Confrades da Poesia90

 

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Poesia Lusófona

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Amora - Seixal - Setúbal - Portugal | Ano IX | Boletim Mensal Nº 90 | Novembro 2017 CONFRADES DA POESIA www.confradesdapoesia.pt - Email: confradesdapoesia@gmail.com «JANELA ABERTA AO MUNDO LUSÓFONO/UNIVERSAL» Neste ano 2017 vamos iniciar as edições do nosso boletim, na expectativa de que ele progrida em cada ano transformando-se num elo mais forte em prol da poesia. Nesta conformidade esperamos uma colaboração mais empenhada de todos dos nossos poetas membros que nele participem, para que o nosso boletim dignifique cada vez mais a poesia e seja um verdadeiro orgulho para a nossa organização poética. SUMÁRIO EDITORIAL Capa: 1 A Voz do Poeta: 2 Ecos Poéticos: 3 / Bocage: 4,5,6,7 / Poemar: 8,9 / Confrades: 10,11,12 / Tribuna do Vate: 13 / Teatro: 14,15 / Ponto Final: 16 O BOLETIM Mensal Online (PDF) denominado "Confrades da Poesia" foi fundado com a incumbência de instituir um Núcleo de Poetas, facultando aos (Confrades / Lusófonos) o ensejo dum convívio fraternal e poético. Pretendemos ser uma "Janela Aberta ao Mundo Lusófono e outros países “; explanando e dando a conhecer esta ARTE SUBLIME, que praticamos e gostamos de invocar aos quatro cantos do Mundo, apelando à Fraternidade e Paz Universal. Subsistimos pelos nossos próprios meios e sem fins lucrativos. Com isto pretendemos enaltecer a Poesia Lusófona, no acréscimo da Poesia Universal e difundir as obras dos nossos estimados Confrades que gentilmente aderiram ao projecto "ONLINE" deste Boletim. “Promovemos Paz” «Este é o seu espaço cultural dedicado à poesia» Para nós não existe concorrência. Existem parceiros de actividade! Tribuna do Vate …. página 13 XIX Aniversário Mensageiro da Poesia Página 15 Efeméride 59 anos Teatro - Foros de Amora Página 14/15 Rádio Confrades da Poesia página 16 Nesta edição colaboraram 61 poetas Deixamos ao critério dos autores a adesão ou não ao “Novo Acordo ortográfico” FICHA TÉCNICA Boletim Mensal Online Propriedade: Pinhal Dias - Amora / Portugal | A Direção: Pinhal Dias - Fundador Colaboradores: Adelina Velho Palma | Aires Plácido | Albertino Galvão | Alfredo Mendes | Ana Santos | Anna Paes | António Barroso | António Boavida Pinheiro | António Martins | Arlete Piedade | Arménio Correia | Carla Carvalho | Carlos Alberto S Varela | Carmo Vasconcelos | Catarina Malanho | Clarisse Sanches | Conceição Tomé | Daniel Costa | Edgar Faustino | Edyth Meneses | Edson Ferreira | Efigênia Coutinho | Euclides Cavaco | Eugénio de Sá | Fernando Fitas | Fernando Reis Costa | Filipe Papança | Filomena Camacho | Fredy Ngola | Glória Marreiros | Helena Fragoso | Henrique Lacerda | Humberto Neto | Ilze Soares | Isidoro Cavaco | Ivanildo Gonçalves | João Coelho dos Santos | João Furtado | José Chilra | José Jacinto | José Maria Gonçalves | Lili Laranjo | Liliana Josué | Luís Filipe | Marco Alvarenga | Maria Alexandre | Maria Brás | Maria Fonseca | Maria Fraqueza | Maria Mamede | Maria Moreira | Maria Petronilho | Maria Rita Parada | Maria Vit. Afonso | Natália Vale | Paco Bandeira | Pedro Valdoy | Rita Rocha | Rogério Pires | Rosa Branco | Rosa Silva | Rosélia Martins | Silvino Potêncio | Telmo Montenegro | Tito Olívio | Vitalino Pinhal | Vó Fia | Zzcouto | … Ver restantes no site.

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2 Confrades da Poesia - Boletim Nr 90 - Novembro 2017 «A Voz do Poeta» COBARDIA Cobardia é detrimento De confrontar a verdade Anormal comportamento Do medo à realidade. É qual falta de coragem Da humana natureza Uma indelével imagem De sedição e fraqueza. Há quem ouse a cobardia Mascarada de mentira Com tal ardil de ironia Que a confiança nos tira. Há por vezes cobardia Dos líderes nas decisões Que em mordaz hipocrisia Prejudicam multidões. Quando actos de cobardia Afectam alguém na vida É bem grave a anomalia Que deve ser combatida. Todo o cobarde devia Em contrição com alarde Manifestar cobardia Apenas de ser cobarde !... Euclides Cavaco - Canadá Oferta Mulher… A ti me dou Em taça lapidada, Por ti, já estou Numa guerra sem quartel. Eu quero saborear O teu néctar, o teu mel; Nem que para tal Seja o fio da espada… A ti me dou, Em manhãs de Primavera, Com o raiar do sol No horizonte. Por ti, Enfrentarei qualquer quimera, Até abrir caminho, P’ra beber na tua fonte!... O NOME NÃO FAZ O HOMEM Não são os Castros, os Nobres, Os Semedos, os Trindades, Os Azevedos, os Costas, Que fazem que existam pobres E camuflam as verdades E viciam as apostas!... Sejam Gaspares ou Portas, Seja Passos ou Seguro, Lima, Cunha, Figueiredo, Quando existem mentes tortas Que distorcem o futuro, Do futuro temos medo. Não é o nome imponente, Não são os berços dourados Nem a importância herdada... É a gente incompetente, São os homens mal formados, Numa nação desregrada! Sejam Zés, Joões, Martinhos, Ou outro nome qualquer, O nome não faz o Homem... Quando os homens são mesquinhos E lhes damos o Poder, Até o ar nos consomem! Enquanto não se tiver A justiça, a verdade E o pão p'ros nossos filhos, Teremos que conviver Com a feira de vaidade Num país de maltrapilhos!! Carlos Fragata - Sesimbra HOLOCAUSTO Na natureza, a envergar negros trajos de fuligem, Isentas do pulsar da vida, de sorrisos, de trinados… Acordam as manhãs prostradas! De luto vestidas Umbrais de cinzas, de esperanças amortalhadas! Escorre moribundo cada dia, em farrapos de agonia Num espectro de morte sem eternidade de amanhãs De regaços vazios de aconchego, de amor, carinho… Desabitado por sonhos, por estradas sem caminho… Geme estertores o holocausto numa dor cruciante… E, nas noites vazias, dormem as estrelas despidas Num manto de abismos, onde o brilho se fenece… Erguendo-se mãos flébeis, silenciadas numa prece. João Ferreira Qta. do Conde Filomena Gomes Camacho - Londres TROVA GLOSADA 45 Mote Cada olhar teu, cada estrela, A amanhecer no meu peito, Quem me dera ter em mim, Um firmamento perfeito! (Autor anónimo) Glosa Esta é quase um proeza, É ideia que desejo vê.la, Olho o céu pra ter a certeza, Cada olhar teu, uma estrela! Aqui te venho confessar, As noites têm este conceito, Seria um sonho acordar, A amanhecer no teu peito! Este sentimento que mora Podes crer, é um frenesim, Este amor que em me devora, Quem me dera ter em mim! O céu rela que te proponho, É este com risonho efeito, Viver contigo é, o meu sonho, Um firmamento perfeito! Nelson Carvalho Belverde / Amora / Portugal Televisão de provocação. Filmes de terror vistos na tevê Sujeitando audiências mal feitas E quem regulamenta não prevê Futebol, com políticas desfeitas Telenovelas de entretenimento Casa dos pais chorada pelos filhos Por consolas de jogos de fomento Falha na educação!? Dá sarilhos! Laço familiar, desconsolado! Talvez sim, por um medo isolado Distraídos pela televisão... Jovens que esbanjam potencialidades Que desperdiçam personalidades… Pla televisão de provocação Pinhal Dias (Lahnip) PT

