Revista Anfamoto nº 140

 

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Revista Anfamoto nº 140

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Editorial Exportar é preciso! Essa edição da Anfamoto em Revista circulará no 14º Salão das Duas Rodas, que acontece de 14 a 19 de novembro, em novo endereço no Expo Imigrantes em São Paulo – SP. O evento é referência para quem quer ver de perto todas as novidades, tendências e tudo o que é ligado ao universo de duas rodas. Esse será um grande incremento para as vendas de fim de ano, tanto para o segmento de duas rodas quanto para o segmento de motopeças. Pois com os números apurados nos nove primeiros meses do ano o mercado de duas rodas tem expectativa de fechar o ano sem grandes novidades. Segundo dados da Abraciclo – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, a projeção da indústria é de fechar o ano com 885 mil unidades a projeção inicial era de 910 mil unidades. Eventos como o Salão das Duas Rodas pode mudar um pouco esse cenário. Nessa edição falaremos sobre um importante assunto para o país: Exportação. Nosso segmento não tem exportado muito, mas é um tema que merece atenção, especialmente porque no mês de setembro a balança comercial teve um superávit surpreendente. Muitas vezes por desconhecimento ou até mesmo falta de oportunidade essa modalidade fica meio de lado, queremos jogar luz no assunto e trabalhar mais nesse sentido. Na seção Associado em Destaque, vamos contar a história da WLS empresa que nasceu em 1988, muito pequena, mas que com muito trabalho e determinação cresceu e se tornou uma referência no mercado de borrachas. A WLS é uma empresa geradora de soluções. Na seção sua moto em detalhes trataremos dos cabos de comando. Uma peça fundamental para a segurança dos motociclistas, por isso falaremos da importância de adquirir um produto de boa procedência e qualidade. Destacamos ainda o caderno duas rodas que traz um pouco das novidades que estarão no Salão das Duas Rodas. Fique por dentro ainda das noticias de interesse dos leitores. Não perca na próxima edição a cobertura do Salão das Duas Rodas, o lançamento do X Salão das Motopeças e muito mais novidades. Boa leitura! EDIÇÃO 140 - SET/OUT 2017 A responsabilidade sobre opiniões e fatos presentes nos artigos assinados na “ANFAMOTO em Revista” é exclusiva de seus autores, não exprimindo necessariamente o pensamento desta publicação nem a posição da ANFAMOTO. Associação Nacional dos Fabricantes e Atacadistas de Motopeças Presidente: Orlando Cesar Leone 1º Vice Presidente: 2º Vice Presidente: Tesoureiros: Valdenir dos Santos Galvão Valério Valente Divino Jorge da Silva Amarildo Severino Fernandes Conselho Deliberativo - Presidente : Gianfranco Menna Zezze Membros do Conselho Deliberativo: Mônica Orlando de Oliveira Carlos Alberto Fiorotti Renan Chiabi Feghali Suplentes do Conselho Deliberativo: Nelson Pedro Scherer - In Memorian David Teixeira do Amaral Carlos Roberto Pontes Membros do Conselho Fiscal: Sandra Brandani Picinato José Jacob Fernandes José Mauricio Felipe Suplentes do Conselho Fiscal: Giancarlo Vancini Breno de Britto Teixeira Delvino Coser Coordenadores de Setoriais: Fabricante: Freios: Escapamentos: Capacetes: Valério Valente Valério Valente Anfamoto Carlos Manoel Jr. Coordenação Editorial: Fabia Helena Allegrini Pereira Editor responsável: Jacylete Abreu – MTB 825-CE Serviços Gráficos: Gráfica Nywgraf Editor de Arte: Luis Fernando L. Corrêa Secretaria: Patricia Sartori Coordenação de Eventos: Equipe Anfamoto ANFAMOTO em Revista: Equipe Anfamoto Assessora da Presidência: Fabia Helena Allegrini Pereira PUBLICIDADE & COMERCIAL Número de Registro: 823713350 Av. Nove de Julho, 3229 Cjtos 208/209/210 Jardim Paulista CEP 01407-000 - São Paulo-SP PABX: (11) 3052-2002 - Fax: (11) 3885-7637 E-mail: anfamoto@anfamoto.com.br - Site: www.anfamoto.org

