Revista Som 23 - A gente gosta de falar de música!

 

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Edição 23 da Revista Som. Entrevistas com Stewart Copeland, baterista do The Police, Mallu Magalhães, Zeta Bosio (Soda Stereo) e Lara Aufranc. Matérias com Hermeto Pascoal, Depeche Mode, Mano Browne muito mais!

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EXPEDIENTE Edição Anderson Oliveira anderson@revistasom.com.br Digramação Anderson Oliveira Programação Anderson Oliveira 22 AS PEDRAS ROLARAM! A ASCENSÃO DO STONER ROCK NO BRASIL Para sugestões, críticas e mais informações, fale conosco: contato@revistasom.com.br 2 8ENTREVISTA STEWART COPELAND 1 2 ENTREVISTA ZETA BOSIO www.revistasom.com.br facebook.com/revistasom twitter.com/revistasom A gente gosta de falar de música! 5 0ENTREVISTA MALLU MAGALHÃES

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42 ENTREVISTA LARA E OS ULTRALEVES 18 HERMETO PASCOAL O BRUXO VENCEU O TEMPO 0 7 UMA DÉCADA DE RECORD STORE DAY 4 9 SEPULTURA ENDURANCE 04 DEPECHE MODE ESPÍRITO LIVRE 54 DISCO ESTRANHO 0 8 HELLOWEEN - A VOLTA DA GRANDE ABÓBORA 55 GUSTAVO TELLES OTROVADOR 60 BAHIAS E A COZINHA MINEIRA 46 SKANK E A SÍNTESE DA MÚSICA BRASILEIRA 3 8 MEMÓRIA: WANNABE SPICE GIRLS 34 LEITURA: NILE RODGERS - LE FREAK O LADO B DE MANO BROWN 56 03

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destaque Disposto a esquecer o passado para pavimentar o futuro, ingleses do Depeche Mode lançam Spirit, seu álbum mais introspectivo e repleto de mensagens que reafirmam sua condição de vanguarda depois de mais de três décadas de carreira. por Anderson Oliveira Pare por um segundo e pense em qual é sua banda favorita da década de 80. Se você não escolheu, ao menos pensou por no Depeche Mode. E não, você não está errado sobre isso. Banda que praticamente definiu uma geração com hits que até hoje fazem o mundo dançar, os ingleses lançam em 2017 seu 14º álbum de estúdio, Spirit. O disco que deixa de lado sua atmosfera dançante e foca todas as suas forças na voz e capacidade de persuasão de Dave Gahan, grande destaque de um álbum pronto para fazer história. Produzido por James Ford, responsável por trabalhos de bandas dançantes como Arctic Monkeys e Klaxons, Spirit vai na contramão e é de longe o disco mais difícil da carreira do Depeche Mode. Refletindo muito mais os ideais de cada um de seus integrantes, hoje um trio formado por Dave Gahan, Martin Gore e Andy Fletcher, o disco chega carregado com uma vitalidade surpreendente, o que logo de cara é um choque para quem esperava uma volta ao passado. Primeiro single do disco, Where’s the Revolution é praticamente um grito de alerta desde seu início. “Vocês estão sendo controlados / Estão sofrendo abusos / Mentiram para vocês / Quem está decidindo por vocês? / Vocês ou sua religião?” canta Dave Gahan sob uma base das mais soturnas já construídas por Andy Fletcher e sua usina de teclados e sintetizadores. Essa é a tônica em Spirit, que desde seu início, com a boa Going Backwards, tenta jogar luz sobre um mundo cinza. 04

