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Revista Abranews nº5

Popular Pages


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AbraNews O Canal de Notícias da Rede Case IH Ano II, nº 5, Agosto / Setembro / Outubro 2013 A marca mais desejada. Vitória da Rede Case IH

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Sumário 5 Marca mais desejada 7 Ação Social Meta 8 Big Case Tecmaq 10 Consórcio Realiza Sonhos 11 Nossa Gente Maxum 12 Convenção Agricultura de Precisão 14 Sua Notícia Neve em Guarapuava 2 Abranews | Agosto/Setembro/Outubro de 2013 Luiz Alberto Gotardo, Presidente Darci Luiz Ciarini, Vice Presidente Comunicações Fabio Matturro, Vice Presidente Adm. Financeiro Amauri José Salviano Jr., Diretor Pós Vendas Michel Mekdessi Neto, Diretor Comercial AbraNews Coordenação editorial e Jornalista reponsável: Valéria Ribeiro Isola MTb 15.626 Projeto Gráfico: MOT Comunicação Integrada Editoração: Fernando Braga Impressão: São Francisco Gráfica (Ribeirão Preto) Tiragem: 3 mil exemplares Informativo da Associação Brasileira dos Distribuidores Case IH Rua Luiz Pessutti, 183 Jardim Portal da Colina, Sorocaba, CEP 18047-350 Fone 15 3233-7387 E-mail: abracase@abracase.com.br site: www. abracase.com.br

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Editorial A responsabilidade de ser um distribuidor Case IH Todos nós da Case IH iniciamos 2013 otimistas, e o ano realmente se mostrou muito promissor, e ainda estamos no terceiro trimestre. Existe muito a se comemorar. Começando pelo aumento do número de grupos representando a marca no Brasil, até o final do ano seremos 39 e o número de lojas não para de crescer, 107 em setembro, 115 até dezembro. A Case IH e sua rede de concessionários está cada vez mais perto do agricultor brasileiro, esteja ele onde estiver, tenha o tamanho que tiver, plante a cultura que quiser. Nossa presença no mercado tem crescido ano a ano, em 2012 a empresa foi a única marca que cresceu em participação de mercado, ao mesmo tempo, em tratores e colheitadeiras, e a que mais cresceu em tratores. A performance se manteve e a Case IH fechou o primeiro semestre de 2013, comparando com o mesmo período do ano passado, com um crescimento de 73% em colheitadeiras e 54% em tratores. As perspectivas são ainda melhores. Os fabricantes nacionais de máquinas agrícolas podem atingir um patamar histórico de produção neste ano, apresentando um crescimento de 13,5%, com 95 mil unidades produzidas. Esses números, divulgados pela Associação Nacional de Veículos Automotores (Anfavea), se confir- mados, representariam o melhor resultado da história do setor. Para comprovar que o esforço de cada um, fábrica e concessionários, tem valido a pena, a Pesquisa Fenabrave de Relacionamento de Mercado colocou a Case IH no posto mais alto na preferência do mercado, ela foi eleita a “Marca mais desejada”. Dessa votação participaram concessionários de todas as marcas, e para ser validada ela precisa da votação de pelo menos 25 % de concessionários de cada rede. Se levarmos em conta que a rede Case IH é a menor entre seus concorrentes, foi o voto das outras marcas, ou a ausência dele, que nos levaram ao topo, sem falar da participação efetiva dos nossos concessionários que se orgulham de fazer parte dessa família e fizeram questão de votar. Vale lembrar que o maior concorrente da Case IH, que tem o dobro de lojas, ficou em segundo lugar na pesquisa. Parabéns a todos nós que somos a linha de frente desta marca, que trabalhamos pelo seu fortalecimento e a consolidamos ao estar sempre perto de quem realmente importa, o cliente! Luiz Alberto Gotardo Presidente da Abracase Agosto/Setembro/Outubro 2013 | Abranews 3

