A Voz dos Reformados - Edição n.º 150

 

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JORNAL DO MURPI / CONFEDERAÇÃO NACIONAL DE REFORMADOS, PENSIONISTAS E IDOSOS

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a voz dos reformados Jornal dos Reformados, Pensionistas e Idosos MURPI CONFEDERAÇÃO NACIONAL DE REFORMADOS, PENSIONISTAS E IDOSOS Ano XXIII • N.º 150 • Novembro/Dezembro 2017 • Preço 0,70 € • Diretor: Casimiro Menezes • Distribuição nacional • murpi@murpi.pt 2d018ed- 4f0eo.ºCansniovderrnseeártiforionorusmadarirdaeoitsos 4 5/ ENTREVISTA COM O PRESIDENTE DO MURPI 8 O MURPI NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

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2 A Voz dos Reformados | Novembro/Dezembro 2017 Em foco EDITORIAL Em 2018 ir mais longe Estamos no início da discussão do próximo Orçamento do Estado para 2018. A Direção da Confederação MURPI enviou propostas reivindicativas ao Governo exigindo um aumento real de todas as pensões que contemplasse a reposição do poder de compra. Em conversações realizadas entre a Direção do MURPI e os Grupos Parlamentares, apenas o PCP confirmou o compromisso de tudo fazer para que houvesse um aumento mínimo de €10,00 em todas as pensões. Notícias avulsas vindas a público dão sinal da satisfação parcial das nossas reivindicações. A luta dos reformados tornou possível um aumento extraordinário das pensões em 2017 que, embora insuficiente, abrangeu cerca de 2 milhões de pensionistas, invertendo a tendência de um longo ciclo de cortes e estagnação no valor das suas reformas e pensões. É necessário e imperioso que em 2018 se vá bem mais longe no aprofundamento das medidas que previnam o risco de pobreza em que se encontram mais de um milhão de idosos e as situações de isolamento e marginalização social, na defesa de melhores condições de vida e dos direitos dos reformados, pensionistas e idosos. O direito a envelhecer com dignidade exige novas políticas para a terceira idade e, igualmente, exige que seja invertida a realidade atual marcada pelo desemprego, aumento do custo de vida, precariedade e baixos salários que afetam as novas gerações. Esta luta pela valorização real das pensões não é isolada de outras medidas igualmente defendidas e reivindicadas pelo MURPI por uma melhor acessibilidade aos cuidados de saúde - humanizados, personalizados e de proximidade -, pela abolição das taxas moderadoras, pelo aumento da oferta da rede de transportes públicos que corresponda às necessidades essenciais de mobilidade e pelo direito a uma habitação condigna. Em 2018, o MURPI comemora o 40º aniversário da sua fundação como movimento associativo ímpar e genuíno dos reformados que importa valorizar e dar mais força para que a sua voz seja cada vez mais ouvida e os seus problemas sejam resolvidos. Em breve iremos apresentar a candidatura para sermos considerados parceiro social, uma reivindicação de há muitos anos! Este é o Natal de confiança redobrada que permite encarar o novo ano de 2018 com a esperança que valeu e vale a pena lutar. Estes são os votos que o MURPI dirige a todos os leitores e seus associados. Casimiro Menezes MURPI – RÁDIO Siga-nos no Youtube TODAS AS SEMANAS UM PROGRAMA DIFERENTE DEDICADO INTEGRALMENTE A REFORMADOS, PENSIONISTAS E IDOSOS youtube: MURPI Novos Horizontes Plenário da direção do MURPI aprova caderno reivindicativo Reunidos no passado dia 12 de setembro os membros da Direção e os representantes das Federações Distritais analisaram a situação social e económica dos reformados, a partir das lutas desenvolvidas em 2016, e as medidas positivas ainda que insuficientes contempladas no Orçamento do Estado de 2017. Afirmaram ainda que, em 2018, é necessário e imperioso que se vá bem mais longe no aprofundamento das medidas que enfrentem as causas da pobreza entre os idosos, as situações de isolamento e marginalização social, na defesa de melhores condições de vida e dos direitos dos reformados, na satisfação das medidas contidas na proposta do caderno reivindicativo que foram aprovadas. Com o objetivo de dar mais força à proposta aprovada e de dinamizar a sua discussão, foi aprovada a realização de ações junto das Associações de Reformados, através de sessões de esclarecimento que terão lugar nos meses de outubro e novembro. O caderno reivindicativo propõe medidas em oito áreas, ressaltando pela sua importância, a defesa de um aumento real das pensões em 2018, da sustentabilidade financeira da Segurança Social e do direito à habitação, mais proteção social, melhores cuidados de saúde e mais mobilidade (ver na última página do Jornal). O plenário analisou e