REVISTA 57

 

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º match point Foto: Luisa Simiquel Tijuca Tênis Clube 1

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Editorial tênis reescreve história no ttc De 1915 até agora o tênis tijucano tem marcado épocas. Da saga de criação do clube, pelo jovem tenista Álvaro Vieira Lima e seus companheiros, apoiados por Américo Pinho Leonardo Pereira - que veio a ser o 1º presidente da agremiação - e pelo Major Joaquim Ferreira da Cunha Barboza, um herói da Guerra do Paraguai – até agora, o sofisticado esporte branco é um marco de excelência. Os ex-presidentes Ruy da Cunha Ribeiro e Mário Cardoso Pires foram grandes tenistas, deixando um legado para as novas gerações. O que nos traz alegria é ver que, neste momento, a mocidade tijucana entra de cabeça e coração no seleto segmento, não só ganhando e criando torneios, como traçando metas para a melhoria das quadras e do esporte como um todo, além da captação de novos adeptos. O Torneio das Bandeiras 2017 e o crescimento do NTT - NOVO TÊNIS TIJUCA mostram a força deste momento. Paulo Maciel - Presidente Tijuca Tênis Clube 3

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íNDICE º match point Capa Júlio César Faria, Paulo Cinelli e Henrique Paoli Foto: Luisa Simiquel 3 7 14 16 17 22 25 Editorial Tênis reescreve história no TTC Foto: Luisa Simiquel Matéria de Capa Torneio das Bandeiras comemora 61 anos no saibro Tijucano Apresentação dos campeões Entrevistas com Ricardo Paoli e Júlio César Faria Uma grande perda no tênis Esportes Aquáticos Esportes Aquáticos em alta Coluna do Vavá Vamos à feira! Variedades 9ª Feira Esotérica do TTC A primavera chegou ao Tijuca Tamanho nunca foi documento Clube recebeu imagem de Nossa Senhora Aparecida Sociocultural Programação de outubro Baile especial Núcleo de Dança com espetáculo de fim de ano Galeria de arte Teatro Olhar Tijucano Acredite em você, acredite nos seus sonhos! 4 Tijuca Tênis Clube

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Conselho diretor Presidente Paulo Germano Maciel Vice-presidente Geral Hildo Magno da Silva Vice-presidente de Administração Gilberto Carneiro da Silveira Vice-presidente do Edifício Leonardo Pereira Carlos Alípio de Almeida Vice-presidente de Esportes Aquáticos Aluízio Antônio Gomes de Souza Vice-presidente de Esportes Terrestres Jorge Amaro da Silva Vice-presidente de Interesses Internos Carlos Coelho da Silva Vice-presidente de Jogos Recreativos André de Carvalho Chagas da Silva Vice-presidente de Marketing e Divulgação Edvaldo Ramos e Sousa Vice-presidente de Patrimônio Alcir da Silva Sampaio Vice-presidente de Secretaria e Comunicações Luiz Carlos Gomes Vice-presidente Sociocultural Marcos Antônio Freitas Vice-presidente de Tênis Paulo César Moreira Cinelli Expediente Jornalista responsável/Editora Alda Rosa Travassos - Reg. 12846 - MT/RJ Fotografia Carol Couto e José Roberto Couto (Zeca) Estagiários Luisa Simiquel e Thayana Freitas Redação Depto. de Marketing e Divulgação - 4° andar do Edifício-sede do TTC - Rua Conde de Bonfim, 451 - Tijuca - Rio de Janeiro - RJ - CEP 20520-051. Distribuição gratuita, em mala direta aos associados e em bancas de jornais. Fale conosco Site: www.tijucatenis.com.br E-mail: marketing@tijucatenis.com.br Tel: 21 3294-9300 Publicidade e impressão LL Divulgação Editora Cultura Ltda Tel: 21 27148896 E-mail: lldivulga@gmail.com Projeto gráfico: Luisa Simiquel Ferraz 6 Tijuca Tênis Clube

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matéria de capa torneio das bandeiras comemora 61 anos no saibro tijucano Por Alda Rosa Evento que atravessou o tempo, começou em 1956 e agora empolga, com a nova geração imprimindo vigor e atraindo adeptos e público. Desta vez o torneio teve seis bandeiras, com um total de 180 participantes e 30 componentes em cada bandeira. O nobre esporte branco é eterno. Paulo Cinelli, vice-presidente de Tênis e organizador do Torneio das Bandeiras 2017 juntamente com o professor Adriano Marques Acho que é o único torneio de tênis em equipe, no Tijuca. É tipo a Copa Davis, profissional, Brasil contra Espanha... São vários jogos em equipe. Ricardo Paoli Gustaf – campeão do Torneio, à frente da Bandeira Verde Tijuca Tênis Clube 7