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Assembleia Os desafios da agricultura impulsionam o trabalho da rede A assembleia da Abracase que acontece em agosto, sempre antes do congresso da Fenabrave, em São Paulo, é tradicionalmente o momento de reavaliar o ano, tanto entre os concessionários, quanto com a indústria. Neste ano a reunião estava maior, o grupo de concessionários cresceu, assim como, o número de lojas. Agora são 35 grupos que devem fechar o ano com 115 lojas. O foco da reunião foi a rentabilidade, quando foram discutidas questões internas, inerentes ao negócio; a relação com a indústria e o panorama do mercado agrícola brasileiro. A prosperidade da rede e a importância da Abracase como interlocutora junto à indústria dominaram as discussões entre os concessionários. Mas o tema prosperidade passa por uma equação que parece simples: ‘vender mais e melhor’, mas esbarra no quesito, ‘gastar menos e comprar melhor’, e no final de tudo o que se espera é ‘ter um resultado positivo, atrativo e animador’. Essa corda puxa para os dois lados, por isso a indústria é sempre convidada para a Assembleia. Neste ano algumas mudanças importantes aconteceram no staff da Case IH. O novo diretor de marketing, Rafael Miotto, que mudou de área dentro da companhia, fez uma apresentação que empolgou ao falar dos novos lançamentos e do foco no trabalho feito de forma regional, afinal são muitos brasis dentro do Brasil. O lançamento do novo Puma já foi pensado neste modelo. O trabalho de mídia também será avolumado regionalmente, usando rádio, tv, indoors, impresso e web, além das feiras e uma aproximação com cooperativas. A nova campanha tem como foco os desafios da agricultura, para os quais todos têm que estar preparados, o agricultor e a cadeia produtiva que gira em torno dele. Para estar preparado é preciso conhecer bem seu próprio negócio e o mercado do qual ele depende, por isso o consultor André Pessoa foi convidado para encerrar as atividades da Assembleia e falar dos Ce- nários Agrícolas. Segundo ele, 2014 será um ano “normal”, de otimismo moderado, levando em consideração que os três últimos foram acima da média com margem de rentabilidade positiva para o agricultor. Os fatores que merecem mais atenção no planejamento estão fora do negócio, a logística, principalmente na região da fronteira; e a própria economia do país, que acaba contaminando a confiança de todo o ambiente de negócio. André fez uma análise detalhada dos principais produtos agrícolas brasileiros, região por região, comparando com a produção e consumo nos principais países do mundo. Mas, apesar das ressalvas, ele lembrou que para o IBGE o agronegócio ainda é uma ilha de tranquilidade se comparada a outros setores, e a análise final feita por ele apontou neste sentido. A luz amarela fica para o milho safrinha, devido à produção americana, e para a cana de açúcar, que está dependendo mais de políticas públicas do que do seu próprio desempenho no campo. 4 Abranews | Agosto/Setembro/Outubro de 2013

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Premiação Concessionários fazem da Case IH a “Marca mais desejada do Brasil” O congresso da Fenabrave teve este ano um sabor especial para todos os que fazem parte da “família” Case IH do Brasil. Ela foi eleita a “Marca Mais Desejada do Brasil”, no segmento “Tratores e Máquinas Agrícolas”. A premiação aconteceu em São Paulo na abertura do 23º Congresso Fenabrave e tem como base votos on line da Pesquisa Fenabrave de Relacionamento de Mercado. Votam os concessionários de todas as marcas em cada segmento. Os critérios levam em conta a participação mínima de 25% dos concessionários da marca, sendo vencedora a que obtém a melhor média na tabulação das notas atribuídas às 25 questões gerais da pesquisa. Esta foi a 18ª pesquisa feita pela Fenabrave que tem por objetivo retratar a percepção dos empresários do setor de distribuição, de todas as marcas, em relação a cada uma delas. O destaque fica para a montadora que trabalha melhor sua parceria com a rede de distribuição, que é a verdadeira responsável pelo sucesso da marca. Esse reconhecimento da importância da rede fica claro na hora da premiação com a presença do líder dos concessionários. Por isso o presidente da Abracase, Luiz Gotardo, foi convidado a participar da cerimônia representando toda a rede. Vitória merecida Na plateia estavam diversos concessionários de todo o Brasil, hoje 107 espalhados por todas as regiões. Segundo Darci Luiz Ciarini, vice-presidente de comunicações da Abracase, esta foi a coroação de um trabalho árduo e dedicado, que coloca o cliente acima de tudo e que mostra que ele está satisfeito: “Nós nas revendas é que estamos na linha de frente, que de uma forma muito positiva defendemos, projetamos e posicionamos a marca. Este prêmio retribui de forma muito gratificante o trabalho das equipes de pós venda, do comercial, das peças, do administrativo, da técnica, enfim todos”. Mas o mais importante, disse ele: “Esse prêmio é um retrato fiel do mercado”. Juntos, concessionários e fábrica, festejam a conquista da “Marca Mais Desejada” Agosto/Setembro/Outubro 2013 | Abranews 5

