Revista Barbante - Ano V - Num. 20 - 09 de outubro de 2017

 

Embed or link this publication

Description

revista de literatura, educação, cultura e tecnologia

Popular Pages


p. 1

revista ANO V - Nº 20 - 09 DE OUTUBRO DE 2017 ISSN 2238-1414 Os Lusíadas e os ecos na modernidade: a identidade literária brasileira

[close]

p. 2

REVISTA BARBANTE - 1

[close]

p. 3

Editorial Outubro de 2017. Em pleno mês das crianças, a Revista Barbante reúne artigos, resenhas, poemas e crônicas que, quando não têm afinidade direta com o universo da infância, dão destaque ao poder revelador da literatura. Na seção de artigos, temos a contribuição de João Paulo Santos Silva e Livia Adriele dos Santos, com “Os Lusíadas e os ecos na modernidade: a identidade literária brasileira”; as “Breves reflexões sobre o poema ‘Contranarciso’, de Leminski, a partir de Antonio Candido”, de Michelle Pereira de Oliveira; as reflexões sobre ensino de literatura propostas por Débora Cunha Costa Gama e Joelma Santos de Oliveira, em “Letramento literário: a sequência básica como ferramenta basilar no trabalho com o gênero textual poema”; e o artigo coletivo “Poemas na sala de aula: banco de questões para estudantes do 6º. ano”, fruto da experiência docente de quatorze mestrandos do Mestrado Profissional em Letras da Universidade Federal de Sergipe, campus Itabaiana. Antônio Saracura, em “Por que Os curadores de cobra e de gente?”, fala sobre seu mais novo livro, que será lançado na quarta versão já famosa Bienal do Livro de Itabaiana/SE ainda este mês (20 a 22 de outubro, no Shopping Peixoto); enquanto Christina Ramalho apresenta a resenha de A bisa me contou, a mais recente obra da escritora Ailezz e Patrícia Medeiros com a resenha da obra Filosofia com crianças: cenas de experiência em Caicó (RN), Rio de Janeiro (RJ) e La Plata (Argentina) de Maria Reilta Dantas Cirino. Poemas da escritora cabo-verdiana Vera Duarte, presidente da Academia Cabo-Verdiana de Letras, Johne Teles, Clécia Santos, Flávia Arruda, Diulinda Garcia, Gilvânia Machado, José de Castro, Eliete Marry, Maria Gabriella, Vera Duarte, Rejane Souza, Rosângela Trajano e Rosa Régis; e crônicas de Gloria Góes e de Robério Santos completam o conjunto com o toque suave da literatura. Conto de Ivaíta Souza que nos traz o gênero memória para ser apreciado, ensaios de Matheus Luam e Mirtes Veiga e um belíssimo cordel de Rosa Régis dedicado às crianças do mundo inteiro. Desejamos boa leitura a todos! Christina Ramalho Rosângela Trajano Editoras REVISTA BARBANTE - 2

[close]

p. 4

Artigos REVISTA BARBANTE - 3

[close]

p. 5

POEMAS NA SALA DE AULA: BANCO DE QUESTÕES PARA ESTUDANTES DO 6º ANO Alexandra Oliveira Monteiro Ana Rosa Rocha Carla Magda da C. Sousa Débora Cunha Costa Gama Érica Gislene Paula S. R. N. Torres Evandro Oliveira Santos Joelma Santos de Oliveira Josivânia da Silva S. Costa Maria da Piedade Silva Santana Maria Ivânia dos Santos Pedro Amaral Sousa Suzete Silene soares Dias Walneyde de Santana Lima Wlademyr de Menezes Alves PROLETRAS/UFS/ITABAIANA Resumo: Este artigo resultou de uma ação conjunta de professores do Ensino Fundamental da rede pública, que cursam o Mestrado Profissional em Letras (PROFLETRAS), da Universidade Federal de Sergipe, campus Itabaiana. Sua realização se deu em 2017, durante o curso da disciplina Literatura Infantil e Juvenil, ministrada pela Prof.a. Dra. Christina Bielinski Ramalho. O objetivo do grupo foi, após a discussão dos poemas “O pato pateta”, “A casa”, “Ou isto ou aquilo” e “A lagartixa”, embasada por reflexões teóricas sobre o gênero lírico e sobre o ensino de poesia, elaborar questões objetivas destinadas a estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental que fossem sustentadas na observação de aspectos relacionados ao conteúdo semântico dos textos, mesmo quando o enfoque privilegiasse alguma categoria gramatical. Palavras-chave: ensino de poesia; gênero lírico; elaboração de questões objetivas Este trabalho foi fruto de uma ação conjunta de professores do Ensino Fundamental da rede pública, que cursam o Mestrado Profissional em Letras (PROFLETRAS), da Universidade Federal de Sergipe, campus Itabaiana. Sua realização se deu em 2017, durante o curso da disciplina Literatura Infantil e Juvenil, ministrada pela Prof.a. Dra. Christina Bielinski Ramalho. O objetivo do grupo foi, após a discussão de alguns poemas, embasada por reflexões teóricas sobre o gênero lírico e sobre o ensino de poesia, elaborar questões objetivas destinadas a estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental que fossem sustentadas na observação de aspectos relacionados ao conteúdo semântico REVISTA BARBANTE - 4

