Revista Nossos Passos Novembro

 

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Revista Nossos Passos Novembro

Popular Pages


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Paróquia São Francisco de Paula - Ordem dos Mínimos Praça Euvaldo Lodi, s/n - Barra da Tijuca - Cep.: 22640.010 - Tel.: 21 2493 - 8973 www.paroquiasfp-mínimos.org.br Arquidiocese do Rio de Janeiro - Vicariato de Jacarepaguá - 1ª Região Pastoral MATÉRIA DE CAPA: SANTIDADE “SANTOS SEREIS, PORQUE EU, O SENHOR, VOSSO DEUS, SOU SANTO” (LV 19, 2). Ano XIII - 220 Novembro / 2017

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Ed. Novembro / 17 Diretor: Frei Evelio de Jesús Muñoz evelioscor@yahoo.com Conselheiros: Maria P. Moreno Vásquez Gilberto Rezende Haroldo da Costa S. Conselho de Marketing: Armênio Soares Maria Vitória Oliveira revistanossospassos@gmail.com Jornalista Responsável: Maria Vitória Oliveira ESPM: 8101/87 AIRJ: 10059-82 Diagramação e Artes Agência RHercos Tel.: 21 3576-5580 rhercos@rhercos.com.br www.rhercos.com.br Tiragem e Periodicidade: 2000 Exemplares Mensal Expediente da Secretaria: De segunda a sexta-feira das 9h às 18h Telefones: Secretaria - 2493-8973 e 2486-0917 Ambulatório - 2491-8509 DISTRIBUIÇÃO GRATUITA NOS PONTOS DIRIGIDOS. VENDA PROIBIDA. A Revista Nossos Passos é uma publicação da Paróquia São Francisco da Paula e respeita a liberdade de expressão. As matérias, reportagens e artigos e anúncios são de total responsabilidade de seus signatários. Siga a Paróquia São Francisco de Paula nas redes sociais: Instagram: @paróquiasaofranciscodepaula Facebook: /paroquiasaofranciscodepaulabarradatijuca www.paroquiasfp-minimos.org.br E-mail: sfpcharitas@gmail.com CLASSIFICADOS SAÚDE OPINIÃO AVISOS PASTORAIS NOSSA CAMINHADA MATÉRIA DE CAPA SUMÁRIO SANTIDADE P. 06 PAPA FRANCISCO CANONIZOU OS PRIMEIROS MÁRTIRES BRASILEIROS P. 08 EXPOSIÇÃO BÍBLICA P. 10 A MÃE APARECIDA DO BRASIL P. 12 PASTORAL DO DÍZIMO P. 13 NÚCLEO JOVEM P. 16 PASTORAL COM MULHERES MARGINALIZADAS P. 17 AVISOS PAROQUIAIS P. 18 ABORTO E VIDA P. 19 COLUNA BATE PAPO - COM DIÁCONO VICENTE P. 20 A MISSÃO DE APRENDER P. 21 O TRANSTORNO DO PÂNICO P. 22 DEPRESSÃO: PROCURE TRATAMENTO P. 24 CLASSIFICADOS NOSSOS PASSOS P. 26