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Sumário Palavra do Presidente Bons negócios 8 Mercado Produção de motos recua em setembro, vendas diárias seguem estáveis e indústria revê projeções 10 Associado em Destaque WLS Uma empresa geradora de soluções 14 Capa 24 Exportação: uma atividade que merece atenção Sua Moto em Detalhe: Espaço Anfamoto Legislação: Portaria Denatran n º 159, de 26 de julho de 2017. 9º Salão Itinerante da Anfamoto: Confira planta. 18 Capa Exportação: uma atividade que merece atenção 24 Sua Moto em Detalhe: Cabos de comando:a importância da utilização de peças de boa procedência 30 32 Cabos de comando: a importância da utilização de peças de boa procedência Caderno Duas Rodas Caderno Duas Rodas Fique por dentro das novidades do setor de duas rodas 32 Notícias 36 - Dicas & Lançamentos 38 - Lista de associados 39 32 Fique por dentro das novidades do setor de duas rodas

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Orlando Leone Presidente Bons Negócios É fato que há algum tempo estamos falando do nosso controverso cenário político e dos inúmeros desafios que a crise nos trouxe. Ainda assim, continuamos a enxergar o cenário brasileiro das oportunidades. A crise nos trouxe também a oportunidade de aprimorarmos nosso planejamento e de criar novas oportunidades para que pudéssemos driblar as dificuldades. Esperamos que a recente declaração do Ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, que entraremos num longo ciclo de crescimento nos próximos dez anos seja concretizada e que possamos em breve colher os frutos desse ciclo virtuoso. Os indicadores econômicos voltaram a apresentar números positivos, houve crescimento industrial, a inflação está teoricamente sob controle, a taxa de juros sofreu uma pequena queda e a balança comercial depois de muito tempo apresentou um crescimento substancial, o que fez com que investidores voltassem novamente os olhos para o Brasil. Estamos próximos de uma solução final para a crise? Talvez não, mas estamos pelo menos no caminho certo. As reformas estão começando, mesmo que timidamente a ganhar espaço. Seria de extrema importância que houvesse consciência política para que não haja um único perdedor: o Brasil. Geralmente o segundo semestre apresenta crescimento do volume de negócios em relação ao primeiro semestre. Vários fatores influenciam esse aumento a perspectiva de melhora dos postos de trabalho, mesmo que temporários, a chegada do 13º salário e ainda a realização de grandes eventos, como é o caso do Salão Duas Rodas, que acontece no meio do mês de novembro em São Paulo. Isso tudo estimula o mercado. Embora as vendas de motocicletas 0KM continue em um ritmo lento e a revisão da projeção de fabricação foi reduzida de 910 mil unidades para 885 mil, já é possível enxergar um cenário mais positivo para o próximo ano. O Salão Duas Rodas trará novidades das diversas marcas que atuam no Brasil, nacionais e importadas. Para o segmento de motopeças isso representa também um bom complemento vendas nesse fim de ano e ainda alguma perspectiva para os primeiros meses. Em 2018 essa previsão de crescimento deve se manter e também há a expectativa de realização do 10º Salão das Motopeças em São Paulo. A todos nossos associados da Anfamoto, clientes e amigos que estarão no Salão Duas Rodas, meu desejo de bons negócios e acima de tudo ao empresariado corajoso do segmento que preferiu acreditar na palavra sucesso e que traz consigo o espirito de virada, muito sucesso e vamos continuar focados em fortalecer nossa entidade e as instituições, vamos apostar num Brasil melhor. A Anfamoto estará presente no Salão Duas Rodas e aguarda sua visita, venha conhecer o trabalho da associação que vem há 37 anos defendendo os interesse do setor. Associe-se. Juntos somos mais fortes! Bons negócios e boa leitura. Forte abraço, Orlando Cesar Leone Presidente Agenda Setembro 15/09 - Reunião Administrativa - 17/09 - Reunião Setorial Capacetes - 21/09 - Reunião Setorial Fabricantes |||| 08 | ANFAMOTO em Revista | Edição 140

