Jornal do SINEPE/SC, nº 158, setembro 2017

 

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Jornal do SINEPE/SC, nº 158, setembro 2017

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MATRÍCULAS ABERTAS. FAÇA A ESCOLHA CERTA Equipes afinadas, bem informadas, diálogo com os funcionários das diversas áreas e envolvimento dos familiares. Essa fórmula faz sucesso. Embora não exista receita mágica para garantir que uma escola seja bem-sucedida na fidelização e captação de novos alunos, é possível, sim, encontrar caminhos e atingir as metas desejadas. Para isso basta estar atento a determinados fatores, como organização, treinamento e cuidados com a comunicação. O objetivo é que todos os profissionais – do diretor ao porteiro, do professor ao atendente – atuem de maneira coordenada e transparente. O SINEPE/SC reuniu escolas afiliadas durante mais um bem sucedido encontro para POTENCIALIZAR A SUA SALA DE MATRÍCULA. Página 9 Sindicato das Escolas Particulares de Santa Catarina R. Felipe Schmidt, 390, 13º andar, CEP 88010-001, Florianópolis, SC, Fone (48) 3222-2193 Nº158 ANO 26 | SETEMBRO 2017 Leia e veja: www.sinepe-sc.org.br A CAPITAL DA EDUCAÇÃO NACIONAL FECHAMENTO AUTORIZADO PODE SER ABERTO PELA ECT Com apoio do SINEPE/SC, entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro Florianópolis se transformou no principal polo de educação do Sul do Brasil durante a realização, no Centrosul, do 12º Congresso Educasul e Feira Expo Estudar. Profissionais e pesquisadores participaram de palestras, mesas de discussão e debates. A Expo Estudar trouxe universidades, escolas, empresas de intercâmbio e editoras que apresentaram novas ferramentas e oportunidades para o público interessado em estudar. As atividades continuam repercutindo. Página 8

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ATUALIDADE JORNAL DAS ESCOLAS PARTICULARES DE SANTA CATARINA AVANÇAMAUDIÊNCIAPÚBLICA OS DEBATES SOBRE BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR Já enviamos via e-mail às escolas afiliadas, para conhecimento, alguns dos destaques da terceira audiência pública sobre a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), realizada em Florianópolis, dia 11 de agosto passado. Lá estiveram equipes do SINEPE/SC, CONFENEN, FIEP e ANEC/SC, representando o segmento privado educacional, que se manifestaram favoráveis à 3ª versão da BNCC. A posição da escola privada foi no sentido de apoio às mudanças com a manutenção do respeito à livre iniciativa. O Sindicato levou a todos os participantes o reconhecimento dessa necessidade. Seguem trechos do relato da jornalista Simone Feldmann, do Diário Catarinense: Organizado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), contou com cerca de 350 pessoas de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Aaudiência, a terceira realizada no país, não tem caráter deliberativo, mas serve para que os membros do CNE possam elaborar um documento normativo a partir da terceira versão da BNCC, entregue pelo Ministério da Educação (MEC) em abril deste ano. Participaram do evento entidades convidadas pelo conselho, como universidades, instituições de pesquisa, sindicatos, associações profissionais e organizações estudantis, além de indivíduos interessados no tema, mães, pais e professores. Cada pessoa teve direito a três minutos de fala, mas o CNE também recebeu documentos, com contribuições mais fundamentadas. Cada um dos 350 inscritos teve direito a três minutos de fala. Foto: Marco Favero / Agencia RBS Ivan Cláudio Pereira Siqueira, membro da comissão do CNE encarregada de elaborar a versão final da BNCC, explica que a principal diferença com relação às duas outras audiências, realizadas em Manaus, no Norte, e em Recife, Nordeste, é que as falas estão mais elaboradas: - É possível perceber que as pessoas estão mais preparadas, que elas já estudaram o que foi dito nas audiências anteriores. Está acontecendo um aprofundamento Foto: Marco Favero / Agencia RBS nas inserções e isso é muito bom. Também temos observado a recepção de pospostas mais específicas e concretas. Era normal que nas primeiras audiências as pessoas não tivessem proposições claras sobre os assuntos, agora elas estão mais adensadas. Além dos cinco pontos polêmicos, que já eram esperados com base nas audiências anteriores, como a questão da identidade de gênero – assunto de diversas falas, tanto a favor quanto contra – e os componentes curriculares específicos de cada área de conhecimento, Siqueira destaca uma discussão que apareceu de maneira mais consistente durante a audiência da Região Sul: - Houve um adensamento da questão computacional. As entidades da área destacaram que a Base não contempla a computação na educação básica, havendo apenas uma menção sobre a questão tecnológica, mas não há uma concepção que esclareça o que os alunos devem aprender com relação ao pensamento computacional, resolução de problemas, linguagens digitais, prototipagem. Na visão deles, isso não impacta somente nas ciências exatas, mas também nas outras áreas de conhecimento. Após a realização das últimas duas audiências, realizadas em São Paulo dia 25 de agosto e em Brasília, dia 11 de setembro, os conselheiros devem discutir e ponderar sobre todas as sugestões recebidas nos eventos. A expectativa é que até o fim deste ano o documento final elaborado pelo CNE siga para a homologação do MEC. Saiba Mais A Base Nacional Comum Curricular é um documento que determina os conhecimentos essenciais que todos os alunos da Educação Básica devem aprender, ano a ano, independentemente do lugar onde moram ou estudam. Todos os currículos de todas as redes públicas e particulares do país deverão conter esses conteúdos. 2 Acesse diariamente www.sinepe-sc.org.br

