dos encantos que traz a gente pequenina! Não fazendo exceção as normas feminina lembro-me, também tive este doce sobressalto, o inquieto devaneio da mulher em sentimento em ser Mãe, nosso instinto da suprema sina! Mas eu, que tal missão ousaria merecer, a fim de transfundir a seiva do meu ser noutro ser, e escutar a melodia Mamãe! O milagre da natureza rompeu-se no interior do meu ventre qual três sementes em terra fértil, me fazendo MÃE neste Paraíso superior... Efigênia Coutinho - Balneário Camboriú Brasil Silvais e amoras negras divinais Eras a Planta Silvestre Das ribeiras e matagais Qual foi o mal que fizeste P’ra te queimarem animais Não há hortas nem quintais Valados que já fizeste Ribeiras a correr mais Já és “braba” e agreste Davas guarida ao ginete E a outros bichos mais Às aves também quiseste Dar cortesias iguais A sombra a fontes reais Tantas vezes tu fizeste Nunca haverá outras tais P’ra gente matar a sede Hoje não tens uma sebe Outras companhias mais P’ra “atemas” tu ó peste Das amoras divinais. “Silvais" - Évora

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Mote: Quando há pouco juízo, Tudo muda, de repente. Que ao povo não falte siso, Já que fome sobra à gente. (Arménio Correia) Glosa: Quando há pouco juízo, A Sorte não nos afaga. Diz-se, de modo preciso, É nosso corpo que paga! Quando há algo de errado, Tudo muda, de repente. Ninguém de nós é culpado, Todo o mundo é inocente! É muito lindo o sorriso, E o mesmo é o respeito. Que ao povo não falte siso, Pois sem ele nada feito. Pra alcançarmos a bonança E poder seguir em frente, É preciso temperança, Já que fome sobra à gente! Hermilo Rogério – Paivas Amizade Vai-te embora falsidade Do meu pobre coração Só quero ter amizade E a todos dar a mão Nesta vida de incerteza Quero ter a alma pura Deixei partir a tristeza P’ra dar lugar à ternura Grande amizade, senti Que sentimento tão lindo Quando eu a conheci Meus lábios foram sorrindo Amizade e o amor Caminhando lado a lado Pra mostrar seu valor Vão sempre de braço dado Amizade verdadeira Tem sempre muita beleza Se ela dura a vida inteira É sincera com certeza Maria João Cristino Lopes Lagos Confrades da Poesia - Boletim Nr 91 - Dezembro 2017 «Bocage - O Nosso Patrono» 7 Mote: Quem na vida perde a fé, E não tem fé no porvir, É morto que anda de pé E se esqueceu de cair! (Hermilo Grave) Glosa: É como barco perdido Levado pela maré. Perdeu da vida o sentido Quem na vida perde a fé. Trilha caminhos pejados De cardos, que ao abrir. Fazem sangrar seus pecados, E não tem fé no porvir. É uma alma panada Que já não sabe quem é. Vegeta desesperada É morto que anda de pé. Nada lhes resta de seu Ereta como um menir. Vai dizendo que morreu E se esqueceu de cair! Arménio Correia - Seixal Novelas Novelas! Novelas! E mais novelas! Eis um mundo de sonho! Beldades de cortar a respiração! E o povo esquece As maleitas do dia-a-dia E enche A barriga vazia À frente Da televisão. Casas casarões Mansões E carrões Luxos a rodos nas novelas ! Barracões Bidões Latas Barracas Plásticos E ratos Nas favelas. VOZES DE ABRIL Vozes de verdades, Vozes de uniões, Vozes de amizades, Vozes de emoções, Vozes de poetas, Vozes de canções, Vozes de vitórias, Vozes de multidões, Vozes de vontades, Vozes de conquistas, Vozes de liberdades, Vozes de humanistas, Vozes de esperanças, Vozes de madrugadas, Vozes de alianças, Vozes de alvoradas, Para sempre as Vozes de Abril… como na cor, no perfume, na força… de um Cravo do encarnado mais natural, intenso e fortificante. Luís da Mota Filipe (Anços-Montelavar-Sintra-Portugal) O Natal dos Poetas Da infinita bondade de Jesus Dessa inefável matéria Qual substrato psíquico De insustentável leveza É que se fez a magia De que são imbuídos os Poetas. Por isso cantam o Natal Com a harmonia dos Anjos Celestes E com a alma inundada de Esperança Antevêem um mundo melhor Sem consumismo. Sem guerras nem cinismo. Onde reine a Paz Como se o Mundo fosse O tal Poema Que o Poeta faz Cheio de Bonomia Cheio de Alegria Dando ao Natal O verdadeiro sentido O ESPIRITUAL. Maria Vitória Afonso - Cruz de Pau Carmindo Carvalho - Suiça

