Doroteias, nº133

 

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Boletim Informativo da Provincia Portuguesa das Irmãs Doroteias

Popular Pages


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Al. Linhas de Torres, 2  1750-146 LISBOA  doroteiasnoticias@gmail.com Colégio da Paz em Santiago de Compostela 50 anos de PRESENÇA em MOÇAMBIQUE Na Paróquia de Vila do Conde Assembleia de Província Abertura do Ano Letivo em Viseu Festa do acolhimento na Covilhã Experiência Espiritual

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Assembleia de Província em Fátima Foi no sábado, dia 2 de setembro, no Seminário do Verbo Divino. Éramos cerca de 150 Irmãs. Pela primeira vez, participaram nesta assembleia anual 24 representantes da Família Doroteia. O dia começou com uma oração de louvor baseada no Salmo 8, tendo como fundo musical um jovem cantor da Albânia. Foi lembrado que Jesus nos envia a estar e caminhar junto do Povo. O resto do dia foi pouco para ouvirmos o Padre António Borges que se apresentou como “um filho de Deus”! Soubemos depois que, além de Sacerdote e Capelão Militar, é psicólogo formado no ISPA, e ajuda na Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, em Lisboa. Apoiado num PowerPoint muito bem elaborado, fez-nos refletir sobre a educação evangelizadora mostrando ter estudado as nossas Constituições e o documento do último Capítulo Geral que foi confirmando e enriquecendo com palavras da encíclica Evangelium Gaudium do Papa Francisco. Experiência Espiritual Fez-se no mês de outubro, em Fátima, no Linhó e no Sardão, para todas as Irmãs que puderam participar, e foi dinamizada por Irmãs do Governo Provincial e pela Irmã Lúcia Soares, duas a duas. Gostei muito da Experiência espiritual destes dias. Os textos foram muito bem escolhidos, juntando passagens do Evangelho, dos Exercícios de Santo Inácio e das Cartas de Santa Paula. A decoração do ambiente, os símbolos utilizados, os vários gestos propostos com imensa criatividade foram interessantes, sugestivos e proveitosos, porque se diz que aprendemos mais com o que fazemos do que com o que ouvimos ou lemos... O clima de silêncio foi pacificador e fecundo. A ideia de fazer os grupos por Comunidades foi excelente, estávamos mais à vontade na partilha e treinávamos para fazer o mesmo em casa! Temos de agradecer ao Governo Geral que preparou a realização desta proposta do último Capítulo para todas as Províncias!!! Visita da Madre Geral No dia 20 de Outubro chegou a Lisboa a nossa Madre Geral, Maria da Conceição Ribeiro, acompanhada pela Assistente Geral, Irmã Francesca Balocco, para fazer a visita à Província, como estava programado. Por se tratar de uma Geral portuguesa, é para nós motivo de muita emoção, mas ao mesmo tempo de muita responsabilidade, pois sentimos bem como nos é pedida uma grande exigência no modo de viver o “dom de Deus que há em nós”… “ para que a ternura do rosto de Deus se torne presente e visível à humanidade.” Iniciou já as visitas às Comunidades, tendo-se também realizado um encontro intercomunitário no Colégio das Calvanas e outro se seguirá em Fátima, de que daremos notícia no próximo número do DOROTEIAS. 2

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Visita Pastoral Fomos surpreendidas pela notícia de que D. José Augusto Traquina Maria vinha fazer a visita à nossa Paróquia e que, no programa, o “condomínio das Calvanas” havia sido contemplado, o que não acontecia há muito tempo. O Pároco, Padre Duarte, que foi aluno no Externato do Parque, deve ter contribuído para que tal acontecesse. Reunidas as três Comunidades na Casa Provincial, preparámo-nos para acolher o nosso Bispo com um cântico do seu lema: “ALEGRAI-VOS SEMPRE NO SENHOR”. Depois de cumprimentar cada Irmã, com especial carinho pelas que estavam sentadas em cadeiras de rodas, explicou a razão da sua visita e foi aludindo a alguns acontecimentos da sua vida de Bispo, interpelando também a nossa Madre Geral que estava presente, relativamente à sua missão e à nossa Congregação no mundo. Seguiu-se um lanche participado pelas Comunidades, durante o qual a nossa Provincial ofereceu ao visitante o segundo volume da História da Província, que narra a Dispersão, dizendo que através da sua leitura ficaria a conhecer bem o espírito missionário das Irmãs, prometendo também as nossas orações a Santa Paula, pelo ministério que lhe vai ser confiado dentro de poucos dias como Bispo da Diocese de Santarém. Depois de ter explicado os elementos que colocou no seu brasão, despediu-se visivelmente satisfeito por este agradável convívio, o que sucedeu também com todas nós. Celebração dos 50 anos de presença das Irmãs Doroteias em Moçambique As Irmãs celebraram este acontecimento nos três lugares de Moçambique onde se encontram. Foi dado, no entanto, um relevo especial à celebração do Ulongué por ser o lugar onde tudo começou… No livrinho Fachos Ardentes, editado para a celebração dos 50 anos, o autor, Alberto Bia, escritor e diretor da nossa Escola de Lichinga, na sua escrita poética e original, fala assim deste começo-chegada das cinco Marias: “Tudo começa sempre ou com um passo em frente, ou talvez com um adeus. Esta difusão doutrinal principia a 5 de Setembro de 1967: a bordo do navio Infante D. Henrique, reina grande azáfama. Grande expectativa! Quase deixava tudo para trás no seu novo caminhar sobre a maré. Porém, em frente, num instante via-se a terra, e logo dentro de algumas horas reencontrará uma outra firme sobre a orla do porto da Beira. Finalmente em terras Moçambicanas! São cinco missionárias doroteias levando o fogo do amor em suas almas para atear nestas terras… Maria Manuela Ferreira de Brito, Maria dos Anjos Capitão Martins, Maria Zilda d’Oliveira Filipe, Maria do Rosário Ferreira da Costa, Maria Amélia Gonçalves da Silva. CINCO MARIAS … mulheres de fé inquebrável, … mulheres humildes simples e dóceis. Marias… As escolhidas, dentre tantas! Caminham com passos sorridentes E grande!... É seu amor entre suas entranhas! … mulheres devotas! … mulheres altivas como o sol! Marias… … mulheres dum só querer Uma só alma, um só coração! In Simplicitate laboro na força do Senhor”. 3