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05 Créditos: Divulgação

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Esse prenúncio sombrio ganha forma definitiva em The Worst Crime, faixa que praticamente sepulta a ideia de um Depeche Mode aos anos 80. É também quando Dave Gahan assume de vez a condição de protagonista no álbum e solta a voz em faixas praticamente declamadas. Diferente dos álbuns Sounds of the Universe (2009) e Delta Machine (2013), onde a guitarra de Martin Gore se faz muito mais presente, Spirit evoca muito mais o lado eletrônico da banda, mesmo que não seja da forma que parte dos fãs esteja esperando. Destaque no repertório, Scum parece ter nascido abaixo do céu cinza de Bristol e toda sua atmosfera melancólica, responsável por dar forma a uma cena inteira de trip hop. Em mais um trabalho impecável de Andy Fletcher, o que fica claro até então é que aqueles que não mergulharam de vez no conceito do álbum provavelmente vão deixar este de lado. No contrário a viagem pode ser muito, muito intensa. O respiro acontece naquela que é seguramente a faixa mais “acessível” do disco, a boa So Much Love, que surge favorita a nova hit da banda, ao menos ao vivo. Música que cresce e desaba em um refrão poderoso, é de longe a mais empolgante de um trabalho que parece ter sido desenhado minuciosamente para ser ouvido em silêncio, no quarto, disposto a trazer a reflexão. Já em sua reta final, Spirit segue explorando um inspirado Dave Gahan, que mostra versatilidade e exibe sua melhor forma desde o saudoso Ultra, lançado duas décadas atrás. No More (This Is the Last Time) e Fail, faixas que trazem um misto de Massive Attack com A Perfect Circle, dão números finais a um trabalho difícil e que diz muito mais que suas doze faixas parecem apresentar. Base da turnê, não é de se assustar que o Depeche Mode tenha retirado boa parte de seu repertório dançante do setlist. Só assim faixasde Spirit teriam condição de fazer sentido ao vivo. Mas nem por isso estamos falando de uma fase intimista do grupo inglês, que reforça sua condição de uma das maiores bandas do planeta com uma produção tão grande quanto dseituo.n•ome, afinal, ainda existe muito, muito a ser Divulgando o álbum Spirit, os ingleses do Depeche Mode vem rodando o mundo com sua estrutura mais impressionante e soturna. Abaixo, a banda em ação durante show na Suécia - Créditos: YouTube 06

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“Lojas de discos não podem salvar sua vida. Mas podem melhorá-la”. Evento que carrega há dez anos essa frase como mote, o Record Store Day ainda é celebrado ao redor do mundo com a mesma empolgação ocorrida em 2007, quando o Metallica – embaixador do evento – presenteou 500 fãs com autógrafos e camisetas durante uma sessão realizada numa loja de discos. Desafiando a lógica da música ter se tornado cada vez mais digital, artistas se mobilizam a cada ano para manter entre seus fãs a magia de entrar em uma loja de discos e ter um item – muitas vezes exclusivo – da banda do coração. Deep Purple, Disclosure, Flaming Lips e Aerosmith são alguns exemplos dessa diversidade que o Record Store Day proporciona. Essa batalha tem se tornado cada vez mais dura no sentido de lutar pela sobrevivência das lojas de álbuns nos outros 364 dias do ano. Enraizado na cultura musical, plataformas de streaming parecem ter caído de vez no gosto do público. Para se ter ideia, de acordo com dados revelados pelo Spotify, serviço mais popular para amantes de música, o aumento de seus assinantes cresceu em média 39% entre os anos de 2015 e 2016. De quebra, o fácil acesso a aparelhos de tecnologia avançada vem chamando agora a atenção de outro canal, a televisão, para seu universo cada vez mais prático. Ainda assim, o disco físico segue sendo o item preferido de qualquer fã de música. Hoje verdadeiros artigos de luxo, os discos de vinil produzidos em 180g durante 2015 e 2016 tem movimentado cifras consideráveis e um crescimento de 20% referente ao mesmo período no ano anterior. Isso é, em média, uma quantidade aproximada de 150 mil discos. Pensando nisso, não é a toa que artistas de como Led Zeppelin e Sex Pistols tenham relançamentos justamente para o Record Store Day. Pensando friamente, essa é talvez uma das únicas oportunidades de gravadoras darem uma guinada na história com prensagens de material inédito e que não teria condição de ser promovido em algum novo disco da banda. Um dos destaques da edição 2017, que tem curadoria de Chuck D, do Public Enemy, são singles de bandas como o Rush, que comemora 40 anos do álbum A Farewell To Kings. Fãs do Def Leppard viram o relançamento de seu EP de estreia e oo Red Hot Chili Peppers preparou para os fãs uma prensagem limitada de um vinil com duas de suas músicas sendo tocadas ao vivo. A lista de lançamentos pode ser conferida através do site do evento, em www.recordstoreday.com. Mergulhando no cerne do processo, quem deveria ganhar com isso é o público, porém valores nem sempre convidativos esbarram em quem vê o RSD como boia de salvação para a indústria. Da mesma forma que no passado o rádio não acabou com jornais, resta saber se plataformas digitais serão capazes de acabar com o formato físico ou se adaptar de forma menos dolorosa, já que, como interesse por música nunca vai atocadboasr.s•abem, o 07

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08 Créditos: Luringa

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EapoiqmnrnbuetdeapauegnlamqrdrcuaaaarneudprtazeaalfaesãsrrmaádetãuaaourdbnmPmeaêunsurpmdenmoappdw.aekoeiirsntrlóseamrvgiUoaeunntadaidtroleodpsHdaoardesoWAalolnosnodpwehrdarlosedloocsenoTanOponleaisuvoxerer,ia-,ra Ao longo de uma história repleta de percalços, poucas bandas conseguiram preservar um legado tão absoluto e sólido no heavy metal quanto o Helloween. Formada em Hamburgo, na Alemanha, em 1984, a banda nasceu na esteira de um gênero que nos anos seguintes se tornaria um dos mais populares do mundo, sobreviveu após drásticas mudanças em seu line up e ainda assim conseguiu carregar ao seu lado um séquito público. Mesmo com três décadas de história, ainda assim houve um preço a ser pago nesse processo. A própria falta de renovação do gênero após a virada do século acabou engessando o Helloween de tal forma que um resgate foi tentado há alguns anos, quando 09