[close]

p. 6

dos textos, mesmo quando o enfoque privilegiasse alguma categoria gramatical. Esse objetivo nasceu da constatação de haver muito pouca exploração do conteúdo semântico de poemas em exercícios voltados para esse nível de ensino. Em geral, predominam em livros didáticos e nas rotinas escolares, o uso do poema apenas como pretexto para abordagens gramaticais que não promovem a simpatia dos estudantes pelo texto lírico, justamente por não explorarem sua riqueza semântica e sua capacidade de revelar o mundo por meio da sensibilidade que o trabalho com a linguagem poética exige. Tal como afirma Denise Curia, A leitura, como muitas coisas boas da vida, é difícil. Ela exige esforço. O chamado “prazer da leitura”, que tanto buscamos e pregamos, é uma construção que pressupõe treino, capacitação e acumulação. Crescemos com idealizações infelizes a respeito da literatura e da leitura que não contribuem para a nossa formação como leitores (CURIA, 2012, p. 5). A partir dessa colocação de Curia, é fácil compreender que a falta do hábito de leitura de poemas somada à constante visão do poema como “texto complexo, de difícil entendimento”, dificulta que o encontro com o texto lírico seja prazeroso. Essa situação é agravada pelo já comentado recurso de se fazer de poemas caminhos de uma só via: a que leva ao trabalho com conteúdos gramaticais, de forma isolada ou superficial. Christina Ramalho, no artigo “A poesia é o mundo sendo: o poema na sala de aula”, ao mesmo tempo aponta para o potencial da poesia como ponte para a sensibilização da visão de mundo de leitores-estudantes e para o fato de o texto lírico ser visto como um “problema”: A amplitude do potencial reflexivo que a poesia possui, como linguagem que é, permite que sua presença nas salas de aula, sob forma de poemas, seja encarada como um recurso importante no sentido de se interferir na qualidade do letramento lírico, incrementando o acesso dos leitores de poemas a esse potencial. Contudo, ainda que a poesia convide à viagem, no plano do cotidiano acadêmico, o poema vem, em geral, sendo tratado como um problema (RAMALHO, 2014, p. 334). Um possível caminho para se chegar a uma valorização da presença do poema na sala de aula é o incentivo aos docentes de Língua Portuguesa e Literatura para que façam da poesia objeto frequente em sua própria rotina como leitores visto que, desse modo, será cada vez mais fluente e natural o envolvimento docente com o potencial reflexivo que esse tipo de texto proporciona. Nesse sentido, Ramalho também afirma que: O consenso geral sabe que trabalhar com o poema em sala de aula, como texto a ser lido, debatido, analisado, vivido, implica um professor, por sua condição de mediador da leitura, constantemente atualizado em relação à produção lírica - o que envolve contato direto com novas publicações e novos autores, além de uma bagagem sólida em relação à poesia REVISTA BARBANTE - 5

[close]