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Das cinco Marias, foi possível contar com a presença de uma, a Maria Zilda. Apesar da saúde fragilizada, foi extraordinariamente gratificante a sua presença. Ela marcava o ponto de origem, palpável, naquela festa a celebrar 50 anos de caminho percorrido, de vida entregue de tantas Irmãs que as pessoas sentem como mães, professoras, amigas, refúgio, proteção, presença constante nas suas vidas… Foi também nesta celebração que participei, a 24 de Setembro, fazendo a experiência da comunhão Portugal-Moçambique tão fortemente vivida e extraordinariamente enriquecida com novas chegadas que mudam a paisagem dos rostos e fazem da Unidade de Moçambique uma experiência significativa do futuro que a Congregação começa a viver e a sonhar: Comunidades internacionais a crescer na aprendizagemcomplementaridade do diferente, cheias de vida, de entusiasmo e de vontade de responder ao que Deus quer naquela realidade. São 15 as Irmãs da Unidade: 5 moçambicanas, 5 angolanas, 2 brasileiras, 3 portuguesas, reunidas em três Comunidades. Nesta celebração de memória agradecida, que contou com a presença de Antigos Alunos da Escola de Professores que as Irmãs foram orientar juntamente com os Jesuítas, era visível o entusiasmo por um presente carregado de vida e a esperança no futuro, assinalado pelos primeiros Votos de duas moçambicanas. Irmã Lúcia Soares 50 anos depois… Foi-me proposto escrever sobre a minha estada em Moçambique quando das festas realizadas a propósito do nosso Jubileu que aí celebramos. Quando os sentimentos são muito fortes custa traduzi-los em palavras porque elas não são capazes de transmitir o que se experimenta. Jubileu tem muito a ver com JÚBILO. E júbilo é alegria. Este Jubileu é tempo de celebrar tudo o que foi vivido nos últimos 50 anos. É tempo de festa, de alegria, da verdadeira ALEGRIA, porque é gratidão que se experimenta e é tão grande que só pode vir de Deus e voltar para Ele. Assisti a dois momentos de celebração: um em Ulongué, Angónia, outro no Maputo. As Eucaristias foram preparadas em pormenor, vividas com a intensidade que os que as orientaram - os amigos, o povo - lhes souberam imprimir. Um espírito festivo que só quem assistiu o pode viver. O convívio, a refeição foi dum requinte, dentro da simplicidade e duma certa austeridade com que a prepararam e serviram. Tudo preparado por amigos e antigos alunos. Um grupo de pobres foi convidado em participação de igualdade. As Irmãs trataram da liturgia, dos ornamentos do altar e arredores. Em Ulongué foi missa campal, pois o povo era mais que muito, celebrada pelos padres da paróquia, pois Tete não tem agora Bispo e o do Maputo tinha chegado de Roma e não estava bem se saúde. Sacerdotes muito nossos amigos que nos dirigiram palavras muito consoladoras, de muita estima e admiração. Tudo lindo!... Mas o que mais me tocou foram as pessoas: as Irmãs com uma entrega total ao que era preciso fazer, os antigos/as alunos/as disponíveis para tudo com tantos gestos de amizade, admiração, carinho, partilha; o povo tão feliz, tão alegre, tão próximo, com tanta estima, atenções, presentes… Um casal de antigos alunos veio da Beira a Ulongué para estar connosco – 830 Km, outro antigo aluno, hoje médico oncologista, veio de avião – Nampula/Maputo para nos apresentar os seus cumprimentos. Tanta manifestação de amizade, de estima de gratidão!... Para mim tudo foi GRAÇA, todo um amor de Deus mesmo gratuito. Termino com esta quadra que há tempos li e gostei, dirigida ao Senhor que sempre esteve ao nosso lado Obrigado pela Vossa grande misericórdia, Solenemente incidiu renovada sobre nós nesse dia. Foi tanto AMOR enviado, com que fomos ungidos, Ficamos extasiadas, agradecidas e fortalecidas. Obrigada, Senhor!. Irmã Maria Zilda d’Oliveira Filipe 4

