Jornal Eco da Tradição Setembro 2017

 

Embed or link this publication

Description

Jornal Eco da Tradição Setembro 2017 - 193

Popular Pages


p. 1

ECO DA TRADIÇÃO - ANO XVI - Nº 193 - SETEMBRO DE 2017 Foto: TV Tradição Página 09 Distribuição da Chama Crioula abre a programação oficial dos Festejos Foto: TV Tradição Foto: Divulgação Páginas Centrais INTER-REGIONAL DE SANTO ÂNGELO CLASSIFICA OS PRIMEIROS FINALISTAS DO ENART Página 16 CIRANDA ESCOLAR AGUARDA MILHARES DE CRIANÇAS NO ACAMPAMENTO FARROUPILHA

[close]

p. 2

2 Ano XVI - Edição 193 Setembro de 2017 Rua Guilherme Schell, 60 Porto Alegre / RS CEP: 90640-040 Email para sugestão de pautas: conselhoeditorialeco@mtg.org.br www.mtg.org.br mtg-rs.blogspot.com Contato: 51. 3223-5194 EXPEDIENTE: SUPERVISÃO E DIREÇÃO: Nairioli Callegaro DIREÇÃO DE REDAÇÃO: Rogério Bastos DIAGRAMAÇÃO E DESIGN: Liliane Pappen CONSELHO EDITORIAL: Elenir Winck, Sandra Veroneze, Odila Savaris, Anijane Varela, José Roberto Fischborn, Vitor Pochmann e Bruno Mendonça. JORNALISTAS RESPONSÁVEIS: Rogério Bastos (16.834) Liliane Pappen (16.835) Fúlvio Lopes (16.200) COLABORAÇÃO: Andressa Motter IMPRESSÃO: Zero Hora TIRAGEM: 3 mil exemplares Atendimento De segunda a quinta-feira 09 às 12h e das 13 às 18h Sexta-feira 09 às 12h e das 13 às 17h Valores da Anuidade Setembro Valor Plena Parcial Especial Estudantis R$ 1.193,49 R$ 1.023,47 R$ 626,75 R$ 173,35 40% do valor retorna às RTs. MTG: PRESIDENTE: Nairioli Antunes Callegaro VICE-PRESIDENTE DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS: Elenir Fátima Dill Winck VICE-PRESIDENTE DE CULTURA: Anijane dos Santos Varela VICE-PRESIDENTE ARTÍSTICO: José Roberto Fischborn VICE-PRESIDENTE CAMPEIRO: José A. Araújo VICE-PRESIDENTE ESPORTES: Martim Guterres Damasco Não nos responsabilizamos pelas opiniões publicadas no jornal EDITORIAL Nairioli Callegaro - Presidente OPINIÃO Por: Renata da Silva 1ª Prenda do Rio Grande do Sul 2017/18 O NOVO GRITO DE 47 Ao chegar setembro galopeando pela coxilha, apontando no horizonte como um potro indomável, este sentimento que aflora em toda nossa sociedade revela o orgulho que sentimos pela nossa terra, usos e costumes. Voltemos no tempo, vamos viajar a 1947, período pós-guerra, com uma invasão de culturas externas. Ainda vivíamos o nacionalismo do Estado Novo de Getúlio Vargas, um contexto social totalmente desfavorável às identidades regionais pelo Brasil. Surge neste momento aqui no nosso estado um grupo de jovens que realiza uma verdadeira revolução cultural de resgaste de nossos usos, costumes e o sentimento de pertencimento a nossa cultura e identidade local. Eis que, neste momento, nasce nosso maior símbolo, a Chama Crioula, que há 70 anos ilumina a caminhada do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Nascia o símbolo que nos identificaria e estabeleceria uma nova relação com a sociedade. Mas os verdadeiros motivos foi uma revolta e uma tomada de consciência, caracterizado como o grito de 1947. Um ato que demonstrou à sociedade nossa capacidade de resistência diante de processos sociais contrários a nosso modelo e nossa característica local. Na sociedade enfrentamos períodos de posicionamento que devem ser feitos, sob pena de perdermos nossos conceitos, consequentemente espaços de atuação. Passado este longo período de 70 anos, esta chama ainda carrega em sua essência a coragem e a consciência, em alguns momentos adormecida, do povo gaúcho, que está sempre disposto a fazer uma retomada. Talvez tenhamos que fazer uma revolução social, um reposicionamento de postura, de conceito, de comportamento, capaz de estabelecer um caminho de mudanças. Não podemos e nem devemos ficar alienados a tudo que ocorre em nosso redor. Como Gaúchos, nossa maior característica sempre foi a tomada de posições, a iniciativa nas mudanças, e, acima de tudo, a coragem de reestabelecer uma nova postura perante a sociedade. O Movimento Tradicionalista Gaúcho tem uma grande força de inserção social, capaz de implementar ações transformadoras e solidárias. Estes sentimentos são carregados a cada ano, quando reacendemos a Chama Crioula. É necessário buscarmos no passado a postura que devemos continuar intensificando em nossas ações atuais. A Chama Crioula tem este significado maior, serve com um símbolo a um ato de consciência coletiva, carrega em seu lume a esperança de um povo, de uma sociedade, e está ali, todos os anos, bem próxima de todos. Devemos ter um novo olhar para este símbolo, um olhar que ainda podemos fazer uma nova revolução, fazermos um novo momento, construirmos uma história mais de todos e não de poucos, construirmos e sermos agentes de uma sociedade mais justa, mais coletiva, menos “EU“. Será que somos capazes? Acredito que sim. Somos diferentes, temos nossa formação alicerçada em valores sociais e culturais muito caros para todos, valores estes que forjaram nossa identidade, que moldaram este ser chamado “Gaúcho”. Depois de 70 anos, talvez tenhamos que fazer uma nova revolução, agora, social, de inclusão, de entendimento, de solidariedade, de uma maior participação do Movimento junto a todos, capaz de exercer efetivamente posicionamentos que contribuam para construirmos uma sociedade melhor. Este é o verdadeiro significado da Chama, carrega nela a mudança, a transformação de nossas vidas. Vamos juntos reacender esta chama de dias melhores, de uma sociedade mais coletiva. Sucesso a todos. EXISTEM MOTIVOS PARA O TRADICIONALISMO AINDA EXISTIR? O “Projeto Social MTG Voluntariado” aprovado em janeiro como tema quinquenal a ser trabalhado em todas as esferas do movimento organizado, é na verdade um trabalho de conscientização coletiva do verdadeiro espírito militante da causa tradicionalista, ou seja, do trabalho voluntário. Quando Paixão Côrtes e sua turma organizaram a primeira Ronda Gaúcha, e logo em seguida fundaram o primeiro CTG do mundo, a ideia deles era criar um clube da tradição gaúcha onde pudessem vivenciar em sua essência - e sem vergonha - os nossos autênticos motivos regionais. A evolução da sociedade e, em consequência, deste movimento, propagou entidades tradicionalistas mundo a fora e conquistou milhões de adeptos. Pessoas que buscaram nos CTGs o seu lazer, além de ambientes saudáveis para o convívio social onde puderam encontrar inúmeras atividades de cunho cultural, artístico, esportivo e campeiro. Estas pessoas, por vezes sem perceber, desenvolveram aptidões de tal modo que se entregaram quase exclusivamente a atuar no seio do Movimento Tradicionalista Gaúcho, transformando-se em profissionais do ramo. A ideia do projeto social do voluntariado não é coibir as pessoas de aperfeiçoarem-se, mas fazê-las entender que as suas atuações vão muito além dos galpões de CTGs, e que elas devem usar tudo o que aprenderam ali em benefício da sociedade como um todo. Por exemplo: um músico pode e deve fomentar a formação de novos músicos tanto dentro do CTG quanto no ambiente escolar, ou em algum projeto social. Se ele tem este dom, e graças a isto também tem uma carreira, enquanto cidadão e tradicionalista deve disponibilizar parte do seu tempo e conhecimento para ajudar outras pessoas a encontrarem seu caminho na arte da música. Pessoas estas que poderão vir a atuar profissionalmente, ou apenas de forma colaborativa com a entidade tradicionalista. Melhor ainda, pessoas que se tornarão músicos apenas por gostarem da coisa. O primeiro item da Carta de Princípios do MTG, que norteia as ações de todos os tradicionalistas, diz que devemos auxiliar o Estado na solução de seus problemas fundamentais. Ou seja, doar nosso tempo e conhecimento para conquistar o bem coletivo através de ações que contemplem o todo, focando em segmentos que apresentam deficiências. Outro exemplo: as prendas e peões são “obrigados” a realizar trabalhos em instituições de educação para participar da Ciranda Cultural de Prendas e do Entrevero Cultural de Peões. Estes trabalhos são geralmente enriquecedores tanto para os tradicionalistas, quanto para as comunidades escolares escolhidas, e acabam estendendo-se além do prendado em questão. Crianças e jovens, graças a estes trabalhos desenvolvidos em salas de aula, pegam gosto pela cultura gaúcha e acabam integrando algum CTG. Em Campo Bom, o CTG M’Bororé organiza inclusive um festival de dança e um festival de declamação para contemplar estes estudantes. A Diretoria do MTG diz que o voluntariado tem que vir da alma do tradicionalista, tem que ser por querer, por vocação, por interesse. E que ser voluntário não é um status social passageiro, muito pelo contrário, simboliza a atuação constante em prol de um bem maior. Sendo assim, na condição de 1ª Prenda do RS e representante desta entidade, entendo que o objetivo do MTG através deste projeto social é formar a consciência do “ser tradicionalista” em deferência do “estar tradicionalista”. E, desta forma, contar com pessoas comprometidas a fazer com o que o Movimento Tradicionalista Gaúcho cumpra verdadeiramente sua função social identificando, atuando em favor e modificando a realidade das comunidades locais e, num futuro próximo, da sociedade em geral. Tradicionalistas e voluntários que reascenderão a paixão por colaborar também com as promoções do MTG, como eventos oficiais, cursos e campanhas, que além de enalteceram a ideologia do MTG, são momentos oportunos de integração com os mais diversos tipos de pessoas. Quem faz o MTG somos todos nós. Por bem ou por mal, nós somos os responsáveis pelo descarrilamento da consciência tradicionalista de essência e alma pura e, portanto, é nosso dever fazer com que as coisas voltem para os eixos. Mais do que voltar a agir pelo bem maior, devemos reavivar nosso sentimento e nossa consciência de que apenas o conjunto é capaz de garantir que, existem sim, motivos de sobra para o tradicionalismo gaúcho existir.

[close]

p. 3



[close]

