Revista-Comercio-Industria-Outubro-2017

 

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ÍNDICE EDIÇÃO N°147 - OUTUBRO/2017 CAPA Faça parte da ASPA ECONOMIA Indústria e comércio DIA DAS CRIANÇAS Alegria no rosto! FUTURO Um novo prédio 180 Associação proporciona diversos benefícios aos servidores públicos municipais, estaduais e federais; saiba como fazer parte e desfrute. 12 Ademir Ramos (Ciesp) e Toninho Deliza (Sincomercio) analisam o momento econômico da cidade e de nosso país. 19 Com perspectiva de um aumento de 3% nas vendas, a RCIA selecionou as melhores lojas para você presentear seu filho. 32 Com Educação Infantil e Fundamental, Escola Adventista também deve disponibilizar o Ensino Médio para seus alunos. Supermercado 14 16| Rede da cidade comemora 30 anos de compromisso com a família araraquarense. CIESP 08 | Associados têm desconto na Cetesb; confira nesta edição os detalhes. Sindicato Rural 41| Via Senar, Sindicato Rural promove curso de capacitação de instrutores em sua sede. Canasol 54| Associados participam da Fenasucro e da Agrocana, em Sertãozinho/SP. Uma vergonha o salário pago pelo DAAE Benefícios Alessandro da Silva foi credenciado por um grupo de 30 funcionários do DAAE para abordar e pedir reposição salarial aos agentes de operação do serviço de saneamento, uma categoria de servidores da autarquia, esquecida pela administração. “Nosso salário de entrada é de R$ 1.092,00 e não temos mais como manter as nossas famílias. O que queremos é reconhecimento pelo trabalho difícil que realizamos.” Os servidores estão solicitando, em regime de urgência, uma reposição salarial de 20%, o que, segundo eles, não resolveria o problema, “mas ajudaria muito nesse momento. Alessandro da Silva, metendo a boca no trombone Em setembro foram aprovados na Câmara dois projetos que concedem benefícios a duas categorias de servidores públicos municipais. Um deles estende a gratificação para os auxiliares de saúde bucal. Já o outro projeto passa a oferecer adicional de risco aos agentes de combate a endemias, aos fiscais municipais e aos motoristas que participem, em caráter não ocasional, das equipes de nebulização no combate a endemias, vistoriando residências, prédios comerciais, terrenos baldios para buscar focos endêmicos. |6

