Revista O Campo - 21ª edição

 

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Revista produzida pela Coopermota Cooperativa Agroindustrial

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Edição 21 • julho | agosto • 2017 Produtividade na hidroponia Apta propõe criação de vitrine sustentável de produção agrícola Colheita de milho segunda safra: produtividade modesta março | abril 2017 o campo 1

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o campo 3jumlhaorç|oag| aobstroil 2017

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COLABORADOR SEGURO É COLABORADOR BEM EQUIPADO! 27 de julho. Dia nacional de prevenção de acidentes 4 o campo março | abril 2017

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Busca por produtividade Seja qual for o setor de atuação do produtor em sua trajetória de vida no campo, a meta a ser perseguida contínuamente está baseada no alcance da melhor rentabilidade possível. Neste caminhar está contida a busca para conseguir alcançar tetos produtivos nas culturas de grãos, encontrar a melhor forma de manter rebanhos com qualidade genética e de mercado, controlar adversidades externas em pisciculturas e outros. Nesta edição da revista O Campo, o leitor acompanhará algumas reportagens que fizemos junto a diferentes culturas que retratam este anceio. Assim como os produtores e agrônomos fazem avaliações sobre os resultados da colheita da safra de milho em torno da produtividade obtida, o agricultor da região de Tarumã conta como atua para manter em alta a sua produção de hortaliças. Com atividades comerciais em mercados variados, o objetivo é possuir produções constantes ao longo do ano. Neste sentido, a adversidade climática pode ser um desafio. Embora a produtividade seja o alvo mestre dos agricultores, a sustentabilidade do sistema e do ambiente também precisam ser encaradas como cruciais ao desenvolvimento almejado. Neste sentido, uma proposta da Agência Paulista de Tecnologia do Agronegócio (Apta) visa criar um ambiente modelo no Pólo do Médio Parapanapanema integrando culturas em torno de manutenção da qualidade do solo a partir de manejos conscientes. Nesta edição contaremos um pouco das primeiras ações tomadas pelas lideranças envolvidas nesta iniciativa. Além desta abordagem, o leitor também poderá acompanhar textos sobre as ampliações obtidas pela Coopermota e a busca por referências realizada em viagem de intercâmbio entre cooperativas aos EUA. Na seção sociocultural, os eventos realizados na Coopermota são retratados em fotos e textos para deixar o cooperado informado de tudo o que acontece na sua cooperativa. Entre as atividades culturais, a peça teatral “A veia da Gudeia” retoma a tradição dos contos populares transmitidos oralmente. A apresentação para crianças de escola municipal de Iepê, realizada pelo Sescoop e viabilizada pela Coopermota e o Sicoob Credimota introduz o prazer em relação à arte da interpretação. Ao final, os artigos dos institutos de pesquisa agrícola como a Embrapa e o IAC auxiliam o produtor a ficar mais informado e ter conhecimentos que o auxiliem em suas tomadas de decisões. Boa leitura! Vanessa Zandonade Editora Expediente o campo 5jumlhaorç|oag| oabstroil 2017

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olhar cooperativo sumário 07 Hidroponia: produtor relata cuidados com manejo para produção constante Trabalho Ratificado É sempre importante avaliarmos se os direcionamentos que estamos adotando são realmente aqueles que deveriam ser tomados. Buscamos sempre primar pela qualidade do serviço prestado pela cooperativa e dos meios utilizados para chegarmos ao patamar almejado. Fazemos o possível para obtermos uma realidade de impulsão do cooperativismo, bem como do trabalho desenvolvido pelos cooperados da Coopermota em suas propriedades. Há alguns anos estamos trabalhando para que nossa atuação seja baseada em uma gestão assertiva, orientada por meio dos princípios de governança e dos valores cooperativistas. A viagem que fizemos por intermédio do Sescoop e ao lado de representantes de outras cooperativas até os EUA nos permitiu vivenciar situações proporcionadas por novas tecnologias, mostrou algumas iniciativas de execuções estratégicas nas cooperativas, bem como evidenciou algumas realidades de fusões e alianças que vêm sendo realizadas no território norte-americano. Existem mais de duas mil cooperativas do ramo agropecuário em atuação nos EUA e o know how que eles já adquiriram, com certeza nos auxiliam no fortalecimento do trabalho que realizamos aqui no Brasil. É importante participarmos de situações como essas para termos uma referência a seguir. No entanto, o que vi comprovou que o que fazemos aqui na Coopermota, em comparação com o que vem sendo empregado nos EUA, onde há muita tecnologia e expertise no setor, ratifica a condução dos direcionamentos que estamos adotando. Eles estão sempre adiantados na adoção de tecnologias na realidade agrícola, mas a disparidade que antes existia em relação ao Brasil diminuiu muito, inclusive no quesito de tecnologia. Para exemplificar essa nossa evolução, digo que se antes a gente estava a mil quilômetros de distância deles, agora acho que esta distância está próxima dos 200 quilômetros. O importante é conseguirmos aliar os conhecimentos que estamos adquirindo com as tecnologias acessíveis ao mercado brasileiro, na intenção de obtermos os melhores resultados na agricultura. Fiquei contente em atestar, mais uma vez, que estamos no caminho certo. Bom trabalho a todos! 13 18 22 24 30 35 37 38 42 Edson Valmir Fadel Presidente da Coopermota 46 Apta propõe criar modelo de ambiente sustentável em seu polo de atuação Produtividade de milho frusta expectativa de produtores Coopermota firma parceria para convênio de saúde ao cooperado Dirigentes viajam aos EUA em busca de referências no cooperativismo Produtividade de soja é avaliada em concurso Expansão da Coopermota chega ao Paraná Ibirarema tem Unidade de Negócios remodelada Contação de história reúne centenas de estudantes em escola de Iepê Artigo Embrapa: Manejo e tecnologia na soja avaliados em pesquisa Artigo Embrapa: Mudanças no consumo mundial 6 o campo jmulahroço| a| gaobsritlo22001717 49 Artigo Embrapa: A importância da gestão profissional no campo