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A Residência de Santa Doroteia, em Londres, está situada numa zona tranquila da cidade, com muitos espaços verdes e muitas mansões antigas e belíssimas. Na nossa casa viveu o General de Gaulle no exílio, durante a II Guerra Mundial, e numa das paredes exteriores da casa está uma placa comemorativa que frequentemente é visitada e fotografada. O metropolitano está a 10 minutos de casa e leva-nos a todo o lado. A paróquia fica a menos de 5 minutos, sempre a subir. Nos três horários da missa dominical e na noite de sábado, a igreja enche-se completamente com pessoas de todas as idades. A catequese acontece na nossa casa todos os domingos de manhã. São manhãs muito animadas com os pais a trazer as crianças e a falar com os catequistas. Cerca de 70 crianças, distribuídas em três grupos, frequentam a catequese da infância e pré-adolescência. Do meu grupo fazem parte as crianças que fizeram a Primeira Comunhão no ano passado. Uma das nossas residentes ajuda no grupo dos mais pequenos. Em terras de Sua Majestade há um grande formalismo e burocracia. Não calculam a quantidade de papéis que são necessários para se poder frequentar a biblioteca na universidade, para se conseguir abrir conta bancária, etc., etc. Nos primeiros tempos após a chegada, as residentes perdem imenso tempo com estas burocracias. A nossa casa é muito bonita e cheia de histórias do passado. Hoje escreverei apenas acerca do presente. Acolhemos neste momento 27 estudantes. Um grupo está aqui desde Setembro e ficará até ao final de Julho. Outras residentes ficam apenas o tempo necessário para o Mestrado ou Doutoramento ou o estágio, e voltam de novo ou não, de acordo com os seus estudos. Ou seja, está sempre gente a chegar e a partir. Temos também dois dormitórios destinados a grupos de gente mais nova. O colorido da nossa casa é imenso: diversas culturas, línguas, religiões. Para terem uma ideia, cito alguns dos países de proveniência das nossas estudantes: Suíça, Suécia, Turquia, Malta, Itália, Bélgica, Alemanha, Espanha, Grécia, USA, México, África do Sul, Cazaquistão, Índia, Paquistão, Sri Lanka, China, Japão... Todas falam Inglês, com maior ou menor facilidade, mas temos ocasião de escutar muitas outras línguas quando conversam entre si ou quando fazemos festa e pedimos que tragam canções ou expressões das suas terras. Tivemos alguns convívios muito animados. As residentes chegam até nós através de pessoas conhecidas ou simplesmente porque procuram na internet um alojamento. Um dos hospitais que fica aqui perto coloca as estagiárias na nossa casa. Os cursos que frequentam as nossas jovens são muito variados. A faixa etária predominante é a dos vinte. As mais novas têm 18 e 19 anos e as mais velhas passam um pouco dos 30. O ambiente é muito agradável e familiar e há uma grande proximidade com as Irmãs. Estamos a melhorar muito a casa porque precisava de ser renovada. A Irmã Milita passou aqui grande par- te de Julho, Agosto e Setembro para que as obras avançassem rapidamente. Apesar de a casa estar a ficar muito bonita, todas desejamos que as obras terminem depressa para podermos ter as condições da casa a 100%. Somos muito conhecidas e estimadas também na paróquia. Desde que cheguei a 20 de Agosto já conheci imensa gente relacionada com a nossa casa que nos procura para participar na missa, para encontrar alojamento, para oferecer ou pedir serviços, para nos visitar... as antigas vão passando para nos visitar quando vêm a Londres por qualquer motivo. Com alegria, sentimos que esta casa deixa boas memórias e recordações em quantos vão passando por aqui. Convivemos com as Irmãs Marcelinas, que vivem nesta zona, e têm uma missão semelhante à nossa, em Londres. A nossa comunidade é constituída por duas Irmãs Maltesas, na casa dos 70, e por mim. Sister Jo e Sister Tessi gostam muito de trabalhar, e ao longo de muitos anos têm sido o grande suporte desta casa. A Irmã Milita é um elemento fundamental de ajuda nesta missão e continua a dar o apoio que precisamos para continuarmos esta obra. Fui muito bem acolhida e sinto-me feliz por poder colaborar nesta missão da Congregação com tantas possibilidades apostólicas. Irmã Paula Agostinho 5

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Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti - Porto O início do ano escolar na ESEPF coincidiu com um momento de forte pesar para toda a Igreja e de modo especial para a Diocese do Porto. A perda inesperada do nosso tão querido D. António Francisco foi um momento profundamente comovente. Como não sentir a falta de um Bispo que assumiu a missão com o coração, que desejou e foi sempre um Pastor próximo, amigo e tão presente?! Também nós, Doroteias, sentimos o coração apertar e não só nós, irmãs, mas também a comunidade escolar da ESEPF se deixou tocar pela saudade. E sentimos um desejo forte de, unidos, marcar presença, despedirmo-nos e juntarmo-nos ao ritmo afluente e tão diversificado de pessoas que foram prestar a última homenagem ao homem bom que marcou todos. As alunas seguiram trajadas, quiseram estar; como jovens universitárias responderam ao apelo da pastoral universitária, levaram rosas brancas e juntaram-se a muitos outros jovens que afluíram na despedida. No funeral, de novo nos juntámos, Irmãs, Professores e Alunas, estas últimas partilhavam o que levavam na memória e no coração, a última eucaristia na ESEPF, onde sentiram de perto a amizade, o carinho e a esperança do nosso Bispo. Lisboa – Externato do Parque No dia 7 de setembro, a Comunidade Educativa reuniu-se para celebrar a sua Eucaristia de início de ano letivo. No cortejo inicial levámos ao altar alguns símbolos significativos do nosso Tema do ano: "Escutar para escolher". Esteve a presidir o P. Jorge Sena que nos tem vindo a ajudar na nossa caminhada desde o ano passado, e que tão bem nos vai conhecendo e fazendo crescer. Os textos bíblicos foram os do dia, e parecia terem sido escolhidos. A oração dos fiéis foi espontânea. Na Ação de Graças fizemos uma experiência de silêncio e no final recebemos das mãos da Irmã Sofia um "miminho" com a Bíblia e o búzio (símbolos que foram colocados no altar no início da Missa) onde estava uma pequena oração de compromisso que foi lida por todos. Quisemos acolher todas as Irmãs que vieram integrar a nossa Comunidade Educativa com a entrega à Irmã Sofia, de uma pequena estatueta - um anjo com girassóis a desejarmos que se sintam muito bem connosco. Terminámos cheias de vontade para acolher os nossos Meninos e suas Famílias neste novo ano que está à porta. No dia 14 setembro, quinta-feira, quisemos ir à Capela com os nossos meninos entregar a Jesus o ano letivo. A Irmã Sofia preparou um PowerPoint com a história de Samuel que desde os mais pequenos aos maiores escutaram com toda a atenção e foram desafiados a pôr em prática ao longo do ano, vivendo assim o tema: "Escutar para escolher". Junto do altar havia caixas com os desejos de cada menino e dentro umas fitas/pulseiras onde estava escrito o tema do ano. Foram chamados ao altar todos os adultos presentes a quem foi dada uma pulseira e, de seguida, dois meninos de cada sala foram buscar a caixa dos desejos onde estavam as pulseiras que levaram para as salas de aula. As professoras, na sala, colocaram a pulseira, no braço direito de cada aluno. Foi um momento rico e celebrativo. Houve silêncio, rezámos e cantámos. Estava presente uma mãe e uma avó que representaram todos os pais e avós dos nossos meninos, e saíram do colégio com a pulseira onde se lê: "Escutar para escolher". 6