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Mercado Produção de motos recua em setembro, vendas diárias seguem estáveis e indústria revê projeções Com os resultados apurados nos nove primeiros meses, a expectativa é fechar o ano com volume de produção estável na comparação com 2016. A Previsão inicial era um crescimento de 2,5%.  Segundo dados da ABRACICLO, Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, mostram que foram produzidas 76.668 motocicletas em setembro, o que representa recuo de 4,4% sobre o mês de agosto em que a produção foi de 80.192 unidades. Na comparação com o mesmo período de 2016, quando foram produzidas 80.509 unidades a retração foi de 4,8%. Os números referentes aos nove primeiros meses do ano também indicam uma queda: no período saíram das linhas de produção 652.192 motocicletas, correspondendo a um recuo de 8,5% na confrontação com o ano anterior que teve 712.999 unidade produzidas. O desempenho de vendas no atacado, em setembro, – para as concessionárias – também foi inferior a agosto, com 63.428 unidades repassadas às lojas, o que representa um recuo de 12,8% sobre as 72.778 unidades comercializadas no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2016, foram comercializadas 76.268 unidades a queda é de 16,8%. Já no acumulado do ano, o recuo é de 11,7%, com 603.351 em 2017 ante 683.453 no ano passado. Os volumes de exportações do segmento de motocicletas continuam a subir e totalizaram 11.208 unidades em setembro, alta de 160,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foram exportadas 4.298 unidades e aumento de 54,8% sobre agosto, 7.239 unidades. No acumulado, o volume de motocicletas enviadas para outros países foi de 59.244 unidades, 35,4% superior aos 43.752 embarques registrados em 2016. O principal destino das motocicletas exportadas ainda é a Argentina. Emplacamentos Com base nos licenciamentos registrados pelo Renavam, as vendas para o varejo totalizaram 66.209 unidades, queda de 13,3% sobre as 76.336 mil motocicletas emplacadas em agosto. Na comparação com setembro do ano passado*, 66.822 unidades. Foi verificada praticamente uma estabilidade, já que houve recuo de somente 0,9%. Nos nove primeiros meses de 2017 a redução foi de 6,9%: 640.063 licenciamentos em 2017 e 687.280 no ano passado. A média diária de vendas em setembro ficou estável, com 3.310 motocicletas, ou seja, apenas 0,3% menor na compa-   Produção Atacado Varejo Exportação PROJEÇÃO 2017 2016 2017 887.653 885.000 858.120 813.000 899.793 860.000 59.022 80.000 |||| 10 | ANFAMOTO em Revista | Edição 140 Qtde - 2.653 - 45.120 - 39.793 + 20.978 Var % -0,3% - 5,4% - 4,4% 35,5% Fonte: Abraciclo / Associado ração com a média de 3.319 unidades registrada em agosto. Contudo, na comparação com setembro do ano passado 3.182 unidades deu um salto de 4%. Revisão da Projeção Com os resultados apurados nos nove primeiros meses, a expectativa da indústria, a partir de agora, é fechar o ano com 885.000 unidades produzidas, o que representa estabilidade com relação a 2016, quando foram fabricadas 887.653 motocicletas. A previsão inicial era de um leve crescimento, de 2,5%, chegando a 910.000 até dezembro. Já o volume para as vendas no atacado foi revisado para baixo: o que se espera é 813.000 unidades até o último mês do ano, ou seja, queda de 5,4% na confrontação com 2016. Antes, era previsto um recuo de 4%, com 825.000 motos vendidas às concessionárias. No que diz respeito às vendas para o varejo, a redução chegará a 4,4%, devendo fechar dezembro com 860.000 emplacamentos. O esperado era alcançar 890.000, sendo uma queda de 1,1%.    Para as exportações o cenário ainda é de crescimento, contudo com um volume menor do que era previsto: crescimento de 35,5% para o ano, atingindo 80.000 unidades. No começo de 2017 a indústria vislumbrava um acumulado de 93.000 unidades, o que representaria alta de 57,6%.  (*) Foram desconsiderados os ciclomotores usados, cujo licenciamento junto aos Detrans passou a ser obrigatório a partir da Lei nº 13.154, de 30/07/2015, e da Resolução Contran nº 555/15, de 17/09/2015.

