RLB 52 - Agosto de 2017

 

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Revista Leitura de Bordo - Agosto de 2017

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Ano 8 - nº 52 - Agosto de 2017 - R$ 6,50 Ano VIII - nº 52 - Agosto de 2017 - RS 6,50

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Reforma trabalhista enterra a CLT e direitos retroagem ao início do século passado Sob a falsa afirmação de que é necessário modernizar as relações e a legislação do trabalho para gerar empregos, a chamada reforma trabalhista - encami- nhada pelo governo Temer ao Congresso Nacional em dezem- bro passado - promoveu a revisão de mais de uma centena de itens da CLT, acabando com garantias R o d r i g o e conquistas dos trabalhadores Britto. Para o e trabalhadoras acumuladas ao dirigente cutista, longo de anos e de muitas lutas. “lamentavelmente a apro- “Quando se fala em reforma vação dessa reforma trará trabalhista os objetivos são perdas irreparáveis para a truição de somente reduzir os chamados classe trabalhadora como o direitos e custos com o trabalho, precari- aumento da flexibilização e de consa- zando, flexibilizando e retirando da precarização do trabalho e gração de direitos da classe trabalhadora todos os seus malefícios; a dimi- privilégios de uma elite ainda que tudo isso aumente o nuição do poder de negociação sem voto, que não se cansa fosso social do Brasil, aumente coletiva, permitindo prevalecer de expropriar nossas riquezas a a miséria e a exploração. Resu- o negociado sobre o legislado, de explorar nossa gente. Diante midamente, essa contrarreforma causando o enfraquecimento do de mais esse absurdo aprovado aprovada no Senado obedece a poder de negociação tanto das pelo Congresso Nacional, ao uma lógica favorável às empresas, categorias quanto dos sindica- qual se somam a EC 95 (ajuste e não aos trabalhadores”, adverte tos, assim como o promover o fiscal), a terceirização ilimitada, o presidente da CUT Brasília, aumento da insegurança jurídica a reforma do ensino médio e nas relações de trabalho”. tantas outras aberrações pro- A diretoria colegiada do postas pelo governo ilegítimo Sindicato dos Professores no e chanceladas pelo Congresso DF enfatiza que o Estado de corrompido, conclamamos Bem-Estar Social, que se tentou a sociedade brasileira, com- implementar na última década prometida com os interesses no Brasil, está sendo destruído da maioria do povo, a se unir em menos de um ano por um contra todas as medidas que governo golpista alçado ao Poder encaminham o Brasil para uma com o aval das instituições do verdadeira tragédia social nas país. “E é passada a hora de dar próximas décadas”, ressaltam um basta a esse processo de des- os dirigentes do Sinpro.

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Ft.: Rogério Lezino | Outro Olhar | Barra Grande www.leituradebordo.com.br | Agosto 2017 | Leitura de Bordo 3

