Revista Digital "ACRE ENGENHARIA" - SengeAc Ano 10 - Edição N.87 - Setembro/Outubro 2017

 

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Revista Digital SengeAc - Ano 10 - Edição N.87 - Setembro e Outubro 2017

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SUMÁRIO ACRE ENGENHARIA EXPEDIENTE 12 Especial Capa Novos tempos e novos desafios para a nova gestão do Senge/AC 8 ENTREVISTA O presidente do Sindicato dos Engenheiros fala sobre os desafios e projetos para o novo biênio. 16 SENGE JOVEM Núcleo Jovem participa de diversos eventos acadêmicos 10 ENGENHARIA CONECTADA Fique por dentro das principais notícias da Engenharia no Brasil e no mundo 20 NOTÍCIAS Conheças ações e projetos desenvolvidos pelo Senge/AC A revista ACRE ENGENHARIA é uma publicação bimestral do Sindicato dos Engenheiros do Acre (Senge/AC). Entidades parceiras: FNE, CNTU e UGT Fundação: 18 de julho de 1990 Presidente: Sebastião Aguiar da Fonseca Dias Vice-presidente: Ricardo Augusto Mello de Araújo Diretor Administrativo: Rubenício Silveira Leitão Diretor Financeiro: José Martins Veras Neto Diretor Operacional: Manoel Xavier da Silveira Neto Diretor de Planejamento: João de Deus Oliveira de Azevedo Membros do Conselho Fiscal: Roberto Matias da Silva, Leonardo Carneiro Fontenele, Aluildo de Moura Oliveira, Mavi de Souza e Rosa Maria de Souza Costa Membros representantes junto a FNE: Aldenízia Santos Santana, Isvetlana Lima Guerreiro e Márcio Henrique Rodrigues de Oliveira Contato: (68) 3223-5825/ E-mail: senge-ac@hotmail.com Site: www.sengeac.org.br Endereço: Rua Alvorada, 211, Edifício Colúmbia, Sala 303 – Bosque; Rio Branco (AC) CEP: 69.909.380 A revista ACRE ENGENHARIA está sob a responsabilidade de edição da empresa EZ COMUNICAÇÃO / Ezio Gama – (68) 99987-3247 Jornalista responsável: Edmilson Ferreira da Silva Rg Prof 007/98 DRT AC Projeto Gráfico, Capa e Editoração: Ezio Gama Colaboradores: José Cláudio Mota Porfiro Tiragem: 1 mil exemplares A revista ACRE ENGENHARIA é uma publicação bimestral de caráter informativo do Sindicato dos Engenheiros do Acre (Senge/AC), com apoio da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), voltada para o desenvolvimento da região, focada em temas como: engenharia, sustentabilidade, meio ambiente, produção, indústria, comércio, empreendedorismo e tudo aquilo que promove o avanço econômico, social e intelectual do Acre. Profissional filiado ao Senge/AC aproveite todos os benefícios, convênios e serviços. Entre em contato através do telefone: (68) 3223-5825 4 Revista Acre Engenharia - Setembro / Outubro de 2017

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EDITORIAL Há uma série de portas que se bem abertas podem levar ao sucesso. Há caminhos que se bem tomados conduzem a um mundo diferente, melhor, com mais qualidade de vida. O trabalho desenvolvido por dois engenheiros, o prefeito de Rio Branco Marcus Alexandre e o deputado Lourival Marques, mostra que portas e caminhos aparentemente antagônicos em algum momento se encontram em um desses cruzamentos que o trabalho possibilita: a inovação. Ambos, um no Executivo, e outro no Legislativo, estão bem à vontade naquilo que fazem. Um é engenheiro civil e outro é engenheiro agrônomo e ambos militam pelo desenvolvimento do Acre em ações que acabam servindo de exemplo para a juventude, os novos líderes que ainda estão se despertando. Esta edição da Revista do SENGE aborda os dois aspectos do desenvolvimento no Acre, rural e urbano, através do proativismo de dois engenheiros. Ao ter acesso a essas informações, o leitor perceberá que esse é de fato um contexto interessante, em que a engenharia reafirma e personifica sua força. Tanto no desenvolvimento urbano quanto rural. A chave é a inovação. 5Revista Acre Engenharia - Setembro / Outubro de 2017