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SETEMBRO 2017 - Nº 158 - ANO 26 PONTO DE VISTA ESTOU LENDO Rosane Lemos Barreto Custodio Professora – 5º Ano do Centro Educacional Eng. Francisco João Bocayuva Catão Imbituba/SC EXTRAORDINÁRIO R.J. Palacio (Intrínseca) Diversidade é, indubitavelmente, uma das temáticas mais discutidas na sociedade contemporânea, principalmente no meio acadêmico. Imaginem um menino cujo rosto é completamente diferente dos padrões considerados normais que deseja simplesmente que o vejam como... um menino normal! Assim é August Pullman. Carinhosamente chamado de Auggie por sua família, o protagonista da narrativa brilhantemente escrita é um menino que, apesar da aparência incomum, é igual a todos os outros. Nascido com uma síndrome genética severa que provocou uma deformidade facial, Auggie passou por diversas cirurgias e complicações médicas ao longo de 10 anos. Por isso, ele nunca havia frequentado uma escola de verdade - até agora. Sabemos o quanto é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie conta, como narrador, sua trajetória nesse livro envolvente, triste e divertido. Eis aqui um livro que conquistou diversos públicos e foi adaptado para o cinema, com lançamento ainda em 2017! Aproveite para ler e conhecer essa história... Você vai se apaixonar! Adriana Rosa Professora de Língua Portuguesa, Colégio CONFEPI, Navegantes/SC Não existe nome mais adequado para este livro: “Extraordinário”. Leitura dinâmica, prazerosa e envolvente. Trata-se de uma história inteligente, sensível e leve que traz uma mensagem sutil e humana, deixando uma verdadeira lição de vida sobre respeito e amor ao próximo. “Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo”, ressalta August Pullman. TROCA DE VAGAS EM ESCOLA POR IMPOSTOS Ao que parece vai prevalecer o bom senso. Dias atrás, quando indagado pela imprensa, eu disse que a falta de propostas mais ousadas e inovadoras é tão responsável pela crise na educação pública quanto a escassez de recursos. Nesse sentido, merece especial apoio da comunidade o projeto de lei, finalmente aprovado depois de certa celeuma, que prevê permuta do valor do IPTU de escola particulares em troca de vagas para crianças em idade de creche que estão nas filas de espera das unidades de ensino do município de Florianópolis. É, sem dúvida, uma valiosa opção para a sobrecarga da rede oficial, que estava sendo descartada pelo vezo ideológico e o excesso Marcelo Batista de Sousa Presidente do Sinepe/SC de corporativismo. Aliás, esse tipo de proposta representa uma escolha que deveria ser seriamente considerada no Brasil. Diversas funções públicas, poderiam ser repassadas ao setor privado, que gera impostos, empregos e qualidade de vida, sob subvenção e atenta fiscalização do Estado. No caso da educação, os resultados são evidentes. A construção de novas creches e salas de aula, mesmo que fosse viável, seria muito mais cara do que financiar os alunos excedentes na rede particular, que teriam ainda um ganho de qualidade pedagógica. Bem conduzida, essa seria a política mais viável e mais efi- ciente, tanto para o poder público quanto para os próprios alunos. Tanto é assim que nos países de primeiro mundo isso já é realidade há muito tempo. Vale relembrar que as ruidosas manifestações contrárias ao referido projeto legislativo de Florianó- polis, que antecederam a votação pelos vereadores, foram todas orquestradas por militantes sindicalistas. Ao final, venceu o bom senso. E quem ganha é a população. Atualmente, nestes tempos de turbulência ideológica, elogia-se até a ignorância e admira-se o desamor ao estudo e à cultura. Teria sido, de fato, como disseram aqueles que se opuseram, esse pro- jeto de lei uma “coisa de elite”? Bobagem. Embora ainda embrionário, o ensino do empreendedorismo vem crescendo no país. Uma peque- na mostra desse crescimento foi a decisão dos vereadores de Florianópolis sobre essa parceria. “Oferecer vagas em colégios particulares em troca do imposto é, antes de tudo, uma boa opção para a sobrecarga da rede oficial, sem falar na economia que isso pode gerar, já que o custo de um aluno na rede particular é bem menor que na rede pública. 3Acesse diariamente www.sinepe-sc.org.br

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IDEIAS JORNAL DAS ESCOLAS PARTICULARES DE SANTA CATARINA “ESCOLA SEM PARTIDO VOLTAAO DEBATE NA CÂMARA DE FLORIANÓPOLIS” A boa notícia, anunciada na manchete acima publicada à página 2 do jornal Notícias do Dia (17/8/17), na coluna do jornalista Fábio Gadotti, repercutiu favoravelmente no segmento privado educacional. Diz a nota: “Se depender do MBL (Movimento Brasil Livre) o projeto “Escola sem partido”, religiosa e moral dos seus filhos. que trata sobre a atuação dos professores e a discussão política em sala de aula, vai vol- Miltinho adiantou que vai tomar a proposta como base para apresentar um pro- tar ao debate na Câmara de Florianópolis. Nesta terça-feira, o grupo realizou atos em 104 jeto nessa linha. ‘A ideia não é proibir que se fale em ideologia, e sim proibir que o pro- cidades e na Capital um anteprojeto nesse sentido foi entregue aos vereadores Miltinho fessor se manifeste defendendo a ideologia pessoal dele. A atuação tem que ser neutra’, Barcelos (DEM) e Jefferson Backer (PSDB). afirmou. O vereador Pedrão (PP) acredita que a ‘pregação partidária dentro da escola é O documento se baseia em quatro pontos principais: liberdade de consciência o caminho errado’. Ele defende uma formação política abrangente, que contribua para e de crença e a liberdade de aprender dos alunos; neutralidade política, ideológica e re- formar cidadãos e futuros eleitores conscientes. O tema já foi objeto de um projeto de lei ligiosa do Estado; pluralismo de ideias e o direito dos pais dos alunos sobre a educação do ex-vereador Badeko, apresentado em 2014 e arquivado ao fim da legislatura”. O SINEPE/SC aplaude a iniciativa dos referidos 01 02 O Professor não favorecerá, não prejudicará e não vereadores, citados acima, e reafirma o entendimento contido nas recomendações que seguem: 03 O Professor não se aproveitará da audiência cativa dos alunos, para promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias. constrangerá os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas. 04 Ao tratar de questões políticas, socioculturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa – isto é, com a mesma profundidade e seriedade –, O Professor não fará propaganda político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito. de manifestações, atos públicos e passeatas. 05 O Professor respeitará o direito dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja DEVERES de acordo com suas próprias convicções. DO PROFESSOR 06 O Professor não permitirá que os direitos assegurados nos itens anteriores sejam violados pela ação de estudantes ou terceiros, dentro da sala de aula. 4 Acesse diariamente www.sinepe-sc.org.br

