Revista Fácil - Edição 182

 

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A Força da Economia e da educação em Pernambuco

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Nordeste ANO XXII - 2017 - Edição 182 - R$ 8,00 - www. revistafacil.net Pe r n a m b u c oA força da economia e da educação em Vem, que está chegando o Natal A reinvenção dos brechós Rota de vinhos de CigaFlÁeCsILn| LaazerEe Nsepgóacions NhE a1

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invictoalize.com Invicto cuida bem das suas roupas para você cuidar do que realmente importa. Para uma rotina cheia, nada melhor do que buscar praticidade na hora de lavar roupas. Com Invicto, você tem. É praticidade e qualidade para cuidar das suas roupas, mas com o mesmo carinho com que você cuida de você e da sua família. /ASAindustria /industriaasa www.asanet.com.br 2 FÁCI L | Lazer e Negócios NE

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Capa: Fotos Google Texto: Tatiana Nóbrega A reinvenção brechósdos 4Economia em Pernambuco Brechós Closet itinerante da Madame Lili. Foto: Roberto Bandeira. 21 MADAME LILI - MATERIA REVISTA FACIL.indd 2 17/11/2017 14:27:28 Sumário Economia 04 Idéias e Desafios 08 Educação 10 Americano Batista 14 Chegando Natal 16 Brechós 18 Saúde 22 Viver Melhor 23 Gastronomia 24 Internacional 26 Coluna Abrajet/PE 29 Coluna PB 30 31 Internacional Edição 182| Ano XXII | Novembro 2017 www.revistafacil.net | FÁCILTV - www.faciltv.tv /FacilRevista /RevistaFacil /RevistaFacilNE App applink.com.br/revista_facil Expediente Presidente Fernando La Greca Diretor Comercial Manoel Marques Diretora de Negócios Nilza Guerra Diretora de Produção Ana La Greca Editor de Turismo Luiz Felipe Moura Colaboradores de Fotos Evaldo Parreira Ivaldo Régis Roberto Souza Colaboradores Ana Paula Silva Carla Aymar Dr. Carlos Bayma Gilson B. Feitosa Horácio Abiahy Yluska Regina Quesado de Almeida Jaymar chedid Jefferson Victor José Artur Paes Vieira de Melo Leandro Ricardo Roberta Monteiro Silvio Romero Rogério Almeida Colaborador São Paulo Renato Cury Fone: 11 2864.1636 Administração Rua D. Maria Vieira, 88-E - Ilha do Retiro Recife-PE - CEP 50830-020 Tel. 55 81 3039.0594 | 3039.0595 Redação Tel. 55 81 3039.0595 redacao@revistafacil.net Comercial Tel. 55 81 3039.0594 comercial@revistafacil.net Assinaturas Tel. 55 81 3039.0594 Auditada por Baker Tilly Brasil Ceará Sucursal Fortaleza Diretor Mario Pinho Rua Coronel Manuel Albano, 900, torre V, Sl. 405 Maraponga - Fortaleza - CE Tel. 85 32 98 1506 | 85 98856 5149 OI 85 99764 4290 TIM | 11 96031 2011 OI/SP Brasília | Rio de Janeiro | São Paulo Linkey Representações e Publicidades Ltda. (61) 3202-4710/ 61 9 8289-1188 linda@linkey.com.br Contato São Paulo: Maria Marquezini (11) 99701-5278 | 97284-1919 98288-1919 mmarquezini@linkey.com.br A Fácil Lazer e Negócios Nordeste é uma publicação da EBI - Editora Brasileira de Imprensa Ltda Opinião dos colunistas não reflete necessariamente a opinião da Revista. Proibida a reprodução total ou parcial de matérias ou fotos sem a autorização da Revista. FÁCIL | Lazer e Negócios NE 3