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A Comunidade Educativa esteve reunida, no sábado, dia 30 de Setembro, para refletir sobre o Tema do Ano: "Escutar para escolher". Esteve conosco a Irmã Guida que nos ajudou, mais uma vez, a refletir sobre o Tema. Começou por nos dizer que o trabalho seria feito por nós e, neste final de dia, podemos afirmar que encontrámos as ideias chave para viver o tema ao longo do ano. Foi um dia lindo, vivido em Família, com todas as Irmãs e colaboradores. Na Semana das Missões, reunimos os alunos e a Irmã Sofia mostrou um PowerPoint e deu o testemunho do tempo que esteve ao serviço em Angola e Moçambique. São sempre momentos muito ricos, os meninos gostam muito e abrem o coração a outras realidades. Colégio de Nossa Senhora da Paz - Porto Caminho de Santiago… passo a passo… Entre os dias 3 e 10 de setembro de 2017, um grupo de 42 peregrinos aceitou o desafio de fazer uma parte do caminho francês rumo a Santiago de Compostela. A espera foi longa mas, finalmente, chegou o tão esperado dia. Antes de partirmos em peregrinação, reunimo-nos no Colégio da Paz para, juntamente com as nossas famílias, celebrarmos uma eucaristia de envio. Agora sim, faltavam poucas horas para a grande aventura começar! De madrugada partimos, de autocarro, para Sarria, onde demos início à nossa caminhada. Apesar de algo ensonados, pouco demorou para que a alegria e vontade de seguir em frente tomassem conta de nós! A entreajuda, os sorrisos e a cumplicidade que logo no primeiro dia se notaram fizeram esquecer as muitas subidas, descidas, cãibras e dores no corpo que já se faziam sentir. Depois de alguns quilómetros, chegámos finalmente ao nosso primeiro destino. A partir deste dia, tudo foi mais fácil, até mesmo o enorme Monte do Gozo! Todas as noites, antes de nos deitarmos, reunimo-nos em grupo para juntos partilharmos o nosso dia, as nossas dificuldades, as nossas alegrias, para agradecermos e orarmos, ganhando assim energia para mais um dia. A semana passou mais depressa do que esperávamos e nem as míticas bolhas nos pés nos fizeram parar; quando demos por nós estávamos já a caminho do Obradoiro com a bandeira nacional erguida e entoando a plenos pulmões “A vida não vai parar”. Tal era a nossa força que toda a gente parou para nos ver e filmar. Finalmente, ao chegarmos à praça, nem podíamos acreditar, tínhamos conseguido! Em grupo, agradecemos por este caminho, que continua a ser vivido no nosso dia-a-dia, abraçámo-nos, e nesse abraço coube tudo: as palavras, as emoções, as lágrimas, os risos, as vivências, as saudades, as conquistas e obstáculos ultrapassados em conjunto, pois juntos fomos e somos mesmo muito mais fortes! É, sem dúvida, uma experiência para repetir, pois cada Caminho é vivido e sentido de maneira diferente do anterior. 7

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Depois de vários dias vividos intensamente, o grupo teve a sorte de poder ficar alojado em Santiago durante não uma mas duas noites, e pudemos repousar e aproveitar as maravilhas que a cidade nos apresentou. No sábado, depois da já tradicional Missa do Peregrino, houve tempo para uma pequena visita guiada aos pontos mais pitorescos e típicos da cidade, bem como para conhecer algumas das iguarias mais típicas da região. Na última oração, para além de recebermos a nossa Compostela, comprometemo-nos a continuar este caminho nas nossas vidas, e cada um de nós colocou um Tau no pescoço de alguém que marcou e fez a diferença durante esta semana inesquecível. Chegou o dia da partida, o dia de voltarmos às nossas casas e continuar o caminho na nossa vida. Ao chegarmos ao Colégio da Paz, houve tempo para mais um momento de união, de braços dados, em roda, entoámos uma última vez na semana o cântico que marcou este caminho. Tal como o cântico, também nós, “pouco a pouco” fomos partindo, já com saudades mas com a certeza de que, apesar de distâncias e vidas diferentes, estamos, mais do que nunca, unidos! Ao pescoço levamos o Tau, levamos a nossa vida, a nossa experiência, o nosso crescimento e a vida de cada um dos que viveram connosco! E, como o caminho é a meta, e a vida é feita de caminho, só nos resta desejar: Buen Camino! Carolina Castelo-Branco, Daniel Silva, Margarida Santos Caminho de Santiago O ano letivo de 2017/2018 iniciou da melhor forma para cerca de 50 alunos, professores e outros elementos do Colégio Nossa Senhora da Paz que percorreram o Caminho Francês de Santiago de Compostela, entre os dias 3 e 10 de setembro. Do caminho, todos realçam o facto de ser uma experiência muito pessoal e dos valores de superação, de interajuda, de amizade que se vivenciam todos os dias, em cada momento. A Dr.ª Daniela Fernandes, psicóloga do Colégio que acompanhou os alunos nesta caminhada, refere que, para ela, existem três momentos no percurso: “Desligar do mundo, encontrar a Natureza, encontramo-nos connosco próprios”. Um caminho real que se vive de uma forma muito espiritual e que permite que todos se conheçam de uma forma completamente diferente, criando laços inesquecíveis. SHEMA! Escuta O dia 19 de setembro começou de uma forma diferente para todos os alunos do Colégio da Paz! Os diferentes ciclos realizaram atividades muito diversas para conhecerem e compreenderem o tema do ano: “Escutar para Escolher”. Os alunos foram convidados a parar para escutar em diferentes dimensões: escutar-se, escutar o outro, escutar o mundo, escutar Deus. Percorrendo diferentes espaços do colégio e ruas circundantes, participando em jogos ou apenas meditando em questões lançadas, os alunos compreenderam a necessidade de parar e dar a possibilidade ao outro de ser escutado, que também a realidade que nos envolve tem muito para nos ensinar, pelo que há que estar atento ao que ela tem para nos dizer, cultivar um olhar atento ao mundo, e compreenderam ainda que é fundamental escutar o transcendente: Deus, Jesus, a Palavra, o Espírito Santo… no silêncio, onde Deus fala ao coração. 8

