Revista Empresário Digital - Edição 181

 

Embed or link this publication

Description

Revista Empresário Digital - Edição 181

Popular Pages


p. 1

9 771808 231002 0 0 1 8 1 empresariodigital.com.br • 1

[close]

p. 2

2 • empresariodigital.com.br

[close]

p. 3

carta ao leitor TER SUCESSO É SABER APROVEITAR O TEMPO Na hora de optar por uma tecnologia, você faz um exercício de reflexão sobre os motivos da sua escolha? Não faz sentido comprar tecnologia se não for para fazer mais rápido e, quiçá, mais barato. Tempo sempre foi o bem mais precioso – nos negócios e na sua vida pessoal também. É um recurso que não se recicla. Algo que muitos de nós estamos gastando enquanto pensamos que estamos investindo. À medida que os anos passam, vamos nos dando conta da sua importância. Em razão da crise econômica, houve uma mudança na noção que se tem de investimento. Gastar menos tem sido o mote de muitas empresas. Comprar sem entender o real valor das coisas virou moda e já não conseguimos mais avaliar que barato é tudo aquilo com preço menor que o valor percebido. Outro dia mesmo, eu conversava com um empresário que dizia: “Toda vez que faço orçamento das cabeças de impressão do meu equipamento, eu compro uma máquina chinesa”. Nada contra os equipamentos chineses. Alguns deles têm até boa entrega em termos de desempenho e qualidade. Mas o que esse empresário queria dizer era “o investimento em equipamentos de alta tecnologia já não vale mais a pena por conta do custo”. Será? Para entender na prática o que isso significa, eu criei um estudo dividindo a tecnologia de comunicação visual em três faixas distintas. Usei alguns critérios como faturamento e número de funcionários. E olha que interessante: temos na base da pirâmide cerca de 20 mil empresas com os chamados equipamentos de entrada, com largura de até 1,60 metro, com tecnologia de tinta à base de solvente, na sua maioria. Mais de 50% das empresas que compraram essa tecnologia deixaram de existir nos últimos dez anos. Mas não são somente as pequenas iniciativas que sumiram do mapa. As empresas de médio porte também, mas, em vez de fechar, elas mudaram de categoria. Ou elas crescem e sobem para o topo da pirâmide ou passam a figurar como empresa de pequeno porte. O índice de endividamento fiscal desse grupo econômico é o maior de todos, e essas empresas tendem a ser as principais inadimplentes. Os negócios nesse grupo têm faturamento entre R$ 1 e 5 milhões por ano. Cerca de 2/3 se encontra em dificuldades. Já no topo da pirâmide temos em torno de 100 empresas que, juntas, faturam R$ 3 bi anuais e empregam cerca de 7 mil funcionários atualmente. Levando em consideração o modelo de negócio do segmento de comunicação visual, essas empresas investem em equipamentos com tecnologias chamadas de industriais – justamente o tipo a que o empresário do começo desta conversa se referia. Não se engane: as empresas desse grupo também estão com dificuldades, mas a porcentagem das que deixaram de existir nos últimos dez anos é de 5%. O que leva a crer o seguinte: a opção por investir em equipamentos de impressão com alto valor agregado não é um mau negócio. Em geral, são empresas com propósito de produção mais bem definido e foco na atuação. Têm equipamentos de entrada também, mas preferencialmente máquinas acima de 1,60 m a 3,20 m, com algumas exceções para 5 metros. Preferencialmente tecnologia de tinta ultravioleta. Essas empresas têm, obviamente, uma proposta de despesa aparentemente maior, mas é inegável que otimizam tempo, o que contribui para um processo mais orientado a resultados. Afinal, uma conquista admirável neste nosso segmento de comunicação visual é produzir mais em menos tempo. Algo muito mais significativo hoje, quando as campanhas têm prazos cada vez menores. Atender à demanda no tempo do cliente requer uma capacidade para muito além da qualidade exigida. Seguramente, fazer a escolha certa em relação à tecnologia é algo que pode significar toda uma transformação para o seu negócio. É o que vai dizer, com a adequada gestão de tempo e processos, que demanda a sua empresa poderá atender. Quanto vale essa reflexão? Marco Marcelino, diretor editorial Twitter do editor: @marco_marcelino Twitter da revista: @revista_ESD www.empresariodigital.com.br (notícias todos os dias) CAPA Como ser um campeão de audiência Pág. 26 4 Serigrafia 6 Eventos 8 Impressão 10 Vendas 12 Marketing 15 Gestão de Pessoas 16 Out of home 8 Têxtil 20 Marketing 32 Pubicidade 34 Conteúdo 36 Criatividade 38 Opinião Avenida Paulista, 1079 • 8º andar Bela Vista • São Paulo/SP • Brasil Fone/Fax: (11) 2787-6386 www.serinews.com.br Publisher: Marco Marcelino {44.446} mmarcelino@serinews.com.br Comercial: Fabio Peres fperes@serinews.com.br Marketing: Jéssica Câmara jcamara@serinews.com.br Gerente Editorial: Jorge Luiz Mussolin {15.978} jmussolin@serinews.com.br Jornalista: Alexandre Carvalho {44.252} alecarvalho@serinews.com.br Redação: Fernanda Pilão fpilao@serinews.com.br Designer: Patricia Barboni patricia@be-erredesign.com.br Foto e Artigo de capa: Yuri Mine As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores, não refletindo necessariamente a opinião da editora. As fotos publicadas têm caráter de informação e ilustração das matérias. Os direitos das marcas são reservados aos seus titulares. As matérias aqui apresentadas podem ser reproduzidas mediante prévia consulta por escrito à Editora. O não cumprimento dessa 3ddeeteDrmireinitaoçsãAoeumstuojpreairitsea.rsá(aLoreiiion9fdr.a6itgo1ir0ta/a9sl8.pc).eonmalid.badre•s previstas na Lei