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campeã BANDEIRA VERDE - CAPITÃO: RICARDO PAOLI Assessor: Felipe Sampaio Na foto, Ricardo é o 4º, de boné azul (dir. p/ esq.), na fileira de trás. Com Rômulo Junior, Ricardo Pacca, Antonio Miranda, Vinicius Fontão, Marcelo Figueiredo, Marco Aurélio Alencar, Pedro Henrique Souza, André Carvalho, Antonio Amorim, Marcus Rocha, Felipe Sampaio, Alfredo Carlos de Almeida, Roberto Borel, Mario Lucio Bastos, Adriano Marques (organização), Francisco Neto, Guilherme Sampaio, Willy Kaneko, Leandro Vianna, Claudia Furtado, Luiza Holandino, Valéria Batal, Sérgio Colo- nese, Ricardo Capurro, Paulo Cesar Rodrigues e Paulo Cinelli (organização). Não estão na foto: Alex Barros, Enrico Paoli, Rodrigo Ferraz e Thiago Caruso. Participaram do Torneio seis bandeiras, divididas em dois grupos, cada bandeira com 30 tenistas, totalizando 180 participantes no ano de 2017. A comemoração foi com um churrasco, no dia seguinte e a entrega de troféus será no tradicional coquetel de encerramento do departamento de tênis, no final do ano. entrevista com os vencedores Eles abriram o coração e falaram do tênis em suas vidas, revelando uma dedicação incondicional, juntamen- te com suas famílias e amigos. 8 Tijuca Tênis Clube

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vice-campeã BANDEIRA AMARELA - CAPITÃO: JÚLIO CÉSAR FARIA Na foto, Júlio César é o 6º da direita para a esquerda Com Luiza Fernando Miller, Adriano Marques (organização), Matheus Martins, Claudio Guimarães, Pedro Menezes, Marcelo Cascardo, Aleksandro Carvalho, Cesar de Souza, Juan Siava, Leonardo Sena, Dalton Ferreira, Sandra Conti, Paulo Cinelli, Aline Maia (organização), Pedro Ribeiro, Vitor Holandino, Andrea Marot, Camile Haus, Katia Vieira, André Barros, Carlos Alexandre de Pinho, Elmon Tatagiba, Marco Canellas, Fabriccio Mattos, Gustavo Cupello e André Ullmann. RICARDO PAOLI GUSTAF Nascido e criado na Tijuca e tendo o Tijuca Tênis Clube como sua segunda casa, Ricardo atende também pelo apelido de “Barriga”, que já incorporou à sua vida e personalidade. Cercado de amigos de infância e adolescência, ele faz parte de uma família tradicional e histórica, como neto do famoso professor Orlando Paoli - que me- lhorou a qualidade de vida de gerações, com a sua ginástica calistênica masculina e feminina, no ginásio do Tijuca e suas peladas para o grupo masculino, aos sábados - e ainda tendo como avó D. Zizi, no seu tempo uma “locomotiva social”, na divulgação dos eventos do clube. Seus pais são Ione, filha de Paoli e Edson Gustaf; sua irmã Cláudia e o primo Enrico Paoli fazem parte desta raiz social, com muita abnegação. Ricardo nasceu com o tênis no sangue, mas o gosto pelo esporte não foi legado de família. Ele explica: Minha irmã jogou e parou, meu cunhado joga sem muito comprometimento, meus pais não jogam e apenas o primo Enrico se aventurou neste esporte, Tijuca Tênis Clube 9