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Índice Trade Turismo de Curitiba no Centro Histórico 12 Tecnologia Como escolher o nobreak certo? 14 Evento Chef duas estrelas Michelin em SP 16 Estante Acervo do MIS em livros 18 Viajar Volta ao mundo de modo especial 19 Saúde Vacina HPV 24 Bem comer 27 Fuentes Restaurante: um pedaço da espanha Tendência O verão de Gaya 30 Balaio Novidades que você precisa conhecer 34 Comer & Beber Nova casa “italiana” em Brasília 38 A despeito da sua classe dirigente - e aqui entram políticos do Executivo e do Legislativo, bem como muitos representantes do Judiciário que se sentem atraídos pelos holofotes e com tal postura deixam de lado a imparecialidade para investigar e julgar e passam a atuar como meros torcedores o povo brasileiro continua a dar mostras de que precisa e quer avançar. Até porque este é o único caminho que resta. O que a sociedade sonha é que o circo deixe de ser cotidiano. Boa leitura! Alfredo Bessow Editor Revista Leitura de Bordo – Ano 8 - nº 52 – Agosto de 2017 Publicação da Wosseb C&M, tiragem de 25 mil exemplares – circula nas Salas Vip e Aeroportos, trade turístico, enviada para prefeituras e gestores públicos e distribuição institucional. Edição 52 - Agosto de 2017. A Revista Leitura de Bordo não se responsabiliza pelas opiniões, pontos de vista e argumentos dos artigos assinados e veiculados na Revista. Editora de conteúdo: Sandra Fernandes Editor: Alfredo Bessow Colaboradores: Carlos Vieira, Paulo Antenor, Thais Ritli, Mar- cos Alexandre, Débora Costa e Silva, Tiago Kalkmann, Rober- to Kundzendorff Júnior, Natália Ritli, Lucas Nobre Produtor: Pedro Ricardo Teichmann Mídias Digitais: Jean Silva Comercial: Wosseb C&M (+55 61 98150 0256) Produção Gráfica: Bruno Henrique Teichmann Capa: Hotel Ladera - Santiago (Chile) Fotos: Wosseb C&M E-mail: geral@leituradebordo.com.br Site: www.leituradebordo.com.br Redação: QE 28 - Conj. C - Casa 19 71060-032 - Guará II - Brasília (DF) Impressão: Flex Gráfica +55 62 98141 9149 Correspondência: Caixa Postal, 72 | 70351-970 - Brasília-DF 4 Leitura de Bordo | Agosto 2017 | www.leituradebordo.com.br

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| Destinos & Viagens | Portugal sofre com os saques de azulejos Estranha ironia que Portugal enfrente hoje o drama de ver parte de sua riqueza, história e glória ser roubada – logo o País que rapinou ouro, pedras e pau Brasil de suas colônias ao longo de muitos séculos www.leituradebordo.com.br | Agosto 2017 | Leitura de Bordo 5

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| Destinos & Viagens | Pode soar estranho, mas o roubo de azulejos em Portugal, principalmente em Lisboa, é motivo de preocupação dos governantes e do trade turístico. A vandalização dos muitos prédios centenários abandonados em Lisboa deixou crateras e levou a proibição, em 2012, da demolição de fachadas decoradas com azulejos, na tentativa de preservar uma identidade tipicamente lisboeta. Há, inclusive, a ideia de tornar esta legislação de âmbito nacional. Calcula-se que no começo do século, cerca de 10 mil azulejos eram sur- rupiados anualmente – números que foram caindo na medida em que as autoridades se deram conta dos riscos que esta prática demandava. Lembrança Na verdade, vários segmentos contribuem para tal prática: os turistas que desejam uma recordação autêntica, os ladrões, que descobriram um mercado no exterior disposto a pagar bons preços por peças com séculos de existência e comerciantes portugueses que servem como receptadores. Herança da civilização árabe que pontificou em Portugal entre os séculos os séculos 8 e 13, os azulejos se desenvolveram no país como um identidade própria e ainda decoram 6 Leitura de Bordo | Agosto 2017 | www.leituradebordo.com.br

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muitas fachadas nas cidades de norte a sul. A palavra “azulejo” não vem da prevalência da coz azul, mas se trata do árabe azzelij (ou al zuleycha, al zuléija, al zulaiju, al zulaco, al zulaydj) que significa pequena pedra polida e era usada para designar o mosaico bizantino do Próximo Oriente. | Destinos & Viagens | www.leituradebordo.com.br | Agosto 2017 | Leitura de Bordo 7

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LATIN AMERICA São Paulo, 3–5 April 2018 Descubra o Mundo sinônimo de negócios US$ 374 milhões de negócios gerados em 2017 600 expositores do mundo todo 10.000 participantes de 50 países Parceiro 49º encontro comercial Reserve seu Estande: latinamerica.wtm.com O logo da World Travel Market, WTM, RELX Group e o símbolo RE são marcas registradas da RELX Intellectual Properties SA e são usadas sob licença.