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 90 - Novembro 2017 «Ecos Poéticos» 3 Clara Quem te pôs Clara foi premonitor Tua aura luminosa ele anteviu De sonhos tecelã, deste teu amor A um príncipe poeta que surgiu. Predestinada para ter fulgor Espírito aberto, qual claro rio Partilhas o teu lado sonhador És pura primavera e doce estio. Ilustre, insigne pessoa luminosa Se adapta ao teu lindo nome, Clarinha Esse nome tem seu significado. O Destino criou premonição Seguiste rectamente aquela linha De quem te nomeou com intuição. Maria Vitória Afonso - Cruz de Pau Façam a vós um grande favor para o vosso bem afinal venham dançar com o vosso amor na associação do Zambujal Montes no Alentejo Os montes do Alentejo São aqueles que aqui estão Não são aqueles que eu vejo Para turismo e mansão Terra da minha paixão Eu de ti já estou descrente Tuas terras não dão pão Nem farinha sem semente Qualquer monte tinha gente E qualquer casa criava Gente pobre mas decente Que até mendigos ajudava A minha mãe acareava As galinhas que eu comia E até o galo cantava Quando a gente ainda dormia São montes com fantasia Os montes de quem não sente O que é a tua agonia Alentejo estás doente Poeta Silvais - Évora Vitalino Pinhal - Sesimbra Atrocidades Eu rogo, eu espero, eu – lamentoso - peço Ao verdadeiro Deus que bem conheço Que vergue, cale, vença a malvadez Dos que outro deus se arrogam de servir Pois não há deus que possa aplaudir Atrocidades de tanta insensatez. SEM VOCÊ Sem você em minha vida A saudade se instala como dona Do meu coração, dos sonhos e desejos. As recordações são intensas, Tua voz, ouço através do canto dos pássaros. As borboletas enfatizam tua vida fugaz, Cada amanhecer é a prova da bondade divina Cada raio de sol mostra com intensidade Tudo que foste em minha vida. Eugénio de Sá - Sintra Isabel C S Vargas Pelotas/RS/ Brasil Nos meus poemas… Nos meus poemas viajo como marinheiro errante em caravelas de espanto sulcando mares de luz… e voo em voos possantes a desbravar horizontes como andorinhão migrante embriagado de azul! Abgalvão - Fernão Ferro Trovas de Estro Empírico Com quatro letras apenas Se escreve a palavra AMOR É das palavras pequenas Entre muitas a maior. Euclides Cavaco - Canadá Ardem fogueiras no peito Ardem fogueiras no peito Dentro do meu coração Por ver um mundo imperfeito Dentro da minha Nação! O meu Pais a arder... Sem que haja uma mão Que acabe este sofrer Com tanta destruição! O fogo sempre a alastrar Nem Deus com o seu poder Satanás a dominar Quem é que o pode Vencer!!! Enquanto houver Satanás Perante a calamidade Jamais haverá a Paz... Na nossa Humanidade! Eu peço às nuvens do céu Que derramem um caudal E que condenem o réu Que anda a fazer tanto mal! Às forças da Natureza É que nos podem valer... P'ra combater a tristeza Que não parem de Chover! Anda o arrojado bombeiro E toda a população Num combate derradeiro Em que não há salvação Louvo os bombeiro de Olhão, Que pronto a auxiliar... Mostrando a sua União, A nossa forma de Amar! Ò meu Deus do Universo! Mande Chuva por favor Anda à solta o perverso Nesse fogo abrasador! Numa modesta oração Peço a Deus por que sou crente Pelo bombeiro um irmão Que na luta segue em Frente! E neste mundo imperfeito Eu fico assim a pensar Ardem fogueiras no peito Na minha forma de amar! Maria José Fraqueza - Fuzeta

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4 Confrades da Poesia - Boletim Nr 90 - Novembro 2017 «Bocage - O Nosso Patrono» Chãos de Guerra TRES QUADRAS Não há altares que valham, que se bastem Nem d’Allah as bandeiras esverdeadas Que o sangue é negro e corre plas estradas Não há mais dor que as orações resgatem. Que céus são esses que a fumaça esconde? Que estrondos colossais, que vil fragor, Ofendem tanto a terra do Senhor Que procura o amor, sem saber onde! Ódios à solta por trás dos canhões Meninos-homens, raivas sem idade Chãos semeados só de humilhações. Pasma-se o mundo de incredulidade Esgrimem-se vozes, gritam-se razões Mas estes chãos são de infertilidade! E preciso que se diga a um qualquer como eu: só se é poeta na vida quem Deus, o dom, lhe deu! O poeta dá mais verdade, à verdade dos nossos dias! Nele há o pão, a vontade, dizendo não às noites frias! Quando morre um Poeta, com ele, vai o seu sonhar! E, na sua biblioteca, fica um livro por acabar! Joellira - Amora Eugénio de Sá- Sintra Dedicado ao dia do idoso Meus sonhos Por eu te chamar um velhinho Não te estou a ofender Porque é longo o teu caminho E levou tempo a percorrer Muitos anos a sofrer Sem saber o que lá vem À espera de acontecer O pior que a vida tem Ao nascer somos alguém Levamos tempo a crescer Até partir p’ro além Temos muito que aprender Tu que dizes conhecer Tudo na vida vivida Nunca chegas a saber A saga nela contida A tua vida é merecida E qualquer uma tem valor Será mais enriquecida Vivendo em paz e amor Poeta “Silvais” - Évora Colibri com tanto amor Nos encanta teu voar Olhas para uma flor Que de seguida vais beijar Os meus sonhos são longos e audazes Como beijos dum par de namorados... Momentos de prazer que são capazes De deixar noite e lua envergonhados Alguns são mais subtis, outros mordazes Passíveis de deixar incomodados Os mais atinadinhos dos rapazes Que por falta de amor são uns frustrados Sonhar é bom e próprio de quem ama Grande ajuda a manter acesa a chama Pois vida sem amor é um castigo Meus sonhos são viris e são bem vivos São loucos, são intensos e lascivos Se quando, por te querer, sonho contigo! Abgalvão - Fernão Ferro Mar Infinito! Céu e mar Infinito... Eterna saudade! Sentimento de liberdade!!! Inspiração... Sonho de Eternidade!!!! A MAIOR MARAVILHA!? (Soneto quando me enviaram um PPS A mostrar 22 maravilhas portuguesas…) Vá venham ver o DOIS AMORES, Eu vos descrevo em detalhes bastantes Como foi a luta de dois emigrantes Esta maravilha de tantas, tantas dores, Vinte e cinco anos n’Alemanha, asfixiantes, De dois “NEGROS”, Nelson e Dolores! Isto aqui não é maravilha, Nem mesmo mera partilha… Maldita sociedade pandilha, Não sabe, não conhece o rumo que trilha, Queluz! Algarve! Troia é que brilha!!?? Amigos: Este estudo falseia toda a realidade, Falta aqui a maravilha mais marcante, Uma casa feita co’a luta d’um emigrante Esta sim é, a maior maravilha, eis a verdade! Isto ninguém vê, nem mostra não brilha bastante, Não é digno, ou modelar prá nossa sociedade, ‘Inda há inveja, parece que temos…maldade Casa! Negócio, não é maravilha que se levante..! A casa de qualquer emigrante, seja ele qual for, Essa sim, é a maior maravilha deste país, Foi luta, sacrifício, teimosia, suor, mais suor… As maravilhas são estas, ouropel em retalho, Não mostram as seus filhos a exemplar raiz, A maravilha, o fruto bom, de seu trabalho! Nelson F. Carvalho AMORA ”NO INFINITO DO AMOR " Flui o pensamento e o ser P'ra onde não há ,espaço nem tempo ...... Nem rosas brancas a desfalecer Nem pétalas ....... perdidas ao vento ! Nem guerra, raça ou cor Nem luta de bens materiais Mas corpos ,de Luz e amor .... Protegem na terra , os mortais . Maria Rita Parada Pedome, Valpaços / LISBOA C/ Reg. na. S.P.A 1993 Mário Pão-Mole - Sesimbra Filipe Papança - Lisboa