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04 NOVEMBRO / 17 EDITORIAL Nota de repúdio dos bispos do Regional CNBB NE1-Ceará diante do escárnio público contra os símbolos sagrados. EXPEDIENTE PAROQUIAL Nós, bispos do Regional CNBB NE1-Ceará, reunidos em Conselho Episcopal Regional, manifestamos a nossa indignação e repúdio diante do escárnio público contra os nossos símbolos mais sagrados (Crucifixo, hóstia, imagem da Padroeira do Brasil) e contra valores fundamentais da vida humana. Ataques violentos e explícitos à família e à religião cristã têm sido feitos através de espetáculos de péssima qualidade que visam à apologia de práticas de sexualidade pervertida e anormal. A Igreja não prega nem defende discriminação ou preconceito de qualquer natureza. Mas, comprometida com a verdade, defende e promove os valores humanos e cristãos, cumprindo assim, as exigências do Evangelho de Cristo. Seríamos ingênuos ao pensar que esses últimos episódios (Exposição Queermuseu no Santander Cultural em Porto Alegre – RS, o artista nu que rala a imagem de Nossa Senhora Aparecida durante ‘perfomance’, em Brasília), dada à sua natureza e à evidência dos seus objetivos, não são apenas verdadeiros crimes de vilipêndio, o que já seria muito grave, pois o próprio Código penal os tipifica assim (Artigo 208). Trata-se de um verdadeiro projeto estrutural, profundo e nefasto, de desmonte dos nossos mais preciosos valores humanos e cristãos, através da banalização do matrimônio, da ideologia de gênero, da legalização do aborto, da liberação das drogas, da relativização dos valores morais nascidos do Evangelho e ensinados pelo Magistério da Igreja. Por isso, denunciamos e repudiamos: O “ataque explícito” aos valores humanos e cristãos da imensa maioria do povo brasileiro. Pois em nome de uma “liberdade” de imprensa, cultural, intelectual, artística impõe o desejo de uma minoria a toda uma coletividade. O incentivo, patrocínio, promoção e “doutrinação” em massa, realizada diuturnamente em novelas, programas de “entretenimento” e da imposição ilegal, por órgãos governamentais e organizações não-governamentais, muitas destas de âmbito internacional; A colonização ideológica, como alerta o Santo Padre, o papa Francisco: “Na Europa, nos Estados Unidos, na América Latina, na Africa, em alguns países da Ásia, existem verdadeiras colonizações ideológicas. E uma delas – digo-a claramente por nome e sobrenome” – é a ideologia de gênero (gender). Hoje às crianças às crianças -, na escola, ensina-se isto. O sexo, cada um pode escolhê-lo. E por que ensinam isto? Porque os livros são os das pessoas e instituições que lhes dão dinheiro”(Discurso aos Bispos da Polônia, 27.08.2015). Portanto, convocamos todos os cristãos e pessoas de boa vontade a resistirem e protestarem contra todas as formas de destruição dos valores cristãos e da família, fazendo chegar a expressão do seu repúdio e indignação aos patrocinadores de tais campanhas e aos meios de comunicação que as veiculam. Acreditamos numa sociedade justa e fraterna, possível apenas no compromisso com a vida, e vida em plenitude (Jo 10,10). Que Deus nos fortaleça nessa árdua tarefa e a Querida Mãe Aparecida continue a interceder por todos nós. Fortaleza, 18 de outubro de 2017 Pároco: Frei Evelio de Jesús Muñoz Padres: Frei Zezinho - Vigário (Pe. José Antônio de Lima) Frei Dino (Pe. Costantino Mandarino) Igreja Santa Teresinha Praça Desembargador Araújo Jorge, s/nº Largo da Barra Capela São Pedro - Ilha da Gigóia Rua Dr. Sebastião de Aquino, nº 90 A HORÁRIOS DAS MISSAS • Paróquia São Francisco de Paula: De segunda a sexta-feira: 7h30m e 19h. Sábado: 17h (crianças) e 19h. Domingo: 7h30m; 10h; 18h e 20h (jovens). • Barramares: quarto domingo do mês, às 17h. • Capela São Pedro (Ilha da Gigóia): Domingo, às 9h. • Santa Teresinha: Domingo às 19:30h GRUPOS DE ORAÇÃO • Paróquia São Francisco de Paula: Quarta-feira, às 15h; quinta-feira, às 20h. TERÇO DOS HOMENS • Santa Teresinha: Toda terça-feira do mês, às 20h. ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO • Paróquia São Francisco de Paula: Quinta-feira, o dia todo. • Santa Teresinha: Primeira quinta-feira do mês, às 20h. NA PARÓQUIA • Confissões: De terça a sexta-feira, das 9 às 11h e das 15h às 17h; Domingo, antes das missas. • Hora Santa Vocacional: Primeira sexta-feira do mês, às 17h30m. • Inscrições para batizados: Segunda-feira, das 18h30m às 19h30m; quinta-feira, das 15 às 17h. • Ambulatório Médico: De seg a sexta-feira, das 8 às 12h e das 13 às 17h. • Assistência Jurídica: Quarta-feira, às 15h. • Assistência Psicológica: Quarta-feira, das 9 às 11h. • Mediação Comunitária: Terças e sextas-feiras das 9h às 12h e das 14h às 20h.