p. 4

4 Ano XVI - Edição 193 Setembro de 2017 PROSEANDO COM TENÊNCIA Por Rogério Bastos MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO CASOS & ACASOS Calendário do MTG - 2017 A essência e os números A palestra que estamos levando para algumas regiões fala da importância da cadeia produtiva da cultura para a economia do nosso estado. Fazemos tantas coisas, consumimos produtos e serviços, aquecemos a economia, temos uma importância, mas não valorizamos isso. Dos R$ 126 bilhões/ano da movimentação financeira da cultura no Brasil, o tradicionalismo consegue representar mais de 1% deste valor. Precisamos falar sobre isso. SETEMBRO DE 2017 2 5ª REUNIÃO CONSELHO DIRETOR 14 a 20 SEMANA FARROUPILHA 30 2ª INTER-REGIONAL DO ENART OUTUBRO DE 2017 1 2ª INTER-REGIONAL DO ENART 7 5ª REUNIÃO DE COORDENADORES REGIONAIS, DIRETORES CULTURAIS 7 E 8 ACAMPAMENTO DA JUVENTUDE E TCHENCONTRO MTG MTG + RTs MTG MTG MTG PORTO ALEGRE RS URUGUAIANA URUGUAIANA GIRUÁ GIRUÁ Quando a memória se apaga Não é Alzheimer. Mas a cada troca de geração dentro dos CTGs e no tradicionalismo como um todo, pessoas importantes são esquecidas. Falei dia desses em Yeno Severo, Luiz Alberto Ibarra, Antônio Sá Siqueira (Siqueirinha, do Grupo dos Oito), entre outros... e as pessoas não sabem de quem se trata. Quem foi ‘fulano de tal’ que construiu o galpão que tu ensaias hoje? Se passar ao teu lado aquele batalhador que fundou o teu CTG, tu conseguirias reconhecê-lo? Importante fazermos uma reflexão sobre este assunto... Entrega de títulos de Embaixador e Cônsul 14 e 15 21 e 22 27 e 28 1 04 e 05 11 17 a 19 7 9 FEGADAN 3ª INTER-REGIONAL ENART 51º ANIVERSÁRIO DO MTG / ORCAV NOVEMBRO DE 2017 SORTEIO DA ORDEM DE APRESENTAÇÃO DA FINAL DO ENART 2017 ABERTO DE ESPORTES - 2º ENECAMP 6ª REUNIÃO DO CONSELHO DIRETOR FINAL ENART 2017 DEZEMBRO DE 2017 PRAZO FINAL - ELEIÇÕES COORDENADORIAS REGIONAIS REUNIÃO DE ENCERRAMENTO - CONFRATERNIZAÇÃO NATALINA MTG MTG MTG + ª RT MTG MTG + 5ª RT MTG ANTÔNIO PRADO CANOAS PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE TRAMANDAÍ PORTO ALEGRE STA CRUZ DO SUL RTs Está de volta a entrega de títulos de Embaixadores e Cônsules da cultura gaúcha para aqueles abnegados tradicionalistas que saem do Rio Grande pelo Brasil e pelo mundo divulgando a nossa cultura. Este ano, além de voltar para o Palácio Piratini com todas as honras de estado, e dos convidados de vários estados brasileiros, receberão a honraria: Jatir Delazeri, que fundou a primeira entidade tradicionalista nos Estados Unidos, e Crodoaldo Batista, ex-patrão do PTG China Véia, de Dongguan, na China, e atual Vice-Coordenador, da 40ª RT. A comunicação na era da comunicação Como estamos nos comunicando com nosso público? Em 1971, para o lançamento do café solúvel ‘Dínamo’ e do chá ‘Dinamate’, produtos de uma empresa carioca, a agência criou um comercial para desmistificar o café de chaleira (conhecido pelo mundo como café turco), através de uma negação de que ele fizesse parte da tradição gaúcha. Comercial – Um grupo de gaúchos sentados ao redor de um fogo de chão preparando um café de chaleira. Outro gaúcho, bem pilchado, chega perto, apeia do cavalo e chuta a chaleira dizendo: “Chega de café de chaleira. Agora tem Café solúvel Dínamo.” – Não é preciso dizer que a polêmica foi forte, inclusive com a manifestação de Jayme Caetano Braun, que disse: “Pra promover um produto moderno, tu não és obrigado a extinguir com o outro”. Sesquicentenário da Revolução Farroupilha – Depois da polêmica dos anos 70, os comerciais com temática regional voltaram nas comemorações do Sesquicentenário da Revolução Farroupilha, em 1985, quando, segundo arquivos da RBS, foram produzidos cerca de 100 comerciais com essa temática. A já extinta loja de departamentos ‘JH Santos’ comemorou seu aniversário com uma campanha que dizia: “O melhor legado que uma geração pode nos deixar é aquele que aperfeiçoamos sempre”. O Instituto De Angelis (Anador – 29º maior raianucnocmianoteMnToGm, 1e4rccaadvoanlgaacdioansapl)eploroemstoavdeou,eemlanpçaorJuRdcooosdséerSLiaagu-nuitzeoss gctflharaiaaozmresnQnr”apou–ilasisascnsstnoohaat?masoc:sÉlu“piVglciatmaauolemdrmpasaoo?tesrrsratcaascinaoentinseofse?svtssreTutaimevirmiidodoaoseRdsnhietofioesdjGreaerradmacmeno?2dem0neTtcetdaeimdsomaspdmáFaetariecsari.aoromssuordpesei---OUTRAS OBRAStl“reAEAamsFçvCdntVõAoadaroPaBLeiarielrrrcaistiTnit,adtel.oie,ditGIdi-aeercInedFo.nenacrdredetamtleioagaeDdvsrCapmrpieAendmeaodcarudãaBnrClNoetdSPEaocidafEusRessaAvpuoie(uCamioánns,TonCeerseúVndDntslcDiAvnec,mrQFrstarubaeoodUateoearesOo(eaatelroemç.rlrnocugmlioncmnppilsalocdnedoEdnclaispoJtoipdaadaasalsmoegolaonosegdBshaarrcamecarsdpddTlaitotrHanGvldudoadEeda,oeoVrdaipaeeehqitedaaonSmepomPmlrFtoMnoaCFFuieeíuórrAtresVoareczltSaeêtiaaoâreeccoi.dAzoaeemprenmmuiCrçnhpandoOr–siatarrsamãfltcie)aoei,asteinpa.corE,rsaPo1––aasoafrrcoitgeatsiA9mVec)goodesshse,n11fo-àv,8cee–eutuseuno99doo–Fdestue8adrTstaee99ntr”–eCt1addsend–ioo2aieeie309aocéaPaigrrru1d0ddMrriç92soMuad9aoo–oraaaã0oeCd60,8asmr–neanslr–cooT32Ep08sánl–a2qe0iedaiG22n4lErnia0uemio1m00f2pioddv/iEe7o1a–R10sa0oeFrs1ai-6o-0S8ts2edR.a:60-oe-o1r-1a PROPOSTA DE CAPA.indd 1 CAPA_escolhida.indd 1 Ainda a arte de declamar no gauchismo 13 PRAZO FINAL - APRESENTAÇÃO PROPOSIÇÕES PARA O 66º CONGRESSO TRADICIONALISTA GAÚCHO MTG RTs CURSOS do MTG - 2017 DATA 14 13 a 15 24 a 26 2 EVENTO PROMOÇÃO OUTUBRO DE 2017 CFOR BÁSICO MTG+15ª RT CFOR AVANÇADO MTG + 4ª RT NOVEMBRO DE 2017 CFOR AVANÇADO MTG + 3ª RT DEZEMBRO DE 2017 CFOR BÁSICO MTG + 6ª, 21ª e 26ª RT. CIDADE SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ ALEGRETE SANTO ÂNGELO PELOTAS Feira do Livro do Acampamento terá diversos lançamentos durante a Semana Farroupilha A Feira do Livro do Acampamento Farroupilha de Porto Alegre, no Parque da Harmonia, criada para promover o acesso à cultura e ao conhecimento durante um dos maiores eventos do Rio Grande do Sul, receberá autores com suas obras para lançamento durante a Semana Farroupilha. As poetisas Jurema Chaves e Joseti Gomes (Poeta de “Alma inteira” e “Três Rosas e um Cabaré”, respectivamente), os poetas e escritores Lauro Teodoro (“De nossos avós até nós”) e José Luís Rodrigues dos Santos (“Ainda há arte de declamar no gauchismo”), e os historiadores Jatir Delazeri (Califórnia/ EUA - com “Caminho percorrido por uma família de imigrantes italianos”) e Paulo Roberto de Fraga Cirne (“Tradicionalismo gaúcho organizado – 70 anos de história”) estarão, dia 16 de setembro, a partir das 13h, na Feira autografando seus trabalhos. decAlaminadranao agrateucdheismoPOEJurTema ChAaves A AUTOOURTRAAS OBRAS“..cc.AoaspmmiapsAnoObiloneepdltAdedAtssnglatsuelaooasdseeCuqaoimpiaaeqrrpiruseurnlRoPtoimiiuriosomismavrsnaeadomólet,mrumrormrsiaopumaalovvtatecsaecduuerqouna,aeitrbssesemtieáurslísaoraoléredatcsíf“iesletesinmcoreevooSidcbdebãenicdearsmseennazoxueooupodagoi,llruasmcgoiucmibsissreepdsamdtouumecomtrjrélaineaulpáesraalarssudiceaadnsubesaomídnrunieeítn,rgiecotahserieaeno.olosLi.elat!tsdmoatnsdnotetrehbidia”eiuvneaoasaXddaia.otrasedrsgmeamevXon.ioeudia.aaiveigpsa.ae”i!la José Luiz RoVadinPreoiegDtauardees dos POETA Jurema Chaves SantodDApeeuseevtasshesmecadcdipJdexsmlclNPereaeoiardeeêoãOdeadomdaémavnsnemeovs1dodeiot1“tioscdSstecn2u7tiaul9RaBsosporur2/ctóeeLui00Edidar8oiara4q:laoei0arét/oa1atFiode27qi2uolsBTs,v1ooe0agatdl7qreeus.1r0aideSer5isa7Idseu,eevRfRaes1preCsed,o.tuduaoir1lGlioe4soicperoh7eppabacvqeMddasu:mnae/aT4nenoraea.Oeuieo0sudd2rseoP:ntiircaçdp5eiroPspammaMa3m0ttsaoaaacraoao”éifodrdã1irulcuéddn,ibcoaitmsstEoosaEi5umcCseroonJooçrpeesertdosovsvoaSsãa,Procuiaaaue“vseomdacetsoi,dsoobAãpo,AçmiaiFudanMpsadv,or”canaoPeãsoin2ospLdtelgua.fgoirBaatnrecesTolrrcevo,oeo0sEortreCedoascaiBidscongToéílijurôPatGiaseaetPmr1mcEo.oaCiaauomNaoeermfpai”trpneissrioEbgmniiégvl7,a/seoPrardrsanbdT.oamtsamoieãeoALiauçeaa.adá,joasEi.Ratsordmodrohoec“PççdGtaosisaiâltidRdcaadrep,edcanasrUhrsus,oSosãaãNtrtdAo“AasrinramsneifgofeloTaeiórs.eaotsoTa.Dfodooezne..oanermeuAmuneiesciaçscMepJsdIvdsssMcoataitissNvddfelpititnsoto“nlrigagMedpiéaiadiioaetAaiaesasotpfeiEAsaecsretvdTeJFanmuuitmdrseeJcoudoereeoinoJúrvtulaãJõierlrdcaso2aLceosasaoGudsaodPsblarpdOnianDotSaoaogçoeluTCohod5ron2tãatdabtUssmtisniéaqiBeeaVdsemivmdaõeraeas”lesasorªtue0iaeoaiin.sdeareéPoiRr“udeeaidesoPaomoflelabneotçtmv0dacrmslmdPçuRtoeaioeaUiMiTFtdauronBazoedeLriosõnmeeRa7vinonld.doeGicDsegocsssiádssoreae”siemTreCteiBopmrissauoCatfcoedscdGotoaoierltmeSdarêarsmeuâs.seetsbdaeaadsrlJG/içiramesessoeridiDudisfaeicpazRontrÁrvrenmarçeCpuiôãdoareiaRir2arsoermaosáqimplenGaomaeadvocõioonhgfiFooeg0do,eahçdScarRrmrcrdurserrieeesl“a1eetoa“isãeQavlaaeolaiCfsiagaTiea,Drsc-CraaqsMogaosn0oiCcmmrtaonçs,”vopsaGmteoaaeurteudPri.mabaFaaeasã,tavoeaesaaruqacirtaei.ieeIreaeamúoeaApmoodnpi.xodnaosusdsdonaluammascsdT.roFílelcuneae.eóuvotogS/mepêoç,dhotpvcaReuarthoeMsirtoiriól,aufctSnãRoaãêcoiporemnsoagosoltp-Seoioosprd-oúrvrgoouuaoocomrts-So”odoutdcrroiuuaiieaoonrgaciiepmcza,aes-rsanesorCoavrlrora”nhinaaanódotaabu.-gsaaaat,onaa,atdoeseieaasilesrldqst,s.aulshura-eueaazearsa Três Rosas e um Cabaré Joseti Gomes abedroeLtelleepPíLadunsnapodduaesDmodsareeruiussdamrqoopevrcasadTaesduseooroSdomeesTqeezseiadsadeToecspotead,eusdifvormelnedagaouUesbcdonaeauaóotvorodetSoslbaemopsbilmprduaóermmtoriursceeaarnoobrsosraaeraeolilmlno.oe”óreoatranoh.lpsm.éao.st.nesmn,prccoaoerec,Epi!tirtaipongn.tcpooaeczprSldio,iDpraotóaaoraassiáxauaaréasdeoasut,nmmsoso,lmcdatrçmascdeOeaçsnuhceacooãauamsteaamapatásn,enis:rodeloorsvantaiaoled,oaqpanudnnrouaocEltvdasdsiseueaosmoagsedarsgnésapsnnaiecimgvrepvasdodrenEoabstaJmocpcRocoer(aáiimenueeaninitaClgerisvFarmaimdoreddroliannepidlmrttórsnasaniia,ereFgaoiaedprobGaeemdssoeúiomatisçanúvrtncúaioorJcsdaetsoidmrreacarsmdetãsoeueraócrvst,aamsaaagioieQu,eeddmeoaaervorvbhreasõdaefaddrdlisrecsboseoeeneuieenlsbteeialevfooéoideioourdnpcivoe)Chursmaosrrcoeá,setieMa-rdbce.olangeaut,auosspaaeoahrvorrUnnmtaisiesarnaeedrorrRãceoumêrisasvsiooaaNooaosl-aisovaasstiaásospeMonahre.nSovrpfocsgbedsoedPattttrna,ArseTiSiiqscíaea,mrcraaeeioernrsomsnlildaehmlrcdtstiiouusilaiidrasarsÍS,,aaoiéafmealamtaoaoaocEr,ãotfepmps,evcTmaoeomie.lLCndlesdieomrnilnvsofasepraVeoocDcnsesihfuAidtA.égçteoumtaOraaa,LieEeas.ddiotorigantaadi.peautpaiosroletibdrqasmLttrnmaeeidsoircotsrSdoeltaosueuaroHssloaPUeaemuoC.RtocmtanoauOim,osncebsnprrur,issnaSo,aoaapAsrdàatSscsiMaaiI.amaerLgdtvaae-ndçe.ninsmpógpaagmuuaeSeÉolaFdGNleoairMmEoesoaaadolto,olrmsajdpdearTeoitrCáeadanapPummedarRAoégpGepsCaoegeeuiuvsndeaoeDmÓrnsettoOoaogSedlialÚpedmaEAouiduoõsliQadg-2ht.slec.rvRraiiqe.osr!Voraoeaelqta,a0eLeL.sCartamuesibdadoasSuprss,DIrusasO0reaebEseHeonpiveeeAãevsçevsomjegreo8crpsexaamSaoagodãoirêtrOEtoneso,dunzplrbslooeoesiondaropeogaarAoos,rc-coUtcErerepSfrpae.seelVatvoeoPíeiebesqaenraecAnMaMóvmmescsisps!oeamuçillosnetsroaioaeodrnrqboeee,emrAmtuaesesatRaçupaneascddoabdssstdpãq-lroeematihéPepotoeehooelaoAluslAreãidisvnsnrhoroinagcelgnoe“aiGaitçseaecóiracLaonaood!ãeosgãsr:aos-aroaisaoroRhLçnaáutdenãádaunerXe-obuecumoouihrsmtecososro, a 11/08/2017 10:03:23 Rua Archangelo Rizzo, 36 - Caxias do Sul - RS PROPOSTA DE CAPA.indd 1 CAPA_LAURO_ULTIMA.indd 1 Capa.indd 1 Dos Avós até Nós - Poesias, Causos e Lendas para Crianças Lauro Teodoro tpqicesrurédGaeaxidaosndsnnçoecPedoav,ueãotmsuovbaerniovndsormemsvfaoolldoegooaeEeortedíev,ssddvosaaaussnnifspnionva,sttrraennoo,sedccedstriioetiiaáacslmsnneov.saotsqe.douoq,ceuqabniqvac.edpnemosvmttclu,ouo.upaeoegensauadêeaeiaaemaasNcumtinneloonroesnsttsisnePdaehornpfaraeairtateatrda,eectunséuodzaaueoeaecsonnenssioesdiecdódpsnmuenirsiialtonnieadps,rocsaoeeiraiuieen,rustansanteahaoaseerasnroaesenufjnsinsadvsdtntotdacouceftloeaedaáruóidinamaadihcrenidaousdrvsngindgsmbaeeeennovztaasvgemoiaeruoeahaesuotaluzedimeoedatiurmaavssaolost,lvJosaslosmaeaaeoeçpásicrsdeea,aosusaoderpdsõfilrfsêvtea,nropaptoiisieassesliamooeuenerdnascle,nheiudlatleacadspeinoacu.ãacaavnrapeo-fatbmaovsacppdmeoooamiio-omsnrmlpiesarredr,áadnos-g,n.bvidtaaoainsciias-lteaenprhgnenamocrsvr,aJoesesoeradtooplah-dqroaaos-anmrmsqetoosuo-eréiidc-uresnuoemaiiota-anvssisatisfor-ieoAdão QuePvoeedtoa Lauro Teodoro 16/08/2017 16:38:15 Caminho percorrido por uma família Imigrantes Italianosde Jatir DelazEri O AUTOR Jatir Delazeri Imigrantes ItalianosCaminhopercorridoporumafamíliade ttRobedparmeerRoNrvFLiudsdeeocaSaMoaidoaIMseurd“çladicdauitdieQãTreaiUaaeTerepsoCoGdduQdEoaoGcrCnreoReoeolulnuseNamaima2rrsTJzmtoeldxêe0mAáeo.rsdLaedien0miuoRuêaConaeaa7FocpdPnsdddaTgsioaetrcocaar2xdooraoimioCire0a1eniroaa2nao,na0“ªdandc0Js,FcS3Svdmnidioa0oupcV,uaeEaãpaa9dãipraedllsoFtoo.pNPi.sooiõruPiaenesdoFoçomeAPrdtosadrsãooeSsaarRoeteleeoisoliu,ieddrsdslvTsipdhlsideaBdereaam.atredRaoorsolRaaedCioo/vcGeXodrRsFoeCd.isirBcrsçionuadceiFaSdaoeo-Tl-cúscedop.n”e-asrtGoAicioent-ioahnovll.t-oa-aee”l 05/09/2017 20:22:48 O AUTOR JnPRmamaResLsfiflicuualsoaGvoaiAeN3DdmontnimsattuamaGIªluoitrddooeéDreúrreíaumgrlAoomeoilerBGmcaedadgiseC-nSu,imfanhdazaElsecurnnrireoodaoue,Rscreaengaaaiadamaradomvpoz,easinlrRsençeçuStoooA2ope:esfCeemcriroriãlãocoAo.smmiinlr7EeareoeB.2aEusonid.oosmlni,BeEpssrdmsasndedc0mZN.eleaosftad,odeGtrlalamâihhineeuata1Diuo1édtiçareebaSgsPsn7romdodefat9Evrõrdrtefimeadéaoauit,cocpnliuoeoa1i9de1mdasrli/cnliençoJiil9raeas9rrhxsa2otmaes.gaRiGEoiteasdaaaClz6nciraGb8za,oea,eosgltgseSrldoeaaUe7delae,aemeú4irotiiardAdúj.rnomnaolamdaucnCainpúhnDeocsltSrsjdrtnhoneiToufbrçcAhforeopPdteoaotogeahotercvGaoUeeloozos.riloceBpaoesssvetsuonbzn.hpeqorei,csdmteeitdamtaauuscÉidoo2arueusdernaioilmo0idsNst,icipitlurd1esaaaeeaeeciao9,mennarrtrsCoadrovva4roaoesmZnousaaouili8ds,moçtoSnolad,etód.ootbJbrifsdmqourlaaararvciuersensetooaaeie.mramolli 31/08/2017 11:08:16 José Luiz Rodrigues dos Santos