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 90 - Novembro 2017 «Bocage - O Nosso Patrono» 5 Menino Pobre (Dedicado a todos os meninos a quem a infância não sorriu) Tinha caído a noite...E o menino pobre Ainda inocente Tinha passado todo o dia Em companhia Da mãe doente. Faminto...E sem nada ter para comer Tinha esperado o anoitecer Receoso Cheio de ansiedade e apreensão Para na noite se esconder E mendigar de alguém generoso Apenas um pedaço de pão. E o menino pobre, cheio de vergonha Acabrunhado e triste e de face nada risonha Lá vai com medo Bater à porta duma casa abastada Pediu licença para entrar Mas a mulher confortada Sem sequer olhar Diz num tom de ironia Numa voz sarcástica, avarenta e de desdém: Aqui não há esmola p'ra ninguém. Mas o menino pobre...Tinha fome e queria comer Pedindo apenas para ter Um pedaço de pão... Mas a mulher avarenta...Sem se levantar Mesmo ali do seu lugar Dá ordem ao cão Que a correr de raivoso...Avança como um leão E com violência...Atira o menino ao chão !… E a chorar...O pobre menino Arremessado ao chão Como se fosse um mariola Levanta-se assustado E foge do cão Aterrorizado Sem ter levado esmola. E aquela avara mulher A fome ao menino não matou Mas antes...Sordidamente O cão lhe açulou Sem compaixão Só , porque o menino Apenas mendigou Um pedaço de pão !… Euclides Cavaco - Canadá LÁ VAI ELA OS MEUS DIAS * É lusco – fusco, nos céus Rompe a estrela da manhã Faz-se à vida mulher, sã Pra ganhar o "pão de Deus" Em campos que não os seus Após acordar de Auroras Durante sete, oito horas, Ao doce lar diz adeus ! * Hora mágica, arrebol Nuvem rubra, deslizante Abre alas ao sol brilhante Logo gira o girassol A Campina bole, bole Não importa a temperatura Mas ó que vida tão dura E que coração tão mole ! * Chega a hora do meio dia Come umas côdeas de pão E azeitonas que são Parte da merenda fria, Chega tarde a alegria Na linha do horizonte Surge a noite é uma ponte Não dorme por ter azia! * Recolhem-se as avezinhas Só as corujas noctívagas Saem à noite das fragas No seu habita… rainhas! Dormitam as andorinhas Sossegadas nos beirais E o galo acorda os mortais Com as suas ladainhas * Logo canta a Filomela Às sete horas da matina Levanta-se a campesina Faz a sopa na panela Às vezes à luz da vela Trata dos filhos sem ralho Veste a roupa de trabalho Por atalhos lá vai ela! Meu passado minha vida Hoje tão cheia de nada; Vivi sonhos à partida, Desilusões à chegada!... Foram rosas que sonhei Quando p’ra vida parti, Nos escolhos que encontrei Eu só espinhos colhi! Sonhei beber f’licidade, Mas para minha desgraça, Pôs-me a vida por maldade Dor e fel em cada taça. Nesta vida de incerteza Nada de bom recebi; Solidão dor e tristeza Foi tudo quanto colhi. Mesmo em horizonte escuro Tenho sonhos, podem crer, São os sonhos no futuro A razão do meu viver. Isidoro Cavaco – Loulé Meu desejo Meu desejo é sair daqui, agora, e pregar para o mundo inteiro ouvir. Lutar pra que a pessoa que ignora aprenda como faz pra progredir. Que eu possa fazer isso sem demora sem perder a alegria e o sorriso. Mas, aos jovens levar mais segurança pra poder trabalhar no que é preciso. Mas, o país perdido nas denúncias Não oferece nada que os ajude a impedir que se afundem nas indúcias. Tiago Neto - Évora Só o passar do tempo nos dirá se esta crise moral que nos ilude algum dia na vida passará. - Fui passear pelo couto, Que lindo vendo montanhas; Só que ao travessar um Souto, Escorreguei nas castanhas. Benedita Azevedo Magé / Brasil Arménio Domingues Melgaço

