Bom Dia Catas Altas

 

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Catas Altas - Novembro de 2017 - Ano X - Edição Número 123 - Distribuição Dirigida

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CaBOtMaDsIAAltas Cidade Histórica e Ecológica - Novembro de 2017 - Ano X - Nº 123 - Distribuição Gratuita Dirigida Um novo “ciclo econômico” surge em Catas Altas CIDADE TERÁ OPORTUNIDADE DE EXPLORAR TODO SEU POTENCIAL TURÍSTICO DIANTE A DEMANDA QUE SERÁ FORMADA COM ESCOLHA DO LOCAL PARA LOCAÇÕES DA REDE GLOBO Saga do Caraca Em sua 28 parte, a Saga do Caraça traz a desolação que tomou conta do Colégio após o incêndio. O Caraça é uma das pupilas do município de Catas Altas, além de ser uma das sete maravilhas da Estrada Real. A Saga do Caraça é de vital importância para o trabalho de Educação Patrimonial “Garimpando o Nosso Patrimônio” que foi lançado em 1999 pelo Departamento de Cultura da Secretaria Municipal e Turismo e Cultura de Catas Altas. Páginas 4 e 5. Familias catasaltenses Após passar pelo ciclo do ouro que deixou um rico legado, o Barroco do período colonial; pelo ciclo da uva e do vinho – levando Catas Altas a vencer concurso em Paris e ser referência nacional; pelo o ciclo do minério que ajudou a reerguer a cidade, agora pode ser a vez, definitivamente, do ciclo do turismo. Isso graças à escolha da cidade como principal ponto de locação de uma minissérie da Rede Globo de Televisão. Catas Altas irá entrar em milhões de lares do Brasil mostrando sua riqueza natural, arquitetônica e seu potencial turístico. A semente foi plantada pelo emancipador, benfeitor e ex-prefeito Juca Hosken, que foi responsável também pela recuperação de todo patrimônio. Agora é vez dos atuais gestores continuarem o cultivo dessa semente e a população abraçar essa oportunidade. Na foto o benfeitor Juca Hosken em frente ao túmulo do inglês Carlos Eduardo Hosken, primeiro da família a chegar ao Brasil, ainda colônia. Ao fundo o Pico dos Horizontes de Catas Altas. Páginas 2 e 3. Fernandes do Valle: Saga da mais antiga família de Catas Altas em sua 4.ª parte traz a história da tricentenária família catas-altense, uma família do ouro, genuinamente catas-altense. O historiador Eder Ayres Siqueira (foto), responsável pelo resgate histórico da cidade, desenvolve todo trabalho de preservação e educação patrimonial do município. Páginas 6 e 7. 2de 15 às 22 horas dezembro NO SHINE CRAZY ROCK BAR Este ano em novo local, mas com o mesmo ritual e sabor inigualável...

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CaBOtMaDsIAAltas Novembro 2017 - Página 2 Turismo: seria um quarto ciclo econômico? Catas Altas, a cada século, como uma Fênix, renasce das cinzas e presenteia seus moradores com uma nova oportunidade de sobrevivência. Ouro No século XVIII, foi o ciclo do ouro que deixou um rico legado de arte barroca, um casario colonial, um misterioso e maravilhoso santuário e muita, mas muita história. A cidade chegou a ter mais de 40 mil habitantes naquela época, sendo uma das cidades mais populosas de Minas e do Brasil. Após o ciclo do ouro a cidade entrou em decadência e a população passou dificuldades de todas as formas, inclusive fome. Vinho No século XIX, eis que chega a cidade o Monsenhor Mendes e inaugura um novo ciclo – o ciclo do vinho, da agricultura e da subsistência com qualidade de vida. Nessa época Catas Altas chegou a fornecer vinho para grande parte das igrejas de Minas e do Brasil, competindo com o maior fornecedor do Rio Grande do Sul. O vinho de Catas Altas chegou a ser comparado por EXPEDIENTE CaBOtMaDsIAAltas • Diretor Geral/Responsável: Geraldo Magela Gonçalves • Comercial: (31) 99965-4503 • Diagramação: Sérgio Henrique Braga • Bom Dia online: www.bomdiaonline.com Circulação: Catas Altas e mala direta para todo Brasil Impressão: Gráfica Bom Dia CNPJ - 13970485/0001-98 Rafaela Iara Pantuza Gonçalves ME Todos os Direitos Reservados dindao@bomdiaonline.com O jornal não se responsabiliza por matérias assinadas e ou pagas que são identificadas fechadas em box José Hosken, o Juca Hosken, arquitetou e promoveu a emancipação político-administrativa de Catas Altas autoridades no assunto com o Porto e o Xerez, sendo premiado em festival de Paris na época. No século XX, Catas Altas, ainda distrito de Santa Bárbara, se encontrava abandonada, em total decadência, com seu patrimônio arquitetônico em estado lastimável, muitos em ruínas, outros tantos se perderam. Minério de ferro Em meados do século XX inicia um novo ciclo, dessa vez o do minério de ferro. Entretanto, toda riqueza retirada da localidade servia apenas à cidade de Santa Bárbara e por muito tempo os catasaltenses permaneciam a mercê da própria sorte Até que, outro benfeitor, catasaltense, José Hosken – o Juca Hosken, percebendo ser a única salvação do distrito a sua emancipação, planejou, articulou e por fim conseguiu a liberdade e independência do lugar. A partir daí, o benfeitor, eleito prefeito, planejou a reestruturação da cidade e traçou uma direção – turismo em harmonia com outras atividades. Da mineração Juca Hosken buscava apoio – sempre conseguia – para resgatar e recuperar o patrimônio. À frente da administração por 8 anos e fazendo seu sucessor, seu projeto seguia firme até ser desvia- do por