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NO EXTERIOR Em busca da fama NOSSOS PARABÉNS Eles fazem a diferença! 38 64 Araraquarense Pamella Macedo de Souza, de 19 anos, está no México, trabalhando como modelo profissional. Conheça o trabalho das casas que acolhem crianças e adolescentes da cidade e os projetam para uma nova vida. Ele merece! 60 | Campo do Gresma é batizado com o nome do jornalista José Roberto Fernandes. Social 72| Maribel Santos apresenta a cobertura dos mais concorridos eventos sociais da cidade Banco do Povo (?) está de volta Os atendimentos do Banco do Povo Paulista em Araraquara foram retomados em setembro na sede da unidade (em um dos pavilhões do Cear). Segundo o coordenador de Trabalho e Economia Criativa e Solidária, Reynaldo Sorbille, uma agente de crédito (servidora municipal) foi capacitada pelo Governo do Estado, o que permitiu o retorno dos atendimentos. O Banco do Povo estava fechado desde outubro do ano passado. “Estamos retomando os serviços públicos”, afirma. O Banco do Povo oferece financiamento para empreendedores formais e informais, associações e cooperativas produtivas para capital de giro ou investimentos fixos. A taxa de juros é a menor do mercado: 0,35% ao mês. O crédito pode ser solicitado por pessoas físicas, jurídicas e produtores rurais. O limite para o primeiro crédito é de R$ 3 mil para pessoas físicas (prazo de até 24 meses), R$ 7,5 mil para pessoas jurídicas (até 36 meses) e R$ 25 mil para associações produtivas e cooperativas (até 36 meses). Sorbille ressalta que esse crédito vai na contramão do momento econômico nacional. “Em uma situação de crise, estagnação da economia e ausência de crédito no mercado, é uma ótima alternativa de geração de trabalho e renda”, explica. DA REDAÇÃO por: Sônia Maria Marques A participação da Família Ramos da Silva na Economia da cidade Araraquara possui uma série de exemplos que mostram o envolvimento familiar no seu processo de desenvolvimento econômico. Há casos de famílias que se deram por inteiro ao trabalho por muitos e muitos anos e acabaram sucumbindo; outras contudo ainda mostram o lado positivo do progresso comercial ou industrial, interação absoluta com a cidade e a união familiar como motor a fazer girar a preservação dos seus projetos. Na verdade, a maior preocupação das empresas familiares é a sua sobrevivência e, a maioria delas, enfrenta problemas existenciais ou estratégicos. Araraquara tem hoje em atividade cerca de 20 mil empresas, sendo que 70% delas são empresas familiares. Seja grande, média ou pequena, as empresas familiares têm um papel significativo no desenvolvimento econômico, social e até político. E neste contexto uma família tem nos chamado a atenção: Ramos da Silva, basicamente formada pelos irmãos Ademar e Ademir, da Alumínio Ramos e Fort-Lar, que atuam na produção de artefatos de alumínio. Cada um deles tem na sua indústria o envolvimento familiar, fazem crescer seus negócios e aliam a juventude dos filhos e outros membros da família à experiência que o tempo se encarregou de dar a Ademar e Ademir que se formaram pela sua disposição ao trabalho desde crianças. Silvia, que é da família (filha de Ademar) atua com notoriedade no comércio (Ramos Presentes) e no cenário que apresentamos, é louvável o envolvimento de todos os Ramos da Silva remando pelo bem de Araraquara. Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni Supervisora Editorial: Sônia Marques Editor: Matheus Vieira (MTB 67.923/SP) Diretor Comercial: Humberto Perez Depto. Comercial: Gian Roberto, Silmara Zanardi, Heloísa Nascimento, Anderson Rovina Design: Bete Campos Tiragem: 5 mil exemplares A RCIA é distribuida gratuitamente em Araraquara e região * COORDENAÇÃO, EDITORAÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE Fone/Fax: (16) 3336 4433 Rua Tupi, 245 - Centro Araraquara/SP - CEP: 14801-307 marzo@marzo.com.br 7|