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Hidroponia Controle dos processos e adversidades São 50 mil metros quadrados de estufas espalhadas pela propriedade localizada no município de Tarumã, com capacidade de plantio de 40 mil plantas por dia Capa E las são tão sensíveis quanto bebês. Os cuidados devem ser precisos e constantes para evitar que sofram com intempéries climáticas ou de qualquer outra natureza. E são muitas!! Em cada canteiro são cerca de 10 mil pequenas mudinhas de alface brotadas a partir do plantio mecânico das sementes germinadas no barracão. São constantemente mantidas no berçário até atingirem o tamanho ideal para serem transportadas para canaletas adaptadas à sua fase de crescimento. Além da alface, as longas extensões de hortaliças que se desenvolvem nas estufas via hidroponia se dividem em rúcula, almeirão, salsinha, hortelã, coentro, manjericão, cebolinha e couve. Para aquelas plantas mais rústicas, como a couve, a cebolinha e até mesmo o hortelã, entre outras, há também o cultivo na terra. Estas, no entanto, exigem cuidados mais simples. Em cada estufa de 250 metros quadrados, o agricultor Márcio Fernando Mazzini possui milhares de plantas de diferentes hortaliças cultivadas no sistema de hidroponia. No total, são 50 mil metros quadrados de estufas espalhadas pela propriedade localizada no município de Tarumã, região de abrangência da Unidade de Negócios da Coopermota de Assis. Nas canaletas, o fluxo de água corrente mantém a fertilidade, a partir dos macros e micronutrientes, ao mesmo tempo que promovem a hidratação ideal para cada variedade. No entanto, neste ano a temperatura vem se mantendo elevada com maior antecipação em relação a 2016. O desafio, neste período, é manter a produção em alta mesmo com a ampliação do potencial de avarias que as hortaliças podem sofrer. “Neste ano está mais quente do que no ano passado. Com o tempo seco perco bastante água por evaporação e consumo da própria planta”, diz. Com a elevação da temperatura e a chegada de períodos mais quentes, a troca da variedade é a primeira iniciativa a ser tomada. “A partir do final de agosto e início de setembro eu preciso estar muito atento com a temperatura, mas em momentos de pico é praticamente impossível manter a água entre os ideais 22 e 27 graus. A irradiação solar atua constantemente sobre os canos e a lâmina d’água sofre As mudas de alface permanecem no berçário até atingirem tamanho para serem transportadas a outra canaleta o campo 7jumlhaorç|oag| oabstroil 2017

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Os funcionários mantêm um ritmo controlado de atuação no manejo das plantas os efeitos disso”, comenta. Os mais de 15 anos de atuação no ramo, no en- tanto, ampliam o conhecimento do produtor em relação ao manejo adequado a ser adotado em diferentes situações. Sem a necessidade de uso de termômetros, Nando, como é conhecido, percebe a temperatura no dorso da mão. “Se você coloca a mão no fluxo d’água e não sente um certo frescor isso quer dizer que a temperatura da água está próxima da nossa. Isso já é ruim para a planta”, explica. Embora destaque que entre os procedimentos de cuidados diários na hidroponia exista alguns gargalos que ainda não o permite evitar perdas, o agricul- tor salienta que percebe problemas nos canteiros ao menor sinal expresso pela planta, seja por um cano de condução da água que tenha escapado e interrompido o fluxo para todas as plantas ou por um calor excessivo e a necessidade de troca de canaletas. “Sei quando as plantas vão morrer”, garante. Ele explica que todas as fases de produção das estufas devem ser controladas com precisão, pois existe uma demanda de mercado que precisa ser atendida com frequência. Se por acaso há falhas que podem comprometer o círculo produtivo, Nando diz possuir parcerias com viveiros para a substituição de mudas que não tenham resistido a alguma intempérie, por exemplo. Além do comércio regional de 8 o campo mjulahroço| a| gaobsritlo22001717