um terceiro gestor. Após esse tempo, mais uma vez Catas Altas, mesmo emancipada, mesmo com seu casario agora recuperado, mesmo com um economia estável – perdia de vista seu futuro, já que foi dado prioridade à atividade da extração do minério de ferro. “O Ciclo do Ouro havia deixado o Barroco e do Minério estava deixando buracos”. Turismo Agora, século XXI, Eis que a sorte muda – e através de um registro fotográfico, uma única foto, a cidade, em meio a mais de 5 mil cidades brasileiras, é escolhida pela maior Rede de Televisão da América Latina e uma das maiores do mundo, para ser cenário de uma projeção que, sabe Deus onde vai dar. Um novo Ciclo – o do turismo – se forma no horizonte. O Ciclo do turismo está apenas começando e agora basta a população deixar de ser imediatista, abraçar essa oportunidade e preservar o que de mais valioso a cidade tem – sua natureza exuberante e seu patrimônio histórico – voltando a ser uma cidade Histórica e Ecológica. E que a população tenha gratidão e reconheça os sonhadores e preservacionistas - Deus salve o Monsenhor Mendes e o senhor Juca Hosken. Sobre a Globo e nossa linda Catas Altas Conversando com muita gente sobre essa investida da Rede Globo aqui em nossa linda Catas Altas, tenho percebido um certo número de pessoas aborrecidas com o processo em andamento (olha que ainda nem começaram as filmagens, que trarão muito mais restrições à circulação de pessoas, principalmente na praça). Por outro lado, há muita gente “super feliz” com isso tudo, o que tem gerado um certo conflito de opiniões entre essas pessoas, muitas vezes tratado com desdém e até agressividade, como se ter um contraponto fosse uma ofensa, uma heresia. Por isso venho fazer algumas considerações... Primeiro: Tudo que é conversado é entendido! E a Prefeitura de Catas Altas não fez o dever de casa quanto a deixar a população devidamente informada, desde o início, sobre os “prós e contras” da gravação da minissérie. Todo o trabalho de esclarecimento até o momento foi feito EXCLUSIVAMENTE pela Rede Globo, ou seja, depois de tudo já acertado. A população deveria ter sido consultada, informada e ouvida antes desse processo iniciar! Segundo: Vejo que apenas o Centro está sendo “compensado” pelo transtorno. Eu, por exemplo, que tenho imóvel locado no centro, recebi (junto com meu sócio) R$2.000 pelo período de filmagens. Mas, como a praça é central, e nossa cidade é pequena, TODO MUNDO acaba sendo afetado pelo transtorno. Todo mundo tem que passar pela praça... Terceiro: Falta informação (isso é obrigação do poder público! Transparência!) quanto ao valor que será recebido pela Prefeitura. Deve ser muito dinheiro... onde será aplicado? Ninguém diz nada... e o povo não necessita informações por ‘picuinha’, é um direito. Quarto: Tenho muitas e absurdas queixas à REDE GLOBO. Acho mesmo (e é bom que isso seja sempre lembrado!) que é uma empresa emburrecedora, massificadora, manipuladora... Mas também é fato que há núcleos da Globo que produzem cultura em alto nível! E ao que me parece, essa minissérie promete ser muito legal. Não seria a hora de aproveitar esse período pra dar um gás na CULTURA aqui de nossa cidade? Teatro (aqui tem gente que luta por isso e NUNCA recebe apoio), literatura, cinema, música... a prefeitura não ousou colocar isso no pacote da parceria. Estamos perdendo uma oportunidade de ouro! Quinto: Tenho percebido um certo sentimento deslumbrado de “Aii que lindo, Catas Altas está na Globo...”. Tenho sentido uma relação de trocar “ouro por espelhinho” nesse choque cultural. Temos que trabalhar nossa AUTO-ESTIMA enquanto povo lindo, com uma história rica e vasta! Catas Altas foi escolhida porque é NATURALMENTE LINDA! Somos e devemos ficar orgulhosos pois preferiram aqui ao Uruguai e outras cidades brasileiras... Temos sim que receber e tratar bem nossos “hóspedes temporários”, mas é bom que sejamos grandes para saber que TEMOS MUITO VALOR. Sexto: Não acredito que as escolas não receberão lin- das e grandes visitas dos atores da Globo! Pelo que sei, ninguém está trabalhando isso... Levá-los às nossas crianças e dizer que “eles são o futuro do Brasil”, que Antônio Fagundes ou quem quer que seja, estão na sua cidade pela ARTE, e mostrar e eles o quanto a ARTE é capaz de abrir um mundo lindo para se viver! Aos estudantes, até agora, o que tem sido alimentado é o sentimento de tietagem imbecil que diminui a arte e o artista, e pulveriza a dignidade do “fã”. Sétimo: A atual administração não planejou nada para o mandato... Estão todos muito perdidos. A Globo caiu do céu e, ao que sei, um funcionário da prefeitura (Sr. Miguel) foi o grande responsável por ter feito dar certo o processo – congratulações a ele. Pena que pessoas isoladamente não fazem um mandato. Espero que o legado dessa “parceria” seja gerido por um grupo mais hábil e altruísta. Oitavo: É natural que as pessoas tenham opiniões diferentes quanto a todo e qualquer tema. No entanto, não é necessário que tratem como “vilões” os que não estão gostando da Globo aqui. O que deve ser feito, agora que tudo foi empurrado goela abaixo, é ter humildade para convocar uma Audiência Pública e discutir com OS DONOS DA CIDADE (o povo!) o que lhe aflige. Para concluir, uma coisa é certa... A Prefeitura deve aprender muito com os trabalhadores da Globo! São extremamente organizados; respeitosos; planificam tudo; executam tudo com extrema eficácia e eficiência; e vieram de longe pra nos dizer que Catas Altas É LINDA! Tiago Jeremias dos Anjos

