História dos Inventos Científicos e Atenção à Diversidade.

 
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História da Ciência e Atenção à Diversidade.

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HISTÓRIA DOS INVENTOS CIENTÍFICOS E ATENÇÃO À DIVERSIDADE Rosana Maria da Penha Giurizatto Mestre em Educação Universidade de Jaén- Espanha. 1. INTRODUÇÃO A sociedade é diversa e heterogênea, partindo deste pressuposto a homogeneização nos processos de ensino e aprendizagem- envolvendo alunos, materiais, objetivos, conteúdos, avaliações ou métodos didáticos deverá ser substituída pela promoção da heterogeneidade. Segundo a declaração de Salamanca (1994, p.11): “O princípio orientador deste Enquadramento da Ação consiste em afirmar que as escolas devem ajustar-se a todas as crianças, independentemente das suas condições físicas, intelectuais, linguísticas ou outras. Neste conceito, terão de ser incluídas crianças com deficiências ou superdotadas, criança de rua ou crianças que trabalham, crianças de populações remotas ou Nômades, crianças de minorias linguísticas, étnicas ou culturais, e crianças de áreas ou grupos desfavorecidos ou marginalizados” Desta maneira é possível identificar a integração enquanto fator principal do panorama educativo, contrariando a ideia de que é o aluno quem deve adaptarse à escola e à sociedade (Echeita e Sandoval, 2002). O centro escolar visto nesta perspectiva direciona as suas ações no sentido de adequar os processos didáticos aos processos de ensino e ao ritmo, capacidades, possibilidades, características e interesses dos alunos, não desvinculando estas ações do processo interativo e socializador no qual estamos todos imersos. Belmont e Vérillon (2003) afirmam que a escola tem o papel de conscientizar e refletir sobre a atenção atribuída à diversidade, objetivando contribuir para o êxito de cada aluno.

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A integração propiciou um avanço significativo ao panorama de educação especial, rejeitando o isolamento e a segregação dos alunos com deficiências. No entanto é preciso prosseguir com os avanços nesta área, o que pode ser alcançado através de alguns aperfeiçoamentos nas condições e aspectos relacionados aos processos educativos. Neste contexto, aparecem inúmeras iniciativas, tais como “escola abrangente”, “integração total”, “unificação de sistemas” León Guerrero (1998, p.49). Em conformidade com os dizeres de Casanova (2011, p.70), O modelo de educação inclusiva é o mais apropriado em uma sociedade democrática que, em princípio, assume as diferenças e faz uma avaliação destas, as quais são consideradas dentro de um determinado grupo de pessoas, e desta maneira pretende possibilitar a cada indivíduo singularizar as suas respectivas características peculiares, proporcionando a todos as mesmas oportunidades de educação, formação e desenvolvimento. A inclusão é uma questão “que se move no terreno das concepções básicas e das atitudes ou disposições, diante de uma resposta educativa esperada pela diversidade, e não só no terreno das ações determinadas e concretas” diz Sánchez Palomino e Lázaro (2011, p.90). A concepção de escola é entendida enquanto verdadeira comunidade de aprendizagem, cujas ações são direcionadas à valorização da aceitação, da comunidade, das relações pessoais e das contribuições, dos professores e dos pais inseridos neste grupo. 2. A HISTÓRIA DOS INVENTOS CIENTÍFICOS E AS RELAÇÕES COM A ATENÇÃO À DIVERSIDADE Primeiramente vamos situar aquelas características consideradas necessárias em uma educação que pretenda atender à diversidade. Muñoz e Maruny (1993) indicam as seguintes características: 1. Consideração dos objetivos enquanto indicativos de referência, com tendência à realização de capacidades e não como componentes de um programa fechado.

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2. Articular os conteúdos curriculares em volta de centros de interesses e atividades, que tenham sentido e sejam motivadoras para o aluno. 3. Possibilitar a participação efetiva dos alunos no processo de tomada de decisões relacionadas aos conteúdos, às atividades, às normas de trabalho e aos estilos de aprendizagem. 4. Desenvolver atividades de autoavaliação que facilitem a avaliação dos progressos e óbices, incluindo a avaliação da prática docente. 5. Constituir mecanismos que possibilitarão o acompanhamento do processo de aprendizagem, através das equipes docentes. 6. Planejar uma estrutura organizativa flexível em sal ade aula e no ciclo, que possa favorecer as relações de comunicação e que incluam diferentes modalidades de trabalho (individual e cooperativo). 7. Elaborar materiais didáticos multimídia, que utilizem diferentes linguagens e diferentes suportes de comunicação. 8. Articular os recursos do centro educativo ao do ambiente com a programação didática a ser desenvolvida. 9. Flexibilizar a organização do espaço e do tempo de aprendizagem previsto par a adequar ritmos, necessidades e motivações reais não exclusiva do grupo, mas também dos alunos considerados individualmente. Os estudos produzidos pela História permitem o entendimento de que a ciência é parte integrante de nosso cotidiano. A linguagem, os conhecimentos necessários à própria subsistência, a escolha do tipo de alimentação ou remédios que iremos consumir são conceitos que surgem a partir das descobertas científicas. O conhecimento científico surge como resultado da lógica da invenção, objetivando a solução de problemas teóricos e práticos. Observemos o exemplo de Galileu, relacionado ao uso do telescópio como instrumento cuja função não é a de simplesmente aproximar objetos distantes, mas de corrigir as distorções de nossos olhos e preservar a imagem real das coisas. Em nossa atualidade os instrumentos técnico-tecnológicos vão além da correção de nossa percepção, pois substituem ações humanas tais como fazer cálculos, processar alimentos, etc. Evidentemente, são conhecimentos científicos que permitem a construção desses instrumentos, dando-lhes