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8 Confrades da Poesia - Boletim Nr 91 - Dezembro 2017 Jesus «REFLEXÕES» De corpo e alma vivo para amar Testemunho do Natal Quero deixar aos vindouros Olho teu rostinho oval E os cabelitos louros De corpo e alma vivo para amar... E nos mais belos sonhos, delirantes As crianças sinceras, palpitantes... Elos de vida! Sonhos de Luar! No presépio costumeiro Que faço com mui carinho O burrinho corriqueiro Aquece bem teu corpinho São telas que revejo em cada olhar Borboletas mais belas, saltitantes... De faces mais rosadas e corantes As crianças são astros a brilhar... Nossa Senhora sorri Neste presépio que é meu E S. José plo que vi Adora o menino seu Eu olho a vaquinha mansa Com uma certa ternura Ela exorta-me a esperança De um Natal que perdura Nos jardins, nos canteiros, lindas flores As crianças eternas mariposas... Que com seu "doce mel", tanto adocei! São abelhas que saem das colmeias... Com o sangue que corre em suas veias De corpo e alma - o meu amor é Lei! Maria José Fraqueza – Fuzeta Também lá tenho Reis P`ra Belém na estrada estão Olho-os com gestos vagos Imito sua devoção É um presépio que reluz Feito com o coração Para louvar a Jesus E receber sua bênção Como é modesta e singela Esta expressão do Natal Para mim é a mais bela Desta quadra especial MVA – Cruz de Pau Natal Tropical Naquele país distante O Natal era diferente Era o Natal tropical E p’ra todos era igual. A noite nunca era fria As ruas não tinham neve Para enregelar os pés As casas sem chaminés Fumegavam de alegria Até ao romper do dia. O espírito natalício Crescia com o calor Cânticos de Aleluia Ofereciam-se ao menino Que naquela noite nascia Em nome da Paz e do Amor. Vibrava com loucura Mesa posta no quintal Debaixo do céu estrelado Era o lugar mais sagrado Para a ceia de Natal. Ela que amo há muitos anos! Foi o meu primeiro amor, Como era linda e toda encantamento... E sussurrava aos meus ouvidos, Palavras de amor, *** Porque partiu ainda não sei... Apesar do tempo já passado! Nunca mais pode saber, Da mulher que foi sempre o meu agrado, *** Seu beijo era diferente tinha outro sabor. Quando me beijava, era com loucura, E enlouquecida vibrava no amor! Vivaldo Terres – Itajaí / BR E naquele espaço comum Cabia sempre mais um! São Tomé - Corroios Poema Sentido Nos teus braços quero cair Para neles me perder e nunca mais soltar Serás tu o meu porto de abrigo Que eles nunca quero largar. Serás tu o meu anjo da guarda Ou um anjo pecador Que por ti anseio Com todo o seu esplendor. Ana Pereira- Amora GRATIDÃO Estou aqui para adorar, E com amor expressar, A Deus, minha gratidão! P'la Sua benignidade Carácter, fidelidade Misericórdia e perdão. Pela dádiva da vida! Ele sara a alma ferida! Seu amor p'ra sempre dura! Ele é o Deus que opera, Já quando o homem não espera, Nos seus braços o segura. Pelos bons e maus momentos! Por todos os livramentos! Pelo pão de cada dia! Por ti, por mim, pelos meus, Eu agradeço a Deus, Me dá paz e alegria. Seu poder é ilimitado! P'la minha fé acionado, N'Ele posso confiar! Pelas orações ouvidas, A seu tempo respondidas Ergo as mãos p'ra O louvar. Eu que nada merecia! Ele olhava e me via, Perdida, desamparada! A Sua mão m'estendeu, Por mim o Seu filho deu, Com Seu sangue fui comprada. Venha o mais duro momento! A maior dor, sofrimento! A mais tortuosa cruz! Mesmo que me falte o Chão,! A Deus eu dou gratidão Em o nome de Jesus. Anabela Dias - Paivas Vou vos contar uma história, Que não me sai da memória,; Nem após adormecer, Já não consigo conter; Pensei em ver um doutor, Para que me tire a dor; Fui pedir com uma vela, Para me ver livre dela; Mas nada com ela acesa, Nem com reza de certeza; Chegarei a esse ponto, Em poder contar o conto; Desta vida de lamento, E na escrita eu tento; Vos contar a minha história, Que não me sai da memória.! Arménio Domingues - Melgaço