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SETEMBRO 2017 - Nº 158 - ANO 26 IDEIAS “Há uma confusão entre liberdade de ensinar e de expressão” PALAVRAS DE MIGUEL NAGIB, CRIADOR DO MOVIMENTO ESCOLA SEM PARTIDO, EM ENTREVISTA À JORNALISTA LARIANE CAGNINI, DC. Advogado participou de audiência pública em Tubarão. Foto: Luíz Cechinel / Divulgação Criador de um dos movimentos mais discutidos da atualidade, o advogado Miguel Nagib esteve (agosto) em Tubarão, no Sul do Estado, para debater sobre o Escola Sem Partido. Pelo menos 800 pessoas participaram da audiência pública no município, onde o assunto ficou em voga após dois vereadores manifestarem interesse em apresentar ao Legislativo o Projeto de Lei 23/2017, que institui o movimento no município. A proposta liderada por Nagib deu origem ao projeto de lei que está nas comissões da Câmara dos Deputados, mas algumas cidades têm tentado passar o texto nas câmaras municipais. Nagib diz que os professores não têm respeitado a Constituição e a proposta do Escola Sem Partido é destacar essa informação a todos os estudantes em uma cartilha exposta em todas as salas de aula. A ideia é que, com a informação, os alunos possam exigir os seus direitos caso algum docente quebre este protocolo. Em entrevista ao DC, o advogado explicou quais são as principais bandeiras da ação e falou sobre os pontos de maior polêmica. Confira: Qual o a principal bandeira do Movimento Escola Sem Partido? O projeto vai contra um costume estabelecido nas escolas. Os professores se habituaram a usar a sala de aula para se manifestar sobre religião, política, ideologia, futebol, que são práticas ilícitas. Esta prática viola a principal liberdade garantida pela constituição, que é a liberdade de consciência e de crença do estudante, cuja presença em sala de aula é obrigatória. O projeto de lei está na Câmara e é inspirado no movimento. Houve um amplo debate dentro da Câmara dos Deputados para que não apenas o projeto fosse conhecido, mas também a realidade. O projeto não surge do nada, mas como resposta a um problema, que é a disseminação do uso político, ideológico e partidário do sistema educacional, justamente esta confusão que há entre liberdade de ensinar e liberdade de expressão. Mas não há como fugir de assuntos controversos. De que forma abordá-los na sala de aula? Tem o item do cartaz que diz que ao tratar de questões políticas, socioculturais e econômicas, questões controvertidas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa com a mesma seriedade e profundidade, as principais versões, teorias e perspectivas a respeito da matéria. Ele apresenta a matéria científica, pois questões religiosas e morais estão fora, fazem parte do âmbito privado dos indivíduos. Mas você não concorda que religião e moral são questões que precisam ser debatidas na escola? O impacto que alguns temas têm sobre as crenças religiosas e sobre a moralidade deve ficar fora, isso faz parte do direito dos pais sobre a educação dos filhos. Esse ponto que eu acho que é o mais polêmico de todos, o item quinto do cartaz, que nós reproduzimos da Convenção Americana Sobre Direitos Humanos. O professor respeitará o direito dos pais a que os filhos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções. Como um professor respeita isso? Abstendo-se de tratar dessas questões, os seus alunos não são os seus filhos, são de outra pessoa, e essa pessoa tem todo o direito de dar a educação moral que ela deseja. Qual a preocupação com a temática ideologia de gênero em sala de aula? São os abusos que estão ocorrendo quando essa matéria é discutida nas escolas. Recentemente alteramos a redação desse artigo. O projeto não poderia interditar o debate, o ensino científico, de qualquer assunto. Teoria da evolução de gênero, o que quer que seja, tem que poder ser debatido cientificamente nas escolas. O que vem sendo feito hoje não é ciência, é uma ação baseada no dogma de que a teoria de gênero é verdadeira, mas tem que ser testada cientificamente. Há pessoas que discordam, a opinião deles tem que ser apresentada. A criação destes canais de reclamação por parte dos estudantes não pode intimidar os professores? Se o professor está tendo uma conduta abusiva, essa conduta será cerceada pelo cartaz. Esse artigo do projeto não é essencial, mas é preciso que haja um canal. A exigência disso é lógica: se você quer proteger a parte mais fraca, tem que dar uma maneira de ela se manifestar. Aí vem a questão do anonimato, é claro que isso cria uma dificuldade, mas qual é a alternativa? Obrigar o estudante a se expor diante do professor? A ser perseguido, estigmatizado pelos colegas? 5Acesse diariamente www.sinepe-sc.org.br

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MOSTRE SUA ESCOLA JORNAL DAS ESCOLAS PARTICULARES DE SANTA CATARINA ESTOU LENDO Karla Antunes Diretora da Escola da Fazenda Florianópolis MEIO SOL AMARELO Chimamanda Ngozi Adichie (Companhia das Letras) Este é o segundo que leio desta escritora nigeriana apaixonante. A narração tem não apenas como pano de fundo, mas como fator determinante no destino das personagens o conflito Biafra/Nigéria do final dos anos 1960 (em que “biafrenses” tentaram sem sucesso estabelecer uma nação independente da Nigéria, o que resultou numa guerra sangrenta que levou milhares à morte, inclusive aqueles que não participaram diretamente da guerra, mas que foram por ela privados de alimentos, remédios, moradia e outras condições essenciais à sobrevivência). Sob o ponto de vista de três das personagens (Ugwu, um adolescente empregado doméstico na casa de um professor universitário; Olanna, a esposa do mesmo professor, de origem rica, mas que escolhe a vida mais simples; e Richard, inglês e escritor com dificuldades de inspiração que decide estabelecer-se no país), é narrada uma história de sobrevivência, de orgulho, de tentativa de manter a dignidade e a fidelidade às próprias raízes culturais. De forma envolvente, mas sem tomar partido, Chimamanda conta a história de seus personagens e, ao mesmo tempo, nos dá a conhecer as consequências nefastas do colonialismo europeu na África – mas, mais que isso, descreve um povo e uma cultura bonita e rica, que sobreviveu, apesar de, nas palavras de uma das personagens, “o mundo ter ficado calado enquanto nós morríamos”. MARISTA FREI ROGÉRIO COMEMORA DATAS IMPORTANTES Em comemoração aos 200 anos do Instituto Marista e aos 100 anos de Joaçaba, o Colégio Marista Frei Rogério realizou diversas atividades, estendendo a participação a alunos, ex-alunos, pais, colaboradores e à comunidade local. O monumento Frei Bruno, impor- tante ponto turístico da cidade, com 37 metros de altura, recebeu ilumi- nação especial na cor azul, em referência ao bicentenário do Instituto. De acordo com Ir. Evilazio Tambosi, diretor geral do Colégio, “Frei Bruno foi um religioso que marcou Joaçaba, por ser um exemplo de fé e de bondade em vida”. Missa celebrada na catedral de Joaçaba, ministrada pelo Bispo Dom Mário, festejou o Dia do Marista. A comemoração dos 12 anos da Pastoral Juvenil Marista (PJM), e o descerramento da placa Imagem com 37 metros de altura e iluminação azul, marco do bicentenário comemorativa aos 200 anos de Instituto Marista, também fizeram parte da agenda festiva. Fábio Machado Fernandes DOIS SÉCULOS DE EDUCAÇÃO INTEGRAL “Há 200 anos, o Instituto Marista vem espalhando pelo mundo seu conceito inovador de fazer e gerir Educação. Através do legado deixado por seu fundador, Marcelino Champagnat, o Instituto consegue através do “Jeito Marista”, manter suas tradições, porém, sem deixar de ser atual, buscando métodos inovadores para enfrentar os grandes desafios impostos pela sociedade”. Palavras de Fábio Machado Fernandes, supervisor do Núcleo de Atividades Complementares do Colégio Marista de Criciúma, em artigo transcrito na íntegra no portal www.sinepe-sc.org.br CEB MOVIMENTA COMUNIDADE EM LOUVOR À VIDA EEquipe CEB analisando o filme “O Vendedor de Sonhos” - adaptação de Augusto Cury Treinamento Funcional quipes afinadas, camaradagem, diálogo e envolvimento dos familiares, essa a receita do Colégio CEB/São José para trabalhar. Ou seja, “amar o que se faz”, frisa Natália Rodrigues, do departamento de Marketing, no relato que segue: “Amar o que se faz, produz sentido na sua vida e na vida daqueles que convivem com você. A sociedade e, consequentemente, o mercado de trabalho, exigem cada vez mais, desta forma um profissional criativo, inovador e que compreenda a importância de uma formação continuada. Isso é fundamental. Na II Semana de Estudo do Colégio CEB foi proposto à equipe da Educação Infantil ao Fundamental I dinâmicas nos quais as professoras ‘saíssem da sala de aula’ para embarcar em divertidas ações de aprendizagem, tais como, formação com o Sargento Jacymir e o Soldado Marcos da Brigada Voluntária de atendimentos pré-hospitalares e de incêndio, treinamento funcional com foco no trabalho em equipe com o professor Gabriel Sagaz e a discussão e reflexão da importância do desenvolvimento emocional das crianças e adultos. Também recebemos a Presi- dente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, a Professora Maria Alice M. Bampi no qual destacou algumas de suas experiências profissionais e, enfatizou a importância da empatia e a lidar com a adversidade. Que nos próximos meses venham novos desafios, com a mesma alegria de descobrir, compartilhar e aprender”. 6 Acesse diariamente www.sinepe-sc.org.br