p. 7

universal -, e com boa e diversificada fundamentação teórica, que lhe permita elaborar metodologias de trabalho com o texto lírico que respeitem sua natureza em lugar de forçá-lo a preencher formatos teóricos (RAMALHO, 2014, p. 335). Influenciado, portanto, por esses pensamentos, o grupo realizou a leitura de “O pato pateta” (Vinicius de Moraes e Toquinho), “Ou isto ou aquilo” (Cecília Meireles), “A casa” (Vinicius de Moraes) e “A lagartixa” (Da Costa e Silva), buscando observar aspectos estruturais, fonológicos, morfológicos, sintáticos, semânticos e temáticos, para, em seguida, pensar em questões objetivas que, sem abandonar os conteúdos que devem ser trabalhados no 6º ano, valorizassem os efeitos de sentido que o uso de determinadas categorias fonológicas, morfológicas e sintáticas provoca no corpo de um poema. Ou seja, as questões, ainda que se voltem para categorias gramaticais, teriam como princípio valorizar a língua como matéria-prima para a palavra poética, levando os estudantes a perceberem como substantivos, adjetivos, verbos, conjunções e etc. se configuram como elementos de sustentação para a construção dos sentidos possíveis de um texto lírico. De outro lado, buscou-se investir na percepção dos temas envolvidos, destacando, nas questões elaboradas, a possibilidade de leituras plurais dos poemas, expandindo a visão acerca do modo como um texto lírico aborda aspectos da realidade humano-existencial. A escolha dos poemas levou em consideração: o fato de dois dos poemas serem letras de canções, o que possibilitaria também o desenvolvimento de atividades relacionadas à sua musicalidade; a presença de figuras de linguagem variadas, como metáfora, metonímia, antítese, entre outras, o que ampliaria as possibilidades de enriquecimento das questões a serem elaboradas; e relação do poemas com o universo da infância, o que facilita a aproximação entre leitor e texto; as afinidades entre os textos, ao menos em alguns aspectos, como a alusão a animais, a presença de trechos narrativos e descritivos dentro de um poema; o jogo de palavras com efeitos sonoros e semânticos. Convém esclarecer que o nível dos enunciados das questões e os conteúdos que elas exploram muitas vezes ultrapassam o que tem sido o senso comum nos materiais presentes nas salas de aula do 6º. ano. Assim, conteúdos como: conceitos de “poesia”, “poema”, “estrofe”, “verso” e “rima”; a natureza da voz poética, ou a forma como o “eu-lírico” se presentifica (ou não) em um poema; os valores semânticos assumidos por cada categoria gramatical; as relações de causa e efeito; o significado de palavras como “inferir”, “assertiva”, “semântica”, “conotação”, “denotação” e “respaldo”, entre outras; a sinonímia e a antonímia; e o conceito de “expectativa de leitura” devem ser apresentados durante a leitura mediada pelo docente. As questões a seguir listadas não serão comentadas, assim como não serão informadas as respostas REVISTA BARBANTE - 6

[close]

p. 8

corretas. A intenção do grupo, neste caso, é provocar uma interação com docentes que se interessem por uma discussão que colabore para o enriquecimento da prática docente tanto dos participantes do grupo, que elaboraram as questões, como de profissionais que desejem utilizá-las ou mesmo remodelá-las a partir de seu próprio ponto de vista. 1. Questões sobre “O pato pateta” POEMA 1 O pato pateta (Arca de Noé) (Vinicius de Moraes e Toquinho) Lá vem o pato Pato aqui, pato acolá Lá vem o pato Para ver o que é que há. O pato pateta Pintou o caneco Surrou a galinha Bateu no marreco. Pulou do poleiro No pé do cavalo Levou um coice Criou um galo. Comeu um pedaço De jenipapo Ficou engasgado Com dor no papo. Caiu no poço Quebrou a tigela Tantas fez o moço Que foi pra panela REVISTA BARBANTE - 7

[close]