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ECONOMIA Texto: Jefferson Victor / Fotos: Divulgação A Força da economia em Pernambuco O atual cenário econômico do estado vem crescendo em todos os setores Desde a dominação portuguesa, a economia pernambucana tinha como base a produção açucareira. O investimento holandês na região fez o estado prosperar, destacando-o no cenário nacional e internacional. Entretanto, a expulsão dos holandeses, a descoberta do ouro em Minas Gerais e a concorrência com açúcar produzido nas Antilhas levaram a economia local à decadência. Este cenário só se altera a partir da década de 1960 com o investimento da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) na região. Ainda que a monocultura açucareira se mantenha forte no estado, a fruticultura e os setores portuários e tecnológicos se desenvolveram, contribuindo com o cenário econômico regional. Atualmente, Pernambuco é o décimo estado mais rico do Brasil. Em 2015, o Produto Interno Bruto (PIB) pernambucano fechou em R$140,7 bilhões, o equivalente a 2,6% da fatia nacional. No âmbito regional, a produção de Pernambuco é a segunda maior do Nordeste (19,5%), perdendo apenas para o estado da Bahia. Já a razão do PIB pela quantidade de habitantes, ou seja, o PIB per capita atingiu R$15.282,28, o segundo maior valor dentre os estados do Nordeste, atrás apenas de Sergipe. Um novo ciclo vem se formando na economia pernambucana. O estado volta a assistir a uma importante mudança em seu perfil econômico com os recentes investimentos nos setores petroquímico, biotecnológico, farmacêutico, de informática, naval e automotivo, que estão dando novo impulso à economia do estado, que vem crescendo acima da média nacional. Na divisão por setor, a agropecuária representa a menor fatia do PIB (2,7%), seguida pela indústria (25,1%) e pelo setor de serviços (72,2%). O destaque fica por conta do turismo. Pernambuco tem o segundo maior número de leitos da região Nordeste (35,8 mil), perdendo apenas para a Bahia. Em 2016, 65,2 mil turistas estrangeiros chegaram em Pernambuco, mais da metade deles advindos de países como Alemanha, Itália, Argentina e Portugal. O estado atualmente tem como base a agricultura e a indústria. O setor de serviços é predominante, seguido pela indústria naval, automobilística, química, metalúrgica, eletroeletrônica, de minerais não-metálicos, têxtil e alimentícia. Além da importância crescente do setor de informática, onde temos o Porto Digital, que é o maior parque tecnológico do Brasil. O setor terciário – sobretudo das atividades turísticas –, e do setor industrial em torno do Porto de Suape, merece destaque a produção irrigada de frutas ao longo do Rio São Francisco, quase que totalmente voltada para exportação, concentrada no município de Petrolina, em parte devido ao seu aeroporto internacional com grande capacidade para aviões cargueiros; e a floricultura, que começa a ganhar espaço, com plantações de rosas, gladiolus e cri- Complexo Industrial e Portuário de Suape em Pernambuco 4 FÁCI L | Lazer e Negócios NE

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sântemos. Outras atividades econômicas em Pernambuco são: o polo gesseiro no Sertão do Araripe; o mármore, a pecuária leiteira e a indústria têxtil no Agreste; a cana-de-açúcar e a biomassa na Zona da Mata. A Economia no setor primário Pernambuco é atualmente o maior produtor de acerola e goiaba, o segundo maior produtor de uva, o terceiro maior produtor de manga e coco, o terceiro maior polo floricultor e o sétimo maior produtor de cana-de-açúcar do Brasil. Entre os principais produtos agrícolas cultivados em Pernambuco, encontram-se a cana-de-açúcar, o algodão, a banana, o feijão, a cebola, a mandioca, o milho, o tomate, a graviola, o caju, a goiaba, o melão, a melancia, a acerola, a manga e a uva. Na pecuária destacam-se as criações de bovinos, suínos, caprinos e galináceos. O estado é ainda o quarto maior produtor nacional de ovos, o sexto de frangos de corte e a oitava maior bacia leiteira do país. A cana-de-açúcar é o principal produto agrícola da Zona da Mata pernambucana. Também estão presentes nesta região culturas de subsistência, além de fruticultura e hortaliças. No Agreste, cidades como Garanhuns, Gravatá, Chã Grande e Bonito passaram a se dedicar à floricultura, produzindo flores tropicais e tradicionais. Além do cultivo de flores, vêm crescendo no agreste pernambucano as lavouras de café e as plantações de seringueiras. Aumenta também a criação de cavalos, gados de leite, ovos e frangos de corte. No Sertão, a fruticultura irrigada produz toneladas de frutas tropicais por ano, e o principal polo de produção fica em Petrolina, no vale do rio São Francisco. A Economia no Setor secundário Já a produção industrial pernambucana está entre as maiores do Norte-Nordeste. Destacam-se as indústrias navais, automobilística, química, metalúrgica, de vidros planos, eletroeletrônica, de minerais não-metálicos, têxtil e alimentícia. Um dos grandes movimentos da economia atual de Pernambuco vem do Complexo Industrial e Portuário de Suape, na região do porto homônimo, entre os municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho. Em setembro, Suape registrou um crescimento de 61% nas operações de importação e exportação de veículos. De janeiro a setembro a alta é de 42% em relação ao mesmo período Fábrica da Jeep em Goiana Foto - Rafael Neddermeyer do ano passado. Já em relação ao fluxo de contêineres, o porto registrou um aumento de 28% em relação ao mesmo período de 2016. Já no acumulado do ano, o crescimento é de 21,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Atualmente, Suape é o principal complexo industrial do estado. Pernambuco abriga também empreendimentos, como a montadora Jeep, que há dois anos e meio opera em Pernambuco. A fábrica localizada em Goiana, na Zona da Mata Norte, já é a maior exportadora do Estado, respondendo por mais de um terço (36%) da pauta. De Janeiro a Setembro, a montadora aumentou 107% as vendas no mercado internacional, em relação ao mesmo período de 2016. A Jeep utiliza o Porto de Suape para exportar. Em 2017 começaram os embarques em larga escala do Jeep Compass (Terceiro modelo fabricado pela montadora em Goiana) para a Argentina. Os carros saem de Suape com destino ao Porto de Zárate no país vizinho. Plantação de milho em Pernambuco Além da Jeep, também encontramos em Pernambuco as fábricas da Shineray motocicletas, no município de Ipojuca, a Refinaria Abreu e Lima, a Petroquímica Suape, o Estaleiro Atlântico Sul, a Hemobrás, a Novartis, dentre diversos outros investimentos. A matriz da multinacional pernambucana Baterias Moura, que fornece baterias para a metade dos carros fabricados no Brasil, está localizada na cidade de Belo Jardim, no agreste do estado. O conglomerado pernambucano Queiroz Galvão reúne mais de 50 empresas nos segmentos de Construção, Desenvolvimento Imobiliário, Alimentos, Participações e Concessões, Óleo e Gás, Siderurgia e Engenharia Ambiental, com presença em todos os estados brasileiros assim como em países da América Latina e da África, exportando seus produtos para Estados Unidos, Canadá e Europa. Também se destacam entre as empresas industriais oriundas de Pernambuco os grupos João Santos, Cornélio Brennand, Ricardo Brennand, Delta, Petra FÁCIL | Lazer e Negócios NE 5