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| Evento | 3º Sirha no Brasil será em São Paulo Evento acontece de 14 a 16 de março de 2018 no São Paulo Expo – Fei- ra se consolida como grande encontro dos chefs e compradores dos setores de foodservice e hotelaria O Sirha (Salon international de la restauration, de l’hôtellerie et de l’alimentation), principal evento internacional para profissionais de foodservice e hotelaria chega a sua terceira edição brasileira com novidades. Marie-Odile Fondeur, diretora mundial da feira, anunciou a chegada do salão a capital paulista e a data no evento, que será de 14 a 16 de março de 2018, no São Paulo Expo. As mudanças acompanham o crescimento e desenvolvimento do feira. “O evento cresceu e está explorando um novo ambiente e um novo mercado. Encontramos uma grande oportunidade e decidimos estrategicamente realizar o Sirha no primeiro semestre de 2018, abrindo assim o calendário de eventos do segmento. São Paulo é a capital da gastronomia brasileira que se encontra em constante expansão. É uma ótima cidade para receber este novo Sirha”, pontua Marie-Odile. “O grande diferencial do Sirha é a programação tão diversificada que temos e que atrai o profissional do setor. O evento já se consolidou como totalmente business to business. O con- 10 Leitura de Bordo | Agosto 2017 | www.leituradebordo.com.br

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| Evento | teúdo que oferecemos traz simultaneamente inovação tecnológica, concursos, aulas e degustações, e é isso que torna o Sirha uma feira única”, avalia Vânia Tavares, diretora da Fagga l GL events exhibitions. A previsão é que 300 expositores e marcas brasileiras e internacionais estejam no salão apresentando o que há de mais novo para o mercado. O Sirha está desenvolvendo projetos e parcerias com câmaras de comércio de países como França, Espanha e Chile para trazer maior oferta de pro- dutos desses países. Nesta próxima edição a feira também contará com rodadas de negócios, oportunidade para realizar contatos com quem decide, facilitando a concretização de negócios. Terroir brasileiro O Sirha conta com o espaço do terroir brasileiro, oportunidade para pequenos produtores de diversos estados do Brasil mostrarem seus produtos aos chefs e compradores do mercado. É fruto de uma parceria estratégica com o Sebrae e ganhou destaque nas últimas edições, che- gando a ir para Lyon em janeiro deste ano, na edição francesa do Sirha. Durante a feira acontecerão as finais nacionais dos prestigiados concursos Bocuse d’Or, presidido por Laurent Suaudeau, e Coupe du Monde de la Pâtisserie, com Flavia Quaresma como presidente executiva. Em cada um deles, quatro chefs, selecionados no ano passado na etapa regional, batalharão por um lugar na etapa latino-americana das competições, que acontecerá na Cidade do México em 2018. Inf.: .sirha-saopaulo.com www.leituradebordo.com.br | Agosto 2017 | Leitura de Bordo 11

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| Trade | Turismo de Curitiba agora no Centro Histórico O Instituto Municipal de Turismo da capital paranaense inaugurou sua nova sede, no Palacete Wolf O Centro Histórico de Curitiba é, por si só, visita obrigatória para quem quiser mergulhar na alma cosmopolita e multicultural da cidade. Esse espaço privilegiado sedia agora o ente responsável pela promoção e divulgação do turismo desta capital que seduz e encanta viajantes muitos além de estereótipos. O Palacete Wolf, construído em 1876 e patrimônio histórico da cidade, localizado em frente à Igreja do Rosário, que tem participação direta na história do Estado porque ali foi aprisionado o Barão do Serro Azul e foi sede da Fundação Cultural de Curitiba até 2006, agora é casa do turismo. A mudança também traz um viés econômico, como enfatizou o prefeito Rafael Grecca: “O Instituto deixa de pagar R$ 35 mil mensais de aluguel do antigo endereço e passa a ocupar o prédio que é da Prefeitura de Curitiba. “A mudança, além de inserir o órgão responsável pelo turismo da cidade no Centro Histórico de Curitiba, local de grande fluxo de turistas, gera também economia para a cidade”, completou Grecca. Reforço A novidade também representa um enriquecimento da estrutura de recepção do turista da capital, com a instalação de um Posto de Atendimento ao Turista, uma carência do setor na região. A presidente do Instituto Municipal de Turismo ressaltou que a mudança para a nova sede possui diversos significados. “Além da nossa presença numa região estratégica 12 Leitura de Bordo | Agosto 2017 | www.leituradebordo.com.br