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 91 - Dezembro 2017 «Contos / Poemas» 9 PREGUIÇA Existem vários tipos de preguiça, pessoas existem que passam a vida toda sem trabalhar, vivem sempre as custas de alguém que trabalha, outros parecem doentes de tão preguiçosos e se encolhem e se queixam de todas as doenças conhecidas e até desconhecidas e vivem pela caridade alheia, esses são preguiçosos sem nenhuma graça, são tolerados, mas não servem nem como divertimento. Zelito era diferente, sua preguiça servia de divertimento e por isso ele era querido por todos, era seu jeito de viver, trabalhar não trabalhava, mas suas trapalhadas lhe garantiam a vida mansa. Seu Zuza pai de Zelito era dono de um bar e o rapaz estava sempre lá, mas não ajudava em nada, apenas contava seus causos e os fregueses se divertiam com sua prosa e sua monumental preguiça. O rapaz colocava um banco em frente ao estabelecimento do pai, se assentava e ali passava o dia conversando com as pessoas e quando faltavam ouvintes, ele aproveitava para cochilar e descansar mais um pouco; ele só saia de seu repouso para comer e beber quando tinha fome ou sede e voltava para seu apreciado banco. Uma tarde Zelito estava assentado em seu banco quase dormindo, quando um senhor parou e disse: moço, o senhor sabe onde é a casa de dona Marta? ele acenou que sim com a cabeça sem abrir os olhos, mas o homem insistiu dizendo: você pode me dizer onde é e Zelito esticou a perna e disse: olha no dedão do meu pé, o senhor olhou e entendeu, pois a casa ficava do outro lado da rua e o dedo do pé do rapaz apontava para ela. Seu Zuza se zangou e disse: Zelito, você não podia dizer educadamente que a casa de dona Marta era do outro lado da rua? Ele respondeu: pai, falar ia dar mais trabalho do que esticar o dedão, qual o problema? E o zangado pai voltou para seu balcão resmungando: problema foi você ter nascido seu bicho preguiça, quando eu morrer quem vai carregar você nas costas? Zelito não respondeu, mas pensou: pra que servem os irmãos que tenho? E voltou a cochilar feliz. Maria Aparecida Felicori Vó Fia} Nepomuceno Minas Gerais BrasilPreguiça Vidraça Olhando o mundo refletido na vidraça corre a minha imaginação e vejo coisas... certa montanha a jorrar labaredas de emoções um rio enlouquecido serpenteando da foz para a nascente em busca do inalcançável, mas tenta... um braço de arvore desejoso de abraçar-me com seus dedos retorcidos de tanto esperar. Percebo beijos soltos no ar poisando na minha boca como pássaros vermelhos. Duas paixões, lado a lado são levadas pela brisa do crepúsculo acreditando-se nas águas do persistente rio aceitando-se ao poisar na montanha em labaredas. A vidraça embacia com o calor da minha boca limpo-a de punho cerrado. É noite, as estrelas não brilham mas a lua é uma enorme hortência azulada… suspiro, desvio os olhos da vidraça e permaneço expectante. Liliana Josué ( Erato) - Lisboa Enleados..... tombaram nas águas do mar Crepitar de ondas .....e a maré subia..! Horizonte de Luz que partia..... Corrente de palavras quentes.....Luar!? Manuel Silva - Fogueteiro A Noite é breve... A Noite é breve e eu já sonhei!... Que pena, não estavas ao meu lado Quando então eu te vi acordado, De dor e de saudade eu me encontrei. Tentei de novo a imaginar-te Quando à noite ao meu lado estiveres... Assim!... tão diferente de outras Mulheres Ali, de todo aberta só para amar-te! Das “alminhas” até ao amanhecer, Serás minha o tempo inteiro... Como a Noite já pertence ao travesseiro Dos meus sonhos desta Noite a envelhecer Este amor lá do etéreo infinito... Por quem eu chamo, num sussurro... eu quase grito! Silvino Potêncio – Natal/BR Meninos sem Sonhos. No insondável olhar, povoado de medos e perplexidade... Abrem-se janelas para um vazio interior em desalinho, Em paisagem d’espectros hediondos de morte, de dor, Sem amanhã, amor, carinho…ou de pão um pedacinho! Os olhos aos escombros, à desolação...se habituaram! A um incógnito deambular sem destino…cruelmente!... Num mundo despido de sorrisos, de sonhos de criança… Por adultos, governado, o mundo...impiedosamente! Filomena Gomes Camacho - Londres