[close]

p. 5

Ano XVI - Edição 193 DEPARTAMENTO JOVEM Por: Kelvyn Krug Diretor Dpto Jovem do MTG Setembro de 2017 5 CEVANDO O MATE Por Sandra Veroneze Genuínos Neste mês comemoramos 70 anos do acendimento da Chama Crioula, maior ato realizado pela juventude gaúcha até hoje. Em virtude do nativismo e da saudade do campo, oito jovens se reuniram para então “reagauchar” nosso Rio Grande, já que o modismo americano tomava nosso estado. Sendo assim, era necessário alguém com muita bravura para mostrar que esta terra tinha dono e “por supuesto” muito valia. Então é aí que surge a figura autêntica e genuína de Paixão Cortes, liderando outros sete jovens na retomada dos valores do povo sulino. A Chama Crioula, símbolo enérgico, que purifica, firmou e firma ano após ano, o sentimento de amor pela nossa terra, pelos nossos usos e costumes, dentro de cada cidadão, tornando-nos, a cada dia, um pouco mais regionais. Em um ano com tantas reflexões dentro de nosso Movimento Tradicionalista Gaúcho, não podemos deixar de citar o valor do Voluntariado em nosso movimento. Por vezes, algumas pessoas acabam por esquecer que somos apenas soldados da tradição, levando a nossa cultura sempre por onde andamos, e que o intuito de nosso meio nunca foi e nunca será obter lucratividade com a nossa cultura, mas sim sempre prezar pela integração, o verdadeiro sentido do tradicionalismo, unir amigos em prol da mesma causa, em defesa do nosso pavilhão tricolor. Que este setembro seja de muita festa, alegria, culto às tradições, remembranças de nosso passado heroico, mas acima de tudo, que seja mais um setembro em que a chama arda dentro do peito de cada gaúcho, fazendo-nos emocionar a cada tremular de bandeira e a cada vez que entoarmos nosso hino sagrado. “Com isso te confirmo, que seguiremos altivos, campeadores e teatinos, com filamentos de pampa, na mais beduína estampa, simplesmente GENUÍNOS” Nei Zardo fala sobre o 13º Congresso da CITG Pela “Proclama de Montevideo”, em 1984, os tradicionalistas da Argentina, Brasil e Uruguai, reunidos na “Gran Semana Criolla Internacional”, no Parque Roosevelt, no Uruguai, fundam a CITG - Confederação Internacional da Tradição Gaúcha, unindo, nesses três países, gaúchos e gauchos. Desde então as Pátrias Gaúchas, unidas, estão cada vez mais empenhadas na preservação de nossas tradições, usos e costumes. No ano passado, em Bento Gonçalves, foi realizada uma Assembleia Geral da CITG no afã de conquistar junto à UNESCO/ONU o reconhecimento da figura do gaúcho como patrimônio intangível da humanidade. Ali houve a emissão de um documento histórico, a “Carta de Bento Gonçalves”, conclamando as autoridades de Argentina, Brasil e Uruguai para gestionar junto aos Parlamentos de cada país a oficialização desse intento e a remessa à UNEOSsOtr/êOstNropUiaaní.ppsdaefsra1ma07ep/0mr3o/2bv0ra1o7çsã22ojá:4.1e:25stão enca- minhando esse pleito aos órgãos competentes. O MTG/RS está tomando a dianteira, no Brasil para uma consolidação maior nos trabalhos de pesquisa. No Uruguai, a UASTU, que é a Confederação Uruguaia, ao que parece, já está com os estudos concluídos. Agora, nos próximos dias 20, 21 e 22 de outubro, acontecerá o 13º Congresso da CITG, em Montevidéu, onde além da renovação da Direção da Entidade, com eleição dos novos mandatários, se estará fazendo uma cobrança aos filiados de cada país sobre os progressos até então atingidos. Sabe-se que o trabalho é árduo, vez que é necessário abordar as similitudes e diversidades locais e regionais da figura do gaúcho, em cada país e, depois, no âmbito das três Pátrias irmãs, como um todo respeitando as idiossincrasias de cada nação. Nossa esperança é a de que no próximo ano já possamos estar com esse reconhecimento concretizado para gáudio de todos nós da Grande Pátria Gaúcha. As possibilidades de mídia espontânea Curso de Assessoria de Imprensa - Setembro 2017 O assessor de imprensa deve estar sempre atento às possibilidades de inserção na mídia. Vejamos alguns principais: Espaço no noticiário – É o mais comum. Pode se desdobrar em várias editorias e programas. Muitas vezes neste espaço o release encaminhado pelo assessor é reproduzido integralmente. Alguns veículos, buscando se diferenciar, adaptam o texto e acrescentam informações exclusivas, que podem ser buscadas via assessoria de imprensa. Essa iniciativa deve ser valorizada. A oportunidade de alguém da entidade conversar diretamente com a imprensa é muito importante. Espaço de Opinião – A imprensa, especialmente a escrita, costuma reservar um espaço privilegiado para Opinião. Nesse espaço são publicados artigos assinados. Alguns veículos escolhem seus colaboradores e solicitam artigos sobre determinados temas. Outros avaliam as sugestões que chegam. O assessor de imprensa pode fomentar e articular a redação desses artigos e sua entrega para as redações. Enquetes – Normalmente são entrevistas com diversas fontes a respeito de um tema. Pode ser desde a inauguração de uma praça até um investimento expressivo realizado no município, pela iniciativa privada ou pública. Com um bom relacionamento mantido com os veículos de comunicação, os jornalistas poderão buscar a opinião da entidade sobre aquele tema e é um espaço que deve ser utilizado, desde que tenha alguma relação, direta ou indireta, com a entidade. Ter seu próprio espaço – Muitas rádios e jornais abrem a possibilidade para que entidades tenham seu próprio espaço. No caso dos jornais, normalmente é uma coluna. No caso das rádios, pode ser um programa ou participação em um quadro. A frequência e tamanho são definidos pelas empresas de comunicação, que em algumas negociações poderão solicitar pagamentos, mas nem sempre. Dispor de um espaço assim é uma expressiva responsabilidade, especialmente quanto a prazos. Nos veículos de comunicação, é fundamental ter todos os conteúdos prontos no momento do fechamento. Já pensou um jornal com um espaço em branco, porque o assessor de imprensa não enviou o texto em tempo hábil? Seguramente será a última possibilidade de publicação. Via de regra, inclusive, as colunas são solicitadas com antecedência, justamente para que as equipes de reportagem possam se dedicar integralmente à cobertura dos últimos acontecimentos. Continua no próximo mês. Em caso de dúvida, escreva para mim: imprensa@mtg. org.br. C M Hámaisde 15anosDandovozÀnossa tradição! Y CM MY Entre em contato, temos a estrutura completa para o seu evento. CY CMY K 5499112.1085 troiansonorizacao@gmail.com