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sem fazer disto um estilo de vida. como Dente de Leite). Alda: E quem jogou lá atrás, na família, sem comprometimento? O seu avô Paoli fez uso de uma raquete? Sim, ele jogou um tempo. Depois que ele morreu fui mexer no armário dele, achei as raquetes lá, de madeira, antigas... Mas não era um tenista no sentido estrito do termo. Alda: O que você lembra do seu avô? Alda: E o bom, daqui, é que não tem perigo. Sim, o mais importante é a segurança. Trazer a criança e deixar brincar à vontade, enquanto os pais jogam... Alda: O presidente Paulo Maciel o colocou para hastear bandeira, nos 102 anos do Tijuca, entre os representantes da geração do futuro. Você tem algum projeto que sonha ser implantado? Ele era tão querido! As pessoas ligavam para a Acho que, no segmento do tênis, a reforma das minha casa de noite querendo entrevistá-lo, levar quadras. Partir para uma coisa mais moderna, por- para a televisão, era um negócio, assim, muito gosto- que o espaço é nobre, muito procurado e está suca- so! E ele sempre foi amigo, carinhoso, simpático com teado. O Tijuca é um clube centenário, também, em todo mundo. Era muito respeitado. Trabalhei com ele termo estrutural, tem coisas que precisamos corrigir, no Maracanã, por oito anos. modernizar um pouco. Quero ver os espaços sendo Alda: Que bom ter um legado desses! muito utilizados, chamar mais gente, atrair os jovens, a galera! Começar pelo tênis, que é um lugar que Ele viveu bem! 93 anos trabalhan- “Acho que, no seg- tem história. do, ainda. Agora minha avó está lá em casa. mento forma do tênis, a redas quadras. Alda: Se todas as pessoas do grupo apontado por Maciel como os gesto- Alda: Sua avó tem vindo ao clube, trazida por sua mãe, cumprimentando a todos, simpática como sempre. A gente achou que ela ia ficar muito triste e isolada, porque ficou 60 e pou- Partir para uma coisa mais moderna, porque o espaço é nobre, muito procurado e está suca- res do futuro forem entusiasmados como você, o Tijuca irá longe... É muito bom esse pessoal todo que já está aqui, movimentando o clube: André Carvalho, que é vice-presidente cos anos casada, mas ela está bem. É teado.” de Jogos Recreativos; Mário Lúcio, as- uma mulher forte e ambos gostavam muito do Tijuca. Eu acho que é o único Disse Ricardo sessor da Presidência; Adriano; Roberto Borel, diretor de pólo aquático; Tony, bairro que tem essa coisa! Porque os diretor de natação; Felipe, filho de Al- outros têm gente de tudo quanto é lado, mas aqui ceu, meu primo Enrico Paoli, que parece muito com o quem predomina é o pessoal tijucano, nasce aqui e meu avô... Joga todo mundo junto na bandeira, sem fica aqui. falar dos outros, que também são muito bons e não Eu nasci no Evangélico, morei na Bom Pastor a me lembro agora, mas sei que o Tijuca tem um “time” vida toda. Meus pais foram morar no Leblon, aí eu da melhor qualidade. fiquei três meses lá, voltei e fui morar com meus avós. Alda: Você teve algum patrocínio, neste torneio? Minha irmã ficou seis meses e voltou também. Aí, em um ano, ele e minha mãe desistiram e a família voltou Minha bandeira teve o patrocínio da Oral Care. pra cá de vez. Alda: Quem conseguiu fazer a captação? Alda: É aquela raiz, as lembranças... É, você vai estudar a pé, sai à rua, onde conhece todo mundo... Para vir ao Tijuca não precisa ligar para ninguém, você sabe que vai encontrar um conhecido em algum momento. Alda: Você “bate ponto” todo dia aqui? Atua em algum segmento? Fomos nós mesmos. Há uns três anos essa empresa patrocinou a Bandeira Verde. O meu torneio de tênis no NTT (Novo Tênis Tijuca) ela patrocina sempre. Ajudou a gente a fazer a festa na sexta-feira depois do evento das Bandeiras e ainda fizemos um churrasco com o Júlio, capitão da Bandeira Amarela, 2º lugar. Teve uma festa grande e ele participou também. É essa confraternização que queremos. Sim. Eu também estou na Administração do clube, Alda: Acho que vocês irão por um caminho que, como diretor de Jogos Recreativos (mais conhecido logicamente, vai atrair outros patrocínios, apoios... 10 Tijuca Tênis Clube