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10 Confrades da Poesia - Boletim Nr 91 - Dezembro 2017 «Confrades» http://www.confradesdapoesia.pt/ Música no mar da liberdade Ante Teus Olhos Tristes Partir é morrer um pouco Cavalgar as ondas do mar Viver a vida de um louco Até o navio atracar Vais com a corrente do vento Sempre atrás da quimera Mas não tiras do pensamento O amor que em casa espera Mar, horizonte aberto de liberdade Quebrando grilhetas de ansiedade Onde revelas tudo o que anseias E de qualquer som se faz uma canção Que as ondas cantam com emoção A mais linda canção para as sereias. Arturinho - Amora Foi num dia- tão triste dia- que disse adeus A esta terra, a esta casa- minha Mãe querida! Foi o ter que iniciar longe, uma nova vida, Mas com fé e coragem, confiado em Deus. Foi entre lágrimas a abraços que daqui parti Ante teus olhos tristes- mãe do meu coração. Sentida foi, por nós dois, uma breve oração... Corações apertados, abraço que não esqueci. Foi o temor sentido de não mais voltar aqui! Foi tudo, enfim, em catadupa, sobre mim e ti Na receosa incógnita do que seria "o amanhã". Foi o deixar o quarto, minhas coisas, moradia Que habitámos em comunhão, no dia-a-dia, Onde nasci e cresci sob o teu olhar- Mamã. JGRBranquinho - Qtª da Pidade Olhar Olhar doce... Dá segurança... Olhar meigo... Ajuda a superar... A vida... A tristeza... A solidão... Mas... Ao ver os olhos... De verdade... E de Amor... Sentimos... Que os olhos... São mesmo... O espelho da alma… Lili Laranjo - Aveiro Réstia de sombra Passaste Não paraste Não olhaste Em mim não reparaste. Com teu charme envolvente Teu ar altivo penetrante Teu andar bamboleante Passaste e nada deixaste. Somente uma réstia Da tua sombra Em mim reparou E neste banco ao meu lado se sentou. Vem, volta atrás e vem Sentar-te neste banco De pau gelado Em jardim sossegado plantado. Olha, olha ali Um jasmim! Um jasmim a sorrir para ti E para mim! E mais além naquele lírio branco Uma gota de orvalho!... É lágrima do meu pranto tresloucado Que em silêncio chama por ti. Marinha de grande escola. (Dedicado aos filhos da escola) Naveguei por esses mares Até sonhei com sereias Por gostar de navegar No morse a comunicar Com fluidez de minhas veias Horizontes aprumados Alunos aventureiros Mar, com terra sempre à vista No rádio…telegrafista Escola de marinheiros Mar, Marinha foi escola Que saudades desse tempo Transmissão e recepção Com press de navegação Passado, que bem relembro Pinhal Dias – Amora / Portugal (In: “Tempos Vividos” “O Meu Portugal” Ó meu Portugal Meu país “errante” Como está distante E também errado O velho ditado “És um paraíso” À beira mar plantado Agora sufocas de tanto calor São os pulmões das serras E florestas sofrendo de dor São suspiros em fumos Da mãe Natureza Que vê destruída Riqueza e beleza Século XXI Que devia ser calmo e civilizado, Mas que só semeia tristeza desditas O planeta a destruir-se Voltando ao tempo dos “trogloditas” Devia ser a era da evolução, Mas há os retrógrados em mentalização Acabem com tanto destruir Deixem os homens de mente sã Construir Que Deus afaste o mal Para que possamos ter Paz, saúde Que volte o sorriso aos nosso Portugal Ivone Mendes - Setúbal Carmindo Carvalho - Suíça

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 91 - Dezembro 2017 «Confrades» http://www.confradesdapoesia.pt/ 11 Sobre saltos PROVAÇÃO - Luiz Poeta. Um Natal injusto De saltos de saltos altos prende a atenção solta a tensão em valores altos. São pés humanos ou pés divinos? Levantam hinos vêm sopranos tenores, contraltos... E as pernas sobem aos olhos descem à alma. Meu coração, entre os escolhos de tal paixão, te desgovernas em sobressaltos. Acalma, acalma! É uma ilusão! Céu? Isto é terra, lá longe, a serra, aqui, as casas com chaminés, na rua, os pés, pés sobre saltos, onde vês asas! São pés bem feitos que andam direitos (atenta nisso!) só se o passeio não tem ressaltos e tem asseio (milagre é isso). Tenores, sopranos, não há, nem hinos. Há pés tiranos pés que te pisam sem compaixão. Não são divinos, são pés humanos, pés