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CaBOtMaDsIAAltas Novembro 2017 - Página 3 POR UMA FOTO Entre milhares de cidades, Catas Altas foi selecionada para cenário “Global” O Brasil possuiu 5.570 municípios. A pequena e até então, pacata cidade de Catas Altas, dista a 100 Km da capital mineira, Belo Horizonte, foi selecionada pela produção da Rede Globo de Televisão para ser o principal cenário para as gravações da minissérie “Se eu fechar os olhos agora”, escrita por Ricardo Linhares, baseado no romance homônimo do jornalista Edney Silvestre. Fotos: Dindão A descoberta “Foi uma foto que ela achou em pesquisa pela internet”. Com essa in- formação, Carlos Rober- to Paulino, produtor de locações da Rede Globo de Televisão, resumiu como Catas Altas foi en- A Matriz de Nossa Senhora Conceição, principal cartão postal de Catas Altas, que foi totalmente recuperada na gestão de Juca Hosken, será o ponto principal das locações. contrada pela cenógrafa gráfico de toda cidade e e posteriormente as nego- lha da cidade para cená- cultural, artístico, além da empresa, Anne Marie. o entorno dela, a partir ciações com os proprietá- rio da minissérie foi seu da proteção e apoio na Segundo Carlos, após daí veio a equipe de arte rios dos imóveis. patrimônio preservado. revitalizações dos imó- ver a foto, Anne Ma- visitar a cidade e come- “Eu como mineiro, me “Foi imprescindível o veis da cidade”. rie começou uma busca çar a montar um estudo sinto orgulhoso por ter que fizeram de revita- visando descobrir se al- de viabilidade cênica”, nosso estado como cená- lização nos últimos 20 Apoio local guém do núcleo conhe- informou. rio, é uma vertente que anos em Catas Altas, cia a cidade e acabou Conforme o produtor, o precisa ser explorada: a com certeza absoluta Carlos Paulino, que tem por encontrar, receben- estudo cênico ficou pron- economia “Criativa”, co- não estaríamos na cidade a responsabilidade de do dessa pessoa boas to e foi logo aprovado mentou Carlos Paulino, se casarões como a Casa tentar viabilizar os locais referências da cidade: pela direção começando natural de Belo Horizonte. do Professor estivesse públicos e privados como “Foi iniciada então uma ai a fase de viabilidade como eu vi em fotos an- possível cenário audiovi- pesquisa pela internet junto aos órgãos públi- Patrimônio preservado tigas por exemplo; esse sual informou que um e a produção da TV cos municipais e estadu- trabalho de revitalização projeto desse porte só é Globo me escalou para ais (IEPHA), autorização Um dos principais moti- que houve foi coroado”, possível com apoio do fazer um registro foto- junto aos órgãos públicos vos que levaram a esco- revelou o produtor Car- poder público municipal. los Paulino. “Nesse caso, a Prefeitura, Toda essa preservação através da assessoria de começou com o sonho, comunicação foi exem- dedicação e empenho do plar, fez o papel de “film emancipador e ex-pre- comission” que muitos feito José Hosken – Juca órgãos de cidade grande Hosken – que planejou não conseguem fazer”, recolocar Catas Altas de elogiou. volta ao patamar dos au- ges dos ciclos anteriores Geração de emprego e – Ouro - Vinho e Miné- renda rio de Ferro. O produtor parabenizou O produtor falou ainda a cidade e aconselhou: que a contrapartida re- “que o poder público cebida pela cidade, desta- continue neste caminho, cando que, de forma muito fomentando a economia natural, fica no fomento da Catas Altas se encontrava praticamente pronta para as locações. Apenas detalhes foram criativa, através destas economia criativa, resul- necessários. Prédio da prefeitura recebeu letreiro com o nome da fictícia São Miguel iniciativas de fomento tando na contratação de mão de obra local destinada para várias funções, além de transporte, hospedagem, alimentação, locação de imóveis para servir de cenário, figurantes, entre outros serviços. Vale ressaltar que o maior ganho, além da mídia espontânea que a cidade ganhará, é a exposição da mesma, que estará sendo visualizada em milhões de TV´s pelo Brasil afora, sem contar a exposição na internet – incalculável. “Agora é a cidade aproveitar a semente que foi plantada e o turismo municipal absorver todo o esforço feito nesta etapa”, apontou o produtor. Gravações As gravações tiveram início no dia 21 de novembro e Carlos Paulino informou na ocasião que estava tudo pronto: “Não aguentava mais esperar essa hora acontecer. Mesmo nós, acostumados com o dia a dia nas preparações, fica a ansiedade para ver tudo que foi planejado acontecer”, comemorou. Segundo ele, mesmo com as chuvas, a produção iria gravar e disparou: “a cidade fica ainda mais bonita com chuva”. Carlos aproveitou e elogiou a equipe de produção: “Tenho uma admiração muito grande pela equipe de cenografia deste projeto. Ficou tudo muito bacana, feito em muito pouco tempo. Merecem muitos parabéns!”. As gravações no centro de Catas Altas irão até dia 15 de dezembro. Posteriormente ocorrerão gravações em outras localidades do município, como no Caraça, Tanque Grande.