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O torneio tem outros patrocínios também, os amigos ajudam, a família... As pessoas vão chegando, aderindo e a coisa daqui a pouco começa a crescer. Alda: Como foi o seu começo no tênis? Comecei a gostar de fazer aula de tênis ainda pequeno, aos nove, dez anos. Aprendia e treinava com Adriano Marques, o professor que continua firme, ensinando gerações. Tem uma história no clube com a garotada toda, iniciou muita gente boa nesse esporte. Mas parei de jogar quando tinha uns 16 anos. Fiquei um bom tempo sem pegar na raquete, mais de uns 8 ou 9 anos pra cá eu voltei a praticar. Alda: E você está se dedicando mesmo, está treinando? Sim, eu estou sempre aqui. Temos um grupo de tênis que é bem grande, eu sou o presidente do grupo. Alda: Qual é o grupo? É o NTT, que mencionei quando falei da captação de patrocínio. Já dei até entrevista sobre isso. Em agosto fizemos nosso sexto torneio. Alda: 2017 está sendo um bom ano? Esta foi a primeira vitória? Sim, fomos campeões. Eu sou capitão de bandeira já três anos, um bom tempo já. Nos outros dois ficamos em 3º lugar. Alda: A cor da bandeira do grupo é a mesma com a qual você concorreu agora? Sim, é a bandeira verde. Alda: E como é jogar tênis? Quais são as dificuldades, os obstáculos que vocês encontram? Ah, todo mundo que vai jogar tênis olha de fora e acha que é fácil, só bater na bolinha... É difícil, tem que ter muita habilidade. É um esporte individual, primeiro. Uma parte de sua cabeça precisa estar muito boa, se você se perder um pouquinho, já era. Alda: Tem que ter bastante atenção? Sim, precisa estar bem concentrado, jogar com bastante confiança, o tempo todo. Alda: Isso é bom pra vida? Sim, muito bom, porque confiança e concentração vão nos ajudar muito no dia-a-dia. No jogo, o silêncio também é necessário, porque se você se distrair, se falar, se o olhar sair da quadra, temos um, dois pontos perdidos. Alda: E ajuda no seu trabalho, estudos e nas coisas que você faz atualmente? Acho que eu levo um pouco da concentração do tênis para o trabalho...e um pouco da concentração que eu tenho, no trabalho, para o tênis. As duas práticas me ajudam. Alda: Qual é a sua formação? Eu sou professor de História mas, atualmente, trabalho no Sistema Miguel Couto de Ensino, na parte financeira. Alda: O que o estimulou a praticar o tênis, regularmente? Quando eu comecei, lá atrás, era a época em que Guga apareceu, na década de 90. Aí todo mundo começou a jogar tênis, lá por 1997 o esporte bombava, a moçada queria uma raquete. Alda: Ele veio jogar no Tijuca por ocasião da Zona Americana da Copa Davis, em 1995. Isto mesmo! E foi campeão do Torneio Roland Garros! Virou uma febre, todo mundo queria jogar tênis e eu comecei também, gostei, aí fui embora! Tinha vários amigos que jogavam, me animavam, me dediquei e estou jogando até hoje. Alda: Sobre o Torneio das Bandeiras, esse é o seu terceiro? Não, já joguei vários, mas esse é o terceiro como capitão. Cada bandeira escolhe 30 atletas. É bem legal, você forma as duplas, tem que equilibrar, aí tem que ver, pensar qual dupla seu adversário vai formar... Monta a bandeira sem ver qual o adversário está montando. Depois, os dois mostram e encaixam os jogos. E vão 15 jogos para o coro. Alda: E você se sente cansado? Porque são muitos jogos. Ah é, cansa. E no seu jogo mesmo, você quase não consegue jogar, porque fica preocupado com os outros. O primeiro confronto a gente ganhou com muita facilidade, foi 2 a 4, mas os outros três foram muito apertados, 8 a 7, 9 a 6... sempre apertado. Alda: Quais são os adversários da bandeira Tijuca Tênis Clube 11