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Energia, Raymundo da Fonte, EBBA S.A., Indústrias ASA, dentre outros. A mineração é um setor de pouca expressão na economia pernambucana, com produção de baixo valor intrínseco. Os principais produtos minerais do estado são a brita, a gipsita, a água mineral, o calcário, a areia, a ilmenita, a argila e as rochas ornamentais. A Microrregião de Araripina destaca-se na extração da gipsita, fornecendo 95% do gesso consumido no Brasil. A Economia no Setor terciário O Recife é um tradicional polo de serviços. Os segmentos de maior destaque são o comércio, serviços médicos, serviços de informática e de engenharia, consultoria empresarial, ensino e pesquisa e atividades ligadas ao turismo. A capital pernambucana abriga o Porto Digital, que é um dos mais importantes parques tecnológicos do Brasil. O lugar ocupa mais de duzentas empresas, entre elas multinacionais como Accenture, Oracle, ThoughtWorks, Ogilvy, IBM e Microsoft. O Porto Digital é reconhecido pela A. T. Kearney como o maior parque tecnológico do Brasil em faturamento e número de empresas. O Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (CIn UFPE) fornece mão de obra para o polo, que gera sete mil empregos e tem participação de 3,5% no PIB do Estado de Pernambuco. O Polo Médico do Recife, considerado o segundo maior do país, atrai pacientes do Brasil e do exterior. Os estrangeiros que vão ao Recife em busca de atendimento na área médica, visam qualidade nos serviços e preço baixo no atendimento, o que torna isso possível também é o fato de Pernambuco estar acima da média na formação desta área. Em recente pesquisa encomendada pela MasterCard Worldwide, Recife foi eleita A mineração é um setor de pouca expressão na economia pernambucana Porto Digital em Recife - PE como uma das 65 cidades com a economia mais desenvolvida dos mercados emergentes no mundo. Apenas cinco capitais brasileiras entraram na lista: São Paulo, que foi a cidade brasileira mais bem colocada, na 12ª posição; Rio de Janeiro (36ª posição); Brasília (42ª); Recife (47ª); e por último Curitiba (49ª). Xangai e Pequim, na China, ocuparam as duas primeiras posições. Pernambuco abriga ainda o polo têxtil do Agreste, segundo maior polo de confecções do Brasil, abarcando 13 cidades em 2009, nas quais se concentram mais de 18 mil empresas do setor. Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama formam o triângulo e o principal ponto de venda e fabricação de confecções do agreste. Santa Cruz do Capibaribe possui o maior parque de confecções da América Latina, o Moda Center Santa Cruz. Toritama é responsável por 15% das confecções feitas com jeans produzidas no Brasil. Caruaru tem sua produção têxtil escoada através da Feira de Caruaru. O Turismo na economia de Pernambuco O turismo no estado de Pernambuco oferece diversas atrações históricas, naturais e culturais. As principais localidades turísticas do estado de Pernambuco são Fernando de Noronha, Porto de Galinhas, Cabo de Santo Agostinho, Olinda, Recife, Igarassu, Itamaracá, Gravatá, Triunfo, Garanhuns , Caruaru e Bonito. Segundo a pesquisa “Hábitos de Consumo do Turismo Brasileiro 2009”, realizada pela Vox Populi, Pernambuco foi o segundo destino turístico preferido dos brasileiros, já que 11,9% dos turistas optaram pelo estado nas categorias pesquisadas; e segundo a International Congress And Convention Association (ICCA), Pernambuco é o terceiro melhor polo de eventos internacionais do Brasil. Em setembro de 2017, o Aeroporto Internacional do Recife seguiu puxando a média nacional para cima, apresentando um acréscimo de 19,99% em sua movimentação em relação ao observado no mesmo mês em 2016. No acumulado de janeiro a setembro, o Recife lidera o ranking com crescimento de 10,80%, seguido de Florianópolis (7,34%), Curitiba (5,71%) e Congonhas (5,13%). Pernambuco oferece dez rotas de turismo que vão do litoral ao interior, criadas pela Empetur, que visam explorar os principais pontos turísticos de cada região do estado de acordo com suas potencialidades, que vão do turismo de sol e mar e ecoturismo ao turismo serrano e religioso. Fernando de Noronha - PE 6 FÁCI L | Lazer e Negócios NE

