Revista de Matemática Digital - 2ª Edição

 

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Revista de Matemática Digital da DER Leste 5

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Revista de Matemática Digital Carta ao Leitor A 2ª edição da Revista de Matemática Digital traz duas novas seções: POEMAS, POESIAS E AFINS e ESTANTE. Em POEMAS, POESIAS E AFINS temos a contribuição de duas produções de professores. O cordel “Parceiro Logaritmo” foi escrito por Sigridi Borges, com ilustração da aluna Milena Souza da Silva, da EE Wolny de Carvalho Ramos. A poesia “Beleza Matemática” é de autoria de Vanderley Aparecido Cornateione da Equipe Curricular de Matemática da CGEB. Já o “Cordel Matemático – Triângulos” foi resgatado de uma Orientação Técnica ministrada em 2012. Na seção ESTANTE, você encontrará sugestões interessantes de leituras para momentos de estudo ou de descanso. Nesta edição sugerimos dois títulos de Ian Stewart. Um assunto muito comentado pela mídia impressa e televisiva é a bandeira tarifária na conta de luz. Você já olhou sua conta este mês? Em SALA DE AULA propomos atividades para os três segmentos de ensino que tratam deste tema e contamos com a colaboração da profª Cássia Alves Basílio, da EE Amadeu Amaral, que fez uso de uma questão do ENEM, com a intenção de retomar os conteúdos de Porcentagem e Função de 1º grau. Ainda nesta edição, propomos um desafio de rachar a cuca! Na seção BICHO DAS CONTAS, temos o problema “Ou... Ou... Como assim?” , nele a interpretação e o raciocínio lógico serão colocados à prova. Visite a seção e tente resolver o desafio. Na seção COLABORE, você poderá auxiliar na construção das próximas edições da Revista, preenchendo o formulário disponibilizado. Desejamos a todos uma boa leitura! Equipe de Matemática/NPE Secretaria da Educação do Estado de São Paulo Edição 2—2017 20/out/2017 Interesses especiais: ☺ Além da bandeira vermelha da Conta de Luz ☺ Parceiro Logaritmo ☺ Cordel Matemático— Triângulos ☺ Beleza Matemática ☺ Ou... Ou... Como assim? Nesta edição: Sala de Aula— Con- 2 ta de Luz Poemas, poesias & 9 afins Estante 14 Colabore 15 Bicho das Contas 15 Baixe o arquivo PDF para ter acesso aos links da revista.

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SALA DE AULA — ALÉM DA BANDEIRA VERMELHA DA CONTA DE LUZ No final de setembro, uma das notícias veiculadas, em diversos meios de comunicação, entre eles os jornais, informou que: Você já olhou sua conta de luz neste mês? Conferiu o cálculo da média de consumo e dos impostos e encargos cobrados? Nem todo mundo consegue entender tudo que vem escrito na conta de luz. Que tal aproveitar esta situação do cotidiano e aplicar a Matemática? O conteúdo de uma conta de luz poderá ser explorado quanto ao seu consumo registrado nos últimos 12 meses, o consumo do mês atual, os impostos e encargos, etc. Quanto aos aspectos matemáticos temos: estatística, função de 1º grau, leitura e interpretação de tabelas, média aritmética, porcentagem, regra de três, unidade de medida, nú- Página 2 meros decimais, etc. O uso da Conta de Luz possibilita utilizar diversas estratégias didáticas que podem ajudar os alunos a construírem conceitos matemáticos. Partindo deste pressuposto sugerimos, a seguir, modelo de atividades, vídeos e sites que tratam do tema auxiliando em seu aprofundamento: Revista de Matemática Digital