aprovou as iniciativas da comemoração do 40º aniversário da Confederação MURPI que ocorre durante o ano de 2018, cujos pontos essenciais são a realização de um Seminário subordinado ao tema Envelhecer com Direitos, a realização do 23º Piquenicão Nacional e o 9º Congresso do MURPI. Assinala-se que a Direção da Confederação MURPI aprovou o texto da mensagem do Dia do Idoso em 2017 com o lema “Direito a Envelhecer com Dignidade”. a voz dos reformados Jornal dos Reformados, Pensionistas e Idosos BOLETIM DE ASSINATURA NOME: MORADA: LOCALIDADE TEL./ TELM.: E-MAIL*: CÓD. POSTAL: Jornal 1 ano 3,5 € / 2 anos 7€ Novo Renovação Donativo € O assinante Data // * Facultativo O pagamento no ato da assinatura, pode ser feito por vale de correio ou cheque, emitido ao MURPI, para o endereço: RUA OVAR - LT 548, 1 C, 1950-214 LISBOA. Pode, ainda, ser efectuado por transferência bancária para o NIB 0035 2177 0000 9361 7305 9 , devendo neste caso avisar por e-mail para murpi@murpi.pt. a voz dos reformados Jornal dos Reformados, Pensionistas e Idosos Diretor: Casimiro Menezes • Conselho Editorial: António Valverde, Casimiro Menezes, Joaquim Gonçalves, Jorge Figueiredo, Manuel Passos, Manuel Pinto André, Maria Amélia Vicente, Vitor Lopes • Colaboradores: Anita Vilar, An- tónio Bernardo Colaço, Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), Isabel Quintas, José Manuel Sampaio, Luciano Caetano Rosa, Manuel Cruz, Zillah Branco • Coordenação e Chefia de Redação: Maria Leonor • Design Gráfico: Fernando Martins • Propriedade, Ad- ministração e Redação: Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos/MURPI • Rua de Ovar,Lote 548 - 1.º C, 1950-214 Lisboa • Telf.: 218596081 • Email: murpi@murpi.pt • Site: http://www.murpi.pt • Impressão: MX3, artes gráficas - Pq. Ind. Alto da Bela Vista - Sulim Parque, 2735-340 Agualva Cacém - 219 171 088 • Assinatura anual: 3,50€ € • Periodicidade: Bimestral • Tiragem: 2.000 exemplares. Isento de registo noICS ao abrigo do Decreto Regulamentar 8!99 de 9 de Junho, 12.º, n.º 1 a) • Nif: 500816794 • Depósito Legal n.º 67124

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Em foco 3Novembro/Dezembro 2017 | A Voz dos Reformados Finalmente … MURPI a parceiro social O MURPI vai candidatar-se ao Conselho Económico e Social, na sequência da aprovação na Assembleia da República da lei que institui a recomposição daquele órgão consultivo que estabelece a presença de dois representantes dos reformados, pensionistas e aposentados propostos pelas suas organizações representativas. O MURPI saúda a aprovação da Lei 81/2017 e lembra a longa luta travada pelas comissões e associações de reformados, pensionistas e idosos junto do poder central, reclamando precisamente a urgência de dar voz institucional aos reformados. Desde 1991 que os reformados e pensionistas reivindicam o estatuto de Parceiro Social através de numerosas manifestações públicas e outras formas de expressão, como milhares de assinaturas de abaixo-assinados, cartas reivindicativas e decisões assumidas nos Congressos do MURPI. No limiar do seu 40º aniversário, a Confederação MURPI congrega atualmente sete Federações e 140 Associações de Reformados de Portugal Continental e na Região Autónoma da Madeira, abrangendo mais de 70 mil associados; as Comissões e Associações desenvolvem atividades que promovem a convivência cívica e democrática, fortalecendo a solidariedade intergeracional e a participação social, política, cultural, desportiva e de lazer. Com assento legal no Conselho Consultivo da Segurança Social, no Ministério da Solidariedade e Segurança Social e na Comissão de Políticas da Segurança Social do Conselho Nacional para as Políticas de Solidariedade, Voluntariado, Família, Reabilitação e Segurança Social, o MURPI tem igualmente um representante no Conselho Geral e de Supervisão da ADSE, I.P.. O MURPI, muito embora considere a representação institucional uma importante forma de intervir e influenciar políti- cas públicas, realça que ela não é solução para todos os problemas de desigualdade e das carências socioeconómicas que afetam os reformados e pensionistas, sendo necessário dar continuidade à ação reivindicativa e de luta pela valorização real das pensões e reformas, pela defesa da autonomia, da dignidade e dos direitos dos reformados. Mensagem do Dia Mundial do Idoso Outubro – Mês do Idoso Defender o Direito a Envelhecer com Dignidade Na comemoração do Dia Mundial do Idoso que se assinalou a 1 de outubro, a Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos MURPI saudou todas as pessoas idosas, reiterando o seu compromisso de dar voz às suas aspirações. Prometeu