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EDITORIAL por: Ivan Roberto Peroni Atrás de dinheiro para fazer caixa a prefeitura vai em cima dos contribuintes Lamentavelmente, o mal uso do dinheiro público - com gastos desnecessários - tem levado os municípios ao desequilíbrio financeiro, inviabilizando sua estabilidade e a retomada do crescimento econômico. A banalidade coloca em risco a sobrevivência não apenas de uma área, mas da administração em seu todo. A prática de um governante desmanchar por mero capricho, o que o antecessor fez, deve ser interpretada como atitude criminosa. A anarquia administrativa acaba batendo no bolso do contribuinte, pois busca-se a reparação, aumentando-se os impostos. Certo dia um amigo disse: “a gente passa a vida inteira aprendendo a colocar um acento ortográfico. De repente chega um sujeito e diz - não é mais aí...” Assim também é na política. Um prefeito manda construir um pronto-socorro em determinado lugar; entra outro prefeito e alí o pronto-socorro construído não serve mais. Constrói outro e fecha aquele. Só que a euforia com o dinheiro público não está centrada apenas em um caso como este. São vários ‘fiz e desfiz’. Qualquer chefe de governo sabe que o dinheiro público é dinheiro do povo e é originário, basicamente, de contribuições do próprio povo, devendo ser utilizado para a consecução de objetivos que são, direta ou indiretamente, de interesse do povo. Mas, não temos visto o uso integral do dinheiro público desta forma. A carência de um Plano Diretor feito por especialistas, sem a ingerência de vereadores ou interferência de militantes políticos despreparados tem sido a causa do desmando; nasce a gestão ‘gambiarrista’ dentro de uma cidade remendada. É triste dizer isso, afinal somos araraquarenses e buscamos sempre o melhor para a nossa terra, porém, nos entristece acordar com ruas esburacadas, mato em vias públicas, deficiência na manutenção da rede elétrica, transporte coletivo pedindo socorro, saúde que não tem saúde e assim por diante. Quer nos parecer que uma cidade criativa e com qualidade de vida desejável só será possível se possuir na sua formatação pessoas qualificadas; o que temos visto é que contratações acontecem na maioria das vezes por critério político e não técnico. E de reforma administrativa nenhum prefeito toca no assunto pois sabe que baterá de frente com os afilhados que ocupam cargos de confiança. Agora fala-se em atualização - 11 anos depois - da Planta Genérica de Valores sob a alegação de se combater a especulação imobiliária e que dentro do novo contexto um imóvel no Valle Verde que pagava R$ 79 anualmente agora vai pagar R$ 68 com a nova PGV. Menciona-se a implantação de uma justiça tributária que atingirá imóveis sediados em locais que valorizaram muito em 11 anos que se passaram (três últimos do segundo mandato do prefeito Edinho e outros oito anos de Marcelo Barbieri). O escalonamento de valores nesta tal Planta Genérica que deixou de ser atualizada, bem que poderia ter sido feito se houvesse bom senso e gestores de qualidade. Neste período a Câmara Municipal também silenciou e olha que lá estavam vereadores de oposição, principalmente do PT, que poderiam ter contribuído regularmente com a reavaliação da PGV, permitindo que ela tivesse aumentos anuais justos. A culpa hoje não é do contribuinte que poderá ter aumento de até 150% em seu IPTU no próximo ano. Temos sim observado o crescimento urbano da cidade. Se tínhamos três ou quatro condomínios em 2007, hoje são mais de 25 em pontos diversificados dentro do perímetro urbano. É maravilhoso convivermos com o progresso equilibrado, de forma organizada, água suficiente para abastecer este salto populacional, fornecimento de energia elétrica sem riscos de apagões, no entanto, pouco ou nada se sabe se a infraestrutura (engenharia), que é o conjunto de elementos que envolvem a construção civil, vai suportar o peso desta expansão. Infelizmente muita gente vai ter que pagar um preço alto pelas mazelas. 9|

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Membros da nova diretoria administrativa, do Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal da ASPA: Osmar Benedito da Silva, Dorival Baptista, José Gervásio da Silva, Agostinho Toscano (em pé); Mário Camargo Júnior, Paulo Dimas Cézar, Adilson Custódio e Osmar Carlos Gallucci (sentados) SERVIDOR PÚBLICO Faça parte da ASPA e desfrute dos benefícios Ao pagar mensalmente uma pequena taxa de R$ 28,00, os servidores públicos municipais, estaduais e federais, bem como seus dependentes, recebem assistência médica, odontológica, jurídica e têm outras vantagens. Desde abril quando uma nova diretoria foi eleita, a ASPA - Associação dos Servidores Públicos de Araraquara entrou num processo de revitalização administrativa, com o objetivo de se transformar em uma das maiores entidades de classe da região. Voltada para atender servidores públicos municipais, estaduais e federais, além de pensionistas, temporários e comissionados, a ASPA é considerada pelos seus 55 anos de vida uma instituição forte, sempre Délcio Gonçalves da Silva, um dos fundadores da ASPA e o seu primeiro presidente (1962/1968) pautada pelo equilíbrio financeiro e disposta a ampliar o leque de benefícios aos associados. Essa transformação administrativa, diz o presidente Adilson Custódio, se deve à união e companheirismo da diretoria, entusiasmada em promover mudanças voltadas para o fortalecimento da classe: “Vivemos uma nova fase pois os tempos são outros, mas sempre haveremos de reconhecer o trabalho realizado pelos ex-presidentes, ex-diretores e cada um, sendo importante na sua época”, salienta o presidente. As alterações feitas nos estatutos desde a posse da diretoria deram flexibilidade às ações da ASPA; uma delas a possibilidade dos dependentes dos Servidores Públicos Municipais, Estaduais e Federais, Pensionistas, Temporários e Comissionados, levando-lhes, bem como aos seus dependentes - solteiros e casados -, diversos benefícios, tais como assistência médica, hospitalar e odontológica, além de contar com excelentes prestadores de serviços nas áreas de seguro de vida, plano de saúde, turismo, lazer e excursões. A ENTIDADE Fundada em 29 de maio de 1962, a ASPA tornou-se uma das mais conceituadas associações de classe na região; sua primeira sede própria foi na Av. Prudente de Moraes e desde primeiro de dezembro de 2000 ocupa um suntuoso prédio de quase 800m² na Rua Itália, 1197. Atualmente seu trabalho visa captar uma boa fatia dos servidores existentes num universo de 40 mil pessoas ativas e inativas no município, segundo dados da associação. |10