[close]

p. 6

6 Ano XVI - Edição 193 Setembro de 2017 ESPAÇO DACBTG Colaboração: Aline Jasper 2ª Prenda da CBTG e Mestre em Jornalismo Representantes do MTG aderem ao #ElesPorElas Homenageados e participantes mostram o cartão vermelho para a violência contra a mulher Fotos: Caco Argemi - ALRS Escolinha do Mate para crianças no Mato Grosso Projeto visa envolver crianças e jovens nas diversas atividades dos CTGs, tanto sociais quanto culturais Foto: Divulgação No dia em que receberam a homenagem, prendas e peões do RS aderiram ao movimento Por: Marcelo Antunes - MTE 8511 Durante a homenagem do Parlamento Gaúcho às Prendas e Peões do RS (gestão 2017/2018), realizada no dia 10 de agosto no Salão Júlio de Castilhos da ALRS, o presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), Nairo Callegari, assinou sua adesão ao movimento ElesPorElas. Acompanharam Nairo, a 1ª Prenda Renata da Silva, de Campo Bom, e o Peão Farroupilha Jhonatã Leindecker, de Novo Hamburgo. Em seu discurso, o presidente da Assembleia, deputado Edegar Pretto (PT), leu o agradecimento de Nadine Gasman, da ONU Mulheres, o qual destacava que estas lideranças tradicionalistas dão o primeiro passo rumo a uma revolução no empoderamento feminino, e que a Organização acompanhará com grande expectativa as ações que o Movimento Tradicionalista desenvolverá a partir de agora. “As mulheres podem e devem estar onde elas quiserem. Não aceitem a submissão, prendas, não aceitem homem que acha que pode mais que vocês. Nós somos iguais em direitos e é esse o legado que devemos construir para termos um mundo melhor para as nossas crianças”, destacou Edegar, membro do Comitê Gestor do ElesPorElas no Brasil e coordenador do comitê gaúcho. “A presença de vocês aqui hoje dignifi- ca ainda mais a casa do povo”, completou o chefe do Parlamento. “Nesta caminhada tive o prazer de ver mudar o espaço da mulher e do jovem no Movimento Tradicionalista. Por isso o meu apelo para que façamos valer este espaço que conquistamos”, destacou em sua fala Renata da Silva. “Muito obrigado pelo reconhecimento. Essa homenagem fortalece e revigora nossas energias para continuarmos trabalhando em prol do nosso movimento”, disse Leindecker. Para o presidente do MTG, pelo fundamental papel das mulheres na construção da identidade gaúcha e por ser um “importante alicerce na formação da cultura e história do RS”, o MTG adere à proposta da ONU Mulheres. “Sejam vocês, os jovens, os construtores e construtoras de uma sociedade mais justa, contemplativa, humana e igualitária”, frisou o dirigente do MTG. Participaram, ainda, diversos coordenadores de Regiões Tradicionalistas, Centro de Pesquisas, Departamentos Tradicionalistas e Centros Culturais vinculados ao MTG, além de patrões e patroas de CTGs e representantes de municípios como Campo Bom, Candiota, São Domingos do Sul e Pinheiro Machado. A solenidade contou também com a apresentação da cantora mirim Luisa Barbosa Dias e do violonista João Ritter. Gurizada aprende desde cedo a cevar um bom chimarrão, no Mato Grosso O projeto “Escolinha do Mate” promoveu no dia 19 de agosto, em Sorriso-MT, a segunda edição de um evento voltado às crianças e jovens, com atividades recreativas, momentos culturais com declamação e canções, palestras e oficinas. O evento foi uma realização do MTG-MT e do CTG Paixão Sem Fronteiras (Santa Carmem – MT), com a parceira do CTG Recordando os Pagos (Sorriso - MT) e CTG -Sentinela da Tradição (Lucas do Rio Verde – MT) e apoio da Erva-Mate Cor&Sabor. Durante a manhã, foi feita uma visita a uma fábrica de erva-mate para conhecer o processo de industrialização e para aprender mais sobre o chimarrão. Durante a tarde, aconteceram palestras com temas dirigidos às diversas atividades dos CTGs. Uma das palestras ministradas durante a tarde foi pela Diretora Cultural da CBTG e do MTG-MT, Tânia Callai, sobre a importância do departamento cultural para o Movimento Tradicionalista Gaúcho, que despertou nos pequenos o interesse pelos Concursos de Prendas e Peões. O fundador e atual patrão do CTG Paixão Sem Fronteiras, João Malinski Júnior, destacou que o resultado do evento foi bastante positivo, com a participação de mais de 60 crianças e jovens. “O projeto tem surtido muito efeito, em casa as crianças transmitem o que aprenderam à família, fazendo com que a participação dos pais se torne mais intensa nas atividades desenvolvidas nas entidades”, avalia. Além disso, os participantes arrecadaram alimentos, que serão entregues a famílias carentes. “As crianças irão ajudar a realizar a entrega, para fomentar que o CTG também possui responsabilidade social, e a criança na entidade cresce aprendendo esta importância”, afirma o patrão. Com o objetivo de despertar nas crianças das invernadas Mirim e Juvenil a importância do CTG na sociedade, refletir sobre o voluntariado e sobre o tema dos Festejos Farroupilhas, o projeto “Escolinha do Mate” abre espaço para que as novas gerações tenham contato com as diversas funções dos CTGs e possam passar adiante nas suas casas e escolas esses conhecimentos. Dentre as próximas ações do projeto, está prevista a realização de exposições de poesias e desenhos, brincadeiras, contação de lendas do folclore gaúcho e oficinas do mate nas escolas dos municípios da região, para expandir a atuação do projeto e difundir a tradição gaúcha. Fotos: João Maliski Junior / Divulgação Prendas e Peões do Rio Grande do Sul, 2017/2018, recebem o reconhecimento da Assembleia Alunos participaram de diversas atividades durante realização do projeto

[close]

p. 7

Ano XVI - Edição 193 FESTIVAIS Por Vinicius Brum PÁSSARO PERDIDO Pela primeira vez a calhandra pousa em mãos que já lhe haviam afagado. A oitava edição mostra que cada vez mais o festival uruguaianense encaminha-se para seu apogeu. Consolidando a verve criativa de cancionistas com Telmo de Lima Freitas, Apparício Silva Rillo, Mário Barbará, Jerônimo Jardim, Kenelmo Alves, Paulinho Pires, Jader Moreci Teixeira (Leonardo) e Barbosa Lessa, citando apenas autores finalistas desta edição. Vozes inesquecíveis como Leopoldo Rassier e Edson Otto. Instrumentistas exuberantes como Geraldo Flach e Ênio Rodrigues. Além de grupos como Cantores dos Sete Povos, Terra Viva e Os Posteiros. A canção Pássaro Perdido, assinada por Marco Aurélio Vasconcelos e Gilberto Carvalho, apresentada na segunda noite eliminatória, foi a grande vencedora da 8a. Califórnia da Canção Nativa ocorrida entre 06 e 10 de dezembro de 1978. Marco Aurélio já havia vencido em 1972, em parceria com Luiz Coronel, com Canto de morte de Gaudêncio Sete Luas. Gilberto, com a conquista, se torna o primeiro autor a vencer duas edições consecutiva- mente. O país experimentava os primeiros anos da abertura política pós 1964. Temáticas até então silenciadas voltavam a ocupar espaços importantes das discussões cotidianas. E isso acabaria por influenciar a produção cancionista que transitava pelo palco do Cine Pampa. Pássaro Perdido fala de um gaúcho que se vê expulso de seu lugar, indo ao encontro de suas mazelas na cidade grande. O êxodo rural, que Cyro Martins já havia plasmado na brilhante Trilogia do gaúcho a pé, ganhava a expressão dolorosa e lírica de Marco Aurélio Vasconcelos e Os Posteiros. Das pilchas simples e bem cuidadas a cativo ao brete das ruas e ao prato tão diminuído, vaga o pássaro perdido. Aquele que foi arrancado do seu chão. Arrastado pela crueza das transformações sociais. Pássaro que se perde é aquele que perde o voo. E sem voar deixa de ser. E a canção melancolicamente constata: “por isso quando se encontra no espelho fundo de si, ouve o tempo debochando, já te vi bem ... bem te vi.” Abertas inscrições para o Festirim 25 anos Por: Jeândro Garcia O Festival que está entre os mais tradicionais do estado é realizado pela 1ª Região Tradicionalista e pela Secretaria de Cultura de Guaíba, que sedia pela terceira vez consecutiva o evento, cidade que é considerada Berço da Revolução Farroupilha. Junto também ocorre 3º Festival Pré-mirim e 20º Festcamp. Nesta edição comemorativa dos seus 25 anos espera-se mais de 1200 crian- ças inscritas nas categorias mirim e pré-mirim, concorrendo nas mais diversas categorias como Danças Tradicionais, Danças de par e salão, cultural de peão e prenda, vaca parada, brincadeiras e jogos campeiros. A 1ª RT e a cidade de Guaíba esperam a todos com uma grande estrutura no Ginásio Coelhão nos dias 6, 7 e 8 de outubro. Informações e programação no site http://www.1rtrs.com.br/festirim Setembro de 2017 7 ESPAÇO CGF/FSH Por: Paula Simon - Folclorista Folclore Mágico AMULETOS Já falamos anteriormente que os amuletos correspondem à materialização da superstição e das crendices. São representados por objetos que após serem magnetizados, vibrados ou preparados ritualisticamente, se supõe que adquiram o poder de proteger ou imunizar quem os possuem de qualquer malefício ou má sorte. Existem diferentes tipos de objetos usados como proteção: os talismãs para trazerem boa sorte e os fetiches, que possuem um “espírito” morador capaz de ações concretas. Podem ser religiosos ou profanos. Entre os religiosos destacam-se: Relíquia - fragmento de um objeto que tenha pertencido a um santo. O “Lenho Sagrado” (fragmento da Cruz que serviu ao sacrifício de Jesus Cristo, pedaço do Manto de Cristo, retalho da batina do Padre João Batista Réus ou do Padre Cícero e outros). Bentinho ou Escapulário - pequena almofadinha benta pelo padre que, presa a uma corrente ou cordão em forma de colar, é levada ao pescoço de pessoas religiosas. Medalha Milagrosa - com a efigie do santo da devoção do portador. Agnus Dei - oração ao Cordeiro de Deus, levada constantemente pelo devoto. Água Benta - Para a Igreja Católica é essencialmente ligada ao sacramento do Santo Batismo, é sobretudo a origem da vida, é sinal de bênção. Sua falta representa a maldição, a sede, a seca e consequentemente a fome e a morte. A água simboliza também a limpeza interior e a purificação dos pecados. Fitas do Senhor do Bomfim - Os crentes usam amarradas ao pulso. É feito um pedido ao Santo e deixando-se a fita até cair, quando o pedido será atendido. Entre os amuletos profanos se destacam: Talismã, Mascote - qualquer objeto ao qual é atribuída uma força mágica, que se supõe que seja capaz de uma ação direta posta à disposição de seu proprietário (tipo lâmpada de Aladim, anel ou selo de Salomão). Chifre, trevo, pata de coelho, alfinete e outros - diversos objetos são considerados amuletos e utilizados por inúmeras pessoas, nos quais elas depositam suas crenças e esperanças. É crença generalizada que encontrar um trevo de quatro folhas traz sorte, bem como encontrar alfinete no chão (desde que não seja de cabeça preta, que atrai morte).