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SETEMBRO 2017 - Nº 158 - ANO 26 MOSTRE SUA ESCOLA ALUNOS DA UNIVALI COMPROVAM ESCOLA DA FAZENDA INCREMENTA PESQUISA ESTOU LENDO MALEFÍCIOS DO NARGUILÉ Pesquisa realizada por acadêmicos e professores do curso de Odontologia da Universidade do Vale do Itajaí CIENTÍFICA J á ouvir falar no IEGE? Não? Pois bem, na Escola da Fazenda, no Sul de Florianópolis, Elton Frias Zanoni Diretor Acadêmico do Colégio Catarinense, Florianópolis. (Univali) aponta os efeitos da fumaça do narguilé na língua, a introdução aos conceitos e requisitos da pesquisa na traqueia e no pulmão. O estudo, com abordagem qualitativa e quantitativa, foi desenvolvido com 20 camundongos Balb/C. Depois de apresentado na Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica, em Campinas-SP, em maio de 2018 vai científica é proporcionada aos estudantes a partir do sétimo ano, como uma forma de estimular as descobertas e sistematizar o conhecimento. Já no ano passado, as turmas promoveram enquetes e pesquisas sobre os SABERES E INCERTEZAS SOBRE O CURRÍCULO Organizado por José Gimeno Sacristán (Editora Penso) ser exposto no International Conference on Oral Surgery, Me- modais de transporte utilizados pela comunidade esco- dicine, Pathology and Radiology, em Londres. Os acadêmicos lar para vir para a Escola; no início deste ano, a turma Carolina Simão Flausino e Guilherme Fernandez Hoffmeister do 9º ano produziu uma excelente pesquisa sobre os e os docentes David Rivero Tames e Sarah Freygang Mendes Pi- hábitos de estudo dos colegas do 5º ao 9º; ao longo lati são os autores do trabalho, que surgiu a partir de artigos do primeiro semestre, o 7º ano realizou um minicenso semelhantes ao tema escolhido, focados em órgãos distintos. na comunidade escolar, baseando-se na metodologia “Trata-se de um tema ainda pouco abordado em pesquisas do IBGE. Motivados por estas e outras experiências, os científicas que, em contrapartida, gera preocupação em rela- estudantes criaram o IEGE – Instituto Efaziano de Geo- ção à saúde pública, principalmente pela falta de conhecimen- grafia e Estatística. Atualmente eles estão envolvidos to da população sobre o impacto do uso do narguilé”, destaca a professora Sara, coordenadora da pesquisa. na produção de propostas para a logomarca, que será escolhida pela comunidade escolar. Destacados pensadores oferecem ao leitor reflexão sobre pressupostos, nos quais se baseiam a organização do cur- rículo, bem como elementos e fases do PROGRAMA BILÍNGUE AMPLIA APRENDIZAGEM NO CC Aaplicação do Programa Bilíngue no Colégio Catarinense/Florianópolis, em parceria com a Internacional School, abriu novas possibilidades de aprendizagem. A partir de uma vivência diferenciada, o aluno insere-se no processo de globalização, ultrapassando fronteiras políticas, econômicas e culturais – é a formação de um cidadão em sintonia com o mundo contemporâneo. Além disso, a interdisciplinaridade qualifica a educação de excelência. O Programa é uma proposta a partir da qual a aprendizagem se dá por meio da imersão na língua inglesa. Ela quebra os paradigmas do ensino de Inglês, que se baseia na repetição e memorização de estruturas gramaticais, bem como na tradução de vocabulário. No Bilíngue, ao contrário, o aluno aprende enquanto está imerso em um ambiente onde o professor fala e responde apenas em Inglês, desafiando-o a interagir com os colegas, montar maquetes, utilizar o material didático e participar de todas as atividades, sem a ajuda de dicionário ou tradução do professor. Os alunos adquirem proficiência ao longo da formação básica de maneira contextualizada e dinâmica, o que determina um desenvolvimento integral, com foco em habilidades e competências para o século XXI. A professora Ana Carolina Krieger, orientadora pedagógica do Programa Bilíngue, aposta seu desenvolvimento. Partindo de um panorama de como era entendido o papel do currículo no passado e de como ele é encarado hoje, os autores apresentam ideias, análises e propostas que, de forma ordenada, resultam dos consensos, das polêmicas e dos dilemas que devem ser considerados em uma educação democrática e solidária, permitindo ao leitor atualização densa e reflexiva sobre o tema. Vejo como leitura fundamental para docentes e educadores em geral, gestores e teóricos que se dedicam à construção e ao estudo do currículo. na iniciativa pela flexibilidade do trabalho e possibilidade de adequação à realidade dos jovens e das transformações do mundo. “Os resultados foram muito positivos, e a tendên- cia, agora, é partir para a implementação gradativa na grade curricular nos próximos anos”, diz a professora. Outro diferencial importante no trabalho é a participação de um aviso, que acompanha mensalmente o Programa, assistindo às aulas e dando suporte aos professores. O aviso é um especialista em ensino bilíngue, que repassa orientações específicas ao professor. Este ano, o Programa Bilíngue é oferecido Imersão, domínio do Inglês e interdisciplinaridade para atender demandas do mundo globalizado para os alunos do Turno Integral e do Turno Estendido, e para 2018, a Direção organiza a sua implementação na matriz curricular. 7Acesse diariamente www.sinepe-sc.org.br

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FORMAÇÃO JORNAL DAS ESCOLAS PARTICULARES DE SANTA CATARINA DESTAQUES DO 12º CONGRESSO EDUCASUL E DA FEIRA EXPO ESTUDAR Com apoio do SINEPE/SC, entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro Florianópolis se transformou no principal polo de educação do Sul do Brasil durante a realização, no Centrosul, do 12º Congresso Educasul e Feira Expo Estudar. Profissionais e pesquisadores participam de palestras, mesas de discussão e debates. A Expo Estudar trouxe universidades, escolas, empresas de intercâmbio e editoras que apresentaram novas ferramentas e oportunidades para o público interessado em estudar. As atividades continuam repercutindo. REFORMA DO ENSINO MÉDIO As atividades contaram com a participação do professor Marcelo Batista de Sousa, presidente do SINEPE/SC, durante a mesa de debates sobre A Reforma do Ensino Médio: impactos às redes públicas e privadas. O Secretário de Educação de Florianópolis, professor Maurício Fernandes Pereira (à esq.) esteve em visita ao estande do Sindicato, durante o Educasul, e foi recebido pelo presidente Marcelo. REALIDADE NACIONAL De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) realizada pelo IBGE em 2011, 1,7 milhão de jovens de 15 a 17 anos estão fora da escola. Um outro dado revela que dentre os 58% dessa faixa etária, que frequentam o ensino médio, 75% estão abaixo do nível de proficiência esperado. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), criado para medir a qualidade do aprendizado, está estagnado desde 2011. O primeiro a falar no Congresso sobre estes números nada animadores foi o educador Mozart Neves Ramos. O professor - referência nacional em educação - abriu os trabalhos do Educasul com a palestra “A Crise no Ensino Médio no Brasil”. Neves é diretor do Instituto Ayrton Senna e ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco. Recentemente escreveu um artigo na revista Isto É falando sobre a revolução silenciosa do ensino em Santa Catarina. Nomes igualmente respeitados no cenário da educação nacional, como Natacha Costa, da Cidade Escola Aprendiz; Helena Singer, do Centro de Referências em Educação Integral, entre outros, também estiveram discutindo as perspectivas e desafios do Ensino Médio no Brasil. “É necessário pensar com a cabeça do século atual”, diz especialista em educação Autora de livros e artigos publicados no Brasil e no exterior sobre educação e direitos humanos, Helena Singer foi um dos nomes de destaque no Congresso Educasul. Ela falou sobre Caminhos para Transformação do Ensino Médio. A ex-assessora especial no MEC presidiu a iniciativa por Inovação e Criatividade na Educação Básica em 2015. Segue trecho da entrevista que concedeu ao jornalis- ta Cristian Edel Weiss, do DC: a 8 Acesse diariamente www.sinepe-sc.org.br