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CaBOtMaDsIAAltas Novembro 2017 - Página 4 SAGA DO CARAÇA – 28.ª PARTE Desolacao apos o incendio~ ´ ´ ^ por Eder Ayres Siqueira Caraça, uma das pupilas do município de Catas Altas, além de ser uma das sete maravilhas da Estrada Real. Foi tombado a nível Federal em 27 de janeiro de 1955, conforme Processo 407-T49, e em nível Estadual sob Decreto n.º 98.914 de 30 de janeiro de 1990. A Saga do Caraça é de vital importância para o trabalho de Educação Patrimonial “Garimpando o Nosso Patrimônio” que foi lançado em 1999 pelo Departamento de Cultura da Secretaria Municipal e Turismo e Cultura de Catas Altas, sendo hoje, transformado em um Programa de Educação Patrimonial, que está ajudando a mostrar a história de Catas Altas para todas as pessoas de todas as idades, isto é, fazendo com que todos leem, pesquisem, conheçam e passem a gostar, e ajudem a preservar todos os patrimônios culturais catas-altenses. Cultura e Patrimônio Histórico são mais importantes do que muitos imaginam, do que muitos assimilam, vejamos: Aristóteles, interrogado sobre a diferença existente entre os homens cultos e os incultos, disse: ‘A mesma diferença que existe entre os vivos e os mortos’. E, o Bacharel em História André Raboni escreveu: “Preservar um Patrimônio Histórico não é apenas manter de pé um passado mumificado, é, antes de tudo, conservar a cidadania de um povo.” Desolação após incêndio do colégio O Caraça, após o incêndio da Biblioteca, transformou-se num lugar triste, sombrio, pois queimou também o dormitório dos muitos alunos que lá eram internos, fazendo com que estes deixassem o local. Os professores se trans- O Caraça, após o incêndio da Biblioteca, transformou-se num lugar triste, sombrio feriram para outros colégios, seminários ou paróquias. As Irmãs Vicentinas voltaram às suas creches ou hospitais. Alguns empregados, entrando em acordo, foram indenizados e se retiraram. Ficaram as Sampaias, o Irmão Nilo e um outro padre. Conforme o Pe. José Tobias Zico, os visitantes que lá chagavam, mostravam-se cautelosos, olhando as ruínas que lembram o Coliseu de Roma e lamentavam o acontecido, após ouvirem a trágica história do dito incêndio, pelo Irmão Nilo, que já estava cansado de tanto contá-la, e desciam a Serra com angústia no coração, e o Caraça ficava desolado e triste, a repetir a sua vida como era há 130 anos, quando era “Berço Vazio”. O Pe. Superior do Caraça, José Luís Saraiva, ficou perplexo sem saber o que fazer, e o Pe. José Paulo Sales, Provincial (Um superior provincial é um superior de nível hierárquico mais alto numa instituição religiosa e que age sob o comando do superior geral da instituição, supervisionando todos os membros numa divisão territorial da ordem chamada de “província” - similar, mas diferente das províncias eclesiásticas que formam uma igreja particular ou diocese sob a direção de um bispo metropolitano.), ficou sem saber o que fazer para o Caraça, ou com o Caraça. Foi um período conturbado demais. Muita gente se

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CaBOtMaDsIAAltas Novembro 2017 - Página 5 interessou em ajudar na reconstrução do prédio e na reabertura do Colégio, porque aquilo tudo não poderia terminar daquele jeito, em cinzas, a glória do Caraça. O Prefeito de santa Bárbara chefiou uma comissão até o Palácio da Liberdade, e lá o Governador Israel Pinheiro os recebeu com muita atenção e prometeu ‘ser advogado de tão justa causa’. Não demorou, e dias depois, ele desceu de helicóptero na horta do Caraça, ‘sobre um canteiro de alface, com muito susto para as Sampaias.’ O Governador prometeu ver a situação e para atrair para o Caraça a atenção dos belo-horizontinos, e dos turistas, sugeriu ao padre zelador do Caraça, levar o quadro da Santa Ceia de Ataíde, que estava no refeitório. Diante das promessas, o padre zelador não teve com não dizer não, e assim o quadro foi levado conforme o desejo do Governador, em 1970, na festa de inauguração do Palácio das Artes. O quadro ficaria por uns dias apenas... E, lá ficou por três anos, provocando muita discussão. No dia 2 de julho de 1968, apareceram dois engenheiros, mandados pelo Governo, e examinaram toda a estrutura do prédio e fizeram o orçamento para a reconstrução. A reconstrução do prédio foi tema de uma reunião que aconteceu no dia 7 de julho, na Casa Paroquial do Bairro Calafate, em Belo Horizonte. Na reunião, o Padre Provincial ouviu com atenção as diversas opiniões e admirou o entusiasmo e otimismo de alguns. ‘Chamado a opinar, disse mais ou menos assim: “Fico muito grato a todos pelo interesse pelo caraça, mas eu acho que devemos por a cabeça um pouco acima do coração. Todos nós sabemos da situação crítica dos colégios particulares, de fechamento de tantos internatos e das dificuldades em que sempre viveu e vivia, recentemente, o Caraça. Pensando em reconstruí-lo, devemos ser bem claros e objetivos. Penso que o caraça deverá continuar como centro religiosos que sempre