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NOSSA SENHORA DOS MILAGRES PADROEIRA DA ORDEM DOS MÍNIMOS ROGAI PELOS FIÉIS DA PARÓQUIA SÃO FRANCISCO DE PAULA E POR TODAS AS VOCAÇÕES À VIDA RELIGIOSA E SACERDOTAL.

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06 NOVEMBRO / 17 SANTIDADE “SANTOS SEREIS, PORQUE EU, O SENHOR, VOSSO DEUS, SOU SANTO” (LV 19, 2). Santidade - É o que precisamos. Separado, dedicado a propósitos sagrados, separado para objetivos sagrados, assim a significação da palavra, assim o Senhor nos quer. Deus nos quer santos. Somos, sim, chamados a ser santos (1 Cor 1, 2), separados tanto por vocação, quanto por pertencermos a Ele, e devemos progressivamente crescer em santidade. “Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade”, assentou o Concílio Vaticano II (Lumem Gentium, 40). Santidade é a meta comum que é posta aos discípulos de Cristo. É o elemento essencial da vida do cristão. Uma exigência para cada cristão. “Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5, 48). A Igreja não se cansa de repetir e inculcar este ensinamento do Senhor: “Ninguém creia que... (a santidade) seja para poucos homens escolhidos dentre muitos... Absolutamente todos... sem exceção alguma, estão compreendidos nesta lei” (Pio XI, AAS, 1923, 5, Intimidade Divina, Gabriel de Sta. Mª. Madalena, OCD, p. 26). Todavia, o cristão, quando se dispõe, pela graça de Deus, a trilhar um caminho de santidade, deve contar com a vinda de aves de rapina sobre sua vida tal como aconteceu com Abraão (então, ainda, Abrão), no relato de Gênesis 16. A vinda ameaçadora de aves de rapina não deve ser para o cristão causa de qualquer estranheza já que a busca da santidade, que tem em mira a união com Deus, é um combate espiritual. (C.Ig.C., 2.725). Ora, cabe a cada um, com a graça de Deus, agir tal como o patriarca agiu então: “Abrão as expulsou.” Certo é que o Tentador tudo fará para desviar o cristão da união sempre mais íntima com seu Deus e assim frustrar qualquer caminho à santidade. O Apóstolo das Gentes afirmava que “é preciso passar por muitas tribulações para entrar no Reino de Deus. (At 14, 22). Thomas Merton, monge trapista, há quase meio século atrás (falecido em 1963), anotava que “a santidade do cristão na época em que vivemos significa mais do que nunca a conscientização de nossa comum responsabilidade em cooperar com os misteriosos desígnios de Deus em relação à raça humana.(Vida e Santidade, 1965, p. 18/19). E isto porque, escrevia ele, “a santidade não é, e nunca foi, mera evasão da responsabilidade e da participação na obra fundamental do homem, que é viver baseado na justiça e de maneira produtiva, em comunidade com seus irmãos, os outros homens.” Não basta falar de santidade, é necessário vivê-la. Ser santo não é nem sugestão, nem também uma evasão da responsabilidade, mas um imperativo para o filho de Deus: “Assim como é santo aquele que os chamou, tornaivos também vós santos em todo o vosso comportamento (1 Pd 1, 15). As vezes, parece distante a possibilidade de viverse tal cooperação com os misteriosos desígnios de Deus, em um mundo em que é manifesto o esfacelamento psicológico e espiritual do homem pós-moderno, em uma sociedade que já se denomina pós-cristã! Mas, não existe santidade sem renúncia e sem combate espiritual (CIgC, 2015). Não obstante, todos somos chamados a procurar a santidade e a perfeição do próprio estado (LG, 42), “porquanto, é esta a vontade de Deus; a vossa santificação” (1 Tes 4, 3).