tudo fazer para que se registem novos avanços em 2018. Uma saudação ainda aos milhares de dirigentes das Associações que, de norte a sul do país, diariamente contribuem para melhorar o quotidiano da vida das pessoas idosas, prestando apoio social, sem abdicar de fomentar a participação da classe em atividades de caráter lúdico, cultural e social e na defesa dos seus direitos sociais. O MURPI dedicou todo o mês de outubro a esta grande causa, consciente de que é necessário ir mais longe em 2018 na inversão da situação da grande maioria das pessoas idosas que vivem com grandes carências socioeconómicas que comprometem o direito à sua autonomia, determinam o seu isolamento social e as privam do conforto essencial para suas vidas. As pessoas idosas exigem a sua participação ativa na sociedade, rejeitando protecionismos que diminuam a sua capacidade de decidir e reduzam os seus direitos a expressões organizativas de assistencialismo caritativo. O caderno reivindicativo do MURPI para 2018 apresenta medidas, para as quais contamos com o vosso apoio, para melhorar a situação social das pessoas idosas. Entre elas destacam-se: – O aumento real de todas as reformas e pensões; – O reforço da proteção social em situação de pobreza e de dependência; – Uma política fiscal mais justa que reduza as penalizações sobre os rendimentos do trabalho e das pensões; – O direito à mobilidade, à oferta de transportes públicos de qualidade e a preços acessíveis; – O fortalecimento do Serviço Nacional de Saúde e a melhoria das respostas às necessidades do envelhecimento; – O combate continuado às causas da pobreza, da violência sobre as pessoas idosas bem como do isolamento e da solidão; – O reforço de verbas da Segurança Social na área da prestação de servi- ços e numa melhor articulação dos serviços prestados com a autonomia e independência dos dirigentes associativos democraticamente eleitos; – O financiamento às Associações de Reformados para a realização de atividades nas áreas social, lúdica e cultural com os seus associados. Sendo Portugal o 4º país da União Europeia com maior índice de envelhecimento, o MURPI continua a defender que o envelhecimento não pode nem deve ser utilizado como pretexto para a necessidade de controlar as despesas sociais; é fundamental promover uma melhor distribuição do rendimento nacional em favor deste grupo social, defendendo e consolidando as funções sociais do Estado e dos serviços públicos como instrumentos insubstituíveis de superação dos graves défices das políticas sociais realizadas nas últimas décadas. O direito a envelhecer com direitos exige novas políticas para a 3ª idade e também que seja invertida a realidade atual marcada pelo desemprego, precariedade e baixos salários que afetam as novas gerações e comprometem a segurança e o futuro dos jovens. Precisamos fortalecer o movimento associativo dos reformados, dando mais força ao MURPI pela unidade e reforço das suas ações reivindicativas na defesa dos direitos dos reformados. CUMPRIR A ESPERANÇA NUMA VIDA MELHOR DIGNIFICAR A VIDA DOS REFORMADOS PENSIONISTAS E IDOSOS É UM IMPERATIVO! MURPI, Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos Outubro de 2018

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4 A Voz dos Reformados | Novembro/Dezembro 2017 Actual Reforçar a lu Entrevista com o presidente do MURP Em 1978 os fundadores eram jovens. Jovens acreditados que pela força da luta se conquistavam ideais. Os Constitucionalistas “varreram” as maléficas poeiras das bafientas leis que tiranizaram Portugal. O país renasceu para a conquista e para o direito. O MURPI dava os primeiros passos. Pouco depois chegava a primeira vitória: todas as pessoas ganharam o direito a uma pensão de reforma. E o MURPI caminhou pisando firme na luta. E chegou a segunda vitória: subsídio de férias e de Natal para reformados. O movimento reivindicativo estava na génese do MURPI, como Confederação, movimento associativo, impar em Portugal e no resto da Europa, não estava ligado a organizações de índole política religiosa, sindicatos ou movimentos político-partidários. Maria Leonor Quaresma Jornalista Percurso de um trajeto rumo a um objectivo P: – Ser médico e apoiar o movimento associativo em simultâneo implica um grande desafio? R: – Acredito que este contato foi essencial para melhor compreender a natureza dos problemas sociais cuja defesa animava este movimento social. P: – A sensibilidade de médico às injustiças na área social e da saúde reforçou a decisão de se aliar ao MURPI? R: – Também contribuiu para mais tarde vir a ade- O QUE É O