[close]

p. 8

8 NOTÍCIAS Ano XVI - Edição 193 Colaboração: Jeferson Quadros Subcoordenador do Delta do Jacuí NOTÍCIAS Setembro de 2017 Delta do Jacuí tem intensa Desfile Temático passará agenda de atividades por reformulação CTG Darci Fagundes comemora o 32º aniversário com cavalgada e baile O CTG Darci Fagundes promoveu no dia 05 de agosto, para comemorar o 32º aniversário de fundação, que é no dia 24 de julho, uma cavalgada pelas avenidas da cidade, que teve a participação de mais de 185 cavalarianos e muitas pessoas no apoio. A cavalgada da entidade já é uma atividade tradicional e esperada pela gauchada que gosta de participar de uma grande cavalgada. E na noite de sábado a entidade realizou um jantar/baile de aniversário com o Grupo Buenachos. O evento foi prestigiado por centenas de pessoas sócias do CTG e de integrantes de outras entidades. No baile também ocorreu a entrega das faixas e crachás do concurso interno do CTG. As provas do concurso foram realizadas na sexta-feira (04/08) à noite. CTG Gomes Jardim realizou concurso interno de prendas e peões Nos dias 05 e 06 de agosto, o CTG Gomes Jardim realizou o concurso interno de prendas e peões. Foi um belíssimo concurso, no qual os concorrentes, pais, patronagem e sócios da entidade, fizeram uma grande confraternização, e torceram muito pelo sucesso de todos os concorrentes. E o interessante foi ver o quanto todos se ajudavam e faziam com muito gosto suas apresentações, com todo o entusiasmo de valorizar a tradição gaúcha acima de tudo. Apresentação da nova Gestão de Prendas e Peões Foi numa baita domin- gueira com Grupo Chiquito e Bordoneio e Fandangaço, dessas de gastar a sola da bota e levantar poeira do tablado, que o CTG Gomes Jardim, no intervalo de uma banda para outra, realizou Representantes do CTG com Coordenador da 1ª RT, Luiz Lamaison uma belíssima cerimônia de entrega das faixas e crachás das novas prendas e peões. Outro momento marcante da cerimônia foi a entrega de homenagem a duas prendas de gestões de anos anteriores nos meados dos anos 90. Esta é uma marca da nova patronagem, que busca o resgate da entidade, suas origens e valorização do passado e do presente, marcando historicamente com grandes eventos os 40 anos da entidade. Confraternização foi a marca do baile do Concurso Municipal de Prendas e Peões O Baile Municipal de apresentação do novo Quadro de Prendas e Peões Farroupilhas do município de Guaíba, Gestão 2017/2018, foi uma grande fes- ta. Na noite de sábado, 19 de agosto, o CTG Darci Fagundes, que sediou o evento, recebeu tradicionalistas de entidades co-irmãs e público em geral para a entrega das faixas e crachás ao novos representantes do município. O baile foi embalado pelo grupo “Os Gaudérios Fandangueiros”. E a re- cepção dos anfitriões foi “a capricho”, pois além da patronagem receber a todos na entrada do galpão, o ambiente foi especialmente decorado para a ocasião. O evento contou, ainda, com a presença de diversas autoridades do poder público municipal de Guaíba e do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Na oportunidade, junto aos novos peões e prendas, foi apresentado o casal de padrinhos, que estará orientando Foto: Clay Teixeira o grupo nesta gestão. O concurso mu- nicipal de prendas e peões é uma promo- ção da Prefeitura de Guaíba, através da Secretaria de Turismo, Desporto e Cultura. Patronagem do CTG, autoridades, homenageados e gestão empossada Por: Sandra Veroneze O presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho, Nairo Callegaro, reuniu-se nesta semana com a equipe organizadora do Desfile Temático 2017. O encontro aconteceu na sede do MTG, em Porto Alegre, com a presença principalmente de coreógrafos e tradicionalistas das invernadas participantes do evento. Na pauta, a reformulação do desfile, que chegou a ser realizado à noite, com a presença de carros temáticos, mas que nos últimos anos, com o corte de recursos, vinha sendo realizado durante o dia, junto com o desfile tradicional, a exemplo dos primeiros anos de sua realização. Segundo Callegaro, na reunião optou-se por adiar a realização do desfile neste ano, que seria no dia 17 de setembro, para uma data em 2018 a ser confirmada. A ideia é trazer uma nova proposta, dentro de um novo conceito, resgatando seu brilho. Mais informações serão divulgadas em breve. Foto: Divulgação Criançada se diverte na avenida durante o desfile temático Espetáculo ópera gaúcha Celebrando a história de 40 edições da Expointer Após a abertura oficial da 40ª Expointer, na tarde de sábado (26), o público visitante pôde prestigiar o espetáculo “Ópera Gaúcha Expointer 2017”, que celebrou a história de uma das maiores exposições agropecuárias da América Latina. O enredo destacou o tema da edição deste ano: “O campo cria o futuro”. O governador do RS, José Ivo Sartori, prestigiou o show que contou com artistas gaúchos, cavalarianos e bailarinos num bonito e diferente espetáculo que iluminou o Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A apresentação foi de Demétrio Xavier, com participação especial dos músicos Luiz Marenco, Elton Saldanha e Joca Martins. Foto: Luiz Chaves / Palácio Piratini TEMA SEMANA FARROUPILHA 2017: “FARROUPILHAS: IDEALISTAS, REVOLUCIONÁRIOS E FAZEDORES DE HISTÓRIA”

[close]

p. 9

Ano XVI - Edição 193 Setembro de 2017 9 Acendimento da Chama Crioula dá início às atividades farroupilhas Desde 2001, um sítio histórico é escolhido no estado para acendimento o�icial da Chama Crioula. Este ano, foi a cidade de Mostardas, na 23ª RT, que recebeu os tradicionalistas para a programação inicial dos Festejos Farroupilhas do Rio Grande do Sul. Fotos: TV Tradição Solon Silva, da OrCav (C), conduz a Chama Crioula A presença feminina no evento em Mostardas Ordem dos Cavaleiros cumprindo seu papel e sua missão Prefeito Moisés Pedone, ao lado do presidente Nairo As festividades alusivas à Semana Farroupilha de 2017 foram abertas no dia 11 de agosto, com o acendimento da Chama Crioula, na localidade de ‘Pedra Anita’, distrito de São Simão, município de Mostardas. O ato foi realizado junto a uma figueira histórica, onde teve passagem da Revolução Farroupilha e onde teria nascido Domenico Menotti, primeiro filho de Anita e Giuseppe Garibaldi. A Chama Crioula, que completa 70 anos em 2017, foi conduzida ao palanque das autoridades pelo presidente da OrCav (Ordem dos Cavaleiros do Rio Grande do Sul), Solon Silva, e distribuída aos cavalarianos das Regiões Tradicionalistas pelo presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho, Nairioli Callegaro, a patrona dos Festejos Farroupilhas do estado, a folclorista Elma Sant’Ana, e o prefeito de Mostardas, Moisés Pedonne. Diversas autoridades estaduais, municipais e tradicionalistas participaram da cerimônia no Parque de Exposições do CTG Tropeiros do Litoral. No sábado foi feita a distribuição da Chama, que partiu, em cavalgadas, para os mais diversos pontos do Rio Grande. Em Porto Alegre ela se funde com a Chama acesa na pira da Pátria, ato imortalizado por Paixão Cortes em 1947 e que se repete há 70 anos. Confira onde a Chama já foi acesa: 2001 - Guaíba, na fazenda de Gomes Jardim 2002 – Laguna/SC, Distribuição em Santa Maria 2003 - Camaquã, Sítio Água Grande, de Barbosa Lessa 2004 - Erechim, no Recanto dos Tauras 2005 - Viamão, cidade fundamental na história do RS 2006 - São Gabriel, na Sanga da Bica 2007 - São Nicolau, 1ª redução Jesuítica 2008 - São Leopoldo, Terra de Colonização Alemã 2009 - São Lourenço, no casarão de Ana, irmã de Bento Gonçalves 2010 - Itaqui, o acendimento volta para a fronteira 2011 - Taquara, cinquentenário da Carta de Princípios 2012 - Venâncio Aires - Capital Nacional do Chimarrão 2013 – General Câmara – Distrito de Santo Amaro 2014 – Cruz Alta – Terra de Erico Verissimo 2015 – Acendimento internacional na Colônia do Sacramento e no Brasil a distribuição no Chui 2016 – Triunfo – Terra de Bento Gonçalves 2017 – Mostardas Em 2018, a cidade será Iraí, na 28ª RT, dentro de uma programação que prevê acendimentos por mais de 20 anos. Confira na tabela o acendimento oficial do estado até o ano de 2035. ANO 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 2026 2027 2028 2029 2030 2031 2032 2033 2034 2035 LOCAL DE ACENDIMENTO Tenente Portela Canguçu Camaquã Caxias do Sul Alegrete Rio Pardo Passo Fundo Lagoa Vermelha Santiago Bento Gonçalves Soledade Palmeira das Missões Pelotas São Francisco de Paula Ibiaçá Novo Hamburgo Porto Alegre RT 20ª 21ª 16ª 25ª 4ª 5ª 7ª 8ª 10ª 11ª 14ª 17ª 26ª 27ª 29ª 30ª 1ª Na “Pedra de Anita”, a geração da Chama Crioula 2017 Prendas e Peões do RS, representando a juventude Momento solene de acendimento da Chama Os Coordenadores Regionais, ao lado do presidente Nairo Presidente acende a Chama da 30ªRT, ao lado do Coordenador TEMA QUINQUENAL: “PROJETO SOCIAL MTG - VOLUNTARIADO”

[close]

p. 10

10 Ano XVI - Edição 193 Setembro de 2017 Inter-regional do ENART , em Santo Ângelo, Etapa classi�icatória reuniu 10 regiões. Representantes da 1ª, 3ª, 5ª, 6ª, 10ª, 14ª, 15ª, 17ª, 22ª e 25ª RTs, disputaram as vagas para a grande �inal que acontece Fotos: TV Tradição Ginásio lotado em Santo Ângelo, para assistirem ao espetáculo A manifestação do Coordenador da 3ª RT, Ivanir Ribeiro, na abertura CTG Ronda Charrua, de Farroupilha, carimbou o passaporte em 1º lugar Campeão em 2008, o CTG Gildo de Freitas classificou-se para a final No ano em que o FEMOBRAL, semente que deu origem ao FEGART e, depois ao ENART, completa 40 anos (sua origem foi em 1977, como festival do Mobral), o festival chega à sua 32ª edição. É um ano de celebração, de lembranças e muitas histórias, todas desembocando em um concurso estadual de dimensões espantosas, visto a sua estrutura física e virtual, somando a impressionante quantia de oitenta grupos de danças concorrentes, somente na etapa final, totalizando mais de quatro mil concorrentes, nas diversas modalidades, com mais de 60.000 pessoas circulando no Parque da Oktoberfest, de Santa Cruz do Sul. Na década de 70, o MOBRAL – Movimento Brasileiro de Alfabetização – empenhava-se em combater o alto nível de analfabetismo no país. No Rio Grande do Sul, além da alfabetização, almejava divulgar a cultura como forma de elevar a autoestima da população, oportunizando o surgimento de novos valores sócio artísticos. O professor e advogado, Praxedes da Silva Machado, responsável cultural pelo Mobral, buscou a parceria do MTG – Movimento Tradicionalista Gaúcho – e do IGTF – Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore – criando assim o “Festival Estadual de Arte Popular e Folclore”, que se popularizou como FEMOBRAL ou ainda somente, MOBRAL. O evento foi idealizado para ser itinerante, sendo realizado pioneiramente, a cada ano, em uma cidade distinta. O 32º ENART começou a sua primeira classificatória inter-regional na cidade de Santo Angelo, nos dias 26 e 27 de agosto. As próximas etapas serão dias 30 de setembro e 1º de outubro, em Uruguaiana e, a última, 21 e 22 de outubro, em Canoas. A final está programada para acontecer de 17 a 19 de novembro em Santa Cruz do Sul. Modalidade: DANÇAS TRADICIONAIS - FORÇA A 1 CTG RONDA CHARRUA Farroupilha 2 CTG GILDO DE FREITAS Porto Alegre 3 CTG LANCEIROS DE SANTA CRUZ Santa Cruz do Sul 4 CTG CAMPO DOS BUGRES Caxias do Sul 5 GDF OS FARROUPILHAS Santo Ângelo 6 DTG LENÇO COLORADO Porto Alegre 7 CTG PELEGO BRANCO Taquari 8 CTG RINCÃO DA ALEGRIA Santa Cruz do Sul 9 CTG LAÇO DA AMIZADE Gravataí 10 CTG VAQUEANOS DA TRADIÇÃO Porto Alegre Modalidade: DANÇAS TRADICIONAIS - FORÇA B 1 CN BOITATÁ São Borja 2 CTG CAMPEIROS DO SUL Alvorada 3 CTG TROPILHA CRIOULA São Borja 4 CTG SEPÉ TIARAJU Santa Rosa 5 CTG VINTE DE SETEMBRO Santo Ângelo 6 CTG SANGUE NATIVO DE PAROBÉ Parobé 7 GTF CEL. APARÍCIO BORGES Santo Ângelo 8 CTG NEGRINHO DO PASTOREIO Caxias do Sul 9 CTG SINUELO DA LIBERDADE Encruzilhada do Sul 10 CTG PASSO DOS TROPEIROS Rolante Modalidade: CHULA 1 José Guilherme Guimarães CTG Rincão da Amizade 2 Adrian Machado Latroni CTG Aldeia dos Anjos 3 Leonardo Moisés Silvano CTG Rancho da Saudade 4 Pablo Geovane Silva Dos Santos CTG Vaqueanos da Tradição 5 João Vítor Teixeira GTCN Velha Carreta 6 Vitor Augusto Felizari GTCN Velha Carreta 7 Renan Machado Da Silva GAN Sepe Tiaraju 8 Leonardo De Lima Maison GDF Os Farroupilhas 9 Lucas Antonio Da Silva Teixeira CTG Candeeiro da Amizade 10 William Rodrigues Gonçalves CTG Lanceiros de Santa Cruz Modalidade: INTÉRPRETE SOLISTA VOCAL MASCULINO 1 Gabriel Zeppe CTG Querência Costeira 2 Juliano Da Silva Dias CTG Gildo de Freitas 3 Antonio A.umpierre Crespo CTG Laço da Amizade 4 Taylor Bulsing De Oliveira CTG Estância do Chimarrão 5 Lukas Cardoso Dos Santos CTG Vaqueanos da Tradição 6 Matheus Bueno Backes CTG O Grito de Sepe 7 Itamar Gustavo Campos CTG Gildo de Freitas 8 Roberto Geruntho Salaberry CTG Pealo da Estância 9 Luidhi Moro Muller CTG Ronda Charrua 10 Leonardo Malinverno Menezes CTG Tiarayu Modalidade: INTÉRPRETE SOLISTA VOCAL FEMININO 1 Thais Patricio Quinteiro CTG Tiarayu 2 Kassia Maria Macedo Costa DTG Rancho da Amizade Lanceiros de Santa Cruz estarão na final, em casa, no mês de novembro DTG Lenço Colorado, do SC Internacional, estará em Santa Cruz do Sul CTG Laço da Amizade, de Gravata