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Celebração de início do Ano Letivo No dia 21 de setembro realizou-se, na igreja da nossa paróquia, Senhora da Conceição, a já habitual Eucaristia de Início de Ano Letivo do Colégio da Paz. Este é sempre um momento importante e especial, vivido em comunidade, em que entregamos a Deus o dom de mais um ano de vida e trabalho; cada um dos nossos alunos, as suas famílias; cada um de nós, como pessoas inteiras, dedicadas à formação e crescimento de todos eles. A celebração contou uma vez mais com a participação do coro e do grupo de acólitos do colégio, e de vários familiares dos nossos alunos que quiseram estar presentes neste momento tão marcante. Festa das Colheitas No dia 7 de outubro, após a primeira Missa das Famílias do ano letivo, o grupo de voluntariado e solidariedade do Colégio da Paz, Sementes da Paz, realizou mais uma Festa das Colheitas. Tal como no ano anterior, esta iniciativa tinha como objetivo a angariação de fundos para o apoio a instituições de solidariedade social e a manutenção dos cabazes mensais de alimentos que a equipa tem oferecido a famílias carenciadas. Tal como já vem sendo hábito neste tipo de iniciativa, todos se envolveram e participaram em massa, contribuindo não só com produtos frescos e caseiros para serem vendidos, como ajudando na arrumação dos espaços. Durante esta festa tão tradicional, não podia faltar o Rancho Folclórico de Oliveira do Douro, o caldo verde e as bifanas. Foi ainda momento de celebrar as bodas de diamante da Irmã Aguiar: Irmã Doroteia há 75 anos! Notícias da Comunidade da Paz A 2 de Setembro, após a Assembleia de Província, reunimo-nos como nova comunidade, dispostas para iniciar uma etapa de caminhada conjunta. Ao longo destes dois meses fomos partilhando o sentir de cada uma em ordem à construção da comunidade que percebemos o Senhor nos pede, a partir da programação da Província. Uma organização básica foi desenhada, seguindo-se este tempo de partilha sobre as várias dimensões da nossa vida, nomeadamente o que traduz, no nosso estilo de vida, as exigências dos quatro pilares da ’casa de Quinto’ que somos chamadas a incarnar. Se este percurso é comum a todas as comunidades, nos dois primeiros meses do ano letivo, hoje destacamos dois desejos já realizados: um encontro com as nossas “vizinhas” da Comunidade da ESEPF na tarde de 17 de setembro, e uma visita à comunidade de Vila do Conde, na tarde do dia 1 de Outubro. Acolhemos na nossa comunidade as nossas “vizinhas” Irmãs da ESEPF e vivemos um momento de oração e partilha/reflexão sobre as várias etapas de construção da comunidade, terminando em convívio com um saboroso lanche. Já no dia 1 de outubro, após uma manhã de domingo preenchida com a participação na Eucaristia e o cumprimento 9

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do dever cívico das votações na nossa autarquia, viajámos ao encontro das nossas Irmãs do Instituto de São José. Momentos de abraços e de convívio, de visita às Capelas – a grande que remonta aos tempos de Noviciado das Manas mais adiantadas em idade, e a pequena, no seio da comunidade, mais ‘aconchegada’… Uma visitinha mais breve às Irmãs acamadas, e um percurso pelas zonas das salas destinadas aos alunos: que gosto e arte se iam revelando aos nossos olhos! Seguiu-se uma merenda muito animada e que refez forças, com um sabor de doces caseiros. Reconfortadas, visitou-se ainda a construção mais recente do Berçário – uma “maravilha aos nossos olhos”… um pequeno “jardim celeste” para os mais pequeninos! Reunimo-nos por fim no salão da entrada para um momento de oração simples em que agradecemos ao Senhor este encontro fraterno tão simpático. -“Que se repita”, dizíamos muitas de nós ao despedirmo-nos! E assim realizámos uma das nossas decisões comunitárias. A rematar, só mais uma nota que fala de uma característica da nossa realidade: o acolhimento. Apesar de se terem estreitado os espaços, vão passando pela nossa casa muitas Irmãs; e até para convalescença ela se abre: a Irmã Rosa Sá esteve connosco durante mais de um mês para recuperar de uma fratura num pé. Já sabem: as portas estão abertas! Só é necessário marcar vez! Vila do Conde – Instituto de S. José Eucaristia de Entrega e Bênção do Ano Letivo No passado dia 7 de outubro realizou-se a Eucaristia de entrega e Bênção do Ano letivo, na Igreja Matriz de Vila do Conde, presidida pelo Prior, Paulo César. Nesta Eucaristia, dedicada a todas as famílias e colaboradores da Instituição, apresentámos diferentes símbolos de escuta, pedindo ao Senhor que ajude cada um (a) a criar o hábito da verdadeira escuta perante o outro, o mundo, nós mesmos e Deus. O coro, constituído por colaboradores das diferentes respostas sociais da Instituição, deu início entoando o hino: “Escuta... e escolhe com o coração” e animou toda a celebração, que foi vivida com muita alegria! HINO ANO 2017-18 Nesta escola tens um convite para: - “Escutar e escolher!” (bis) ESCUTA… E ESCOLHE COM O CORAÇÃO! (bis) PÁRA, ESCUTA, ESCOLHE E AVANÇA ALEGRA, VIVE A VIDA COM ESPERANÇA! Se quiseres, se acreditares Que podes transformar O teu caminho E ser feliz Com quem te quer falar! Refrão Escuta os outros, a ti e ao mundo Que Deus irá lá estar! Passo a passo vais construindo Um mundo com amor! Refrão Santa Paula será teu guia E vai acompanhar O teu sentir E o teu estar Na tua nova missão! Letra: Ed. Armanda 10