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1) 8º e 9º anos Objetivos: Propiciar ao aluno a oportunidade de trabalhar conceitos básicos da estatística numa situação real, utilizando os dados obtidos a partir da leitura e análise de uma conta de energia elétrica. Material: duas contas de luz, ficha de orientação para o trabalho, lápis, borracha, papel sulfite, régua, papel quadriculado, lápis de cor e calculadora. Atividade 1ª parte: O professor poderá levantar questões sobre as contas de luz, perguntando inicialmente a que se referem, e posteriormente conduzindo uma leitura e análise dos dados nela contidos. Cabe ao professor despertar o interesse dos alunos em relação às questões do tipo: como saber quanto foi gasto em determinado mês, em que campo está registrado o valor da conta, como é calculado e o que é ICMS? À medida que a discussão for ocorrendo o professor deve registrar no quadro as informações mais importantes. Não há necessidade de esgotar todas as explicações; sugere-se que a questão do ICMS e do cálculo do consumo seja assunto para uma próxima aula, deixando essa questão em aberto para pesquisa. 2ª parte: A partir dos dados sobre o número de kWh gastos nos respectivos meses, o aluno deverá montar uma tabela com essas variáveis, e a partir dela construir um gráfico de barras. Pedir aos alunos que insiram uma linha no final da tabela onde deve constar a média (utilizar a calculadora para calculá-la). Para a construção do gráfico é interessante orientá-los no sentido de que as unidades são diferentes, em cada eixo, e que a escala usada não é necessariamente a mesma, não esquecendo de indicar as unidades nos eixos. Usar lápis de diferentes cores para traçar as barras. Utilizando um lápis preto o aluno deverá unir por segmentos de reta, os pontos médios das extremidades das barras, obtendo assim o polígono de frequências. Para representar a média, no gráfico, utilizando o lápis preto o aluno deverá traçar uma reta horizontal na altura da ordenada correspondente ao valor desta média. Finalmente, as questões que se encontram na folha de atividades devem ser respondidas pelos alunos e discutidas pelo grupo a partir da construção das tabelas e dos gráficos. Comentário: Cabe ao professor, a partir dos resultados do trabalho, mostrar aos alunos a riqueza e a utilidade de cada uma das representações. Acesse o link para baixar o modelo de atividades: https://drive.google.com/open?id=0Bw4l zQrjgCXETDRSZFp5S05yMVE (*) GOMIDE, Elza Furtado; ROCHA, Janice Cássia. Atividades de Laboratório de Matemática (Ensino Fundamental 5ª a 8ª séries) CAEM IME-USP – Série cadernos de atividades nº 01 – p.104, 105, 187 e 188 Edição 2—2017 Página 3

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2) 3ª série Objetivo: Aplicar em situação cotidiana alguns conceitos matemáticos já trabalhados em anos anteriores. Material: Caderno do Professor e Aluno – Situação de Aprendizagem 3 – vol. 2 e questão nº 165 – ENEM 2014. Suponha que, em uma residência, todo mês o consumo seja de 150 kWh, e o valor do kWh (com tributos) seja de R$ 0,50. O morador dessa residência pretende diminuir seu consumo mensal de energia elétrica com o objetivo de reduzir o custo total da conta em pelo menos 10%. Em uma cidade, o valor total da conta de energia elétrica é obtido pelo produto entre o consumo (em kWh) e o valor da tarifa do kWh (com tributos), adicionado à Cosip (contribuição para custeio da iluminação pública), conforme a expressão: O valor da Cosip é fixo em cada faixa de consumo. O quadro mostra o valor cobrado para algumas faixas. Qual deve ser o consumo máximo, em kWh, dessa residência para produzir a redução pretendida pelo morador? A) 134,1 B) 135,0 C) 137,1 D) 138,6 E) 143,1 (**) Sugestão dada pela profª Cássia Alves Basílio, EE Amadeu Amaral, que fez uso da questão para rever os conteúdos de porcentagem e função de 1º grau. 3) 4º ao 9º ano Vídeo Educativo O vídeo faz parte do Projeto Casa Aberta, Eletrobras – Eletrosul, que traz dicas de economia, conta a história da Família Sbanja e sua relação com o consumo de energia elétrica. Acesse o link para acessar o vídeo: https://www.youtube.com/watch? v=SusB4fsH2Dc Página 4 Revista de Matemática Digital

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4) Para todos os segmentos * Com a Resolução nº 71, de 07/02/2002, da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL e a Lei nº 10.438/2002, ficou instituída a cobrança do Encargo de Capacidade Emergencial – ECE além de outros encargos, que ficaram conhecidos como “Segurosapagão”, para entender às publicações há a necessidade de lembrar que no ano de 2001, o Brasil enfrentou uma intensa crise energética, advinda de desfavoráveis circunstâncias climáticas, o que causou um rebaixamento extremo dos reservatórios das usinas hidrelétricas, abalando o nosso sistema elétrico que é formado quase na sua totalidade por usinas deste tipo, afetando sua produção. Para evitar o apagão nas cidades, a solução encontrada para tentar combater a crise energética e do sistema, ocorreu em dois sentidos, um deles foi atuando diretamente no consumo, por meio de medidas restritivas e programa de racionamento, inclusive criando encargos financeiros para os consumidores que ultrapassassem suas quotas e outro foi para buscar o aumento da geração de energia em curto prazo. 1ª parte Proponha que os alunos relatem todas as utilidades que a energia elétrica tem para o ser humano e os questione: • Qual a forma de obtenção da energia elétrica? • Que relações pode haver entre o con- sumo de energia elétrica e o desgaste do meio ambiente? Após a discussão, apresente o episódio “De onde vem a Energia Elétrica? ”, que faz par- te da série ‘De onde vem’, presente no portal da TV Escola. Após a exibição do vídeo, discuta com os alunos o que poderia levar à falta de energia elétrica, quais os problemas que a falta de energia elétrica pode ocasionar, quando devemos pensar em economia de energia, etc. (*) Considerar as adaptações necessárias para cada ano/série Edição 2—2017 Página 5