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Foi no mandato de Olympio Teixeira Filho em 2000, que a ASPA inaugurou sua atual sede na Rua Itália após vender o prédio da Prudente de Moraes TRIÊNIO 2017 A 2020 DIRETORIA EXECUTIVA Presidente Adilson Custódio 1º Vice Presidente Paulo Dimas Cézar 2º Vice Presidente Osmar Carlos Gallucci Secretário Geral Osmar Benedito da Silva 1º Secretário Carlos Coutinho Oliveira F° Secretário Osmar Haddad Tesoureiro Geral Mário Camargo Junior 1º Tesoureiro Agostinho Toscano 2º Tesoureiro Aprigio Ildefonso Braga CONSELHO FISCAL / EFETIVOS Andrelino de Castro Filho José Gervásio da Silva Paulo Roberto Delbon CONSELHO FISCAL / SUPLENTES Antonia Baptistini Dorival Baptista José Piovezan CONSELHO DELIBERATIVO EFETIVOS Adjalma Gomes Martho Alaor Gomes Martho Antonio Lorenzetti Carlos Eduardo Delbon Eleni Aparecida dos Santos Henrique Martello Filho Jacy Silveira José Antonio Bezzon Luiz Leonel dos Santos Marcelo Moraes Campos Maria do Carmo Toloi Mario T. Hokama Moacir Adão Crepaldi Nilza T. A. Delfini Sebastião B. Fernandes Waldomiro Piccioneri SUPLENTES Antonio Claudio R. Moraes Dario Gonçalves da Silva Jonas Aranha do Amaral José Geraldo Revoredo Mário Camargo Reducino O. Matheus Valdemar T. dos Santos Vilma Pereira Beata Na foto acima, a sede própria da ASPA (Rua Itália, 1197) que abriga a parte administrativa e o conjunto social; à esquerda o local onde funcionou a entidade (Prudente de Moraes), nos anos 70 O QUE A ASPA OFERECE AO ASSOCIADO Parcerias / Convênios com descontos especiais Sicoob Coopara; Clube 22 de Agosto, Rede DrogaVen, Ótica Lupo, JM Auto Escola Despachante; Classe “A” Turismo; SisnaturCard Serviços de Turismo; Cartão Homecard Clínica Mais Saúde Benefícios Diferenciados • Assistência Médica • Assistência Odontológica • Assistência Jurídica • Fisioterapeutas • Fonoaudiólogos • Laboratório • Psicólogos • Plano de Saúde • Seguro de Vida (Mongeral / Bradesco) • Auxílio Funeral ao Titular Vantagens A eterna gratidão da ASPA ao médico Eduardo Lauand pelo notável trabalho que realizou ao longo da sua vida na entidade • Plano de Saúde São Francisco com valores diferenciados. • Assistência Odontológica com dentistas conveniados, os quais atuam com tabela de preços diferenciados; o associado ainda pode contar com a opção de parcelamento no atendimento e desconto no seu próprio holerite. O mesmo procedimento se estende a especialistas nas áreas de Fonoaudiólogos, Fisioterapeutas, Psicólogos e Laboratórios. SEGURO DE VIDA, SEGURO INVALIDEZ E PREVIDÊNCIA ATRAVÉS DA MONGERAL EGON, GARANTINDO SEU PADRÃO DE VIDA NO FUTURO. Informações: (16) 3322-9990 / assoc.aspa@araraquara.com.br Site: aspaararaquara.com.br Facebook: aspa araraquara 11|