que precisam do chão. Do chão! Oh, coração, como os poetas, tão frágil és, que te inquietas só por uns pés! Lauro Portugal - Lisboa Não tentes me provar que Deus existe... ou que ele não existe, eu tenho um Deus que cura minha dor, quando estou triste e afasta os sentimentos mais ateus. Não tentes me provar o improvável... ... sou como o discípulo Tomé que apenas crê no inimaginável, depois que o alimenta... a própria fé. Não tentes me ensinar o que aprendeste sem nem vivenciar o que sofreste... Que cravos há nas tuas próprias mãos ? Os dons, meu doce amigo, só os tem quem sabe abençoar, fazendo o bem e amando... de verdade... os seus irmãos. Luiz Gilberto de Barros – RJ/BR Pedido Deixa-me adentrar no teu infinito, E me descondensar fugazmente! Deixa-me ser Deusa, Para te encantar a cada lua terna. Deixa-me ser fraterna. E cultivar toda a meiguice verdadeira. Quero tornar-me teu enlevo, Enveredando-me sempre por caminhos ignotos. Quero desmistificar teus egos, Completar-me na tua segurança. Deixa que eu te cubra à noite, Quando os ventos forem frios, E as sombras vazias. Deixa-me ao menos ser sua, Tão sua, que nem irás saber Se sou mito ou mulher. Márcia Cristina de Moraes Poço de Caldas Brasil Vivi a vida a correr, À procura de remessas; Agora e até morrer, Só passeio, mas sem pressas! Arménio Domingues Melgaço De um serão já perdido num tempo de antigas memórias ficou-me uma gravada “a fogo lento” vivida de verdades, não de estórias. De palavras choradas, dá-me testemunho. De injustiças passadas e amarguras gritadas, em silêncio, zurze como um punho! Foi noite de Natal numa pequena aldeia. Um velho, na janela, esculpia a tristeza emoldurada num caixilho de ansiedade. A mesa, atrás de si, lotara-se de ausências. Era uma esperança sem tempo num parapeito feito de ansiedades. Então, nessa noite sem fim, a vida deu lugar à morte, solitária, infundada, mas definitiva! E a janela triste encheu-se...de esquecimento. Eugénio de Sá – Sintra NATAL Aproxima-se o Advento , Quero refletir sobre o ano que aos poucos vai findando. Quero armar minha árvore de Natal Alegria de meus netos. Gostaria de passar-lhes mensagens De respeito, de amor ao próximo, Solidariedade, tolerância. Natal é época que o coração fica mais suscetível às emoções. Lembramos com saudade Aqueles que já não estão aqui, fazem falta ao convívio diário, mas jamais os esqueceremos. Quero colocar brinquedos minúsculos para lembrar a criança que fomos, bolinhas coloridas enfatizando a alegria, anjos para lembrar todos que amamos e tornaram-se anjos para nos proteger . Junto à árvore o Presépio Natalino para não esquecer o significado do Natal e jamais esquecermos a importância da família na vida de todos nós. Que o amor pregado por Jesus Esteja sempre presente em nossa vida Isabel C S Vargas Pelotas/RS/Brasil

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12 Confrades da Poesia - Boletim Nr 91 - Dezembro 2017 «Confrades» http://www.confradesdapoesia.pt/ Um coração sensibilizado Quando algo o meu coração sensibiliza, Os meus olhos tornam-se agitados lagos... A minha alma dorida, a todos suaviza, Pondo até nos meus dedos, doces afagos! Com eles e a mente em comunhão profunda Nestes humanos valores tão naturais... O amor, lealdade e, a verdade que inunda Um qualquer sonho, como chuvas outonais! Foi no primeiro berço, a tosca canastra, Onde o sorriso me disse... O amor alastra, Quando um dos progenitores nos dá um beijo... Na vida, outros recebi mas diferentes... Seleccionei-os pelos valores ausentes! Exigi sempre amor, verdade e desejo! José Maria Caldeira Gonçalves - Almada É importante Respeitar a Vida Tão importante é respeitar a vida Quero partir, mas na hora marcada, Vejo papoilas à beira da estrada… Entre as flores não fico perdida E a erva verde pode ser colhida A seara que está seca e é ceifada Brilha no jardim rosa acetinada, Bendita Primavera tão florida! Gosto de sentir o cheiro da terra, E da floresta lá no alto da serra! Onde o perfume tem mais validade. Preciso caminha sem preconceito Canto amor, vida, com