[close]

p. 4

serigrafia Sistema digital de exposição direta UV para gravação de matrizes serigráficas P elo fato de haver uma grande variedade de processos envolvidos na gravação de telas, a operação tornou-se dispendiosa e sujeita a erros frequentes. Por este motivo os equipamentos CTS (Sistema digital de exposição direta UV) padronizaram esse processo através das seguintes vantagens: Reprodutibilidade possível graças à produção digital de telas, a ausência de filmes e todos os custos relacionados com o manuseio da produção delas, como também, o aumento da qualidade de impressão e da produtividade, além do baixo custo. A Agabê é representante exclusivo da SignTronic no Brasil e apresenta a SignTronic STM-ONE: Com um sistema econômico de exposição direta UV para gravação de telas, alimentação frontal e resolução de 1270 dpi. Ideal para quadros de até 120 x 140 cm (dimensões externas - posição paisagem), e área de exposição de até 100 x 120 cm. Sendo adequados para volumes de produção pequenos ou médios. Possui construção compacta e posicionamento a laser para precisão absoluta do registro. Para saber mais, você pode entrar em contato com a Agabê através do site: www. agabe.com 4 • empresariodigital.com.br

[close]

p. 5

empresariodigital.com.br • 5

[close]

p. 6

eventos OUNIQVEURESITRY GOLLOBOAUL S?UMMIT 2017:SingularityUniversity, é uma universidade americana, localizada na Cali- afórnia. Todo o ano, o custo de um carro elétrico irá reduzir drasticamente, por motivos de demanda e abundância no mercado. Até 2020, todos os táxis na China serão elétricos. Durante o segundo dia de evento, cação através de mensagens de texto uma opção de relacionamento com o cliente, e 75% deles têm duas vezes mais chances de se manter fiéis à empresas que oferecerem essa forma de comunicação com eles. A mensagem de texto é tão inerente a essa geração, que 30% dos millennials não possuem o ícone do telefone na tela principal dos seus smartphones. eles realizam um foram discutidas as organizações mun- A tendência é cada vez mais depen- encontro para aproximar pensadores, lí- diais. As organizações não mudam até dermos da tecnologia, visto que 20% de deres e executores para ajudar a redefinir que todas as pessoas mudem. todas as buscas em dispositivos móveis o futuro da tecnologia, negócios e huma- Nossas premissas sobre o mundo são feitas por voz. Veículos e objetos nidade como um todo. O evento atinge podem limitar nosso pensamento. Isso autônomos irão mudar as cidades pro- 64 países e trouxe pontos importantes à faz toda diferença, no momento em que fundamente. As habilidades humanas que tona. Compareceram 1.600 participantes partimos da premissa de que nossa socie- serão mais valiosas serão criatividade, de todos os cantos do mundo, e por volta dade está em constante mudança, devido empatia e coragem. de 70% deles são estrangeiros. O Brasil a todas essas descobertas tecnológicas. Hoje, em sua maioria, as instituições se destacou por ser a maior delegação. “A vida humana é um problema de de ensino existem há mais de 60 anos. Em 2010, 1.8bi de pessoas estavam engenharia de software” essa frase se A chave para mudar o sistema educa- conectadas à internet. Menos de dez anos refere a Inteligência Artificial e automação. cional é o ensino médio. Muitos falam depois, em 2017, o número quase do- Já existem coisa que a máquina faz muito de customizar ensino para crianças, mas brou, com 3 bi. Entre 2022 e 2025 será melhor do que o homem. 