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6 Confrades da Poesia - Boletim Nr 90 - Novembro 2017 «Bocage - O Nosso Patrono» VEJO MINHA MÃE Menino (lembro-me tão bem!) De ver minha querida Mãe Com seu sorriso pálido e terno No branco leito de Hospital Em Domingo feio de Inverno, Dia cinzento, véspera fatal, Em gélido e derradeiro Terrível mês de Fevereiro. Meus irmãos um a um beijou, Uma teimosa lágrima enxugou E, por fim, seu beijo foi meu. Como o sinto ainda hoje, Santo Deus! Acenou, sorriu e disse adeus, Sem que eu suspeitasse E nem sequer sonhasse Que, naquela despedida, Dizia adeus à sua vida... O telefone tocou de madrugada. Ergueu-se a Esperança e atendeu. Naquele instante parou o Céu. Tudo em silêncio profundo Como se fosse acabar o Mundo... Sob o lençol, escutei o repetir Dum soluço: - "morreu!". A minha Mãezinha morreu... "Ressuscitou ao terceiro dia". Durante três dias esperei. Pois se minha Mãe era Santa... Olhei cheio de Fé o Crucifixo Na certeza desse anúncio. De novo silêncio e deserto. O Céu não quis saber de mim... Nem um simples querubim Ou a voz de um arcanjo qualquer. Tudo vazio... nada, nem ninguém. Sozinho desfolhei o malmequer! A plenos pulmões, irado gritei, E todo o Universo amaldiçoei. Um dia senti afago de mão materna E parti à redescoberta de Deus. No abandono e na solidão Pedi-Lhe que acolhesse A Alma de minha Mãe, Que lhe desse o eterno Paraíso Donde poderia continuar A contemplar-me E a interceder por mim. (Egoísta, não me esqueci de mim!...) Pouco depois o Céu estalou, trovejou E choveu lágrimas pesadas e sentidas. Foi o sinal. Ali estava Deus comigo. Pus-me muito atento e ouvi: - João, não tenhas medo. Vou contar-te um segredo: Vês? Estou aqui a teu lado. Estarei sempre ao pé de ti, Filho meu abençoado! Estremeci, sorri, chorei E baixinho balbuciei: - Mãezinha, Mãezinha querida, Estarás comigo toda a vida! Eu sempre contigo estarei E jamais, jamais te esquecerei. João Coelho dos Santos - Lisboa NOITES SOLITÁRIAS De noites solitárias não me queixo, Que o sono me arrebata desde logo, Enrola-me na manta e me desleixo, Voando a outro mundo, como um jogo. Locais, que não conheço, dão-me abrigo. Estórias muito loucas, em que entro, Por vezes paraíso, outras, castigo, E, boas ou más, eu estou no centro. Não durmo, então, sozinho, pois tem gente No sonho, companheiro permanente, E as farras se repetem, são diárias. Com noites preenchidas, mesmo vãs, Acordo bem-disposto nas manhãs E não tive mais noites solitárias. Tito Olívio – Faro O nascimento das lendas Mares antigos... Leitos maternais... Que embalam as histórias tagarelas. Os peixes falam línguas ancestrais. Nas ondas, homens surfam primaveras. Nas águas quentes, sob azul tão puro, As lendas nascem como estrelas-guias. Que irão povoar o céu ainda imaturo Do homem. Consolar o que partia! Ó morte, peça à vida para orar! Pai das sombras, o sol empresta a prole Aos semblantes... O homem vai chorar! Inspira e expira... Sim, ilhado Por pulmonar palavra que console. Molho o papel e, viro-me de lado! Eliane Triska - Porto Alegre / BR Em Nome de Portugal Pedro Álvares Cabral, Ídolo feito na luz, Em nome de Portugal Descobriu Vera Cruz. Importância fundamental Desenvolveu integrou Comunidade original Qualificada singeleza, Tornou muito mais Fértil a língua portuguesa. Mas… as lutas foram fatais, Nesse tempo de outrora, Muitas vidas se perderam. População foi crescendo, Oriunda doutras paragens, Gentes, meses, anos corridos Afectos respeitam memórias, Sentindo justiça, origens, Do povo que é nascente, Carenciado pela história Tez morena contribuidora. Vera Cruz produção, Rusticidade marcada, Onde bate forte o coração Do Brasil que é natural, Sem voz na capital Testemunho do mundo Homenagem sobre tudo. Ao ciclo que transmite Mudança importante, Feita imagem de Jesus, Povo de Vera Cruz, Ainda anda á procura Da terra prometida. Luís Filipe N. Fernandes Amora / Portugal TERRA QUEIMADA Estou triste e a razão... Vejo meu país a arder. Sangra o meu coração, Ver tanta gente a sofrer. É a ganância de alguém... Ganhar é ponto assente. É ideia mórbida que tem, À custa de muito inocente. É deixar um povo a sofrer... Ou é luta pelo poder... Para quê tanta maldade? Ficou queimada esta terra... Um triste quadro de guerra... É a pura e dura realidade. Maria De Jesus Procópio Seixal

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 90 - Novembro 2017 «Bocage - O Nosso Patrono» 7 Estátuas, cheias de verdete, invadem as esquinas de meus olhos e as rosas, que morrem cerces, por entre jardins descuidados, ardendo instantaneamente. Abundam os arbustos e árvores mortas, petrificadas pelo tempo, e, a poluição, desce as escadas da cidade, na humidade, corrompendo o papelão e a inanição diária. Meu pássaro de papel, argonauta de meus sonhos, ficou-se a meio do caminho, entre pinheiros bêbados de azul, rios putrefactos, onde descem impunes, águas de esgoto. Sem sonho algum, que lhes alimente a fase, é aí, que vivem as pessoas, que subsistem, a toda a ignominia, debaixo de velhas pontes, a meio da sujidade, no alastrar das doenças. Algumas pombas vão depenicando o chão, e, há uma certa normalidade, nisto tudo, menos as ratazanas, que roem os pés das pessoas, desprevenidas, enquanto dormem. E prédios crescem, ao lado, indiferentes ao que se passa ao seu redor. Já lá vai o tempo da alvenaria, pois tudo é de cimento armado, ilustrado por imensas janelas, sem brio algum. Virilhas esverdeadas, erupções cutâneas e outras enfermidades, marcam o compasso da cidade assimétrica, e, rostos amarelos, morrem todas as noites, ao piar da coruja. Regresso ao mar, minha origem, e, é então, que me transmuto, qual cavalo ou galgo, em ondas, onde abunda a liberdade, e, aí, sou de novo a pureza das coisas, sua verdade. Açoitado pelo vento, faço-me espuma e areia, e, solto meus cabelos, que vagam ao sabor do mar, misturando-se com as abundantes algas, salpicando todos quantos se acercam de mim. Jorge Humberto - P. Stº Adrião Perdição Teu olhar de perdição Lança faíscas ao meu A alma em emoção Clama pelo olhar teu Nos caminhos vais contente A perdição no firme olhar Fazes a alegria da gente Que pára para apreciar Teu olhar é quente fogo Que aprisiona o coração Mesmo assim vou a jogo Deverei aprender a lição Uma maravilha teu olhar A esperança então retorna Com suspiros a marulhar Perdição no olhar contorna Maria de Lourdes Barni V.N.Gaia Brutalidade Entre teclas, no teclado Deslizei os dedos no PSP. Preparei uma imagem: Coloquei uma árvore, Fiz ali um buraquinho, no tronco. Me enfiei lá dentro. Perdi o rumo, o ritmo A inspiração findou! Cadê? Onde estou? Sou seiva bruta? Parece virei flor, virei semente? Nem sei mais! Anna Paes Brasília - DF - Br vejo sombras na noite. vejo barcos que chegam outros que não. olho nos olhos da sombra vadia. Sentado aqui aguardo o dia. Desenho de MJP Mário Juvénio Pinheiro (MJP) Amora Família: Célula manter da sociedade Família é célula importante Para manter a paz social. Nesta época, indispensável Para cultivar o amor e a unidade. O modelo de família mudou, Temos famílias diferentes, Todas de real importância Para o crescimento sadio dos filhos. É na família que se aprende a conviver, A amar, viver em paz e harmonia, Respeitar as diferenças Aceitar o outro com suas características. A união, a tolerância, o perdão Devem ser exercitados no cotidiano E servir de exemplo a todos, Na observação da prática diária. Aquilo que é vivenciado Torna-se aprendizado a ser passado. É na família que ocorre O exercício constante do amor e união. Isabel C S Vargas Pelotas/RS/Brasil ARTE DE VIVER Desejo que este texto que ora finda Venha servir para algum alento. Leia e releia sempre, com talento. E redescobrirá muita verdade ainda. Contudo é preciso haurir atento Porque não se vive duas vezes a vida. Procure fazer desta vida a mais linda Permanecendo dia e noite muito atento. É importante viver plena solidariedade Que nos trazem alegrias e felicidade Para vivermos dentro da comunidade. Ao teu irmão, faça tudo com lealdade. Fraternidade, é uma virtude que persiste Sentir amor por seu irmão que existe, É assim que vais colher muitas benesses. Na vida segue o curso, a vitória nos aquece. Efigenia Coutinho Mallemont Petrópolis / BR

