Cidade em Revista Edição 46

 
no ad

Embed or link this publication

Description

Cidade em Revista Edição 46

Popular Pages


p. 1

É PRIMAVERA A estação das flores CAMPO MOURÃO Completa 70 Anos ESPORTE Corrida de Rua PEDREIRA ITAIPU Entre as melhores do Paraná HOSPITAL SÃO JOSÉ Fazendo História há 57 anos SAÚDE Massagem Ayurvédica Yoga FESTAS & EVENTOS Yázigi Workshop Canadá

[close]

p. 2

Enxergue o mundo com outros olhos! Implante de Lentes Intraoculares (LIOs). Tecnologia que corrige a visão de perto e de longe, traz para o paciente uma visão de qualidade e diminui a dependência de óculos. Indicada para miopia, astigmatismo, hipermetropia e presbiopia (vista cansada). Dr. Marcelo Brito CRM-PR 18.871 Dra. Jussara Brito CRM-PR 27.527 Agência Veoito Stellaris: Equipamento que realiza a cirurgia de Catarata com menor risco de infecção, permite recuperação mais rápida e viabiliza o implante de Lentes Intraoculares (LIOs). Agende sua consulta: 44. 3523 2121 Rua Harrison José Borges, 652 - Centro - Campo Mourão - PR BelleClinique www.belleclinique.com.br

[close]

p. 3

CIDADE EM REVISTA 3

[close]

p. 4

EXPEDIENTE EDITORIAL OUTUBRO 2017 É incrível como o tempo está passando rápido! Voando! Parece que o início do ano foi ontem, porém já estamos em outubro. Esta edição está bem interessante. Começamos com o aniversário de Campo Mourão, 70 anos em 10 de outubro. Apesar de não ter nascido aqui, tenho um enorme carinho por esta cidade. A Cidade em Revista tem vários motivos para comemorar junto, são anos de trabalho publicando e divulgando sobre tantos assuntos sempre buscando fazer melhor para Campo Mourão e Região. Interessantes também os artigos de nossos colaboradores, a exemplo de “Como fruto de gerações” do escritor Jair Elias; “Independência ou Morte” da professora Beth Ecker, “Lições da natureza” por Umbelina Geraldo. E na estação do mês, não poderia faltar o poema “Os Ipês e a Primavera’’ de Cida Freitas; também muito especial a história do Hospital São José criado no início dos anos de 1960 pelo jovem casal Dr. Cleso e Dona Terezinha. No esporte, a atleta Cristiane Rodrigues, em entrevista para a Cidade em Revista, relata “do Sonho à Realidade”. Ainda: “Transformacão” da escritora Dirce Bortotti Salvadori e, na página do Turismo, uma bela história vivida pelas Irmãs Rezende em Fortaleza. No mês de outubro há também uma data muito significativa, o Dia das Crianças. Sobre isso, Maria Joana Calderari escreve “Momentos Mágicos”. Para descontrair e sair um pouco do círculo, a vida do ator Mateus Solano, entre risos e assuntos sérios, ele que vive atualmente o papel de Eric no ar na novela Pega- Pega da Rede Globo. Entrevista da Revista Avianca, por, Claudio Uchoa. Em cada edição buscamos novas emoções, afinal nem só de ‘glamour’ se faz uma revista. É prazerosa a construção de cada página, estudar com cada novo cliente, e principalmente a soma de muito trabalho e dedicação da equipe até chegar aqui. O amor e a Fé fortalecem nossa busca diária e nosso objetivo maior são vocês, caríssimos leitores. Boa leitura! Cidinha Coletty Jornalista/empresária/fotógrafa/colunista Deus é Fiel 4 CIDADE EM REVISTA editora A. D. Munhós Coletty - Editora Publicação da Editora Rua. São Josafat, 1418 CEP: 87302-170 Campo Mourão PR Telefones 44. 3523-2115 | 9978-4242 Email cidadeemrevista@gmail.com ccoletty@gmail.com Jornalista Resonsável Cidinha Coletty - MT/PR 8715 Revisão Cida Freitas Departamento Jurídico Dr. Dirceu Jacob de Souza OAB/PR 55.947 Diagramação Agência BENN Colaboradores Arnildo Klumb Arléto Rocha Beth Ecker Cida Freitas Cidinha Coletty Dirce Bortotti Salvadori Jair dos Santos Júnior Madhuri Prem Marco Aurélio Dias Maria Joana Titton Calderari Maria Umbelina Ferreira Geraldo Manoel Teixeira Júnior Nelci Veiga Mello Foto Capa Cidinha Coletty Fotos Editoriais Cidinha Coletty Banco de Imagens Circulação Distribuição dirigida /cidadeemrevista www.cidadeemrevista.com