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Big Case Serviço da TECMAQ conquista grupo inglês dono da Ypióca O Grupo Patury Accioly, com 60 anos de atuação e forte presença na área agrícola, através de uma das empresas integrantes, desde o ano de 2003 passou a atender o Grupo Teles, um dos mais antigos do Brasil, produtor etanol e da tradicional cachaça Ypióca. Naquele mesmo ano foi feita a primeira venda de colhedora Case IH, uma A-7000, para o Grupo Telles. Foi uma venda muito comemorada. Era a entrada, com chave de ouro, do Grupo Patury nos canaviais cearenses. Em 2011, já com um parque de 11 (onze) colhedoras Case IH no Ceará, e 100% de participação de mercado naquele Estado, o Grupo Patury constituiu a TECMAQ, sediada em Alagoas, para atender exclusivamente os clientes da marca CASE IH em uma das regiões canavieiras mais tradicionais do Brasil, o Nordeste. Menos de um ano depois o Grupo Telles fechou um dos maiores negócios na área de bebidas do Brasil, vendeu a marca Ypióca e a unidade de Paraipaba, CE, para o Grupo inglês Diageo. Na TECMAQ ficou a expectativa do que aconteceria com a relação comercial que já havia com o antigo dono da tradicional marca da cachaça produzida desde 1846. A dúvida não durou muito tempo, em abril de 2013 os novos donos da Ypióca resolveram investir também na área agrícola e escolheram a Case IH. Compraram uma A 8000. Segundo a assessoria Entrega técnica feita pela Tecmaq em meados de agosto de comunicação da Diageo a opção pela Case IH foi natural, já que através da TECMAQ existe todo o apoio técnico de pós-vendas e fornecimentos garantido de peças. Esse diferencial contou muito na hora da escolha. O parque de colhedoras atual do Estado do Ceará é hoje de 16 (dezesseis) máquinas, entre o Grupo Telles e a Ypioca, todas Case IH e comercializadas pelo Grupo Patury/Tecmaq. Sessenta por cento dos canaviais que fornecem a matéria prima para a produção da Ypióca são colhidos mecanicamente e não há nenhum planejamento na empresa para que este número cresça, não haverá aumento de frota, somente renovação. O grupo inglês tem a expectativa de fazer crescer ainda mais a participação da marca Ypióca no mercado de bebidas no Brasil e no exterior. Hoje a Ypióca, uma das marcas mais tradicionais do país, com 167 anos de história, é líder no segmento de cachaças premium, com 40% de participação; é segunda colocada no mercado de cachaça total em valor e terceira em volume de vendas (dados Nielsen). A Ypióca que foi exportada pela primeira vez em 1968 para Alemanha, já chegou a muitos países, mas desde julho deste ano tem um garoto propaganda de peso para abrir ainda mais as portas do mercado mundial. Com a campanha Vamos Brasilizar, John Travolta, aquele dos Embalos de Sábado a Noite, aparece na praia sambando e bebendo cachaça. Brasilizar, segundo a campanha, é redescobrir o que o Brasil tem de melhor: o brasileiro e a cachaça Ypióca. 6 Abranews | Agosto/Setembro/Outubro de 2013