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Encontro de Formação com os Colaboradores A iniciar o Ano Letivo, realizámos no dia 16 de setembro o nosso encontro de formação: “ESCUTAR PARA ESCOLHER”, tema que nos vai acompanhar ao longo deste ano. Para nos ajudar à reflexão e para melhor nos situar no tema, a partir da nossa realidade, tivemos connosco a Irmã Lúcia Soares e a Dr.ª Ana Márcia. Assim, com este grande apoio, pudemos viver e seguir melhor todos os passos do programa em ambiente de escuta e reflexão pessoal e de grupo. O exercício da escuta foi uma constante neste encontro. Os instrumentos de escuta - o coração como o mais importan- te, os vídeos, as comunicações, os textos de apoio e a partilha em pequenos grupos - despertaram em nós o interesse e a necessidade de escuta de nós próprios e dos outros. Para escutar melhor é preciso abrir os ouvidos do coração e deixar que a realidade exterior entre e nos faça ver realidades diferentes das nossas. Este movimento interior leva-nos a passar da escuta à escolha. Aprender a escutar para escolher e escolher o melhor. Foi o tema do discernimento que a Irmã Lúcia nos apresentou de uma forma muito clara, que passou também por esta interpelação: Como é que Deus me está a falar, no diálogo em casa, no trabalho com as crianças, para encontrar o bem maior que é sempre o que Deus quer para nós? A partir dos trabalhos de grupo, ficaram alguns pontos mais significativos do que queremos mudar e levar para as nossas vidas, para os nossos encontros… lançando-nos a novas reflexões para melhorar em cada dia a nossa maneira de fazer escolhas. Covilhã – Fundação Imaculada Conceição Festa do Acolhimento Mais uma vez, fizemos a nossa Festa do Acolhimento no dia 29 de setembro de 2017. Esta é a primeira grande celebração que inicia o novo ano letivo. Serve para darmos as boas-vindas às crianças que agora começam um novo ano e também para recebermos as crianças que ingressam pela primeira vez na nossa instituição. Para facilitar essa nova etapa, são atribuídos padrinhos e madrinhas que os ajudam a conhecer a nossa instituição e criam-se assim novos laços de amizade. Foi um dia cheio de alegria e diversão com muita música à mistura. Visita à Exposição de fotografia "Aves da nossa terra” No dia 10 de outubro de 2017 as crianças mais velhas do PréEscolar foram à Biblioteca Municipal da Covilhã conhecer a exposição de fotografia de Joaquim Antunes designada “Aves da nossa terra”. Joaquim Antunes tem fotos premiadas em diversas publicações nacionais e internacionais. As fotos expostas foram, segundo o autor, inspiradas na “variedade da avifauna da Beira Interior”. As crianças puderam conhecer as diversas espécies de aves que habitam a nossa zona e mais tarde puderam colorir desenhos dessas mesmas aves. Formação “Escutar para Escolher” No dia 14 de novembro, fomos chamadas a reunirmo-nos para a nossa formação anual sobre o tema a trabalhar neste ano letivo. Em 2017/2018 comprometemo-nos a “Escutar para Escolher”. Esta formação contou com a presença da Irmã Maria da Conceição Oliveira, Provincial da nossa Congregação. 11