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8 Confrades da Poesia - Boletim Nr 90 - Novembro 2017 «POEMAR» As dobras do tempo Verga-se-nos a vontade, a energia A alguns momentos que o tempo suspende O amor e a morte exercem tal magia Que o tempo pára, e a eles se rende. Guerra e paz Uma menina só e triste chorava, clamava pelos irmãos e seus pais, e ao redor, a seca terra estalava, escuros os ares, tonitruantes ais! Somos obra de Deus e a Ele se deve - Como o exemplo que nos deu Jesus – Que o nosso tempo seja intenso e breve Feliz às vezes, outras uma cruz. Rugidos de chamas se alastrando, escombros pelo chão espalhados, tristeza, nas lágrimas espelhando, pobres orfãos na vida, largados! É o destino que todos carregamos Neste deambular por que passamos Qual asserção a que há que aquiescer; Experimentando venturas, se amamos Ou sofrendo atrozmente, se matamos As mil razões que temos pra viver. Quando será que nesta terra infeliz, os homens curvarão a altiva cerviz, e buscarão o entendimento fraterno? E farão deste planeta, um local feliz, dando aos filhos, alegria que condiz com o paraíso e jamais com inferno? Eugénio de Sá - Sintra Arlete Piedade - Santarém Tecendo a Esperança Amor, eu pensei em tecer a esperança, fazendo com ela um xaile macio. Depois enrolar-te em cadilhos de brio, tal qual tua mãe te fazia, em criança. E nesta corrida, no tempo que avança, apenas à tarde recolho um só fio. Preciso de tantos cobrindo esse frio que sentes na alma, que aspira bonança. Não temas o gelo da vida e dos anos! Há portos de abrigo que abrigam os planos, num cais mais seguro, com muitos faróis. Tecer a esperança, num xaile bem quente, nem sempre é possível. Amor, segue em frente e vem aquecer-te em meus alvos lençóis. Glória Marreiros - Portimão Custa Sabemos que a vida tem um fim Mas custa...ah, se custa! Tanto, tanto! A mágoa é tanta tal o desencanto, Pensamos que não devia ser assim. Sabemos, é preciso aceitar, sim! Mas custa...ah, se custa! Tanto tanto! E num incomensurável pranto Pensamos que não devia ser assim. Custa perder a mãe, perder o pai Tão triste, desconsolo, amargura, Mas perder um filho é dor que cai No peito eternamente perdura. Perder um filho grande desventura Mas perder os dois... ferida sem cura. Ap - Amadora O poeta e a poesia O Renascer de um sonho A musa lhe fugiu. Poeta chora. Por todo o lado, busca a poesia Que ele adoptou, p’ra sempre, certo dia, Aquilo que mais ama e mais adora. O meu sonho era imenso, desmedido, uma ave de papel, uma aguarela, um papagaio que ao sol, desvanecido, ia morrendo nas cores da sua tela. Brilha, no rosto, a lágrima que aflora Envolvida em profunda nostalgia Que esta mágoa ele, há muito, não sentia, Antes da musa, ingrata, se ir embora. Porém, a verde guita, ora amarela, sumida a pouco e pouco, o fio torcido, inda o prendia em fiapos pela ourela, como um fruto pendente, amolecido. Mas há clarins, ao longe, anunciando Que a musa e poesia estão voltando Do lugar onde nunca as encontrou. Mas em prece silente ao coração, a sombra do sonhado resistia, tal qual um moribundo em oração. Feliz, como criança acarinhada, Pegou na pena, e folha abandonada E um novo poema ele, então, criou. Foi quando um santo mestre que o ouvia repôs-lhe os tons do amor co'a própria mão e o sonho renasceu para a alegria! Tiago Barroso - Lisboa Carmo Vasconcelos – Lisboa / Portugal POEMA SOBRE OS ANJOS. Conheça poder divino Os anjos da nossa luz Cada um seu destino Da alma que o seduz. Descubra suas mensagens Do seu anjo da guarda Preste-lhe vassalagens A sua ajuda não tarda. Os anjos com energia Que a sua alma merece Ali não há a cobardia Na morte desaparece. Os anjos têm uma missão Mensagens celestiais Na poderosa oração Que na força é demais. Anjo da luz guardião Da alma dos lagoenses Reza para eles oração Sobre alma e pertences. Segundo astrologia Anjos seres iluminados Na protecção a valia Zelar pelos cuidados. Servem nosso caminho Numa dimensão divina Na vida com seu carinho Na morte a alma prima. Os anjos são poderosos No domínio espiritual Nos universos famosos Com um poder abismal. Deodato António Paias - Lagoa A Ode à Amizade A verdadeira amizade entra no meu coração como uma estrela dourada Sinto-me feliz com vocês Aqui está o milagre da saudável amizade O meu carinho está em todos Hoje sou outro com esta magnífica obra De um Beethoven que a mãe esteve para abortar As minhas lágrimas são de ouro de alegria Obrigado a todos. Pedro Valdoy - Lisboa

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 90 - Novembro 2017 «POEMAR» 9 SILÊNCIO Há verdades tão evidentes, tão vastas…que apenas o silêncio se define como resposta. Silêncio é a linguagem simplista para uma resposta cuja verdade valeria muito mais que a combinação de milhares de palavras. Filomena Camacho - Londres Relacionamentos O medo da vida bloqueia a coragem de transcendermos com o querer. Após 14 anos de lealdade, cumplicidade, entrega, renúncia, amor... Sigo novos horizontes consciente do que é ser um funcionário. Não sou mais e nem menos, sou um ser, membro da família universal. O supérfluo nos distância da nossa essência humana, mas o necessário desperta a consciência diante da complexidade existencial. Inúmeros indivíduos vivenciam o desequilíbrio mental e emocional por medo do equilíbrio. Culpar o outro é um escapismo diante da omissão dos fatos e a não compreensão dos efeitos. Tudo é incerto, exceto a colheita daquilo que plantamos no terreno do existir. A vaidade da minoria anula as possibilidades da maioria. A não equidade e o desenfreado egoísmo têm corroído as relações humanas. Dhiogo J. Caetano - Professor, jornalista, ator. - Uruana - Go /Brasil Até qualquer dia Vou por aí procurar um mundo novo, Um mundo mais justo. Mundo de homens mais dignos e de mulheres ainda mais sábias. Um mundo em que cada criança sinta amor esperança e alegria de viver. Despeço-me até qualquer dia, vou por aí numa incessante procura descobrir um mundo mais companheiro. Este mundo é um engano, um jogo sujo, não se olha a meios para atingir os fins. Vou procurar um mundo melhor para todos, um mundo onde todos respeitem os seus direitos e deveres. Aires Plácido - Amadora O TEU AMOR É TUDO! Quando não estás junto a mim, cada canção, cada minuto de magia ao amanhecer, traz tua lembrança a fim de tudo fazer inundar-me de nostalgia. Sei que hoje aqui estou por ti, a cantar os versos de uma linda canção. Emocionada te dizer o que senti e te amar com toda admiração. Quando entristeço, sei quanto ardor que minha dor te faz sofrer. O sofrimento se transforma em dor e todo o teu amor me consola e dá prazer. O calor de tua companhia, é serenidade para a minha mais profunda tristeza. Fortalecida o valor da minha felicidade, o teu amor é tudo, é a minha certeza. ZzCouto – Niterói / Brasil EU QUERIA VIVER… Eu queria viver no sol radioso Perene de energia, sempre a bailar, Ou na lua com seu ar vistoso E com seus raios poder bailar. Eu queria viver na distante estrela Fulgurante e sempre a cintilar. Eu queria viver em qualquer esfera Ainda que estivesse sempre a brilhar. Eu queria viver num astro ou planeta Em qualquer um objecto voador Meteoro astróide ou num cometa Mas onde existisse a lei do amor. Mas aqui, neste pequeno lugar, Onde só há ódio, só há guerra Aqui não, só se sabe estragar, Só isso faz ser vivente da Terra. Rosélia Maria Guerreiro Martins P. Stº Adrião POETAS DO MEU PAÍS... Poetas do meu país Vós sois a força motriz Precursores de gerações Além da vida louvados Serão sempre recordados Com palmas e ovações. Poetas do meu país Eu seria mais feliz... Nestes tempos atuais Sem esquecer os preferidos Muitos merecem ser lidos Os poetas do florais! Poeta do meu país Na alma a vossa raiz Plantando a Arvore da Vida Desde meus avós e pais Sois Poetas dos Florais A geração esquecida! Por isso, amigos leais Continuarei nos Florais Divulgando a Poesia, Quer através da Leitura A mostrar que a Cultura Por nós é Bandeira Erguida! Maria José Fraqueza – Fuzeta