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NOTÍCIAS DA FNE Proposta de venda da companhia estratégica ameaça engenharia e soberania nacionais Não à privatização da Eletrobras Soraya Misleh IIncluída no programa de privatizações anunciado em 21 de agosto último pelo Governo Temer, a venda da Eletrobras não apenas é desnecessária, mas também contrária aos interesses estratégicos do País. Além disso, representará deterioração do setor elétrico, prejuízo aos trabalhadores da companhia e à população como um todo, com aumentos extraor­dinários nas tarifas de energia. É o que aponta a FNE em nota intitulada “Evitar a privatização da Eletrobras” (disponível em https://goo.gl/EdUu8z), publicada em seu site e redes sociais no dia 25 do mesmo mês. “Entregar ao controle privado a Eletrobras, que é responsável por 31% da geração de energia e 47% do sistema de transmissão no País, é abrir mão da maior holding do setor na América Latina, dentro da qual nasceu o bem-sucedido sistema interligado brasileiro”, complementa a nota. A opinião é compartilhada por políticos, especialistas e técnicos da área, como ficou demonstrado durante reunião no dia 19 de setembro, em Brasília, da Frente Mista Parlamentar da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional. Segundo seu coordenador, o deputado federal Ronaldo Lessa (PDT-AL), privatizações inconsequentes ameaçam a engenharia e a soberania nacionais. Diretor regional Centro-Oeste da FNE, Gerson Tertuliano, destacou à reunião a preocupação da FNE com “o desmonte da engenharia nacional”, sua perda de mercado e protagonismo na discussão de questões fundamentais à profissão e à sociedade. Ele lembrou o contrassenso de a Companhia Energética de Goiás (Celg), por exemplo, ter sido vendida a uma empresa estatal italiana (Enel). A companhia foi leiloada em fevereiro de 2017, também sob resistência da federação, do Sindicato dos Engenheiros no Estado e de outras entidades de trabalhadores. “Os próprios deputados questionaram: estatal estrangeira pode então?”, completou Tertuliano. Exemplo do que pode ocorrer caso o grupo Eletrobras seja vendido é dado pelo engenheiro aposentado da subsidiária Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) João Paulo Aguiar: “O grande rio perene no Nordeste, o São Francisco, enfrenta conflitos pelo uso da água. O grande temor é que o governo coloque em linhas do contrato de concessão a garantia de uma água que não tem, já que ela pertence à sociedade.” Divulgação Chesf Sobradinho, maior reservatório do Nordeste, gerido pela Chesf, sob ameaça com desestatização. Moeda de troca A Eletrobras, como destaca o diretor do Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Energético (Ilumina), Roberto Pereira D´Araújo, acumula dívida de mais de R$ 45 bilhões “por conta de ter assumido funções de suporte extra para empreendimentos que o setor privado não faria. A referência é à Medida Provisória 579/2012. Assinada pela então presidente Dilma Rousseff, trazia a proposta de renovar concessões que venceriam em 2015 antecipadamente por 30 anos, desde que as permissionárias concordassem em reduzir drasticamente as tarifas. “As empresas da Eletrobras tiveram que aceitar e hoje, nessas usinas amortizadas, o custo é de R$ 35,00 o MWh”, explica Carlos Augusto Ramos Kirchner, representante da FNE na Frente em Defesa do Consumidor de Energia Elétrica. “Só se cobriam os custos de operação e manutenção das usinas, não restando nada para investimentos”, complementa o pesquisador do Grupo de Economia da Energia do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e também diretor do Ilumina, Ronaldo Bicalho. Agora, a proposta, incluída na Consulta Pública nº 33 do Ministério de Minas e Energia, é de descotização nos contratos de concessão. Ou seja, como conclui Kirchner, quem comprar não mais terá esse limite tarifário. “Poderá vender a energia por R$ 200,00 o MWh.” É óbvio que a tarifa vai aumentar, como alertou a própria Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em contribuição à consulta pública relativa à descotização. Bicalho é categórico: justificar a privatização por conta dos problemas enfrentados no setor “não resolve, pelo contrário, torna essa possibilidade ainda mais difícil”. Ele destaca que a desestatização serve exclusivamente como sinalização ao mercado e moeda de troca ao Governo Temer se manter, diante da série de denúncias que vem enfrentando. Resgatar empresa Não obstante o endividamento, de acordo com D´Araújo, em termos de valor potencial, a Eletrobras “é uma empresa que representa mais de R$ 300 bilhões”. E a proposta é colocar à venda por R$ 20 bilhões. Para a FNE, a tarefa a ser cumprida é seu resgate e o aprimoramento do setor elétrico no País. Bicalho afirma que o setor precisa se reinventar, diante da “transição elétrica” que está sendo debatida globalmente, com ênfase ao uso de fontes renováveis. Segundo Lessa, a proposta é realizar uma sessão pública no Plenário do Legislativo que reúna as diversas frentes parlamentares, imprensa, instituições e sociedade “para debater o assunto e exigir um marco regulatório”. Para ele ainda, a “Engenharia Unida” – chamado da FNE a coalizão da área tecnológica na busca de saídas à crise – é prioritária na conjuntura atual. Visite nosso site www.fne.org.br FILIADA À 6 Revista Acre Engenharia - Setembro / Outubro de 2017