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A primeira foto de divulgação da turnê. Com Michael Kiske (vocal), Kai Hansen (guitarra), Michael Weikath (guitarra), Markus Grosskopf (baixo), Andi Deris (vocal), Sascha Gerstner (guitarra) e Daniel Löble (bateria) - Créditos: Divulgação ousou gravar uma (terceira) continuação para o clássico The Keeper on the Seven Keys, lançado na década de 80. Não deu certo. Em paralelo a isso seu primeiro vocalista, o mítico Michael Kiske, parecia finalmente ter superado os traumas que o afastaram da banda e só uma junção entre passado e presente seriam capazes de trazer a paz ao Helloween. E foi o que aconteceu após o anúncio da Pumpkins United World Tour, turnê que levará ao palco, além de Kiske, o vocalista e guitarrista Kai Hansen (atual Gamma Ray) e Andi Deris, atual vocalista da banda. Com ingressos esgotados em vários países e prontos para uma turnê que já se desenha histórica, o Helloween conseguiu recuperar em um único ato praticamente toda a histeria que um dia o fez rivalizar em popularidade com nomes como Iron Maiden. Tudo isso sem a necessidade de lançar material inédito ou reeditar versões de faixas atuais da banda. 10 Improvável há pelo menos uma década, o prenúncio Pumpkins United World Tour já se desenhava na cabeça dos fãs ao menos há três anos, quando no Rock in Rio a banda alemã subiu ao palco tendo ao seu lado Kai Hansen. Apesar de natural, a parceria coincidia com a cada vez mais marcante presença de faixas do Helloween no repertório do Unisonic, banda que Kiske formou após anos se dedicando ao hard rock cristão. Uma vitória, dado que o teor das letras havia sido um dos motivos que fizeram o vocalista deixar ao Helloween no início dos anos 90, pouco antes do suicídio de Ingo Schwichtenberg, baterista original da banda. Daí em diante foram sete anos em Kiske pisar em um palco. Em paralelo a isso a própria discografia do Helloween parecia não ter muito mais o que oferecer. Seus três últimos álbuns, 7 Sinners (2010), Straight Out of Hell (2013) e My GodGiven Right (2015) já não inspiravam uma geração que – mesmo com Andi Deris – via em

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trabalhos como Master of the Rings (1994) e The Time of the Oath (1996) clássicos absolutos da banda. Ainda que tenha uma atmosfera de “fim de festa”, a turnê de reunião do Helloween dá gás a um gênero que acabou engolido por uma geração afoita por novidades. Hoje coadjuvante em meio a um cenário onde a pluralidade musical dos festivais parece engolir o heavy metal da década de 90, a banda alemã mostra força especialmente por nunca ter sucumbido ao período de vacas magras. Além disso, consegue se distanciar do argumento de que estaria realizando a turnê por motivações financeiras, dado que sempre esteve em uma grande gravadora e excursionando com uma estrutura de primeira grandeza. A tendência é de que parte do repertório do Helloween também volte a mostrar força. De acordo com Michael Weikath, que na época fora responsável pela saída de Kiske da banda, até mesmo uma faixa do álbum Pink Bubbles Go Ape (1991), um dos chamados “discos malditos” da banda, terá espaço no repertório da turnê. Também foi definido que cada vocalista interpretará somente seu repertório ao vivo, exatamente para evitar qualquer comparação entre o passado e presente. Intercalando diversas fases de sua carreira, a sonoridade do Helloween tende a ganhar mais força ao vivo durante a turnê por ter em seu line up agora a presença de três guitarristas, Michael Weikath, Sascha Gerstner e Kai Hansen. Grande trunfo da reunião do Helloween, a presença de Michael Kiske fecha um ciclo para os fãs da segunda fase da banda - Créditos: Divulgação.com Banda que experimentou o auge do sucesso na época em que encabeçava alguns dos maiores festivais do mundo, o Helloween experimentou os dois lados da moeda até chegar ao ponto de abandonar os problemas – pequenos é verdade – do passado e condicionar seu futuro baseado em uma grande reunião de amigos. E embora fale-se sobre o futuro da banda com essa formação da Pumpkins United World a única coisa certa é que até mesmo uma gravação de faixa inédita para dar força à turnê está em um primeiro momento descartada. E parafraseando Linus, amigo de Charlie Brown em um dos mais célebres episódios da Turma do Snoopy, quando em noite de Halloween a desutpálaviangduoaCrdhaarplieelaBrGorwann”d.e•Abóbora... “sim, ela 11