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Ação social SAMI - Passo Fundo unida por uma causa A Meta Agrícola faz parte dessa rede solidária (depoimento) A Sociedade de Auxílio à Maternidade e à Infância – SAMI, pessoa jurídica de direito privado, é uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos que existe desde o início da década de 1940, quando era preocupante a situação da saúde pública. O médico Dr. Armando Vasconcellos à época já trabalhava pela criança e a maternidade, menos favorecidas. Sensibilizado pelo exemplo sempre presente desse médico-amigo, um grupo de senhoras iniciou a confecção de enxovais para entregar às futuras mães, tudo era preparado nas casas das voluntárias, com o fruto de doações arrecadadas na comunidade. Um trabalho que começou devagar, através da simples orientação às gestantes e da entrega de enxovais, evoluiu para o atendimento à suplementação das carências alimentares dos lactentes. Em pouco mais de quatro anos, a Entidade já possuía a sua sede própria, conseguida graças à sensibilização de mais e mais pessoas da comunidade e da doação do imóvel. A SAMI conta até hoje com um grupo de voluntárias que se reúne semanalmente para a confecção de enxovais para nascituros que são entregues como benefícios assistenciais eventuais nas maternidades dos hospitais da cidade, para o conserto e reformas de roupas recebidas em doação para uso na Casa e para repasse às famílias de carência extrema ou, entregues à outras entidades dedicadas ao público adulto. Em outubro de 1968, numa ampliação da participação da comunidade e do poder público, foi criada, nas dependências da entidade, uma escola em parceria com a Prefeitura Municipal, para acolher as crianças das famílias atendidas na SAMI. A Escola Municipal de Educação Infantil Siloé Rocha Bordignon, tem, desde sua criação, professoras e funcionárias mantidas pela Prefeitura Municipal. São atendidas170 crianças de seis meses a seis anos incompletos que frequentam berçário, maternal e pré-escola. A partir de 2005 a SAMI estendeu sua atuação comunitária, criando departamento especializado, denominado Centro de Estudos e Proteção à Infância e Adolescência – CEPIA, para o estudo, a divulgação, a prevenção, a proteção e o atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência, abuso e exploração sexual e suas famílias. O Centro funciona em imóvel contiguo ao SAMI, que em 2012 fez 2.150 atendimentos individuais para avaliação das crianças e adolescentes. A participação da comunidade é de fundamental importância para a continuidade das ações desenvolvidas pela entidade. Diversas empresas colaboram mensalmente com a SAMI, com valores que auxiliam na manutenção dos serviços, no pagamento de técnicos – Assistentes Sociais, Psicólogos, Monitores e de encarregados da segurança das instalações da entidade. A colaboração mensal destinada pela META AGRICOLA, auxilia de modo especial, no fornecimento de alimentação – lanches, para as crianças e adolescentes que frequentam diariamente o CEPIA. Laura Bordignon - Presidente da SAMI Sede do Sami, em Passo Fundo. Crianças em atividade Agosto/Setembro/Outubro 2013 | Abranews 7

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Premiação Agricultura de precisão O futuro já chegou Os primeiros passos da Agricultura de Precisão surgiram em 1929, nos Estados Unidos, quando foram divulgados seus fundamento teóricos. Mas foi só na década de 80 que ela ficou mais conhecida. Na Europa foi gerado o primeiro mapa de produtividade e nos EUA fez-se a primeira adubação com doses variadas. O grande salto da AP aconteceu em 1990, graças aos avanços do GPS, Sistema de Posicionamento Global por Satélites, do monitoramento de colheita e da informática. No Brasil ela chegou em 1995 com a importação de colhedoras equipadas com monitores de produtividade. Desde então não para de evoluir, fazendo o que o agricultor sempre fez, controlar sua produção, só que não mais pela média, mas no detalhe. Começando com a coleta de dados e sua interpretação, passando pela aplicação de insumos até chegar à colheita com monitor de produtividade. A aplicação da Agricultura de Precisão cabe para os mais diversos setores do agronegócio brasileiro, que já alcança números expressivos de produção, mas que poderiam ser maiores não fosse o ritmo lento com que a AP avança pelos campos do Brasil. Hoje as estimativas do Ministério da Agriculta- ra apontam que ela é usada por 5% da agricultura nacional. O governo, através da Rede de Agricultura de Precisão da Embrapa, tem se dedicado a aumentar este percentual oferecendo tecnologia e conhecimento. O governo faz sua parte e as empresas também. É preciso estar preparado para atender as demandas do campo, apontar as estratégias certas para resolver os problemas de desuniformidade das lavouras e mostrar ao agricultor que a Agricultura de Precisão não é nenhum “bicho de sete cabeças”. Ela é o caminho para diminuir os custos de produção eliminando desperdícios, com ganhos ambientais, aumento de produtividade e, consequentemente, de competitividade. Na Primeira Conferência de AFS Case IH a equipe da indústria preparou uma dinâmica especial para receber os especialistas, ou não, de todos os seus distribuidores no Brasil e alguns da América Latina. Foram 3 dias onde o objetivo era despertar o interesse pelo assunto, e não ser um curso completo. Fazer com que o participante ao sair da Conferência buscasse essas informações. O mercado de AFS este ano no Brasil, segundo Gregory Riordan, gerente de Marketing e AP da Case IH, é de 420 milhões de dólares, em produtos embarcados e em peças. Para os próximos anos a perspectiva é de um aumento de 20%, mas se fosse usado todo potencial da tecnologia o mercado chegaria a 2 bilhões de dólares. Para Gregory só vai crescer com este mercado quem tiver “conhecimento”, estiver treinado e souber treinar seus clientes. “Precisamos fazer com que o agricultor se interesse por essa tecnologia, fazer com que a AP se torne ‘algo normal’, e os que estão atuando na ponta, os concessionários, estejam capacitados para trabalhar com esse tipo de produto”, e completou, “nossos especialistas precisam saber fazer uma recomendação técnica e saber quais produtos fecham uma solução para o cliente”, completou. Nas concessionárias o grande problema é encontrar esse profissional pronto. A opção tem sido treinar seu próprio pessoal. Um 8 Abranews | Agosto/Setembro/Outubro de 2013