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ENTREVISTA Por Edmilson Ferreira ““qnAouvãapeqoieudafseaiqszzofueaqairzul.éo,e 2016 a 2020 serão 15 anos a frente do Sindicato dos Engenheiros do Acre, é um longo período, valeu apenas? Valeu pelos doze anos que completarei em dezembro/2017 e um novo desafio que é o novo mandato que começa em 2018 e irão até 2020, todos os mandatos eleitos pela maioria dos sindicalizados, após 15 anos de solidão, onde o SENGE/AC não atuou. Faço sempre uma homenagem aos fundadores que em 18 de Julho de 1990, corajosamente, criaram nossa entidade que representa a todos os profissionais da Engenharia, Arquitetura, Geologia, Geografia, Metereologistas, Tecnólogos das áreas, Veterinários e Zootecnistas. Tenho orgulho de dirigir um sindicato moderno, atuante e com o apoio e a união der todos. Percebem-se algumas críticas ao engajamento político do SENGE, são verdadeiras? Absolutamente não são verdadeiras. O que acontece na realidade é que nossa Lei do Engenheiro, no município de Rio Branco, completou no início de 2017 dez anos que foi sancionado pelo prefeito Angelim. A primeira capital do país a ter uma lei de carreira da Engenharia. A Lei Cartaxo, em Agosto de 2018, completará 10 anos que foi sancionada pelo governador Binho marques, até agora, o único Estado dos 27 a ter uma lei de carreira da Engenharia. Reconhecemos que tudo aconteceu nos governos da Frente Popular. Nossos parceiros políticos sindicalizados nos orgulham. Senador Jorge Viana, Engenheiro Florestal, Prefeito Marcus Alexandre, Engenheiro Civil, Deputado Federal Sibá Machado, Geógrafo, Deputado Lourival Marques, Engenheiro Agrônomo e atualmente nosso coordenador político nas negociações com o governo. E por fim, nosso Engenheiro Honores Causa Ney Amorim, guerreiro e defensor constante da Engenharia Acreana, Então, os que chamam de politização do sindicato, eu digo que é um prestígio termos tantos apoiadores dispostos a nos ajudar sempre, e principalmente, 8 Revista Acre Engenharia - Setembro / Outubro de 2017