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Suape. O motor da economia de Pernambuco, mais potente a cada ano. Há tanto a ser comemorado no aniversário de Suape que Pernambuco abre, desde já, as comemorações dos 40 anos do Complexo Industrial Portuário. Afinal, caminhamos para quatro décadas de conquistas que só tendem a crescer. Cerca de 100 empresas já foram atraídas, empregando mais de 18 mil pessoas. Suape é o porto público brasileiro líder na movimentação de granéis líquidos (combustíveis, petróleo e derivados). É também o mais importante na navegação de cabotagem e o primeiro na movimentação de contêineres do Norte e Nordeste. Dois fatores o mantém à frente nessas regiões e apontam para mais crescimento: o equilíbrio fiscal do estado e a infraestrutura que oferece. Com a retomada econômica do país, Suape está pronto para continuar atraindo empresas e criar oportunidades de negócios. O motor da economia do estado faz Pernambuco avançar, cada vez mais, em direção a um grande futuro. Outra marcas de Suape: • 63 mil veículos movimentados este ano (crescimento de 55%), com expectativa de superar as 80 mil unidades. • 22% de crescimento na movimentação de contêineres em 2017. • 5º lugar entre os portos brasileiros na movimentação de cargas, com 22,7 milhões de toneladas em 2006. • Maior crescimento entre os portos públicos, com taxa de 15%. • Entre os primeiros no Índice de Desempenho Ambiental (IDA), da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). • 59% dos seus 13,5 mil hectares destinados às áreas de preservação. Projetos para os 40 anos (2018): • Segundo terminal de contêineres, mais que dobrando a atual capacidade de 700 mil TEUs. • Ampliação dos parques de tancagem, aumentando a capacidade para 1 milhão de m3 nos próximos anos. • Terminal de Regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL). • Arrendamento do pátio de veículos. • Pátio de triagem de caminhões. pe.gov.br Secretaria de Desenvolvimento Econômico FÁCIL | Lazer e Negócios NE 7