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bom exemplo é Rodrigo Gomes, da Cerrado, ele era coordenador de serviços e por ter conhecimento técnico agora vai responder pela agricultura de precisão. Já fez diversos treinamentos e no dia-a-dia tem aprendido bastante, contou ele durante a Conferência. Fábio Cavalheiro, da Maxum, conta que em sua região encontrar um profissional para trabalhar com agricultura de precisão é apenas um dos desafios, o outro é treinar os funcionários das fazendas, muitos são analfabetos, que sabem basicamente usar o piloto automático e se baseiam pelos desenhos da tela para trabalhar. Mas ele garante, foi essa agricultura que fez a região Oeste da Bahia melhorar muito sua produtividade. A agricultura de precisão não é apenas para grandes produtores, o conceito é o mesmo para todos, mas a aplicação depende de cada realidade. A DHL, de Sorocaba, onde a agricultura é basicamente de hortifrútis está desenvolvendo com a fábrica e as Casas de Agricultura um projeto para atender ao pequeno produtor de frutas, verdu- ras e legumes, disse sua especialista, Paloma Almeida, durante o encontro em Itupeva. Outra mulher na linha de frente da agricultura de precisão é Mireili Dalzoto de Paula, da Tratorcase, engenheira agrônoma que foi ‘forçada’ a aprender sobre AP, pois o equipamentos começaram a chegar já com a tecnologia embarcada. Ela lidera uma equipe de 6 homens e garante que o agricultor que começa a usar a essa tecnologia não para mais, a tendência é comprar mais. Ela e sua equipe fazem de 4 a 5 demonstrações do equipamento por semana para mostrar ao agricultor seus benefícios. Em curto espaço de tempo, conta Mireili, a AP ajuda a mudar a logística da propriedade, com redução do consumo de combustível, diminuição do tempo das operações no campo e da fadiga do operador. A questão da melhora da produtividade demora um pouco mais para ser sentida pelo produtor. Segundo Mireille, o que se vê no campo é que o alto valor agregado do produto dificulta o investimento para o produtor, por isso ela acredita que a disseminação da AFS vai demorar um pouco a acontecer. “Nivelar o conhecimento de quem está no campo, na linha de frente oferecendo ao agricultor essa nova tecnologia, é primordial para evitar contratempos”, disse Eduardo de Marchi, da Internorte. Ele garante que saber vender é uma coisa, estar preparado para vender Agricultura de Precisão é outra: “não podemos correr o risco de fazer uma recomendação errada ao produtor, não podemos propor uma solução e no final ela não corresponder às expectativas do cliente”. A agricultura de precisão é uma tendência sem volta, mas é um investimento alto para quem vende, que precisa de profissionais preparados para atender o mercado tanto antes quanto depois da venda. E é alto também para quem compra. O conceito que aos poucos chega no campo, é com certeza um desejo do produtor, mas ainda não é prioridade nas propriedades médias e pequenas do país. Segundo Walter van Halst, o negócio da agricultura de precisão faz parte da agricultura moderna e com certeza, esta participação só tende a crescer. Os principais obstáculos são o alto valor dos equipamentos e a dificuldade de financiamento. Agosto/Setembro/Outubro 2013 | Abranews 9