[close]

p. 11

Ano XVI - Edição 193 Setembro de 2017 11 , define os primeiros classificados pra final e em Santa Cruz do Sul, em novembro. Abaixo, a relação dos tradicionalistas , em cada modalidade, que já carimbaram o passaporte . 25ª RT 1ª RT 5ª RT 25ª RT 3ª RT 1ª RT 15ª RT 5ª RT 1ª RT 1ª RT 3ª RT 1ª RT 3ª RT 3ª RT 3ª RT 22ª RT 3ª RT 25ª RT 5ª RT 22ª RT 1ª RT 1ª RT 1ª RT 1ª RT 25ª RT 25ª RT 14ª RT 3ª RT 5ª RT z 5ª RT 3ª RT 1ª RT 1ª RT 5ª RT 1ª RT 3ª RT 1ª RT 1ª RT 25ª RT 1ª RT 1ª RT 1ª RT 3 Berenice Adalva Pires CTG Sepé Tiaraju 3ª RT 4 Maria Carolina Berwanger CTG Passo dos Tropeiros 22ª RT 5 Pyetra Hermes Pereira CTG Laço da Amizade 1ª RT 6 Luana Garcia Machado PQT Piquete dos Farrapos 3ª RT 7 Ariele Machado dos Santos CN Boitatá 3ª RT 8 Liz Ribeiro Diaz CTG Tiarayu 1ª RT 9 Lawrien Oliveira De Freitas CTG Sinuelo da Liberdade 5ª RT 10 Manoela Vieira Petry CTG Pelego Branco 15ª RT Modalidade: DECLAMAÇÃO MASCULINA 1 Vitor Lopes Ribeiro CTG Farroupilha 6ª RT 2 Arthur Salles Roos GAN Sepe Tiaraju 14ª RT 3 Ariel Vareiro Pereira CTG Herdeiros da Tradição 25ª RT 4 Paulo Ivan Drunn Klein CTG Sinuelo das Coxilhas 14ª RT 5 Lucas Rodrigues Lopes PL Delfino Carvalho 5ª RT 6 Emerson Lucas Brocardo CTG Sinuelo da Liberdade 5ª RT 7 Pablo Costa Santana CTG Campo dos Bugres 25ª RT 8 Jonei Alexandre Ractz CTG Aruá 25ª RT 9 Jeferson Rucker Monteiro CTG Sinuelo das Coxilhas 14ª RT 10 Micael Feliciano Machado Lopes PL Delfino Carvalho 5ª RT Modalidade: DECLAMAÇÃO FEMININA 1 Romila Hoffmann Do Amaral CTG Herdeiros Da Tradição 25ª RT 2 Júlia Carlet GAN Sepe Tiaraju 14ª RT 3 Judite Luiza Brock Carlet GAN Sepe Tiaraju 14ª RT 4 Luana de Moura CTG Os Legalistas 3ª RT 5 Muriel Machado Lopes PL Delfino Carvalho 5ª RT 6 Clara Lisiane Faccio CTG Passo Dos Tropeiros 22ª RT 7 Tainara Alba CTG Campo Dos Bugres 25ª RT 8 Nathalia dos Santos Soares CTG Tiarayu 1ª RT 9 Gimeli Bica Mendonça CTG Brig. Rafhael P. Bandeira 6ª RT 10 Milena Borchardt Da Silva Ctg Pelego Branco 15ª RT Modalidade: CAUSO 1 Roger Mendes Pascoal DTG Lenço Colorado 1ª RT 2 Dilair José Monte das Neves CCN Sentinela Do Rio Grande 6ª RT 3 Rafael Silva da Silva CTG Tiarayu 1ª RT 4 Frederico Sá de Farias CTG Velha Cambona 15ª RT 5 Luiz Paulo Parizotto Padilha CTG Pelego Branco 15ª RT 6 Paulo Amaro de Almeida Simões Jr CTG Alma Crioula 1ª RT 7 Jussara Curtinaz Daniel CTG Alma Crioula 1ª RT 8 Luis Carlos Chomieniuk CTG Gildo De Freitas 1ª RT 9 João Cezar Medeiros de Farias GTF Cel. Aparício Borges 3ª RT Modalidade: DANÇAS DE SALÃO Gabriel Campanhola Becker 1 Laura Panzer CTG Rancho da Saudade 1ª RT Wilson Gustavo C. de Oliveira 2 Ana Paula Ribas dos Reis CTG Vinte de Setembro 3ª RT Henrique da Silva Policena 3 Francine da Silveira Silva CTG Rodeio da Saudade 5ª RT Jefferson Roza Costa 4 Rafaella Chagas de Souza CTG Rancho da Saudade Alisson Brum da Silveira 5 Victória Izabella Theisen Da Silva CTG Rodeio da Saudade Cristian Teixeira Linhares 6 Lara Lopes da Silva CTG Estância do Chimarrão Bruno da Silva Porto 7 Alexia Florentim Gehlen CTG Rincão da Alegria Rafael da Silva Pereira 8 Scarlet Lima Motta CTG Caudilho Guaibense Bernardo Pinheiro 9 Eduarda da Silva Bitencort CTG Rincão da Alegria Juliano Bitencourt Machado 10 Leiliane de Araujo Oliveira CTG Aldeia dos Anjos Modalidade: GAITA BOTÃO ATÉ 8 BAIXOS 1 Henrique Isidoro Mota de Almeida CTG Coxilha De Ronda 2 Nícolas Moro Müller CTG Ronda Charrua 3 Claiton Santos da Silva CTG Aldeia Dos Anjos 4 Luidhi Moro Muller CTG Ronda Charrua 5 Adalberto Queiroz Porazzi CTG Tio Bilia 6 Rodrigo Girardello CTG Pelego Branco 7 Ana Maria Kolling Lamarque CTG Querência Crioula 8 João Vitor Oliveira de Oliveira CTG Darci Fagundes 9 Guilherme Nardes Ferreira PQT Piquete Dos Farrapos 10 Willian José Bekoski de Almeida PN Giruá Modalidade: GAITA BOTÃO MAIS DE 8 BAIXOS 1 Pablo Schelski Felix CTG Gildo de Freitas 2 Nícolas Moro Müller CTG Ronda Charrua 3 Luidhi Moro Muller CTG Ronda Charrua 4 Henrique Isidoro Mota de Almeida CTG Coxilha de Ronda 5 Rodrigo Girardello CTG Pelego Branco 6 Ana Maria Kolling Lamarque CTG Querência Crioula 7 Bruno Dos Santos Kamien PN Giruá 8 Guilherme Nardes Ferreira PQT Piquete dos Farrapos 9 Bernardo Debastiani Veit CTG Porteira Aberta Modalidade: GAITA PIANO Nº Nome Entidade 1 Eduardo Abramson CTG Querência Costeira 2 Luiz Miguel Melos Valim CTG Sinuelo 3 Igor Pablo Stumm CTG Rancho da Amizade 4 Ariell Pinto Scarmagnan CTG Coxilha de Ronda 5 Gabriel Angel Costa CTG Velha Cambona 6 Leonam Rafael Arenhart CTG Vinte de Setembro 7 Marcelo Vinicius Garcia Dornelles CTG Tropilha Crioula 8 Lorenzo Antonio Rossini CTG Vinte de Setembro 9 Lucas Daitx Soares CTG Rancho da Saudade 10 Lucas Hemsing Bratz CTG Sepé Tiaraju 1ª RT 5ª RT 5ª RT 5ª RT 1ª RT 5ª RT 1ª RT 10ª RT 25ª RT 1ª RT 25ª RT 3ª RT 15ª RT 3ª RT 1ª RT 3ª RT 3ª RT 1ª RT 25ª RT 25ª RT 10ª RT 15ª RT 3ª RT 3ª RT 3ª RT 15ª RT RT 3ª RT 25ª RT 3ª RT 10ª RT 15ª RT 3ª RT 3ª RT 3ª RT 1ª RT 3ª RT aí, 1ª RT, vai para mais uma final CTG Campeiros do Sul, de Alvorada, 1ª RT, na final pela força “B” CN Boitatá, de São Borja, 3ª RT, campeão da inter-regional na força “B”

[close]