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INDÚSTRIA Ademir Ramos afirma que o empreendedor precisa de uma estratégia emergencial para enfrentar o atual cenário ‘A política precisa deixar a economia trabalhar; essa insegurança é negativa’ Em exclusiva à Revista Comércio, Indústria e Agronegócio, Ademir Ramos, diretor titular (e regional) do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP), faz um panorama do cenário industrial e pontua as dificuldades e vitórias de 2017 já visando o ano que vem. Desemprego abusivo, recessão, inflação em alta e dívida elevada. Estas são algumas das situações que ilustram a crise econômica que o Brasil enfrenta, adjetivada como a mais grave de sua existência. Assombrando, praticamente, há dois anos, o sono do cansado povo brasileiro, o fato é que a imprensa, através de números, mostra que a situação começa, mesmo que a passos lentos, a esboçar uma reação. Em entrevista recente, Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, afirmou que a economia nacional dá sinais de recuperação. A avaliação vem de fontes diferentes. Primeiro, do chefe da equipe econômica. “Estamos saindo da maior recessão da nossa história com um caminho de crescimento que vai perdurar pelos próximos anos”, afirmou. Ademir Ramos, diretor titular do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) – unidade Araraquara - concorda com Meirelles e prova, com números, que o seu setor vive uma ligeira melhora. Para tal, ele se baseia em pesquisa divulgada há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que aponta um crescimento de 0,4%. “A princípio, as pessoas podem pensar que uma marca como esta é ruim. Ao medir todas as dificuldades que uma indústria acumula para se manter funcionando, um empate já seria uma boa marca. Logo, qualquer pontuação acima disso merece ser comemorada”, conta. Ele também faz questão de dizer que o empreendedor que não tiver alguma estratégia imediata de contorno da crise, infelizmente está fadado ao fracasso. “Eu mesmo, com minha empresa, criei ações, expandi mercados e criei novos produtos. O Brasil tem tudo o que você pode imaginar, por isso vejo este fim de 2017 com bons olhos. Falo não em tom de esperança, mas enxergo realmente, que estamos melhorando, mas não se pode ficar parado”, alerta. Dentro deste cenário, Ademir Ramos afirma que alguns pontos da nova Reforma Trabalhista são benéficos para o contratante e para o empregado, funcionando como um alento e dando um respiro a uma folha de pagamento. |12

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“Claro que tudo tem que ser bem conversado entre as partes, porém situações como a terceirização, as férias fracionadas e a contratação por um número exato de horas me agradam e tenho certeza que muita gente concorda comigo”, afirma. SEGURANÇA E INVESTIMENTO O discurso positivo de Ademir Ramos ganha timbragens mais graves quando o assunto passa a envolver contornos políticos. Para ele, essa é a maior dificuldade que o Brasil enfrenta: a instabilidade em seu governo. A insegurança evita o investimento financeiro de países estrangeiros. “Não se faz uma reforma política de um dia para o outro. Isso leva anos. E toda essa insegurança reflete na economia”, finaliza. Só que o presidente Michel Temer (PMDB) não pensa desta maneira. Quando da sua viagem à Russia e em entrevista coletiva a jornalistas, afirmou que a crise política não atrapalha o avanço econômico do Brasil. Ele citou o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) após dois anos de queda como grande conquista, o que comprova tal afirmação. “Tanto não atrapalha, que vocês vejam que neste primeiro trimestre houve um aumento de 1% no PIB e os indicativos são todos no sentido de que este aumento vai continuar. A inflação hoje é menos de 4%, não é? Quando nós chegamos ao governo estava em torno de 10% e vocês sabem que até o final do ano estará abaixo do centro da meta, que é 4,5%”, disse à Agência Brasil. Ademir Ramos da Silva no entanto deixa a pergunta no ar: “Qual o empresário que vai investir em um país cercado pela instabilidade?”. Infográfico montado a partir de dados retirados do site do IBGE. Nele, nota-se o quanto o ano de 2016 foi um desastre para a indústria. Melhora de 0.4 % é considerada uma vitória. 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 ‘Enxergo, realmente, que estamos melhorando. Confio nessa reação’, diz Ademir Ramos 9,4 8,7 OS NÚMEROS DO IBGE NOS ÚLTIMOS 10 ANOS 6,5 0 3,4 2,5 -0,8 -1,5 -9,9 -3,3 -6,1 -8,6 13|