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Consórcio Consórcio CaseIH realizando sonhos Entre 7 a 16 de agosto, os sete ganhadores da Campanha de Incentivo de Vendas do Consórcio Nacional Case IH fizeram uma viagem dos sonhos, visitaram a Disney World em Orlando, Flórida, com direito a um acompanhante. “Esta viagem foi à realização de vários sonhos, tanto pessoais como profissionais, pois os vencedores demonstraram sua capacidade comercial e acreditaram no produto que estavam vendendo. O que mais chamou a atenção foi a interação dos participantes durante a viagem, mesmo sendo de diferentes localidades e todos se conhecendo pela primeira vez, foi gerado um laço de amizade muito grande, quando todos puderam trocar experiências profissionais, discutindo as necessidades agrícolas de cada região, como também aprender um pouco da cultura regional de cada participante”, ressaltou Thiago Bazzo, ganhador do prêmio de melhor Coordenador Brasil na época da Campanha e atual Gerente de Contas Sul e Sudeste. Durante a viagem foram visitados os quatro parques mais tradicionais da Disney World e mais três dias exclusivos para compras em Orlando, tudo com acompanhamento de um guia turístico, que cuidou do grupo desde a saída em São Paulo até o seu retorno. Foram premiadas equipes de várias regiões do país: Sudeste, com a Tracan, Centro-Oeste, com a Araguaia, e Norte, com a Protec, o que demonstra que o consórcio é uma ferramenta de vendas e investimento que atende todos os tipos de clientes, do pequeno ao grande produtor. Todos têm nesta modalidade a possibilidade de programar a compra de um novo equipamento ou renovação de sua frota. A Campanha de Incentivos de Vendas gerou a comercialização de muitas cotas pelo Brasil afora. Um dos grupos que mais se destacou foi o Grupo Case 07, lançado durante a Agrishow 2012, que contempla toda a linha Farmall e Maxxum até 125 cv. Este mesmo grupo tem gerado a entrega de vários equipamentos, desde pequenos tratores até máquinas de grande porte, como colheitadeiras de grãos da linha Axial e colhedoras de cana-de-açúcar da linha A8800. O mais interessante é que, independente da região aonde foram vendidas as cotas, o consórcio mostrou sua força, pois é o único produto, onde o consultor de vendas pode ganhar duas vezes, uma na venda da cota de consórcio e outra na entrega do bem, após a contemplação de seu cliente pelo consórcio. Este foi um dos motivos que levou os ganhadores a trabalharem a venda deste produto, pois tinham a possibilidade de ganhar a viagem e montar uma carteira futura para a venda de novos equipamentos. Aliado a todas estas vantagens, o Consórcio Nacional Case IH tem a garantia de entrega de fábrica da Case IH, a marca que mais cresce no país. 10 Abranews | Agosto/Setembro/Outubro de 2013 Tradicional foto no Parque Magic Kingdom, em frente ao Castelo da Cinderela, com os ganhadores e seus acompanhantes das Revendas: Araguaia, Protec e Tracan

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Nossa Gente Maxum, nas mãos de experts em agricultura No início dos anos 80 começaram a chegar à região Oeste da Bahia os primeiros homens que ajudaram a mudar os rumos do desconhecido povoado de Mimoso do Oeste. Os gaúchos eram maioria e traziam no sangue o gosto pela terra e no coração a ousadia dos desbravadores. A imensidão de terras baratas estava à espera de gente para trabalhar. Mimoso virou distrito e hoje é o município de Luís Eduardo Magalhães, conhecido por sua agricultura forte, irrigada e de sequeiro, além de agroindústria que não para de crescer. Foi para lá, em meados dos anos 1980, que o gaúcho João Antônio Franciosi seguiu com o firme propósito de buscar prosperidade. Ele e os dois irmãos eram agricultores e trabalhavam com o pai em uma pequena fábrica de compensados. João subiu de caminhão até o Oeste da Bahia com o caminhão carregado de tábuas para construir uma casa na beira do rio. Comprar terra não foi difícil, era barato, um hectare custava o equivalente a um saco de soja. João comprou 3 mil hectares e desbravou, mas plantou soja em apenas 200. Inexperiente na lida daquele solo difícil de trabalhar, passou seis anos aprendendo o que podia e fazendo fretes com o caminhão para sobreviver. Ele e os outros produtores recém chegados não tinham muitas informações sobre como melhorar aquela terra bruta. Foi plantando, acertando e errando, incorporando tecnologia e compartilhando informações que eles ajudaram a fazer do Oeste da Bahia Foto Vespa Foto aérea da Maxum, em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. No detalhe, os irmãos Franciosi quando chegaram à região um novo “oásis” para o plantio de grãos no Brasil. Em 1996, já estabilizado como grande produtor, João Franciosi recebeu em sua fazenda os diretores da Case interessados em introduzir a marca naquela promissora região agrícola. João aceitou o desafio e montou em Luís Eduardo Magalhães a Maxum, que foi uma parceria produtiva para os dois lados. Para a Case, que começava a nacionalizar seus equipamentos, era importante ter um especialista ao seu lado. Para João, mais do que um novo negócio, a revenda foi a oportunidade de ajudar no desenvolvimento de máquinas apropriadas para a sua região. Muitos pulverizadores e plantadoras foram testados dentro de suas fazendas. Os “palpites” ajudaram a aprimorar as máquinas, e como os testes aconteciam em fazendas próprias o “segredo” ficava dentro de casa. Hoje a Maxum está instalada em dois municípios do Oeste da Bahia. Além de Luís Eduardo, está em Rosário, na entrada da Bahia vindo de Goiás. Mas a abrangência chega ao Sul do Piauí, onde o pós-venda é feito de avião devido às enormes distâncias. Uma extravagância que deve diminuir com a inauguração, em breve, da Maxum Case IH na cidade de Bom Jesus, PI. Segundo João Franciosi negócio é sempre negócio, mas no caso da Maxum ser agricultor ajudou, e muito. Um bom negócio puxa o outro e a amizade com o agricultor facilita muita coisa, ainda mais que os Franciosi agricultores também usam Case para produzir. Na área agrícola João Franciosi e seus dois irmãos, Ubiratam e Romeu, são referência no plantio de grãos e fibras no Brasil inteiro. Na safra 2013/14 vão plantar 50 mil hectares de soja, 17 mil de algodão e 7 mil de milho. Os irmãos têm entre seus negócios usinas de beneficiamento da fibra do algodão, do esmagamento do caroço e fábrica de suplemento proteico para a bovinocultura. Empreendedores por natureza que não se cansam de enxergar novas oportunidades, sempre com a agricultura como pano de fundo. Agosto/Setembro/Outubro 2013 | Abranews 11