p. 9

1) (Carla e Josivânia, 2017) Em relação à compreensão do poema “O Pato Pateta”, identifique a alternativa INCORRETA: (A) O pato era muito inquieto, e isso pode ser ratificado através dos diversos verbos de ação presentes no poema. (B) A expressão “Que foi para a panela” é a consequência de todas as travessuras do pato. (C) O pato, na verdade, não pode ser considerado pateta, pois suas diversas travessuras demonstram o quanto ele era esperto. (D) A expressão, na primeira estrofe, “Para ver o que é que há” tem duplo sentido, pois sugere que ele irá fazer várias travessuras e, também, de forma irônica, que no final ele será morto. 2) (Carla e Josivânia, 2017) Observamos no poema a presença de vários substantivos e verbos. Observeos e assinale a alternativa CORRETA: (A) O poema nos dá uma ideia de movimento, por isso todos os verbos no poema são verbos de ação no tempo presente. (B) A palavra pateta pode ser um substantivo, mas no poema tem valor de adjetivo e resume a principal característica do pato. (C) Na expressão “Que foi para a panela”, o verbo “ir” está indicando uma ação que indica a causa do desfecho das travessuras do pato. (D) Todos os substantivos presentes no texto são acompanhados por um adjetivo que os caracteriza. 3) (Joelma e Paula, 2017) No decorrer do poema, os verbos utilizados pelo eu-lírico sugerem que o pato era bastante levado. No entanto, no final do texto, percebe-se que todas as suas travessuras geraram uma consequência drástica para o animal. Assinale a alternativa que confirma essa assertiva. (A) O pato, por ser tão levado, acaba engasgado com um pedaço de jenipapo. (B) O pato quebra a tigela e acaba se machucando. (C) Devido a suas travessuras, o pato acaba sendo levado para panela como forma de punição. (D) Como resultado de suas estripulias, o pato acaba levando um coice do cavalo. 4) (Joelma e Paula, 2017) No poema, os advérbios “aqui” e “acolá” presentes na primeira estrofe indicam que, durante todo o percurso do poema, o pato: (A) é um animal pacato, pois a todo momento pratica ações de forma quase imperceptível. (B) é um animal alegre, pois, através de suas ações, diverte todos os animais do local onde ele vive, principalmente a galinha, o marreco e o cavalo. (C) é um animal travesso e inquieto, pois suas ações sempre resultam em bagunça. (D) é um animal tranquilo, pois ele segue a rotina dos demais animais. 5) (Débora e Suzete, 2017) O livro Arca de Noé, de poesias infantis, de autoria de Vinicius de Moraes, traz diversos poemas que foram transformados em canções, dentre eles, “O pato pateta”, texto que retrata REVISTA BARBANTE - 8

[close]

p. 10

as travessuras de um pato, mostrando algumas consequências de suas ações. Assinale a alternativa cujos versos NÃO mostram essa relação de causa e efeito: A) “Pulou no poleiro / No pé do cavalo / Levou um coice / Criou um galo” B) “O pato pateta / Pintou o caneco / Surrou a galinha / Bateu no marreco” C) “Comeu um pedaço / De jenipapo / Ficou engasgado / Com dor no papo” D) “Caiu no poço / Quebrou a tigela / Tantas fez o moço / Que foi pra panela” 6) (Débora e Suzete, 2017) No poema, percebe-se a utilização de palavras que nos permitem situar os eventos ocorridos, ou seja, são empregados muitos verbos. A respeito do uso dos verbos no poema NÃO é correto afirmar que alguns A) indicam ações, como em “Pintou o caneco / surrou a galinha”. B) indicam um processo, como em “Para ver o que é que há” C) indicam um estado, como em “Ficou engasgado / com dor no papo”. D) indicam movimento, como em “Pulou do poleiro / No pé do cavalo”. 7) (Alexandra e Walneyde, 2017) Ao ler o poema “ O pato pateta”, podemos atribuir ao pato todas as características abaixo, com exceção da série: (A) travesso, levado, agitado. (B) inquieto, frenético, buliçoso. (C) desembaraçado, ágil, desenvolto. (D) desajeitado, desastrado, afobado. 8) (Alexandra e Walneyde, 2017) Leia o primeiro verso da segunda estrofe de “ O pato pateta” Marque a alternativa em que se apresenta a ideia semântica do adjetivo grifado. (A) O pato foi assim caracterizado por ser atrevido. (B) O pai foi assim caracterizado por ser desajeitado. (C) O pato é considerado pateta por ser curioso. (D) O pato foi chamado assim por ser bastante inconveniente. 9) (Wlademyr e Ana, 2017) Após a leitura do texto poético, podemos concluir que o pato: REVISTA BARBANTE - 9

[close]

p. 11

(A) Era bonito e inteligente. (B) Era muito traquino. (C) Fazia travessuras inocentes sem incomodar os outros animais. (D) Tinha uma boa relação com os outros bichos. 10) (Wlademyr e Ana, 2017) De acordo com o texto, na expressão “pintou o caneco”, o substantivo caneco: (A) significa um recipiente de madeira ou uma vasilha alta. (B) assume a função e adjetivo, referindo-se a pato. (C) adota um sentido figurado observando-se a expressão. (D) identifica um chapéu alto ou cartola. 11) (Pedro e Evandro, 2017) As ações do pato acontecem a partir de uma relação causa/consequência. Há a presença de causa/consequência nos seguintes versos, EXCETO em: (A) Levou um coice/Criou um galo (B) Comeu um pedaço/De jenipapo/Ficou engasgado (C) Caiu no poço/Quebrou a tigela (D) Tantas fez o moço/Que foi pra panela 12) (Pedro e Evandro, 2017) No trecho “que foi pra panela” o termo grifado poderia ser substituído, conservando a semântica textual, pelo seguinte termo: (A) de forma que (B) porque (C) pois (D) portanto (E) mas 13) (Piedade e Ivania, 2017) O tempo verbal predominante no poema indica algumas possibilidades, EXCETO: (A) acontecimentos em sequência (B) ações que já foram realizadas (C) rotina estabelecida por ações repetidas (D) ações e suas consequências 14) (Piedade e Ivania, 2014) Sobre o pato do poema, NÃO podemos dizer que: REVISTA BARBANTE - 10