MURPIORdeénAeàocMseieOovnodeNDnrmsRgoOUaneamootIMaoPiealfrcsndosbRu“McsoegdeaitoUAivisroçsPrirgoioáesraUtiãiãmcnRmtV,nnmIastioorarlRaaPniaaonaoeeoeiocldAP,lsd,,zaInpvn,irsdeoudosIopeéegadcatacctoop(rAradedolueAe-óistascrabsiinasuímicnsiroçrntrredmraessteoioRencidorosaamilimmsofontise,otacodoweotmssdffciiusoarronoamouieàudmàwvaCmsçihdroaçeitõoaapsmamp1aasãwiaeamsmvciddA9eooisMúosoae.dal7ooAmiisnondnddnzsed8sacspessaveto,oaoriud,eoõoiesaíde,scrsiscverecsorçoroogeao”spidmieiãs,olmrciesmaedeifmiiaoj,dsibsuo.iomiça.topctdreeusererisãreecçmutenr,emidRPinift)oãteatataosgioaaetopearomtlosrseadrdfeiuocboltFvàCriooddiiubstraeotirdosrsmhooomeogl,ndtedna,iasaddcafCtesreepfaMb.iaooiseloersrdeeddoia,ddtrntondoUaâocrçidcaeataasamiõsPeRediçrai,,lndceaoãas,iibPrereoessçdonqíiei,sãan.Ietiu,iM,sooçtte1teoãnaU9oeas9Rn1sPau, Ia.ddDceáDipaCofeeulcruResúuoqnrSfVoroenfgenebtnjAuotoeanuanarauodlptsecsnmasis,rfdseseicsrantaiddaiseooqtmeroongoaoleõmesacum,.sderssemeoismeaaoicarnsossesfgmdoçoefimuotausqnlmeõoneshsalinouaeoisqsotioosdad.idsesdsursSnsiár.iaçSosovoeêeenuraesislauiiirsonaimnrov,nvdntmasdr,iecoeioáeneçaeadidsmasirtondasnisioeeplzotvoia.uaNssscsoeoeusttatedd.amelzraabíçvicuetsrrmõpamiii,oíerdocSe-oepnbioalnaiestrsosooesoqsgapdse,r,sruclouqeeacasmdodesoraiundstaineràaveoqoevinttrus.;SruorareçeaeleatozneasgiatxtútruaddaiaSmeáirdvogesoamaeeieubiddcmpsmmoaaéieoaraisimoonsapleldch,stuiusrnaceeuoõitmssiuavsaaneedtfatssemtsriuoiPatvirrv,Pitdaeeioznudadaíierasstãrsasreoçocoamdãselde,os,iar,oó.ioss rir ao MURPI pois o contato com a realidade social sensibilizou-me para a necessidade de vir a intervir, e participar, nesta importante área de defesa dos direitos sociais. P: – O MURPI consolidou e cresceu no país. Encontrou nos seus companheiros o mesmo espírito de vontade para contribuir para essa consolidação? R: – Quando entrámos na organização do MURPI encontrámos uma organização muito diferenciada de acordo com as realidades sociais de cada território mas com uma característica comum – um espírito combativo. Encontrámos áreas geográficas em que a forte ligação ao poder autárquico ajudou a crescer melhor. Houve outras zonas em que os associados se organizaram na defesa dos seus direitos. Os reformados, pensionistas e idosos totalizam, segundo dados estatísticos, uma população de 3,8 milhões. Uma população muito heterogénea na sua composição social, etária, cultural e de interesses e expetativas. Há uma vontade de promover um associativismo de mais reformados, integrando-os nas diversas atividades desenvolvidas por cada Associação. Do balanço deste trabalho Casimiro Menezes pronunciou-se nesta conversa P: – Considera que foi significativo o recrutamento feito pelo MURPI ao longo destes 40 anos? R: – Sim. Sem dúvida. O projeto do MURPI é cada vez mais atraente; abrangente na perspetiva da integração social de novos reformados, que encontram nas iniciativas desenvolvidas, pelas Associações fortes laços de solidariedade. Tem sido possível encontrar novos dirigentes empenhados, e lutadores, que dão novo impulso nas Associações de Braga, Porto, Coimbra, Santarém, Lisboa, Setúbal, Évora, Beja, Funchal, Faro e Covilhã. P: – Manter uma postura democrática, interventiva, lutadora, implica sabedoria, ética. O MURPI faculta formação para habilitar camadas menos esclarecidas ao espírito e necessidade da luta? R: – Obviamente que sim. O MURPI tem como objetivos melhorar a consciencialização dos seus

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Actual 5Novembro/Dezembro 2017 | A Voz dos Reformados uta e avançar PI. Sobre os 40 anos da Confederação O MURPI, sendo independente, conseguira congregar no país associações que, sendo autónomas nas suas decisões, partilhavam objetivos comuns na defesa dos interesses dos reformados, que hoje se quantificam em cerca de 3,8 milhões. E mercê de uma luta constante, persistente, esperam ver este grupo social sair do patamar da pobreza e da exclusão milhares de pessoas que os incompetentes governos fragilizaram. Os jovens de então, fundadores, reformados hoje, são ainda hoje quem “milita” nos quadros dirigentes. A escolha para a renovação de quadros é democrática, consensual. E a prestação de contas é submetida ao parecer das Assembleias Gerais e Congressos. Casimiro Menezes era em 1978 um jovem médico, colocado em Portalegre, quando participou “nesta cruzada”. Hoje é o presidente da Confederação. associados. Na defesa dos seus direitos numa perspetiva reivindicativa, valorizar o património cultural dos seus associados e dar resposta aos problemas sociais dos reformados. Exemplo do que afirmámos é a grande realização cultural dos reformados que reúne, anualmente, mais de três mil pessoas numa