foi, como ponto turístico a que tanto se presta, e como centro de estudos e cultura, que é a sua glória. Centro de estudos segundo a as exigências de nosso tempo, e não mais no estilo antigo de Colégio, de Escola “Penso que o caraça deverá continuar como centro religioso que empre foi, como ponto turísticoa que tanto se presta...” Apostólica, de internato para crianças. É, portanto, contra a nossa consciência de cristãos postular do Governo verbas tão avultadas para o que, adiante de Deus, julgamos atualmente irrealizável: um Colégio interno no Caraça, como antigamente. Eu penso assim... E vocês que acham?” Com a atitude do Padre Provincial, Pe. José Paulo Sales, que foi muito claro e realista em suas palavras, pois havia muitas pessoas na reunião com variedade de opiniões, muitos tinham opiniões mais saudosistas do que lógicas, e daí, a notícia que começou a correr de boca em boca é que os “padres” não sabiam o que fazer com o Caraça. E, conforme o Pe. Tobias Zico: “Não é esta a verdade. Foram claras as palavras do Provincial, Pe. José Paulo Sales, como foram mais ainda as de seu sucessor, Pe. José Elias Chaves, na abertura do Ano Bicentenário, no dia 12 de agosto de 1973.” O Caraça seria transformado em: a) Centro de irradiação espiritual, b) Centro de Cultura, c) Centro de repouso e Turismo. O que veremos mais adiante. Obs.: Continuaremos na próxima edição com mais curiosidades, especulações sobre o destino do Caraça. Incêndio desativou o colégio deixando a administração sem perspectivas de futuro Nenhum estudante ou funcionário se feriu durante a tragédia. Os alunos foram dispensados após o ocorrido. As ruinas, após limpeza, permeneceram intáctas até o final da década de 80, quando, enfim, o prédio recebeu intervenções

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CaBOtMaDsIAAltas Novembro 2017 - Página 6 SAGA DA MAIS ANTIGA FAMÍLIA DE CATAS ALTAS – 4.ª PARTE Fernandes do Valle por Eder Ayres Siqueira A história da tricentenária família catas-altense continua... Uma família do ouro, genuinamente catas-altense, ‘mineira da gema’, pois somos bem mineiros como retrata Paula Fernandes: “Eu nasci no celeiro da arte - No berço mineiro - Sou do campo, da serra - Onde impera o minério de ferro”. Minas Gerais é terra também do músico, dramaturgo e escritor brasileiro, Francisco Buarque de Hollanda, parente dessa grande família por parte da futura esposa do capitão Thomé Fernandes do Valle, D. Thereza da Fonseca Magalhães Maldonado do Valle, por vários troncos. Ele, Francisco Buarque de Hollanda, em sua música ‘Paratodos’ confirma seu sangue mineiro: “O meu pai era paulista Meu avô, pernambucano - O meu bisavô, mineiro - Meu tataravô, baiano - Vou na estrada há muitos anos - Sou um artista brasileiro”, pois ele é também descendente do bandeirante, vereador, almotacel, Juiz, Garcia Rodrigues; do capitão-mor Gaspar Vaz Guedes, fundador de Moji das Cruzes; do capitão Manoel da Costa Cabral, do rei Afonso I de Astúrias; do rei Ramiro I de leão; do ouvidor, juiz e vereador Antônio Bicudo (Carneiro) etc. Ser mineiro é muito mais mesmo... É falar menos e mais fazer... E ser catas-altense é ter sangue vermelho e Minas no sangue. Wander Santana / Divulgação Morrem o sogro e a cunhada do Capitão Thomé e são sepultados na antiga Igreja Matriz de Catas Altas 1731, (MDCCXXXI, na numeração romana) foi um ano comum do século XVIII do Calendário Gregoriano, da Era de Cristo, e a sua letra dominical foi G (52 semanas), teve início numa segunda-feira e terminou também numa segunda-feira. No dia primeiro de julho, morre na casa do capitão Thomé Fernandes do Valle, o seu sogro, o coronel Pedro da Fonseca Magalhães Maldonado, tendo falecido “...com todos os sacramentos o Coronel Pedro da Fonseca Magalhães, natural da freguesia de Santa Maria de Almacave, Bispado de Lamego, filho legítimo de Lourenço da Silva de Magalhães, e de D. Brites da Fonseca, e casado com D. Helena do Prado Cabral, meu freguês e assistente em casa de seu genro Tomé Fernandes do Vale, ficou com seus bens a dita sua mulher; sepultou-se dentro do Cruzeiro desta Matriz, ao pé do Altar de Santo Antônio, de que fiz este assento era ut supra. O Vigário Domingos Luís da Silva.” O coronel Pedro da Fonseca Magalhães Maldonado foi sepultado no Cruzeiro ou Arco Cruzeiro que faz parte do transepto, isto é, dos braços da cruz, já que as igrejas antigas tinham em sua planta o formato de uma Cruz Romana, compreendido pela nave, transepto e presbitério (O Cruzeiro ou Arco Cruzeiro era destinado às sepulturas dos nobres e suas famílias) na antiga Igreja Matriz de N. Senhora da Conceição de Catas Altas, quando a atual Igreja Matriz estava sendo construída. A antiga igreja ficava situ- ada onde temos hoje o presbitério, a sacristia, o consistório, a capela do Santíssimo, e o jardim de frente a Câmara Municipal. Dá para ver que a antiga igreja, que não tem nenhum documento nos informando como era, possuía o retábulo- “...antiga Igreja Matriz teria a planta parecida