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verde? São as bandeiras amarela, preta, vermelha, la ranja e azul. Este ano 180 tenistas participaram. Alda: E por que o pessoal se animou tanto este ano? Ah, é o torneio mais tradicional, mais legal, mais divertido. É muito movimentado. Caiu no gosto da galera. Alda: É de noite? É de noite, sim. Começa pelas 19h e vai até 1h da manhã! Alda: Vem muita gente assistir? Vem, sim. São 30 tenistas de cada lado, cada um traz um amigo, a família, fica bem cheio. É bem diferente do tênis normal. O tênis normal é um esporte individual e esse é um torneio em equipe! Você pode jogar pelo jogo, mas se a sua bandeira perder dos outros, você está eliminado. Também, não adianta nada, o sofrimento não pára. Você tem que torcer sempre, pelos seus amigos, você sozinho não ganha nada. Acho que é o único torneio de tênis em equipe, no Tijuca. É tipo a Copa Davis, profissional, Brasil contra Espanha... São vários jogos em equipe. Alda: É uma coisa que você vai levar para a vida toda, não? Seus descendentes... É. Você faz muita amizade, se aproxima de pessoas que não conhece direito... e acaba fazendo um amigo para sempre, é bom! Socialmente é muito bom, mesmo! Alda: É uma grande tendência no Tijuca fazer com o que as pessoas interajam mais? É, acho que a maior vantagem do clube é você fazer amigos aqui dentro, crescer relacionamentos. Os grandes amigos que eu tenho, conheci aqui dentro. Do colégio, alguns se vão, cada um toma um rumo na vida, poucos ficam... Mas meus amigos são do clube, mesmo. Acho que, por esta razão, o Tijuca tem se mantido por tantos anos. Alda: Onde você estudou? Quando eu era pequeno estudei no São José, minha mãe era diretora lá. É um colégio muito bom. Depois estudei no colégio do meu pai, o Miguel Couto. Alda: Você tem namorada? Ela joga também? Sou casado! Alda: Tem filho? Não, ainda não. Alda: E quantos anos você tem? Tenho 33 anos. Sou casado há 10 anos, já. Tenho dois sobrinhos. Da minha família, atualmente, só eu jogo com assiduidade. Alda: Você falou em Torneio NTT. Quem está nesse grupo? NTT quer dizer NOVO TÊNIS TIJUCANO. Este grupo é composto de gente com ideias novas e muita ação. Alda: Você passou pela Escolinha de Educação do TTC? Eu não, mas minhas duas sobrinhas estudaram. E tem a Colônia de Férias Tio Vital, uma maravilha! Alda: Você participou da Colônia? Não, nunca participei. Mas a mãe de um amigo meu é uma das coordenadoras. Vital tem uma história aqui também, é uma pessoa muito determinada. Alda: Este grupo cheio de gás vai botar pra frente, o tênis, os campeonatos? Sim, com muita garra. Alda: Ricardo, acho que você tem uma bela história aqui, no Tijuca, parabéns! E conte com a gente! O que tiver de novidade traga para a Revista do TTC! Pode contar conosco! Todo mundo mais unido, feliz, se divertindo junto, para mostrar que crise é aquilo que a gente deixa de fazer, de estimular; quando os dirigentes ignoram as ações que podem evoluir para o bem-estar social. No Tijuca, as pessoas são o nosso mais valioso patrimônio. 12 Tijuca Tênis Clube

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Júlio César faria Capitão da bandeira vice-campeã - O Torneio das Ban- deiras tem 60 anos e o seu capital é o te- nista. Meu primei- ro jogo no Tijuca foi em 2015, ano do centenário do clube. De lá pra cá venho jogando como capi- tão. O grupo é um promotor da inte- gração, nossa proposta é estar sempre ligados, sem rivalidade, tratando das coisas práticas, para tudo correr bem. Se tiver um problema, um jogador ficar de fora, Ricardo coloca outro no lu- gar. Somos todos muito unidos. Esta semana faleceu o companheiro Thiago Caruso, da Bandeira Verde, 28 anos. Mantivemos o seu nome como campeão. O Tijuca é um espaço físico arborizado, agradável, que favorece o convívio social. Tem gente que mora na Barra e vem jogar aqui, encontrar amigos. Quem está habituado não sai. Recebemos sempre famílias, muitas com filhos pequenos e professores... Sou tenista mineiro, de Além Paraíba. Estou no clube há mais de 10 anos. Fui nadador, joguei handball e me apaixonei por essa diversidade de esportes e o ambiente do Tijuca, que considero uma segunda casa. Minha mulher e meu filho também praticam o tênis. Fico feliz com as amizades, o clube me situou no contexto social, porque quem vem de fora perde referência na sociedade. O NTT – Novo Tênis Tijuca já atraiu 48 pessoas que nunca jogaram e que hoje estão encantadas com esta prática. É nas quadras que a gente aprende a se conhecer, cada bola é um desafio e não há vaidade. A cabeça tem que estar a mil, o jogo provoca a cada batida na bolinha. E pode ser praticado por pessoas de todas as idades. Variedade O clube abriga vários núcleos, cada um com sua particularidade e finalidade. Além do NTT, que prioriza a diversão, temos o Secos e Molhados, mais competitivo, o Fome de Bola, montado com grupos de casais, entre outros. Quero registrar o mérito do vice-presidente Pau- lo Cinelli, criador de uma sinergia no Departamento que antes não existia e que, juntamente com o professor Adriano Marques, conseguiu realizar algumas coisas como o ranking perdido (hoje recuperado), jogos semanais e movimento diário nas quadras. Hoje o calendário é bem racional: este ano foi mudado o calendário das Bandeiras – que era em julho/ agosto e agora foi para maio e junho, com clima mais seco, facilitando a continuidade dos jogos e atraindo 148 tenistas. Ampliação de horizontes Nosso trabalho está só começando. Precisamos fazer projetos, realizar clínicas, trazer grandes treinadores, incentivar a juventude e, principalmente a criança, a partir de uma parceria com a conceituada Escola de Educação que o clube mantém, para crianças pequenas, de um ano e meio a seis anos. Na área infanto-juvenil já temos o professor Manuel, que poderá cuidar dos primeiros passos e torneios mirins. Não poderia deixar de fora a força feminina, que já tem ranking pelo Departamento do professor Adriano, uma pessoa chave atuante no dia-a-dia do TTC. Mas precisamos montar torneios exclusivos delas, fidelizar o segmento, sem perder o charme dos torneios mistos, porque mulher x homem dá uma pitada de provocação que joga pra cima qualquer partida. E por falar em Adriano, criador do CETAV, deixo aqui minha homenagem ao seu pai, Alvair Marques, criador do Circuito Estadual de Tênis para Adultos e Veteranos. uma grande perda no saibro tijucano Luiz Alberto Monetto Tijuca Tênis Clube 13