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NOSSOS PASSOS 07 Mesmo em uma cultura (e, principalmente, nela), que assiste a uma profunda mudança de mentalidade, cada vez mais alheia aos valores e às referências cristãs, urge viver-se a santidade. Em um trecho de seu diário, Etty Hillsum, jovem judia holandesa, morta no campo de concentração de Auschwitz, na Polônia – uma vida interrompida em novembro de 1943 -, vivendo toda a tragédia do holocausto, escreveu que havia um poço dentro dela, e afirmava: “Deus está naquele poço. Às vezes, eu posso alcançá-lo, mas pedra e areia o cobrem. Então, Deus está sepultado, é preciso desenterrá-lo de novo.” A jovem judia, em meio àquela grande tragédia, em que viu serem assassinados seus pais, seu irmão e centenas de judeus, foi capaz de afirmar: “Vivo constantemente em intimidade com Deus.”. Nos dias atuais, pedras e areias do pós-modernismo, APRESENTAÇÃO Tudo bem? Sou María Pía, peruana que vive em Rio de Janeiro há 5 anos. Estou casada há 3 anos e há 2 que voltei de verdade a nossa Igreja. Como jovem, me deixei levar pelo mundo e descuidei minha Fé. Sempre me considerei católica. Sou batizada, fiz a crisma, desde que me lembro vou na missa nos Domingos, me confessava ás vezes, etc. Na verdade, era uma católica “mais ou menos”. Aos poucos comecei a me encher de perguntas sobre a minha Fé e resolvi fazer uma coisa que não tinha feito antes: fui atrás das respostas. Sendo parte de um mundo tecnológico e acostumada a usar a internet por meu trabalho, comecei a procurar respostas verdadeiras á minhas dúvidas. Encontrei as respostas a cada uma delas. E aconteceu algo que me não tinha previsto: fiquei com fome de saber mais. De aprofundar mais. Estava apaixonada pela minha fé. Agora de verdade, com sustento, com espiritualidade real. cobrem a imagem de Deus, impedem nossa intimidade com Ele. É preciso desenterrá-la! Tal como Isaac tirou entulhos, pedras e areia, com que os filisteus haviam entupido os poços antes cavados por seu pai, Abraão, e encontrando até, águas nascentes (Gn 26, 17-19), também nós, hoje, devemos descobrir a face de Deus, perseguindo e testemunhando, em Sua Graça, os caminhos de santidade. “Nunca esqueçamos - escreveu o beato Columba Marmión - esta grande verdade da vida espiritual: para o cristão, tudo se reduz a unir-se pela fé e pelo amor, a Cristo Jesus, para O imitar, Ele o ideal de toda a santidade.” >> Diacono Jozé Alberto Marinho Grande parte desta re-conversão foi graças a informação bem presentada, a boa comunicação que achei em sites católicos voltados especialmente para jovens, a programas de T.V. católicos que voltei a minha Igreja. E não só isso: voltei com vontade de fazer mais, de evangelizar no que eu puder; porque isto que havia achado era bom demais para que fique em segredo. Talvez você esteja passando pelo que a María Pía que há 2 anos passou. Por isso, espero que você encontre neste segmento algumas respostas ou te faça ficar mais curioso em aprender sobre nossa Fé. Acredito que com boa comunicação se consegue entender a verdade mais bela que temos no mundo: o amor de Deus. Eu voltei a amar a minha Igreja graças a webs católicas, espero que estas páginas te façam ficar mais curioso e também voltes e sejas membro ativo de nossa Igreja. Um abraço, >>María Pía Moreno