[close]

p. 5



[close]

p. 6

OS IPÊS E A PRIMAVERa CidCaidFarFerietaitsas É inverno ainda O vento sopra para desnudar as árvores Que, sem folhas, fazem o cenário triste Embora estejam grávidas de primavera... E então, desobedientes, os ipês não esperam Florescem no inverno mesmo E querem ser vistos Ignoram a “crise” e trazem fartura Flores que inundam nossos olhos de beleza Amarelas, brancas, rosas, roxas Cores para enfeitar o inverno Para afastar a “miséria”... Os ipês ensinam sobre fartura e desapego Florescem, enfeitam, colocam cores no ar Mas logo se desprendem chovendo flores Que se fazem tapete... Vida breve, breve vida... Eles sabem que a primavera já vem E que haverá profusão de flores Vão embora para voltar no próximo inverno... Coisa de quem entende de beleza Coisas da sábia natureza. 6 CIDADE EM REVISTA Foto: Cidinha Coletty

[close]

p. 7

TRADIÇÃO QUE PROMOVE BEM-ESTAR Arte: Cidade em Revista Dr. Moacir Ciulla Porciuncula Dr. Glauco de Mello Nogueira Clínica Cirúrgica e Obstetrícia Médico - Pós Graduação em Geriatria CRM|PR : 3467 e Endocrinologia CRM|PR 12.184 Dr. Heráclito de Mello Nogueira Cardiologia CRM|PR 10.193 Dr. Cleso Lopes Nogueira Filho Médico CRM|PR 10.192 Fabíola de Mello Nogueira Psicologia Clínica CRP 08/21570 Madhuri Prem Massoterapia Ayurvêdica Yoga CRT:35328 Manoel Teixeira Junior Psicologia Clínica CRP 08/21989 Lívia Yatsuda Brescansin Psicologia Clínica /Mestre em Psicologia CRP:08/17589 Drielle Sanches Martins Psicologia Clínica CRP:08/15683 Clínica São José, 50 anos de tradição promovendo saúde e bem-estar. 44. 3523.6162 | 3523.7273 Rua: Francisco F. Albuquerque 1847 clinicasaojosecontato@gmail.com /saojoseclinica Silvia E. S Cuesta Psicanalista

[close]

p. 8

Uma grande histó ia de tradição familiar no exercício da medicina. U ma grande história de tradição familiar no exercício da medicina Poucos conhecem essa história que será relatada a seguir e que foi vivenciada em nossa cidade. Apesar da reduzida quantidade de linhas deste efêmero texto que exigiu elaborar um relato demasiadamente sucinto, não é qualquer história que será aqui contada. Ainda que o texto seja breve a história a ser narrada é de elevada grandeza e merece ser conhecida pelas pessoas que residem em nossa cidade e região. Pode-se dizer que se trata de uma verdadeira saga, isto é, de uma genuína história de tradição familiar. Então vamos ao relato: “Era uma vez...”, espere... vamos começar pelos dias atuais. Hoje Campo Mourão é uma cidade desenvolvida e Dona Terezinha conta com uma considerável estrutura de hospitais, postos de saúde, laboratórios, farmácias e uma variedade de clínicas médicas que atendem uma vasta gama de especialidades. Desde hospitais, centros cirúrgicos para procedimento de Dr. Cleso elevada complexidade, pronto atendimento, até exames de maior precisão podem ser realizados em nossa cidade, além do significativo número de médicos que atendem às diversas especialidades da medicina... porém nem sempre 8 CIDADE EM REVISTA

[close]

p. 9

foi assim. Houve uma época em que a realidade era bem diferente e muito sofrível para população da região que precisava de atendimento médico hospitalar. Nos idos de 1960, Campo Mourão contava apenas com uma escassa e precária estrutura para atendimento de pacientes na área da saúde. Havia apenas dois locais para atendimento, sendo que as estruturas eram de madeira e em péssimas condições para procedimentos cirúrgicos. Além da falta de estrutura, também não havia profissionais médicos para atender todas as demandas. Naquela época a extração de madeira era uma das principais atividades econômicas de toda região e dentro de um raio de 150 km, Campo Mourão mesmo tendo uma estrutura débil e insuficiente era o único município habilitado para atender às necessidades médicas e hospitalares. Esta era uma dura realidade para população de toda região que precisava de atendimento na área da saúde. Além disso a chance de melhorar tal situação estava muito longe de acontecer, pois a conjuntura política da época não oferecia condições de investimento para transformação dessa realidade. É dentro deste contexto que inicia a história da saga do jovem médico, Cleso Lopes Nogueira. Há 55 anos, esse médico paulista, de apenas ‘‘Além da falta de estrutura, também não havia profissionais médicos para atender todas as demandas.” 33 anos, veio visitar, juntamente com sua esposa, alguns parentes dela que moravam em Campo Mourão. Chegando aqui, ao se deparar com a realidade da região em relação às péssimas condições de infraestrutura médico-hospitalar, tomou uma decisão que iria mudar completamente a história do atendimento médico hospitalar de nossa cidade. Em busca de novos desafios e com uma mente visionária, decidiu abrir mão da vida profissional que estava construindo no interior de São Paulo para investir aqui nesta região, mesmo com todos os obstáculos e dificuldades que sabia que teria que enfrentar. Mudou-se para Campo Mourão, trazendo sua família, sempre com o apoio de sua esposa, que também, em um ato de coragem, assumiu os riscos de recomeçar a vida em terras estranhas. Talvez o leitor não compreenda a razão de dizer “ato de coragem”, mas cabe aqui uma explicação. Sair de uma cidade já organizada do interior de São Paulo, onde já havia uma estrutura social, política e econômica e vir para o interior do Paraná, para uma cidade de apenas 15 anos de emancipação, CIDADE EM REVISTA 9