com a da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, porém menor”. -mor com a padroeira N. Senhora da Conceição e seu altar, e certamente mais dois, colaterais, sendo um o de Santo Antônio com seu altar, o qual é citado no óbito do supracitado coronel, e outro que ainda não encontramos referência. A antiga Igreja Matriz teria a planta parecida com a da Igreja de Nossa Se- nhora do Rosário, porém menor. No mesmo ano, no dia 17 de agosto, quando completava 47 dias da morte do coronel Pedro da Fonseca Magalhães Maldonado, a sua filha D. Helena das Chagas do Lado de Cristo, morre na casa do capitão Thomé, quando estava em visita à sua mãe D. Helena do Prado Cabral Magalhães, à sua irmã D. Thereza da Fonseca Magalhães Maldonado do Valle e ao seu cunhado o capitão Thomé, por morte de seu pai, pois naquela época, quando falecia alguém, não tinha como comunicar no mesmo dia, demorava muitos dias para os familiares que moravam distante, serem comunicados, e D. Helena das Chagas morava em Rio das Pedras, muito longe de Catas Altas. Hoje, São Gonçalo do Rio das Pedras é um distrito do Serro, há mais de 300 km de Catas Altas. “Aos dezessete dias do mês de agosto de 1731 faleceu D. Helena das Chagas do Lado de Cristo, natural da Vila de Taubaté, e filha legítima do Coronel Pedro da Fonseca Magalhães, já defunto, e de D. Helena do Prado Cabral, e viúva que ficou de Antônio da Cruz Duarte, e moradora que era na freguesia do Rio das Pedras, destas Minas, de donde vindo a visitar seu cunhado Tomé Fernandes do Vale, morador nesta freguesia das Catas Altas, faleceu em sua casa; fez testamento nuncupativo em que nomeou seu testamenteiro o Alferes Manoel Antunes Mascarenhas seu cunhado morador em Rio das Pedras, a João Gonçalves Fernandes, a Antônio da Fonseca Magalhães, a Pedro Corton, e ao Padre João Soares Brandão Vigário do Rio das Pedras, declarou ter de legítimo matrimônio 4 filhos a saber D. Helena, D. Angela, José e Cristóvão. (...) Foi sepultada nesta Matriz ao pé da pia de água benta, como declarou em seu testamento. E de tudo fiz este assento era ut supra. O Vig.ro Domingos Luís da Silva” Obs.: Testamento nuncupativo é testamento oral e não escrito. Com mais este registro de óbito, deu para observar que a antiga igreja possuía somente uma pia de água benta, porque se tivesse duas ou mais, teria referência de sua localização. D. Helena não pôde ser sepultada na sepultura do pai porque ele falecera há 41 dias, como foi supracitado.

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CaBOtMaDsIAAltas Novembro 2017 - Página 7 Nascem três, dos cinco filhos No ano de 1735, no dia 20 de junho é batizado o filho ‘Gonçalo’, que veio a falecer no mês seguinte, sendo sepultado aos 22 de julho do mesmo ano no Cruzeiro da Igreja Matriz de Catas Altas. “Aos 20 dias do mês de junho de 1735 nesta ma- triz bat. a Gonçalo, f.l. de Thomé Fernandes do Valle e D. Teresa de Jesus de Magalhães, meus fregueses; foram padrinhos João Gonçalves Fraga, e D. Rosa Maria da Fonseca, mulher do Capitão Manoel Coelho Ferreira.” “Aos 22 de ju- lho de 1735 se sepultou dentro do Cruzeiro desta igreja matriz a Gonçalo, menor, filho legítimo de Thomé Fernandes do Vale e de D. Teresa de Jesus de Magalhães.” Nasce o segundo filho ‘Francisco’, batizado aos 12 de fevereiro de 1737, e certamente faleceu criança, pois não é citado no testamento. Ainda estamos procurando documentos. “Aos 12 de fevereiro de 1737 nesta matriz bat a Francisco, f.l. do Cap. Tomé Fernandes do Vale e D. Teresa de Jesus Maga- lhães, meus fregueses; foram padrinhos o Coronel Faustino Pereira e Silva e D. Helena do Prado Cabral.” Nasce o terceiro filho ‘João de Magalhães do Vale Maldonado’, batizado em Catas Altas em 31-03-1736. “Aos 31-03-1736 nesta matriz bat a João, f.l. de Thomé Fernandes do Valle e D. Teresa de Jesus de Magalhães, meus fregueses; foram padrinhos João Gonçalves Fraga, e D. Rosa Maria da Fonseca, mulher do Capitão Manoel Coelho Ferreira” Confirmação da Carta Patente de Capitão Thomé Em 10 de junho de 1738, a patente do capitão Thomé no “Posto de Capitão de Cavallos da Freguesia das Cattas Alttas do regimento da Cavalaria da Ordenança da Comarca de Sabará é confirmada novamente. Fonte: AHU-MG. Cx. 36. Doc. 2867. O capitão Thomé requere águas para minerar No mesmo ano, conforme Livro de Guarda-moria de Catas Altas, o capitão Thomé requere água para minerar: “Termo de posse que se dá ao Capitão Thomé Fernandes do Vallle de Agoa de dois Córregos que fazem barra um no outro dentro da sua rossa acima de seu engenho que um deles é as sobras com que moy o engenho do dito, e a dita agoa é tomada acima de um serco velho que está na barra dos dois córregos, o qual serco fez o mesmo capitão Thomé Fernandes do Valle. Aos dois dias do mês de janeiro de mil setecentos e trinta e oito annos na Rossa do Capitão Thomé Fernandes do Valle a donde ...”