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SETEMBRO 2017 - Nº 158 - ANO 26 FORMAÇÃO MATRÍCULAS ABERTAS. FAÇA A ESCOLHA CERTA Embora não exista receita mágica para garantir que uma escola seja bem-sucedida na fidelização e captação de novos alunos, é possível, sim, encontrar caminhos e atingir as metas desejadas. Para isso basta estar atento a determinados fatores, como organização, treinamento e cuidados com a comunicação. O objetivo é que todos os profissionais – do diretor ao porteiro, do professor ao atendente – atuem de maneira coordenada e transparente. “A HORA DA MATRÍCULA CHEGOU! SUA ESCOLA ESTÁ PREPARADA?” Este foi o tema que trouxe, a exemplo dos anos anteriores, grande número de escolas ao evento organizado pelo SINEPE/SC no último dia 2 de setembro. O auditório do Edifício Empresarial Terra Firme, em São José, ficou lotado. Desta vez o Programa de Formação Continuada do Sindicato convidou o requisitado palestrante Henrique Tichauer, um experiente profissional que abordou uma extensa pauta com os representantes das escolas afiliadas, que trouxeram suas equipes de colaboradores que atuam no processo de matrículas, gestores e demais interessados. A maior parte da exposição girou em torno da seguinte pauta: PASSO A PASSO Como identificar e reforçar os diferenciais da sua escola frente à concorrência. Saiba o que as famílias analisam para escolher a escola e os serviços educacionais. Mídias Sociais - Modernização das ferramentas de captação e retenção. A união de digital e analógico na busca de identidade e lealdade na relação escola - aluno – família. Capacitação da equipe para persuasão. Estratégias de abordagem para enaltecer os índices de desempenho e os diferenciais da escola. Como melhorar o vínculo entre a escola e a família. Guia para um bom relacionamento. Construindo excelência no atendimento ao cliente. Relacionamento como estratégia para captação e permanência, métricas de captação e retenção. Gerenciando a satisfação, promoção e lealdade à sua escola. Ao tratar de cada um dos itens acima, Henrique Tichauer foi enfático ao dizer que uma assessoria de comunicação profissional faz a diferença na escola. “Como reduzir a evasão e aumentar o número de estudantes matriculados? Aqui, o ponto chave é a comunicação”, disse. O dia de apresentação da escola aos pais é essencial. “Em vez de terminar no portão de saída, por exemplo, a visita deve ser concluída em um ambiente preparado para receber as famílias e os potenciais futuros alunos”. Outro detalhe muito importante: É preciso ter as principais informações à mão, como preços, condições de pagamento e formulários. “São cuidados que fazem diferença e demandam treinamento e organização de processos.” QUEM É Henrique Tichauer (SP), executivo com mais de 25 anos de experiência em empresas multinacionais, (Pearson, Discovery Networks, Pfizer e Bayer), liderando a gestão de produtos e serviços. Formado em Administração, com MBA em Gestão Internacional de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e especialização em Negociações pela Harvard Law School (EUA) e Educação Executiva pelo IMD (Suíça). Estudioso das mudanças e tendências e apaixonado por educação, palestrante e conferencista, possui experiência em processos de estruturação de negócios, inteligência de mercado, comunicação, estratégias comerciais e de marketing, com mix de plataformas e canais de comunicação, incluindo mídias sociais. Atualmente, sócio fundador da EXP - Inteligência Educacional, empresa especializada em soluções inovadoras para o mercado de educação. O Ideb das escolas de SC se destaca nacionalmente tanto nos anos iniciais quanto nos finais, mas no ensino médio o Estado não consegue acompanhar estes índices. De um modo geral, que caminhos a gente pode seguir para mais engajamento dos jovens nessa faixa? O ensino médio está ruim no mundo todo, que busca de uma nova proposta para a educação, especialmente dos adolescentes, porque a escola do jeito que está não atende os desafios do século 21 tanto para a formação deles quanto para o que o mundo precisa. É necessário pensar com a cabeça do século atual, reconhecendo que os jovens têm acesso às informações mais instrumentais facilmente. Eles produzem conhecimento, têm acesso aos meios para produzir filmes, livros, blogs, sites, discussões, debates com pessoas de perto e de longe. É um contexto muito diferente e a gente tem que pensar no que seria necessário em uma escola agora. A partir disso, acho que as várias propostas, como o ensino técnico e o ensino com 16 disciplinas, vão ser sempre insuficientes, mas tem algumas propostas gerais comuns, como por exemplo, dar a eles condições de escolher diferentes caminhos, pois os jovens são diversos, o mundo é diverso. A questão da conexão da escola com o contexto social em que ela está também é importante, dando possibilidade do jovem se envolver e refletir sobre o lugar em que ele mora, enviar projetos de intervenção e transformar o espaço. A escola também precisa se conectar com os ambientes de trabalho porque é um caminho que ele pode já trilhar mesmo que vá para a universidade. E por fim, a escola pode fazer conexões com lugares de produção de conhecimento da cidade, dos territórios. Isso é uma experiência que existe em outros lugares. Existe até no Brasil. É quando a escola se conecta com um centro poliesportivo assim como cria um itinerário mais voltado para o jovem que gosta de esporte, por exemplo, ou se conecta com um centro de produção científica e forma itinerários para jovens que gostam mais dessa área. 9Acesse diariamente www.sinepe-sc.org.br