[close]

p. 10

sem asfalto, sem infraestrutura, com 4 filhos pequenos para acompanhar o marido em seus projetos profissionais, precisa sim ser corajosa, pois não são poucos os desafios para as mulheres que escolhem apoiar seus maridos em busca de desafios profissionais. O jovem médico Cleso Lopes Nogueira, havia se formado na Faculdade de Ciências Médicas do Rio de Janeiro e se especializado em Cirurgia Geral, que naquela época já era um grande feito para um jovem vindo de uma família de classe média do interior de São Paulo. Ao iniciar seus trabalhos em Campo Mourão teve que se adaptar às precárias estruturas, pois a cidade não oferecia condições para executar procedimentos mais complexos e nem cirurgias de grande porte, era possível apenas realizar atendimento clínico e pequenas incisões cirúrgicas. Quando um homem é dotado de sonhos, não consegue se conformar com a situação como ela se apresenta. O jovem médicodecidiu mudar a realidade da cidade, construindo um hospital que pudesse oferecer condições adequadas para os atendimentos das demandas hospitalares. A grande questão aqui não é a simples decisão de construir um hospital, mas construir um hospital sem ter os recursos financeiros necessários para tal. O primeiro hospital de Campo Mourão, com centro cirúrgico para realização de procedimentos de grande porte nasceu da ousadia desse jovem médico que, visionariamente, se uniu em sociedade a outros médicos: Dr. Serafim Portes Rocha, Dr. Germano Traple e Dr. José Luiz Tabith, para realizar esse grande feito. A construção foi realizada em etapas, sendo que na primeira fase, construiuse um pavilhão com um centro cirúrgico. Com isso surgiu a necessidade de um médico anestesista para realização das cirurgias, pois a cidade não tinha todos os profissionais necessários e qualificados para compor a equipe cirúrgica. Este foi outro desafio: montar a equipe de ‘‘O jovem médico decidiu mudar a realidade da cidade, construindo um hospital que pudesse oferecer condições adequadas para os atendimentos das demandas hospitalares.’’ 10 CIDADE EM REVISTA

[close]

p. 11

profissionais, em virtude da dificuldade de encontrar médicos especialistas. O Dr. Serafim, que era médico pediatra e um dos sócios foi obrigado a viajar para São Paulo com o objetivo de fazer o curso de anestesia. Isso tornou possível a realização de cirurgias de abdômen, ginecologia e obstetrícia, dando início à história de Campo Mourão como Centro Médico da região. O Hospital e Maternidade São José passou a ter uma excessiva demanda de atendimento e, em pouco tempo, foi necessário realizar a ampliação da estrutura para poder atender o grande fluxo de pacientes que vinham de toda a região. Na segunda etapa da obra foi construído um grande centro cirúrgico, mais equipado e atualizado, além de ampliar as estruturas dos leitos, enfermaria, cozinha, lavanderia e toda infraestrutura de um grande hospital. Contando dessa forma, tudo parece ter sido um processo tranquilo, fácil e simples, mas se engana aquele que pensa dessa CIDADE EM REVISTA 11