todo o respeito, Minha alma quer trilhar esta saudade. Dolores Guerreiro Costa - Portimão “Mulher” (Acróstico) M.aravilhosa a mulher! U.nica onde estiver! L.utadora inseparável! H.onesta e confiante! E.special e importante! R.adiante e agradável O meu voto Vi mulheres lindas como a aurora! Mulheres muito belas, sem vaidade. Jovens mulheres que amei de verdade Mulheres de que tenho saudades, agora. Em Coimbra, Lisboa e Portalegre, namorei sem pecado, sem maldade! Esta, amigos, a minha realidade Sentida confissão dum ser feliz, alegre. Hoje… recordo-as saudosamente! Foram pessoas que deveras amei, que guardo em meu coração. Um voto aqui deixo bem sentido (que julgo me é permitido) Que Deus as tenha sob sua proteção. JGRBranquinho Quinta da Piedade É tão doce o teu olhar “Meu amor quando me olhas É tão doce o teu olhar Meus olhos são os teus olhos É tão doce o teu olhar Abraças-me devagarinho Num suave navegar Na areia quente do linho Já perdi o teu olhar Tua boca me aconchega Nesse teu doce beijar Meus olhos são os teus olhos É tão doce o teu olhar. Teu corpo nu me aquece No leito da praia mar Meus olhos são os teus olhos É tão doce o teu olhar.” Teresa Primo – Lisboa Coimbra e o Penedo da Saudade… Saudade da mocidade Em COIMBRA é a mocidade, Que adorei muito cedo, É o Penedo da Saudade, E a saudade do…Penedo! N’uma gruta, recatada Quando fui estudante, Com tricana enamorada, Vivemos um amor gigante! Assim, d’aquele Penedo, Tenho saudades de mim, A tricana fugiu de medo, Do amor que fizemos sem fim! Visito o Penedo amiúde, Há muito n’aquele recanto, Rastos saudosos da juventude, Que passaram por encanto! Recordar a velhinha Coimbra! Chama-se Penedo da Saudade, Que todo estudante timbra, Pela vida fora, tem cumplicidade Onde abunda a poesia, Dos nosso eternos vates, Ali deixaram sabedoria, Pra que a estudes e bem trates! Aqui e ali, há um painel, Com trovas ou lindos sonetos, Que se “bebem” com hidromel, Ou se ouvem como Rigoleto! Penedo da Saudade, mausoléu De Guerreiro! João Deus! Quental! Quem visita, aqui vive o céu, Dos grandes poetas de Portugal! Penedo da Saudade, encostas Ruelas, com lindos painéis, D’azulejos com propostas, Que os namorados lêem fieis! Visite Coimbra, visite o Penedo, Vai ficar pra eternidade, Ali contrai um bruxedo, Que o afoga de saudade! Porquê? Talvez misticismo Em Coimbra com primazias, É como saltar um abismo, Fecundo de tanta poesia! Nelson Carvalho – Belverde/Amora João da Palma Fernandes - Portimão

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 91 - Novembro 2017 13 «Tribuna do Vate» ABRAÇOS DA POESIA os abraços da poesia são os que me envolvem na solidão em que passa cada dia no desespero da desilusão os abraços da poesia são os que me prendem e agarram à vida cheia de monotonia apartada dos que amam os abraços da poesia são o meu enternecer na noite escura e fria na revolta do amanhecer nos abraços da poesia tento mitigar a saudade doutros abraços de mim fugia só a dor de não os ter nos braços da poesia abandono-me cansada deito-me e sonho com o dia de acordar em braços de ser amada Rosélia M G Martins P. Stº Adrião - Loures PAZ ONDE ESTÁS procuro nas ruas por onde passo nos caminhos que trilho no espaço onde vegeto em cada mãe e cada filho na imensidão do espaço na terra no ar na serra no mar procuro nas escarpas escondidas da vida procuro no vazio das consciências que matem destroem nossos sonhos nossas vivências mas doentes adormecidas e por aí vou percorrendo os desertos áridos da vida em busca dessa PAZ almejada em busca do refúgio de uma guarida em contínuo redemoinho vou procurando a PAZ vou perguntando baixinho PAZ onde estás ? onde possa repousar na PAZ desejada Rosélia Maria Guerreiro Martins P. Stº Adrião - Loures QUANDO A MINHA ALMA PARTIR... Minha alma um dia, este meu corpo, irá deixar Abandonando, para sempre, este templo onde cresceu, E muitas coisas boas, e coisas más, nele teve que passar, Mas nesse tempo, que Deus lhe destinou, tanta coisa aprendeu. Neste templo terreno, aprendeu o que é o amor e a separar A