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capacidades que cada um de nós, enquanto indivíduo, talvez não tenha ou pode vir a perder com o passar dos anos. Se antes o saber era contemplativo, ou seja, voltado para a compreensão desinteressada da realidade, o novo homem busca o saber ativo, o conhecimento capaz de atuar sobre o mundo, transformando-o. É possível constatar que o aumento significativo da utilização das invenções científicas na rotina diária, seja no trabalho, na escola ou em casa, visando suprir capacidades físicas, promove uma maior integração do cidadão à sociedade através do uso adequado da tecnologia. 3. CONCLUSÃO Diante das exposições de ideias podemos, então, concluir que a tecnologia moderna é resultado da ciência aplicada. Observamos que quando o professor ao ensinar as disciplinas constantes na grade curricular utiliza relatos da história de como surgiram os inventos ele facilita a inclusão dos alunos com deficiência, principalmente porque estes relatos podem ser disponibilizados através de recursos tecnológicos próprios aos estudantes com deficiência e sua própria natureza exploratória de origens e suas relações com a atualidade constituem em valioso conteúdo didático, motivador do processo de ensino e aprendizagem. A utilização da exploração do meio em que vive o aluno, como forma de contextualização dos conteúdos disciplinares, proporciona uma ferramenta a mais para o enfrentamento das dificuldades encontradas pelos que tem deficiências no meio escolar, porque possibilita a exploração do próprio contexto social na elaboração de atividades escolares incluindo àquelas em atenção à diversidade. E ao mesmo tempo contribui para aplicação de um currículo escolar que possa contemplar as necessidades especificas de cada aluno, sem que para isso seja necessário o isolamento ou marginalização, em vez disso são adotadas práticas pedagógicas inclusivas que proporcionem aprendizagens funcionais incentivadoras da autonomia do aluno e que ao mesmo tempo possam favorecer a integração, através de atividades cooperativas. Estas conotações propõem um pensar reflexivo sobre o modelo de formação direcionado ao desenvolvimento profissional dos professores,

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principalmente fundamentado nas mudanças de currículo voltadas para o atendimento à diversidade dos alunos. Parrilla (1992) denomina várias contribuições, como: - A relação entre as pessoas que colaboram neste modelo formativo deve ser baseada na igualdade, sem a interposição de relações hierárquicas. - O eixo nuclear desta formação deve delimitar-se em função das responsabilidades e dos livres compromissos. - Todos os participantes devem ser convertidos em sujeitos ativos do processo colaborativo. - Através da colaboração, é necessário que se assuma a relevância, a pertinência, a idoneidade do conhecimento dos professores, para buscar soluções compartilhadas aos problemas que surgem na escola. Este conjunto de ações tem o objetivo de capacitar o docente para a inovação através da pesquisa voltada ao encontro de respostas adequadas às demandas e necessidades dos alunos, suas próprias necessidades profissionais e às necessidades da escola como instituição aberta à inovação e à mudança. Onde dentre os demais papéis desempenhados pelo professor seja possível observar em sua prática o objetivo de ensinar a pensar e ensinar a aprender: o professor deve dominar a delimitação entre conteúdos conceituais, procedimentais e aqueles relacionados ao desenvolvimento de atitudes, os quais deverão ser integrados na programação de aula de forma eqüitativa e dinâmica, de maneira a favorecer o desenvolvimento das competências: cognitivas, metacognitivas, sociais e afetivas. Trata-se de entender o centro escolar como verdadeira comunidade de aprendizagem, onde é fundamental a construção de uma escola transmissora de educação inclusiva que resulte na promoção da educação e formação de qualidade para todos os jovens, favorecendo a conquista de um futuro melhor.

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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA Arnáiz, P. La Escuelas Son Para Todos. Siglo Cero, 27(2), 25-34. Casanova, M. A. Educación inclusiva: um modelo de futuro. Madrid, 2011. DECLARAÇÃO DE SALAMANCA. Sobre Princípios, Políticas e Práticas na Área das Necessidades EducativasEspeciais. http://portal.mec.gov.br Echeita, G. e SANDOVAL, M. Educación Inclusiva o educación sin exclusiones. Revista de Educación, 2002. León Guerrero, Mª J. De la integración escolar a la escuela inclusiva o escuela para todos. Bases psicopedagógicas de la educación especial. Madrid: Pirámide.1998. Muñoz e Maruny http://educespecialtigrepsicopedagogia.blogspot.com.br/ 1993. Acessado em 25/01/2013. Parrilla, M.A. (1992). El profesor ante la integración escolar: «investigación y formación ». Madrid: Cincel. Portal do Professor. http://portaldoprofessor.mec.gov.br/index.html acessado em 20.12.2012.

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