grande festa que é o Piquenicão Nacional. Este ano, na sua 22ª edição, reuniu cerca de 4 mil reformados e famílias Instalámos três palcos para a atuação de mais de cinquenta grupos de danças e de cantares das várias Associações do país. Esta festa é alargada a outras Associações que, não sendo filiadas no MURPI, valorizam a festa e contribuem para que a festa seja mais alegre e solidária. P: – Fale-nos da resposta social R: – As Associações de Reformados continuam a realizar uma importante intervenção social pela melhoria da qualidade de vida dos que se encontram numa situação de vulnerabilidade económica e social e em situações de dependência. P: – Considera que há hoje consciência plena dos direitos que a Constituição Portuguesa consagra aos reformados sendo embora desrespeitados? R: – Sabemos da nossa experiência que o trabalho de consciencialização é contínuo e de acordo com as novas situações para resolver velhos problemas como a pobreza e exclusão social. Existe por parte das estruturas governativas, dos últimos anos, a tentativa de subestimar a capacidade autónoma dos reformados de se organizarem e promoverem as suas lutas. Só recentemente foi aprovada a Lei que consagra a representatividade das organizações dos reformados no Conselho Económico e Social, uma reivindicação do MURPI que reclama o estatuto de parceiro social. Tal não tem impedido que milhares de reformados participem nas lutas promovidas pelo MURPI ao longo dos anos, fazendo ouvir a sua voz no espaço público e junto do Governo e da Assembleia da República. P: – Mas esse grito de revolta não teve eco na Comunicação Social. Foi silenciado porquê? R: – Apesar de encontrarmos muita incompreen- são, e também uma ação de silenciamento de certa Comunicação Social, temos procurado sensibilizar a opinião pública para os problemas que afetam este grupo social. Quem não se lembra das grandiosas manifestações dos reformados promovidas pelo MURPI nos anos que resistimos e lutámos contra a ofensiva do Governo da Troika? P: – Sabendo que em 2018, o MURPI comemora o 40º aniversário da sua fundação quais as iniciativas com que pretendem assinalá-lo? R: – Vamos assinalar as comemorações do 40º aniversário com a realização de um Seminário, a realizar em janeiro de 2018, com o tema ENVELHECER COM DIREITOS abordando e debatendo as medidas necessárias para garantir uma Segurança Social solidária e a defesa do Serviço Nacional de Saúde; o 23.º Piquenicão Nacional vai ser uma grande realização festiva que comemore a festa do MURPI e em novembro iremos realizar o 9º Congresso Nacional do MURPI. P: – Considera que ao longo destes 40 anos se transmitiu e implantou a perspectiva do MURPI ? R: – Nós somos a geração de Abril. Recebemos um valioso património de luta iniciada pelos fundadores do MURPI. Continuamos, no presente, a manter acesa a luta pela defesa dos direitos dos reformados e assim crescemos nos próximos anos para garantir no futuro uma Segurança Social pública, universal e solidária que continue a consagrar o direito a uma pensão justa de reforma eu permita envelhecer com dignidade. É necessário, e imperioso, que em 2018 se vá bem mais longe no aprofundamento das medidas que enfrentem as causas da pobreza entre os idosos. As situações de isolamento e marginalização social, sendo imprescindível continuar a lutar para conseguir pensões e condições de vida dignas que permitam o DIREITO A ENVELHECER COM DIGNIDADE. Para o MURPI não basta constatar que Portugal é o 4º país da União Europeia com maior índice de envelhecimento. Nem tão pouco associar este envelhecimento à necessidade de “controlar” despesas sociais que dele decorrem. Pelo contrário, é fundamental promover uma melhor distribuição do rendimento nacional em favor deste grupo social, defendendo e consolidando as funções sociais do Estado e dos serviços públicos. Estamos empenhados na divulgação das medidas que preconizamos para que na discussão do Orçamento do Estado para 2018 sejam consagradas para a melhoria das condições de vida dos reformados e das suas organizações. O direito a envelhecer com dignidade exige novas políticas para a terceira idade e, igualmente, exige que seja invertida a realidade atual marcada pelo desemprego, aumento do custo de vida, precariedade e baixos salários que afetam as novas gerações. É fundamental que os jovens casais sintam a segurança para concretizar o desejo de construírem o seu futuro em Portugal, de constituírem família, terem os filhos que desejem e concretizarem os seus projetos de vida. Não é o envelhecimento que pesa no País. É preciso rasgar novas janelas de esperança para todas as gerações.