[close]

p. 12

forma. Para erguer uma estrutura hospitalar nos dias de hoje é algo complexo, o leitor pode tentar imaginar como foi desafiador há 55 anos. É fácil compreender que com a construção dessa estrutura hospitalar, que na época se destacava por ser moderna e principalmente pela escassez de estruturas hospitalares em toda região, muitos profissionais começaram a vir para Campo Mourão, além de atrair outras estruturas como farmácias, laboratórios e clínicas médicas. Com o passar dos anos alguns médicos da família também vieram se juntar ao pioneirismo do Dr. Cleso: o Dr. Moacir Ciulla Porciúncula, a Dra. Clotilde de Mello Porciúncula e oDr. Walter Batista dos Santos Junior. Logo mais tarde foram chegando mais médicos com especialidades diversas como ortopedia, oftalmologia entre outras, transformando Campo Mourão em um importante Centro Médico. Anos mais tarde, com a chegada dos seus três filhos médicos, Heráclito de Mello Nogueira, Cleso Lopes Nogueira Filho e Glauco de Mello Nogueira deu-se continuidade à tradição da medicina na família Nogueira. No ano de 1964, inaugurava em nossa cidade o Hospital e Maternidade São José, iniciando uma revolução e inovação no atendimento da população na área da saúde, graças ao sonho de um homem que, além de exercer brilhantemente sua profissão de médico, também destacou-se pela ousadia, criatividade e principalmente pela determinação de levar à frente um sonho audaz. O Dr. Cleso de Lopes Nogueira foi o primeiro cirurgião a realizar procedimentos de grande intervenção em nossa cidade, porém não é só esse o legado que ele deixa para história. Deixa principalmente uma história familiar de tradição médica guiada pela ética profissional, em que três de seus filhos, herdeiros diretos, dão continuidade à profissão de médico e agora quatro netos seguem o caminho da medicina mantendo a tradição familiar. O Hospital e Maternidade São José encerrou suas atividades no ano de 2005. Hoje a estrutura do edifício abriga a Secretaria de Saúde do Município, porém parte de sua história é renovada e sua chama se mantém acesa através da Clínica São José, onde os filhos e netos do Dr. Cleso Lopes Nogueira e da Dona Therezinha de Mello Nogueira continuam atuando como profissionais da Saúde. Por: Manoel Teixeira Junior 12 CIDADE EM REVISTA

[close]

p. 13



[close]

p. 14

Campo Mourão 70 anos a construção de uma cidade pelo seu povo Dizem que a construção de uma cidade é fruto de gerações. É uma afirmativa verdadeira, ainda mais se tratando da história de Campo Mourão. H istória essa que começou nos fins de 1769 e começo de 1770, quando uma expedição iniciada sob o comando do Capitão Estevão Ribeiro Bayão, de São José dos Pinhais, e completada pelo Capitão curitibano Francisco Lopes da Silva, ambos sob o comando geral do Coronel Afonso Botelho de Sampaio e Souza (primo de Morgado de Mateus), após percorrerem o rio Ivaí em toda sua extensão, reconheceram os campos que foram denominados Campos do Mourão. Estes campos, mais tarde tiveram a denominação simplificada para Campos do Mourão e por fim em Campo Mourão. O batismo da descoberta era uma homenagem ao Governador da Província de São Paulo, no período de 1765/1775, Dom Luiz António Botelho de Souza Mourão, a qual se subordinava o Paraná, então sua quarta (e depois quinta) Comarca, que instruiu Afonso Botelho para registrar com seus sobrenomes todas as descobertas que seriam realizadas. 14 CIDADE EM REVISTA

[close]

p. 15

Arte: Cidade em Revista É com orgulho, de pertencer a esta cidade, que deixamos nossa mensagem de esperança e agradecimento a toda essa gente que trabalha para que seus filhos possam sonhar com um futuro melhor. Temos muito respeito e carinho pelo povo desse município, homens e mulheres que com suas mãos sabem valorizar o fruto da terra… O Escritório Renome faz questão de dizer que o nosso compromisso continua, sempre trabalhando em beneficio da coletividade e do desenvolvimento, defendendo e lutando. Com união e apoio de todos os Mourãoenses, o resultado não poderá ser diferente. Parabéns Campo Mourão pelos seus 70 anos. 44.3523-2865 Av. Cap. Índio Bandeira, 1400 Unespar Campus Campo Mourão A colonização efetiva de Campo Mourão começou em 16 de setembro de 1903 com a chegada dos Irmãos Pereira (José Luiz Pereira, Miguel Luiz Pereira, Ananias Luiz Pereira, Antônio Luiz Pereira, Inácio Luiz Pereira e Luiz Pereira da Cruz), os quais, acompanhados de suas famílias, construíram suas casas e benfeitorias, dedicando-se à agricultura e à pecuária. Belas imagens do passado de Campo Mourão foram publicadas em livros, revistas e jornais. São imagens que mostram, nos seus primeiros anos, a cidade rústica, sem luz, sem água encanada, que sofria com o drama da poeira vermelha e da lama dos dias chuvosos. Outras imagens deste tempo já foram levadas ao esquecimento, como, por exemplo, a luta pela terra. O sangue derramado neste interminável embate foi um dos motivos que afugentaram milhares de pessoas que aqui queriam tornar seus sonhos em realidade. CIDADE EM REVISTA 15

[close]

Comments

no comments yet