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As plantas são cultivadas em espumas fenólicas Assis, as hortaliças cultivadas pela família Mazzini são comercializadas em supermercados e empreendimentos comerciais de cidades como Maracaí, Tarumã, Paraguaçu Paulista, Ourinhos, Cornélio Procópio, Ibiporã, Londrina e Maringá. Mazzini enfatiza que o trabalho nos canteiros é realizado a partir de uma sequência controlada, inclusive no que se refere à velocidade de plantio de cada funcionário. Por dia, são cerca de 40 mil plantas cultivadas. “Tudo é uma sequência. Um deles planta, o outro replanta, outro cuida do funcionamento dos equipamentos e assim por diante. Não posso perder nenhuma destas fases”, enfatiza. Embora o horticultor já tenha adquirido vários co- nhecimentos no cultivo das plantas, faz questão de afirmar que neste ramo “quando se pensa que sabe tudo, descobre que na verdade não se sabe nada”. Para um melhor aproveitamento e rentabilidade, Mazzini mantém sob seu controle todos os processos, desde o plantio e o manejo de finalização da planta, até o preparo de comercialização e distribuição dos pacotes em supermercados e restaurantes. “Sem atravessador a gente consegue agregar valor ao negócio. A diferença de investimento entre uma medida que faço com minha logística ou quando tenho um terceiro atuando no negócio é de centavos, mas no volume final isso representa valores consideráveis. Compensa sim”, salienta. Cada canteiro recebe cerca de 10 mil mudas de alface o campo 9jumlhaorç|oag| oabstroil 2017

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} hidroponia O agricultor conta que com a hidroponia obtém mais agilidade no plantio e tem maior garantia de produção ao final de todo o processo de seu desenvolvimento. Isso porque, em relação a um cultivo convencional, na hidroponia há uma maior possibilidade de controle da temperatura à qual a planta está exposta, a partir do equilíbrio térmico da água onde está submersa. Outro benefício diz respeito ao espaço ocupado pelas plantas por metro quadrado. Mazzini possui hoje 60 mil plantas por estufa, sendo 10 mil por canteiro. Caso o plantio fosse na terra, precisaria de 12 estufas para manter a mesma quantidade de plantas que hoje cultiva em apenas uma delas. Outra vantagem é que, no sistema que utiliza, maneja a troca das plantas em canaletas mais apropriadas à sua fase de desenvolvimento, sem ferir o seu sistema radicular. “Para o consumidor, o benefício é que as plantas comercializadas não mantêm contato com o solo, sendo mais protegida contra doenças, caramujos e outros, como também não é irrigada com qualquer tipo de água. Só uso água de poço artesiano e sistemas fechados de fluxo para que não haja desperdício”, diz. Para manter a hidratação das hortaliças, durante o dia o sistema automático realiza o bombeamento de água para as canaletas na alternância de 15 minutos ligados e outros 15 minutos em descanso. Este fluxo é interrompido às 19h, com o religamento da bomba por outros 15 minutos às 21h, à meia-noite e às 5h. Às 6h30 a bomba volta a funcionar por 15 minutos a cada meia hora. A intermitência de 15 minutos ligados e 15 parados é retomada a partir das 9h30. Manejo de plantio de mudas de hortelã 10 o campo jmulahroço| a| gaobsritlo22001717

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Nando está na atividade de hidroponia há cerca de 15 anos } Temperatura A alteração na qualidade climática, verificada a partir de setembro, pode interferir de forma acentuada no desenvolvimento das hortaliças, principalmente na germinação e na fase inicial de crescimento. Essa alteração, quer seja por queda ou aumento da temperatura, traz consequências consideráveis à olericultura. Tal fato pode reduzir a velocidade da germinação, podendo inclusive chegar à condição de dormência da semente. o campo 11jumlhaorç|oag| oabstroil 2017