. No mesmo dia e ano outro termo de posse: “Termo de posse que se dá ao Capitão Thomé Fernandes do Valle de um Córrego de água que tem as suas cabeceyras na Rosa do capitão-mor Bento Ferraz Lima e faz dois braços e ajuntando ambos e um e vem paçar o dito Córrego pello pé do engenho do dito, he tomada a dita agoa em uma ponte do caminho do carro que está acima logo do engenho.” Sobre o capitão-mor Bento Ferraz Lima, referência na História do povoado de Paciência/Catas Altas por Eder Ayres Siqueira Catas Altas.... Em 20 de fevereiro de 1739, ele aparece num termo de posse concedido a Manoel Guezado Jácome Vilas Boas: “... e principiou a sua medição na mesma rossa do suplicante no caminho velho que vai para a casa do Capitam Thomé Fernandes do Valle, de fronte das casas que foram de Manoel Machado Fagundes...”, conforme História das Catas Altas e História do Povoado de Valéria/Catas Altas por Eder Ayres Siqueira Catas Altas Morre a sogra do Capitão Thomé, sendo a primeira da família a ser sepultada na “Igreja Matriz Nova” Corre o ano de 1742, ano comum do século XVIII do Calendário Gregoriano, da Era de Cristo, e a sua letra dominical foi G (52 semanas), teve início numa segunda-feira e terminou também numa segunda-feira, ano em que nasceu o Papa Pio VII (+1823). No dia 17 de janeiro faleceu a sogra do capitão Thomé D. Helena do Prado Cabral Magalhães, que nesta época já estava viúva do coronel Pedro da Fonseca Magalhães Maldonado, e residindo na Fazenda Sant’Ana do mesmo capitão Thomé na localidade de Valléria, onde morreu. Conforme o livro de óbitos da Freguesia N. Senhora da Conceição das Catas Altas, ela foi sepultada pelo seu genro o capitão Thomé no Arco Cruzeiro da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição das Catas Altas, na 3.ª sepultura do lado do evangelho, perto da grade. “Aos dezessete dias do mês de outubro de 1742, faleceu ab intestada e sem sacramentos, por morrer inesperadamente, D. Helena do Prado Cabral, filha legítima de Antônio Bicudo Leme, e de Francisca Romeira, natural da freguesia de Taubaté, e viúva de Pedro da Fonseca Magalhães, e assistente nesta freguesia em casa de seu genro o Capitão Tomé Fernandes do Vale, aonde faleceu; foi sepultada aos dezoito dias do dito mês no arco Cruzeiro desta Igreja Matriz, na terceira sepultura da parte do Evangelho, junto da grade, de que fiz este assento era ut supra. O Vig.ro Manoel da Cruz.” Obs.: ab intestata quer dizer sem testamento. Nascem mais dois filhos do capitão Thomé No mesmo ano, nasce na Fazenda Sant’Ana a sua filha Anna da Fonseca Magalhães Campello que é batizada no dia 8 de outubro, na Igreja Matriz de N. Senhora da Conceição pelo padre Manoel da Cruz, sendo padrinhos o capitão José Ferreira de Araújo e D. Violante Dutra da Silveira, mulher do Sr. Francisco Ferreira. Em 1744, no dia 14 de fevereiro nasce o quinto filho do capitão Thomé ‘Luís’ e é batizado na capela de Sant’Ana da sua fazenda, conforme re- gistrado no livro de batismos da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Catas Altas, de posse da Cúria Arquidiocesana de Mariana, em qual registro o padre cita que o administrador da capela era o capitão Thomé Fernandes do Valle. “Aos 28 dias de fevereiro de 1744 na pia batismal da capela da Senhora Santa Ana de que é administrador o Capitão Tome Fernandes do Vale, de minha licença, bat a Luis, f.l. do Cap. Tomé Fernandes do Vale e de D. Teresa de Jesus Magalhães, n paterno de João Fernandes do Vale e s/m Izabel Gonçalves, e n materno de Pedro da Fonseca Magalhães e de s/m D. Helena do Prado Cabral assistentes nesta freguesia. Os avós paternos naturais da freguesia de S. Tomé de Proselo concelho de Entre Homem e Cavado Arc. de Braga. Nasceu aos 14 dias do dito mês, foram padrinhos o Rdo. Padre Manoel da Silva Lagoinha, vigário da Borda do Campo por pp que enviou ao Cap. Jose Ferreira de Araújo, e D. Ana Maria mulher de Pedro Cortão.” E, para mais tristeza do capitão Thomé e D. Thereza, o filho ‘Luís’ veio a falecer no dia 03 de novembro do mesmo ano. “Aos 03 dias do mês de novembro de 1744 faleceu Luis, parvulo, f.l. do Cap. Tomé Fernandes do Vale e D. Teresa da Fonseca Magalhães. Foi sepultado nesta igreja.” Fontes: Livros de Batismos e óbitos da Cúria Arquidiocesana de Mariana/MG; Livro de Guarda-moria do Centro Cultural Tenente-coronel João Emery; Wikipédia, a enciclopédia livre; Pesquisa de Silvia Buttros do PROJETO COMPARTILHAR, Coordenação: Bartyra Sette e Regina Moraes Junqueira, www.projetocompartilhar.org; www.geni.com; www.joberto.xpg. com.br; www.myheritage.com.br; www.genealogieonline.nl; Genealogia Paulistana de Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919), Títulos: Bicudos, Costas Cabraes, Garcias Velhos, Prados, Vaz Guedes; www.genearc.net; APM. Cartas de Sesmarias. Vol. Ano: 1906 - Fascículos: 1, 2, 3, 4. Carta de Sesmaria, 18 out. 1745, Luís de Sousa Lima, sesmeiro.”; APM, Belo Horizonte, ano 1906, vol. 11, páginas 447-580; www.genealogiabrasileira.com/cantagalo_ptindice. htm; Nobiliarchia Paulistana Histórica e Genealógica de Pedro Taques de Almeida Paes Leme, diversos títulos.