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Conflitos de interpretação do Artigo Código Florestal e consequências para o setor produtivo O que é a interpretação da lei? De forma simples, interpretar a lei é atribuir significado aos seus artigos, procurando esclarecer o conteúdo e alcance daquele mandamento. A interpretação serve para definir a aplicação da lei na prática, transformando aquele texto em uma ação real. A boa interpretação mistura as técnicas existentes para dar maior eficácia real ao texto escrito, procurando atender às necessidades da sociedade, afinal, é para isto que servem as leis. A Lei 12.651/12, chamada de novo Código Florestal, completou um ano em maio e vem sendo interpretada tanto pelos estados quanto pelo Poder Judiciário. A base da nova lei é a realização de um cadastro pelo produtor, o CAR (Cadastro Ambiental Rural) onde serão fornecidas todas as informações ambientais da área, e de um programa de regularização para que o produtor tenha o tempo e a oportunidade de corrigir o que está errado sem ser multado ou processado. As propriedades rurais de todo o País deverão cuidar de suas áreas de preservação permanente, aquelas que protegem a água, o solo e a biodiversidade, tais como margens de rios, entorno de nascentes, lagos e veredas ou áreas inclinadas, ao todo são 11 situações em que o uso é proibido dada a importância ambiental do local. Devem ainda ser observadas as regras de exploração das áreas de uso restrito, que embora possam ser utilizadas, devem respeitar diretrizes técnicas específicas. Por fim, todas as propriedades rurais deverão ter uma reserva legal que pode ser de 20, 35 ou 80% conforme a região do País. São essas três ferramentas, 1) áreas de preservação permanente, 2) áreas de uso restrito e 3) reserva legal, que compõe a estrutura de proteção do meio ambiente rural no Brasil. Uma das legislações que mais protege o meio ambiente natural no mundo. O Novo Código Florestal foi elaborado para regularizar e sedimentar esta proteção. O primeiro Código é de 1934 e o segundo de 1965, este sofreu diversas modificações, tanto por lei quanto por medidas provisórias. Tanto essas inúmeras modificações quanto políticas nacionais desencontradas das políticas ambientais criaram no País uma situação de enorme irregularidade ambiental nas áreas rurais, algumas por culpa do produtor, outras por culpa do Governo e outras ainda por culpa das mudanças nas regras. Diante desta situação o Novo Código concedeu tratamento diferenciado à proteção de áreas nunca desmatadas e de áreas em uso, estabelecendo regras diferentes para os aproximadamente 30% do território brasileiro que produz. Conforme a data da abertura da área e de seu tamanho, a recuperação das APPs e da Reserva Legal pode se dar de uma forma. Esta maneira de regularização mostrou-se mais justa, tanto com o produto quanto com o meio ambiente, já que cada um colaborará com a proteção ambiental na medida de sua capacidade econômica e conforme o uso que faz da propriedade. As regras gerais de regularização foram detalhadas na nova Lei ficando a cargo de cada um dos Estados elaborar seus Programas de Regularização de acordo com as peculiaridades e pontencialidades locais. Pode-se concluir que ainda há muita divergência no entendimento de certas regras que vieram na nova lei e que algumas dificuldades encontradas em determinados estados não serão realidade em outros. Diante desta realidade o produtor deve conhecer as regras da lei federal para que evite a imposição a ele de obrigações que ele não tem e que, principalmente, não admita que lhe retirem direitos tão duramente conquistados. Aqueles que estiverem em condições podem iniciar sua regularização de acordo com a legislação federal e qualquer exigência diferente deverá ser questionada, se necessário judicialmente. Samanta Pineda Consultora Jurídica da Frente Parlamentar da Agricultura 12 Abranews | Agosto/Setembro/Outubro de 2013