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10 Confrades da Poesia - Boletim Nr 90 - Novembro 2017 «Confrades» http://www.confradesdapoesia.pt/ PAI POBRE Pai, Que sem ter chance De educar e aculturar seus filhos, Sai pelas quebradas da vida Em busca do Estado corrupto Que lhe nega todas as saídas E não lhe dá uma guarida. Pai, Que por não ser competitivo nem globalizado, Sai em busca de qualquer coisa Para matar a fome dos filhos Que serão a sua cópia, amanhã. Pai, Que de volta para o barraco Vê seus filhos a gritarem de fome. São as vítimas de um sistema criminoso Que excluem negros e pobres Até a extinção. Pai, Que só tem uma opção: Aliar-se ao tráfico de drogas Que alimenta o capitalismo E praticado pelos detentores do capital Sem sujar suas mãos brancas. Pai, Que já começou a ganhar dinheiro. É pouco, mas dá. Pai, Que vai ser encontrado morto heroicamente, Numa periferia qualquer, Desse país que nunca foi seu, Depois de ser perseguido Por polícia e bandido, Ambos agindo em conjunto Para não quebrar o sistema. Pai, Negro, foragido e criminoso. Filhos pobres, novamente Por causa da droga de comer, Por causa da droga de beber, Por causa da droga de aspirar, Por causa da droga de atirar, Por causa da droga de democracia. Gilberto Nogueira de Oliveira Nazaré, Ba /BR Borboleta voa voa, Amorosa das viagens; Lá vai ela pra Lisboa, Sem evitar as paragens. Arménio Domingues Melgaço A PEQUENA MARIA! Navegando por entre rios lunares lembrei brincadeiras da menina Maria, fazendo risos no pétreo coração do recatado menino bonitão... Remando contra indiferente correnteza encontrei o verbo e esqueci Maria, que era cheia de comovente graça e atravessava a rua feito uma garça... Agora como encontrar Maria? Sua alma linda de criança pequena contida dentro do próprio céu, se atirou no mundo de cabeça ao léu... Esperar algures em algum tempo do incerto amanhã ou o depois, talvez quem sabe o predestinado vento devolverá a Maria em pensamento... ZzCouto – RJ/BR (Singela homenagem a Maria, que vi nascer e crescer, se entregou ao mundo das drogas e hoje não está mais aqui.) Que triste! Sonetu pa nha Kretxeu Bu sta limitan ô mar Pa lá di bó mar nha vaziu Nsabe ma ten mas mar Nha kretxeu lonji ami friu Pa ké ten tudu ês briu Ki tenen tristi y sen ar Ku ôrizonti na meiu Y bó nha distansia mar Dja ki bu ka ta dhuntánu Lebal nha karta d´amor Flal ba dia sta parse anu Ma tudu na mi ê só dor Ka ten ramédi pês danu Só si abrasu ku si amor Djonzinhu Furtado Cabo Verde O amor é tão bonito ele é lindo de verdade... O amor é infinito e é para a eternidade!... Luis Fernandes - Amora COMO NÓS SOMOS Eu gosto de ti E tu de mim gostas Fazem-se apostas E há curiosidade Digo tudo aqui Sempre te quiz bem E tu a mim também É a realidade Anda meu amor Diz que me amas Em separadas camas Nunca mais dormimos O nosso calor Nós vamos juntar E a todos mostrar Que bem nos sentimos Mais tarde então Juntinhos lá vamos Juras nós trocamos Dum amor tão puro Vivendo a paixão Que nos invade Pois só Deus sabe O nosso futuro. Chico Bento - Suíça O MAL OU O BEM Já tentei falar com Deus Julgo, não me ter ouvido Os apelos foram meus Nenhum foi compreendido Pedi-lhe que acabasse O sofrimento no mundo Se ele o fizesse, ou falasse! Por não o fazer, me confundo Já alguém disse, ele sabe bem Tudo o que está a fazer Sendo assim, porque não vem Acabar com o sofrer? Que não fale, mas que faça Algum bem por quem merece A inocência não passa Por pecador, não parece. Ele não ouve a minha prece Porque eu não sei rezar. Para castigar só quem merece Aos inocentes perdoar. De momento estou a ver Este período fatal Que o diabo veio fazer O inferno em Portugal. Mário Pão-Mole Mário Pão-Mole - Sesimbra