tristeza da alegria e as coisas boas, daquelas que não o são... Aprendeu a desejar e, com paciência, o desânimo suportar, Aprendeu amar, apenas com o amor do coração. Por isso, quando a minha alma, este meu corpo deixar, Junto a ele, não gostaria de ver ninguém chorar, Mas vê-las apenas, com amizade e amor, deitar... Pétalas de rosas vermelhas, p’ra cima do meu caixão! (J. Carlos) – Olhão da Restauração A EMIGRAÇÃO DO MÊDO Olho os rostos sorridentes dos que já chegaram, E os rostos tristes… pelos que no mar ficaram, Enquanto novos magotes continuam a chegar… Do lado de cá, já aparece o guarda armado, E constroem-se barreiras com arame farpado, Na vã tentativa, desta emigração… parar. Vejo crianças sorridentes, sem do mal terem noção, E os pais, de mãos vazias, com o ar feliz da emoção, Por chegarem ao país onde esperam vir a ter sorte… Mas por trás, estão as forças maléficas do terror, Que se aproveitam deles para introduzirem dor, Nesses países, em nome do deus do medo e da morte. E enquanto os governantes vão-se reunindo, Procurando uma qualquer solução encontrar… Botam-se discursos e opiniões, entre eles, diferindo, E veem-se as gentes, em qualquer lado, a tentar ficar. J. Carlos Primaz – Olhão da Restauração ÁRVORE CAÍDA... Oiço, vindo lá de longe, o grito que magoa, Da árvore envelhecida... a que o tempo não perdoa, Os anos, que pelo seu tronco, já por lá passaram... Pois hoje é só mais uma, à espera do vento que há-de passar, Que com um ligeiro sopro a vai para sempre derrubar, Sem pensar nas saudades, dos que à sua sombra descansaram. E eu, que também velho já estou, senti o seu triste lamento, Pois, tal como ela, estou esperando pelo vento, Que este meu corpo, p'rá terra mãe, irá um dia deitar... E penso... penso como será quando isso suceder, Se terei tempo e coragem, para ainda ao vento dizer, Que não leve o meu lamento... para ele na minha garganta ficar. (J. Carlos) – Olhão da Restauração

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14 Confrades da Poesia - Boletim Nr 91 - Dezembro 2017 «Cantinho Poético» O Poema impossível ANOITECER. Monte S. Michel Sem mais apoio, sinto-me pairar Num espaço bem acima daquele leito Não me reconheço no corpo desfeito Nem já nada por ele me faz vibrar Lá em baixo há gente em movimento Em torno do inerte e frio destroço E eu alheado de todo este alvoroço Aligeirado de todo o sofrimento Prouvera eu intuísse a nova condição Que o meu entendimento não assume Ausentes são de mim dor e queixume Nem já estranho o silêncio do meu coração Presumo que perdi da vida todo o alento Mas uma mágoa tenho que irá permanecer; A poesia de Deus que não vou descrever Pois a pena que levo perdeu o vencimento Num túnel sombrio vogo, entristecido Mas, súbito esplendor: incandesce-se a luz! E ao ver estendidas as mãos do Bom Jesus A esperança volta a fazer sentido Eugénio de Sá - Sintra DIVISA Surgiu no meio do mundo Um horizonte vertical, Uma linha imaginária, Um traço indivisível A separar os homens de seus irmãos. Surgiu de um lado do mundo Uma linha oriental e Uma linha acidental, Duas linhas de gelo. Surgiu em todo o mundo, Uma linha que orienta E uma linha que acidenta. Surgiu entre os dois mundos Uma parede de vidro, Reforçada com aço invisível. Uma parede macabra, Uma montanha manual. Surgiu em frente ao mundo A fome descomunal, Fabricada pela mente humana, Manipulada pelo capital. Surgiu na frente do homem A grande resolução, Que era dividir as riquezas, Que era dividir as desgraças E este lhe cuspiu o rosto. E foi originada a rebelião. Gilberto Nogueira de Oliveira Reflectem diluídos, em leveza, Fluxos do poente a desmaiar! Soluça, magoada, a Natureza, Pla ausência do sol a fulgurar... Emerge a noite, com subtileza, Cobrindo ao cenário, o matizar! Soçobram árvores com tristeza, Lançando, ao vento, seu pesar... E, no risonho afluído matutino, Resplandece o orvalho cristalino, Em miríade madrugada colorida! Tudo ressurge, pelo sol nascente, Num mágico êxtase, sorridente... Túmida, a Natureza, arfando vida! Filomena Gomes Camacho (Londres) Dedico