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IDÉIAS E DESAFIOS José Artur Paes Vieira de Melo O ELIXIR DA LONGA VIDA Não é por acaso que as organizações centenárias são reverenciadas no mundo todo e vêm sendo alvos não só de dissertações sobre suas trajetórias, como de estudos técnico-científicos que buscam entender tamanha longevidade e identificar a fórmula desse Elixir da Longa Vida, acessível apenas a uma minoria. É natural que a mortalidade de grande número de empresas, já nos cinco primeiros anos de vida, quando confrontada com a enorme capacidade de sobrevivência das Centenárias, atice a curiosidade dos estudiosos e dos candidatos a empreendedor. Segundo levantamento feito por uma publicação especializada, 56% das organizações familiares nos Estados Unidos quebram; são vendidas ou acabam fatiadas entre os herdeiros bem antes de completarem 50 anos. Outras 30% passam por essa transformação na faixa dos 50 anos, e 10% conseguem chegar intactas aos 75 anos. Apenas 4% das companhias norte-americanas completam cem anos de vida. O SEBRAE analisou 1.300 empresas abertas em Pernambuco entre 2000 e 2002, e constatou que 45% não tinham experiência direta no ramo em que abriram o negócio e que 22% não tinham qualquer experiência. Em consequência, cerca da metade das empresas abertas em 2002 fecharam no início do ano seguinte. No mundo, não são poucos os estudos publicados que tentam desvendar esse aparente mistério, e um deles tem se destacado: “A Empresa Viva – Como as empresas podem aprender a prosperar e se perpetuar”, cujo autor, Arie De Geus, foi executivo da Shell durante 38 anos, tendo vivido uma experiência no mundo corporativo brasileiro na década de 70, ao exercer funções de executivo da subsidiária que hoje registra mais de 100 anos em nosso país. A Shell é um grupo global de energia com mais de 92.000 funcionários e operações em mais de 70 países. Para De Geus, “Empresas de vida mais longa têm em comum pelo menos quatro características: são financeiramente conservadoras; possuem cultura empresarial forte; têm estilo de administração tolerante, permitindo que as pessoas tenham ideias e tomem decisões”. Ele assegura que a valorização da equipe é prioridade em todas elas. “As empresas longevas têm uma identidade que une funcionários e empregadores”. E, quais seriam as empresas centenárias em Pernambuco? Quais aspectos são relevantes e típicos em suas histórias regionais? Pensando em responder isto, iniciei uma pesquisa para identificá-las e registrar tudo em um Almanaque que ficará à disposição de estudiosos, pesquisadores e dos empresários interessados em perpetuar seus empreendimentos. Essas pesquisas serão retratadas em uma publicação com o título de ALMANAQUE DAS ORGANIZAÇÕES CENTENÁRIAS – Capítulo Pernambuco, o qual, em sua visão macro, já identificou um traço marcante da vocação do Recife, ou seja, a determinação dos seus habitantes em manter o espírito comercial da cidade. Isso endossado pela declaração do historiador Evaldo Cabral de Mello: “...de um Recife que nasceu porto, virou cidade e começou a fazer-se em Pernambuco. Que encontrou nos seus moradores o vigor necessário para assegurar o caráter matricial da cidade, como lugar de comércio, lugar de negócios. Certamente o mérito dessa afirmação deve-se aos Mascates, seus homens de negócio...”. Para preservar este patrimônio cultural dos pernambucanos; a sua memória social coletiva e o capital institucional desta terra com as suas inúmeras especificidades, editaremos este Catálogo, com certeza incompleto, mas importante, por ser um primeiro passo na longa caminhada necessária para uma completa consolidação dos registros dessas honrosas histórias pernambucanas. Porém, nada faremos se não contarmos com a parceria dos dirigentes de todas elas. E isto, certamente teremos. Finalizando, e para destacar a importância desse estudo, registro que a mais importante revista empresarial do nosso país - a FORBES BRASIL – prestigiou-me com uma entrevista sobre esse assunto, feita pelo Editor Alex Ricciardi, publicando-a na Edição 29, de março de 2015. Dessa forma, vamos em frente que acertaremos o alvo 8 FÁCI L | Lazer e Negócios NE

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Os maiores remanescentes de mata atlântica estão inseridos em áreas das usinas pernambucanas; São mais de 25 mil hectares de mata preservados. A indústria de cana-de-açúcar pernambucana está presente em mais de 50 municípios, gerando mais de 70.000 empregos diretos e indiretos. FÁCIL | Lazer e Negócios NE 9