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 90 - Novembro 2017 «Confrades» http://www.confradesdapoesia.pt/ 11 AI MÃE DOS MEUS AIS Oxalá…que o futuro não aceite O mundo que a gente criou Oxalá…que o meu neto seja forte E rasgue a herança que eu sou Para que a vida se festeje... Cada terra ser ouvida Ai... Mãe dos meus Ais Que tais filhos geraste... Aonde vais... Oxalá…amanhã seja domingo Para todos os homens igual Queira Deus que amanhã haja concerto E paz no Universo Total E que o homem esteja certo Nos relógios do tempo Que o Deus natural possa ser adorado Em paz em nós Oxalá…que o desnorte não alcance O irreversível após Queira Deus que o abismo não se torne No único espelho final Pra que a vida se respeite Cada terra ser ouvida Ai Mãe dos meus Ais Que tais filhos geraste Aonde vais... Musical… Oxalá… Pra que a vida se respeite Cada terra ser ouvida Ai Mãe dos meus Ais Que tais filhos geraste Aonde vais... Oxalá… Paco Bandeira - Montemor Sou uma sonhadora S ou uma sonhadora O lho tudo ao redor U ma borboleta voadora U ma vontade de ser melhor M inha imaginação A voar, sonha ser poeta S egue o coração O lha e ver tudo de forma certa H oje seria meu dia A h! como eu queria D eixar um mundo em harmonia O nde somente a paz R einasse e na poesia A s mãos de todos se uniria. Angelica Gouvea Luminaras / Brasil Aquela folha Outono sentido de fora Num total abandono, Aquela folha caída Soprada pelo vento, Aos esses pelo chão, Tem cor de Outono! Uma cor de não vida... Sinto nela sofrimento, Vivido com elevação! Na angústia revelada, Do sonho, diz nada... Dorida, nem assume O que a vida lhe dera... O amor e o perfume, Duma linda primavera! Estando em Boston, Paris, lisboa ou Burela Prefiro sentir o Outono a desgrudar o verão E devolvê-lo à procedência, em Cabo Verde - Meu país possuidor de íman que atrai e fixa. Se meu espírito vagueia pela cidade de Paris, Rastejando por Nice, percorrendo até Burela Toca Braga, Lisboa, acenando aeroporto de Portela; E a réstia de sol de Outono, arco na água de chafariz! Em muitas outras terras o TUDO é demais: Muito Sol que pode abrir qualquer tipo de fogo Sobre gente que acolhe água de desastre, Sem tudo, no meio da abundância e desafogo. Por minhas paragens, a chuva vagabunda não abunda Brumas e lestadas chicoteiam as águas merecidas, Em gotas soltam e caem, miseráveis, nas terras ávidas Revoltadas e bravas; à distância, dilúvio no Atlântico. José M Caldeira Gonçalves Almada Foste com o fogo brincar Foste com o fogo brincar As tuas mãos queimaste Mandaste foguetes ao ar E as canas tu apanhaste Tão triste ideia afinal Que vergonha o teu pensar Para outros pôr de mal Foste com o fogo brincar Estás agora pensando No mal que provocaste Com a pólvora brincando As tuas mãos queimaste Tua ideia era atingir E os outros magoar Muito contente a rir Mandaste foguetes ao ar Deves estar arrependida Do caldinho que arranjaste Deitaste foguetes ó querida E as canas tu apanhaste. Chico Bento Dällikon - Suiça Agora, estar nos States ou Europa, dá na mesma! De longe, contemplo o Outono a pintar de aguarela, Depenando árvores caducas, decorando o ambiente Com plantas esqueléticas, folhas de agonia multicolor; E vejo deportar passarinhos de penas pesadas A fugir do frio, para caracas quentes e distantes, Ao sentirem o Outono, embrulhando Sol e água. E como tudo isso é alegria de experiência ausente! Vejo uvas e castanhas roxas, devoradas com paixão, Por gente carrancuda, marinada no vinho novo - Bebida de uvas espremidas com pés descalços, Fartura na vinha desgalhada em vindima. Ah Outono! Desconhecido no meu país de claridade Onde o Sol, destemido, campeia sobre mar e ilhas, Enrolando ondas, soprando brisas, aspergindo sal… E a bruma é peneira da força do ozono a filtrar raios. Se para lá, pássaros sem bilhetes, partiram em voo, Carrapatindo em carracas de calor e mares de atração; Deixam a melancolia esvaziar a melodia dos campos, Que exuberam a roxidão que só cativa a triste paixão. Amália Faustino - Praia/Cabo Verde Árvore! Quero assistir ao teu renascer Árvore frondosa, ora mutilada, mas, em breve a vida em ti aflora, e assim renovada, cantarás vitória... Crescerás de novo, e de verde vestida Em traje de festa, serás escolhida Para em ti crescerem, desenhos e cores E para acolheres a matriz do canto, Que se fará ouvir, em notas de espanto! Felismina mealha - Lisboa

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12 Confrades da Poesia - Boletim Nr 90 - Novembro 2017 «Confrades» http://www.confradesdapoesia.pt/ Sobre saltos Estrada Negra Música Divina Música De saltos de saltos altos prende a atenção solta a tensão em valores altos. São pés humanos ou pés divinos? Levantam hinos vêm sopranos tenores, contraltos... E as pernas sobem aos olhos descem à alma. Meu coração, entre os escolhos de tal paixão, te desgovernas em sobressaltos. Acalma, acalma! É uma ilusão! Céu? Isto é terra, lá longe, a serra, aqui, as casas com chaminés, na rua, os pés, pés sobre saltos, onde vês asas! São pés bem feitos que andam direitos (atenta nisso!) só se o passeio não tem ressaltos e tem asseio (milagre é isso). Tenores, sopranos, não há, nem hinos. Há pés tiranos pés que te pisam sem compaixão. Não são divinos, são pés humanos, pés que precisam do chão. Do chão! Oh, coração, como os poetas, tão frágil és, que te inquietas só por uns pés! Lauro Portugal – Lisboa O Marquês ressuscitou, Mas não voltou a Pombal; Levou o que não ganhou, Pra longe de Portugal. Arménio Domingues Melgaço Naquela estrada de fogo Que tantas vidas queimou Destruiu amor e povo Que a fugir se aventurou Seria mão criminosa Ou foi a mãe natureza A mostrar-se incinuosa A quem a ignora e despreza! Deixou tudo em sobressalto O diz que disse e quem sabe Que por todo aquele asfalto Fechou o que mais não abre Famílias feitas carvão Casais, filhos, avós e netos Quantos olhos chorarão Saudade dos seus afetos Mas isto um dia vai esquecer Tudo vai ser replantado Alguns bolsos vão encher Por conta do que foi queimado É um negócio maldito Com datas e sítios previstos E eu assim acredito Que algo abafará os gritos Gritos de revolta e dor De raiva e de frustração Quem viu o fogo ao redor Sem controlo de situação Aquelas almas perdidas Serão velas incendiadas Amadas e nunca esquecidas Exigindo ser lembradas Porque não dá ‘pra esquecer Esta tragédia horrorosa Por cada um que viver Recordar é obrigação nossa. Regina Pereira - Amora uma Portuguesa Indignada! Efésios 2:19 “Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da FAMÍLIA DE DEUS” Eu sou da família de Deus. A muita coisa eu disse adeus. Partiram-se mil laços meus. De tão fortes que são os Seus. CMO – Qtª do Conde A primeira música que se ouviu Veio do céu e era som de harpa Baixou a terra e novamente subiu Anjos ponteavam e outros cantavam. O mundo era novo e o som enfeitava Vida não existia, mas a música sim. Estava no ar que ninguém respirava Veio Adão e Eva e a vida chegou enfim. Os dois ficaram juntos no paraíso O mar rolando e com fontes de água pura Chegaram os animais, as aves e os peixes. Frutos variados flores lindas e ternura. Naquele Jardim do Éden nada faltava Inocentes Adão e Eva ouviam a música Que do céu suavemente cascateava Tudo era paz e felicidade lúdica. Era bom demais para ser verdade Mas veio a serpente traiçoeira Contaminando tudo com sua maldade Adão e Eva pecaram e caíram na poeira. O Senhor todo poderoso mandou Adão trabalhar pelo seu sustento Eva para procriar sofreu e suou Deus só deixou a música para seu alento. De lá para cá gênios da música Deus enviou Mozart Vivaldi Carlos Gomes Verdi Strauss E muitos mais e a música nos consolou Pelo paraíso que perdemos e a vida continuou. Maria Aparecida Felicori {Vó Fia} Nepomuceno Minas Gerais Brasil Não deixem que a palavra se acomode Não deixem que a palavra se acomode E durma em vossas bocas outra vez Não deixem de escutar tudo que explode Quando acorda com raiva e malvadez Quando bem lá no alto se sacode Com força e imparável morbidez Mata tudo que não deve mas pode Por tanta ser a sua robustez Não deixem que enegreça toda a terra Nem que destrua a vida que ela encerra Na Natureza e paz de cada aldeia Expulsem essa palavra que abomino Da qual não quero ouvir qual o destino Porquanto é tanto o mal que aqui semeia MEA - Loures