[close]

p. 12

(A) tinha problemas de convivência. (B) era muito passivo, por isso pateta. (C) foi castigado por suas ações. (D) era inquieto. 2. Questões sobre “Ou isto ou aquilo” Ou isto ou aquilo (Cecília Meireles) Ou se tem chuva e não se tem sol ou se tem sol e não se tem chuva! Ou se calça a luva e não se põe o anel, ou se põe o anel e não se calça a luva! Quem sobe nos ares não fica no chão, quem fica no chão não sobe nos ares. É uma grande pena que não se possa estar ao mesmo tempo em dois lugares! Ou guardo o dinheiro e não compro o doce, ou compro o doce e gasto o dinheiro. Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . . e vivo escolhendo o dia inteiro! Não sei se brinco, não sei se estudo, se saio correndo ou fico tranquilo. Mas não consegui entender ainda qual é melhor: se é isto ou aquilo. 1) (Carla e Josivânia, 2017) No poema “Ou isto ou aquilo”, a problemática da dúvida é colocada em evidência de uma forma sutil. Em relação a esse aspecto e à compreensão do poema, assinale a alternativa CORRETA: (A) O poema é destinado exclusivamente às crianças, pois elas estão na fase de descobertas e questionamentos. (B) A maior parte do poema é marcada por oposições, mas depois elas somem e viram possibilidades. (C) O poema tem como função da linguagem predominante a função emotiva e está em primeira pessoa, portanto deixa claro que esses tipos de questionamento são apenas do eu-lírico. (D) O poema é marcado pela presença de várias antíteses, que demonstram as dúvidas do eu-lírico que são solucionadas no final do poema. 2) (Carla e Josivânia, 2017) Em relação aos aspectos gramaticais do poema, assinale a alternativa INCORRETA: (A) A palavra “ou”, constantemente presente no texto, é considerada uma conjunção alternativa e reflete as incertezas do eu-lírico. (B) “Não “é um advérbio de negação e demonstra, portanto, uma insatisfação do eu-lírico. REVISTA BARBANTE - 11

[close]

p. 13

(C) Apenas nas estrofes finais fica evidenciado que o poema está em primeira pessoa, pois percebemos a presença do pronome pessoal eu, apesar de oculto. (D) A conjunção aditiva “e” está presente no texto com valor adversativo, já que todo o texto traz uma ideia de oposição. 3) (Joelma e Paula, 2017) O poema “Ou isto ou aquilo” apresenta em seu decorrer uma expressiva utilização da antítese. Qual a intenção do eu-lírico ao utilizar essa figura de linguagem? (A) Mostrar que prefere não fazer escolhas em sua vida. (B) Expressar a dificuldade e a insatisfação em se fazerem escolhas durante toda a vida. (C) Justificar suas escolhas no decorrer dos dias. (D) Apresentar as raras dúvidas que sempre teve em sua vida. 4) (Joelma e Paula, 2017) Esse poema é construído a partir de versos que denotam oposição e que dão a ideia de escolha. A presença dos pronomes demonstrativos “isto” e “aquilo” nos 11º e 16º versos indicam que: (A) O uso do demonstrativo “isto” indica distanciamento do eu-lírico em relação à ação ser praticada. (B) Os dois pronomes demonstram distanciamento das ações. (C) O uso do pronome demonstrativo “aquilo” demonstra que a ação do eu-lírico o remete ao passado. (D) O pronome “isto” pressupõe uma escolha que o eu-lírico fez ou fará, enquanto que o pronome “aquilo” demonstra uma possível ação que poderia ser feita. 5) (Débora e Suzete, 2017) O poema de Cecília Meireles “Ou isto ou aquilo” retrata uma questão bastante comum no cotidiano das pessoas. Assinale a alternativa que corresponde ao tema retratado no poema. (A) O poema retrata a facilidade de fazermos as nossas escolhas. (B) O poema fala sobre as confusões que temos no dia-a-dia. (C) O poema retrata a necessidade que temos de sempre escolhermos entre uma coisa ou outra. (D) O poema fala sobre a possibilidade de escolhermos duas coisas ao mesmo tempo. 6) (Débora e Suzete, 2017) A respeito da utilização dos pronomes demonstrativos “isto” e “aquilo”, pode-se dizer que no texto representam, respectivamente,: (A) a ideia de distanciamento entre os elementos que o eu-lírico pode escolher. (B) a ideia de proximidade entre os elementos que o eu-lírico pode escolher. (C) a demonstração de tudo o que o eu-lírico pode ter ao mesmo tempo. (D) a ideia de proximidade representada pelo “isto” e de distanciamento pelo uso do “aquilo”. REVISTA BARBANTE - 12