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Segundo o vídeo não podemos viver sem energia elétrica, por isso, peça aos alunos que apresentem uma opção de resolução de problema para alguma situação da vida, caso morassem em uma região sem energia elétrica, por exemplo, tomar banho, assistir TV, utilizar o micro-ondas, recarregar o celular, etc. 2ª parte Em seguida apresente aos alunos as diferentes formas/fontes de energia, como a Hidráulica, Gás Natural, Petróleo, Carvão, Nuclear, Biomassa, Eólica, Solar, etc., apresentadas no site da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE (https:// www.ccee.org.br/portal/faces/ pages_publico/onde-atuamos/fontes? _afrLoop=287239951831074#!%40%40% 3F_afrLoop%3D287239951831074%). Após a apresentação proponha que os alunos respondam: 3ª parte Com uma conta de luz em mãos, pedir para que os alunos explorem coletiva- mente os campos existentes na conta e seus significados, ou acesse o site da AES Eletropaulo https://entendasuaconta.aeseletropa ulo.com.br/Paginas/conta.aspx. Questione-os acerca do significado de quilowatt-hora (kWh), análise do histórico de consumo e na descrição de faturamento, quais são e o que sig- nifica cada uma das tarifas aplicadas PIS/PASEP, COFINS e ICMS por exemplo, podem ser encontradas nos sites https://www.portaleducacao.com.br/c onteudo/artigos/esporte/os- principais-impostos-icms-iss-ipi-pis- cofins-irpj-e-csll/42563 e https://www.elektro.com.br/sua- casa/tarifas-taxas-e-tributos. Qual a relação entre poupar energia elétrica e proteger o meio ambiente? Aprofunde a pesquisa em http:// aesbrasilsustentabilidade.com.br/ Edição 2—2017 Página 6

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4ª parte As potências dos aparelhos, da família são as seguintes: Após os alunos entenderem como é produzida a energia elétrica e conhecerem todos os campos presentes na conta de luz peça para resolverem o problema a seguir: TV 29” = 110 W Rádio pequeno = 10 W Geladeira = 90 W Ferro = 1000 W Chuveiro = 3800 W Lâmpada = 100 W Em uma residência, foi verificado a existência de alguns aparelhos que utilizam energia elétrica para seu funcionamento: TV, Rádio, Geladeira, Ferro Elétrico, Chuveiro e Lâmpada Incandescente. Questão 1 Qual dos eletrodomésticos indicados, gera maior gasto durante um mês em kWh. Qual o custo em reais? Resolução: Nesta residência moram quatro pessoas: Pai (45 anos), Mãe (40 anos), filha (18 anos) e o filho (15 anos). À noite, todas as pesso- as da casa se reúnem para ver televisão num período de 3 horas diárias, ou seja, da 19:00h – 22:00h. Essa família tem hábito de ouvir o rádio 3 horas por dia, das 9:00h da manhã às 12:00h da tarde. O ferro elétrico é usado 1 vez por semana em um período de 1h. O chuveiro é diariamente usado pelo: Pai 10 min, pela Mãe 15 min, pela filha 20 min e o filho 15 min, de forma que, diariamente a família utiliza o chuveiro durante 60 min = 1 hora. Na residência existem somente lâmpadas incandescentes, que são utilizadas ao longo do dia num total de 6 horas. A geladeira fica ligada direto. Observar o custo de energia nas faturas. Aqui vamos simular um valor de custo de R$ 0,30. Para isso, precisamos utilizar a seguinte fórmula: , onde E: é a energia consumida pelo eletrodoméstico; P: é a potência; D é o número de dias de uso; h: é o número de horas. Quem gera maior gasto é o chuveiro elétrico. O custo mensal da família é R$ 34,20. Questão 2 Proponha que os alunos desenvolvam no caderno, um gráfico de setores para que possamos entender melhor o gasto de energia consumida por essa família. Resolução: Com o gráfico pode-se ter mais claro que o aparelho que mais gasta energia elétrica é o chuveiro. Página 7 Título do boletim informativo