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EDUCAÇÃO Texto: Jaimar Chedid / Fotos: Divulgação e Google Pernambuco entre os melhores índices do ensino no país Investimento no ensino integral e o bom desempenho das instituições particulares no Enem estão entre os fatores para o crescimentos dos índices. “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”, o conceito difundido pelo educador, pedagogo e filósofo brasileiro, Paulo Freire, mostra que a educação de boa qualidade ajuda cidadãos a andarem juntos para criar instituições e sociedades mais fortes. Podemos ver essa evolução em países que apostaram na educação como fator de desenvolvimento, a exemplo da Coreia do Sul, Canadá, Chile, Finlândia e a província de Xangai, na China, que estão entre os mais equilibrados economicamente. Estamos muito longe disso, mas algumas iniciativas estão dando um novo tom na educação no Brasil e de forma mais aparente em Pernambuco. Avaliado como o melhor ensino médio do Brasil, o estado de Pernambuco recebeu nota 4,1 no levantamento feito pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) este ano, superando a média nacional em mais um ano, que foi de 3,5, de acordo com o Ministério de Educação (MEC). Além do índice positivo, outro destaque no desempenho foi demonstrado pelas escolas do Agreste e principalmente do Sertão, a exemplo dos municípios que ficaram nos três primeiros lugares no ranking dos anos iniciais e finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. Das 10 escolas estaduais que tiveram melhores re- sultados avaliados pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica de Pernambuco (Idepe), oito estão localizadas no Sertão do Pajeú e quatro são de tempo regular, demonstrando uma diferença em comparação aos anos anteriores, em que se destacaram escolas de referência. De acordo com o secretário estadual de educação, Fred Amâncio, os resultados também servem de indicador para as instituições que precisam melhorar. “Somos oficialmente o estado com melhor desempenho, de acordo com o MEC, e o único estado do Brasil que evoluiu todos os anos. Mesmo no momento de crise estamos dando continuidade às ações da educação do estado”. O estado também teve a maior redução do país em relação à taxa de abandono escolar entre 2007 e 2016, com 92,9%. A taxa que era de 2,5%, em 2015, desceu para 1,7%. O dado foi divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP/MEC) através do Censo Escolar 2016. No ensino integral, Pernambuco conta com a maior rede de escolas com esse perfil no País. São 300 unidades, incluindo o semi-integral, e cerca de 150 mil alunos matriculados, segundo dados de 2016. De acordo com o Governo, o estado deve ganhar 30 uni- 10 FÁCI L | Lazer e Negócios NE

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dades desse tipo através de parceria com o governo federal, no entanto vai depender da situação financeira. Ensino particular o desempenho e os diferentes fatores intra e extra escolares a ele associados é considerada indevida”, destaca o MEC. A relação conta com o desempenho de 14.998 escolas que tiveram pelo menos 10% dos seus alunos participantes do Enem. Além da rede estadual, as escolas particulares têm grande participação na formação do conhecimento e educação do estudante. Em Pernambuco a rede particular reúne cerca de 400 mil alunos em 2,2 mil escolas do ensino fundamental e médio. Essa seara está no topo do desempenho do Exame Nacional de Ensino Médio, que mostra uma lista de cem escolas com as maiores médias no país. Da relação apenas três instituições são de unidades públicas, entre elas o Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco. Os resultados mostram avanço da predominância das escolas particulares. Entre as escolas com melhor desempenho no Exame em Pernambuco estão instituições como o Colégio Cognitivo, que funciona no bairro de Casa Forte, Zona Norte do Recife, obteve a média mais alta no Enem do ano passado. Em segundo e terceiro lugar estão, respectivamente, os Colégios Equipe (que fica na Torre) e Fazer Crescer (localizado no bairro do Parnamirim). Vale ressaltar que o MEC não faz ranking. O órgão libera as notas separadas. Há várias opções de filtros para fazer as listagens, considerando, por exemplo, o porte da escola, a taxa de participação dos estudantes no Enem, a taxa de permanência do aluno no ensino médio e o perfil sócioeconômico dos participantes. “Diante da heterogeneidade de contextos onde as escolas estão inseridas, torna-se necessário considerar o resultado do desempenho dos alunos associado aos diferentes fatores que caracterizam estes contextos. Toda e qualquer comparação entre escolas pertencentes a contextos diferentes sem a devida ponderação entre Já o ensino superior tem ganhado reforço com a propagação de novas instituições. Com mais de 90 faculdades e universidades, públicas e particulares, o setor tem se destacado como forte campo a ser desenvolvidos. Grandes grupos educacionais se instalaram ao longo dos últimos dez anos, mostrando o retrato do potencial mercadológico que o estado representa. No entanto, de acordo com dados que qualifica a educação superior no Brasil, o INEP/MEC mostra que as universidades públicas estão entre as melhores do país. As Universidades Federal (UFPE) e Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), são as mais qualificadas com conceito 4, considerado bom pelo MEC. A Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), que tem campus em Petrolina, Sertão do Estado, também ficou com 4. As conclusões são relativas a dados coletados no ano de 2015. Entre as instituições de ensino particulares no Estado, a Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e o Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau) também ficaram na média, com conceito 3. Em termos gerais, as instituições públicas brasileiras obtiveram desempenho melhor que as privadas. Apenas faculdades particulares de Pernambuco tiveram conceitos abaixo de 3. Nesse caso, as instituições são automaticamente incluídas no cronograma de visitas dos avaliadores do Inep e devem melhorar suas condições de ensino para continuar funcionando.. Em todo o Brasil, foram avaliadas 2.109 instituições de ensino superior e 313 tiveram avaliação insatisfatória, medida por meio do Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC). Superando as instituições privadas, as universidades públicas de Pernambuco estão entre as melhores do Brasil 12 FÁCI L | Lazer e Negócios NE