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MOSTRE SUA ESCOLA JORNAL DAS ESCOLAS PARTICULARES DE SANTA CATARINA ESTOU LENDO Viviane Reinert Secretária do Colégio CONFEPI Navegantes EU TE AMO MAS SOU FELIZ SEM VOCÊ Jaime Jaramillo (Academia de Inteligência) UNIVALI REEDITA LIVRO SOBRE REMÉDIOS DE ORIGEM VEGETAL V aldir Cechinel Filho, vice-reitor de Pesquisa, Pós-graduação, Extensão e Cultura da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), lançou a 2ª edição, revista e atualizada, do livro: “Medicamentos de origem vegetal: Atualidades, desafios e perspectivas”, durante o 5º Congresso Latino-Americano de Plantas Medicinais que ocorreu em agos- to, em La Paz, na Bolívia. A obra, publicada pela Editora Univali, aborda todo o processo, desde a prospecção de princípios ativos a partir de plantas até o produto final, o sonho de todo o pesquisador da área, um medicamento eficaz e seguro. Com 223 páginas, explica como a natureza, de forma particular as plantas, têm demonstrado inúmeros caminhos científicos para a real possibilidade de tornar esse sonho em realidade. A publicação custa R$ 69,90 e pode ser adquirida pelo site da Editora Univali. Capa da 2ª edição do livro ALUNOS CONTAM A HISTÓRIA DOS 25 ANOS DO COLÉGIO UNESC Ela entrou no Colégio Unesc/Criciúma neste ano, mas o amor pela escola já preencheu o coração. A aluna Gabriela Magnus, do terceiro ano do Ensino Fundamental, foi uma das crianças a se apresentarem na Festa de Inverno do Colégio Unesc. O sorriso e a felicidade no olhar não negavam o sentimento que ela compartilhou em cada paço de dan- ça. A pequena conta que de todas as escolas que ela já passou, o Colégio Unesc foi o que mais a encantou. “Eu fiz muitas amizades aqui, e a Unesc é tão grande que eu nem podia No caminhar da nossa existência, nos Festa de Inverno: Alunos se divertem e contam a história dos 25 anos do Colégio Unesc imaginar. Depois de me formar no Colégio também vou entrar pra Universidade”, comentou a Gabyzinha, como é chamada carinhosamente pelos colegas. apegamos às coisas materiais e nas pessoas, estando convictos que essa é a ver- ZELO dadeira felicidade, e, quando perdemos, Todas as coreografias foram trabalhadas por meio da memória da escola. Os estudantes temos a sensação que o nosso mundo conheceram a trajetória durante a formação de cada apresentação. Segundo a diretora do desmoronou. É inevitável o sofrimento, Colégio Unesc, Daiana Silveira Colombo, é extremamente importante os estudantes conhe- a dor e a angústia. Temos duas alternati- cerem a história da escola. “Toda a apresentação da Festa de Inverno foi fundamentada vas: ficar nos lamentando ou prosseguir, em muito estudo. Eles não apenas aprenderam uma coreografia, mas refletem sobre a e perceber que a verdadeira felicidade construção dela. Fotos, documentos e depoimentos também farão parte da programação depende exclusivamente de nós. Eu re- do evento, que tem o objetivo de levar para a comunidade todo o trabalho desenvolvido ao comendo a leitura deste esclarecer livro para “aprender a quebrar o ciclo do ape- Dança, arte e música compõem a programação do evento (Fotos: Mayra Lima) longo desses anos”, ressaltou. Confira a sinopse das coreografias https://www.unesc.net/ portal/resources/files/213/image.png go e entender a verdadeira essência do amor” DO SAGRADA PARA A OLIMPÍADA DE ASTRONOMIA A os 17 anos, ex-aluna do Colégio Sagrada Família/ Blumenau, Helena Buschermöhle é destaque na mídia catarinense. Ela integra a equipe de estudantes da seleção brasileira de Astronomia e Astrofísica que vai disputar a Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (Olaa) no Chile. A repórter Aline Camargo, da agência RBS, fez uma bela reportagem com Helena, traçando seu perfil, no qual revela que o entusiasmo pelos astros cresceu no início do ensino médio, quando ela começou a participar da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), evento no qual esteve três vezes e conquistou uma medalha de ouro e duas de bronze. O caminho até a vaga foi longo e começou muito antes dela planejar competir. Para estar entre os 29 selecionados ela contou com o apoio e o auxílio dos professores, da coordenadora Silvana Silva Busetti e da diretora do Colégio Sagrada Família, Irmã Ana Besel, onde estudou a vida toda. Engenharia Aeroespacial está entre as metas para o futuro 10 Acesse diariamente www.sinepe-sc.org.br

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SETEMBRO 2017 - Nº 158 - ANO 26 MOSTRE SUA ESCOLA IEMES CELEBRA DIA DO FOLCORE E ESTIMULA PRÁTICAS CULTURAIS Uma pequena mostra do dedicado trabalho educativo pode ser observada nestas fotos Oeducador Richard Quadros Magnus, do Colégio IEMES/ Sombrio, em relato ao Jornal do SINEPE/SC, destaca detalhes do envolvimento da comunidade escolar e seu desejo de estimular boas práticas culturais. Segue seu relato: “Segundo Câmara Cascudo, principal folclorista brasileiro, folclore define-se como a cultura popular, tornada normativa pela tradição, ou seja, aspectos culturais que carregam a sabedoria e os costumes populares, geralmente expressos na forma de mitos, histórias, músicas, festas e danças. No Brasil, em 1965, fixou-se o dia 22 de agosto como Dia do Folclore a fim de assegurar ampla proteção às manifestações populares, estimular seu estudo e defender a sobrevivência dos folguedos e artes, como instrumento de valorização da tradicional popular do país. No litoral catarinense, fortemente influenciado pelos colonizadores açorianos e castelhanos, temos o folguedo folclórico do Boi de Mamão. Misturando teatro, música e dança, o folguedo cômico apresenta personagens mirabolantes ao contar a história da morte e ressurreição do boi. As fantasias e personagens remontam ao cotidiano simples do povo, com suas alegrias e desafios. Com esta inspiração, a Educação Infantil aprofundou o trabalho com o Boi de Mamão, explorando sua história e seus personagens. Já o Ensino Fundamental I inspirou-se nas lendas, contos e tradições que rodeiam a cultura popular de Sombrio (Morro da Moça, Lagoa de Sombrio, as lendas de bruxas, as trovas, as benzeduras, as cantigas). Após preparar as apresentações, os estudantes sociabilizaram suas descobertas com os demais colegas, em dois momentos muito descontraídos com música, dança, comidas tradicionais e a visita de representante do Grupo Açor-Sul”. Lançamento ocorreu no Museu de Zoologia (Foto: Divulgação) UM EXEMPLAR DO MAIOR E MAIS PESADO PEEIXE ÓSSEO DO MUNDO CHEGOU NA UNESCle pode atingir mais de três metros de comprimento e pesar mais de duas toneladas. Pode ser encontrado em todos os oceanos, inclusive na costa brasileira. Considerado o maior e mais pesado peixe ósseo do mundo, seu nome faz referência a sua cor cinza, textura rugosa e corpo arredondado, é o Peixe-lua, que agora compõe o acervo do Museu de Zoologia da Unesc/Criciúma. O lançamento ocorreu no início de setembro, no Espaço Expositivo Ecossistema Marinho, localizado no Bloco Administrativo da Universidade. O exemplar da Unesc foi doado pelo extinto Museu do Índio e apresenta 1,5 metros de comprimento. Ele foi restaurado pelos biólogos Rodrigo Ribeiro de Freitas, Murilo Bon e Kleiton Lima, que fazem parte da equipe do Laboratório de Zoologia do Museu da Unesc. NOSSA SENHORA DE FÁTIMA PROMOVE FESTA PARA VALORIZAR A FAMÍLIAamília e Escola têm que caminhar de mãos dadas. Afinal, é um elo importantíssimo no desenvolvimento da apren- dizagem de qualquer criança ou adolescente. Para reforçar essa parceria, o Colégio Salvatoriano Nossa Senhora de F Fátima, do Estreito/Florianópolis, realizou a Festa da Família. Foi um dia inteiro de atividades, para unir ainda mais a comunidade e a escola, valorizar esses laços e preparar um mundo melhor. Além de assistir às apresentações dos filhos, os pais puderam participar de atividades esportivas e recreativas e oficinas. No bosque, à tarde, as famílias fizeram um piquenique ao som do grupo Quarteto Vitrola. Esta foi a 11ª edição da festa, que teve como lema “Colégio e Família: aliados pelo bem da casa comum”. Unir, crescer e valorizar: receita infalível para bem educar 11Acesse diariamente www.sinepe-sc.org.br