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A parte inicial consistiu na visualização de um vídeo que nos mostrou o testemunho de diversas pessoas e os seus pontos de vista sobre a vida, a felicidade e revelou que o ser feliz depende de tão pouco e varia muito consoante o contexto social e cultural de cada individuo. É sempre muito enriquecedor o testemunho dos outros. Reunião de Pais Com o iniciar de um novo ano letivo, procuramos envolver e informar os pais sobre o tema do ano, o seu objetivo geral bem como os objetivos trimestrais e os respetivos planos curriculares de cada sala. As- sim, nos dias 16 e 18 de novembro, aconteceram as reuniões de pais das crianças da Creche e do Pré-Escolar e A.T.L., res- petivamente. Para além de informar sobre a temática “Escutar para esco- lher” e relembrar avisos e informações importantes para to- do o ano, tentamos sempre trazer uma mais-valia a estas re- uniões. Assim, convidámos a Dr.ª Cristina Caetano, bibliote- cária da Câmara Municipal da Covilhã, que criou uma dinâmi- ca para as diferentes reuniões. Ao “Ler para escutar o Mundo” mostrou aos pais os livros que mais se ade- quam às diferentes idades das crianças. Seguidamente contou uma história aos encarregados de educação, munida de vários adereços que enriqueciam a nar- rativa. Um dos adereços era um avental/árvore, e salientou que a árvore só dava frutos se estes fossem partilhados. Os pais escutaram atentamente e fica- ram muito agradados. As reuniões terminaram com os pais e encarregados de educação nas salas das respetivas crianças. Aqui as educadoras deram conhecimento dos planos curri- culares que pretendem desenvolver e esclareceram dúvidas que possam ter surgido. Covilhã 2017/2018 Colégio da Imaculada Conceição – Viseu Este ano vieram quatro Irmãs de novo para a nossa Comunidade: Maria da Conceição Ferreira Pinto, Maria Luísa Marçal Reis, Odete Marques Tomé, Rosa Alves de Oliveira. Todas já cá tinham estado antes! No dia 8 de Setembro, tivemos a entrada “solene” da nossa nova Coordenadora, a Irmã Alice Simões, antiga aluna deste Colégio para onde veio trabalhar há vários anos. Por isso, Monsenhor Sílvio, o nosso Capelão, na homilia da Missa disse que nos arranjámos com “a prata da casa”!!! Ao jantar, em vez do antigo “Cumprimento”, cantámos-lhe uns versinhos com a música do “Malmequer”: Nós queremos acolher-te Formar juntas uma linda flor! Sê bem-vinda, Irmã Alice, Como DOM do nosso Deus-Amor. Comunidade de Viseu 1. Cada uma vai tentar Ser uma IRMÃ de verdade Mesmo com muitos limites E os achaques da idade. 2. Com Jesus, Maria e Paula E contigo em seu lugar Vamos procurar saber Entre o Povo caminhar. 3. Ajuda-nos a viver Como as flores de um jardim Sempre voltadas pró Sol Dando vida até ao fim. 12

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O Senhor Albano, marido da Mãe de Paula D. Manuela Coelho, falecido a 15 de setembro, esteve em câmara ardente na nossa Capela. A Missa de corpo presente foi concelebrada por 9 Sacerdotes e quase toda a Diocese passou por ali. Era muito conhecido, muito estimado, e a filha trabalha na Casa episcopal. Também em setembro tivemos, na Capela do Colégio, dois casamentos de antigas alunas que assim gostaram de manifestar a sua gratidão pelo que nesta casa receberam. Esta imagem é do casamento da Joaninha, afilhada de D. José Pedro da Silva. Receção aos alunos No dia 11 de setembro, o Colégio da Imaculada Conceição abriu de novo as suas portas aos alunos e aos Pais/Encarregados de Educação. Todos nós nos alegramos, por ver de novo a “nossa casa” cheia de sorrisos, de beijos e abraços e nos lábios o desejo de bom ano letivo a cada um que chegava. Todos os Pais/Encarregados de Educação se juntaram com os seus filhos no centro “Irmã Maria Gabriela”. Estava o salão repleto de alunos, Pais/Encarregados de Educação, Funcionários, Professores e Irmãs. Houve uma palavra de Boas-vindas a todos os presentes e à Irmã Maria da Conceição F. Pinto, como nova Diretora Geral. Depois de umas breves palavras da Ir. Maria da Conceição, foi dada uma palavra a todos os presentes pela Diretora Pedagógica Ana Margarida Santos, e pelo Presidente da Associação de Pais, que se regozijou pelo início de mais um ano letivo. De seguida fez-se uma apresentação muito breve do tema do ano: “Escutar para escolher”. Os Pais foram para as salas com os Titulares de Turma ou com os Diretores de Turma, onde lhes foram apresentadas as linhas orientadoras para este ano letivo. Depois dum curto intervalo, reunimo-nos na Capela do Colégio para uma oração com todos os alunos, os seus Pais/Encarregados de Educação, os Professores, as Irmãs e os Funcionários. Foi uma oração muito cheia de sentido, sobre o tema do ano. Iniciou-se com um “grito” escuta… e o eco feito por outros professores. Escuta…escuta… escuta… Foi utilizada a passagem de Sam 3, 4-10, apresentada de forma dialogada. Depois de uma breve reflexão, entregou-se o ano a Jesus Cristo, a Maria e a Santa Paula. No fim foram chamados os Diretores de Turma e o representante dos alunos de cada turma, a quem foi entregue um saquinho de pequenos búzios para cada aluno, outro para os Professores, os Funcionário, à Associação de Pais e as Irmãs. Foi uma pequena oração de envio para que cada um de nós se empenhe a viver à escuta e a escolher sempre o melhor, para cada pessoa e para a Instituição, desejando que todos sejamos felizes e abertos à surpresa de cada dia. Semana das Missões, outros acontecimentos e comemorações - Momento de Oração Já muita vida correu pelos corredores do Colégio, apresentamos apenas umas breves notícias. Juntámos a semana de oração pelas missões com o dia da alimentação e da irradicação da pobreza. Vivemos um tempo, embora curto, com intensidade, a olhar para o nosso mundo, a ver e ouvir as crianças sem voz, sem teto e sem pão. Olhámos para os missionários, leigos ou consagrados, que vão pelo mundo, para que ele seja mais justo, mais igual. Fizemolo com cartazes espalhados pelos corredores, nas Aulas de Formação Humana e ainda através das aulas de Educação Moral e Religiosa Católica. 13