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Monettão abalava, nas quadras do TTC O tênis tijucano perdeu um grande jogador que, na juventude, disputou diversas competições, conquistando títulos importantes junto com a equipe de tênis da agremiação, como edições dos Torneios Interclubes, ao lado de amigos cuja amizade cresceu ao longo dos anos. Vale ressaltar um dos torneios internos dos que participou, o Torneio Pais e Filhos, para celebrar o Dia dos Pais. Ele era alegria e amizade. Filhos de peixe... Luiz Alberto Monetto ou Monettão, como era conhecido, deixou um legado e principalmente o amor pelo esporte para seus filhos, Ronald e Rômulo Monetto, que venceram a categoria 4ª Classe do CETAV FLU OPEN. O título foi dedicado à memória do pai, que completara um mês de falecido exatamente no dia da final do torneio e no clube do seu coração. Parabéns, meninos por, mais um título e esta vitória que Monetto comemoraria com um grande abraço. Os irmãos Monetto honrando a memória do pai, um orgulho e uma saudade no tênis tijucano esportes aquáticos em alta SALOMÃO TRAVESSIA NA ILHA DO ARVOREDO Projeto Renascer das Águas O atleta teve apoio do Tijuca Tênis Clube Salomão conta: - No dia 19 de agosto de 2017, comecei a trajetória de 25km, para mais uma vez me superar. A prova teve o seu início exatamente às 04:34min (ainda noite), com os participantes nadando do continente para a Ilha. Como o tempo estava nublado e o mar agitado, a temperatura da água variava em torno de 17 a 19 graus. De comum acordo com os organizadores, a prova teria que ser feita com roupa, para a minha segurança. No início, ainda escuro, o que me guiou foi a luz do barco que nos acompanhava, onde estava o piloto, um salva-vidas do corpo de Bombeiros e minha esposa, com os suplementos para a hidratação necessária durante o trajeto. - Com três horas e meia de prova, tive que encarar chuva e ondulação - já nesta etapa me encontrava em pleno oceano, o que dificultava o progresso do desafio, pois por mais que nadasse, parecia que não saia do lugar. Passada essas turbulências, a Ilha do Arvoredo já podia ser vista a olho nu, o que me deu um pique novo: o alvo estava se aproximando. Os metros finais da prova são intermináveis, faltando 05 km para completar a travessia, parecia que faltava ainda a prova inteira....não chegava nunca. Mas enfim, cheguei, após ter nadado 25km, em 11:20h. Meu objetivo estava realizado, com êxito após escuridão, chuva, ondulações, desgaste emocional, pois nadar sozinho 25 km, requer um “psicológico” muito bom. Graças ao Poder Superior, à minha família e a todos que me apóiam pude, mais uma vez, me superar e levar avante a bandeira do TIJUCA TÊNIS CLUBE e do 14 Tijuca Tênis Clube

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projeto RENASCER DAS ÁGUAS. Salomão com o troféu, ao lado da esposa Tijuca Tênis Clube 15

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