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A NOSSA EDUCAÇÃO ESTÁ NO CAMINHO CERTO. A Prefeitura do Recife vem apostando em ações de estruturação, inovações pedagógicas e investimento em tecnologia da informação para construir uma educação universal e inclusiva, feita para formar os cidadãos do futuro. Ampliação de vagas, acompanhamento nutricional, construção de novas sedes, programas que auxiliam a desenvolver o raciocínio e aptidões individuais que promovem melhores condições de Ensino e Aprendizagem. PRIMEIRA INFÂNCIA A cidade ganhou mais creches e nossas crianças dispõem de programas que estimulam aspectos psicomotores, percepções visual e auditiva, assim como a coordenação motora. ENSINO FUNDAMENTAL Desafios educativos, como a Olimpíada de Jogos Digitais, foram criados para que os jovens possam aprender através da gamificação do conteúdo, com trabalhos em equipe e muita diversão. ALFABETIZAÇÃO O programa ProLer estimula as habilidades de leitura e criatividade e visa alfabetizar as crianças do Recife, aplicando métodos e exercícios de aprendizagem voltados para a necessidade de cada grupo. ROBÓTICA NAS ESCOLAS O programa Robótica na Escola convida crianças e jovens a entrar em contato com a tecnologia de forma transversalizada e já levou os estudantes a despontarem entre os melhores do mundo em campeonatos internacionais. ONDATEC O programa Ondatec chegou para ampliar o acesso dos estudantes aos vestibulares técnicos. É a Prefeitura de olho no futuro dos jovens, oferecendo aulões presenciais de Português e Matemática aos sábados, além de ensino a distância. FRÁECCIFLE|.LPaEz.eGrOe VN.eBgRócios NE 13

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ENSINO Texto: Jaimar Chedid / Fotos: Divulgação Colégio Americano Batista Referência em ensino há mais de um século colégio moderniza suas atividades e se destaca no ENEM Usando sistemas de ensino de referência educacional o Colégio Americano Batista leva o melhor conteúdo para a formação do aluno. Ensinar é muito mais do que apenas transmitir conhecimento. Com tanta tecnologia, não faltam meios para entreter os alunos. A dificuldade está mesmo em adequar as informações à realidade de cada estudante, causando interesse contínuo deles nas atividades propostas. Nesse caminho, o Colégio Americano Batista tem utilizado práticas pedagógicas modernas, que reforçam o aprendizado e estimulam os hábitos de leitura e de estudo, além de procurar inovações para incrementar o perfil da instituição. Situado no endereço mais central do Recife, o CAB conta uma história que completa 111 anos ensinando crianças e adolescentes, com a tradição e qualidade de quem já teve em suas salas de aulas personalidades como Ariano Suassuna e o mestre Gilberto Freyre. Em uma área de 36 mil m², entre extenso espaço verde, considerada o pulmão do centro do Recife, alunos do ensino infantil, fundamental e médio têm na pauta educacional o sócio construtivismo, uma linha pedagógica que alia a construção compartilhada, valorizando o conhecimento com a visão que o aluno tem do mundo. De acordo com a diretora pedagógica, Iracy de Araújo Leite, o colégio tem realizado parcerias com sistemas de ensino de referência, sempre com vistas a trazer para o aluno o melhor conteúdo na sua formação, preparando para uma vida alicerçada em uma educação com conteúdo pedagógico e equilíbrio social solidificado. Ela cita o caso do programa Escola da Inteligência, elaborado pelo Dr. Augusto Cury, que oferece conteúdo focado na educação sócio emocional e o ambiente escolar. “Esse sistema tem aprimorado as relações interpessoais aumentando ainda a participação da família na formação integral do aluno, sendo de extrema importância essa iniciativa do colégio”. O programa também estimula a postura empreendedora e criatividade, o combate e prevenção ao bullying e às drogas e o aumento da qualidade de vida dos professores, pais e alunos. Na sua grade escolar, o CAB tem convênio com a Missão Universitária – Missu, uma plataforma digital de simulados online que prepara o aluno para enfrentar as provas do vestibular do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), através de testes que permitem ao aluno entender suas dificuldades e seus acertos, proporcionado uma visão mais próxima do seu desempenho na escala nacional. O CAB tem contado com um grande número de alunos que ingressam nas universidades públicas e privadas, sendo respeitada como uma das instituições que aparecem nas primeiras colocações do Enem. “ Setenta por cento dos alunos que fizeram o exame foram aprovados no vestibular de diversas faculdades, em especial nas públicas”, reforça a diretora. No âmbito da inclusão escolar, com foco nos alunos com deficiência física, o colégio dispõe de professores habilitados e que conta com infraestrutura psicológica, educacional e física, com rampas de acessibilidade em todas as suas dependências. 14 FÁCI L | Lazer e Negócios NE