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 90 - Novembro 2017 13 «Tribuna do Vate» Há Há quem não goste sentir Todo o sabor da verdade! Há quem não goste ouvir A palavra LIBERDADE Há quem tente ignorar Toda a miséria e pobreza, E que muitos no seu lar, Lhes falta o pão sobre a mesa. Há quem não veja a criança, Que caminha pela rua Sem no futuro ter esperança, Sem família ou casa sua. Há quem não veja os andrajes, Que cobrem o vagabundo, Pois com dinheiro, belos trajes, Se julgam senhores do mundo. Há quem ignore no pobre, Sua dor, sua labuta, Como é honesta e nobre, A maneira como luta. Há quem olhe e só veja Do seu lado a razão; Há quem procure a peleja E ao bem tenha aversão Há quem seja superior, Ou então se veja assim, Há quem não tenha amor, Nem por ninguém, nem por si. Há quem procure a guerra, Dentro dum copo de água; Aqueles que sobre a terra, Só sabem espalhar a mágoa. Há quem passe indiferente, Ao mal do seu irmão, Porque só eles são gente, Só eles têm coração. Há quem ignore que o respeito, É ar que é necessário; Que todos têm direito, Seja patrão ou operário. Há quem te renegue amigo, Mas na tua luta atroz, Faz da verdade um abrigo E ergue alto a tua voz. Anabela Dias – Paivas/Amora “Chico Esperto” Aquele que sabe tudo, Mas que nunca bate certo! Sempre com ar farfalhudo… É esse, o “Chico esperto” O que dá opiniões… Quando se vê no aperto, Com tolas convicções, É esse, o “Chico esperto” O que tenta enganar, Um outro com mais acerto Na balburdia, a gaguejar… É esse, o “Chico esperto” Esse com ar de intrujão… Com aldrabice, a coberto Em tudo quer ter razão, É esse, o “Chico esperto” Esse que mostra viveza… De inteligência, um enxerto… Num vazio e ligeireza, É esse, o “Chico esperto” João da Palma, (Amlapad) Ainda há Esperança A nossa vida não acaba assim... Porque Deus nos deu o Salvador, Que na cruz, com Seu sangue remidor, Do pecado nos lavou, a ti.. a mim... Faz da esperança e fé um trampolim Sobe os degraus p'ró Céu, Pátria d'amor, És importante para o Criador; Não emudeças pois, ao Seu clarim. Somente crê| O milagre acontece; Pois aquele que crê, nunca perece, E em Cristo Jesus terá Vitória. Aceita-O, Louva-O, pois na Cruz Te transladou das trevas para a Luz E á tua espere está, com o Pai, na Glória Anabela Dias – Paivas/Amora O tempo de andar rasgado * Mote: Já foi tempo de coser Calças, e andar remendado. Agora estamos a ver O tempo, de andar rasgado. * Décimas de 2 em 1: Nos tempos de antigamente Se alguém, as calças rasgava, Uma atenção se prestava, Cosê-las decentemente, Às vezes era exigente Um remendo, aprimorado Com arte e muito cuidado, Do tecido, a condizer, Já foi tempo de coser Calças, e andar remendado. * Os tempos foram mudando E também, outras vontades De estranhas modernidades Faltas de gosto, mostrando Falta de brio, e rasgando Calças, por todo o lado, Aspeto desmazelado, Vaidades de entristecer, Agora estamos a ver, O tempo de andar rasgado. * João da Palma - Portimão Ser corrupto e ter roubado Nestes ideais de Abril, Foi reformado o Salgado Com quase quarenta mail Quem trabalhou toda a vida, Com estes chefes canalhas Raspam da mesa, caída Apenas umas migalhas! João da Palma - Portimão

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14 Confrades da Poesia - Boletim Nr 90 - Novembro 2017 «Efeméride» - 59 anos Teatro Foros de Amora O Pinhal Dias não apareceu de paraquedas...e termina aqui o ciclo das dúvidas!...

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 90 - Novembro 2017 15 «Teatro Foros de Amora» «Aniversário do Mensageiro» Homenagem ao Saudoso - Maximiano Sousa Santos Ensaiador e Poeta Fundou e organizou um Grupo teatral nos Foros de Amora em 1958 PRETA Preta…. Todos me chamam na rua… E a gente que assim me vexa e me chama Não pensa na côr dos meus sentimentos Que embalada pelos ventos Sem remorsos nem tormentos Nunca foi cair na lama… Côro: Oh Mulatinha, linda mulata És a rainha dos nossos corações Fazes lembrar com tua alma de prata Outra mulata que inspirou Camões. CANÇÃO – Máxima da Conceição (8 anos) (Autor: Maximiano Sousa Santos Outubro de 1958 A MULATINHA Todos me chamam p’ra aí Oh Mulata, Oh Mulatinha Mas ainda não percebi E não sei se mesmo aqui Há alma mais branca que a minha Eu não invejo a brancura Diferente da minha côr Porque Deus achou-me pura E deu-me a grata ventura Que me consola na dor Deu-me um peito para amar O pobrezinho que passa E quem vive a chorar Na desdita e na desgraça. Monólogo (Máxima da Conceição ( 8 Anos) (Autor: Maximiano Sousa Santos) Outubro de 1958 XIX Aniversário do Mensageiro da Poesia – 22/10/2017 No passado dia 22 de outubro de 2017 comemorámos o Aniversário da Fundação do Mensageiro da Poesia – Associação Cultural Poética. Em primeiro lugar quero expressar a minha gratidão pela vossa presença que foi plausível com cerca de oito dezenas na assistência. E quero também, em nome da nossa Associação agradecer ao Sr. Pepe – Presidente do Centro Cultural e Desportivo das Paivas que tão gentilmente tem cedido as suas instalações, bem como a aparelhagem sonora. Manifestando aqui também um agradecimento especial à Junta de Freguesia de Amora, que se fez representar pela Autarca Maria Helena Quinta – também foi apresentado o Livro “Maresia” – de Elmano Amaral Gomes; assim como também homenageamos a nossa associada Adelaide Palmela, pela sua colaboração prestada. Sempre abraçámos a Lusofonia e levámos a nossa mensagem poética aos quatro cantos do mundo; Agora em parceria por difusão 24h online - Rádio Confrades da Poesia. Dos poetas aos fadistas, nossos associados; Os Jograis do Mensageiro da Poesia e ao Grupo Cantares D’amigos AURPICM - Casal do Marco que abrilhantaram a nossa festa de aniversário. O programa foi apresentado por mim, na I parte e na II Parte pelo nosso associado e amigo Pinhal Dias; que também fez questão de ser o nosso fotógrafo… O meu Bem-Haja a todos os amigos e associados pela vossa presença! Até breve! A Direcção: Luis Fernandes – Presidente e Fundador A Nossa Terra A Nossa Terra Lindo lugar Tem uma fonte Sempre a murmurar E ao luar Quando a noite é bela Todos vão a ela Para namorar… Eu pulava com a cativa sardinha; pouco antes, acabada de pescar... hoje já sou mulherzinha, já posso o meu pai ajudar.. Autor: Maximiano de Sousa Vira dos Foros de Amora O vira da nossa terra É vira por onde virar Óh quanta beleza encerra Tão belo grupo a bailar… Ao centro certinho Cachopas rodai E muito juntinhos Rapazes cantai Na graça que encerra Com fervor se adora O vira da terra Dos Foros de Amora Autor: Maximiano de Sousa Sou pequenino. Eu sou pequenino Não sei fazer nada Vou para a cozinha Comer marmelada Autor: Maximiano de Sousa Santos Declamado por Agostinho Pinhal Dias Outubro 1958

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