90% das enfer- a chave também é customizar o ensino o mundo inteiro. Com mais conexões, meiras que usam Watson da IBM seguem para professores também. Até a mudança mais oportunidades e gênios. as recomendações do Watson. No futuro ocorrer completamente. Concluiu-se que 2030, mil dólares teremos muito mais máquinas que humanos. Atualmente, mundo faz a transição da poderão comprar tecnologia, que é Ao mesmo tempo que tiram empregos, era industrial para a digital, da mesma equivalente ao cérebro humano. Pro- a Inteligência Artificial e a automação forma que fizemos, anos atrás, a da vavelmente, em 2050, mil dólares vão também criam empregos. O país mais agrícola para a industrial. Porém de forma comprar tecnologia equivalente a todos automatizado, Estados Unidos, não sofreu muito mais rápida. Atualmente, existem os cérebros humanos juntos. Esqueçam perdas de empregos com isso. 2.6bi de smartphones no mundo, e con- a época da tecnologia usável, estamos O sistema de ensino foi discutido, de seguimos juntar nove vezes mais dados entrando na época da tecnologia que maneira mundial. Ensinamos da mesma nos últimos dois anos, do que antes. pode ser inserida no corpo. maneira há 100 anos. O Sistema Educacio- Já abundância de capital, conheci- Podemos prever que empregos serão nal é resistente a uma mudança disruptiva, mento, habilidades e tecnologia. Não absorvidos pela tecnologia. O problema porém as crianças de hoje em dia têm há desculpa para não fazer as coisas. é a velocidade com que isso está acon- muito mais fácil acesso a informação. Não Não há limites. A única limitação é a tecendo. Atualmente, 130 milhões de possuem a mesma atenção. Então, a pro- nossa convicção e comprometimento pessoas estão satisfeitas com seu trabalho. posta de mudança foi para uma educação de simplesmente ir e fazer. No futuro, O número pode parecer muito, mas com método just in time. Esse método usa as pessoas vão aprender dentro de uma quando colocado em comparação com a o feedback dos alunos para os professores lógica de “nano-learning”, e não de população mundial, é quase irrelevante. sobre as atividades realizadas. um longo investimento em educação A tecnologia pode contribuir com o meio Durante o terceiro e último dia, foram para usar somente um percentual mí- ambiente, se você pensarmos em termos discutidas as opções de negócios com as nimo daquilo que se aprende. Todos de poluição. Uma das tendências que vêm novas tecnologias. Os dados demons- terão um portfólio de trabalho, que surgindo, é o uso de veículos elétricos. trados foram que, em 2020, 85% das será nano-desenvolvido. Robôs serão Esses carros, poluem menos que os normais interações com clientes será através de considerados uma opção de força de em até 70%. Veículos elétricos tem 90% máquinas. Essa será uma maneira de se trabalho. Assim como hoje consideramos menos de moving parts do que veículos diferenciar dos concorrentes. funcionários, terceiros, freelances e a tradicionais. Nos próximos cinco anos, Os millennials consideram a comuni- crowd. Simples assim. 6 • empresariodigital.com.br