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COMÉRCIO Toninho Deliza recebeu a reportagem da RCIA em seu escritório para um papo amplo sobre a economia nacional ‘O empresário brasileiro é um dos melhores empreendedores do mundo’ Toninho Deliza, presidente do Sincomercio, ressalta a capacidade de sobrevivência do nosso povo dentro do mundo dos negócios, superando o ambiente hostil e instável que a política brasileira enfrenta; previsões para a economia local neste semestre também foram destaque. Quem conhece o empresário Toninho Deliza, presidente do Sincomercio, sabe de sua visão crítica em relação à economia e também à política brasileira. Por conta disso, uma conversa que, a princípio, seria apenas sobre as perspectivas para o comércio neste fim de ano, acabou ganhando alguns contornos extras. Estes foram incentivados pela recente declaração do general Antonio Hamilton Martins Mourão, que foi questionado, recentemente, por uma pessoa durante uma palestra, se não seria o momento de uma “intervenção” das Forças Armadas diante da corrupção deflagrada nos poderes executivos e legislativos. Sua resposta não deu muitas pistas de algum plano, porém ficou cla- ro que se os poderes não chegarem a uma solução, caberá aos militares tomarem uma solução. Declarações como esta só reforçam o pensamento de Deliza, que indica que o grande problema da economia brasileira é a sua instabilidade política. “A política dá o norte em qualquer país. E a nossa só passa maus exemplos. Essa insegurança só afasta os grandes investimentos, isto é, aqueles que geram empregos e renda. Afinal, não se sabe o amanhã. Qualquer canetada muda todo o cenário. O ministro da Economia, Henrique Meirelles, está tentando separar os dois assuntos, mas isso é inevitável”, analisa. Sobre a opinião do General Mourão, Deliza preferiu adotar um dis- curso cauteloso, sem fazer opções. “Nós torcemos para que o Brasil se recupere sem medidas drásticas. A base do militarismo é a disciplina, algo bem distante do nosso cotidiano”, analisa. QUINTAL DE CASA Segundo Toninho Deliza, para o segundo semestre deste ano, espera-se que grande parte das variáveis econômicas mantenha sua trajetória de estabilização, mas o mercado de trabalho continua sendo a peça principal para uma retomada sustentável, por isso, há boas expectativas com relação às contratações de fim de ano, nas datas comemorativas, principalmente o Natal. |14

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“A criação de vagas com carteira assinada ainda deve continuar num ritmo mais lento, mas a previsão de aumento nos meses de novembro e dezembro para atender as festas de final de ano, traz perspectivas positivas”, prevê Deliza. A manutenção de taxas de juros mais baixas também tem favorecido tanto o empresário quanto o consumidor em 2017 e a previsão é de futuras quedas até o final do ano. “Isso também contribui para que as famílias recuperem seu poder aquisitivo. E a renda que sobra acaba sendo injetada na economia local”, analisa. Segundo Deliza, de janeiro a julho de 2017, o saldo de emprego foi negativo, mostrando o fechamento de 132 vagas com carteira assinada no período. Apesar disso, o mercado de trabalho mostrou-se mais estável em relação ao ano passado. 15|

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