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Questão 3 O que pode ser feito para reduzir o consumo de energia deste aparelho? Resolução: Proponha aos estudantes a leitura do relógio de luz de sua casa, e peça para que anotem o número atual e, depois de uma semana, anotem novamente o número apresentado e peça para que calculem o valor do consumo nesse intervalo de tempo, em seguida proponha que realizem o levantamento de qual será o gasto mensal e quais as medidas que podem ser tomadas para que haja a economia de energia, conforme apresentado anteriormente no problema apresentado na 3ª parte. Se diminuirmos em 10 minutos o total de banhos diários, teremos 50 minutos diários de banhos (0,83h). E =94,62 kWh/mês, o que equivale a uma redução mensal de 19,38 kWh/mês. E em reais a economia é de R$ 5,81. Enfatize que podemos diminuir o uso de alguns aparelhos na casa, e com certeza, haverá uma redução do valor da conta de luz. Aprofundando o estudo Para maiores informações e aprofundamento nos estudos relativos à energia elétrica quanto sua produção, distribuição e utilização, além de dicas de segurança e atividades, acesse os Jornais da Comunidade da AES Eletropaulo que, até o momento apresenta 5 edições, no link abaixo você também encontra vídeos e Games de Segurança, as quais fazem parte do Programa “Consumo Mais Inteligente”. 5ª parte Entendendo o relógio da luz Mostre para os alunos os diferentes tipos de medidores de energia, o analógico e o digital/eletrônico. Observação: a construção da atividade tem como base diversas referências entre elas, http://portaldoprofessor.mec.gov.br/ fichaTecnicaAula.html?aula=1441 e http://portaldoprofessor.mec.gov.br/ fichaTecnicaAula.html?aula=20665. Para obter as demais referências acesse https://drive.google.com/open? id=0Bw4lzQrjgCXEdVFrRUtkb3lHdTg Volume 1, edição 1 Página 8

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POEMAS, POESIAS E AFINS PARCEIRO LOGARITMO Olhe aqui, oh minha gente, Preste muita atenção. Veja só quem tá chegando Com muita animação. Ninguém sabe pra que serve Mas eu conheço o amigão. Tem valia, sim, senhor. Preste muita atenção. Apresentar um bom parceiro Vou com grande excitação. Esse é o logaritmo, Amigo do coração. Se virar ponta cabeça Vira exponencial Apareceu uma potência Agora, sim, ficou legal. Não possui base qualquer Observe a restrição O número um nem chega perto Pode dar um problemão. Mas que nome esquisito Desse logaritmando. Também é bem positivo Longe do zero vem chegando. Maior que zero pode ser Sua base, sim, senhor Não se esqueça desse um Tá me dando é calor. Já parou pra perguntar Onde eu quero chegar? Vou com muito chameguinho Só pra te comunicar. Muito medo ele causa Fique esperto, chore não. Geografia, tome a linha Aí vai explicação. Fora isso não se pode Colocar número não Meu querido amigo fica Indefinido, sem razão. Pra citar população Cresce mesmo, rapidão. Use logo esse amigo, Não vai ter surpresa, não. Não fique muito animado Acabou ainda não. Esse repente tá difícil Aí galera do fundão? Escondida, sai daí Até a Química apareceu. Substância radioativa Desintegra, já morreu. Página 9 Revista de Matemática Digital

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Encerrando essa missão Financeira, acorda, vem Tá mexendo no meu bolso, Meu montante vem também. Fica aí todo acanhado Logaritmo, seu safado. Tá querendo juro simples, Quero composto, nem dobrado. Apliquei nesse repente Toda minha inspiração Pra tirar esse fantasma Da minha nova paixão. Logaritmo assustado, Vai-te embora bem cansado, Trabalhou nesse caminho, Vai dormir no seu cantinho. Sigridi Borges EE Wolny de Carvalho Ramos Edição 2—2017 Ilustração da aluna Milena Souza da Silva EE Wolny de Carvalho Ramos Página 10