p. 12

12 Ano XVI - Edição 193 TROPEANDO VERSOS Por: Luis Afonso Orvalhe Diretor Departamento de Manifestações Poéticas Setembro de 2017 FÓRUM DA DANÇA Por: Madeline Zancanaro Diretora do Dpto de Danças do MTG A influência do YouTube na nova geração de declamadores “A arte pode ser aprimorada, mas jamais moldada.” O mundo está cada vez mais digital e interconectado, sendo normal ter seu lado positivo e negativo, o que nos faz refletir um pouco. É inegável que a tecnologia tem se tornado cada vez mais presente em todos os aspectos da vida humana – social, profissional, pessoal – impactando e afetando a sociedade, a cultura, o modo como vivemos e interagimos com o mundo. Partindo desse princípio, constatamos que a internet, através do YouTube, por exemplo, tem ajudado, mas também nos preocupado quando contribui para uma tendência de copiar declamadores e podar o que está na “essência” de cada um. Há cerca de 30 anos, quando, ainda crianças, participávamos de rodeios e tínhamos como ícones grandes declamadores como Wilson Araújo, Valdemar Camargo, Patrocínio, Adriana Braun, Raquel Ortácio, entre outros, as arquibancadas eram lotadas. Ali sentávamos e, do início ao fim do concurso, assistíamos a todos. Filmagens e fotos eram raras, e o momento era sublime, pois absorvíamos conhecimento e alimentávamos a alma. Tê-los como referência para nosso crescimento como declamador era gratificante. Hoje, podemos observar uma mudança. É visível percebermos os “detalhes” de entonações e expressões utilizadas, tanto gestuais como faciais, muitas vezes copiadas devido ao acesso que esse a internet oferece. Obviamente que esse canal pode ser útil e vir a somar para o declamador, pois muitos talentos servem de “ins- piração” e é comum seguir um determinado estilo e assim buscar sua própria “identidade”. Um exemplo a ser citado: a declamadora Liliana Cardoso, premiada em grandes festivais, possui uma característica marcante em sua voz, com entonações “fortes”, bem como sua expressão muito particular. Conseguimos captar até pelo som da voz, quando o declamador (a) tenta utilizar as mesmas características. Podemos nos espelhar em alguém? Sim, podemos. Mas temos que trazer a nossa essência, a nossa verdade, nossa “autenticidade”. Existe diferença entre servir como base e seguir um estilo, do que simplesmente “copiar”. Temos que adaptá-lo a nossa naturalidade. A declamação tem o poder de tocar as pessoas, de emocionar, ser você mesmo com simplicidade e espontaneidade – e esse é o diferencial. Portanto, não cabe copiar ou moldar o recitar de versos. Isso engessa, robotiza e impede o que realmente se tem como principal em nossa arte, que é a transmissão de emoções, de sentimentos, de “verdade”. Podemos afirmar que os meios de comunicação servem para “eternizar momentos” e, a partir disso, cada um descobrir a sua verdade, a sua capacidade de criar, de tocar as pessoas, de extrair aquilo que existe dentro de você, o seu talento. Dessa forma ficamos tranquilos, aos que irão dar continuidade, pois também vão servir de inspiração como aqueles tiveram e têm a sua autenticidade e características marcadas. CTG Aldeia dos Anjos na Coreia do Sul A convite da Febrarp, o grupo adulto do CTG Aldeia dos Anjos, da cidade de Gravataí, 1ª RT, embarcou no dia 4 de setembro para participar do “Cheonan World Dance Festival 2017”, na Coreia do Sul, um dos maiores eventos do gênero no mundo. O grupo de danças do CTG Aldeia dos Anjos é reconhecido pela qualidade cênica e disciplina das suas apresentações. Desde 1977, participa de um dois maiores festivais amadores de arte e tradição da América Latina, o Enart (Encontro de Arte e Tradição) – sendo que na década de 70 era o Festival do Mobral, depois Fegart - sendo campeão em onze vezes e, vice-campeão, em nove edições. Em 2014, tornou-se o primei- ro grupo brasileiro a vencer o ‘15º Büyükçekmece International Culture and Art Festival’, na Turquia, e em 2016 foi a única delegação brasileira premiada com o Tempio D’Oro (Templo de Ouro) como grande vencedor no 61° Festival Internazionale del Folklore (Sagra del Mandorlo in Fiore), na Itália. Desde 1990, quando participaram, em Portugal do Festival de Folclore de Castelo de Vide - Festival Internacional de Folclore dos Açores, até 2016, quando foram à Itália, já são mais de 40 festivais no currículo do Aldeia. Dançar melhora as habilidades motoras Com base na matéria anterior, na qual se falava da dança como uma atividade importante para a vida das pessoas, a partir dessa edição serão abordadas as habilidades motoras, sensoriais e de cognição, que podem ser melhoradas através de sua prática. Quando se fala em motor devemos lembrar que são movimentos do corpo ou dos membros. Já a habilidade é algo que deve ser aprendido e treinado ao longo do tempo mesmo que isso seja nato de cada ser humano. Quando juntamos as duas palavras, entendemos que elas são trabalhadas desde os primeiros me- ses de vida, e seguem ao longo dela. E é nesse processo que a dança ajuda e é recomendada, pois girar, pular, correr, abaixar, levantar, são fatores básicos e fundamentais no desenvolvimento motor e ela ajuda a melhorar esses movimentos apreendidos. Na dança, tanto a capacidade de improvisação, quanto a quantidade de recursos do corpo em produzir os mais variados movimentos com grande habilidade são indispensáveis e independem de idade. Além disso, sua prática é realizada ao som de música, o que acaba sendo prazeroso, saudável e terapêutico. Benemérito do MTG é “Cidadão Pelotense” O Conselheiro Benemérito do MTG, Adão Pereira Vaz, foi agraciado com o título de “Cidadão Pelotense” pela Câmara de Vereadores de Pelotas. Natural de Piratini, primeira Capital Farroupilha, Vaz nasceu em outubro de 1945, é militar da reserva e ex-professor de história. Possui graduação de Bacharel em Filosofia e pós-graduação em História da Civilização, pela Fundação Universidade de Bagé (Funba). Fez o Mestrado de Teologia para Leigos, oferecido pela Universidade Católica de Pelotas. Foi morar em Pelotas em 1971, onde constituiu família. Participou de várias entidades tradicionalistas, entre elas, CTG Thomaz Luiz Osório, União Gaúcha João Simões Lopes Neto e CTG Os Farrapos, onde por várias gestões fez parte da Patronagem. Vaz foi Coordenador da 26ª Região Tradicionalista por duas gestões, reativando e fundando novos CTGs. Entre suas principais honrarias estão o título aprovado pela Câmara de Vereadores de ‘Comendador João Simões Lopes Neto’, concedido por indicação da 26ª RT em setembro de 2006. Em janeiro de 2010 recebeu o título de Conselheiro Benemérito do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Em 23 de outubro de 2010 recebeu o Diploma de apoiador da Respeitável Ordem dos Cavaleiros do Rio Grande do Sul (OrCav). Em 20 de outubro de 2013 recebeu a maior honraria do Movimento Tradicionalista Gaúcho: a Medalha Barbosa Lessa. Em 29 de outubro de 2016, Adão Vaz foi agraciado pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho com a Medalha João de Barro. Adão Vaz - Cidadão pelotense “Em noites de tempestade, as árvores rígidas são as primeiras a quebrar, enquanto as árvores flexíveis se curvam e deixam o vento passar!” (Carlos Hilsdorf) TEMA SEMANA FARROUPILHA 2017: “FARROUPILHAS: IDEALISTAS, REVOLUCIONÁRIOS E FAZEDORES DE HISTÓRIA”

[close]

p. 13

Ano XVI - Edição 193 NOTÍCIAS Setembro de 2017 SAÚDE EM FOCO 13 Por: Mauro Gimenez Médico CTG Herança da Tradição empossa nova patronagem Na noite de sábado, dia 19 de agosto aconteceu a cerimônia de posse da nova patronagem, gestão 2017/2019, da nova gestão de prendas e peões 2017/2018 e homenagem ao dia dos pais do CTG Herança da Tradição, no salão da comunidade São Francisco, Bairro Vindima, em Flores da Cunha. Esteve presente na solenidade o Coordenador da 25ª RT Rodrigo de Macedo Ramos. Na oportunidade a nova Patroa, Stela Maris Paim Lemos Costa, agradeceu a presença de todos e falou do trabalho que a patronagem vai realizar nestes dois anos á frente do CTG Herança da Tradição. Patronagem: Patroa - Stela Maris Paim Lemos Costa Capataz - Oscar Luza 1º Sota-Capataz - Yuri Calgaro Coloda 2º Sota-Capataz - Ivanilse Negrini 1º Agregado Pilchas - Marciano Lusa 2º Agregado Pilchas - Katiane Marcon Foto: Divulgação Conselho Fiscal - Diomar Luiz De Col, José Noeli Soares, Aidir Zuchi, Allan Boff e Luciane Denise Frizzo Invernada Cultural e Agregado das Falas - Thalya De Col Invernada Jovem - Yasmin Lusa Invernada Artística - Ivanilse Negrini Coordenadora dos Grupos de Dança - Adriana De Col Invernada Campeira - João Flávio da Silva Costa Invernada de Eventos e de Divulgação - Yuri Calgaro Coloda Invernada de Patrimônio - Marcia Turra Zuchi Gestão de Prendas e Peões: 1ª Prenda - Thalya de Col 1º Peão - Yuri Calgaro Coloda 1ª Prenda Juvenil - Thalyta Marcon 1º Guri - José Rafael Turella Soares 1ª Prenda Mirim - Julia Boff 1º Pia - Gabriel Frizzo Ciervo 1ª Prenda Pré-mirim - Kananda Moresco Meert 1º Piazito - Pedro Bernardi Moraes GASTRITE Oi, amigos. Nesta edição vamos saber um pouco mais sobre gastrite. Gastrite é a inflamação, infecção ou erosão do revestimento do estômago. Ela pode durar por pouco tempo, na chamada gastrite aguda, ou pode durar meses e até mesmo anos (gastrite crônica). A causa mais provável da gastrite é a fraqueza da barreira mucosa que protege a parede estomacal, permitindo que os sucos digestivos produzidos pelo estômago causem danos ao tecido que reveste o órgão. Essa fraqueza pode ser causada pela bactéria Helicobacter pylori, que vive justamente no revestimento do estômago e que, se não for tratada, pode levar ao surgimento de úlceras e até mesmo ao câncer de estômago. Alguns fatores considerados de risco podem aumentar as chances de uma pessoa desenvolver gastrite: 1 - o uso excessivo de analgésicos prejudica a produção de uma substância que ajuda na proteção do revestimento do estômago. 2 - Idade: quanto mais velha a pessoa for, mais chances de desenvolver gastrite ela tem, pois o revestimento do estômago tende a ficar mais flácido conforme os anos vão passando. Além disso, adultos mais velhos também têm mais chances de serem infectados por bactérias e vírus ou de desenvolver doenças autoimunes que causam danos à parede esto- macal. 3 – Alcoolismo: o consumo exacerbado de bebidas alcoólicas irrita o revestimento estomacal, o que eleva os danos causados pelos sucos gástricos produzidos pelo estômago para a digestão. 4 - Estresse: momentos de estresse também elevam os danos causados à parede do estômago. 5 - Doenças autoimunes: quando as células de defesa atacam as células do próprio corpo, em vez de atacar e combater o organismo invasor, nós chamamos de uma doença autoimune. No caso da gastrite, os anticorpos atacam as células que compõem o revestimento do estômago. Geralmente, esse é um problema que acomete pessoas já com distúrbios autoimunes. 6 – HIV/ AIDS. 7 - Uso de drogas: fazer uso de algumas drogas, como cocaína, também pode causar gastrite. Sintomas de Gastrite: Indigestão, queimação e azia, náuseas, vômitos, perda de apetite, dores abdominais. Em caso de sangramento da parede do estômago: Fezes escuras, vômito de sangue ou material semelhante à borra do café. O diagnóstico se faz através de anamnese clínica e o exame complementar ideal é a Endoscopia Digestiva Alta. O tratamento deve ser orientado pelo médico e se faz com medicamentos e reeducação alimentar supervisionada por nutricionista. Stela Paim, da Comissão Gaúcha de Folclore, assumiu com sua patronagem Dia do Jovem Tradicionalista na 22ª RT Fórum da Juventude na 1ª RT Aproveitando o final de semana em que foi escolhido o grupo de peões e prendas do Acampamento Farroupilha de Porto Alegre, na sede da 1ª RT, o departamento jovem regional organizou o “Fórum da Juventude” formando uma mesa de debate com Paulo Roberto de Fraga Cirne, o Peão Farroupilha do Rio Grande do Sul, Jhonatã Leindecker, o 3º Guri, Gabriel Ferreira, a ex-3ª Prenda do RS, Kelly Rocha, a atual 3ª Prenda do RS, Nathalia Rodrigues, e o peão Renan Marques. Estiveram presentes, também a 1ª Prenda do RS, Renata da Silva e a 2ª Prenda, Caroline Scariot, além dos concorrentes, pais, amigos e simpatizantes. Foto: Rogerio Bastos Prendas e Peões da 22ª Região Tradicionalista se reuniram, dia 02 de setembro, em Rolante, para comemorar o Dia do Jovem Tradicionalista, que é celebrado no estado no dia 5 de setembro, e os 40 anos da região. Diversas atividades culturais foram feitas, além da solenidade de recebimento da Chama Crioula e da tertúlia à moda antiga. A integração ocorreu no Parque Municipal Vitor Matheus Teixeira. “E um momento de muito orgulho para todos. São 40 anos de muita caminhada. As apresentações de hoje resgataram a história da nossa gente, da nossa cultura”, afirmou Leandro Pacheco coordenador da 22ª RT,. Foto: Divulgação Um grande time, experiente, debateu a juventude tradicionalista Leandro Pacheco (E), Valter Fraga Nunes e Marco Aurélio Angeli relembrando bons tempos TEMA ANUAL: “RESGATANDO OS LEGADOS DE 47 - 70 ANOS DA CHAMA CRIOULA E DO GRUPO DOS OITO”