[close]

p. 7

empresariodigital.com.br • 7

[close]

p. 8

impressão Por Cesar Augusto Rancura* PRECISAMOS FALAR SOBRE Como escolher a tinta sublimática perfeitao nosso mercado existe uma grande variedade de marcas com diversos valores e tipos de tintas. NO que nos devemos nos O bom fornecedor tem um estoque contínuo para não deixar faltar tinta. Por incrível que pareça, isso ainda acontece. E quem sofre com as consequências, são seus clientes, por você não poder entregar forma os problemas diminuirão e você terá uma simulação real de toda sua impressão. Você realizou todas as pesquisas, todos testes sobre a tinta escolhida, enviou seus arquivos para serem impressos, mesmo perguntar é: Será que os trabalhos na data combinada. assim pode ocorrer algum problema? as tintas são todas iguais mesmo? Como Outro detalhe essencial é: consultar a Tinta escolhida, todos os testes feitos avaliar essa qualidade e seu fornecedor? possibilidade de economia baseada na e você esta batendo o martelo. E vem a Quando visito meus clientes, observo redução do consumo de tinta, porém grande dúvida: se por um motivo minha como as tintas se comportam em todos os sem alterar a qualidade de sua produção impressora começas a ter problemas? sentidos. Sinto que sou privilegiado com atual. Existem diferenças entre as tintas Meu fornecedor tem técnicos capacitados meu trabalho: criar perfil de cores para e de trabalho para trabalho. Afinal, de- e preparados? Qual é a estrutura técnica os mais variados tipos de tinta, rip’s e pendendo da qualidade exigida você só do meu fornecedor? O que o fornecedor equipamentos. Porém isso não é o mais consegue atingir as cores aumentando o poderá fazer caso isso ocorra? importante, queremos falar sobre escolha. consumo de tinta, então será que pagar Sim, tudo pode acontecer! Você utiliza uma tinta original em seu menos cada litro compensa? O ato de “trocar a tinta” não é tão equipamento, e a hora de trocar a tinta Falando em cores, o fornecedor da tinta simples assim, envolve muitas variáveis chegou. Tanto para reduzir os custos de irá criar perfil de cores adequado para e que muitas vezes passa desapercebido produção, quanto aumentar a lucratividade sua produção? Sim, um outro detalhe na fuga desenfreada por reduzir gastos a em seu trabalho e até por outro motivo. fundamental. Não basta trocar de tinta e todo custo. Atualmente, a variedade de preços não é começar a imprimir. É necessário criar um Devemos realizar uma avaliação coe- muito grande, e isso pode representar uma perfil de cores adequado a sua nova reali- rente, que muitas vezes nos coloca em economia aparentemente irrelevante. O que dade, mesmo as tintas hoje em dia tendo situações nas quais o lado profissional fala você realmente deve observar são as diferen- uma maior compatibilidade entre elas, muito mais alto. Com minha experiên- ças entre elas antes de fazer uma escolha. acredite o perfil de cores é indispensável. cia neste mercado posso afirmar que já O primeiro passo para a escolha entre Um problema observado é a relação: presenciei inúmeras empresas em plena as tintas sublimáticas, é fazer uma pes- pigmentação e densidade da tinta ao tipo ascensão quebrarem por não se atentarem quisa. Verifique se a tinta escolhida é do papel que está sendo utilizado no aos detalhes, baseando toda sua produção apropriada ao seu equipamento. Afinal, a trabalho. Esta é a relação direta entre o na relação preço por litro. tinta deve ser compatível com sua cabeça consumo, qualidade de impressão e cores No mercado atual existe uma diversi- de impressão. Se puder, consulte outros impressas. Será que o papel que utilizo dade de tintas, tanto de excelente como usuários que tenham o mesmo equipa- atualmente também será compatível com de baixa qualidade. Caberá analisar os mento que o seu, para verificar como a a nova tinta? Vale muito a pena fazer prós e contras sem considerar apenas a tinta funciona com a impressora. um teste para verificar essa caracterís- redução de valores, pois hoje percebo Com essas informações em mãos, tica. Lembrando também que o tecido o seguinte quadro: redução de custo, faça uma estimativa de quantos litros de utilizado também influencia e muito no qualidade diminuindo e a insatisfação do tinta você necessita semanalmente ou resultado final. cliente aumentando. mensalmente. Coloque uma margem Sempre é interessante solicitar amostras extra, para trabalhos de última hora que possam aparecer. do material de preferência ver algum equipamento igual ao seu imprimindo. Desta *Cesar Augusto Rancura é técnico e especialista em impressão digital – www.thecnicos.com.br 8 • empresariodigital.com.br