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temos muita gratidão por todo apoio recebido desses amigos e companheiros de luta. O sindicato participará das eleições do sistema CONFEA/ CREA/MÚTUA? O Sindicato não, mais criamos um Movimento da Engenharia Acreana, que está apoiando várias candidaturas, a começar: Para Presidente do CONFEA, o Engenheiro Eletricista Murilo Pinheiro, cidadão Rio-branquense, título dado pelo então vereador Ricardo Araújo e cidadão Acreano, título dado pelo deputado Ney Amorim, presidente licenciado da FNE e SEESP, profundo conhecedor do Acre, vem desde 2006 a esta pelo menos uma vez por ano. Comprometido com o Protagonismo da Engenharia na solução da atual crise brasileira. É um homem de visão e um trabalhador incansável das causas da Engenharia, devidamente comprovada por todas as entidades que dirigiu e dirige. E o movimento da Engenharia Acreana defende outras candidaturas? Sim. Temos uma chapa completa. Para Conselheiro Federal meu amigo e companheiro de 30 anos, Ricardo Araújo, Engenheiro dedicado, com trabalhos importantes desenvolvidos no DERACRE, onde ocupou todos os cargos de direção. Foi vereador eleito pela Engenharia, é dedicado, religioso, um pai de família exemplar e uma pessoa que procura sempre conciliar trabalho com entendimento com as pessoas. Tem um perfil ideal para ajudar o Murilo a fazer os avanços que a engenharia necessita. Da mesma forma, seu suplente Márcio Henrique, um jovem que já demostrou seu compromisso com a Engenharia, calculista de carreira do estado (SEOP), tem sempre ajudado no desempenho de suas atividades no Sindicato dos Engenheiros, licenciados que estão para concorrer às eleições do dia 15 de dezembro de 2017. Para a presidência do CREA/AC, a Engenheira Agrônoma Carminda Pinheiro, que coloca seu nome a reeleição. Dedicada, lutadora, corajosa, pode agora no seu segundo mandato, consolidar um trabalho com a ajuda do Conselheiro Federal, que não teve no seu primeiro mandato, com um, presidente do CONFEA comprometido com a Engenharia Acreana. Para a diretoria Geral da MÚTUA-AC, Engenheira Carmem Nardino, e diretora Administrativa da MÚTUA-AC Nira França, candidatas a reeleição que desempenharam um grande trabalho nessa casa da Assistência Social da Engenharia. Carmem, profissional competente, ocupou e ocupa funções de direção por onde passou: SAERB e secretaria da Cidade, foi Conselheira Regional e juntamente com a Nira, farão parte da revolução que o Murilo fará no Sistema. E o futuro, a quem pertence? No SENGE, o futuro é continuar trabalhando. Nosso slogan de campanha era: “A pessoa é o que faz não aquilo que diz que vai fazer.” Fizemos:Lei do Engenheiro (Janeiro/2017), Lei cartaxo (Agosto 201080) e II Fórum da Internacional da Amazônia Sul Amaricana, Expedição Rio Acre, implantação do Núcleo Jovem, Eleição do vereador Ricardo Araújo, e outros. Vamos fazer: Atualizar nossas leis, Cartaxo e dos Engenheiros, construir nossa sede própria, realizar convênio com a UFAC (já assinado) para cursos de pós-graduação na área da engenharia, mestrado e doutorado, fortalecer a Frente Parlamentar da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento, defender a realização de concursos públicos e defesa constante dos servidores sem concurso, e outros que fazem parte da nossa proposta de campanha. Para finalizar, quero agradecer a confiança da maioria dos sindicalizados, o apoio recebido até aqui, a união que hoje a classe tem e dizer que novas vitórias virão. 9Revista Acre Engenharia - Setembro / Outubro de 2017

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CONECTADAENGENHARIA A engenharia na era das cidades inteligentes A sociedade da informação, conectada em redes digitais, discute o seu futuro nos espaços urbanos. Para alguns especialistas, o caminho que se apresenta é o das cidades inteligentes – smart cities, em inglês – ou conectadas ou, ainda, humanas inteligentes. Tecnicamente, Marcelo Zuffo, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e coordenador do Centro Interdisciplinar de Tecnologias Interativas da mesma instituição, explica que tais localidades necessariamente têm boa infraestrutura de internet e lançam mão de dispositivos eletrônicos, como sensores e atuadores, para aprimorar os serviços urbanos. O especialista salienta que, com tais instrumentos, é possível criar uma rede orgânica para uma gestão pública eficiente e eficaz na distribuição e consumo de água, no controle da poluição e do gasto de energia, na segurança pública, no combate às drogas, na concentração populacional e nos sistemas de transporte e semafórico. A smart city é um dos 14 grandes desafios designados pela Academia Nacional de Engenharia dos Estados Unidos (National Academy of Engineering), observa o professor. “É uma engenharia intrinsecamente voltada à gestão de serviços públicos.” Na cidade conectada, o transporte, exemplifica Zuffo, passaria a ter maior fluência. “O dado global de 150 quilômetros de congestionamento em São Paulo serve para quê, sem inteligência agregada?”, questiona. “No entanto, com os sensores e a internet, gera-se, conhecimento para que o poder público ou até mesmo o indivíduo tome decisões. Aqui, entra outra dimensão importante de uma cidade inteligente, ela é interativa e colaborativa”, afirma. Nesse contexto, Zuffo destaca que em São Paulo, o maior município do País, todos os ônibus já são rastreados, conseguindo-se medir, em tempo real, a velocidade de cada um. Ele propõe que tal sistema seja estendido aos táxis e veículos particulares, para se ter uma rede inteligente na mobilidade urbana. 10 Revista Acre Engenharia - Setembro / Outubro de 2017