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POEMAS, POESIAS E AFINS Cordel Matemático – TRIÂNGULOS A geometria pra quem não sabe Nasceu há muitos anos atrás Euclides da Alexandria já estudava Não queria ficar pra trás Se o triângulo apresentar A Igualdade nos três lados Será chamado equilátero Fica assim explicado E até hoje é ainda Bastante empregada Na construção de edifícios Sua definição é usada Um triângulo quando tem Apenas dois lados iguais É conhecido como isósceles Não esqueça jamais E para começar Sem fazer nenhum preâmbulo Vou apresentar para vocês Tudo sobre o triângulo Mas se em todos os lados As medidas forem desiguais Será chamado escaleno Diferente dos demais O triângulo é fascinante Pela sua elaboração Figura geométrica muito usada Nas estruturas de uma construção Antes que eu esqueça Quero ainda definir Se as medidas forem incompatíveis O triângulo não vai existir Por ser uma figura rígida E de fácil manuseio Possui três lados e três ângulos Digo isso sem receio Agora vou apresentá-lo Segundo sua classificação Quanto aos lados e quanto aos ângulos Sem nenhuma complicação Para entender o que eu disse Vamos logo compreender Que a soma dos lados menores Maior que o maior lado Deverá ser Página 11 Revista de Matemática Digital

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Ao enunciar essa regra Vou tornar a repetir Se as medidas forem incompatíveis O triângulo não vai existir Um triângulo quanto aos ângulos Se quiser classificar É só prestar atenção O que vou lhe explicar Mas se o triângulo Tiver um ângulo obtuso O chamaremos obtusângulo Parece até confuso Se um dos vértices do triângulo Uma reta sair Poderemos chamar de altura Não vá se confundir Mas se a reta dividir o ângulo do triângulo Em duas partes iguais Foi traçada a bissetriz E existem duas outras mais Para calcular a área do triângulo Não deixe para depois Multiplique base vezes altura Divida tudo por 2 (dois) E para finalizar Evitando qualquer problema A respeito do triângulo Vou ditar o teorema: A soma dos ângulos internos De um triângulo qualquer É igual a 180o (graus) Viu só como é que é Se um dos ângulos do triângulo medir Um valor de 90o Triângulo retângulo vai ser Viu só como é legal Se todos os ângulos do triângulo Agudo se apresentar Será chamado de Acutângulo Assim vou denominar O assunto sobre triângulos É por demais fascinante É preciso também estudar Saber disso é importante E se um dia precisar De triângulo entender Comece a ler esse cordel Com certeza irá aprender Clerton Gomes Fonte: http:// www.recantodasletras.com .br/cordel/3075321 Edição 2—2017 Página 12

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POEMAS, POESIAS E AFINS BELEZA MATEMÁTICA Vejo em você a beleza da matemática, A beleza matemática da natureza, Da simplicidade de um ser humano. Infinita beleza, perfeita simetria. Ser humano especial, de beleza incomparável. Gigantesca humildade, simplicidade, ternura, Carisma, simpatia, delicadeza. Olhar tímido e sedutor, Sorriso de menina, Encantadora mulher. Te esquecer... Ao lado de n mulheres, tentei. Foi em vão. Não consegui. Impossível resolver esta equação. Meu sonho... Ter você ao meu lado, Como amiga, mulher, Amante, companheira. Te fazer feliz, Assim como me sinto feliz Quando você está ao meu lado. Probabilidade quase nula, Encontrar a mulher mais bela. Sonho que surgiu do vazio, do nada, Que me faz um adolescente pensando na amada. Duas retas paralelas. Assim como elas estarei sempre ao seu lado. Te acompanhando eternamente, Rumo ao infinito. Tenho por você Imenso respeito, Carinho, admiração, Que jamais senti por nenhuma outra mulher. Como duas retas concorrentes, Um dia, com certeza, Num ponto em comum de nossas vidas, Iremos nos encontrar. Mulher da minha vida. Te desejo, Te espero. Impossível encontrar número infinitamente grande Que consiga expressar a sua beleza. Linda mulher! Vanderley Aparecido Cornatione Equipe Curricular CGEB de Matemática Blog: www.vanderleyac.blogspot.com Página 13 Revista de Matemática Digital