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A pauta curricular também conta com uma matéria que tem ajudando não só aos alunos, mas também a toda família: a educação financeira, afinal, o crescimento e o desenvolvimento de uma sociedade dependem também de educar financeiramente os cidadãos, ensiná-los a controlar seus recursos e respeitar seu orçamento. Contudo, mais do que instruir so- Com imenso campus, o Colégio Americano Batista preserva o verde da natureza bre como administrar seus bens, a educação financeira promove uma mudança de comportamento e de velhos hábitos com Para ter excelência no ensino, é preciso também ter um cor- relação ao uso do dinheiro. A base do programa foca quatro po educacional capacitado. Ter uma equipe qualificada, bem aspectos: diagnosticar, sonhar, ousar e poupar. preparada para enfrentar os desafios em sala de aula é funda- mental para melhorar a relação de ensino-aprendizado. É um Pauta extracurricular investimento importante que possibilitará a melhoria dos índi- ces educacionais das escolas e, portanto, melhoria da qualida- O desenvolvimento de atividades extracurriculares vai ao en- de de ensino para todos os alunos. No Americano Batista 90% contro da ideia de que o papel das escolas não está restrito à dos professores possuem ou estão cursando pós-graduação. construção do conhecimento teórico do aluno, mas também ao O quadro funcional conta com doutores, mestres, especialistas desenvolvimento de sua postura sociocultural. Com esse foco contribuindo para reforçar a qualidade do ensino. a instituição tem trabalhado atividades que englobam aspectos sociais, culturais, esportivas e ambientais. “Para o próximo ano o colégio estará implantando o berçário para crianças a partir de seis meses até dois anos, obedecendo Na questão ambiental as turmas do ensino infantil e do funda- aos mesmos princípios educacionais e cristãos”, destaca Leomir mental inicial começam logo cedo às descobertas científicas. Bastos, gerente administrativo do CAB. Este ano os alunos levaram para Expociência temas relacio- nados à meta proposta pela Organização das Nações Unidas (ONU) que traça uma agenda de desenvolvimento sustentável. Professores capacitados preparam os alunos para os desafios educacionais Esta agenda é formado por 17 Objetivos que devem ser imple- mentados por todos os países do mundo durante os próximos 15 anos, até 2030. Arte e literatura estão presentes no dia a dia dos alunos. Para comemorar os 110 anos do colégio, o ano passado, foi lançado o livro “Em verso e prosa”, que reuniu poemas, contos e teatro escritos por alunos, através do projeto Literaprosia. A edição contou ainda com a participação de ex-alunos com depoimentos sobre o Americano Batista. Uma das atividades que envolvem os alunos do ensino médio é a Biogincana, que propõe estimular os conhecimentos dos estudantes permitindo a interação de forma efetiva, no campo do meio ambiente por meio de tarefas culturais, sociais e cognitivas. A didática da gincana atrai a atenção por explorar, na prática, os conteúdos programáticos ensinados pelos professores e por ser realizada num contexto extraclasse. O jogo de educar A prática do esporte é de extrema importância para a inclusão social, aliar esporte e educação de qualidade é permite que crianças e jovens se sintam participantes da sociedade, além de possibilitar que eles desenvolvam habilidades de concentração e coordenação motora, fundamentais para o desenvolvimento físico, psicológico e para processo educacional. Além das atividades de educação física o colégio tem se destacado em competições esportivas em modalidades como o Futsal, onde alcançou destaques em vários jogos no torneio “Nossa Liga”, que teve a participação de 28 escolas. A equipe de futebol de campo participou de vários jogos escolares nas categorias mirim e infantil. A equipe de voleibol masculino teve bom rendimento na Copa Agnes e promete crescer em outras competições da modalidade. Conteúdo pedagógicos que alia a construção educacional compartilhada FÁCIL | Lazer e Negócios NE 15

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