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VOCÊ JÁ REPENSOU A MANEIRA DE COMERCIALIZAR A SUA PRODUÇÃO. E A FORMA DE ESCOLHER SEU TRATOR? TÁ NA HORA DE REPENSAR. TÁ NA HORA DE TER UM FARMALL. FORÇA, VERSATILIDADE, AUTONOMIA E FACILIDADE OPERACIONAL. CUSTO DE MANUTENÇÃO ATÉ 15% MENOR* FINANCIADO PELO MAIS ALIMENTOS PROGRAMA MEU 1º CASE IH BÔNUS DE ATÉ 4 MIL REAIS** TRANSMISSÃO RESERVA DE TORQUE CAPACIDADE DE LEVANTE VAZÃO SISTEMA HIDRÁULICO FA R M A L L X CONCORRÊNCIA 12 x12 30% 9x3 17% 2.200 kgf 44,5 L /min 1.800 kgf 43 L/min 12 o campo jmaunlaheroçiroo| a||gafeobvsritelor2e20ir01o7172017 FL I AN HRA M A L L de 60 a 130 cv *Dado referente à manutenção periódica/preventiva de acordo com o manual do operador até 1.500 horas. **Consulte condições e modelos válidos.

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Vitrine Tecnológica AMBIENTES PRODUTIVOS Integrar culturas para gerar sustentabilidade “Queremos que esta vitrine seja um espaço onde se possa mostrar o que dá certo e errado, considerando as realidades hídricas, de solo e de clima da região” I magens de grandes erosões que se formaram em menos de uma semana mediante fortes chuvas ainda são comuns em muitas regiões do Médio Paranapanema. Práticas de manejo questionáveis em várias culturas continuam sendo registradas com frequência. Tais circunstâncias têm contribuído para a existência de solos degradados, com drástica redução de minerais e atividade orgânica. É o que se constata em pesquisas desenvolvidas no setor agrícola nos últimos tempos. Diante dessa situação, uma proposta da criação de um ambiente modelo vem sendo desenvolvida e apresentada por pesquisadores da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta). A medida vem sendo sugerida e os atores do setor sensibilizados para que se envolvam numa tentativa de definição de um modelo a ser adotado para o Médio Paranapanema de forma que se obtenha um ambiente produtivo sustentável, conservando o perfil econômico agrícola da região. “A proposta é tor- o campo 13jumlhaorç|oag| oabstroil 2017

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A proposta do ambiente modelo foi apresentada em workshop na Apta. nar o polo uma vitrine de sistemas que integrem todas as principais lavouras da nossa região num local onde possam ser difundidas as práticas mais adequadas de sustentabilidade e rentabilidade ao produtor. Queremos que esta vitrine seja um espaço onde se possa mostrar o que dá certo e errado, considerando as realidades hídricas, de solo e de clima da região”, explica o diretor da Apta Médio Paranapanema, Ricardo Kanthack. Neste sentido, a integração Lavoura/cana/pecuária é destacada como uma aplicação possível para esta iniciativa, tendo um ciclo de rotações com alto potencial de caráter conservacionista. O pesquisador destaca que inicialmente é neces- sário que se observem os danos já causados no solo regional. “Cada erosão que existe, num primeiro momento, será um produto a ser evitado. O objetivo é que se consiga fazer com que os produtores não sejam somente geradores de produtos, mas sim de ambientes produtivos com sustentabilidade”, diz. Ele acrescenta que neste ambiente produtivo deverão ser utilizados todos os produtos da cadeia agrícola e, neste sentido, a pastagem é considerada por ele como um meio fundamental de auxí- Fotos apresentadas pelos pesquisadores em workshop, referentes a erosões registradas em lavouras da região de Araraquara 14 o campo mjulahroço| a| gaobsritlo22001717

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lio para a conservação do solo. “O pasto terá que entrar no rodízio de culturas, principalmente onde a cana está instalada. A medida visa conservar o solo para que suas reservas sejam mantidas antes de se chegar em uma situação de reforma, como ocorre atualmente”, comenta. Outro caráter da vitrine a ser criada no Polo, citado por Kanthack, seria o de monitoramento e orientação àqueles que quiserem mais informações sobre o modelo então defendido. O ambiente modelo da Apta teria pesquisadores com a disponibilidade de auxiliar na orientação sobre os métodos de avaliação de índices das propriedades, meios de acompanhamento quanto às mudanças do ambiente, além de subsídios no que se refere aos às necessidades dos municípios na aplicação de políticas públicas voltadas ao tema. Além disso, o conhecimento preciso das microbacias que integram a bacia da região seria um dos mecanismos a serem incentivados para todos aqueles que se envolverem neste processo de sustentabilidade. Nesta iniciativa, a sensibilização do Poder Público, entidades não governamentais e a comunidade em geral seria de crucial importância, conforme apresentam os pesquisadores que idealizam a medida, de forma a integrar os meios urbano e rural em uma ação conjunta de preservação ambiental. Afonso Peche é pesquisador do IAC, polo de Jundiaí o campo 15jumlhaorç|oag| oabstroil 2017

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