[close]

p. 14

7) (Alexandra e Walneyde, 2017) De acordo com o eu-lírico do poema “ Ou isto ou aquilo”, a vida é feita de escolhas. O eu-lírico acredita que isso é algo: (A) lamentável, mas faz parte da vida. (B) muito preocupante, já que temos que escolher. (C) estranho porque infelizmente temos que escolher. (D) positivo para a vida, pois não tem jeito, temos que escolher. 8) (Alexandra e Walneyde, 2017) O título do poema apresenta dois pronomes: “Ou isto ou aquilo”. De acordo com o valor desses pronomes, podemos afirmar que: (A) “isto” sugere as opções que são escolhidas. (B) “aquilo” refere-se aos sonhos do eu-lírico. (C) “aquilo” significa as coisas que o eu-lírico deixou para trás. (D) “isto” refere-se aos objetos que o eu-lírico não conseguiu alcançar. 9) (Wlademyr e Ana Rosa, 2017) O texto poético refere-se a: (A) uma pessoa que nunca sabe o que quer. (B) uma pessoa que está em dúvida sobre o melhor a fazer. (C) uma pessoa triste. (D) uma pessoa que quer fazer muitas coisas, mesmo sem ter condições. 10) (Wlademyr e Ana Rosa, 2017) Identifique a alternativa que traz os sinônimos inadequados, considerando o texto: (A) chuva - aguaceiro luva - acessório (B) brinco - adorno doce - guloseima (C) chão - pavimento anel – pequeno aro (D) pena - dó doce - guloseima 11) (Evandro e Pedro, 2017) O poema apresenta um eu-lírico manifesto a partir do emprego da forma verbal “guardo”. Em que trecho esse eu-lírico está presente, mas não de maneira claramente manifestada? (A) “Ou se tem chuva e não se tem sol ou se tem sol e não se tem chuva” (B) “É grande pena que não se possa estar ao mesmo tempo em dois lugares” REVISTA BARBANTE - 13

[close]

p. 15

(C) “ quem sobe nos ares não fica no chão (...)” (D) “não sei se brinco, não sei se estudo, se saio correndo o dia inteiro!” (E) Mas não consegui entender ainda qual é melhor: se isto ou aquilo” 12) (Evandro e Pedro, 2017) O poema apresenta um eu-lírico dividido entre duas possibilidades, representadas pelos pronomes demonstrativos de 1ª primeira (isto) e de 3ª pessoa (aquilo), que nos fazem inferir que: (A) é impossível fazer escolhas. (B) toda escolha gera renúncia. (C) a escolha, simultânea, por isto e aquilo é possível. (D) isto representa o mundo do eu lírico; aquilo, o dos outros. (E) é fácil fazer escolhas. 13) (Piedade e Ivania, 2017) No poema, os pronomes ISTO e AQUILO referem-se: (A) às escolhas que o eu-lírico fez. (B) às escolhas que não foram feitas pelo eu-lírico. (C) à escolha que o eu-lírico não fez e à escolha que fizeram por ele. (D) ao que foi escolhido pelo eu-lírico e o que ele deixou de escolher. 14) (Piedade e Ivania, 2017) Podemos perceber a opinião do eu-lírico sobre o processo de escolha nos versos: (A) É uma grande pena que não se possa / estar ao mesmo tempo em dois lugares! (B) Ou guardo o dinheiro e não compro o doce, / ou compro o doce e gasto o dinheiro. (C) Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo... / e vivo escolhendo o dia inteiro! (D) Mas não consegui entender ainda / qual é melhor: se é isto ou aquilo. 3. Questões sobre “A lagartixa” A lagartixa (Da Costa e Silva) A um só tempo indolente e inquieta, a lagartixa, Uma réstia de sol buscando a que se aqueça, REVISTA BARBANTE - 14

[close]

Comments

no comments yet