[close]

p. 9

empresariodigital.com.br • 9

[close]

p. 10

vendas Por Ricardo Amorim* Banana, a Corte e os Burocratasraumavezumreino chamado Banânia. Seu governo gastava sempre mais do que arrecadava. A corte ee a corrupção consu- Os sapateiros se organizaram. Em Sapatótimo, os três sapateiros decidiram que, a partir dali um produziria, outro carimbaria e o terceiro conferiria as carimbadas. Antes, eles faziam 300 sapatos por mês. Com só um sapateiro produ- Ao contrário do imaginado, a arrecadação cresceu pouco. Depois de pagar os salários dos fiscais, não sobrou muito. Nem todos cumpriam a lei, mas os sapateiros que não a cumpriam, ao invés de pagarem multas, ficavam cada vez mais miam todos os recursos. zindo, a produção mensal caiu para 100 ricos. Só os próprios fiscais e a corte Porém, os burocratas locais eram muito sapatos. Para compensar, aumentaram o eram mais ricos do que eles. Um mistério criativos. Sempre encontravam um jeitinho. preço dos sapatos. eram as mansões e os bunkers dos fiscais. Banânia era conhecida por seus sa- A maioria das sapatarias fez a mesma Como conseguiram comprá-las? Para que patos. Suas sapatarias davam inveja aos coisa. A produção de Banânia caiu a pou- serviam? Havia quem dissesse – blasfê- reinos vizinhos. Entre todas, Sapatótimo co mais de um terço de antes. Começou a mia da imprensa – que eram para guardar se destacava. Tinha três sapateiros, os faltar sapatos. O reino, que antes exporta- malas e caixas de dinheiro. melhores do mundo. va, teve de importar sapatos piores e mais Pressionado pela falta de arrecadação e Um dia, no auge da corrupção e da caros. Com o preço alto, muita gente não pela corte, o Rei chamou novamente os gastança com a corte, o governo ficou pode mais comprá-los. Passaram a andar burocratas. Eles não decepcionaram. Além sem dinheiro. O Rei recorreu aos buro- descalços. Tudo bem, “quem não tem do carimbo amarelo, a partir de agora, cratas. Logo, eles acharam a solução: sapatos, que use sandálias” disse a Rainha. todos os sapatos de Banânia terão também um carimbo amarelo seria obrigatório em A maioria dos sapateiros agora produzia um carimbo vermelho. Novos fiscais foram todos os sapatos produzidos no reino. e vendia menos. Ficaram mais pobres. contratados, a maioria das famílias do Rei, Qualquer par sem o selo de Banânia Seus filhos não queriam seguir seus pas- da corte, dos burocratas... condenaria seu produtor a uma pesada multa. Genial! O Rei contratou vários fiscais, au- sos. O sonho agora era tornar-se Fiscal do Carimbo Amarelo, e ser amigo do Rei. *Ricardo Amorim é autor do bestseller Depois da Tempestade, apresentador do Manhattan Connection da Globonews, o economista mais influente do mentando os gastos do reino, mas quem se importava com isso? A arrecadação cresceria, garantiam Brasil segundo a revista Forbes, o brasileiro mais influente no LinkedIn, único brasileiro entre os melhores palestrantes mundiais do Speakers Corner e ganhador do prêmio Os + Admirados da Imprensa de os magos. Economia, Negócios e Finanças. 10 • empresariodigital.com.br

[close]

p. 11

empresariodigital.com.br • 11

[close]

p. 12

marketing O ELEFANTE E O MARKETING Marketing de antes de ontem, e hoje em diaá foi dito que a propaganda é a “arma do negócio”. Mas muita gente não conhece as diferenças entre anunciar, Jfazer promoção, publicidade Outros ainda associam a palavra “marketing” a “discurso mentiroso”. (isto aqui é verdadeiro ou é “só marketing”?). Mais além, há os que percebem “negócio” como um mal necessário e enxergam à parte. No caso de quem tem esta percepção e desgraçadamente trabalha em vendas, acontece de se orgulhar se o chamarem de “puta velha” (= experiente nos negócios). e ações de marketing - que os “vendedores” como qualquer coisa Este conceito doentio infere que “ne- junto com as vendas são os componentes - exceto praticantes de uma “profissão gócio” são os mecanismos usados para do negócio. honrada”. Amigos - amigos, negócios, subtrair dinheiro do bolso do cliente 1122••eemmpprreessaarrioioddigigitiatal.l.ccoomm..bbrr