[close]

p. 14

14 NOTÍCIAS Ano XVI - Edição 193 Setembro de 2017 AMPLIANDOHORIZONTES Escola Rui Barbosa realiza estudo de campo junto à Rota do Chimarrão Alunos do Grupo de Danças Tradicionalistas da Escola foram buscar subsídios para aprimorar seu projeto cultural deste ano No sábado, 05 de agosto, alunos do GDT Rui Barbosa, acompanhados de professores, funcionários e pais, estiveram na cidade de Venâncio Aires, onde sob a orientação da guia turística Sônia, realizaram um estudo de campo, junto à Rota do Chimarrão. Na oportunidade, os alunos puderam conhecer a semente da erva-mate, como ocorre o plantio das mudas em tubetes, o transplante para lavoura, seus cuidados, manejo, além de conhecer uma ervateira e a escola do chimarrão. Na escola do chimarrão, receberam capacitação através de palestra, vídeo tutorial e participação em oficinas de preparo do chimarrão. Conheceram ainda os 36 tipos de chimarrões preparados pela escola, incluindo um, feito especialmente para homenagear a escola. Durante o percurso puderam degustar alimentos de culinária baseada na erva-mate, como alfajor, bolos, sucos, chá e o próprio chimarrão. Para o professor Marcelo, responsável pela atividade, as ações da Rota do Chimarrão vieram ao en- contro do projeto cultural desse ano, baseado na temática do chimarrão, e os alunos puderam buscar valiosas informações para aprimorarem suas palestras que serão realizadas no dia 25 de agosto, durante o 2º Seminário Tradicionalista da escola. Para a equipe diretiva da escola, o momento é também de agradecer as empresas que sempre estão apoiando as iniciativas da escola, bem como a Secretaria de Educação do município. Foto: Divulgação Meninada foi fazer experiencia em campo, não somente em sala de aula CONSTRUTORES DO RIO GRANDE “A História de um povo só poderá ser bem interpretada, conhecendo-se a vida e a obra de seus filhos maiores”. (Walter Spalding) LUÍS ALVES DE LIMA E SILVA, O DUQUE DE CAXIAS Luís Alves de Lima e Silva nasceu no dia 25 de agosto de 1803, em uma fazenda chamada São Paulo (hoje no território do município de Duque de Caxias), na então capitania do Rio de Janeiro. A chegada da família real portuguesa ao Rio de Janeiro, em 1808, mudou a vida da família Lima e Silva. D. João, iniciou uma série de guerras de conquista que resultaram na expansão territorial brasileira como a anexação da Cisplatina, no sul e da Guiana Francesa, ao norte. Por volta de 1818, os parentes de Luís Alves haviam servido nas duas guerras e tinham agora títulos de nobreza. Luís Alves foi alistado em 22 de maio de 1808, aos cinco anos de idade, como cadete (apesar de não ter começado a servir como uma criança, a conexão com o regimento era simplesmente honorífica). Aprendeu cedo a arte de dar ordens. Cuidadoso em suas vestimentas, era de fala mansa, educado parecia irradiar calma, compostura e autoridade. Caxias ficou conhecido por seus envolvimentos com as revoltas pelo Brasil no século XIX. Esteve no Maranhão, onde pacificou a Balaiada, em 1842, explodiu a revolução liberal em São Paulo e, a seguir, em Minas Gerais, reprimidas com êxito por seu exército. Caxias foi nomeado em 28 de setembro de 1842 como presidente e comandante das armas da província de São Pedro do Rio Grande do Sul. Ao tomar posse reorganizou e disciplinou o exercito, reanimando suas tropas. Estudou as táticas usadas pelos Farroupilhas e aplicou a dose do próprio remédio: Passou a atacar em forma de guerrilhas (tática usada pelos farroupilhas), entregando o comando das ações de combate a ninguém menos que Bento Manoel Ribeiro e Francisco Pedro de Abreu (Chico Moringue). A guerra contra os farrapos demorou muito mais para ser suprimida que as rebeliões anteriores, porém ele finalmente conseguiu pacificar a província através de cuidadosas negociações e vitórias militares. O fim do conflito armado foi declarado em 1º de março de 1845. Caxias foi selecionado pelo imperador como representante do Rio Grande do Sul. Começando seu mandato em 11 de maio de 1846. Juan Manuel de Rosas, ditador da Confederação Argentina, declarou guerra ao Brasil em 1851, iniciando a “Guerra do Prata”. Caxias foi nomeado comandante geral das forças brasileiras. Lutou ainda na Guerra do Paraguai (1865). Em 23 de março de 1969, D. Pedro II lhe presenteou com a “Imperial Ordem de Pedro Primeiro” e o elevou ao título de “Duque”, o mais alto da nobreza brasileira. Caxias se tornou a única pessoa a receber tal título durante os 58 anos de reinado de Pedro II. Ele morreu dia 7 de maio de 1880. Dom Pedro II o havia visitado várias vezes durante esse tempo e ficou muito entristecido. Ele tinha 76 anos, quase 77. Caxias pediu um funeral simples, sem pompa, sem honras, sem pessoas e apenas seis soldados de boa conduta para carregarem seu caixão. Seu último desejo não foi totalmente respeitado: O Imperador enviou uma carruagem usada apenas nos funerais da família imperial e treze soldados de boa conduta para carregarem o caixão. Títulos de Nobreza - 18/07/1841: Barão de Caxias (sem Grandeza) - 25/03/1845: Conde de Caxias - 26/06/1852: Marquês de Caxias - 23/03/1869: Duque de Caxias SOLICITE SUA PROPOSTA CONOSCO! Rua Demétrio Ribeiro, 990 - CJ 305 Centro Histórico - Porto Alegre/RS (51) 3028.0364 / 3023.2364 (51) 98175.1058 / 98128.9328 executivodecontas2@crmachadoseguros.com.br www.crmachadoseguros.com.br SEGURO DE RODEIO E CAVALGADA SEGURO DE ACIDENTES PESSOAIS Faça seu seguro por muito menos que você imagina, tenha um evento com segurança e tranquilidade conforme regulamenta as Leis Federais 10.220/2001 e 10.519/2002. Os organizadores de rodeio ficam obrigados, ainda, a contratar seguro pessoal de vida das pessoas envolvidas diretamente com as provas campeiras. União Seguradora Fone: 51 3061.9606 www.uniaoseguradora.com.br TEMA SEMANA FARROUPILHA 2017: “FARROUPILHAS: IDEALISTAS, REVOLUCIONÁRIOS E FAZEDORES DE HISTÓRIA”

[close]

p. 15

Ano XVI - Edição 193 NOTÍCIAS Setembro de 2017 15 Na 19ª RT, prendas e peões lançam projeto: “Capital da Amizade” Gestão de Prendas e Peões da 19ª RT lançam projeto de voluntariado no Hospital Santa Terezinha, de Erechim Com o intuito de despertar a consciência da importância do voluntariado, a Gestão de Prendas e Peões da 19ª Região Tradicionalista lançou na noite de quinta-feira (17), no CTG Sentinela da Querência de Erechim, o Projeto “Capital da Amizade – Gestão da Alegria e da Solidariedade”. Ele foi idealizado pela 1ª Prenda da 19ª RT, Daniela Bonet, e teve o apoio de todos os integrantes da região. O Projeto consiste na ida mensal ao Hospital Santa Terezinha, passando nos corredores com gaita, violão, poesia, chula e demais aspectos que compõe a história do Rio Grande do Sul. Segundo Daniela, além de levar cultura e conforto aos internados, as prendas e os peões também entregarão bilboquês de material reciclável confeccionados pela própria gestão. “A ideia do brinquedo é para que eles tenham um passatempo enquanto estão no Santa Terezinha e também para conhecerem o nosso folclore em seus diferentes aspectos” - afirma. A iniciativa se deu também pelo objetivo de realizar além dos projetos pedidos pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho. “Nós prendas e peões temos o dever levar nossos costumes aos mais diferentes lugares para que dessa forma consigamos cada vez mais jovens adeptos ao Movimento e também conscientizar a população que um sorriso no dia de alguém muda toda uma rotina” conta a prenda. O Projeto já possui agendamento das visitas e atividades até junho do ano que vem, momento em que se encerra a gestão regional. “Queremos que ele se perpetue pelas próximas gestões, tendo a possibilidade de ampliar o local de atuação, assim, despertaremos no coração de cada voluntariado de que a ajuda, por mais simples que seja, é transformadora na vida de quem realiza a ação e daqueles que buscam por alegria em situações tão difíceis”, finaliza. Gildo já tem data para reinaugurar a biblioteca O CTG Gildo de Freitas, na zona norte de Porto Alegre, já tem a data marcada para a reinauguração da Biblioteca Barbosa Lessa: Dia 11 de novembro. O evento contará com a presença da viúva do saudoso patrono do acervo bibliográfico, dona Nilza Lessa. Segundo Luís Carlos Chomieniuk, do departamento cultural do CTG, a biblioteca receberá um espaço privilegiado, onde as pessoas possam vê-la e saber de sua importância. “O departamento cultural está iniciando a campanha de doação de livros tradicionalistas, para promover a reinauguração de nossa Biblioteca Barbosa Lessa, que ocorrerá no dia 11 de novembro, juntamente com a pré-estreia do elenco adulto do CTG”- afirma Chomieniuk. Cristiano Silveira, um abnegado membro do grupo xirú, está nesta luta ao lado de Chomieniuk. “Fizemos um concurso interno e teremos grupo de estudos. Além disso, vamos colocar a biblioteca à funcionar para instrumentalizar nossas prendas e peões” – disse Silveira. O CTG Gildo de Freitas, que já foi campeão do ENART, em 2008, fica na Rua Gamal Abdel Nasser, 340, no Parque dos Maias e está realizando grandes obras de reforma em seu primeiro galpão (inaugurado em 1988). União Tradicionalista Viamonense completa 50 anos de fundação Em dezembro de 2017, Viamão estará comemorando cinquenta anos de atividades tradicionalistas ininterruptas desde a comemoração de sua primeira Semana Farroupilha, realizada no município em setembro de 1967, e 30 anos da primeira entidade tradicionalista municipal a ser reconhecida e filiada ao Movimento Tradicionalista Gaúcho-MTG, a “União Tradicionalista Viamonense-UTV” (29/12/1987). No ano de 1967, liderado pelo tradicionalista Aldemar de Souza (falecido), também fundador do CTG Pealo de Estância, localizado na Vila Augusta neste município, foi realizada a primeira Semana Farroupilha, em Viamão. Segundo seu idealizador, cuja narração ocorreu durante uma charla em uma “roda de mate”, o acampamento foi montado na Praça Júlio de Castilhos, no centro da cidade, embaixo de uma estrondosa Seringueira, a qual permanece no local. No ano de 1987, Valdecir Chamurro foi conduzido à condição de coordenador da Semana Farroupilha de Viamão, juntamente com Frontelmo Alves Machado, este, na con- dição de Vice-Coordenador: “Como comungávamos da mesma ideia, em seguida apresentamos aos patrões uma proposta no sentido de não mais encerrarmos os trabalhos em setembro, como vinha sendo feito, e sim, dar continuidade, afinal, o convívio durante aquele período era por demais gostoso, prazeroso e muito fraterno” – conta Chamurro. Porém fazia-se necessário criar uma entidade, uma sigla, para fortalecer e contemplar os anseios da família tradicionalista no município, promovendo palestras, seminários, concursos de prendas e peões, entre outras atividades. Apesar da resistência dos mais conservadores, no dia 29 de dezembro de 1987 (uma terça-feira), foi fundada a União Tradicionalista Viamonense. Foram presidentes da UTV: Valdecir Chamurro, Celso Broda, Jorge Costa, Sebastião Melo, Claudio Machado, Valdomiro Mezeti, Ivone Costa, Wernek Bandeira, Paulo Passador, Nara Pardelinhas, Ricardo Baldez, Eliete Miranda, João Gilberto Azambuja da Cunha, Maria Barbat, Jorge Luís Gomes de Campos e Ana Sara Pinheiro, atual presidente Temporal destrói CTG em Caxias do Sul O Centro de Tradições Gaúchas Raposo Tavares, de Vila Oliva, Caxias do Sul, �icou destruído após a passagem do tornado que devastou parte da cidade. Um temporal de fortes proporções atingiu diversas localidades do Rio Grande do Sul no mês de junho e deixou um rastro de destruição na região da Serra, principalmente no distrito de Vila Oliva, em Caxias do Sul. O possível tornado que destelhou dezenas de casas também causou mortes. “Tenho um apreço muito grande por esta entidade pois em diversas cavalgadas junto com os Cavaleiros da Neve, após descer a Serra da Cadeinha, rumo a Fazenda Souza, Caxias ou São Marcos, era ali o nosso pouso. Que gente encantadora! Que hospitalidade! Não sabiam o que fazer para nos agradar. Aquele galeto com massa, após um dia inteiro no lombo do cavalo, não tinha coisa melhor” – Conta Leo Ribeiro de Souza, artista plástico e cavaleiro. Vários Centros de Tradições da região estão se movimentando para reerguer a entidade. Zezinho, líder do Grupo Floreio, prometeu “tocar pela bóia” na reinauguração. Até mesmo Paixão Côrtes, nosso ícone do tradicionalismo, também fez uma doação pessoal. Essa corrente de solidariedade que você, meu amigo, pode participar, é muito importante nesta hora. O telefone do Patrão Genésio Rech é (54) 3202 7743. Faça contato e veja como você pode colaborar. Foto: Divulgação Uma triste vista do CTG

[close]

Comments

no comments yet