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MOSTRE SUA ESCOLA JORNAL DAS ESCOLAS PARTICULARES DE SANTA CATARINA CAP MOSTRA EM FEIRA DE CIÊNCIA A CRIATIVIDADE DOS ALUNOS Aarma mais poderosa da população para derrotar a violência, a intolerância e o racismo é a informação. Sem ela, é inevitável que a vida das pessoas seja desperdiçada e roubada. Apostando na difusão do conhecimento, alunos e professores abriram as portas do Colégio Antônio Peixoto, no Balneário do Estreito/Florianópolis, durante a Feira Multicultural e de Ciências para mostrar à comunidade alguns dos trabalhos que realizaram sobre esses ruidosos temas da atualidade, incluindo o terrorismo. Se o resultado prático de cada informação pudesse ser verificado em todas as salas de aulas, a exemplo desses alunos e professores, o Brasil daria um salto evolutivo sem precedentes. Seria uma verdadeira revolução educacional. Os projetos abordaram assuntos de diversas áreas das ciências, como Biologia, Saúde, Tecnologia e Ciências Exatas. Esta é a maior feira do gênero do CAP e reuniu trabalhos desenvolvidos por estudantes durante o primeiro semestre. INTERAÇÃO TOTAL COM A SOCIEDADE “Tornar o aluno pesquisador”. Este é um desafio para muitos educadores em uma era de games e redes sociais. Quando incentivamos a criatividade, os alunos passam a descobrir do que eles gostam, seus interesses, suas identidades. Des- ta forma desenvolvem potenciais através da pesquisa, utilizando novos métodos e raciocínio lógico, além de incentivar a comunicação oral, trocando e dividindo conhecimentos, comenta a professora Josane Lisboa Chinkevicz, mestre em Ciências da Linguagem. Os alunos do CAP na Feira Multicultural e de Ciências apresentaram uma verdadeira aula prática de interação social, Estudantes cada vez mais preparados para o mundo globalizado comunicação e conhecimento para a prática da atividade científica, intensificando o diálogo entre escola e sociedade, contribuindo para despertar nos estudantes o interesse pela ciência e tecnologia, além de auxiliar na construção de uma educação científica. Hoje em dia nas escolas se critica uma educação que limita em formar alunos com o intuito apenas de dominar determinados conteúdos e não que saibam pensar, refletir, propor soluções para problemas e questões atuais, trabalhar e cooperar uns com os outros, isto vale como um alerta. “Precisamos de alunos que saibam questionar, lidar com situações adversas e encontrar soluções para driblá-las”, afirma a professora de sociologia Josane. Dentro desse entendimento, o papel do professor orientador “é de acompanhar o todo o processo de desenvolvimento do projeto, provocando e acreditando no potencial do seu alu- no”, afirma a professora e historiadora Roberta Martins. Além disso, os educadores devem facilitar o aprendizado dos conteúdos das disciplinas envolvidas, estimulando a formação de cientistas e pesquisadores desde pequenos. A Feira envolveu alunos do Ensino fundamental I e II e Ensino Médio. CATÃO INCENTIVA LEITURA DESDE CEDO CONFEPI CRIA HORTAS URBANAS Alunos do 2º ano do Ensino Médio realizaram o Projeto Hortas Urbanas em Navegantes. A iniciativa, idealizada pelo professor Érico, de Geografia, teve como objetivo trabalhar a reciclagem de garrafas pet. Com criatividade, criaram vasos onde foram plantadas sementes e diversas mudas de flores, grãos e temperos para a cozinha. A prática se estenderá ao longo do ano, onde será registrado o tempo de germinação e suas especificidades quanto ao clima e falta de água. OOs cuidados com a educação começam nos livros Centro Educacional Engenheiro Francisco Catão /Imbituba vem ampliando o projeto de leitura na instituição. Denominado “Fábulas”, é desenvolvido com a turma do 1º Ano do Ensino Fundamental sob os cuidados da professora regente Rosilete Teixeira Machado Pires. A iniciativa se propõe a fortalecer valores. 12 Acesse diariamente www.sinepe-sc.org.br Produtos químicos não entram no cardápio