[close]

p. 13

(neste contexto deveriam se chamar mais apropriadamente, “vítimas”). E o “marqueteiro” no mesmo contexto, seria o que usa colarinho branco. O cliente, para todos os efeitos de quem vive esta visão, tem duração até o concorrente fazer preço menor. Não há uma definição possível para “qualidade” do atendimento, do serviço, do produto. Foi exatamente por conta desta visão entrópica dos negócios que surgiu o conceito de “marketing de relacionamento”, buscando estender o contato na atividade comercial extrapolando os limites estritos da “transação”. Daí foram criados conceitos como pré-venda e pós-venda, e a estratégia para vendas deixou de ser (em parte) angariar melhores técnicas construtivas para ratoeiras (mesmo porque se percebeu que ratoeiras melhores não atraem uma maior quantidade de ratos). O objetivo estratégico de criar e manter market share (a sua participação porcentual no mercado como um todo) passou a ser criar e manter share of mind (a participação da sua marca nas mentes do consumidor do mercado). Exemplos pontuais, pense em gillete, em xerox. Pense em Tostines. O que nos traz de volta às diferenças entre fazer anúncio, promoção, publicidade, e marketing estratégico - e vendas, que afinal são a parte tática nos negócios. Se o circo está indo à cidade e o “departamento de marketing” fizer um outdoor dizendo “O Circo está Chegando no Sábado” - isto é o que se chama “anúncio”. Se ao invés ou concomitantemente, os dizeres forem “vestidos” em um elefante, e o elefante for guiado para andar nas ruas da cidade, isto pode ser chamado “promoção”. Se o elefante se desviar e acabar destruindo o canteiro de flores do parque municipal, pode ter certeza que isto é “publicidade” - todo mundo vai ficar sabendo. Agora, se o pessoal marketing conseguir fazer o prefeito rir do ocorrido, isso é “Relações Públicas”. Caso isto tudo tenha sido planejado, agora sim isto é “marketing” (marqueteiros são “maquiavélicos”, certo?). Se os cidadãos forem ao circo, lá eles forem guiados para as atrações e estimulados a pagar para ver, terem suas perguntas respondidas e, sobretudo, se gastarem nas atrações, isto e apenas isto será o que se chama apropriadamente “vendas”. (NOTA - a historieta é um clássico do marketing de relacionamento, mas está bem resumida aqui). Anúncio na era digital Se o circo está vindo à cidade e seu departamento de marketing pagar por espaço na mídia local (jornal, radio, TV) isto é o que se chama anúncio analógico. Se alguém vir os anúncios, fizer uma pesquisa Google para “circo próximo” e notar um destaque na direita dos resultados de pesquisa, isto é anúncio pay-per-click. Depois de completar a pesquisa Google, se esse alguém visitar a pagina pessoal do Facebook, e vir outro anúncio para o mesmo circo local na sua pagina de news feed do Facebook, isto é redirecionamento e mais especificamente anuncio pago em mídia social adquirida. Promoção na era digital Se o departamento de marketing resolver ampliar a abrangência da exposição ao mercado, pode decidir criar uma hashtag #circusPartyInThePark, a preparação de um evento virtual que mostra a vinda do circo como uma promoção. Se houver um empregado do circo cavalgando o elefante através do Parque da Cidade uma semana antes da estreia, distribuindo balões para as crianças, e convidando todos para ir ao #circusPartyInThePark, isto é em si um evento promocional. Se o mesmo cara montado no elefante fizer paradas regulares para vender ingressos, isto é venda pontual, e analógica. A distribuição de links para compra antecipada de bilhetes com desconto por tempo limitado através de apps é uma promoção de vendas digital. (pode ser chamada e-commerce) Se os clientes pagantes no site ou no app forem convidados a receber gratuitamente um newsletter diária por e-mail sobre as novidades do circo, com ofertas e cupons, é uma preparação para montar um “database marketing”, estendendo a ferramenta de promoção a personalização em escala em um degrau seguinte (do marketing de relacionamento). Neste ponto as coisas começam a ficar perigosas. Publicidade na era digital (e o “lado negro da força”) Se a newsletter regularmente pedir aos leitores para seguir um web link ao blog do circo para ver postagens originais sobre nomes, histórias, cuidado e alimentação dos animais do circo, tudo isto pode se chamar “marketing de conteúdo” em uma mídia social própria. (já é publicidade) Enviar um press-release anunciando para a rede de noticias local sobre a semana de “pre-estreia”no Parque da Cidade e usando #circusPartyInThePark, isto é um esforço de obter publicidade através de relações públicas proativas e planejadas. Se os leitores do blog forem encorajados na pré-estreia a fazer selfies geo-etiquetados com animais e postarem no Instagram usando a hashtag #CircusSelfieWithTheAnimals, isto será publicidade também classificada como “marketing de conteúdo”. Mas, digamos que no final da pré-estreia o elefante se irritou com as paradas constantes para o selfie e distribuição de balõezinhos, escapou do eemmppreressaariroioddigigitiatal.lc.coomm.b.br r••1133