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O Engenheiro 4.0: novas tendências Com a chegada de novas técnicas e tecnologias o profissional de engenharia deve estar sempre conectado sobre o que há de novo em sua área. O profissional do futuro próximo já está sendo chamado de Engenheiro 4.0. E tudo pode ser explicado da seguinte forma: o futuro das melhores práticas na engenharia está na Engenharia 4.0, a próxima revolução da engenharia. Este novo paradigma tem a ver com a mudança e a capacidade das empresas de responderem rapidamente às condições de um mercado cada vez mais dinâmico. Empresas que podem adotar rapidamente as ferramentas de engenharia mais modernas terão a vantagem sobre os concorrentes no que diz respeito aos processos de desenvolvimento de produto. O novo conceito remove as barreiras tradicionais que existem entre as várias fases de desenvolvimento do produto, permitindo que todos possam com- partilhar dados entre todos os segmentos da empresa. Com todos trabalhando juntos, a inovação acontece mais rápido. No mundo, organizações denominado Indústria 4.0 lideram essa transformação, como empresa alemã Thyssenkrupp. Citando exemplo, a fábrica da Thyssenkrupp de componentes automotivos que foi inaugurada em 2015 em Poços de Caldas, interior de Minas Gerais, que na qual produz produz eixos de comando de válvula para veículos leves, tecnologias modernas estão em harmonia e processos estão interconectados em toda as etapas da cadeia de produção. Assim, é possível relacionar o mundo dos sistemas físicos com as redes de dados, constituindo o “sistema ciber-físico”. Pra se ter uma ideia, a linha inteira de produção da Thyssenkrupp é monitorada em um ambiente todo virtual, com o processo de montagem feito por robôs industriais que trabalham em velocidade altíssima, fornecendo uns aos outros peças que precisam trabalhadas. Cada etapa do processo é cuidadosamente e rigorosamente monitorado por sensores que enviam dados em tempo real a um sistema de controle. Só assim, com esse alto nível de precisão as características finais de cada unidade pode ser garantida. Engenharia agronômica do Acre ajuda a resgatar técnicas de culinária não convencional O 4º Simpósio Acreano de Engenharia Agronômica, realizado pela Universidade Federal do Acre (Ufac) ocorreu de 9 a 13 de outubro e teve como tema ‘Alternativas para produção eficiente’. Em um momento inovador, o simpósio apresentou pratos preparados com plantas não convencionais, como a taioba e o hibisco, visando principalmente uma alimentação saudável. Plantas hoje tidas como de uso não convencional na verdade já fizeram parte da rotina gastronômica dos acreanos, segundo a chef Izanelda Magalhães –e a Engenharia Agronômica está resgatando essas técnicas. Parceira do evento, a Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac) levou experimentos tecnológicos com óleos e plantas, a exemplo do minicurso realizado nesta quarta-feira, 11, sobre Plantas Alimentícias Não Convencionais da Amazônia (Pancs). 11Revista Acre Engenharia - Setembro / Outubro de 2017

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ESPECIAL CAPA Por Edmilson Ferreira 12 Revista Acre Engenharia - Setembro / Outubro de 2017

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Infraestrutura no interior beneficia milhares de pessoas, lembra presidente da Frente Parlamentar da Engenharia do Acre ‘‘ O deputado Lourival Marques vem comem- orando as obras do Programa de Saneamento Ambiental e Inclusão Socio- econômica do Acre (Proser), que estão sendo realizadas nos municípios isolados do Acre. De acordo com o parla- mentar, os municípios, com o Proser vão passar a ter água tratada 24 horas por dia, ruas pavimentadas, com rede de esgoto e drenagem da água da chuva, estação de tratamento, um terminal de transbordo e rampa de acesso no porto. “Estou tão feliz com essas obras. Agora, a população de Thaumaturgo, Jordão, Santa Rosa e Porto Walter poderão ter melhor qualidade de vida. O investimento, feito em parceria com o Banco Mundial, é de mais de R$ 100 milhões, frutos da boa governança que o Estado do Acre realiza e do empenho de Tião Viana para captar os recursos. Uma prova clara de que além de se preocupar com a cultura do nosso Estado, o governador Tião Viana também se preocupa com outras áreas importantes”, disse Marques. Lourival Marques explicou que desde 2014 o programa é conduzido pelo Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (Depasa) e Secretaria de Estado de Planejamento (Se- plan). ‘‘Um projeto importante, que merece todo o reconhecimento do mundo. Comecei a trabalhar nesse programa junto com o Depasa, quando ainda era secretário de Produção. Por meio do Proser um grande futuro está sendo plantado para esses municípios, 13Revista Acre Engenharia - Setembro / Outubro de 2017