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De destacar a educação feita por todos os Professores e Diretores de Turma que se empenharam para que os nossos alunos abram os seus olhos para o mundo e façam tudo o que podem fazer para que ele seja mais justo e melhor. Terminou esta semana com uma oração com todos os alunos, Irmãs, Professores e outros colaboradores, na Capela, onde foi encenada uma parte dessa oração, para que se tornassem mais visíveis as muitas crianças que passam fome e outras agressões e por isso não têm vez nem voz. Terminou com a leitura de um extrato do capítulo 25 de São Mateus, dialogada entre o Diretor de Turma e os seus alunos. Foi uma oração cheia de sentido, que deixou os alunos a refletir sobre o que viram e ouviram e a pensar como são afortunados por não passarem por estas dificuldades; por essa razão, fomos todos enviados para, como voluntários, podermos olhar a Comunidade que nos rodeia e fazermos alguma coisa, sobretudo com as crianças que têm mais dificuldades, para que possam viver mais felizes. Acrescentámos ainda, nesta oração, as pessoas vítimas dos incêndios. Na capela repleta de alunos, que ficaram em intenso silêncio, rezámos a pensar em tantas pessoas que tiveram dificuldade em fugir do “inferno” em que se viram envolvidas e naquelas que perderam a vida nas chamas. De destacar que na véspera, à tardinha, enviámos um email para os pais, a pedir que partilhassem um pouco dos seus haveres, para, em conjunto, partirmos ao encontro daqueles que ficaram sem nada. Rapidamente se encheu a sala dos professores com tantos bens que nos comoveu. Por tudo agradecemos ao nosso” bom Deus”, porque nos dá mãos que se estendem a favor dos outros. Feira do Livro No Colégio da Imaculada Conceição A feira do livro no Colégio, decorreu entre os dias 17 a 20 de outubro. Teve como finalidade incentivar os alunos à leitura, a saber como escolher um livro, e a partilhar a sua leitura e reflexão com os colegas, os Pais/Encarregados de Educação, os amigos dentro e fora do Colégio. Esta atividade esteve a cargo do departamento de humanidades, que muito bem a soube dinamizar, com as visitas guiadas à feira e a organização de um dia que será inesquecível para pais e filhos. O dia 20, sexta-feira, entre as 20.30h e as 22.00h, viveu-se “uma aventura no Colégio da Imaculada Conceição”. Os Pais foram convidados para uma tertúlia, em que cada um se inscrevia previamente, e falaria sobre três livros que o tivessem marcado na vida e porquê. Este diálogo foi iniciado pela Ir. Maria da Conceição F. Pinto e a professora Marta responsável por este momento. Houve várias pessoas inscritas que falaram com muita simplicidade sobre “os livros da sua vida”, como alguém disse. Foi muito interessante, escutar as razões pelas quais esses livros os marcaram e os ajudaram em algum momento da sua vida. Enquanto os pais estavam nesta atividade, os alunos do 1º e 2º Ciclo foram convidados e previamente inscritos para “uma aventura no Colégio”. A aventura começou já em casa. Os alunos entraram no Colégio de pijama, chinelos e caneca na mão. Esperava-os uma grande surpresa: verem representados, em vários locais escolhidos pelos professores, quatro contos tradicionais. Foram representados pelos alunos do 8º ano: o Capuchinho Vermelho, a Cinderela, a Bela adormecida e a Princesa Ervilha. O objetivo era incentivar os alunos à leitura, e dizer aos pais que é muito importante reservar um tempo para os seus filhos no sossego do lar. Foi um momento de encantar, todos sentados tranquilos, como quem se prepara para dormir. Terminou este tempo com pais e filhos a escutarem canções de ninar, cantadas pela Professora Margarida Santos, Diretora Pedagógica, acompanhada à viola pelo Professor Carlos Jorge. 14

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De seguida serviu-se um chá aos adultos e um leite com chocolate aos pequeninos. Todos saíram felizes por terem realizado esta aventura. Dia do Colégio da Imaculada Conceição - 27 de outubro Há neste dia uma Eucaristia em que se celebra a vida do Colégio, e são já 93 anos, muita vida a agradecer. Na capela repleta de alunos, Irmãs, Pais/Encarregados de Educação e todos os colaboradores, agradecíamos tanta vida doada, muitas vezes no sacrifício e nas alegrias de quem por cá passa. Presidiu à celebração o Monsenhor Sílvio que, pegando na figura da orquestra e do maestro, relacionouas com a vida do Colégio que precisa de ser afinada continuamente e orientada, para que não seja dissonante e mostre a beleza de uma vida escolar vivida com a colaboração de todos, tendo sempre Jesus Cristo bem no centro, a orientar todos os compassos. No fim, foi a tomada de posse dos diretores de Turma e dos Delegados e subdelegados, cujo lema é: “Quem quiser ser líder deve ser servidor” Jesus Cristo… se quiseres liderar deves servir. Dentro deste espírito, dois alunos leram o compromisso que todos assinaram. Foi uma celebração cheia de sentido, onde todos participaram, cantaram, rezaram agradeceram e entregaram mais um novo ano de vida que se inicia no nosso Colégio. Figueira da Foz - Casa de Nossa Senhora do Rosário No primeiro dia deste ano em Comunidade, fomos à Missa da Paróquia, e no fim tivemos oportunidade de conhecer o nosso Pároco, João Veríssimo, e de o cumprimentar. A Irmã Orlanda apresentou cada uma de nós. O nosso almoço foi introduzido pelo poema “Tudo por amor”, a partir do qual fizemos uma oração. Recebemos um Anjo com um coração. E partilhámos os nossos sentimentos… Após o almoço e um pouco de descanso, fomos visitar uma Senhora vizinha acamada. A Irmã Orlanda deu-lhe a Comunhão, e aí estivemos algum tempo conversando com ela. Em seguida visitámos vários recantos da Serra da Boa Viagem que tem um lindo panorama, e, depois, passámos pela praia onde a luz irradiava uma tal beleza que nos elevou até DEUS, até ao “nosso Bom Deus” como dizia Santa Paula, que nos proporcionou um belo dia e a doçura do seu amor. 15

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