[close]

p. 14

marketing cuidador, detonou na correria o jardim especial de flores da mulher do prefeito, e “causando”, criou publicidade real e imediata no noticiário. Se várias testemunhas usaram seus iPhone para registrar os impropérios berrados pelo prefeito quando ele viu as begônias premiadas da esposa tornadas um tapete de gosto duvidoso, fizerem upload do ocorrido no YouTube, e diversos residentes locais compartilharem o link do vídeo no Twitter, isto sim, é publicidade digital, e “conteúdo gerado pelo cliente” em “mídia social adquirida”. Se o prefeito imediatamente chamar a imprensa para se desculpar pela “escorregada”e adoçar o relacionamento oferecendo um vaso de flor a todos os clientes da estreia do Circo, isto é fazer uso de relações públicas para controle ou inversão da publicidade negativa. Se ao final da conversa com a imprensa o prefeito pular no seu carro, abrir o laptop e anunciar no twitter que ele estará ao vivo conversando com o treinador do elefante do Circo, e respondendo a perguntas sobre seu amor pelo circo, pelos elefantes e pelas flores, isto é usar a mídia social própria para uma “live” ou marketing em tempo real. Publicidade, do virtual ao viral (... e a guerra da informação) Mas se alguém mais, com propensí£o para a treta, se esgueirar e vazar uma foto do elefante sendo acorrentado, o treinador berrando com ele, filtrar no instagram e compartilhar no facebook, isto também é publicidade usando a mídia social. Se alguém no Facebook pegar a foto e adicionar ao printerest na coleção chamada “Circos e crueldade animal”, isto também é publicidade em mídia social adquirida. Se uma influenciadora/ninja blogueira inspirada pelo meme “circos e crueldade animal” escrever um post sobre “Como os circos abusam de animais e trolls abusam de blogueiros”, aí será propaganda em mídia social própria. Se o video original do Youtube com o prefeito babando for anexado nesta postagem do blog, e a blogueira imediatamente usar seu app para sincronizar sua postagem do blog com Facebook, LinkedIn e Twitter, isto é otimização da publicidade na mídia social. Se ela fizer isso para cultivar back-links que irí£o aumentar a probabilidade do ranking nos resultados dos engines de busca, isto é otimização de engine de busca (SEO). Estes back-links junto com as conexões com seu perfil pessoal na mídia social irá potencialmente melhorar o score de influencia “klout”, o que é SEO pessoal com esforço para gerenciar a influencia da marca pessoal. Se toda a atenção recente sobre o circo e sua crueldade com animais pegar carona na mídia de noticias nacional, aqui temos ainda mais publicidade. Aí um garoto da periferia vê as notícias e usa o “material” para lançar no Youtube seu novo funk da bunda do elefante, incluindo clipes dos impropérios do prefeito, da entrevista, e tudo o mais. Se após adicionar o #CircusPartyInThePark e #CircusSelfieWithTheAnimals o video ficar viral no Youtube com milhares de visualizações em duas horas, isto será uso da mídia social para sequestro do noticiário e sequestro da hashtag para obter marketing viral. E, se com todas estas notícias, comentários boca-a-boca, resultados de mídia social paga, adquirida e própria resultar em lotação esgotada para todas as 10 apresentações do circo que está vindo para a cidade, este é o sucesso do mix promocional agora remixado e amplificado com o uso de nova mídia e marketing digital. (NOTA - Ué...? Achou que não ia vender só por causa do mar de lama? Inocente...) Se alguém no Facebook pegar a foto e adicionar ao printerest na coleção chamada “Circos e crueldade animal”, isto também é publicidade em mídia social adquirida. Marketing e vendas na era digital Quando trabalhei na Xerox, Relacionamento era a palavra-chave nas atividades de campo e objetivo estratégico primário de vendas em toda a corporação no Brasil, ou pelo menos o que dizia a cartilha distribuída em impressos e em fitas VHS. A “venda consultiva” só era exequível através de obter um comportamento comercial do tipo relacional, e quase impossível no tipo transacional. Esclarecendo o conceito, transacional se define da demonstração até o fechamento do contrato, relacional se define como pré-venda, adequação, contrato, instalação, pós-venda, reciclagem. P.T. Barnum (Phineas Taylor Barnum (1810-1891)), dono de circo, inspirou o conto inicial do elefante e do circo. O show itinerante “Ringling Brothers Barnum&Bayley the Greatest Show on Earth” durou estonteantes 146 anos de existência, encerrado em 2016. Considerado um homem de moral duvidosa por algumas estratégias, ensinou muito aos marqueteiros americanos sobre abraçar tanto a publicidade positiva como a negativa, já que ambas sempre vendem o mesmo peixe (falem bem ou mal mas falem de mim) e foi o mentor do marketing de relacionamento e grande defensor da publicidade. Talvez com ele tenha se iniciado também a era do marketing criativo, e pela historieta podemos imaginar o porquê. 1144••eemmpprreessaarrioioddigigitiatal.l.ccoomm..bbrr