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6 A Voz dos Reformados | Novembro/Dezembro 2017 Notícias Amora Vale da Amoreira Torre da Marinha ATIVIDADES DAS ASSOCIAÇÕES 2017 Sessão solene do 29º aniversário da Ass. Reformados de Amora, 27 junho 2017 Sessão comemorativa do aniversário do Centro Reformados e Idosos Vale da Amoreira, 16 setembro Sessão solene do 34 aniversário da Ass. Reformados Torre da Marinha, 3 de outubro Lavradio Outras Actividades Beja Sobralinho Covilhã A Associação de Reformados de Beja celebrou o dia do Idoso com uma iniciativa, um piquenique no dia 25 de setembro. A Associação de Reformados celebrou o dia do Idoso em 7 de outubro com uma sessão solene. As Associações de Reformados do Concelho da Covilhã comemoraram no dia 14 de outubro a sua tradicional festa dos idosos e suas famílias. Sessão solene do 41º aniversário da Ass. Reformados do Lavradio em 7 de outubro Vila R. S.to António Convívio do Dia do Idosos na Ass. Reformados Vila Real de Santo António, 5 de outubro Avis Almoço dos Reformados promovido pela Câmara Municipal de Avis, 2 de outubro

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Saúde 7Novembro/Dezembro 2017 | A Voz dos Reformados Natal frio e doce Margarida Lage Médica Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal Vigilância oftalmológica Com o verão a entrar pelo outono nem nos lembramos que está a aproximar-se o Natal e a época do ano em que, tradicionalmente, cometemos mais erros alimentares, particularmente no que toca a doces. Os tradicionais «fritos» já aparecem nos balcões das pastelarias e nos supermercados. Todos somos tentados diariamente a mais uma filhós ou uma fatia dourada. No entanto é imprescindível saber resistir a essas tentações. Se começamos logo em outubro ou novembro a praticar excessos, depois na época natalícia continuamos em escalada, e a seguir ainda ficamos a comer os restos durante umas semanas, é mesmo muito perigoso para a saúde. Mesmo que não seja diabético, o excesso de açúcar e gorduras que fazem parte de todas essas sobremesas, ocasionam aumento de peso. O organismo carece de açúcar sim, mas em vez de glucose é melhor a frutose que se encontra nas frutas. Preferir peras, maçãs e bananas. A frutose é facilmente assimilada pelo organismo, ajuda a digestão. Além disso as frutas têm água e fibra que são muito necessárias. Os frutos secos (amêndoas, nozes) e sementes (pistachos) podem estar facilmente à mão e substitur com vantagem os açúcares. Muitas vezes alia-se ao consumo calórico exagerado uma vida sedentária que agrava os riscos para a nossa saúde. Com o tempo de inverno também se torna menos viável caminhar a pé ao ar livre. Então vamos compensar com outro tipo de exercício que se possa fazer em recintos fechados: natação, ginástica, hidroginástica, por exemplo. E, no nosso país,temos belíssimos dias de inverno que permitem caminhar. Vamos aproveitar essa sorte, sempre que possível. Muito habituais no inverno são os resfriados comuns (constipações)e as gripes. São todas causadas por vírus, mas são vírus diferentes e os sintomas e gravidade de ambas as doenças também são diferentes. O resfriado comum ocorre com rinorreia, espirros, tosse, mas em geral sem febre. A gripe ocasiona febre e dá prostração geral, podendo originar alguma complicação posterior, como infeção respiratória bacteriana. A causa do resfriado comum e da gripe é a propagação de gotículas com vírus de pessoa a pessoa. Ao falar e expirar o doente envia os vírus à sua volta e estes são inspirados por todos os conviventes. Também as superfícies inertes (manípulos de portas, por exemplo) retêm à superfície vírus que passam aos indivíduos saudáveis, por contacto, infetando-os. Por isso, e para além da vacina no caso da gripe, há outras atitudes a tomar como prevenção do resfriado comum e da gripe: -Lavagem frequente das mãos. -Evitar conviver com pessoas engripadas ou constipadas. -Quando se tosse ou espirra colocar um lenço em frente à boca. Após deitá-lo fora, lavar as mãos. -Lavar e desinfetar frequentemente puxadores de portas, corrimãos e outras superfícies que possam ser manipuladas por muita gente. -Evitar sair quando está constipado ou com gripe. Relacionado com estas viroses cabe esclarecer alguns mitos: -Sair com a cabeça molhada provoca constipação: falso, pode fazer frio, mas se não entrar em contacto com vírus não adoece. -Tomar citrinos ou vitaminas evita o resfriado e a gripe: falso. -O frio é a causa da constipação e da gripe: isso é controverso. Sabe-se que alguns dos vírus que causam constipação ou gripe são sazonais, ocorrendo mais no inverno. Mas é necessário lembrar que, devido ao frio passamos mais tempo em recintos fechados e mal arejados, sendo essa uma forte razão de contágio. -A vacina da gripe evita o resfriado. Falso, para a constipação não há vacina. -A vacina da gripe provoca constipação. Falso, se a pessoa se vacinou e se constipou em seguida foi por coincidência, pois os vírus administrados na vacina contra a gripe não são os mesmos que causam constipação. Depois destas considerações sobre o inverno e o que pode fazer para passar esta época com mais saúde,resta-me