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CaBOtMaDsIAAltas Novembro 2017 - Página 8 AUDIÊNCIAS PÚBLICAS A SAMARCO Mineração S.A. comunica que o Conselho Estadual de Política Ambiental - COPAM, por meio da Superintendência Regional de Meio Ambiente Central Metropolitana, publicou o Edital de Convocação de Audiência Pública sobre o Licenciamento Operacional Corretivo das estruturas existentes no Complexo de Germano, nos municípios de Mariana, Ouro Preto e Matipó/MG. No Edital, o Conselho Estadual de Política Ambiental - COPAM, através da Superintendência Regional de Meio Ambiente Central Metropolitana, convoca os interessados a comparecer às Audiências Públicas sobre o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) do empreendimento SAMARCO Mineração S.A. - Regularização das estruturas existentes no Complexo de Germano, Processo/COPAM/PA/ Nº15/1984/107/2017, classe 6, localizado nos municípios de Mariana, Ouro Preto e Matipó/MG. CONFIRA OS DIAS E LOCAIS DAS AUDIÊNCIAS PÚBLICAS: MATIPÓ/MG - 6/12, QUARTA-FEIRA, ÀS 19H Local: Parque de Exposições Endereço: Av. Valdomiro Mendes de Almeida, 391 MARIANA/MG - 7/12, QUINTA-FEIRA, ÀS 19H Local: Arena Mariana Endereço: Rua São Vicente de Paula, nº 100, Vila Aparecida OURO PRETO/MG - 11/12, SEGUNDA-FEIRA, ÀS 19H Local: Centro de Convenções da UFOP Endereço: R. Diogo Vasconcelos, 328, Pilar ACESSE O RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (RIMA) DISPONÍVEL NO SITE DA SAMARCO E NOS LOCAIS ABAIXO: BH/MG: Supram Central Metropolitana - R. Espírito Santo, 495 Centro - segunda a sexta, das 8h às 10h e das 13h às 15h Superintendência de Projetos Prioritários - Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, Rodovia Papa João Paulo, nº 4.143 - Bairro Serra Verde - Edifício Minas, 2º andar, 31630-900 - Belo Horizonte-MG - segunda a sexta, das 9h às 17h. OURO PRETO/MG: Secretaria Municipal de Meio Ambiente - Av. Juscelino Kubitscheck, 31, 3º andar - Bauxita - segunda a sexta, das 8h às 18h Prefeitura Municipal de Ouro Preto - Praça Barão do Rio Branco, 12 - Pilar - segunda a sexta, das 9h às 17h Câmara Municipal de Ouro Preto - Praça Tiradentes, 41 Centro - segunda a sexta, das 9h às 17h Centro Cultural e Turístico do Sistema - SESI Fiemg - Praça Tiradentes, 04 - Centro - segunda a sexta, das 9h às 19h Agência de Desenvolvimento Econômico e Social de Ouro Preto (ADOP) - R. Hugo Sodere, 21b - Saramenha - segunda a sexta, das 9h às 12h e das 13h às 17h UFOP - ICEB (diretoria) - Campus Morro do Cruzeiro segunda a sexta, das 8h às 11h30 e das 13h às 17h CRAS Antônio Pereira - Rodovia MG129, km 130 próximo à Vila Samarco - Antonio Pereira - segunda a sexta, das 8h às 17h MARIANA/MG: Secretaria Municipal de Meio Ambiente - Centro de Convenções, na Praça JK, s/n - Centro - segunda a sexta, das 8h às 11h30 e das 13h às 17h Prefeitura Municipal de Mariana - Setor de protocolo/ Documentação e arquivo - Praça JK, s/n - Centro (andar inferior em frente ao Ponto de Táxi) - segunda a sexta, das 8h às 11h e das 13h às 16h30 Câmara Municipal de Mariana - Praça Minas Gerais, 98 - Centro - segunda a sexta, das 7h às 18h UFOP - Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA) R. do Catete, 166 - Centro - segunda a sexta, das 8h às 21h UFOP - Diretoria do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) - Rua do Seminário, s/n - Centro - segunda a sexta, das 7h às 19h SENAI - CFP Dr. José Luciano Duarte Penido - R. do Contorno, s/n -B. Colina (ao lado do CEMPA) - segunda a sexta, das 9h às 22h Escritório da Comissão de Atingidos da Barragem de Fundão - R. Venceslau Brás, 730 - segunda a sexta, das 8h às 11h e das 13h às 18h Policlínica de Saúde de Santa Rita Durão - Travessa do Rosário, s/n - Centro (ao lado do Correio) - Santa Rita Durão segunda a sexta, das 13h30 às 16h MATIPÓ/MG: Secretaria Municipal de Meio Ambiente - Praça da Independência, 242 - Centro - segunda a sexta, das 8h às 11h30 e das 13h às 15h Prefeitura Municipal de Matipó - Praça da Independência, 242 - Centro - segunda a sexta, das 8h às 11h30 e das 13h às 15h Câmara Municipal de Matipó - Rua Coronel José Mendes, 30 Centro - segunda a sexta, das 12h às 18h ACEM - Associação Comercial e Empresarial de Matipó Praça Padre Fialho, 154, sala 2 - segunda a sexta, das 8h às 11h e das 13h às 17h CATAS ALTAS/MG: Prefeitura Municipal de Catas Altas - Praça Monsenhor Mendes, 136 - Centro - segunda a sexta, das 7h às 11h e das 13h às 17h Câmara Municipal de Catas Altas - Praça Monsenhor Mendes, 206 - Centro - segunda a sexta, das 8h às 11h e das 13h às 17h PSF Antônio Marcelino Gomes - Rua da Direita, 422 - Morro D’Água Quente - segunda a sexta, das 7h às 17h Compareça às audiências, esclareça suas dúvidas e participe. www.samarco.com

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