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| Trade | para o turismo, temos o melhor emprego dos recursos públicos”, comentou Tatiana Turra Korman. História Os Wolf, de origem austríaca, requereram em 1875 “cem palmos” de terreno no Largo do Rosário para construir um casarão que teria finalidade de ser local de reuniões sociais da família, já que esta residia em uma chácara nos arredores da cidade. Entre 1889 e 1895, o prédio serviu de quartel-general do 5º Distrito do Exército Brasileiro. No porão do edifício ficou rendido o Barão do Serro Azul, até a decisão de ser enviado ao Rio de Janeiro e se consolidar seu fim trágico. No decorrer dos anos, no prédio se su- cederam diversos locatários, o Colégio Bom Jesus, a Câmara Municipal, escola particular de música, livraria e um escritório de engenharia. Em 1974, Jaime Lerner, então prefeito de Curitiba, tomou a iniciativa de promover sua desapropriação para ali instalar a recém-criada Fundação Cultural, até 2006. www.leituradebordo.com.br | Agosto 2017 | Leitura de Bordo 13

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| Tecnologia | Nobreak: o que levar em conta? As chuvas e temporais com raios e as famosas quedas de energia podem surgir a qualquer momento, existe a possibilidade interrupção no fornecimento de energia elétrica acontecer também de forma programada. E para evitar aborrecimentos causados pela falta de energia elétrica, ou até mesmo possíveis danos como a queima de aparelhos eletrônicos, a aquisição de equipamentos como nobreaks tem se tornado cada vez mais frequentes em residências e empresas, e já vem sendo considerados uma solução para se livrar deste tipo de transtorno. Segundo a especialista em marketing Débora Skrobot da NHS empresa fabricante de nobreaks para vários segmentos, para comprar o equipamento ideal que atenda a sua necessidade, existem cinco aspectos importantes para se dar bem na hora da adquirir o produto. 1 – Saiba qual o tipo de aparelho você pretende proteger. O mercado oferece nobreaks de diferentes potências que podem atender as mais diversas aplicações. Saber qual tipo de equipamento deseja-se proteger ou inibir a queda de energia é o ponto de partida para adquirir o nobreak ideal para a sua necessidade. Outro fator importante é entender o nível de criticidade do equipamento. 2 – Quantos aparelhos eletrônicos um nobreak poderá proteger? Tudo depende da potência do nobreak que você escolher. Para que isso não se transforme em um transtorno futuro, uma boa alternativa é ter em mente a quantidade de equipamentos que deseja proteger. Com base nessa informação você poderá obter um nobreak que atenda a sua real necessidade. 3 – Em média, por quanto tempo um nobreak garante autonomia de energia? Isso também dependerá do número de equipamentos que você irá proteger, e da potência do nobreak que você adquirir. Os nobreaks da NHS, por exemplo, podem chegar a ter oito horas ou mais de autonomia. 4 – Qual o custo benefício de se ter um nobreak? O valor do nobreak pode ser muito diversificado, pois depende da escolha do modelo do equipamento, da sua aplicação e necessidade. Ainda assim, o custo benefício pode ser bem atrativo, isso porque a falta de proteção de equipamentos podem gerar prejuízos muitas vezes incalculáveis, como a queima de aparelhos eletrônicos, perda de arquivos importantes e a impossibilidade de execução de serviços. 5 – Como mensurar a confiabilidade de um nobreak? Um aspecto imprescindível na hora de escolher um nobreak é a avaliação da credibilidade do fabricante do equipamento. Outras referências como fabricação e tecnologia próprias, tempo de garantia, ampla rede de autorizadas e suporte técnico qualificado podem ser fundamentais no momento da compra. 14 Leitura de Bordo | Agosto 2017 | www.leituradebordo.com.br

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