desejar a todos um excelente Natal, com alegria e boa convivência. Dr. Vitor Genro Médico oftalmologista É do conhecimento comum que a diabetes é uma doença que pode afectar o olho, provocando várias alterações, sendo a retinopatia diabética a mais frequente. Afecta os pequenos vasos da retina, que é a camada mais interna do olho e o local onde se formam as imagens. É a principal causa de cegueira evitável, na população em idade activa. Tem a particularidade de poder evoluir quase sempre sem provocar qualquer sintoma até fases muito avançadas e por isso trata-se de uma doença que deve ser procurada de maneira activa. Tradicionalmente o diagnóstico da retinopatia diabética é efectuado pelos médicos oftalmologistas ao observarem o fundo do olho. Por esta razão assume particular importância que o oftalmologista seja sempre informado da presença da diabetes mesmo numa consulta para mudança de lentes dos óculos. A diabetes de aparecimento na idade adulta ( tipo 2) que é a mais comum, tem muitas vezes um início indeterminado podendo decorrer muito tempo entre o aparecimento da doença e o seu diagnóstico. Pode por isso acontecer que já existam lesões de retinopatia quando se descobre a diabetes. Assim, todos os diabéticos devem fazer um primeiro exame dos olhos quando descobrem a doença e depois repeti-lo anualmente. Como o número de diabéticos tem aumentado muito, pode ser muito difícil conseguir um exame dos olhos por um oftalmologista sempre que necessário. Por esse motivo, foram analisados outros métodos de detecção da retinopatia ,tendose verificado que um método seguro e fácil é a fotografia do fundo do olho (Retinografia ). Este exame tem a vantagem de poder ser efectuado por técnicos paramédicos treinados ,que se deslocam com o equipamento adequado aos centros de saúde, portanto próximo do local onde vivem ou trabalham os diabéticos. As fotografias obtidas são depois analisadas por oftalmologistas, que orientam os casos com formas de retinopatia avançada e aqueles em que não foi possível obter uma fotografia de qualidade, para um centro ou hospital de referência. O rastreio da retinopatia por retinografias permite que cerca de 85% dos diabéticos não tenham necessidade de uma consulta de oftalmologia. e que apenas tenham que repetir as retinografias um ano depois.

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8 A Voz dos Reformados | Novembro/Dezembro 2017 Última página Palavras de Paz Guerra e agressividade MURPI na Assembleia da República No seu primeiro discurso nas Nações Unidas, a 19 de Setembro, o presidente dos Estados Unidos declarou guerra ao mundo: da Síria ao Irão, da Venezuela a Cuba, da Coreia ao Afeganistão, Donald Trump anunciou ao que vem, ameaçando uns com a «destruição total» e outros com acções militares e sanções económicas e diplomáticas. Mas foi porventura a vertente militar a que mais sobressaiu das palavras de Trump, que anunciou que as forças armadas do país serão «mais poderosas do que nunca» e que os EUA elevarão a 700 mil milhões de dólares as suas despesas militares para o próximo ano. Importa ter presente que em 2015 os gastos militares dos EUA já superavam os 600 mil milhões de dólares, ou seja, 40 por cento do total mundial – que atingem perto de 66 por cento somando as despesas militares dos restantes países da NATO e de outros aliados da sua política externa agressiva e militarista, como Israel, Arábia Saudita, Japão e Colômbia. Recentemente, os EUA concluíram dos maiores negócios de armamento da sua história, com a Arábia Saudita, o Japão e a Coreia do Sul. Intimamente ligado com esta dimensão militarista, acompanhada de um profundo desrespeito pelo Direito Internacional, o discurso de Donald Trump revelou igualmente o propósito de procurar prosseguir a instrumentalização (ou, quando tal não for possível, a marginalização) da Organização das Nações Unidas, que acusa de se fixar na «burocracia e nos processos» e não tanto nos «resultados». Mais do que mera retórica, as palavras do presidente norte-americano revelam um significativo salto quantitativo na sua política externa agressiva, expressa já no agravamento da tensão militar na Península da Coreia, na agressão aberta à Síria, na intenção assumida de reverter quer o acordo nuclear com o Irão, quer a melhoria das relações com Cuba, na intensificação da ingerência na Venezuela e no aumento da presença militar no Afeganistão. Com novos protagonistas e estilos, um mesmo objectivo: superar a grave crise económica com que os EUA estão confrontados. Qualitativamente, porém, e por mais elementos novos que integre, a política externa de Trump segue as pisadas das administrações anteriores. Não são de hoje as mais de 700 bases militares norte-americanas espalhadas no mundo, o alargamento da NATO até às fronteiras da Rússia, a militarização do Pacífico, a criação ou reactivação de comandos militares e frotas navais na América Latina e em África, os sistema ditos de «escudo anti-míssil» na Europa e no Extremo Oriente, as guerras de agressão contra estados soberanos, as operações de «mudança de regime», a corrida aos armamentos e o desenvolvimento de novas e mais sofisticadas