este pequeno poema Minha Singela Homenagem Ao Meu Amigo João Alberto Vieira Natural de Armação de Pêra! Meu amigo PESCADOR, Que andas na faina do mar, Guiado plo amor e dor, És forte e sabes amar! És sensível no esplendor, Lua e o sol sempre a brilhar, Rodeado plo sol do amor, No partir, de fé pró mar! Fado! Poeta popular, No mar…momentos de dor Tu sabes bem ondular No fado com voz de amor! Vês esvoaçar a gaivota, Teu silêncio ao sol-pôr, Tens a família por rota, Sonho que não te derrota, Cantas fado! Trovador. Luis Filipe Neves Fernandes 17/X/2017 No combate entre a luz e as trevas, Sempre foste fiel! Em tua honra ergueram a Abadia, No monte de Saint-Michel. Qual Jerusalém que desce do Céu! Eterna luta entre o Bem e o Mal, Melhor testemunho não há, Da era Medieval. Filipe Papança - Lisboa Quadra Glosada 469 Mote Dei-te um beijo n’um arranco… Apertando-a contra mim, Se meu bigode já branco, Ficou da cor do carmim! ==Quadra do maviosos poeta ANTÓNIO FEIJÓ == Glosa Sempre com medo que fugisses, Tinha receio, sou franco, Espreitei que te distraísses, Dei-te um beijo n’um arranco! Foi rápido mas foi ventura, Sei dominar o frenesim, Assim foi minha loucura, Apertando-a contra mim! Como lhe prometi meu amor, De um leve solavanco, Eu queria que mudasse de cor, O meu bigode já branco! Ela se abriu num sorriso, Mesmo legre disse assim: --Ó meu amor é disso que preciso, Ficou da cor de carmim! Nelson Fontes Carvalho Belverde / Amora Passeando pelo Norte, Adorei ver sítios belos; Aqui anda um Galo forte, Por ser terra de Barcelos. Arménio Domingues Melgaço

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 91 - Dezembro 2017 «Rádio» 15 Fundada: a 28/04/2017- Fundador: Pinhal Dias RÁDIO CONFRADES DA POESIA - 24 HORAS ONLINE GRELHA DE PROGRAMAÇÃO DEFINITIVA Dom. - 22/23h - "A Voz do Cancioneiro" 2ª F - 17/18h - "Poesia no Horizonte" 3ª F - 24 HORAS ONLINE b) 4ª F - 21/22h - “SOS Musical” 5ª F 24 HORAS ONLINE b) 6ª F - 21/22h - “A Voz do Cancioneiro” Sáb. - 21/22h - “SOS Musical” a) - 24 HORAS ONLINE b) b) – “Sujeita a Directos Especiais, com hora anunciar” "ONDA CRISTÃ" DIRECTO ESPECIAL - dia e hora afixada no Facebook .../... DJ - Pinhal Dias Assistente Técnico - António Santos Pioneiros Contribuintes Pioneiros Colaboradores : »»» Carmindo Carvalho - Conceição Tomé - Daniel Costa - Euclides Cavaco - Donzilia Fernandes - Hermilo Grave - Joel Lira - José Bento - José Carlos Primaz - José Jacinto - José Nogueira Pardal Luís Fernandes - Maria Rita Parada dos Reis - Maria Rosélia Martins - Nelson Fontes de Carvalho - Regina Pereira - Silvino Potêncio - Tito Olivio Seja um dos nossos colaboradores/patrocinadores directos… Contribua para o nosso melhoramento da Rádio Confrades da Poesia 24 horas online, bem como os cinco Programas em Directo semanalmente… Programas: “A Voz do Cancioneiro” – "SOS Musical" - “Onda Cristã” - "Poesia no Horizonte" Graças aos Confrades que estão colaborando a nível: - Servidor; Alojamento; manutenção; microfones; gravador mp3 … Pendente: Mesa de mistura (brevemente) Faça a sua doação para o responsável da Rádio e site da rádio, site dos Confrades e Boletim dos Confrades… Agostinho Pinhal Dias NIB – 003300005007062283705 IBAN – PT50 003300005007062283705 Junto do MillenniumBcp E o seu nome ficará a constar na lista dos Colaboradores, com saída no Boletim Abraçamos a lusofonia e vamos aos quatro cantos do mundo, acrescido de mais um Servidor em online... “TuneIn” – download gratuito e simples no seu Smartphone ou Tablet Links para ouvir a Rádio Confrades da Poesia Links para ouvir a Rádio Filhos da Escola DJ– Pinhal Dias 2ªs e 3ªs F das 20h às 22h Programa: “Ondas Sonoras” http://www.radioconfradesdapoesia.comunidades.net/ http://tunein.com/radio/Radio-Confrades-da-Poesia-s292123/ http://www.radios.com.br/ao…/radio-confrades-da-poesia/47066 http://www.radioonline.com.pt/regiao/novo/… Tunein: https://tunein.com/radio/Rdio-Filhos-da-Escolas218413/ Radioonline: http://www.radioonline.com.pt/filhos-da-escola/

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