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Mercado |||| 12 | ANFAMOTO em Revista | Edição 123

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Associado em destaque WLS uma empresa geradora de soluções Fundada em novembro de 1988, a WLS começou vendendo apenas material de borracharia. “Eu era vendedor de material de borracharia, decidi comprar um pouquinho desse material e vender em algumas borracharias. Fiz minha primeira venda de uma caixinha de remendo “R01 da Aviação Santo Inácio”, daí pra frente não parei mais”, assim surgiu a WLS conta Wagner Luis Silva, fundador da empresa. O primeiro fornecedor da WLS foi a Vipal, de uma caixinha de remendo, Wagner passou a vender manchões, depois colas e assim por diante foi atuando no ramo de recauchutagem, empresas de ônibus e transportadoras. Conforme foi evoluindo vieram outros clientes e então rapidamente tornou-se especialista na distribuição de equipamentos, materiais, insumos para reparos e manutenção de pneumáticos e de pneus. A WLS tinha uma gama completa de produtos e materiais de borracharia antes de migrar para a linha de motopeças em 2005. Com a grande demanda de câmaras para motocicletas, a WLS era também distribuidora Maggion, líder na fabricação de pneus, desde então passaram a fabricar produtos com a marca própria Vulcanbor, entre eles estão: câmara de ar e kit transmissão (coroa, corrente e pinhão) que foi o primeiro produto da linha de motopeças depois das câmaras. Quando começou suas atividades em 1988, Silva atuava sozinho, em 1989 além dele, tinha mais dois colaboradores. Em 1992 o número de colaboradores já chegava a 20, com a produção de cerca de 300 itens. A empresa conta atualmente com 84 colaboradores. A visão da WLS sempre foi ser referência no mercado , realizando negócios de maneira que agregasse valor a toda cadeia, desde o proprietário até o consumidor. “Essa filosofia vem desde 1988 até os dias de hoje”, comenta Wagner. O empresário também conta, que a empresa começou muito pequena e na época não tinha nada. Lembra que comprou um “fusca” de seu pai que lhe devolveu o dinheiro para que pudesse investir e realizar a primeira venda. Mesmo assim as coisas não foram fáceis, já na primeira venda conheceu os riscos do negócios, levou seu primeiro “calote”. A partir dai a empresa foi crescendo. Em 2000 criou a marca Vulcanbor, que a partir de 2005 ganhou volume e passou a produzir sua própria câmara de caminhão. Dessa forma Silva passou a produzir câmara de ar de acordo com o que o cliente solicitava. À medida que a produção evoluía a WLS passou a produzir também câmara para automóveis e depois para motocicletas. Aplicou a mesma tecnologia e resistência para todos os modelos. A empresa ainda não exporta, mas esse é um sonho a ser conquistado. Para Wagner o mercado de motopeças está sempre em crescimento, principalmente quando o Brasil teve seu boom econômico, com o crescimento de 7% ao ano, o mercado de motopeças cresceu cerca de 14%, o dobro, e mesmo com a crise não |||| 14 | ANFAMOTO em Revista | Edição 140

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