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08 NOSSA CAMINHADA NOVEMBRO / 17 PAPA FRANCISCO CANONIZOU OS PRIMEIROS MÁRTIRES BRASILEIROS NO DOMINGO 15 OUTUBRO 2017 A Igreja católica está em festa pelos 35 novos Santos que o Papa Francisco elevou á gloria dos altares. Destes, trinta são mártires Brasileiros: os sacerdotes André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro e o leigo Mateus Moreira, além de outras 27 pessoas. Os ‘protomártires do Brasil’ foram assassinados entre julho e outubro de 1645 por soldados holandeses calvinistas nos chamados Massacres de Cunhaú e Uruaçu, as atuais cidades de Canguaretama e São Gonçalo do Amarante, ambas no Rio Grande do Norte. Na homilia da canonização, o Papa Francisco faz um chamado a viver a dimensão do amor. Porque se o amor se perde, toda a vida cristã , torna-se estéril, tornase um corpo sem alma, um conjunto de princípios e leis a serem respeitadas sem um porquê. Refletindo sobre o evangelho desse domingo o Papa Francisco explica que o

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NOSSOS PASSOS 09 protagonista da festa de núpcias é o filho do rei. E apesar de que não se fala de noiva, se fala de tantos convidados para a festa. “Tais convidados somos nós, todos nós, porque o Senhor deseja «celebrar as bodas» com cada um de nós. As núpcias inauguram uma comunhão total de vida: é o que Deus deseja ter com cada um de nós. Por isso o nosso relacionamento com Ele não se pode limitar ao dos devotados súditos com o rei, ao dos servos fiéis com o patrão ou ao dos alunos diligentes com o mestre, mas é, antes de tudo, o relacionamento da noiva amada com o noivo”. Em outras palavras – explica Francisco – o Senhor “não se contenta com o nosso bom cumprimento dos deveres e a observância das leis, mas quer uma verdadeira comunhão de vida conosco, uma relação feita de diálogo, confiança e amor”: “Esta é a vida cristã, uma história de amor com Deus, na qual quem toma gratuitamente a iniciativa é o Senhor e nenhum de nós pode gloriar-se de ter a exclusividade do convite: ninguém é privilegiado relativamente aos outros, mas cada um é privilegiado diante de Deus. Deste amor gratuito, terno e privilegiado, nasce e renasce incessantemente a vida cristã”. O Papa alerta para o perigo “de uma vida cristã rotineira, onde nos contentamos com a «normalidade», sem zelo nem entusiasmo e com a memória curta”. Neste sentido, somos chamados a reavivar a memória do primeiro amor: “somos os amados, os convidados para as núpcias, e a nossa vida é um dom, sendo-nos dada em cada dia a magnífica oportunidade de responder ao convite”. E ainda, “Deus é o oposto do egoísmo, da autorreferencialidade”, pois diante de nossas contínuas recusas e fechamentos, “não adia a festa. Não se resigna, mas continua a convidar”: “Vendo os «nãos», não fecha a porta, mas inclui ainda mais. Às injustiças sofridas, Deus responde com um amor maior. Nós muitas vezes, quando somos feridos por injustiças e recusas, incubamos ressentimento e rancor. Ao contrário Deus, ao mesmo tempo que sofre com os nossos «nãos», continua a relançar, prossegue na preparação do bem mesmo para quem faz o mal. Porque assim faz o amor; porque só assim se vence o mal”. Hoje – portanto – “este Deus que não perde jamais a esperança, nos compromete a fazer como ele, a viver segundo o amor verdadeiro, a superar a resignação e os caprichos de nosso “eu” suscetível e preguiçoso”. O Papa destaca outro aspecto do Evangelho do dia: “as vestes dos convidados, que são indispensáveis”. Ou seja, não basta responder ao convite dizendo sim e basta, “mas é preciso vestir” “o hábito do amor vivido cada dia”, porque “não se pode dizer “Senhor, Senhor”, sem viver e praticar a vontade de Deus. Precisamos nos revestir a cada dia do seu amor, de renovar a cada dia a opção de Deus”: “Os Santos canonizados hoje, sobretudo os numerosos Mártires, indicam-nos esta estrada. Eles não disseram «sim» ao amor com palavras e por um certo tempo, mas com a vida e até ao fim. O seu hábito diário foi o amor de Jesus, aquele amor louco que nos amou até ao fim, que deixou o seu perdão e as suas vestes a quem O crucificava. Também nós recebemos no Batismo a veste branca, o vestido nupcial para Deus.” Neste tempo difícil para o Brasil e para a Igreja católica, agradeçamos a Deus, pelo testemunho destes Santos e Santas que deram a sua vida por causa de Cristo. Peçamos que pela intercessão deles, os governantes e todos aqueles que tem poder sobre os cidadãos brasileiros, convertam o coração a Jesus, e se convertam em testemunhas de Cristo no mundo. >>Augusto Guimaraes