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entrevista por Anderson Oliveira 12

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Zeta Bosio é conhecido por ser responsável pela apresentação do programa Rock Road, . Também ficou conhecido por tocar na primeira edição do Lollapalooza no Chile, onde se apresentou como DJ. Mas em todo continente Zeta Bosio é o baixista Soda Stereo, grupo lembrado por ser a mais popular banda argentina da história. Músico que construiu uma história digna dos maiores lendas do rock, Zeta viu estádios pelos quatro cantos do continente cantarem músicas que lançou com o Soda Stereo enquanto no Brasil era visto simplesmente como um mero desconhecido. Depois disso trabalhou com TV no programa Rock Road, no canal Sony e foi jurado da edição argentina do X Factor. Também atua como DJ, função que em nada lembra seu trabalho com o Soda Stereo. Além de músico e apresentador, Zeta também se apresenta como DJ - Créditos: zetabosio.net.net Pouco se sabe de Zeta no Brasil. Por isso uma entrevista como essa não é qualquer coisa. E mesmo que tarde, a Revista Som joga luz sobre um pouco da história de um dos artistas mais aclamados do continente. Uma carreira multimídia Zeta Bosio: É uma maravilha ter uma carreira em tantas frentes diferentes. Na verdade sempre me considere um artista multimídia. Já sentia isso desde a época em que estudava comunicação social com Gustavo Cerati na Universidade onde começamos o Soda Stereo. Sempre tive atração pela comunicação em todas as suas facetas, especialmente pela música, já que sempre tive minhas raízes muito associadas com o rock e tudo o que é alternativo. Sempre estou muito envolvido com algo e tudo o que faz parte da cena musical com bandas novas. países diferentes possam realmente liderar as paradas de sucesso no mundo sem ter, por exemplo, aquela hegemonia inglesa que era normal no passado. Uma variedade de artistas de diferentes nacionalidades são sucesso mundial. A evolução do mundo da música Zeta Bosio: Sim, a maneira de trabalhar teve muita influência da tecnologia nos últimos anos. Com toda a entrada digital muitos acham que é uma ciência destrutiva por todas as possibilidades de edição e de trabalhar de uma maneira muito mais criativa e otimizada. Tudo evoluiu comparado aos anos 80, na época analógica. Hoje realizamos de outra maneira técnicas muito diferentes. Às vezes sinto um pouco a falta dessas limitações e coisas que aconteceram no passado. Para mim a cena eletrônica é uma das vertentes musicais mais interessantes mundialmente na atualidade. Ela permite que artistas de muitos 14 As influências de ontem e de hoje Zeta Bosio: Bom, naquela época éramos parte junto com os Paralamas do Sucesso e

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muitas outras bandas contemporâneas de um movimento musical simultâneo. Era uma mudança muito grande do pop e do rock mundial, na época influenciado pelo reggae. Houve uma influência muito grande também do Ska, do Punk... bandas como o The Clash... E tudo isso misturado mudou muito a cabeça dos latinoamericanos, Tudo isso gerou um movimento espontâneo de bandas em toda a América latina. Para nós na Argentina a influencia e a mudança era quase uma coisa religiosa, estávamos envolvidos 100%. Hoje tudo me parece mais efêmero, não há tantos movimentos ou idealismo como havia naquela época. Acredito que a internet e tudo associado a ela faça tudo ser assim. Stereo, mas não tinha ideia da magnitude de tudo isso ou que fosse uma coisa tão importante. Acredito que tivemos recorde de público em todos os países e alguns desses recordes ainda não foram superados por ninguém. Isso surpreendeu a todos. Outra das surpresas foi ver banda musicalmente tão bem, tão viva. Esperava o melhor da Soda nessa última turnê, mas fiquei muito surpreso com o resultado, ele superava todas as minhas expectativas. PS: A turnê que o Soda Stereo fez dez anos apos sua separação em 1997, intitulada Me Verás Volver, contou com 23 shows em 9 países, com um total de quase 1 milhão e meio de ingressos vendidos entre outubro e dezembro de 2007. A turnê de despedida com o Soda Stereo A dificuldade do Brasil em aceitar a música Zeta Bosio: Realmente eu sabia que haveria latina e abraçar o inglês muitas expectativas em torno da volta do Soda Zeta Bosio: Acredito que de uma maneira natural, Ao lado de Gustavo Cerati e Charly Alberti durante a lendária turnê de retorno do Soda Stereo, Me Verás Volver. Créditos: Divulgação 15

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