armas nucleares. Também, a luta pela paz, que, cada vez mais, é também pela própria sobrevivência da Hu- manidade, tem um longo percurso. É esta luta urgente que o Conselho Português para a Paz e Cooperação procura, desde sempre, ampliar e levar mais longe. Casimiro Menezes presidente do MURPI releva como fundamental “que os jovens casais sintam segurança para concretizar o desejo de construir futuro em Portugal construir família terem filhos concretizar projetos de vida” O MURPI foi recebido, em outubro, na Assembleia da República (AR), no Palácio de São Bento e os Grupos Parlamentares tomaram conhecimento das OITO medidas que o MURPI preconiza para 2018. A Direção da Confederação MURPI, entregou no dia 12, as suas reivindicações aos grupos parlamentares do CDS-PP, PAN, PSD, PEV, PS e PCP com o objetivo de as ver concretizadas e contempladas no Orçamento do Estado para 2018. O MURPI defende a necessidade de “em 2018 se ir mais longe” no aprofundamento das medidas que com- batam as causas da pobreza, do isolamento, marginalização social, de idosos e reformados. Numa entrevista concedida pelo presidente Casimiro Menezes a propósito dos 40 anos do MURPI,– páginas 4 e 5 – o ano de 2018 terá de trazer, por parte do Governo, uma política “a contento” dos idosos pois têm direito a ENVELHECER COM DIGNIDADE. Os anteriores governos não foram sensíveis a essa realidade. Na AR, junto de cada um dos grupos parlamentares, a Direção da Confederação do MURPI teve oportunidade de expor o Caderno Reivindicativo – oito medidas – , para 2018.Todavia e pese embora a cordialidade com que estes di- rigentes foram recebidos por aqueles grupos parlamentares, apenas o Partido Comunista Português assumiu uma atitude de compromisso para se envolver na defesa das reivindicações do MURPI para 2018. Para o MURPI não basta constatar que Portugal é o 4º país da UE com maior índice de envelhecimento, nem tão pouco associar este envelhecimento à necessidade de “controlar” despesas sociais que dele decorram. Pelo contrário, é fundamental promover uma melhor distribuição do rendimento nacional em favor deste grupo social, defendendo e consolidando, as funções sociais do Estado e dos serviços públicos. DEFENDEMOS / EXIGIMOS / REIVINDICAMOS 1 AUMENTO DE TODAS AS PENSÕES - aumento real de todas moderadoras, alargamento da capacidade da rede de cuidados as reformas e pensões, repondo o rendimento perdido desde continuados de saúde, pagamento de transportes no acesso às 2 2010 REFORÇO DA PROTEÇÃO SOCIAL - melhoria dos critérios de atribuição do complemento solidário para idosos e do acesso consultas externas e gratuitidade dos tratamentos nas doen- 6 ças crónicas MOBILIDADE GARANTIDA - desconto de 50% no preço dos às prestações sociais por dependência, com a reposição do di- títulos de transporte, aumento da oferta da rede de transportes reito ao complemento por dependência do 1º grau aos pensio- públicos, da sua qualidade e acessibilidade, abolição das barrei- nistas com pensões mensais superiores a €600,00, garantindo ras arquitetónicas nas vias e acessos a edifícios públicos e priva- ainda a igualdade de acesso às estruturas de apoio domiciliário 3 e Centros de Dia SEGURANÇA SOCIAL SUSTENTÁVEL - gestão pública cuidada 7 dos e melhoria da semaforização nas passadeiras HABITAÇÃO CONDIGNA - regras que protejam o regime de arrendamento para as pessoas idosas e que garantam condições das receitas, diversificação das fontes de financiamento, um dignas de habitação e alargamento do prazo para pagamento efetivo combate à dívida e à evasão contributiva e incremento 4 do emprego e da valorização dos salários DIMINUIÇÃO DOS IMPOSTOS - justiça fiscal, com aumento 8 das rendas MOVIMENTO ASSOCIATIVO FORTE - valorização da participação dos reformados, pensionistas e idosos e do seu movi- 5 do número de escalões do IRS e do valor da dedução específica MAIS E MELHOR SAÚDE - melhor resposta às necessidades mento associativo, através do reforço das verbas da segurança social para o funcionamento na área da prestação de serviços e do envelhecimento, com investimento financeiro prioritário da criação de linhas de financiamento dirigidas às associações na Rede de Cuidados Primários de Saúde, abolição das taxas para a realização de atividades na área social, lúdica e cultural FEDERAÇÕES DO MURPI FARPIE/MURPI NO DISTRITO DE ÉVORA R DE MACHEDE 53 FARPIP/MURPI NO DISTRITO DO PORTO R DE CONTUMIL BL 1 ENTRADA 724 CV 18 7000-864 ÉVORA 4350-130 PORTO FARPIBE/MURPI NO DISTRITO DE BEJA R: DOS AÇOUTADOS 18 7800-493 BEJA FARPIL/MURPI NO DISTRITO DE LISBOA R OVAR 548 1 C 1950-214 LISBOA FARPILE/MURPI NO DISTRITO DE LEIRIA R 18 DE JANEIRO 13 2430-256 MARINHA GRANDE FARPIS/MURPI NO DIST. DE SETÚBAL AV 25 DE ABRIL - EDF MONTE SIÃO TORRE DA MARINHA • 2840-443 SEIXAL FARPIR/MURPI NO DIST. DE SANTARÉM R DR BERNARDINO MACHADO 17 2090-051 ALPIARÇA MURPI • Confederação Nacional de Reformados Pensionistas e Idosos RUA OVAR, 548, 1.º C – 1950-214 LISBOA | Telef. 218 586 081 | murpi@murpi.pt | www.murpi.pt www-facebook.com/MURPI-Confederação-Nacional-de-Reformados-Pensionistas-e-Idosos

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