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EXPOSIÇÃO BÍBLICA 30/09/2017 “...A JESUS POR MARIA” Catequese infantil e Crisma prepararam a XIX ª Exposição Bíblica expondo seus trabalhos homenageando o Ano Mariano, destacando momentos da vida de Maria, que seguindo seu exemplo, passamos a vivenciálos. Tivemos um cantinho para pré catequese onde as crianças aprenderam novas histórias e puderam acompanha-las desenhando. O primeiro ano teve sua participação também no teatro. Houve sorteios para alegrar a criançada. A cantina funcionou aos cuidados de Rosali e Terezinha. Agradecemos a todos os catequistas que se empenharam para que tudo fosse realizado. Que Maria possa nos servir de exemplo a caminho do Pai. >>Maria Tereza Hungria

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12 NOVEMBRO / 17 A MÃE APARECIDA, MÃE DO BRASIL Neste ano de 2017 se comemora o Jubileu de 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida. Em 16 de julho de 1930, o papa Pio XI proclamou Maria com o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Rainha do Brasil. Em 1980, o Papa João Paulo II declarou que o dia 12 de outubro seria também o dia da consagração do Santuário Nacional de Aparecida. O encontro da imagem da Virgem Imaculada Conceição Aparecida ocorreu em 1717. Quando foi encontrada, o Brasil vivia no período das Capitanias Hereditárias. Distintamente de todas as outras aparições, a que ocorreu em nosso país é bastante peculiar. Aqui a Virgem Mãe não apareceu como fora em Guadalupe ou em Fátima. No Brasil ela foi encontrada. Diferente de outras aparições, ela não disse palavra alguma. A imagem encontrada no Rio Paraíba do Sul por pescadores estava quebrada, tendo a cabeça separada do corpo. Por estar no fundo das águas e coberta pelo lodo, a imagem ficou negra. Certo dia, em uma comitiva pela região, o governador da Capitania de São Paulo e Minas passava pelo vilarejo de Guaratinguetá, no Vale do Rio Paraíba. A população querendo agradar as autoridades resolveu fazer uma festa para receber a comitiva. Era comum naquele período do ano, em outubro, não haver peixes no rio. Sabendo disso, os habitantes do vilarejo convocaram três pescadores experientes: Domingos García, João Alves e Felipe Pedroso. Apesar dos esforços desses homens, nenhum peixe vinha na rede. Temendo desapontar o povo e as autoridades da Capitania, os pescadores se puseram a rezar para a Virgem Mãe de Deus. Tal como no episódio da pesca milagrosa, descrita por Lucas em seu Evangelho (Lc 5, 1-11.), os pescadores lançaram novamente a rede e encontraram nela o corpo da imagem da Virgem e, após uma nova tentativa, a cabeça que se encaixou no corpo encontrado anteriormente. Surpresos com o encontro, os pescadores lançaram a rede logo a seguir e milagrosamente encontraram tantos peixes que mal podiam carrega-los no barco. Foi a partir desse episódio que a devoção à Virgem Aparecida se espalhou pela região e depois por todo o Brasil. De lá para cá muitos milagres aconteceram: o conhecido milagre das velas que se acenderam para iluminar o lugar de oração dos fiéis, a libertação do escravo Zacarias, a conversão do ateu que queria adentrar a igreja com um cavalo, a cura da menina cega que voltou a enxergar quando passava em frente à Basílica, o garoto que foi salvo das correntezas do Rio Paraíba do Sul após a oração de seu pai e o episódio do caçador que, encurralado por uma onça, rogou à Virgem e foi salvo. A estes milagres tão conhecidos se juntam outros, os de nossas realidades cotidianas, das pessoas que lotam todos os 365 dias do ano a Casa da Mãe. O Santuário Nacional de Aparecida reflete a fé do brasileiro, sua devoção mais pura e sua vida cheia de esperança. Ele é a Casa do Brasil. Na imagem da Mãe Negra estão representadas nossas dores, nossos anseios e nossas maiores alegrias. Já se tornou um saudável hábito parar na Casa da Mãe quando se passa pelo Vale do Paraíba indo de um canto a outro. Lá nos encontramos. Encontramos a Virgem Encontrada, nossa Mãe Aparecida do fundo das águas, nossa Mãe Sempre Compadecida. Como recorda as palavras da sua oração, Ela é “Refúgio e Consolação dos aflitos e atribulados... Nossa Senhora Aparecida, cheia de poder e de bondade”.