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ESTANTE Nesta edição sugerimos dois títulos de livros de um dos mais famosos matemáticos, Ian Stewart, aclamado por difundir essa disciplina e torná-la acessível. O bom humor de Stewart é a porta de entrada para simplificar temas que poderiam ser espinhosos, mas que se transformam em deliciosas narrativas, tornando ainda mais vivo o já fantástico mundo da Matemática. Professor emérito da Universidade de Warwick, Inglaterra, é conhecido no mundo todo pela coluna que assina mensalmente na Scientific American e por seus artigos nas revistas Nature e New Scientist. Tem inúmeros livros publicados, todos lançados no Brasil pela Zahar com enorme sucesso. Almanaque das curiosidades matemáticas Nunca a Matemática foi tão divertida! Esse almanaque oferece ao leitor um conjunto de casos notáveis: da explicação de por que não se pode dividir um número por zero e da história de Pitágoras (e seu teorema) até exemplos simples da teoria da complexidade e da complexidade dos juros simples. Números de Fibonacci, efeito borboleta e outros assuntos parecem tão fáceis quanto as anedotas que pontuam o livro. Incríveis passatempos matemáticos Esse livro traz uma grande dose de jogos, charadas e histórias tiradas da coleção particular de Stewart. O leitor encontrará informações e curiosidades divertidas que não se aprende na escola. Os desafios são entremeados com figuras explicativas, fatos sobre a história da Matemática, anedotas sobre cientistas e perguntas sobre os grandes problemas matemáticos do presente, passado e futuro. Descubra como os códigos são criados e como decifrá-los; por que os gatos sempre caem de pé; por que não conseguimos pentear uma bola cabeluda; entre outras curiosidades. Edição 2—2017 Página 14

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Diretoria de Ensino Leste 5 João Edison Tamelini Martins—Dirigente de Ensino Eliana Negreiros—Supervisor de Ensino Marta Regina da Costa Aguiar Lopes—Supervisor de Ensino Margareth Silveira Sasaki—Diretor do NPE Gislaine Trazzi Canteras—PCNP dos Anos Iniciais Ivana Piffer Catão—PCNP dos Anos Iniciais Kátia Alexandra Amancio Cruz—PCNP de Língua Portuguesa Olga Huertas Berruezo—PCNP Tecnologia Educacional Roberta Botignolo Alves—PCNP de Matemática Rosana Simoni Granconato—PCNP dos Anos Iniciais Rosemeire Lepinski—PCNP de Matemática Sandra Valéria de Araújo Vieira—PCNP dos Anos Iniciais Tatiana Balli—PCNP de Língua Portuguesa COLABORE Uma forma de fomentar o interesse dos alunos, e do público em geral, pela Matemática é oferecer-lhes experiências agradáveis que estimulem a curiosidade e que, ao mesmo tempo, os motive a procurar uma explicação. Você também pode fazer parte dessa ação! Para contribuir com sugestões de textos, atividades, jogos e desafios para as próximas edições da Revista de Matemática Digital, clique aqui COLABORE Bicho das Contas — Ou... Ou... Como assim? De um modo simplificado, em Lógica, o conectivo “ou... ou...” tem o significado do "ou" mas sem poder ser "e". Exemplo "Ou come ou fica de castigo" significa que só é possível uma única situação de duas: 1) Comer; 2) Ficar de castigo. Mas não se pode comer E ficar de castigo. Também não se pode deixar de comer e deixar de ficar de castigo. Com isto alertado, temos um número de 10 dígitos (o primeiro dígito não é zero) representado por ABCDEFGHIJ onde cada algarismo {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9} é usado uma única vez. Dadas as seguintes condições, qual é o número? 1) O algarismo A ou é um quadrado perfeito {0, 1, 4, 9} ou é um número triangular {1, 3, 6}. 2) O algarismo B ou é um número par ou é um número cúbico {0, 1, 8}. 3) O algarismo C ou é um número cúbico ou é um número triangular. 4) O algarismo D ou é um número ímpar ou um quadrado perfeito. 5) O algarismo E ou é um número ímpar ou é um número cúbico. 6) O algarismo F ou é um número ímpar ou é um número triangular. 7) O algarismo G é um número ímpar e primo. 8) O algarismo H ou é um número par ou é um quadrado perfeito. 9) O algarismo I ou é um quadrado perfeito ou um número cúbico. 10) O algarismo J ou é um número primo ou é um número triangular. 11) A < B, C < D, E < F, G < H, I < J. 12) A + B + C + D + E < F + G + H + I + J. Então... Descobriu o número? Para saber como chegar na solução do problema clique em https://drive.google.com/open? id=0Bw4lzQrjgCXEMEY0UXdRM01yTHc Fonte: http://www.profcardy.com/logica/raciocinio.php?id=213

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