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Sua Notícia Luiz Gotardo, presidente da Abracase, recebe o prêmio de Marcelo Lopes, presidente do Badesul Abracase recebeu Prêmio Destaque Badesul O Badesul, Desenvolvimento – Agência de Fomento/RS premiou as instituições que se destacaram, no ano de 2013, em quesitos, indispensáveis, para se chegar ao sucesso: gestão, empreendedorismo, ousadia e comprometimento. Receberam o Prêmio Destaque Badesul, durante a 36ª Expointer, 45 empresários e instituições, entre eles, a Abracase, em função do desempenho das concessionárias Case IH no Rio Grande do Sul. Seu presidente, Luiz Gotardo, recebeu a homenagem. O presidente do banco Marcelo Lopes enfatizou que o prêmio significa a concretização de inúmeros projetos que contribuem para o desenvolvimento econômico e social do Estado. E lembrou, se o Badesul está comemorando o presente se deve uma história que começou lá atrás, ao olhar e incentivar diversas áreas, mas principalmente, ao apostar na qualificação e modernização dos setores tradicionais, como a agricultura. Concessionários Case IH são premiados com visita à fábrica da Ferrari na Itália No início de 2012, um desafio de vendas foi lançado pela fábrica aos concessionários Case IH do Brasil: ultrapassar a meta de comercialização de maquinários da marca durante aquele ano. O resultado: a marca foi a que mais cresceu em participação de mercado em tratores e a única que cresceu em participação de mercado nos dois produtos (tratores e colheitadeiras). Como prêmio pelos excelentes resultados, os diretores das concessionárias de todo o Brasil foram convidados pelo time diretivo da Case IH para uma viagem especial à fábrica da Ferrari na Itália, além da oportunidade de conhecerem as belas cidades de Modena e Florença, esta considerada o berço do Renascimento italiano. Muito mais que um momento de descontração, a viagem foi também uma oportunidade para a troca de experiências e unir cada vez mais o time que faz da Case IH uma das marcas que mais cresce no Brasil. 14 Abranews | Agosto/Setembro/Outubro de 2013

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Sua Notícia Neve em Guarapuava O cenário era europeu, mas alegria foi de brasileiro. Os colaboradores da Tratorcase, em Guarapuava, registraram o lado externo da concessionária na manhã seguinte à noite em que a cidade viveu um clima de euforia por causa da neve espessa que caiu em 22 de julho. A cidade não registrava neve havia mais de 50 anos. Dia C O DIA C na Trator Soluções, em junho, serviu como motivo para reunir todo o time para um treinamento especial e para presentear cada um deles com uma camiseta e um chapéu. Tracan Cana Meeting Antecipando as comemorações dos seus 15 anos a Tracan realizou em Ribeirão Preto o 1º Tracan Cana Meeting, um evento que reuniu cerca de 150 clientes de sua área de atuação para que eles mesmos apresentassem seus resultados na área de mecanização. Dos grandes grupos sucroenergéticos, aos mais tra- dicionais e familiares, todos foram unânimes em aprovar o modelo escolhido pela Tracan, deixar para quem é do campo falar de suas experiências. Um evento pensado para multiplicar conhecimentos sobre mecanização da cultura da cana-de-açúcar. O 2º Tracan Cana Meeting já está programado. Agosto/Setembro/Outubro 2013 | Abranews 15

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