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Especial Capa Lourival Marques, um amigo da engenharia na Assembleia Legislativa construindo a Frente Parlamentar de Engenharia A criação da Frente Parlamentar de Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento da Assembleia Legislativa do Acre é um marco no avanço do debate sobre o tema no Estado. A Frente é resultado de uma luta antiga do SENGE e apesar de seu pouco tempo de vida já traz resultados importantes não somente para a categoria mas principalmente para toda a população, uma vez que através do debate político muitas demandas sociais passaram a ter mais presença nessa pauta. A Frente está sob o comando do deputado Lourival Marques, que além de engenheiro agrônomo é um grande amigo da categoria. Lourival Marques possui um grande lastro de ações em todo o Estado do Acre através de uma pauta desenvolvimentista em que a engenharia e a inovação andam de mãos de dadas. Nesta entrevista ele destacou suas ações na Assembleia Legislativa e os resultados práticos para a sociedade: Sua atuação tem sido das mais elogiadas na Aleac. Quais os pontos positivos que o senhor destacaria? Lourival Marques: Ser parlamentar não é uma profissão que você estuda e se forma. Na Aleac são 24 deputados que buscam seu espaço e defendem temas dos mais diversos. Eu procuro manter a ética, o respeito e defendo e peço apoio para um setor que acredito que pode mudar o nosso estado. Por meio do crescimento da economia rural teremos bons resultados. E assim tem sido meu mandato, andando em todos os municípios e discutindo com os setores, com os sindicatos rurais, associações e cooperativas. Levo para tribuna este propósito, mas também faço minha parte em defesa de um governo que tem contribuído muito com educação e saúde, programas de alfabetização, que tem se destacado em especialidades como os transplantes de órgãos, que tem dado oportunidades para as pessoas do nosso estado. Procuro participar das comissões importantes, sou presidente da Comissão de Legislação Agrária, comissão que recebe toda semana diversos produtores solicitando apoio para resolver problemas, e participo da Comissão de Orçamento e Finanças. 14 Revista Acre Engenharia - Setembro / Outubro de 2017 O senhor teve uma participação importante no debate acerca do PCCR dos técnicos agrícolas. Fale um pouco sobre isso. Lourival Marques: Na política e na vida temos que ter palavra e compromisso. Assumi estecompromisso de melhorar as condições salariais de uma classe de profissionais que ajuda a desenvolver o Acre e eram os que ganhavam menos. No governo de Tião Viana, de 2011 até agora, já foram investidos mais de R$ 500 milhões no setor produtivo e nossos técnicos nunca foram reconhecidos. Assumi esse compromisso com eles e o governador foi sensível e sancionou o PCCR dos nossos técnicos agrícolas. Qual o foco para o segundo semestre de trabalho na Aleac? Lourival Marques: A presença e a participação nos debates no plenário da Aleac e nas Comissões são meus principais objetivos. Quero me dedicar mais, principalmente, à Comissão de Legislação Agrária que discute todo o setor produtivo do Estado, desde investimentos, assistência técnica, ao crédito bancário. Continuo com a meta de este ano avançar na redução dos prazos de contratação e liberação de recursos de crédito rural. A Aleac tem cumprido um papel importante no desenvolvimento do Estado. Qual avaliação que o senhor faz das atividades da Aleac? Lourival Marques: Considero esta legislatura muito madura. A participação dos parlamentares nas Comissões e nos debates é muito positivo. Sendo a Assembléia Legislativa uma casa que fiscaliza as ações do governo do estado, também quer ver o estado desenvolver, por isso aprova os projetos do executivo, projetos individuais de cada parlamentar, todos os projetos que sejam de interesse da população, sempre com muita responsabilidade. Mas ainda creio que precisamos levar a Aleac para os municípios, para interior, assim como para os debates setoriais para que possamos atender as expectativas dos nossos eleitores e elevar a qualidade de nossa atuação como parlamentar. Estou na política para colaborar com o crescimento do Acre. No meu entendimento a política responsável é de fundamental importância para mudar a vida dos que mais precisam. O meu setor ainda precisa de apoio, acho que posso contribuir e representar um setor de fundamental importância para nossa economia. Vou colocar meu nome para reeleição e deixar a população decidir se sou merecedor de continuar como parlamentar.

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