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GUIA JORNAL DAS ESCOLAS PARTICULARES DE SANTA CATARINA is que boas notícias também surgem em tempos difíceis e contur- E BOA NOTÍCIA!bados em nosso país... e por isso mesmo devem ser valorizadas! Trata-se da recente edição do Decreto nº 9.094, de 17 de DESBUROCRATIZAÇÃOjulho de 2017, que “dispõe sobre a simplificação do atendimento prestado aos usuários dos serviços públicos, ratifica a dispensa do EM SERVIÇOS PÚBLICOS.reconhecimento de firma e da autenticação em documentos produ- zidos no País e institui a Carta de Serviços ao Usuário”. A nova norma dispensa o reconhecimento de firma e a autenticação de Os órgãos e as entidades do poder executivo cópia de documentos expedidos no país por órgãos públicos federais, tanto para federal que prestam atendimento aos usuários dos pessoas físicas quanto jurídicas. serviços públicos, direta ou indiretamente, deverão Claudio Lange Moreira, assessor da Diretoria do Sinepe/SC, advogado, especialista em Direito e Processo do Trabalho elaborar e divulgar Carta de Serviços ao Usuário, que O próprio servidor público vai conferir a cópia do documento com o origi- terá por objetivo informar as formas de acesso a esses nal. Já a cópia autenticada dispensa a conferência do original. O decreto também serviços e os compromissos e padrões de qualidade do atendimento ao público. prevê a presunção de boa-fé; compartilhamento de informações; atuação integrada e sistêmica na expedição de atestados, certidões e documentos comprobatórios Os usuários dos serviços públicos poderão apresentar solicitação de sim- de regularidade; racionalização de métodos e procedimentos de controle; elimina- plificação, por meio de formulário próprio denominado Simplifique, aos órgãos e às ção de formalidades e exigências cujo custo econômico ou social seja superior ao entidades do poder executivo federal, quando a prestação de serviço público não risco envolvido; articulação com os estados, o Distrito Federal, os municípios e os observar o disposto no decreto. outros poderes para a integração, racionalização, disponibilização e simplificação de serviços públicos, dentre outras medidas. Boa notícia, boa medida e em boa hora! PPELNASENSEOGURDOE SEGUROS IDEAL - INSTITUIÇÕES DE ENSINO Rafael Rocha, Diretor Comercial rafael.rocha@rochacorretora.com Oexercício da ação empresarial é essencialmente de risco e a atividade escolar em especial acaba possuindo uma maior exposição a riscos que podem causar grandes perdas. presenta em média 0,6% do custo da mensalidade escolar e é composto das seguintes apólices: - Seguro Patrimonial (48) 3206-3426 e 9946-4604 Esses riscos estão relacionados à “Res- - Seguro de Responsabilidade Civil Operações ponsabilidade Civil”, que as instituições de ensino - Seguro de Responsabilidade Civil Profissional possuem perante o público com que elas se re- - Seguro de Acidentes Pessoais Escolar lacionam. Dentre eles: Alunos, Pais, Funcionários, Visitantes, Prestadores de serviços etc. É importante que as instituições de ensino ajustem as suas plani- Dessa forma, além dos riscos patrimoniais, deve-se mapear todos lhas de custos, para que possam comportar a contratação dessas apólices de os demais existentes, para que seja elaborado o “Plano de Seguros Ideal” de seguros e poderem assim, desenvolver a sua atividade sem riscos de perdas forma customizada, para cada instituição de ensino, o qual irá dar um ampa- patrimoniais e financeiras. ro integral, a todos os eventos possíveis de serem cobertos por apólices de Deixo o canal aberto com todos vocês associados, para que possa- seguros. mos trocar informações, esclarecer possíveis dúvidas e para explorarmos Esse “Plano de Seguros Ideal” não possui um custo elevado. Ele re- alguns temas específicos, que julguem interessantes e necessários. 14 Acesse diariamente www.sinepe-sc.org.br

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MAIO/JUNHO 2017 - Nº 157 - ANO 25 INFORME TÉCNICO ESCOLA NÃO É OBRIGADA A CONTRATAR NUTRICIONISTA MEDIDA LIMINAR DA JUSTIÇA FEDERAL Nossa orientação sempre foi no sentido de que a escola que oferece alimentação aos seus educandos, por uma questão de segurança e respeito aos seus clientes, tivesse o seu cardápio devidamente elaborado e assinado por um profissional de nutrição, sem a necessidade de sua contratação regular, já que a atividade fim da escola não é Osmar dos Santos, advogado, Diretor Executivo do Sinepe/SC alimentação, mas sim o ensino. Não é de hoje que o Conselho Regional de Nutrição da 10ª legal para a obrigatoriedade de registro perante os conselhos profissionais, assim como para a contratação de profissional específico, é determinado pela atividade básica ou pela natu- Região (SC) tem insisten- reza dos serviços prestados pela empresa. temente fiscalizado escolas, em todo Estado, forçando a Nossa orientação sempre foi no sentido de que contratação de um profissional nutricionista para aqueles a escola que oferece alimentação aos seus educandos, por estabelecimentos de ensino que fornecem alimentação aos uma questão de segurança e respeito aos seus clientes, alunos. Sempre afirmamos e orientamos que em virtude da tivesse o seu cardápio devidamente elaborado e assinado atividade básica da escola (ensino) não estar ligada ao ramo por um profissional de nutrição, sem a necessidade de sua de alimentação, não havia obrigação destas estarem sujei- contratação regular, já que a atividade fim da escola não é tas a registro e/ou controle do CRN, bem como da obrigação alimentação, mas sim o ensino. da contratação de Nutricionistas, em especial, nas condições No entanto, nos últimos anos, o CRN da 10ª Região impostas pelo CRN. (SC), além de fiscalizar insistentemente e indevidamente as NEGADO PROVIMENTO À APELAÇÃO Essa é a segunda derrota do CRN da 10ª Região (SC), pois em 2014, em face de sentença semelhante proferida contra as suas pretensões, apelou, via Mandado de Segurança, ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF), tendo a Egrégia 3ª Turma do TRF da 4ª Região, por unanimidade, negado provimento à apelação, conforme EMENTA abaixo: A Lei 8.234/91, que regulamenta a profissão de nutricionista, indica quais atividades a serem desempenhadas pelo profissional, conforme segue: “Art.” 3º São atividades privativas dos nutricionistas: I - direção, coordenação e supervisão de cursos de graduação em nutrição; II - planejamento, organização, direção, supervisão e avaliação de serviços de alimentação e nutrição; III - planejamento, coordenação, supervisão e avaliação de estudos dietéticos; IV ensino das matérias profissionais dos cursos de graduação em nutrição; V - ensino das disciplinas de nutrição e alimentação nos cursos de graduação da área de saúde e outras afins; VI - auditoria, consultoria e assessoria em nutrição e dietética; VII - assistência e educação nutricional e coletividades ou indivíduos, sadios ou enfermos, em instituições públicas e privadas e em consultório de nutrição e dietética; VIII - assistência dietoterápica hospitalar, ambulatorial e em nível de consultórios de nutrição e dietética, prescrevendo, planejando, analisando, supervisionando e avaliando dietas escolas, passou a multar aquelas que não atendiam as suas notificações quanto ao registro e contratação desse profis- sional chegando, inclusive, a ingressar com ação judicial de execução fiscal desses valores, trazendo grande transtorno a essas escolas afiliadas ao SINEPE/SC. Desse modo, inconformados com essa situação, após inúmeras tentativas de solucionar o caso pelas vias administrativas junto ao CRN, todas sem sucesso, o SINDI- CATO DOS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO DO ESTADO DE SANTA CATARINA – SINEPE/SC resolveu ajuizar demanda em face do CONSELHO REGIONAL DE NUTRICIONISTAS DA 10ª REGIÃO onde obteve, no dia 19/07/2017, o seu pedido de tutela antecipada (liminar) atendida, tendo o Juiz Federal, da 2ª Vara Federal de Florianópolis, determinado ao CRN da 10ª Região (SC) que se abstenha de aplicar multa às instituições particulares de ensino vinculadas ao SINEPE/SC em razão de não possuírem nutricionistas atuando como responsável técnico pela alimentação dos educandos. “ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONSELHO DE NUTRICIONISTAS. RESPONSÁVEL TÉCNICO NUTRICIONISTA. INSCRIÇÃO NO CONSELHO. EMPRESA QUE TEM POR OBJETIVO SOCIAL O RAMO DE EDUCAÇÃO INFANTIL, JARDIM DE INFÂNCIA E BERÇÁRIO MATERNAL. DESNECESSIDADE. 1. Conforme bem fundamentado na sentença, as atividades desenvolvidas pela apelada não estão inseridas dentre as privativas de profissional da nutrição. Assim, não estando a atividade-fim da empresa relacionada à área de atuação do Conselho de Nutricionistas, não há obrigatoriedade de inscrição, contratação de técnico afeto ao órgão ou pagamento de anuidade. 2. Apelo improvido”. para enfermos. E, a teor do art. 1º da Lei 6.839/80, o critério

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