[close]

p. 15

gestão de pessoas Por Rafael Ramalho* 5 Dicas para fixar a cultura da aprendizagem em sua empresa Organizações de todos os tamanhos potencializam resultados com uma equipe preparada e engajada s benefícios de ter uma equipe bem treinada e alinhada com a missão da empresa não são novidade. Profissionais engajados e bem informados produzem mais e melhor. A dificuldade está em manter a participação desses profissionais nos cursos e treinamentos oferecidos. Hoje existem muitos recursos para treinamento e capacitação no mercado: versões online, aplicativos, vídeos em 360º, entre outros. Muitas empresas, porém, encontram dificuldade em manter seus colaboradores participando desse processo, por não possuir uma cultura de aprendizagem bem formada. Pensando nisso, Rafael Ramalho, especialista em Recursos Humanos da Woli, Oempresa referência continental em educação corporativa à distância, preparou algumas dicas para que os colaboradores consigam entender a importância desses recursos e efetivamente aderir à cultura da aprendizagem. 1. O EXEMPLO VEM DE CIMA: É responsabilidade do líder servir de exemplo à equipe. Se a direção acredita fortemente na educação corporativa e propicia essa cultura nas ações do dia-a-dia, essa vontade será transmitida com mais facilidade para todos os colaboradores. Líderes e gestores devem participar de treinamentos, cada um em sua área; 2. DIVULGUE: Além de oferecer cursos e treinamentos, é preciso divulgá-los. Estimule a participação dos funcionários informando sobre o que ele tem disponível para se capacitar. Que tipo de conteúdo terá acesso em cada curso e como ele pode aplicar isso no seu dia a dia e se desenvolver profissionalmente; 3. TRACE UM PLANO: A falta de planejamento pode levar o programa todo a se perder, pois os colaboradores acabam não levando a sério. Estabeleça um cronograma, uma sequência, para execução dos treinamentos. Vale oferecer recompensas também, como entrega de certificados e até bonificações para a conclusão dos cursos ofertados; 4. PEÇA FEEDBACK: Outro ponto muito importante é coletar feedbacks para identificar possíveis melhorias nos treinamentos, além de fornecer insights para novos conteúdos relevantes. Muitas vezes a falta de adesão a determinado treinamento está em seu conteúdo, que pode estar defasado, pouco prático ou muito raso; 5. MANTENHA O FOCO: Depois de estabelecidas essas ações, é importante manter a consistência, foco nas atividades de aprendizagem, ou seja, mantenha a engrenagem andando e vida. Atualize os cursos, o sistema de bonificaçoes e incentivo, com isso a cultura de aprendizagem ficará cada vez mais enraizada em sua empresa. Vale lembrar que uma cultura de aprendizagem bem estabelecida torna qualquer mudança menos traumática e ajuda a manter dentro da empresa os colaboradores mais engajados na mudança. empresariodigital.com.br • 15

[close]

Comments

no comments yet