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NOSSOS PASSOS NOSSAS PASTORAIS 13 PASTORAL DO DÍZIMO UMA INDAGAÇÃO FREQUENTE: DE QUANTO DEVE SER O DÍZIMO? A indagação é inteiramente procedente e encontra resposta clara em 2Cor 9,7: Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama o que dá com alegria. Esta orientação evangélica merece atenciosa escuta: • Dê cada um conforme o impulso do seu coração – Este impulso do coração só se manifesta pela fé, pelo perfeito entendimento de que o dízimo não é um imposto, mas o resultado de compromisso voluntário e responsável de cada paroquiano, de se incorporar à comunidade em busca do cumprimento da sua missão evangelizadora; • Sem tristeza nem constrangimento – Nem a tristeza de se sentir compelido a contribuir com o que excede as próprias disponibilidades, nem o constrangimento quanto ao pouco que pode sinceramente oferecer, na justa medida dos próprios recursos. • Deus ama o que dá com alegria – Este, sim, um benfazejo estímulo a todos nós. A propósito, há um canto de ofertório que, de vez em quando, anima as nossas celebrações. Assim canta-se o seu refrão: Sabes, Senhor, O que temos é tão pouco pra dar, Mas esse pouco, nós queremos Com os irmãos compartilhar. Sem dúvida, um belo resumo das ideias aqui expostas. Quando este canto o encontrar em alguma celebração da nossa Igreja, recorde-se das animadoras palavras do Novo Testamento citadas lá em cima: Deus ama aquele que dá com alegria. >>João Bosco Agente da Pastoral do Dízimo

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14 NOVEMBRO / 17 Casamento de Diego E. Cordeiro e Evellin Menezes Estrela Assumiram neste último dia 25 de outubro, perante seus convidados e familiares o compromisso matrimonial. A vocação para o Matrimônio está inscrita na própria natureza do homem e da mulher, conforme saíram da mão do Criador. Assim, Deus estabeleceu a humanidade sobre as bases do casamento, que Jesus elevou à dignidade de sacramento, uma graça especial para o casal viver a vida conjugal e familiar como Deus deseja. .

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NOSSOS PASSOS 15 AQUI ESTÁ UM HOMEM QUE ENTENDEU BEM AS MULHERES: “Eu acho que as mulheres são bobas ao fingir que são iguais aos homens, elas são muito superiores e sempre foram, tudo o que você dá a uma mulher, ela vai tornar maior, se você der seu “sementinha”, ela lhe dará um bebê. Se você lhe der uma casa, ela lhe dará uma lar. Se você lhe der mantimentos, ela lhe dará uma refeição. Se você lhe der um sorriso, ela lhe dará seu coração. Ela multiplica e amplia o que é dado a ela, então, se você der qualquer m..., esteja pronto para receber uma tonelada de m...!” >>William Golding Poeta também novelista, inglês, laureado com o Nobel de Literatura de 1983.

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